Entrevista motivacional

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  • gostaria de saber quais os principais usos da EM no mundo e no Brasil
    tem muita diferença??
    obrigada!!
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Entrevista motivacional

  1. 1. Entrevista Motivacional Gabriela Lanzetta Haack Psicóloga
  2. 2. Entrevista Motivacional A entrevista motivacional é uma intervenção centrada no paciente, com o intuito de aumentar a motivação para a mudança do comportamento – problema, a resolução e exploração da ambivalência, a supressão de comportamentos disfuncionais e o desenvolvimento de padrões mais adaptativos.
  3. 3. Entrevista Motivacional  O objetivo da EM é ajudar a resolver a ambivalência e colocar a pessoa em movimento no caminho da mudança. É uma maneira de estar com os pacientes  Impulso motivacional breve  Cria “abertura para a mudança”, “desperta” a pessoa, dá a partida no processo de mudança 
  4. 4. Entrevista Motivacional Desenvolvida no início dos anos 80 para contribuir com a mudança de comportamento de bebedores de álcool.  Pode ser associada a outras abordagens teóricas (ex.: prevenção à recaída) e adaptada para diferentes ambientes de tratamento  Todos os profissionais da área da saúde podem ser treinados para 
  5. 5. Características da EM Busca identificar e mobilizar os valores e objetivos intrínsicos do paciente para, a partir destes, estimular uma mudança de comportamento  A mudança é evocada no paciente, nunca imposta de fora (a mudança vem de dentro).  Terapeuta tem papel não autoritário 
  6. 6. Características da EM Resistência e negação fazem parte do processo de mudança, sendo consideradas um sinal de que a estratégia motivacional não está funcionando e deve ser modificada  Relação terapeuta-paciente é de parceria e respeito pela autonomia do usuário 
  7. 7. Cinco princípios gerais da EM Expressar empatia 2. Desenvolver a discrepância 3. Evitar a argumentação 4. Acompanhar a resistência 5. Promover a auto eficácia 1.
  8. 8. Expressar empatia Aceitação empática  Escuta reflexiva habilidosa  Terapeuta busca compreender os sentimentos e as perspectivas do paciente sem julgar, criticar ou culpar  Aceitar não é concordar!!!!  Aceitar as pessoas como elas são as liberta para o processo de mudança 
  9. 9. Expressar empatia  Aceitação empática constrói aliança terapêutica e estimula a auto estima Então: A aceitação facilita a mudança A escuta reflexiva habilidosa é fundamental A ambivalência é normal
  10. 10. Desenvolver a discrepância  Criar e ampliar, na mente do paciente, uma discrepância entre o comportamento presente e as metas mais amplas ◦ Discrepância entre “onde se está” e “onde se quer chegar” • Quando um comportamento é visto como conflitante com metas pessoais importantes, como a saúde, sucesso, felicidade da família, é provável que a mudança aconteça
  11. 11.  Ambivalência: conflito de aproximação/evitação Quando a EM é bem sucedida, ela muda as percepções do paciente sem criar uma sensação de pressão ou coerção Então: A conscientização das consequências é  importante A discrepância entre o comportamento presente e as metas importantes motivará a mudança O paciente deve apresentar os argumentos
  12. 12. Evitar a argumentação O terapeuta evita argumentação e confrontos diretos  Evita abordagens que gerem resistência  Não é necessário se preocupar com rótulos diagnósticos é A argumentação Então:contraproducente  Defender gera atitudes de defesa A resistência é um sinal para a mudança de estratégia A rotulação é desnecessária
  13. 13. Acompanhar a resistência O problema é decisão do paciente  A relutância e a ambivalência não são combatidas, mas sim reconhecidas como naturais e compreensíveis pelo terapeuta.  Acompanhar a resistência permite incluir o paciente ativamente no processo de solução do problema
  14. 14. Acompanhar a resistência Então: A força pode ser usada em beneficio próprio As percepções podem ser alteradas Novas perspectivas são oferecidas, mas não impostas O paciente é um recurso valioso na busca de soluções para os
  15. 15. Promover a auto-eficácia Crença de uma pessoa na sua capacidade de realizar e ter sucesso em uma tarefa específica  Elemento chave na motivação para a mudança  “esperança de mudança”  Aumentar as percepções do paciente quanto à sua capacidade de enfrentar obstáculos e de ter êxito na mudança 
  16. 16. Promover a auto-eficácia Ênfase na responsabilidade pessoal  “você é capaz de fazer isso”  “se você quiser, eu posso ajudá-lo a modificar-se”  Importante: depoimento de pessoas que tiveram sucesso no tratamento Então: A crença na possibilidade de mudança  é um motivador importante O paciente é responsável por decidir e realizar mudanças pessoais Há esperança na gama de abordagens disponíveis
  17. 17. Metodologia da EM P perguntas abertas A afirmar – reforço positivo R refletir R resumir
  18. 18. Entrevista Motivacional  Técnica não confrontativa  Estratégias para lidar com a resistência e ambivalência  Crítica ao modelo moral e baseado na empatia  Profecia auto-realizável  Toda mudança passa por estágios motivacionais
  19. 19. Modelo de Mudança (Prochaska & DiClemente,1984) Mudança de comportamento é um processo (envolve alguns estágios) A motivação está relacionada ao estágio em que se encontra o indivíduo:
  20. 20. Espiral da mudança
  21. 21. Pré contemplação Não está consciente que seu comportamento está causando problemas  Acredita estar imune as consequências adversas  Resiste ou nega as consequências trazidas por seu comportamento  Não respondem a conselhos de mudança Estratégia:  Resistentes a qualquer orientação fornecer informações para encorajá los para a mudança
  22. 22. Contemplação    Ambivalência em relação ao consumo Percebem coisas boas e menos boas Reconhece o problema, cogita a necessidade de mudar, mas também valoriza os efeitos positivos da droga e o quanto gosta e precisa dela. Estratégias: oAjudar o paciente a reconhecer sua força e habilidade de mudança oSugerir estratégias para parar ou diminuir (menu de opções)
  23. 23. Preparação Reconhece o problema, mas se sente incapaz de resolvê-lo sozinho e pede ajuda  Fase passageira, momento do encaminhamento 
  24. 24. Ação • • Interrompe o consumo e começa o tratamento. Ambivalência presente durante todo o processo. Estratégias: Estimular a percepção de que seus problemas têm solução o Estimular a crença na capacidade de mudar o Negociar objetivos e metas para a mudança o Sugerir estratégias para a mudança o Ajudar a identificar situações de risco e desenvolver plano de ação o
  25. 25. Manutenção    Estágio mais difícil Reorganização do estilo de vida Sempre colocada em xeque pela ambivalência Estratégias: Prevenção à recaída o Ter consciência da possibilidade da recaída o (com a recaída eles voltam a um dos estágios anteriores) o Realizar a mudança passo a passo o
  26. 26. Recaída Lapso: retorno pontual ao consumo dentro de uma situação de abstinência  Recaída: retorno ao consumo após um período considerável de abstinência.   Não é voltar à estaca zero!!!!  Aprender com os erros para evitar recaídas futuras
  27. 27. Referências bibliográficas: Diehl, A., Cordeiro, D., Laranjeira, Ronaldo. Dependência química: prevenção, tratamento e políticas públicas. Porto Alegre: Artmed, 2011. Miller, W. R. e Rollnick, S. Entrevista motivacional: preparando as pessoas para a mudança de comportamentos aditivos. Porto Alegre: Artmed, 2001. Ribeiro, M e Laranjeira, R. O tratamento do usuário de crack. 2.ed. Porto Alegre: Artmed, 2012.

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