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Lição 5                                                                                                26 de janeiro a 2 de fevereiro

                                                       Criação e moralidade




Sábado à tarde                                                                                               Ano Bíblico: Êx 28, 29

VERSO PARA MEMORIZAR: “O Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da
árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn
2:16, 17).

Leituras da semana: Gn 2:16, 17; 1:26-28; Tg 3:9; At 17:26; Pv 14:31; Mt 5:44-48; Ap 20:11-13

As pessoas gostam de falar sobre “direitos humanos”. Desde a Magna Carta (1215) à Declaração Francesa dos Direitos
do Homem e do Cidadão (1789) e às várias declarações das Nações Unidas, é promovida a ideia de que os seres
humanos possuem certos direitos “inalienáveis”, direitos que ninguém pode, legitimamente, tirar de nós. Pelo menos
teoricamente, eles são nossos em virtude de sermos humanos.

As perguntas permanecem: Quais são esses direitos? Como devemos determinar o que eles representam? Esses direitos
podem mudar? Em caso afirmativo, de que forma? Por que devemos, como seres humanos, ter esses direitos?

Em alguns países, por exemplo, as mulheres não tinham “direito” de votar até o século 20 (algumas nações ainda negam
esse direito). No entanto, como um governo pode conceder às pessoas algo que já é seu “direito inalienável”? São
perguntas difíceis, e suas respostas estão inseparavelmente ligadas à questão das origens humanas, tema do estudo da
lição desta semana.

Domingo                                                             Ano Bíblico: Êx 30, 31

Nossa dependência do Criador

Gênesis 2:7 descreve Deus criando Adão e apresenta o homem como ser moral inteligente, não como animal. O texto não
diz, mas é possível imaginar Deus usando as mãos para moldar o pó na forma e tamanho pretendidos. Poderíamos
pensar que o grande Soberano do Universo não Se inclinaria para sujar as mãos na criação do homem, mas a Bíblia
revela o Criador como Alguém intimamente envolvido com a criação. As Escrituras registram muitas ocasiões em que
Deus, voluntariamente, interagiu com a criação material. Os exemplos incluem Êxodo 32:15, 16; Lucas 4:40 e João 9:6. Na
verdade, a encarnação de Cristo na humanidade, processo pelo qual Ele interagiu no dia a dia com o mundo criado de
maneira muito semelhante à nossa, refuta a noção de que Deus não podia Se abaixar para “sujar as mãos” entre a
humanidade.

Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a
ser alma vivente. (Gên. 2:7)

E, voltando-se, desceu Moisés do monte com as duas tábuas do Testemunho nas mãos, tábuas escritas de ambos os
lados; de um e de outro lado estavam escritas. As tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura
de Deus, esculpida nas tábuas. (Êxo. 32:15-16)

Ao pôr-do-sol, todos os que tinham enfermos de diferentes moléstias lhos traziam; e ele os curava, impondo as mãos
sobre cada um. (Luc. 4:40)

Dito isso, cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o aos olhos do cego, (João 9:6)

1. Que ordem Deus deu a Adão? O que está implícito nessa ordem? Gn 2:16, 17

E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do
bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Gên. 2:16-17)



                                                          ramos@advir.com
Podemos perguntar: Que direito Deus tinha de criar regras para Adão e Eva? Compare essa situação com a de uma
criança em uma família. Os pais proveem à criança um lar e satisfação de necessidades. Eles a amam e têm em mente
os melhores interesses dela. Visto que eles têm maior experiência e sabedoria, se a criança aceitar suas orientações,
será poupada de muito sofrimento. Algumas crianças acham difícil cumprir ordens, mas é universalmente reconhecido
que, enquanto a criança é dependente dos pais, ela é obrigada a aceitar suas regras. De maneira semelhante, uma vez
que somos sempre dependentes de nosso Pai celestial para a vida e suas necessidades, sempre é apropriado aceitar a
orientação de Deus. Visto que Ele é o Deus de amor, podemos confiar que Ele sempre proverá o que precisamos para
nosso bem.

2. Como o salmista expressa nossa dependência de Deus? Que obrigações essa dependência coloca automaticamente
sobre nós, especialmente no que diz respeito à maneira pela qual tratamos os outros? Sl 95:6, 7; Sl 100

Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu
pasto e ovelhas de sua mão. (Sal. 95:6-7)

Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras. Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico.
Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio. Entrai
por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor; rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome.
Porque o SENHOR é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e, de geração em geração, a sua fidelidade. (Sal. 100)

Segunda                                                    Ano Bíblico: Êx 32, 33

À imagem de Deus

3. Que atributo especial foi dado apenas aos seres humanos? Gn 1:26-28

Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os
peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que
rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E
Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do
mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. (Gên. 1:26-28)

O que é exatamente a “imagem de Deus”? Essa questão tem gerado muita discussão e as opiniões variam. Mas os
versos apresentam alguns indícios sobre a natureza da ideia. Primeiro, observe que, ter sido feito à imagem de Deus
sugere que parecemos com Deus em determinados aspectos. Um aspecto importante da imagem de Deus é que Ele deu
aos seres humanos o domínio sobre as outras criaturas. Como Deus é soberano sobre tudo, assim Ele designou aos seres
humanos uma parte dessa soberania, dando-lhes domínio sobre os peixes, aves e animais terrestres.

Note igualmente que Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem” (Gn 1:26, itálico acrescentado), isto é, uma
imagem envolvendo a pluralidade da Divindade. Então, Ele criou os seres humanos do sexo masculino e feminino. A
imagem de Deus não se expressa plenamente em um indivíduo, mas no relacionamento. Assim como a Divindade se
manifesta em três Pessoas em relacionamento, também a imagem de Deus nos seres humanos se expressa no
relacionamento entre homem e mulher. A capacidade de formar relacionamentos faz parte da imagem de Deus.
Relacionamentos implicam em responsabilidade e prestação de contas, o que significa moralidade. Por isso, exatamente
nesse texto temos um forte indício de como a moralidade encontra seu fundamento na história da criação.

4. Como a ideia de que os seres humanos foram feitos “à imagem de Deus” está claramente relacionada com o conceito
de moralidade? Gn 9:6; Tg 3:9

Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua
imagem. (Gên. 9:6)

Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. (Tia.
3:9)

Os seres humanos têm lutado por milênios com a questão da moralidade. Mesmo antes de conhecermos o que é a
correta moralidade, o fato de sermos seres morais levanta uma série de questões profundas. Por que, ao contrário dos
besouros, pulgas e até mesmo chimpanzés, os seres humanos têm uma consciência moral, um conceito que distingue
entre o certo e o errado? Como seres feitos essencialmente de matéria amoral (quarks, gluóns, elétrons e assim por
diante) podem estar cientes de conceitos morais? A resposta pode ser encontrada nos primeiros capítulos da Bíblia, que
revelam que os seres humanos são criaturas morais feitas “à imagem de Deus.”

Terça                                                      Ano Bíblico: Êx 34–36

Feitos do mesmo sangue

Em Gênesis 2:23, Adão recebeu a tarefa de dar nome à sua esposa, a quem chamou Havah. Essa palavra está relacionada
com o verbo hebraico hayah, que significa “viver” (os judeus, às vezes, usam uma expressão semelhante, lehayim [à
vida!], usada quando se faz um brinde). A palavra hebraica para “Eva” (Havah) pode ser traduzida como “doadora de
vida”. O nome de Eva representa o fato de que ela é a ancestral de todos os seres humanos. Somos todos uma família no
sentido mais literal.

E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi
tomada. (Gên. 2:23)


                                                   ramos@advir.com
5. Como Paulo vincula a fraternidade de toda a humanidade com a criação? At 17:26; Mt 23:9

de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente
estabelecidos e os limites da sua habitação; (Atos 17:26)

A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus. (Mat. 23:9)

Estamos unidos no sentido de que todos nós descendemos de uma mulher, Eva, e de um homem, Adão. E Deus é o Pai
de todos nós. Esse fato é a base da igualdade humana. Imagine como seriam diferentes as relações humanas se todas as
pessoas reconhecessem essa verdade importante. Se já precisamos de uma prova de que somos realmente caídos, e de
como o pecado nos prejudicou, temos isso no triste fato de que os seres humanos, muitas vezes, tratam uns aos outros
de maneira pior do que algumas pessoas tratam os animais.

6. De que maneira o livro de Provérbios nos ajuda a entender a ligação entre a moralidade e o fato de que fomos criados
por Deus? Pv 14:31; 22:2

O que oprime ao pobre insulta aquele que o criou, mas a este honra o que se compadece do necessitado. (Prov. 14:31)

O rico e o pobre se encontram; a um e a outro faz o SENHOR. (Prov. 22:2)

Muitos fatores têm dividido a humanidade: política, nacionalidade, etnia, e, claro, economia. O fator econômico é, sem
dúvida, um dos mais importantes (embora nunca na medida que Karl Marx previu: os trabalhadores do mundo nunca se
uniram; em vez disso, lutaram uns contra os outros com base na sua nacionalidade). Hoje, como sempre, os pobres e os
ricos frequentemente consideram uns aos outros com desconfiança e desprezo. Quantas vezes esses sentimentos têm
levado à violência, e até mesmo à guerra! As causas da pobreza e a solução para ela são questões que ainda nos deixam
perplexos (Mt 26:11), Mas uma coisa é certa na Palavra de Deus: ricos ou pobres, todos nós merecemos a dignidade que é
nossa em virtude de nossas origens.

Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes; (Mat. 26:11)

Anos atrás, depois que o darwinismo se tornou moda, alguns justificaram a exploração dos pobres pelos ricos com base
no “darwinismo social”, com o seguinte raciocínio: Visto que, no mundo natural, o forte domina e explora os fracos, por
que o mesmo princípio não deve ser aplicado na economia? Esse é outro exemplo de que uma compreensão correta das
origens é fundamental para a compreensão da moralidade.

Quarta                                                      Ano Bíblico: Êx 37, 38

O caráter do nosso Criador

Deus nos criou à Sua imagem, o que significa, entre outras coisas, que Ele desejou que tivéssemos um caráter parecido
com o Seu. Isto é, devemos ser semelhantes a Ele, tanto quanto humanamente possível (note: ser como Deus não é a
mesma coisa que aspirar a ser Deus, uma diferença crucial). Para ser como Deus, no sentido de refletir Seu caráter,
devemos ter uma compreensão adequada do que é esse caráter.

7. O que Jesus ensinou sobre o caráter de Deus e também sobre o modo pelo qual devemos refletir esse caráter em
nossa vida? Mt 5:44-48

Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai
celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os
que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os
vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo? Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é
o vosso Pai celeste. (Mat. 5:44-48)

8. O que a parábola do bom samaritano ensina sobre o caráter de Deus e como ele deve ser refletido na humanidade? Lc
10:29-37; Fp 2:1-8

Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo? Jesus prosseguiu, dizendo: Certo homem
descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe
causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo
caminho e, vendo-o, passou de largo. Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou
de largo. Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. E, chegando-
se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma
hospedaria e tratou dele. No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem,
e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar. Qual destes três te parece ter sido o próximo do
homem que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu-lhe o intérprete da Lei: O que usou de misericórdia para com ele.
Então, lhe disse: Vai e procede tu de igual modo. (Luc. 10:29-37)

Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados
afetos e misericórdias, completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais
unidos de alma, tendo o mesmo sentimento. Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade,
considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão
também cada qual o que é dos outros. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele,
subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo
a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou,
tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. (Filip. 2:1-8)
                                                   ramos@advir.com
A história contada por Jesus envolve dois homens de grupos diferentes e antagônicos. Mas Jesus mostrou que eles eram
próximos. Cada um deles estava dentro da esfera de responsabilidade do outro, e Deus Se agradou quando as diferenças
foram postas de lado e um tratou o outro com bondade e compaixão.

Que contraste é visto entre os princípios do reino de Deus e os princípios do governo de Satanás! Deus chama o forte a
cuidar do fraco, enquanto os princípios de Satanás exigem a eliminação dos fracos pelos fortes. Deus criou um mundo de
relacionamentos pacíficos, mas Satanás distorceu as coisas de modo tão completo que muitos consideram a
sobrevivência do mais apto o padrão normal de conduta.

Se o processo perverso de seleção natural (em que os fortes dominam os fracos) tivesse sido o meio pelo qual viemos à
existência, por que deveríamos agir de modo diferente? Se aceitarmos esse ponto de vista e promovermos nossos
interesses, em detrimento dos menos “naturalmente selecionados”, deixaremos de seguir a Deus, e os princípios da
natureza, da maneira que Ele ordenou.

De quais outras maneiras você percebe que a compreensão das nossas origens afeta nossos conceitos morais?

Quinta                                                       Ano Bíblico: Êx 39, 40

Moralidade e responsabilidade

9. Examine o sermão de Paulo em Atenas (At 17:16-31). Siga a linha de raciocínio que ele usou, observando não somente o
início, mas o fim do sermão. O que é tão importante na conclusão dessa mensagem, especialmente com relação à
questão das origens e da moralidade?

Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em face da idolatria dominante na cidade. Por isso,
dissertava na sinagoga entre os judeus e os gentios piedosos; também na praça, todos os dias, entre os que se
encontravam ali. E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele, havendo quem perguntasse: Que quer
dizer esse tagarela? E outros: Parece pregador de estranhos deuses; pois pregava a Jesus e a ressurreição. Então,
tomando-o consigo, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos saber que nova doutrina é essa que ensinas? Posto que
nos trazes aos ouvidos coisas estranhas, queremos saber o que vem a ser isso. Pois todos os de Atenas e os estrangeiros
residentes de outra coisa não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades. Então, Paulo, levantando-se no meio
do Areópago, disse: Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos; porque, passando e observando
os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que
adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe,
sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos
humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um
só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos
e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe
de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque
dele também somos geração. Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro,
à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. Ora, não levou Deus em conta os tempos da
ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia
em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos,
ressuscitando-o dentre os mortos. (Atos 17:16-31)

O sermão de Paulo aos intelectuais de Atenas começou com a criação e terminou com o juízo. De acordo com Paulo, o
Deus que fez o mundo e tudo que nele há estabeleceu um dia em que julgará o mundo. Ser dotado de moralidade
implica responsabilidade, e todos nós seremos responsáveis pelos nossos atos e nossas palavras (Ec 12:14; Mt 12:36, 37).

Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más. (Ecles.
12:14)

Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas
palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado. (Mat. 12:36-37)

10. Que ensinos bíblicos estão claramente ligados à moralidade? Ap 20:11-13; Mt 25:31-40

Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar
para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda
outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava
escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E
foram julgados, um por um, segundo as suas obras. (Apoc. 20:11-13)

Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e
todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as
ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda; então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita:
Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive
fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me
vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te
vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te
hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes
dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. (Mat.
25:31-40)


                                                    ramos@advir.com
Todos os seres humanos enfrentarão o juízo. A diferença entre os dois grupos na parábola de Jesus é a maneira pela qual
cada pessoa tratou os que estavam em necessidade. O Criador está interessado no modo pelo qual Suas criaturas
humanas tratam os semelhantes, em especial os necessitados. Não há lugar no Céu para o princípio da seleção natural,
que é contrária ao caráter do Deus da paz.

A Bíblia nos dá a certeza de que a justiça, tão escassa neste mundo, um dia será concedida pelo próprio Deus. Além
disso, a ideia de juízo implica uma ordem moral: Por que Deus julgaria, e ainda mais, puniria, se não houvesse padrões
morais pelos quais as pessoas pudessem ser julgadas?

Pense na realidade e certeza do juízo. Por que, então, o evangelho e a promessa de salvação em Cristo são tão
importantes para que tenhamos segurança no juízo?

Sexta                                                       Ano Bíblico: Lv 1–4

Estudo adicional

Os conceitos bíblicos de moralidade são inseparáveis dos conceitos bíblicos sobre as origens. Reconhecer Adão como o
primeiro ser humano refuta a possibilidade de que quaisquer fósseis tivessem sido ancestrais de Adão ou de outros seres
humanos. De onde, então, esses fósseis vieram? Existem várias outras possibilidades.

Primeira, os fósseis de humanoides (semelhantes aos seres humanos) podem ter formas de seres humanos com
inteligência normal, mas com padrões de crescimento diferentes de qualquer ser humano moderno. Uma segunda
possibilidade é que os fósseis podem ter sido degenerados, devido ao seu próprio estilo de vida, estresse ambiental ou
outros fatores. Uma terceira possibilidade é que eles podem ter resultado de tentativas diretas de Satanás para
corromper a criação de maneiras que não entendemos. Outra possibilidade é que eles não eram seres humanos, mas
semelhantes na sua forma. Visto que não temos evidência direta para resolver a questão, é melhor evitar ser dogmáticos
em nossas especulações. Os fósseis não vêm com etiquetas fixadas que dizem “Made in China [Feito na China] 500
milhões de anos atrás”. Nossa compreensão da história da Terra, que varia muito entre os cientistas, provê um sistema
de referência dentro do qual interpretamos os fósseis, mas não temos prova de nossas interpretações.

Perguntas para reflexão
1. O que aconteceria se não houvesse um Criador que estabelecesse uma ordem moral sobre a humanidade? De onde
viriam os conceitos morais?
2. Como nossa visão de criação influencia nossas opiniões sobre questões atuais como a eutanásia, clonagem, aborto,
etc.?
3. Um cidadão local que dedicava seu tempo para guiar passeios no campo de concentração nazista de Dachau
começava o roteiro falando sobre a teoria da evolução de Charles Darwin, sugerindo que a teoria de Darwin conduziu ao
drama de Dachau e outros similares. Qual é a lógica óbvia dessa linha de raciocínio? De que maneiras ela poderia ser
defeituosa?

Respostas sugestivas: 1. Eles não deveriam comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Se dela comessem,
morreriam. A desobediência produz morte. 2. Devemos adorar ao Senhor porque Ele nos criou. Somos Suas ovelhas.
Deus cuida de nós e nos sustenta. Devemos compartilhar a bondade e o cuidado do Criador. 3. Recebemos o domínio
sobre o ambiente e as criaturas da Terra. 4. O homem, criado à imagem de Deus, não deveria matar nem derramar
sangue de outros seres humanos, porque isso seria contrário ao caráter de Deus. 5. De um só, Deus fez toda a
humanidade. Somos todos irmãos, filhos do mesmo Criador. 6. Quem oprime o pobre insulta o Criador, mas quem tem
compaixão do necessitado honra o Senhor; Deus é o Criador do rico e do pobre. 7. Deus faz o Sol nascer sobre maus e
bons, faz chover sobre justos e injustos. Devemos refletir a perfeição divina ao amar os inimigos e orar pelos que nos
perseguem. 8. Deus teve compaixão dos feridos e sofredores. Ele enviou Jesus Cristo para resgatar a humanidade caída
no pecado. Cristo foi um servo humilde. Devemos imitar Sua atitude. 9. Paulo começou elogiando e falando dos pontos
em comum entre sua crença e a dos atenienses. Depois destacou o fato de que Deus é Criador, soberano sobre a criação
e juiz de todos. Deus oferece a todos a oportunidade de arrependimento. 10. O juízo final. Nossas obras serão julgadas
com base na lei e no caráter de Deus.


                                     Resumo da Lição 5 – Criação e moralidade


Texto-chave: Gênesis 9:4-6

Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis. Certamente, requererei o vosso sangue, o sangue da
vossa vida; de todo animal o requererei, como também da mão do homem, sim, da mão do próximo de cada um
requererei a vida do homem. Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus
fez o homem segundo a sua imagem. (Gên. 9:4-6)

O aluno deverá...
Saber: A importância da criação para a moral e ética cristãs.
Sentir: A diferença entre a moralidade baseada na criação e a moralidade baseada na evolução.
Fazer: Aprender a ter uma vida de serviço abnegado, especialmente para com aqueles sobre os quais exercemos poder.

Esboço
I. Saber: A importância da criação para a moralidade
A. Que diferença a nossa crença sobre as origens faz para a moralidade e a ética?
B. Qual é o papel do relativismo na ética? Até que ponto a crença na criação influencia e molda essa discussão?
C. Explique a doutrina da dignidade humana e seu papel na vida cristã.

                                                   ramos@advir.com
II. Sentir: Como a criação molda o senso de moralidade
A. O que as diferentes implicações da criação e evolução para a moralidade significam para mim?
B. Como a minha crença na criação molda minha auto-estima e minha visão do valor dos outros?
C. Como, por sua vez, essa visão deve me inspirar a tratar as pessoas com quem entro em contato?

III. Fazer: Uma vida de serviço abnegado
A. Como posso aplicar à minha vida os princípios morais derivados da criação?
B. Quais são algumas das maneiras pelas quais a minha crença na criação pode me tornar mais altruísta e voltado a
servir os outros, especialmente aqueles sobre os quais eu exerço poder?

Resumo: O que acreditamos sobre as origens tem importantes implicações morais. A moralidade da criação encoraja a
crença em padrões fixos de certo e errado e nos chama a utilizar o nosso domínio para servir e proteger aquilo sobre o
que temos poder. A evolução, por outro lado, estabelece o espírito de ostentação do poder pessoal, de exploração e
opressão sobre os fracos, a fim de promover o interesse próprio.

Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: As nossas crenças sobre as origens têm importantes implicações morais.
Só para o professor: Enfatize que a crença na criação, conforme a descrição de Gênesis 1, estabelece a base para um tipo
de moralidade significativamente diferente da moralidade sugerida pela evolução.

Desde que Charles Darwin publicou seu tratado sobre a evolução, tem sido discutido se a evolução tem implicações
morais. De modo geral, pouco trabalho erudito foi feito para investigar essa questão, mas houve agitação popular
alegando que o darwinismo é prejudicial à moralidade e ética judaico-cristãs tradicionais. Desde 1950, um pequeno, mas
crescente número de pensadores instruídos têm sondado a questão de como a teoria da evolução poderia afetar a ética
tradicional.

Julian Huxley argumentou que a moralidade é um produto da evolução e, assim, "todos os padrões de certo e errado
deve, de alguma forma, estar relacionado ao movimento desse processo [evolução] ao longo do tempo" (T. H. Huxley e
Julian Huxley, Touchstone for Ethics [Teste da Ética: 1893-1943; New York, Harper and Brothers, 1947, p. 131). Esse
argumento mostra que a cosmovisão evolutiva favorece o relativismo na moral. Essa observação, no entanto, é apenas o
começo do impacto da evolução sobre a moralidade. Na próxima etapa do Ciclo do Aprendizado, contrastaremos
diferentes implicações morais entre Gênesis 1 e a teoria de Darwin.

Pergunta de abertura: Que diferença existe entre o comportamento dos que aplicam os princípios de Gênesis 1 e o dos que
aplicam os princípios evolucionistas?

Compreensão
Só para o professor: A criação fornece os elementos fundamentais para a moralidade cristã, especialmente o conceito de
santidade e dignidade da pessoa humana. A criação introduz uma ética do poder pessoal que nos chama a servir em vez
de explorar os menos favorecidos do que nós, sejam seres humanos ou animais.

Comentário Bíblico

I. A imagem de Deus e o poder da razão (Recapitule com a classe Gn 9:4-6.)

Quando Deus ordenou a humanidade a se abster de comer do fruto de uma árvore, vemos o homem destacado como
tendo uma característica ausente nos animais. Ellen G. White comenta: "A primeira grande lição moral dada a Adão foi a
da abnegação. As rédeas do governo de si mesmo foram colocadas em suas mãos. Juízo, razão e consciência deviam
manter o controle” (The Advent Review and Herald [Revista e Arauto do Advento], 24 de fevereiro de 1874). Assim, os
seres humanos foram distinguidos dos animais, ao receberem a capacidade única de reconhecer as opções do livre-
arbítrio e avaliá-las com base em um padrão mais elevado do que seus próprios desejos e necessidades. O relato da
criação oferece a base para o estabelecimento do direito divino de colocar sobre nós exigências fundamentadas em Sua
autoridade.

O cristianismo tem uma longa tradição de igualar a imagem de Deus com o poder da razão. Um desafio a isso vem do
evolucionista James Rachels, que argumenta que a razão deve ter evoluído gradualmente e, portanto, não é única á
humanidade. Nós meramente temos mais e, por isso, somos diferentes dos animais apenas quantitativamente. No
entanto, parece claro que uma opção melhor do que apenas a razão pode ser oferecida. Outro evolucionista, Robert
Wright, reconhece que os seres humanos são únicos em natureza, pois somente os seres humanos possuem um senso
moral. Wright descobriu algo importante. Nosso senso moral é realmente único e ainda reflete o senso moral de Deus.
Assim, ter um senso moral parece constituir a ideia central do que significa ser feito à imagem de Deus, especialmente
quando essa ideia está ligada ao domínio.

Duas questões surgem da ideia de ser feito à imagem de Deus. A primeira é a santidade da vida humana. Gênesis 9:4-
6protege a vida humana da morte por meio de animais ou seres humanos porque o homem foi feito à imagem de Deus.
Alguma coisa no fato de ser feito à imagem de Deus fornece uma base para considerar o assassinato moralmente errado.
Assim, a ética judaico-cristã tende a projetar um nível maior de proteção moral aos seres humanos do que aos não
humanos. Assim, se a casa está sendo incendiada, e podemos salvar APENAS um cão ou um bebê, escolhemos o bebê
como tendo direito a uma proteção maior como um ser humano à imagem de Deus. Rachels argumenta que a evolução
mina a doutrina da dignidade humana, em parte, ao enfraquecer a ideia de que o homem foi feito à imagem de Deus. Se
a evolução materialista foi o agente da criação, então Deus não estava ativamente planejando e formando e, assim, não
podem existir seres humanos feitos à Sua imagem.
                                                   ramos@advir.com
Podemos construir outro contraste moral entre Gênesis 1 e a evolução. Na evolução, o interesse próprio é a norma que
rege. Os fortes não ajudam os fracos, mas os oprimem e exploram. Mas na criação antes da queda, não havia opressão e
exploração. Ao contrário, Adão e Eva deviam "servir e proteger" a natureza, usando seu poder para cuidar dela, não para
explorar ("servir e proteger" é uma tradução muito literal do texto hebraico de Gênesis 2:15).

O domínio humano devia imitar o domínio divino, pelo menos no estilo. Já em Gênesis 1, podemos ver o princípio moral da
abnegação que se esvazia para o bem dos outros, como descrito em Filipenses 2:5-7. Ser criado à imagem de Deus não é
apenas ter domínio e poder de avaliar moralmente as escolhas, mas significa ter uma vida dedicada à não exploração e
ao serviço abnegado ao mundo que nos rodeia. Explorar qualquer dos filhos de Deus física, sexual ou emocionalmente é
uma atitude darwiniana, que viola a imagem de Deus no agressor, por mais arruinada que ela já esteja.

Pense nisto: Se dissermos que Deus criou através do processo evolutivo, como essa visão pode alterar os fundamentos
da nossa visão da dignidade e valor humanos?

Aplicação
Só para o professor: Nossas crenças sobre as origens afeta a maneira pela qual tomamos decisões agora. A criação nos
chama ao serviço altruísta, enquanto a evolução nos chama a ser um dos mais aptos que sobrevivem. As perguntas a
seguir são planejadas para analisar essas diferenças.

Perguntas para reflexão
Se uma pessoa vive de forma consistente os princípios de Gênesis 1 ou da evolução, como pode o criacionista se
comportar de modo diferente do evolucionista:
1. Na vida familiar?
2. Na vida profissional?
3. Na comunidade?

Criatividade
Só para o professor: Esta atividade toma as perguntas anteriores e as personaliza. Incentive os alunos a pensar no
significado dessas questões para sua vida pessoal. Use a seguinte atividade para encorajar a introspecção pessoal,
mesmo que as respostas não sejam compartilhadas com a classe.

Atividade para discussão: Como posso ser mais orientado para a criação, vivendo uma vida de serviço altruísta,
partilhando bênçãos com os outros:
1. No meu lar?
2. Na minha vida profissional?
3. Na minha comunidade?




                                                   ramos@advir.com

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Criados à imagem de Deus

  • 1. Lição 5 26 de janeiro a 2 de fevereiro Criação e moralidade Sábado à tarde Ano Bíblico: Êx 28, 29 VERSO PARA MEMORIZAR: “O Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2:16, 17). Leituras da semana: Gn 2:16, 17; 1:26-28; Tg 3:9; At 17:26; Pv 14:31; Mt 5:44-48; Ap 20:11-13 As pessoas gostam de falar sobre “direitos humanos”. Desde a Magna Carta (1215) à Declaração Francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789) e às várias declarações das Nações Unidas, é promovida a ideia de que os seres humanos possuem certos direitos “inalienáveis”, direitos que ninguém pode, legitimamente, tirar de nós. Pelo menos teoricamente, eles são nossos em virtude de sermos humanos. As perguntas permanecem: Quais são esses direitos? Como devemos determinar o que eles representam? Esses direitos podem mudar? Em caso afirmativo, de que forma? Por que devemos, como seres humanos, ter esses direitos? Em alguns países, por exemplo, as mulheres não tinham “direito” de votar até o século 20 (algumas nações ainda negam esse direito). No entanto, como um governo pode conceder às pessoas algo que já é seu “direito inalienável”? São perguntas difíceis, e suas respostas estão inseparavelmente ligadas à questão das origens humanas, tema do estudo da lição desta semana. Domingo Ano Bíblico: Êx 30, 31 Nossa dependência do Criador Gênesis 2:7 descreve Deus criando Adão e apresenta o homem como ser moral inteligente, não como animal. O texto não diz, mas é possível imaginar Deus usando as mãos para moldar o pó na forma e tamanho pretendidos. Poderíamos pensar que o grande Soberano do Universo não Se inclinaria para sujar as mãos na criação do homem, mas a Bíblia revela o Criador como Alguém intimamente envolvido com a criação. As Escrituras registram muitas ocasiões em que Deus, voluntariamente, interagiu com a criação material. Os exemplos incluem Êxodo 32:15, 16; Lucas 4:40 e João 9:6. Na verdade, a encarnação de Cristo na humanidade, processo pelo qual Ele interagiu no dia a dia com o mundo criado de maneira muito semelhante à nossa, refuta a noção de que Deus não podia Se abaixar para “sujar as mãos” entre a humanidade. Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente. (Gên. 2:7) E, voltando-se, desceu Moisés do monte com as duas tábuas do Testemunho nas mãos, tábuas escritas de ambos os lados; de um e de outro lado estavam escritas. As tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas. (Êxo. 32:15-16) Ao pôr-do-sol, todos os que tinham enfermos de diferentes moléstias lhos traziam; e ele os curava, impondo as mãos sobre cada um. (Luc. 4:40) Dito isso, cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o aos olhos do cego, (João 9:6) 1. Que ordem Deus deu a Adão? O que está implícito nessa ordem? Gn 2:16, 17 E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Gên. 2:16-17) ramos@advir.com
  • 2. Podemos perguntar: Que direito Deus tinha de criar regras para Adão e Eva? Compare essa situação com a de uma criança em uma família. Os pais proveem à criança um lar e satisfação de necessidades. Eles a amam e têm em mente os melhores interesses dela. Visto que eles têm maior experiência e sabedoria, se a criança aceitar suas orientações, será poupada de muito sofrimento. Algumas crianças acham difícil cumprir ordens, mas é universalmente reconhecido que, enquanto a criança é dependente dos pais, ela é obrigada a aceitar suas regras. De maneira semelhante, uma vez que somos sempre dependentes de nosso Pai celestial para a vida e suas necessidades, sempre é apropriado aceitar a orientação de Deus. Visto que Ele é o Deus de amor, podemos confiar que Ele sempre proverá o que precisamos para nosso bem. 2. Como o salmista expressa nossa dependência de Deus? Que obrigações essa dependência coloca automaticamente sobre nós, especialmente no que diz respeito à maneira pela qual tratamos os outros? Sl 95:6, 7; Sl 100 Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas de sua mão. (Sal. 95:6-7) Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras. Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico. Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio. Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor; rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome. Porque o SENHOR é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e, de geração em geração, a sua fidelidade. (Sal. 100) Segunda Ano Bíblico: Êx 32, 33 À imagem de Deus 3. Que atributo especial foi dado apenas aos seres humanos? Gn 1:26-28 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. (Gên. 1:26-28) O que é exatamente a “imagem de Deus”? Essa questão tem gerado muita discussão e as opiniões variam. Mas os versos apresentam alguns indícios sobre a natureza da ideia. Primeiro, observe que, ter sido feito à imagem de Deus sugere que parecemos com Deus em determinados aspectos. Um aspecto importante da imagem de Deus é que Ele deu aos seres humanos o domínio sobre as outras criaturas. Como Deus é soberano sobre tudo, assim Ele designou aos seres humanos uma parte dessa soberania, dando-lhes domínio sobre os peixes, aves e animais terrestres. Note igualmente que Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem” (Gn 1:26, itálico acrescentado), isto é, uma imagem envolvendo a pluralidade da Divindade. Então, Ele criou os seres humanos do sexo masculino e feminino. A imagem de Deus não se expressa plenamente em um indivíduo, mas no relacionamento. Assim como a Divindade se manifesta em três Pessoas em relacionamento, também a imagem de Deus nos seres humanos se expressa no relacionamento entre homem e mulher. A capacidade de formar relacionamentos faz parte da imagem de Deus. Relacionamentos implicam em responsabilidade e prestação de contas, o que significa moralidade. Por isso, exatamente nesse texto temos um forte indício de como a moralidade encontra seu fundamento na história da criação. 4. Como a ideia de que os seres humanos foram feitos “à imagem de Deus” está claramente relacionada com o conceito de moralidade? Gn 9:6; Tg 3:9 Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem. (Gên. 9:6) Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. (Tia. 3:9) Os seres humanos têm lutado por milênios com a questão da moralidade. Mesmo antes de conhecermos o que é a correta moralidade, o fato de sermos seres morais levanta uma série de questões profundas. Por que, ao contrário dos besouros, pulgas e até mesmo chimpanzés, os seres humanos têm uma consciência moral, um conceito que distingue entre o certo e o errado? Como seres feitos essencialmente de matéria amoral (quarks, gluóns, elétrons e assim por diante) podem estar cientes de conceitos morais? A resposta pode ser encontrada nos primeiros capítulos da Bíblia, que revelam que os seres humanos são criaturas morais feitas “à imagem de Deus.” Terça Ano Bíblico: Êx 34–36 Feitos do mesmo sangue Em Gênesis 2:23, Adão recebeu a tarefa de dar nome à sua esposa, a quem chamou Havah. Essa palavra está relacionada com o verbo hebraico hayah, que significa “viver” (os judeus, às vezes, usam uma expressão semelhante, lehayim [à vida!], usada quando se faz um brinde). A palavra hebraica para “Eva” (Havah) pode ser traduzida como “doadora de vida”. O nome de Eva representa o fato de que ela é a ancestral de todos os seres humanos. Somos todos uma família no sentido mais literal. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. (Gên. 2:23) ramos@advir.com
  • 3. 5. Como Paulo vincula a fraternidade de toda a humanidade com a criação? At 17:26; Mt 23:9 de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; (Atos 17:26) A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus. (Mat. 23:9) Estamos unidos no sentido de que todos nós descendemos de uma mulher, Eva, e de um homem, Adão. E Deus é o Pai de todos nós. Esse fato é a base da igualdade humana. Imagine como seriam diferentes as relações humanas se todas as pessoas reconhecessem essa verdade importante. Se já precisamos de uma prova de que somos realmente caídos, e de como o pecado nos prejudicou, temos isso no triste fato de que os seres humanos, muitas vezes, tratam uns aos outros de maneira pior do que algumas pessoas tratam os animais. 6. De que maneira o livro de Provérbios nos ajuda a entender a ligação entre a moralidade e o fato de que fomos criados por Deus? Pv 14:31; 22:2 O que oprime ao pobre insulta aquele que o criou, mas a este honra o que se compadece do necessitado. (Prov. 14:31) O rico e o pobre se encontram; a um e a outro faz o SENHOR. (Prov. 22:2) Muitos fatores têm dividido a humanidade: política, nacionalidade, etnia, e, claro, economia. O fator econômico é, sem dúvida, um dos mais importantes (embora nunca na medida que Karl Marx previu: os trabalhadores do mundo nunca se uniram; em vez disso, lutaram uns contra os outros com base na sua nacionalidade). Hoje, como sempre, os pobres e os ricos frequentemente consideram uns aos outros com desconfiança e desprezo. Quantas vezes esses sentimentos têm levado à violência, e até mesmo à guerra! As causas da pobreza e a solução para ela são questões que ainda nos deixam perplexos (Mt 26:11), Mas uma coisa é certa na Palavra de Deus: ricos ou pobres, todos nós merecemos a dignidade que é nossa em virtude de nossas origens. Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes; (Mat. 26:11) Anos atrás, depois que o darwinismo se tornou moda, alguns justificaram a exploração dos pobres pelos ricos com base no “darwinismo social”, com o seguinte raciocínio: Visto que, no mundo natural, o forte domina e explora os fracos, por que o mesmo princípio não deve ser aplicado na economia? Esse é outro exemplo de que uma compreensão correta das origens é fundamental para a compreensão da moralidade. Quarta Ano Bíblico: Êx 37, 38 O caráter do nosso Criador Deus nos criou à Sua imagem, o que significa, entre outras coisas, que Ele desejou que tivéssemos um caráter parecido com o Seu. Isto é, devemos ser semelhantes a Ele, tanto quanto humanamente possível (note: ser como Deus não é a mesma coisa que aspirar a ser Deus, uma diferença crucial). Para ser como Deus, no sentido de refletir Seu caráter, devemos ter uma compreensão adequada do que é esse caráter. 7. O que Jesus ensinou sobre o caráter de Deus e também sobre o modo pelo qual devemos refletir esse caráter em nossa vida? Mt 5:44-48 Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo? Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste. (Mat. 5:44-48) 8. O que a parábola do bom samaritano ensina sobre o caráter de Deus e como ele deve ser refletido na humanidade? Lc 10:29-37; Fp 2:1-8 Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo? Jesus prosseguiu, dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou de largo. Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo. Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. E, chegando- se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar. Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu-lhe o intérprete da Lei: O que usou de misericórdia para com ele. Então, lhe disse: Vai e procede tu de igual modo. (Luc. 10:29-37) Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados afetos e misericórdias, completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento. Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. (Filip. 2:1-8) ramos@advir.com
  • 4. A história contada por Jesus envolve dois homens de grupos diferentes e antagônicos. Mas Jesus mostrou que eles eram próximos. Cada um deles estava dentro da esfera de responsabilidade do outro, e Deus Se agradou quando as diferenças foram postas de lado e um tratou o outro com bondade e compaixão. Que contraste é visto entre os princípios do reino de Deus e os princípios do governo de Satanás! Deus chama o forte a cuidar do fraco, enquanto os princípios de Satanás exigem a eliminação dos fracos pelos fortes. Deus criou um mundo de relacionamentos pacíficos, mas Satanás distorceu as coisas de modo tão completo que muitos consideram a sobrevivência do mais apto o padrão normal de conduta. Se o processo perverso de seleção natural (em que os fortes dominam os fracos) tivesse sido o meio pelo qual viemos à existência, por que deveríamos agir de modo diferente? Se aceitarmos esse ponto de vista e promovermos nossos interesses, em detrimento dos menos “naturalmente selecionados”, deixaremos de seguir a Deus, e os princípios da natureza, da maneira que Ele ordenou. De quais outras maneiras você percebe que a compreensão das nossas origens afeta nossos conceitos morais? Quinta Ano Bíblico: Êx 39, 40 Moralidade e responsabilidade 9. Examine o sermão de Paulo em Atenas (At 17:16-31). Siga a linha de raciocínio que ele usou, observando não somente o início, mas o fim do sermão. O que é tão importante na conclusão dessa mensagem, especialmente com relação à questão das origens e da moralidade? Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em face da idolatria dominante na cidade. Por isso, dissertava na sinagoga entre os judeus e os gentios piedosos; também na praça, todos os dias, entre os que se encontravam ali. E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele, havendo quem perguntasse: Que quer dizer esse tagarela? E outros: Parece pregador de estranhos deuses; pois pregava a Jesus e a ressurreição. Então, tomando-o consigo, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos saber que nova doutrina é essa que ensinas? Posto que nos trazes aos ouvidos coisas estranhas, queremos saber o que vem a ser isso. Pois todos os de Atenas e os estrangeiros residentes de outra coisa não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades. Então, Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse: Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos; porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração. Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos. (Atos 17:16-31) O sermão de Paulo aos intelectuais de Atenas começou com a criação e terminou com o juízo. De acordo com Paulo, o Deus que fez o mundo e tudo que nele há estabeleceu um dia em que julgará o mundo. Ser dotado de moralidade implica responsabilidade, e todos nós seremos responsáveis pelos nossos atos e nossas palavras (Ec 12:14; Mt 12:36, 37). Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más. (Ecles. 12:14) Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado. (Mat. 12:36-37) 10. Que ensinos bíblicos estão claramente ligados à moralidade? Ap 20:11-13; Mt 25:31-40 Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. (Apoc. 20:11-13) Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda; então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. (Mat. 25:31-40) ramos@advir.com
  • 5. Todos os seres humanos enfrentarão o juízo. A diferença entre os dois grupos na parábola de Jesus é a maneira pela qual cada pessoa tratou os que estavam em necessidade. O Criador está interessado no modo pelo qual Suas criaturas humanas tratam os semelhantes, em especial os necessitados. Não há lugar no Céu para o princípio da seleção natural, que é contrária ao caráter do Deus da paz. A Bíblia nos dá a certeza de que a justiça, tão escassa neste mundo, um dia será concedida pelo próprio Deus. Além disso, a ideia de juízo implica uma ordem moral: Por que Deus julgaria, e ainda mais, puniria, se não houvesse padrões morais pelos quais as pessoas pudessem ser julgadas? Pense na realidade e certeza do juízo. Por que, então, o evangelho e a promessa de salvação em Cristo são tão importantes para que tenhamos segurança no juízo? Sexta Ano Bíblico: Lv 1–4 Estudo adicional Os conceitos bíblicos de moralidade são inseparáveis dos conceitos bíblicos sobre as origens. Reconhecer Adão como o primeiro ser humano refuta a possibilidade de que quaisquer fósseis tivessem sido ancestrais de Adão ou de outros seres humanos. De onde, então, esses fósseis vieram? Existem várias outras possibilidades. Primeira, os fósseis de humanoides (semelhantes aos seres humanos) podem ter formas de seres humanos com inteligência normal, mas com padrões de crescimento diferentes de qualquer ser humano moderno. Uma segunda possibilidade é que os fósseis podem ter sido degenerados, devido ao seu próprio estilo de vida, estresse ambiental ou outros fatores. Uma terceira possibilidade é que eles podem ter resultado de tentativas diretas de Satanás para corromper a criação de maneiras que não entendemos. Outra possibilidade é que eles não eram seres humanos, mas semelhantes na sua forma. Visto que não temos evidência direta para resolver a questão, é melhor evitar ser dogmáticos em nossas especulações. Os fósseis não vêm com etiquetas fixadas que dizem “Made in China [Feito na China] 500 milhões de anos atrás”. Nossa compreensão da história da Terra, que varia muito entre os cientistas, provê um sistema de referência dentro do qual interpretamos os fósseis, mas não temos prova de nossas interpretações. Perguntas para reflexão 1. O que aconteceria se não houvesse um Criador que estabelecesse uma ordem moral sobre a humanidade? De onde viriam os conceitos morais? 2. Como nossa visão de criação influencia nossas opiniões sobre questões atuais como a eutanásia, clonagem, aborto, etc.? 3. Um cidadão local que dedicava seu tempo para guiar passeios no campo de concentração nazista de Dachau começava o roteiro falando sobre a teoria da evolução de Charles Darwin, sugerindo que a teoria de Darwin conduziu ao drama de Dachau e outros similares. Qual é a lógica óbvia dessa linha de raciocínio? De que maneiras ela poderia ser defeituosa? Respostas sugestivas: 1. Eles não deveriam comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Se dela comessem, morreriam. A desobediência produz morte. 2. Devemos adorar ao Senhor porque Ele nos criou. Somos Suas ovelhas. Deus cuida de nós e nos sustenta. Devemos compartilhar a bondade e o cuidado do Criador. 3. Recebemos o domínio sobre o ambiente e as criaturas da Terra. 4. O homem, criado à imagem de Deus, não deveria matar nem derramar sangue de outros seres humanos, porque isso seria contrário ao caráter de Deus. 5. De um só, Deus fez toda a humanidade. Somos todos irmãos, filhos do mesmo Criador. 6. Quem oprime o pobre insulta o Criador, mas quem tem compaixão do necessitado honra o Senhor; Deus é o Criador do rico e do pobre. 7. Deus faz o Sol nascer sobre maus e bons, faz chover sobre justos e injustos. Devemos refletir a perfeição divina ao amar os inimigos e orar pelos que nos perseguem. 8. Deus teve compaixão dos feridos e sofredores. Ele enviou Jesus Cristo para resgatar a humanidade caída no pecado. Cristo foi um servo humilde. Devemos imitar Sua atitude. 9. Paulo começou elogiando e falando dos pontos em comum entre sua crença e a dos atenienses. Depois destacou o fato de que Deus é Criador, soberano sobre a criação e juiz de todos. Deus oferece a todos a oportunidade de arrependimento. 10. O juízo final. Nossas obras serão julgadas com base na lei e no caráter de Deus. Resumo da Lição 5 – Criação e moralidade Texto-chave: Gênesis 9:4-6 Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis. Certamente, requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; de todo animal o requererei, como também da mão do homem, sim, da mão do próximo de cada um requererei a vida do homem. Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem. (Gên. 9:4-6) O aluno deverá... Saber: A importância da criação para a moral e ética cristãs. Sentir: A diferença entre a moralidade baseada na criação e a moralidade baseada na evolução. Fazer: Aprender a ter uma vida de serviço abnegado, especialmente para com aqueles sobre os quais exercemos poder. Esboço I. Saber: A importância da criação para a moralidade A. Que diferença a nossa crença sobre as origens faz para a moralidade e a ética? B. Qual é o papel do relativismo na ética? Até que ponto a crença na criação influencia e molda essa discussão? C. Explique a doutrina da dignidade humana e seu papel na vida cristã. ramos@advir.com
  • 6. II. Sentir: Como a criação molda o senso de moralidade A. O que as diferentes implicações da criação e evolução para a moralidade significam para mim? B. Como a minha crença na criação molda minha auto-estima e minha visão do valor dos outros? C. Como, por sua vez, essa visão deve me inspirar a tratar as pessoas com quem entro em contato? III. Fazer: Uma vida de serviço abnegado A. Como posso aplicar à minha vida os princípios morais derivados da criação? B. Quais são algumas das maneiras pelas quais a minha crença na criação pode me tornar mais altruísta e voltado a servir os outros, especialmente aqueles sobre os quais eu exerço poder? Resumo: O que acreditamos sobre as origens tem importantes implicações morais. A moralidade da criação encoraja a crença em padrões fixos de certo e errado e nos chama a utilizar o nosso domínio para servir e proteger aquilo sobre o que temos poder. A evolução, por outro lado, estabelece o espírito de ostentação do poder pessoal, de exploração e opressão sobre os fracos, a fim de promover o interesse próprio. Ciclo do aprendizado Motivação Conceito-chave para o crescimento espiritual: As nossas crenças sobre as origens têm importantes implicações morais. Só para o professor: Enfatize que a crença na criação, conforme a descrição de Gênesis 1, estabelece a base para um tipo de moralidade significativamente diferente da moralidade sugerida pela evolução. Desde que Charles Darwin publicou seu tratado sobre a evolução, tem sido discutido se a evolução tem implicações morais. De modo geral, pouco trabalho erudito foi feito para investigar essa questão, mas houve agitação popular alegando que o darwinismo é prejudicial à moralidade e ética judaico-cristãs tradicionais. Desde 1950, um pequeno, mas crescente número de pensadores instruídos têm sondado a questão de como a teoria da evolução poderia afetar a ética tradicional. Julian Huxley argumentou que a moralidade é um produto da evolução e, assim, "todos os padrões de certo e errado deve, de alguma forma, estar relacionado ao movimento desse processo [evolução] ao longo do tempo" (T. H. Huxley e Julian Huxley, Touchstone for Ethics [Teste da Ética: 1893-1943; New York, Harper and Brothers, 1947, p. 131). Esse argumento mostra que a cosmovisão evolutiva favorece o relativismo na moral. Essa observação, no entanto, é apenas o começo do impacto da evolução sobre a moralidade. Na próxima etapa do Ciclo do Aprendizado, contrastaremos diferentes implicações morais entre Gênesis 1 e a teoria de Darwin. Pergunta de abertura: Que diferença existe entre o comportamento dos que aplicam os princípios de Gênesis 1 e o dos que aplicam os princípios evolucionistas? Compreensão Só para o professor: A criação fornece os elementos fundamentais para a moralidade cristã, especialmente o conceito de santidade e dignidade da pessoa humana. A criação introduz uma ética do poder pessoal que nos chama a servir em vez de explorar os menos favorecidos do que nós, sejam seres humanos ou animais. Comentário Bíblico I. A imagem de Deus e o poder da razão (Recapitule com a classe Gn 9:4-6.) Quando Deus ordenou a humanidade a se abster de comer do fruto de uma árvore, vemos o homem destacado como tendo uma característica ausente nos animais. Ellen G. White comenta: "A primeira grande lição moral dada a Adão foi a da abnegação. As rédeas do governo de si mesmo foram colocadas em suas mãos. Juízo, razão e consciência deviam manter o controle” (The Advent Review and Herald [Revista e Arauto do Advento], 24 de fevereiro de 1874). Assim, os seres humanos foram distinguidos dos animais, ao receberem a capacidade única de reconhecer as opções do livre- arbítrio e avaliá-las com base em um padrão mais elevado do que seus próprios desejos e necessidades. O relato da criação oferece a base para o estabelecimento do direito divino de colocar sobre nós exigências fundamentadas em Sua autoridade. O cristianismo tem uma longa tradição de igualar a imagem de Deus com o poder da razão. Um desafio a isso vem do evolucionista James Rachels, que argumenta que a razão deve ter evoluído gradualmente e, portanto, não é única á humanidade. Nós meramente temos mais e, por isso, somos diferentes dos animais apenas quantitativamente. No entanto, parece claro que uma opção melhor do que apenas a razão pode ser oferecida. Outro evolucionista, Robert Wright, reconhece que os seres humanos são únicos em natureza, pois somente os seres humanos possuem um senso moral. Wright descobriu algo importante. Nosso senso moral é realmente único e ainda reflete o senso moral de Deus. Assim, ter um senso moral parece constituir a ideia central do que significa ser feito à imagem de Deus, especialmente quando essa ideia está ligada ao domínio. Duas questões surgem da ideia de ser feito à imagem de Deus. A primeira é a santidade da vida humana. Gênesis 9:4- 6protege a vida humana da morte por meio de animais ou seres humanos porque o homem foi feito à imagem de Deus. Alguma coisa no fato de ser feito à imagem de Deus fornece uma base para considerar o assassinato moralmente errado. Assim, a ética judaico-cristã tende a projetar um nível maior de proteção moral aos seres humanos do que aos não humanos. Assim, se a casa está sendo incendiada, e podemos salvar APENAS um cão ou um bebê, escolhemos o bebê como tendo direito a uma proteção maior como um ser humano à imagem de Deus. Rachels argumenta que a evolução mina a doutrina da dignidade humana, em parte, ao enfraquecer a ideia de que o homem foi feito à imagem de Deus. Se a evolução materialista foi o agente da criação, então Deus não estava ativamente planejando e formando e, assim, não podem existir seres humanos feitos à Sua imagem. ramos@advir.com
  • 7. Podemos construir outro contraste moral entre Gênesis 1 e a evolução. Na evolução, o interesse próprio é a norma que rege. Os fortes não ajudam os fracos, mas os oprimem e exploram. Mas na criação antes da queda, não havia opressão e exploração. Ao contrário, Adão e Eva deviam "servir e proteger" a natureza, usando seu poder para cuidar dela, não para explorar ("servir e proteger" é uma tradução muito literal do texto hebraico de Gênesis 2:15). O domínio humano devia imitar o domínio divino, pelo menos no estilo. Já em Gênesis 1, podemos ver o princípio moral da abnegação que se esvazia para o bem dos outros, como descrito em Filipenses 2:5-7. Ser criado à imagem de Deus não é apenas ter domínio e poder de avaliar moralmente as escolhas, mas significa ter uma vida dedicada à não exploração e ao serviço abnegado ao mundo que nos rodeia. Explorar qualquer dos filhos de Deus física, sexual ou emocionalmente é uma atitude darwiniana, que viola a imagem de Deus no agressor, por mais arruinada que ela já esteja. Pense nisto: Se dissermos que Deus criou através do processo evolutivo, como essa visão pode alterar os fundamentos da nossa visão da dignidade e valor humanos? Aplicação Só para o professor: Nossas crenças sobre as origens afeta a maneira pela qual tomamos decisões agora. A criação nos chama ao serviço altruísta, enquanto a evolução nos chama a ser um dos mais aptos que sobrevivem. As perguntas a seguir são planejadas para analisar essas diferenças. Perguntas para reflexão Se uma pessoa vive de forma consistente os princípios de Gênesis 1 ou da evolução, como pode o criacionista se comportar de modo diferente do evolucionista: 1. Na vida familiar? 2. Na vida profissional? 3. Na comunidade? Criatividade Só para o professor: Esta atividade toma as perguntas anteriores e as personaliza. Incentive os alunos a pensar no significado dessas questões para sua vida pessoal. Use a seguinte atividade para encorajar a introspecção pessoal, mesmo que as respostas não sejam compartilhadas com a classe. Atividade para discussão: Como posso ser mais orientado para a criação, vivendo uma vida de serviço altruísta, partilhando bênçãos com os outros: 1. No meu lar? 2. Na minha vida profissional? 3. Na minha comunidade? ramos@advir.com