Lição 13                                                                                                               22 ...
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Mat. 18:15 Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão. 16 M...
Todavia, não o considereis por inimigo, mas adverti-o como irmão. (2 Ts 3:15)Se, por causa de comida, o teu irmão se entri...
quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma. Pois, de fato, estamosinformados...
No entanto, Paulo começou a assegurar que eles não teriam nada a temer naquele dia. Na realidade, ele nem mesmoestava preo...
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Conservando a igreja fiel (2Ts 2:13-3:18)_Lição da Escola Sabatina_original_com_textos

  1. 1. Lição 13 22 a 29 de setembro Conservando a igreja fiel (2Ts 2:13-3:18)Sábado à tarde Ano Bíblico: Obadias e JonasVERSO PARA MEMORIZAR: “Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, sejapor palavra, seja por epístola nossa” (2Ts 2:15).Leituras da semana: 2Ts 2:13-3:18; At 17:11; Lc 10:25-28; Mt 7:24-27; 18:15-17Pensamento-chave: Na igreja, mesmo com todas as grandes e gloriosas promessas para o futuro, temos que enfrentarlutas e desafios diários. A igreja de Tessalônica não foi exceção.As igrejas são muito parecidas com as plantas. Se uma planta não crescer, morrerá. Em outras palavras, a mudança estárelacionada à forma pela qual as plantas foram projetadas por Deus. De igual maneira, uma igreja que não mudar nemcrescer, também morrerá. Mas nem todas as mudanças são boas. A mudança pode nos afastar daquilo que somos. Elapode nos levar a perder o contato com o propósito de Deus para nós. A Igreja Adventista do Sétimo Dia deve estarespecialmente atenta porque, além de nós, ninguém está proclamando a mensagem da verdade presente! Essa é umapesada responsabilidade, da qual jamais devemos nos esquecer.Por meio da revelação e da harmonia promovida pelo Espírito Santo, Deus conduziu a igreja a uma luz ainda maior. A luzdo passado ajuda a igreja a navegar pelas águas perigosas da mudança. As palavras finais de Paulo aos tessalonicensesnos dão orientação inspirada quanto a essa questão decisiva.Domingo Ano Bíblico: Mq 1–4Fiéis por escolha divina (2Ts 2:13-17)A linguagem desta seção relembra a oração no início de 1 Tessalonicenses. É quase como se Paulo estivesse retornandoao lugar em que começou, criando uma conclusão natural para essas duas cartas. Paulo expressou a preocupação de queos crentes em Tessalônica não se desviassem do caminho no qual ele os havia conduzido.1. Leia 2 Tessalonicenses 2:13-17. Por que Paulo agradeceu a Deus pelos tessalonicenses? O que ele pediu que eles fizessem?Por que essas palavras são tão apropriadas para nós hoje, ao nos aproximarmos do fim?II Tess. 2:13 Mas devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desdeo princípio para a salvação, em santificação do Espírito e fé da verdade, 14 para o que, pelo nosso evangelho, vos chamou,para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. 15 Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vosforam ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa. 16 E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo, e nosso Deus e Pai,que nos amou e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança, 17 console o vosso coração e vos conforteem toda boa palavra e obra.Para Paulo, a vida dos tessalonicenses era evidência de que eles tinham sido escolhidos como “primícias para ser salvos”(English Standard Bible). Em algumas traduções, as palavras são: “desde o princípio”. Embora a salvação seja um dom, ocrente a experimenta por meio da santificação do Espírito Santo e fé na verdade. A vida do cristão, em lugar de serapenas uma experiência subjetiva, está solidamente fundamentada na verdade.Por isso, Paulo estava tão preocupado em que os tessalonicenses se firmassem nas doutrinas nas quais haviam sidoensinados, tanto por carta quanto pela palavra falada. Com o tempo, muitas vezes, muda a compreensão que as pessoastêm da verdade. Por isso precisamos ser sempre confirmados pelos que pregam e nos ensinam.Nos primeiros dias da igreja, havia até mesmo uma preferência pela tradição oral sobre a tradição escrita. A tradição oralé menos sujeita à distorção involuntária. Tom de voz e gestos comunicam significado com mais precisão do que palavrasem uma página. Por isso, a pregação como método de comunicação jamais envelhece. Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  2. 2. Mas a tradição escrita, como nas cartas de Paulo, é menos sujeita a distorções intencionais por aqueles que alteram oevangelho segundo seus próprios interesses. A palavra escrita oferece uma norma segura e imutável pela qual podemser postas à prova as mensagens orais que surgem por meio da pregação. No livro de Atos, os bereanos foram elogiadosporque combinaram a atenção às mensagens orais com o exame cuidadoso das Escrituras (At 17:11).Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinandoas Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. (Atos 17:11)Leia novamente os textos para hoje. Tantas forças estão sempre tentando nos afastar da verdade! Considere como vocêmudou ao longo do tempo. Essas mudanças revelam uma lenta e constante adequação à verdade ou o movimento lento,constante para longe dela? Em outras palavras, em que direção sua vida está se movendo?Segunda Ano Bíblico: Mq 5–7Confiança diante do mal (2Ts 3:1-5)No mundo de hoje, muitas pessoas riem da ideia de um Satanás literal. Na mente delas, ele é um mito, um resquício deuma era supersticiosa e pré-científica. Elas acham que o bem e o mal são simplesmente consequências aleatórias decausa e efeito. Na mente de algumas pessoas, o bem e o mal são apenas conceitos construídos culturalmente em relaçãoa tempos e lugares específicos, nada mais.Mas a Bíblia afirma claramente que Satanás é real. E, muitas vezes, em algumas partes do mundo, para ele é vantajosose esconder ou até mesmo permitir que as pessoas zombem dele e o representem na forma de um diabo vermelho comchifres. Essa caricatura alcança muito sucesso em fazer com que as pessoas pensem que ele não é real, o que éexatamente o desejo dele.2. Leia 2 Tessalonicenses 3:1-5. Embora os desafios à nossa fé estejam por aí, Paulo expressa esperança. Qual é a base dessaesperança, e qual é a condição em que podemos ter segurança para reivindicá-la? Lc 10:25-28;Dt 8:1II Tess. 3:1 No demais, irmãos, rogai por nós, para que a palavra do Senhor tenha livre curso e seja glorificada, comotambém o é entre vós; 2 e para que sejamos livres de homens dissolutos e maus; porque a fé não é de todos. 3 Mas fiel é oSenhor, que vos confortará e guardará do maligno. 4 E confiamos de vós no Senhor que não só fazeis como fareis o quevos mandamos. 5 Ora, o Senhor encaminhe o vosso coração na caridade de Deus e na paciência de Cristo.E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova e disse-lhe: Mestre, que farei paraherdar a vida eterna? Então, Jesus lhe perguntou: Que está escrito na Lei? Como interpretas? A isto ele respondeu: Amaráso Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e:Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás. (Luc.10:25-28)Cuidareis de cumprir todos os mandamentos que hoje vos ordeno, para que vivais, e vos multipliqueis, e entreis, e possuaisa terra que o SENHOR prometeu sob juramento a vossos pais. (Deut. 8:1)Paulo começa esse texto com um pedido de oração (como em 1Ts 5:25) para que o evangelho se espalhe rapidamente eseja honrado por meio de seu trabalho. Paulo também quer que eles orem para que ele seja liberto dos homens maus(2Ts 3:2). A expressão aqui implica que ele tinha em mente indivíduos específicos que os destinatários da carta podiamaté não conhecer.Irmãos, orai por nós. (1 Ts 5:25)e para que sejamos livres dos homens perversos e maus; porque a fé não é de todos. (2 Ts 3:2)Em seguida, Paulo usa um jogo de palavras (2Ts 3:2, 3). Nem todos os homens têm “fé” (confiança em, ou compromissocom Deus), mas o Senhor é “fiel” (confiável, alguém que inspira fé e comprometimento). Esse Senhor fiel e confiável osprotegerá contra o maligno, ou Satanás. A boa notícia é que, embora Satanás seja mais poderoso do que nós, o Senhor émais poderoso do que Satanás, e nEle podemos encontrar segurança e força.e para que sejamos livres dos homens perversos e maus; porque a fé não é de todos. Todavia, o Senhor é fiel; ele vosconfirmará e guardará do Maligno. (2 Ts 3:2-3)Paulo termina esse texto (2Ts 3:4, 5) elogiando mais uma vez os tessalonicenses e oferecendo uma oração em seu favor.Ele estava seguro de que eles estavam fazendo o que ele havia pedido e de que continuariam a proceder assim, apesarda oposição de Satanás e das pessoas que ele inspirava. Ele expressa o desejo de que o Senhor dirija a atenção deles ao“amor de Deus” e à “constância de Cristo”.Nós também temos confiança em vós no Senhor, de que não só estais praticando as coisas que vos ordenamos, comotambém continuareis a fazê-las. Ora, o Senhor conduza o vosso coração ao amor de Deus e à constância de Cristo. (2 Ts3:4-5)Como podemos aprender a ter fé, esperança e certeza, independentemente das circunstâncias difíceis?Terça Ano Bíblico: Naum Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  3. 3. As Escrituras e a tradição (2Ts 3:6-8)Quando Jesus andou na Terra, não havia o Novo Testamento. A Bíblia de Jesus era o “Antigo Testamento”. Mas, desde oinício, a obediência às palavras faladas de Jesus foi a atitude sábia manifestada por Seus seguidores (Mt 7:24-27).Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou asua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquelacasa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as praticaserá comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios,sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína. (Mat. 7:24-27)As palavras e ações de Jesus continuaram a ser autoritativas para a igreja nos anos que se seguiram ( 1Ts 4:15; At 20:35;1Co11:23-26). Por meio da inspiração do Espírito Santo, os apóstolos foram guiados a uma interpretação correta das Suaspalavras e do significado de Suas ações (Jo 15:26, 27; 16:13-15). E antes que a primeira geração de cristãos saísse de cena,os escritos dos apóstolos foram considerados totalmente iguais aos dos profetas do Antigo Testamento e podem serchamados de “Escrituras” (2Pe 3:2, 16).Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modoalgum precederemos os que dormem. (1 Ts 4:15)Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprioSenhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber. (Atos 20:35)Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e,tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Porsemelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue;fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão ebeberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha. (1 Cor. 11:23-26)Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, essedará testemunho de mim; e vós também testemunhareis, porque estais comigo desde o princípio. (João 15:26-27)quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirátudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu evo-lo há de anunciar. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso é que vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo háde anunciar. (João 16:13-15)para que vos recordeis das palavras que, anteriormente, foram ditas pelos santos profetas, bem como do mandamentodo Senhor e Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos, (2 Ped. 3:2)ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisasdifíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para aprópria destruição deles. (2 Ped. 3:16)3. De acordo com 2 Tessalonicenses 3:6-8, 14, o que Paulo incluía em seu conceito de verdade?II Tess. 3:6 Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão queandar desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebeu. 7 Porque vós mesmos sabeis como convémimitar-nos, pois que não nos houvemos desordenadamente entre vós, 8 nem, de graça, comemos o pão de homem algum,mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós … 14 Mas, se alguém nãoobedecer à nossa palavra por esta carta, notai-o e não tenhais relações com ele, para que se envergonheQuando Paulo chegou a Tessalônica, a igreja primitiva considerava as palavras de Jesus e os ensinamentos dos apóstoloscomo suprema autoridade. Nos tempos do Novo Testamento, “tradição” não era necessariamente uma palavra ofensiva,mas podia se referir à memória das palavras e ações de Jesus e podia incluir os ensinamentos orais e os escritos dosapóstolos. A tradição era para eles equivalente ao que as Escrituras são para nós. Ela podia ser ordenada e devia serobedecida.Para os tessalonicenses, tradição significava mais do que apenas as cartas de Paulo. Incluía tudo o que Paulo havia dito,enquanto estivera em Tessalônica e também as suas ações, que deviam ser imitadas. O fato de que Paulo haviatrabalhado arduamente para se sustentar em Tessalônica não demonstrava apenas que ele se importava com eles ( 1Ts2:9); isso era uma “tradição” que ele esperava que eles aplicassem na própria vida.Porque, vos recordais, irmãos, do nosso labor e fadiga; e de como, noite e dia labutando para não vivermos à custa denenhum de vós, vos proclamamos o evangelho de Deus. (1 Ts 2:9)Paulo trabalhou “dia e noite” para não ser um fardo a ninguém. E qualquer pessoa em Tessalônica que vivesse demaneira diferente estaria com problemas. Assim, a definição de Paulo sobre as pessoas desordeiras não se limitava aosperturbadores na igreja ou na comunidade; ela incluía todos os que não seguissem os ensinamentos ou práticas dosapóstolos.Paulo testemunhava tanto por sua vida e ações quanto por suas palavras. Nossa vida reflete as verdades que nos foramdadas? Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  4. 4. Quarta Ano Bíblico: HabacuqueTrabalhar e comer (2Ts 3:9-12)4. Que tipo único de problema Paulo enfrentou na igreja de Tessalônica? 2Ts 3:9-12II Tess. 3:9 não porque não tivéssemos autoridade, mas para vos dar em nós mesmos exemplo, para nos imitardes. 10Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto: que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também.11 Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes, fazendo coisas vãs. 12 Aesses tais, porém, mandamos e exortamos, por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seupróprio pão.Nesses versos, Paulo aplica a uma situação específica, a tradição do que ele faz e diz. Um grupo significativo de membrosvivia desordenadamente (2Ts 3:6, 11). Na carta anterior, Paulo havia mencionado o problema e o havia abordado de modogentil (1Ts 4:11, 12; 5:14). Mas, dessa vez, ele usou uma linguagem muito mais forte.Nós vos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que andedesordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebestes; (2 Ts 3:6)Pois, de fato, estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes,se intrometem na vida alheia. (2 Ts 3:11)e a diligenciardes por viver tranqüilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vosordenamos; de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar. (1 Ts 4:11-12)Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejaislongânimos para com todos. (1 Ts 5:14)Como apóstolo, Paulo poderia ter exigido que a igreja lhe oferecesse salário, habitação e alimentação. Mas em 1Tessalonicenses ele tinha dado o exemplo de trabalhar noite e dia a fim de não ser um fardo para eles ( 1Ts 2:9). Esse foium exemplo de amor. Mas, de acordo com 2 Tessalonicenses 3:8, ele também trabalhou “de noite e de dia” a fim de criar ummodelo de como todos deviam cuidar de suas próprias necessidades, tanto quanto possível.Porque, vos recordais, irmãos, do nosso labor e fadiga; e de como, noite e dia labutando para não vivermos à custa denenhum de vós, vos proclamamos o evangelho de Deus. (1 Ts 2:9)nem jamais comemos pão à custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim denão sermos pesados a nenhum de vós; (2 Ts 3:8)Se Paulo tivesse apenas dado um exemplo, alguns poderiam ter respondido que a tradição não estava clara. Mas elehavia também abordado essa questão com palavras. Durante o curto período em que esteve com eles (como é sugeridopelo pretérito imperfeito no grego), o apóstolo frequentemente havia pronunciado um ditado popular como uma ordem:“Se alguém não quer trabalhar, também não coma” (2Ts 3:10).Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma. (2 Ts 3:10)Nesse texto, Paulo não está criticando os esforços para cuidar dos necessitados, aqueles que não podem cuidar de simesmos. Afinal, o próprio Jesus deixou um exemplo poderoso de compaixão para com aqueles cujas circunstâncias oshaviam deixado desamparados ou necessitados.Em vez disso, o alvo da preocupação de Paulo eram as pessoas voluntariamente ociosas. Elas eram intrometidas ecuidavam dos negócios de todas as pessoas, exceto dos seus próprios (2Ts 3:11). Como alguns dos filósofos populares nomundo antigo, elas preferiam uma vida de comodidade em lugar do trabalho. Talvez passassem o tempo discutindoteologia ou criticando o comportamento alheio, em vez de obter a própria subsistência. Paulo, ordenou “no Senhor JesusCristo”, que elas seguissem seu exemplo e conquistassem o direito de falar ao cuidar primeiramente de suas própriasnecessidades (2Ts 3:12).Pois, de fato, estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes,se intrometem na vida alheia. (2 Ts 3:11)A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seupróprio pão. (2 Ts 3:12)É incrível que, logo no começo da história da igreja, Paulo tivesse que lidar com tantos problemas entre os membros.Como isso deve nos proteger (e especialmente os novos membros) da expectativa de que nossas igrejas estejam cheiasde pessoas santas? Mais importante ainda, como podemos ser uma força positiva na igreja local, apesar das nossasfalhas e fraquezas?Quinta Ano Bíblico: SofoniasAmor severo (2Ts 3:13-15)5. De acordo com Mateus 18:15-17, como a igreja deve tratar uma pessoa que foi afastada da comunhão? Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  5. 5. Mat. 18:15 Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão. 16 Mas,se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, toda palavra sejaconfirmada. 17 E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio epublicano.A questão da disciplina é um dos assuntos mais difíceis que a igreja local enfrenta. Muitas vezes, um membro errante éirmão, mãe, filho, primo ou melhor amigo de outro membro da igreja. Alguns membros preferem nunca disciplinarninguém. Outros preferem sanções duras. Como a igreja pode encontrar a vontade de Deus no meio de tantos interessesconflitantes?Mateus 18 sugere um processo claro e simples. Primeiro, uma conversa pessoal entre o ofensor e o ofendido. O contextoindica que o perdão deve ser o objetivo da conversa, sempre que possível (Mt 18:21-35). Segundo, o membro ofendidodeve levar com ele uma ou duas pessoas para evitar confusão quanto ao que for dito por uma parte ou outra. Somentedepois que essas duas primeiras etapas forem seguidas cuidadosamente, o processo deve ir para a comissão da igreja.Então, se o ofensor não responder à igreja como um todo, deve ser tratado como “gentio e publicano” (Mt 18:17).Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lheperdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Por isso, oreino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, amulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a dívida fosse paga. Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sêpaciente comigo, e tudo te pagarei. E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe adívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, osufocava, dizendo: Paga-me o que me deves. Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê pacientecomigo, e te pagarei. Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida. Vendo osseus companheiros o que se havia passado, entristeceram-se muito e foram relatar ao seu senhor tudo que acontecera.Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; nãodevias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? E, indignando-se, o seusenhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida. Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimonão perdoardes cada um a seu irmão. (Mat. 18:21-35)E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano. (Mat.18:17)Aqui está o problema. O que significa tratar alguém como gentio e publicano? Há pelo menos duas possibilidadesdiferentes. Por um lado, Jesus poderia estar chamando a igreja para se afastar do infrator do modo como os gentios ecobradores de impostos eram evitados na sociedade em que Ele cresceu. Por outro lado, poderia ser um chamado paratratar os desprezados assim como Jesus tratava os gentios e cobradores de impostos (com perdão e compaixão).6. O que Paulo disse sobre disciplina na igreja? 2Ts 3:13-15II Tess. 3:13 E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem. 14 Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por estacarta, notai o tal e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe. 15 Todavia, não o tenhais como inimigo, masadmoestai-o como irmão.Aplicar corretamente Mateus 18 e 2 Tessalonicenses 3 à vida contemporânea é um desafio. Não há duas pessoas iguais. Não háduas situações iguais. Em alguns casos, o perdão amolece o coração de um ofensor e traz reconciliação à igreja. Emoutros casos, ofensores endurecidos podem responder apenas a um amor duro o bastante para confrontar e administraras consequências. Por isso, a Associação Geral não desliga nenhuma pessoa. Tais processos delicados são mais bemtratados pela igreja local, onde o ofensor é mais conhecido.Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também estáacontecendo entre vós; e para que sejamos livres dos homens perversos e maus; porque a fé não é de todos. Todavia, oSenhor é fiel; ele vos confirmará e guardará do Maligno. Nós também temos confiança em vós no Senhor, de que não sóestais praticando as coisas que vos ordenamos, como também continuareis a fazê-las. Ora, o Senhor conduza o vossocoração ao amor de Deus e à constância de Cristo. Nós vos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vosaparteis de todo irmão que ande desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebestes; pois vós mesmosestais cientes do modo por que vos convém imitar-nos, visto que nunca nos portamos desordenadamente entre vós, nemjamais comemos pão à custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de nãosermos pesados a nenhum de vós; não porque não tivéssemos esse direito, mas por termos em vista oferecer-vosexemplo em nós mesmos, para nos imitardes. Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quertrabalhar, também não coma. Pois, de fato, estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andamdesordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, noSenhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão. E vós, irmãos, não vos canseis de fazero bem. Caso alguém não preste obediência à nossa palavra dada por esta epístola, notai-o; nem vos associeis com ele,para que fique envergonhado. Todavia, não o considereis por inimigo, mas adverti-o como irmão. Ora, o Senhor da paz,ele mesmo, vos dê continuamente a paz em todas as circunstâncias. O Senhor seja com todos vós. A saudação é depróprio punho: Paulo. Este é o sinal em cada epístola; assim é que eu assino. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo sejacom todos vós. (2 Ts 3)O amor severo não é uma licença para o abuso. De acordo com o verso 15, a pessoa disciplinada ainda deve ser tratadacomo parte da família. A igreja deve manter a consciência de que o agressor é um irmão “pelo qual Cristo morreu” (Rm14:15; 1Co 8:11). Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  6. 6. Todavia, não o considereis por inimigo, mas adverti-o como irmão. (2 Ts 3:15)Se, por causa de comida, o teu irmão se entristece, já não andas segundo o amor fraternal. Por causa da tua comida, nãofaças perecer aquele a favor de quem Cristo morreu. (Rom. 14:15)E assim, por causa do teu saber, perece o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu. (1 Cor. 8:11)Que experiências você teve com a disciplina da igreja? Como a igreja pode manter um equilíbrio entre o confronto e aaceitação?Sexta Ano Bíblico: AgeuEstudo adicionalOs crentes de Tessalônica eram muito incomodados por homens que chegaram ao seu meio com opiniões e doutrinasfanáticas. Alguns andavam “desordenadamente, não trabalhando; antes, se [intrometendo] na vida alheia” (2Ts 3:11). Aigreja havia sido devidamente organizada, e tinham sido designados oficiais a fim de agir como pastores e diáconos. Mashavia alguns rebeldes e impetuosos, que não se sujeitavam aos que exerciam os cargos de autoridade na igreja” (Ellen G.White, Atos dos Apóstolos, p. 261).“Paulo não dependeu inteiramente do trabalho de suas mãos para se manter enquanto esteve em Tessalônica... ( Fp 4:16).Não obstante o fato de haver recebido esse auxílio, ele foi cuidadoso em dar aos tessalonicenses um exemplo dediligência, para que ninguém pudesse com razão acusá-lo de cobiça e também para que os que mantinham pontos devistas fanáticos referentes ao trabalho manual recebessem uma reprovação prática” (Ibid., p. 348, 349).“O costume de apoiar homens e mulheres ociosos por meio de dádivas particulares ou dinheiro da igreja os encoraja emhábitos pecaminosos, e esse caminho deve ser conscientemente evitado” (Ellen G. White, SDA Bible Commentary, v. 7, p.912).Perguntas para reflexão1. Como a igreja pode manter o equilíbrio entre manter as verdades confirmadas no passado e seguir a crescente luzdivina?2. Como podemos lidar com os rebeldes e problemáticos na igreja, que sempre parecem estar reclamando de algumacoisa? E quanto aos que estão expressando preocupações sobre problemas reais?3. Resuma a mensagem de Paulo aos tessalonicenses nessas duas cartas, de uma forma que as torne relevantes para asituação da nossa igreja.Resumo: As duas cartas de Paulo aos Tessalonicenses nos ensinam muito acerca de como ser uma igreja em umambiente difícil. Por mais diferente que tenha sido o contexto imediato com que ele lidou, em relação ao nosso, osprincípios que ele defendeu são duradouros e eternos, porque são inspirados pelo próprio Senhor.Respostas sugestivas: 1: Porque Deus os havia escolhido para salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade;mediante o evangelho eles foram chamados para alcançar a glória de Cristo; pediu que permanecessem firmes eguardassem as tradições ensinadas pelos apóstolos. 2: O Senhor é fiel; Ele nos confirmará e guardará do maligno; oscristãos deviam continuar praticando as coisas ordenadas pelos apóstolos, permitindo que o Senhor conduzisse seucoração ao amor divino. 3: O dever de manter a vida em ordem e de obedecer às tradições recebidas dos mensageirosde Deus; o dever de garantir a própria subsistência. 4: Pessoas que andavam de modo desordenado: comiam o pãoadquirido pelo trabalho dos outros, se intrometiam na vida alheia e se metiam em problemas. 5: Como gentio epublicano; como um pecador que precisa de perdão, amor e salvação; devemos buscar e acolher a pessoa, dando-lhe acerteza de que não há lugar melhor do que na companhia dos amados irmãos. 6: Precisamos sempre fazer o bem; osobedientes devem se afastar dos desobedientes, a fim de que se sintam envergonhados e voltem ao caminho certo; masnão devem considerá-los inimigos, e sim irmãos. Resumo da Lição 13 – Conservando a igreja fiel (2Ts 2:13-3:18)Texto-chave: 2 Tessalonicenses 2:13–3:18Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde oprincípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou mediante onosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, pois, irmãos, permanecei firmes eguardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa. Ora, nosso Senhor Jesus Cristomesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o vossocoração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra. Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra doSenhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre vós; e para que sejamos livres dos homensperversos e maus; porque a fé não é de todos. Todavia, o Senhor é fiel; ele vos confirmará e guardará do Maligno. Nóstambém temos confiança em vós no Senhor, de que não só estais praticando as coisas que vos ordenamos, comotambém continuareis a fazê-las. Ora, o Senhor conduza o vosso coração ao amor de Deus e à constância de Cristo. Nósvos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que ande desordenadamente enão segundo a tradição que de nós recebestes; pois vós mesmos estais cientes do modo por que vos convém imitar-nos,visto que nunca nos portamos desordenadamente entre vós, nem jamais comemos pão à custa de outrem; pelocontrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós; não porquenão tivéssemos esse direito, mas por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes. Porque, Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  7. 7. quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma. Pois, de fato, estamosinformados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vidaalheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam oseu próprio pão. E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem. Caso alguém não preste obediência à nossa palavra dadapor esta epístola, notai-o; nem vos associeis com ele, para que fique envergonhado. Todavia, não o considereis porinimigo, mas adverti-o como irmão. Ora, o Senhor da paz, ele mesmo, vos dê continuamente a paz em todas ascircunstâncias. O Senhor seja com todos vós. A saudação é de próprio punho: Paulo. Este é o sinal em cada epístola;assim é que eu assino. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. (2 Ts 2:13-3:18)O aluno deverá...Saber: Que encontraremos dificuldades e desafios que exigirão firmeza na fé e confiança em Deus.Sentir: A necessidade da permanente graça e poder de Deus para preservá-lo em meio aos tempos desafiadores.Fazer: Experimentar diariamente a sustentadora graça de Deus na nossa vida.EsboçoI. Saber: Tempos difíceis surgirãoA. Algumas vezes os cristãos supõem que após tomar a decisão de seguir a Cristo, as dificuldades da vidadesaparecerão. O que Paulo diz em 2 Tessalonicenses 2:13-3:17 que indica que os cristãos não estão isentos de passar portempos difíceis?B. Embora crentes e incrédulos experimentem desafios na vida, que vantagem tem o cristão durante os tempos deaflição?II. Sentir: Deus é fielA. Para encorajar os tessalonicenses, Paulo lembra-lhes que Deus “é fiel” (2Ts 3:3). De que modo Deus demonstrou suafidelidade nas Escrituras?B. Como a fidelidade de Deus tem sido motivo de ânimo para você durante os tempos difíceis?III. Fazer: Buscar a ajuda divinaA. Qual deve ser nossa resposta diária, à medida que compreendemos a verdade da fidelidade de Deus para conosco?B. Como podemos expressar em oração nossa necessidade e aceitação da graça sustentadora de Deus?Resumo: Em vez de ficar surpresos e desanimados com a ocorrência de dificuldades na vida cristã, os crentes devemnutrir esperança, sabendo que Deus está com eles a fim de lhes dar força para vencer.Ciclo do aprendizadoMotivaçãoConceito-chave para o crescimento espiritual: A sustentadora e revigorante graça de Deus é suficiente para nosfortalecer, de modo que possamos enfrentar os desafios que encontrarmos dentro e fora da igreja.A advertência final de Paulo aos novos crentes em Tessalônica lembra as instruções que um pai deu a seus filhos, anosatrás, sobre as férias da família. A pedido de seus filhos, a família decidiu passar um dia num parque de diversões. Comoeles nunca tinham ido a um parque de diversões, as crianças ficaram entusiasmadas e decididas a experimentar todos osbrinquedos. Embora todos estivessem animados, os pais sabiam que se os filhos não tomassem cuidado, poderiammachucar-se. Enquanto iam de um brinquedo a outro, os pais lhes diziam o que esperar e sempre os lembravam de"segurar firme”.Paulo disse a mesma coisa aos tessalonicenses ao se aproximar do fim de sua segunda epístola: "Permaneçam firmes eapeguem-se" (2Ts 2:15, NVI) é o conselho essencial. Ele sabia que a vida cristã é cheia de dificuldades e sofrimentos, equeria que os tessalonicenses soubessem desde o começo que sua existência nem sempre seria fácil. Em vez de ficarsurpresos quando viessem os tempos difíceis, mesmo dentro da igreja, Paulo desejava inspirar os crentes com umaatitude de determinação que os levasse a se apegar a Jesus, não importando o tipo de experiência que encontrassem no"percurso" da vida.Pense nisto: Por que alguns cristãos parecem desfalecer sob dificuldades, enquanto outros são capazes de enfrentá-lascom confiança?CompreensãoComentário BíblicoI. A base da nossa estabilidade (Recapitule com a classe 2Ts 2:13-17.)Medo, preocupação e pânico. Quando alguém é picado por um desses insetos é muito difícil conseguir que se acalme. Aolidar com alguém em tal estado de agitação, a melhor coisa que uma pessoa pode fazer é manter um espírito tranquilo,enquanto tenta explicar por que tais medos são completamente injustificados. Isso é exatamente o que vemos Paulofazer com maestria, ao se aproximar do fim de sua segunda carta aos tessalonicenses.Como vimos anteriormente, os recém-convertidos de Tessalônica estavam um tanto apavorados acerca da volta deCristo. Tendo percebido o estado de abalo e alarme em que estavam, Paulo procurou, em primeiro lugar, corrigir as ideiasescatológicas equivocadas que estavam produzindo os temores. Embora fossem incentivados a entender que o “fim”ainda não havia ocorrido, alguns deles, em seu estado mental naquele momento, provavelmente ainda estivessem umpouco preocupados com a possibilidade de fazer parte do grupo enganado, que se perderia no fim. Eles trocaram umtemor pelo outro. Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  8. 8. No entanto, Paulo começou a assegurar que eles não teriam nada a temer naquele dia. Na realidade, ele nem mesmoestava preocupado acerca deles. Qual era a fonte da segurança de Paulo? Primeiro, o apóstolo lembra-lhes de que Deusos havia escolhido desde o princípio (2Ts 2:13). Jesus havia dito a mesma coisa aos Seus discípulos: "Vocês não Meescolheram, mas Eu os escolhi” (Jo 15:16, NVI). Paulo não estava defendendo uma forma de predestinação como oscalvinistas ensinam. Ele simplesmente estava dizendo que nossa salvação reside no fato de que Deus tomou a iniciativade salvar a humanidade. Isso significa que o Senhor não permitirá que nenhuma pessoa se perca facilmente. Uma pessoase perderá apenas quando deliberada e persistentemente se recusar a responder à graça divina. Vemos isso no própriofato de que Paulo descreve os perdidos como os que “rejeitaram o amor à verdade” (2Ts 2:10, NVI).Porém, ainda mais do que isso, Paulo lembra os tessalonicenses de que o processo de nos prepararmos para o reino deDeus (santificação) é algo que Deus opera em nós por meio de Seu Espírito ( 1Ts 4:3; 5:23; 2Ts 2:13). Não importa o queSatanás faça ou deixe de fazer, não precisamos viver atemorizados. Deus está determinado a nos salvar, contanto queestejamos dispostos a permitir que Ele faça isso.Portanto, com base no que Deus tem feito, está fazendo e fará em nossa vida, Paulo disse aos tessalonicenses:“Permaneçam firmes e apeguem-se às tradições que lhes foram ensinadas”. O único modo de resistir aos falsos ensinos éapegar-se à verdade. Mas para que os novos conversos não começassem a se preocupar novamente, Paulo lembrou-lhesmais uma vez de quanto Deus os amava (2Ts 2:16) e de que Ele era capaz de tomar a instabilidade deles e transformá-laem estabilidade, confortando-os e firmando-os (v. 17).Pense nisto: A preocupação pode ser prejudicial à vida e à fé de uma pessoa. Que razões Jesus dá, em Mateus 6:25-34, a fimde ajudar Seus seguidores a não se preocuparem?II. A oração de Paulo (Recapitule com a classe 2Ts 3:1-5.)Embora, muitas vezes, tenhamos a tendência de idolatrar o apóstolo Paulo pelas coisas maravilhosas que fez, ele era tãohumano quanto nós. O apóstolo entendia que não poderia fazer a obra do Senhor em sua própria força. Ao longo detodas as suas cartas, encontramos Paulo pedindo que os outros orem por ele e por seu ministério. Nos primeiros versosde 2 Tessalonicenses 3, Paulo pediu que os tessalonicenses orassem por duas coisas em particular: (1) para que oevangelho fosse proclamado rapidamente em todo o mundo e também fosse recebido com respeito, e (2) para que oapóstolo fosse preservado dos homens malignos.Quando Paulo falou do evangelho se propagado com rapidez, provavelmente tivesse em mente um atleta rápidoparticipando de uma corrida. As corridas faziam parte dos Jogos Ístmicos, realizados a cada dois anos na cidade deCorinto, o lugar de onde, muito provavelmente o apóstolo estava escrevendo. Não era a primeira vez que Paulo utilizavauma imagem atlética em suas cartas (1Co 9:24-27). Ele também poderia estar pensando na imagem do Antigo Testamento,extraída do Salmo 147:15. Paulo queria que a palavra corresse velozmente e, onde quer que fosse, o povo a acatasse.O segundo pedido de Paulo parece apontar para um grupo específico de pessoas (em grego está escrito “homensmaus”), em lugar de apenas adversários em geral. Considerando a oposição que Paulo havia enfrentado há pouco tempoem Tessalônica, da parte de judeus incrédulos, e mais recentemente em Corinto (At 18:12), provavelmente ele estivessepensando nesse grupo. Mais tarde ele encontrou resistência semelhante da parte de outros (At 19:23-41; 1Tm 1:20).Pense nisto: Paulo queria que os tessalonicenses orassem para que o evangelho fosse proclamado em todo o mundo semqualquer impedimento. Além de orar, o que podemos fazer para que o evangelho "avance rapidamente e seja honrado”?AplicaçãoPerguntas para reflexão1. Embora fosse apóstolo, Paulo enfrentou muitas dificuldades na vida. O que as seguintes passagens nos dizem sobre ostipos de adversidades que ele sofreu e, ainda mais importante, como foi capaz de superá-las? (2Co 11:24-28; 12:7-10).2. Paulo anima os tessalonicenses lembrando-lhes de que Deus é fiel. De acordo com o que ele descreve em 2Tessalonicenses 2:13–3:17, que tipo de ações Deus realiza em favor de Seus servos que ilustram algumas das maneiras pelasquais Ele é fiel?3. Na prática, como Deus faz para consolar o nosso coração (2Ts 2:17)?4. Por duas vezes Paulo fala sobre Deus confirmando Seus servos (2Ts 2:17; 3:3). O que ele queria dizer com isso?Perguntas de aplicação1. Paulo orou para que o “Senhor da Paz” concedesse à igreja “a paz em todo o tempo e de todas as formas” (2Ts 3:16,NVI). Você experimenta a paz de Deus? De que modo poderia desfrutá-la mais plenamente?2. Na experiência cristã, o que podemos fazer para evitar que nos tornemos pessoas “intrometidas”?CriatividadeSó para o professor: Encerre a lição deste trimestre com um ponto alto, enfatizando a fidelidade de Deus. Se possível,utilize uma ou ambas as atividades seguintes para ajudar nessa ênfase:Atividade:1. Estudo de palavras (se houver acesso à internet): Usando uma concordância bíblica gratuita, procure as seguintesexpressões na Bíblia: "Deus é fiel", "O Senhor é fiel" e "fidelidade". Imprima uma cópia dos resultados e distribua aspáginas à classe. Divida a classe em grupos e peça aos alunos que façam uma lista de todas as maneiras pelas quaisDeus é descrito como sendo fiel nessas passagens. Depois, peça a representantes dos grupos que partilhem experiênciasnas quais eles testemunharam aqueles exemplos específicos da fidelidade de Deus em sua vida.2. Hino final: Encerre a classe cantando ou lendo juntos o hino 35 do Hinário Adventista (Tu és Fiel, Senhor). Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com

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