Aula sobre Semiologia do Aparelho Digestivo

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Aula desenvolvida pelo Dr. Alysson Amaury Cirurgião do Aparelho Digestivo.

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Aula sobre Semiologia do Aparelho Digestivo

  1. 1. Dr. Alysson Amaury alysson.souza@upe.br Sistema Reprodutor MasculinoSistema Reprodutor Masculino Semiologia doSemiologia do Aparelho DigestivoAparelho Digestivo
  2. 2. IntroduçãoIntrodução 70% dos diagnósticos gastrenterológicos são feitos com a história clínica. 90% associando-se ao exame físico. Exames subsidiários podem se tornar desnecessários ou confundidores.
  3. 3. História da Doença AtualHistória da Doença Atual Buscar informações relacionadas ao aparelho digestivo com interrogatório sintomatológico. Exemplos: disfagia, odinofagia, soluços, hematêmese, pirose, náuseas, vômitos, melena, eructação, flatulência, esteatorréia, constipação, tenesmo, icterícia, distensão abdominal, hematoquezia, cólica abdominal, diarréia, azia etc.
  4. 4. História da Doença AtualHistória da Doença Atual Estabelecer relação de tempo e evolução. Associação de sintomas com hábitos alimentares, atividades do dia-a-dia, estresse, atividades profissionais. Investigar o hábito intestinal. Se faz uso de alguma medicação.
  5. 5. Antecedentes PatológicosAntecedentes Patológicos Hábito intestinal. Passado de úlcera gástrica, gastrite, sangramento digestivo. Cirurgias prévias. Exames realizados anteriormente. Banho de rio. História de hepatite Se conhece o barbeiro ou morou em casa de taipa.
  6. 6. Antecedentes PatológicosAntecedentes Patológicos História de etilismo. Tabagismo. Uso crônico de medicação. Passado de hemotransfusão.
  7. 7. Antecedentes FamiliaresAntecedentes Familiares História de neoplasia do aparelho digestivo. Patologias digestivas benignas. Tratamentos cirúrgicos ocorridos em familiares.
  8. 8. 8 REGRAS GERAIS DO EXAME Deve estar despida e ambiente com boa iluminação Seguir seqüência de exame físico Ter paciência e gastar tempo
  9. 9. Exame físico abdominal Sequência do exame: 1) Inspeção 2) Ausculta 3) Percussão 4) Palpação
  10. 10. Inspeção  Estática – Paciente posições ortostática e decúbito dorsal. – Tipos de abdome – Abaulamentos, retrações, cicatrizes – Pele e anexos – Turgência venosa  Dinâmica – Hérnias (importância da expiração e expiração forçada) – Respiração – Movimentos peristálticos – Pulsações (aortismo x dilatação aneurismática)
  11. 11. Tipos de Abdome  Abdome Normal – Plano ou levemente abaulado.
  12. 12. Tipos de Abdome  Abdome Globoso – Aumentado globalmente de tamanho – Diâmetro ântero-posterior maior que o transverso – Exemplos: gravidez, ascite, obesidade
  13. 13. Tipos de Abdome  Abdome de Batráquio – Diâmetro transverso maior – Exemplos: ascite em regressão
  14. 14. Tipos de Abdome  Abdome Avental – A porção inferior cai sobre as coxas – Exemplos: obeso e pacientes com hérnias incisionais
  15. 15. Tipos de Abdome  Abdome Pendular – Protusão da parte inferior pelas vísceras – Exemplo: flacidez puerperal
  16. 16. Tipos de Abdome  Abdome Escavado – Retração da parede abdominal – Exemplo: pessoas muito magras
  17. 17. CICATRIZES
  18. 18. ABDOMES PROTUBERANTES
  19. 19. ABDOMES PROTUBERANTES
  20. 20. CIRCULAÇÃO COLATERAL
  21. 21. CIRCULAÇÃO COLATERAL
  22. 22. CIRCULAÇÃO COLATERAL
  23. 23. Ausculta  Ambiente tranquilo  Permanência por 2 minutos  Antes da Palpação  Auscultar os quatro quadrantes  Identificar ruídos hidroaéreos  Avaliar existência de sopro aórtico
  24. 24. Percussã o  Todo o abdome deve serTodo o abdome deve ser percutido.percutido.  Pode-se identificar ar,Pode-se identificar ar, líquido e massas.líquido e massas.  Até 3 repetições.Até 3 repetições.  Deve ser iniciada fora daDeve ser iniciada fora da área de maior sensibilidade.área de maior sensibilidade.
  25. 25. Percussã o  Som maciço: baço e fígadoSom maciço: baço e fígado  Timpanismo : viscera oca ou ar livre na cavidade.Timpanismo : viscera oca ou ar livre na cavidade.  Submaciço: viscera com conteúdo alimentar.Submaciço: viscera com conteúdo alimentar.  Espaço de Traube: entre a sexta e décima costela.Espaço de Traube: entre a sexta e décima costela.  Piparote: macicez móvel , presente na ascite.Piparote: macicez móvel , presente na ascite.
  26. 26. Percussã o  Sinal JobertSinal Jobert
  27. 27. Percussã o
  28. 28. Percussã o  Espaço de TraubeEspaço de Traube
  29. 29. Palpação  Superficial  Profunda (técnica deslizante de Haussman)  Manobras especiais  Órgãos que só são palpados em condições patológicas: – Bexiga (desde que vazia) – Apêndice cecal – Vesícula biliar – Flexuras do cólon – Delgado – Baço
  30. 30. Palpação Superficial  Características Analisadas  Tensão  Sensibilidade  Presença de nodulações  Presença de hérnias  Espessura da parede  Temperatura
  31. 31. SUPERFICIAL
  32. 32. PROFUNDA
  33. 33. FÍGADO 1)1) InspeçãoInspeção  Mobilidade hepática é respiratóriaMobilidade hepática é respiratória  Normal: Sem abaulamentos na região hepáticaNormal: Sem abaulamentos na região hepática  Abaulamento em toda área de projeção: ICC,tumoresAbaulamento em toda área de projeção: ICC,tumores difusos,hepatopatias inflamatórias difusasdifusos,hepatopatias inflamatórias difusas  Abaulamento Localizado: Metástases e cistos noAbaulamento Localizado: Metástases e cistos no fígado.fígado.  Imobilidade respiratória: Grandes HepatomegaliasImobilidade respiratória: Grandes Hepatomegalias
  34. 34. FÍGADO 2) Percussão2) Percussão  Macicez Hepática :Macicez Hepática :
  35. 35. FÍGADO - PERCUSSÃOFÍGADO - PERCUSSÃO Sinal Jobert Colon Transverso/Meteriorismo
  36. 36. FÍGADO 3) Ausculta3) Ausculta  Método de pouca importânciaMétodo de pouca importância  Atrito: Processo inflamatórios agudos da cápsula deAtrito: Processo inflamatórios agudos da cápsula de Glisson ou na Peritonite GeneralizadaGlisson ou na Peritonite Generalizada
  37. 37. FÍGADO - PALPAÇÃOFÍGADO - PALPAÇÃO MATHIEU LEMOS-TORRES
  38. 38. FÍGADO 4) Palpação:4) Palpação:  Figado Normal:Figado Normal: *Borda anterior fina, lisa e mole*Borda anterior fina, lisa e mole *Não se palpa na projeção da vesícula biliar*Não se palpa na projeção da vesícula biliar *Indolor*Indolor *Descida Inspiratória*Descida Inspiratória
  39. 39. FÍGADO
  40. 40. VESÍCULA BILIAR  Situa-se na face inferior do fígadoSitua-se na face inferior do fígado Métodos úteis: Inspeção e palpaçãoMétodos úteis: Inspeção e palpação Ausculta inútilAusculta inútil Percussão: Pesquisa de dor nos processos inflamatóriosPercussão: Pesquisa de dor nos processos inflamatórios agudosagudos
  41. 41. VESÍCULA BILIAR 1) Inspeção: • Não é visível • Raramente visível em condições patológicas • Pode aparecer como um tumor móvel com os movimentos respiratórios : empiema, hidropsia. Colecistite aguda
  42. 42. VESÍCULA BILIAR 2) Palpação:  Processos de palpação do fígado são úteis Chiray e Pavel
  43. 43. VESÍCULA BILIAR 2) Palpação: Murphy Courvoisier
  44. 44. PÂNCREASPÂNCREAS  Não é explorado por qualquer método da propedêutica física Grey- Turner Cullen
  45. 45. BAÇO  Situado profundamente na loja esplênicaSituado profundamente na loja esplênica Mobilidade respiratória: inspiraçãoMobilidade respiratória: inspiração Mobilidade de Decúbito: decúbito lateral-direitoMobilidade de Decúbito: decúbito lateral-direito 1)1)Inspeção:Inspeção: Em condições normais: sem abaulamentosEm condições normais: sem abaulamentos Esplenomegalias acentuadas: Aumento no sentido doEsplenomegalias acentuadas: Aumento no sentido do maior eixomaior eixo
  46. 46. BAÇO 2) Ausculta: Atrito - periesplenites2) Ausculta: Atrito - periesplenites 3) Percussão:3) Percussão:
  47. 47. BAÇO  Todo baço percutível está aumentado de volume, oTodo baço percutível está aumentado de volume, o que nem sempre se identifica pela palpaçãoque nem sempre se identifica pela palpação  Nem todo baço percutível é palpado, mas todo baçoNem todo baço percutível é palpado, mas todo baço palpável é percutívelpalpável é percutível
  48. 48. BAÇO 4 ) Palpação:4 ) Palpação: Mathieu – Cardarelli Mathieu - Cardarelli Shuster
  49. 49. BAÇO 4 ) Palpação:4 ) Palpação: Processo Bimanual
  50. 50. ImportânciaImportância Baço infeccioso agudo (malária, endocardite) Volume aumentado (até 3-4 cm), mole, borda cortante e extremamente doloroso Baço “crônico” (esquistossomose, linfomas, malária) Volume aumentado, duro, borda romba e indolor Baço “crônico” (LMC, mielofibrose, leishmaniose) Volume muito aumentado (até FID), borda romba, duro, indolor Superfície: lisa hipertensivo, inflamatorio irregular linfomas
  51. 51. ASCITE  Transudato ou ExsudatoTransudato ou Exsudato  Causas: Hemodinâmicas, metabólicas, inflamatórias eCausas: Hemodinâmicas, metabólicas, inflamatórias e neoplásicasneoplásicas  300 a 1000ml : Toque Retal e/ou Vaginal - Fundo de300 a 1000ml : Toque Retal e/ou Vaginal - Fundo de Saco de DouglasSaco de Douglas  > 1000ml: Sinais da propedêutica física se torna> 1000ml: Sinais da propedêutica física se torna evidente, mais importante é a Submacicez móvelevidente, mais importante é a Submacicez móvel  > 5> 5 ll : Abaula o abdome: Abaula o abdome
  52. 52. ASCITE 1)1) Inspeção:Inspeção: -Formas :Globoso, Semi-esférico, Pendular ou Batráquio-Formas :Globoso, Semi-esférico, Pendular ou Batráquio -Circulação Colateral: Porta ou Porto-Cava inferior-Circulação Colateral: Porta ou Porto-Cava inferior -Cicatriz Umbilical: Abaulada ou Plana-Cicatriz Umbilical: Abaulada ou Plana
  53. 53. Circulação ColateralCirculação Colateral “tipo cava” x “tipo porta”
  54. 54. ASCITE 2)Palpação:2)Palpação: *Tensão aumentada, elasticidade diminuída*Tensão aumentada, elasticidade diminuída *Sinal do Piparote ou da Onda*Sinal do Piparote ou da Onda *Rechaço*Rechaço
  55. 55. ASCITE 3) Percussão:3) Percussão: Macicez Móvel de Decúbito Semi-Círculo de Skoda
  56. 56. ASCITEASCITE
  57. 57. ObrigadoObrigado!!

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