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Eng. Gabriel do Nascimento
Acompanhamento
Linha de balanço
Acompanhamento
0 acompanhamento físico de uma obra é a
identificação do andamento das atividades
e a posterior atualização do cronograma.
Ao requerer informações de campo para
sua atualização, o planejamento contínuo e
criterioso torna-se dependente do
acompanhamento da situação real das
atividades por várias razões.
Razões para o acompanhamento:
- As atividades nem sempre são iniciadas na data prevista;
- As atividades nem sempre são concluídas na data prevista Ocorrem
alterações de projeto que impactam na execução das tarefas;
- Ocorrem flutuações de produtividade que alteram a duração das
atividades;
- A equipe decide mudar o plano de ataque da obra;
- A equipe decide mudara sequencia executiva de alguns serviços;
- A equipe decide mudar o método construtivo de alguma parte da obra;
- Ocorrem fatores que, embora previsíveis, não são mostrados de
maneira precisa no cronograma, como chuvas, cheias etc;
- Ocorrem fatores imprevisíveis que interferem na execução de serviços:
greves, paralisações, interferências de terceiros, acidentes etc;
- Ocorrem atrasos no fornecimento de matéria;
- O planejador descobre que faltam atividades no planejamento (escopo
incompleto), ou que há atividades a mais (escopo incorreto).
LINHA DE BASE
Ao planejamento inicial concluído e aprovado
pela equipe executora da obra dá-se o nome de
planejamento referencial ou linha de base. Ele
é, por assim dizer, o ideal a ser perseguido pela
equipe do projeto, pois contém todas as
atividades, reflete a lógica executiva, mostra os
recursos alocados e identifica o caminho crítico.
A linha de base tem uma múltipla importância:
- Por representar o consenso da equipe que realizará a obra,
o planejamento referencial constitui um plano de trabalho
presumivelmente válido, factível, racional e de uso comum;
- É com relação à linha de base que o andamento real do
projeto será comparado (previsto x realizado), servindo de
parâmetro para a detecção de atrasos e adiantamentos;
- A linha de base serve para avaliação de desvios e imputação
de responsabilidades, no caso de resolução de disputas,
pleitos contratuais ideim), auditorias, arbitragem, mediação
etc
ETAPAS DO ACOMPANHAMENTO
O acompanhamento obedece a três etapas
sucessivas;
1) Aferição do progresso das atividade - Nesta
etapa, o progresso das atividades é aferido no
campo para posterior comparação com o que
havia sido planejado para aquele período.
Nesta fase, a equipe registra o avanço de cada
tarefa em quantidade (m2,t, kg) ou porcentual.
2) Atualização da planejamento:
Nesta etapa, os dados de campo são cotejados
com o planejamento referencial — comparação
previsto x realizado.
0 cronograma é então recalculado de acordo
com o que falta ser feito.
Em função do progresso real das atividades, o
caminho critico pode ter se alterado, tendo
migrado para outro ramo.
3) Interpretação do desempenho:
A atualização do planejamento deve ser
acompanhada de uma avaliação crítica da
tendência de atraso ou adiantamento da obra.
Nesta etapa, o planejador e a equipe da obra
analisam as causas de desvio do cronograma e
inferem se as discrepância ocorreram por um
motivo pontual ou se representam uma
tendência.
LINHA DE PROGRESSO
Na etapa de aferição do progresso da obra, a linha
de progresso (ou linha de status) é uma ferramenta
muito atraente para apontar as atividades que
estão atrasadas, as que estão em dia e as que estão
adiantadas.
Para cada atividade, define-se um ponto dentro da
barra do cronograma correspondente ao
percentual de avanço — por exemplo, se o status
da atividade for 60%, marca-se um ponto a 60% do
comprimento da barra.
Feito isso para todas as atividades, é só ligar os
pontos por meio de segmentos de reta, obtendo-se
então a linha de progresso.
Interpretar a tendência de cada atividade
da obra a seguir de acordo com as linhas de
progresso em três meses consecutivos.
ATUALIZAÇÃO DO PLANEJAMENTO
Uma vez apropriado o progresso das atividades,
passa-se à atualização da rede, que é a
reprogramação geral do que falta ser feito.
É nessa etapa que se ajusta o cronograma para as
condições reais de andamento da obra e, como
consequência, algumas atividades são
"empurradas" para frente (aquelas que ficaram
atrasadas) e outras "puxadas" para trás (aquelas
que podem ser realizadas antes do previsto).
Uma boa maneira de atualizar o cronograma é por
meio da duração remanescente das atividades em
andamento.
A duração remanescente deve ser pautada não
pela quantidade de dias restantes pela linha de
base, mas pelo tempo que a atividade ainda levará
até ser concluída.
A melhor maneira de documentar o previsto e o
realizado é mostrar duas barras para cada
atividade — a linha de base (previsto) e o realizado.
ALTERAÇÃO DO CAMINHO CRÍTICO
Um dos resultados que a atualização do
planejamento pode trazer é a alteração do caminho
crítico.
Os dados reais das atividades podem levar a que o
caminho crítico mude de um ramo para outro da
rede. Basta que uma atividade consuma sua folga
total para que ela se torne critica.
Uma atividade que antes não integrava o caminho
crítico pode doravante ser crítica e, por
conseguinte, precisa ter sua duração monitorada
com cuidado para não atrasar mais o projeto.
O planejador tem de estar bem atento para esse
fato, porque o ponto de atenção da equipe muda a
partir da constatação do novo caminho crítico.
PROGRAMAÇÃO DE SERVIÇOS
Como o planejamento da obra é complexo e abarca toda
sua duração — que pode ser de meses ou anos —, o
cronograma global não se presta como ferramenta de
comunicação imediata com as equipes executoras.
A programação, contém somente o conjunto de atividades
que serão executadas em um período de tempo
específico, como uma semana ou uma quinzena.
A programação tem a função de ser o instrumento de
comunicação do setor de planejamento com o setor de
produção da obra. É como se fosse dado um zoom em
dado intervalo de tempo.
Em resumo, a programação é a tradução do planejamento
global (macro) para horizontes de duração restrita (micro),
com vistas à efetiva alocação de mão de obra e
equipamento, aquisição de materiais, designação de
responsáveis, providências administrativas, detecção de
desvios e condução de reuniões de coordenação.
METODOLOGIA PPC
Vista como um compromisso para o sucesso da
obra em termos de prazo, a programação de
curto prazo pode ser utilizada para duas
importantes avaliações:
- O percentual da programação concluído –
PPC;
- As causas de atraso ou adiantamento das
tarefas programadas.
O percentual da programação concluído (PPC)
é o quociente entre a quantidade de tarefas
cumpridas na semana ou quinzena e a
quantidade total de tarefas programadas para
esse período.
Se todas as atividades programadas para o
período foram executadas como previsto, o
PPC é de 100%;
se somente metade das tarefas foi cumprida,
o PPC é de 50% e assim por diante.
Na construção, existem projetos em que determinados
serviços são repetitivos. Estradas, conjuntos habitacionais e
edifícios altos são alguns exemplos de projetos que
apresentam características de repetitividade, ou seja, em que
um núcleo de atividades é executado sucessivas vezes.
A linha de balanço, também conhecida por diagrama tempo-
caminho ou diagrama espaço-tempo, é uma técnica de
planejamento desenvolvida para esse tipo de obra.
Por haver ciclos de produção, os serviços repetitivos podem
ser representados por uma reta traçada em um gráfico
tempo-progresso.
A linha de balanço resume um grupo de atividades similares
em uma linha e, consequentemente, condensa em um
documento menor um grande número de atividades comuns,
O planejamento com linha de balanço
encaixa-se bem para os tipos de obra
relacionados no Quadro:
A linha de balanço é uma reta que ilustra
graficamente o ritmo de produção de uma
atividade.
Com a grandeza tempo na abscissa do gráfico e a
quantidade de unidades produzida na ordenada,
quanto mais íngreme a reta, maior sua
produtividade. A declívidade define a taxa de
produção no tempo.
Ao contrário do cronograma de barras tradicional,
que se fixa na duração das atividades, a LDB
representa o ritmo (produtividade) do serviço.
A título de exemplo:
A implantação de uma rede linear de esgoto de 7
km de comprimento, cujo ciclo de trabalho
consiste de duas operações consecutivas
realizadas em trechos de 1 km: escavação da vala e
assentamento da tubulação.
Portanto, tem de ser realizado 7 vezes.
Suponhamos que a escavação de cada trecho dure
2 dias e o assentamento dure 1 dia, com um
intervalo de 1 dia entre as operações.
O ciclo dura, portanto, 4 dias.
A LDB para um prazo contratual de 10 dias é a mostrada
A inclinação de cada barra representa o ritmo desejado de
trabalho, enquanto sua espessura equivale á duração da
atividade.
DIMENSIONAMENTO DA LINHA DE BALANÇO
O exemplo apresentado a seguir mostra como
fazer o balanceamento no planejamento com
linha de balanço.
A obra é a construção de um conjunto de iguais
(n), com meta de entrega (Ro) de 3 casas por
semana (assume-se semana de 5 dias x 3 horas
= 40 h) e ciclo de produção de 5 atividades.
Fixemo-nos no serviço A;
Para atingir o ritmo almejado de 3
casas/semana, é necessário alocar uma equipe
com a seguinte quantidade calculada de
operários:
Arredondamos para 9, o múltiplo mais
próximo da equipe básica, Com o
arredondamento, a produção semanal
corrigida será:
A duração (t) deA em cada casa é dada por:
O tempo decorrido entre o início da primeira
casa e o início da vigéssima (T) é dado por:
Fazendo o calculo para todas as atividades
temos o seguinte quadro:
Introduzindo-se um colchão (buffer) de 5 dias entre serviços
consecutivos, as linhas de balanço podem, então, ser traçadas
1) Saber o passo a passo para o planejamento;
2) Definir escopo, do produto e do projeto;
3) Definir EAP e construção;
4) Dimensionar equipe e duração, utilizando índice e
produtividade.
5) Realizar as ligações entre as atividades através da
predecessoras.
6) Montar o diagrama de rede pert/cpm pelos dois
métodos;
7) Calcular o prazo do projeto;
8) Determinar o caminho crítico;
9) Curva S e ABC;
10) Linha de balanço.

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Aula 05 Planejamento e Controle de Obras

  • 1. Eng. Gabriel do Nascimento
  • 3. Acompanhamento 0 acompanhamento físico de uma obra é a identificação do andamento das atividades e a posterior atualização do cronograma. Ao requerer informações de campo para sua atualização, o planejamento contínuo e criterioso torna-se dependente do acompanhamento da situação real das atividades por várias razões.
  • 4. Razões para o acompanhamento: - As atividades nem sempre são iniciadas na data prevista; - As atividades nem sempre são concluídas na data prevista Ocorrem alterações de projeto que impactam na execução das tarefas; - Ocorrem flutuações de produtividade que alteram a duração das atividades; - A equipe decide mudar o plano de ataque da obra; - A equipe decide mudara sequencia executiva de alguns serviços; - A equipe decide mudar o método construtivo de alguma parte da obra; - Ocorrem fatores que, embora previsíveis, não são mostrados de maneira precisa no cronograma, como chuvas, cheias etc; - Ocorrem fatores imprevisíveis que interferem na execução de serviços: greves, paralisações, interferências de terceiros, acidentes etc; - Ocorrem atrasos no fornecimento de matéria; - O planejador descobre que faltam atividades no planejamento (escopo incompleto), ou que há atividades a mais (escopo incorreto).
  • 5. LINHA DE BASE Ao planejamento inicial concluído e aprovado pela equipe executora da obra dá-se o nome de planejamento referencial ou linha de base. Ele é, por assim dizer, o ideal a ser perseguido pela equipe do projeto, pois contém todas as atividades, reflete a lógica executiva, mostra os recursos alocados e identifica o caminho crítico.
  • 6. A linha de base tem uma múltipla importância: - Por representar o consenso da equipe que realizará a obra, o planejamento referencial constitui um plano de trabalho presumivelmente válido, factível, racional e de uso comum; - É com relação à linha de base que o andamento real do projeto será comparado (previsto x realizado), servindo de parâmetro para a detecção de atrasos e adiantamentos; - A linha de base serve para avaliação de desvios e imputação de responsabilidades, no caso de resolução de disputas, pleitos contratuais ideim), auditorias, arbitragem, mediação etc
  • 7. ETAPAS DO ACOMPANHAMENTO O acompanhamento obedece a três etapas sucessivas; 1) Aferição do progresso das atividade - Nesta etapa, o progresso das atividades é aferido no campo para posterior comparação com o que havia sido planejado para aquele período. Nesta fase, a equipe registra o avanço de cada tarefa em quantidade (m2,t, kg) ou porcentual.
  • 8. 2) Atualização da planejamento: Nesta etapa, os dados de campo são cotejados com o planejamento referencial — comparação previsto x realizado. 0 cronograma é então recalculado de acordo com o que falta ser feito. Em função do progresso real das atividades, o caminho critico pode ter se alterado, tendo migrado para outro ramo.
  • 9. 3) Interpretação do desempenho: A atualização do planejamento deve ser acompanhada de uma avaliação crítica da tendência de atraso ou adiantamento da obra. Nesta etapa, o planejador e a equipe da obra analisam as causas de desvio do cronograma e inferem se as discrepância ocorreram por um motivo pontual ou se representam uma tendência.
  • 10. LINHA DE PROGRESSO Na etapa de aferição do progresso da obra, a linha de progresso (ou linha de status) é uma ferramenta muito atraente para apontar as atividades que estão atrasadas, as que estão em dia e as que estão adiantadas. Para cada atividade, define-se um ponto dentro da barra do cronograma correspondente ao percentual de avanço — por exemplo, se o status da atividade for 60%, marca-se um ponto a 60% do comprimento da barra. Feito isso para todas as atividades, é só ligar os pontos por meio de segmentos de reta, obtendo-se então a linha de progresso.
  • 11.
  • 12.
  • 13. Interpretar a tendência de cada atividade da obra a seguir de acordo com as linhas de progresso em três meses consecutivos.
  • 14. ATUALIZAÇÃO DO PLANEJAMENTO Uma vez apropriado o progresso das atividades, passa-se à atualização da rede, que é a reprogramação geral do que falta ser feito. É nessa etapa que se ajusta o cronograma para as condições reais de andamento da obra e, como consequência, algumas atividades são "empurradas" para frente (aquelas que ficaram atrasadas) e outras "puxadas" para trás (aquelas que podem ser realizadas antes do previsto).
  • 15. Uma boa maneira de atualizar o cronograma é por meio da duração remanescente das atividades em andamento. A duração remanescente deve ser pautada não pela quantidade de dias restantes pela linha de base, mas pelo tempo que a atividade ainda levará até ser concluída. A melhor maneira de documentar o previsto e o realizado é mostrar duas barras para cada atividade — a linha de base (previsto) e o realizado.
  • 16.
  • 17. ALTERAÇÃO DO CAMINHO CRÍTICO Um dos resultados que a atualização do planejamento pode trazer é a alteração do caminho crítico. Os dados reais das atividades podem levar a que o caminho crítico mude de um ramo para outro da rede. Basta que uma atividade consuma sua folga total para que ela se torne critica. Uma atividade que antes não integrava o caminho crítico pode doravante ser crítica e, por conseguinte, precisa ter sua duração monitorada com cuidado para não atrasar mais o projeto. O planejador tem de estar bem atento para esse fato, porque o ponto de atenção da equipe muda a partir da constatação do novo caminho crítico.
  • 18. PROGRAMAÇÃO DE SERVIÇOS Como o planejamento da obra é complexo e abarca toda sua duração — que pode ser de meses ou anos —, o cronograma global não se presta como ferramenta de comunicação imediata com as equipes executoras. A programação, contém somente o conjunto de atividades que serão executadas em um período de tempo específico, como uma semana ou uma quinzena. A programação tem a função de ser o instrumento de comunicação do setor de planejamento com o setor de produção da obra. É como se fosse dado um zoom em dado intervalo de tempo. Em resumo, a programação é a tradução do planejamento global (macro) para horizontes de duração restrita (micro), com vistas à efetiva alocação de mão de obra e equipamento, aquisição de materiais, designação de responsáveis, providências administrativas, detecção de desvios e condução de reuniões de coordenação.
  • 19. METODOLOGIA PPC Vista como um compromisso para o sucesso da obra em termos de prazo, a programação de curto prazo pode ser utilizada para duas importantes avaliações: - O percentual da programação concluído – PPC; - As causas de atraso ou adiantamento das tarefas programadas.
  • 20. O percentual da programação concluído (PPC) é o quociente entre a quantidade de tarefas cumpridas na semana ou quinzena e a quantidade total de tarefas programadas para esse período. Se todas as atividades programadas para o período foram executadas como previsto, o PPC é de 100%; se somente metade das tarefas foi cumprida, o PPC é de 50% e assim por diante.
  • 21.
  • 22.
  • 23. Na construção, existem projetos em que determinados serviços são repetitivos. Estradas, conjuntos habitacionais e edifícios altos são alguns exemplos de projetos que apresentam características de repetitividade, ou seja, em que um núcleo de atividades é executado sucessivas vezes. A linha de balanço, também conhecida por diagrama tempo- caminho ou diagrama espaço-tempo, é uma técnica de planejamento desenvolvida para esse tipo de obra. Por haver ciclos de produção, os serviços repetitivos podem ser representados por uma reta traçada em um gráfico tempo-progresso. A linha de balanço resume um grupo de atividades similares em uma linha e, consequentemente, condensa em um documento menor um grande número de atividades comuns,
  • 24. O planejamento com linha de balanço encaixa-se bem para os tipos de obra relacionados no Quadro:
  • 25. A linha de balanço é uma reta que ilustra graficamente o ritmo de produção de uma atividade. Com a grandeza tempo na abscissa do gráfico e a quantidade de unidades produzida na ordenada, quanto mais íngreme a reta, maior sua produtividade. A declívidade define a taxa de produção no tempo. Ao contrário do cronograma de barras tradicional, que se fixa na duração das atividades, a LDB representa o ritmo (produtividade) do serviço.
  • 26. A título de exemplo: A implantação de uma rede linear de esgoto de 7 km de comprimento, cujo ciclo de trabalho consiste de duas operações consecutivas realizadas em trechos de 1 km: escavação da vala e assentamento da tubulação. Portanto, tem de ser realizado 7 vezes. Suponhamos que a escavação de cada trecho dure 2 dias e o assentamento dure 1 dia, com um intervalo de 1 dia entre as operações. O ciclo dura, portanto, 4 dias.
  • 27. A LDB para um prazo contratual de 10 dias é a mostrada A inclinação de cada barra representa o ritmo desejado de trabalho, enquanto sua espessura equivale á duração da atividade.
  • 28. DIMENSIONAMENTO DA LINHA DE BALANÇO O exemplo apresentado a seguir mostra como fazer o balanceamento no planejamento com linha de balanço. A obra é a construção de um conjunto de iguais (n), com meta de entrega (Ro) de 3 casas por semana (assume-se semana de 5 dias x 3 horas = 40 h) e ciclo de produção de 5 atividades.
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  • 31. Fixemo-nos no serviço A; Para atingir o ritmo almejado de 3 casas/semana, é necessário alocar uma equipe com a seguinte quantidade calculada de operários: Arredondamos para 9, o múltiplo mais próximo da equipe básica, Com o arredondamento, a produção semanal corrigida será:
  • 32. A duração (t) deA em cada casa é dada por: O tempo decorrido entre o início da primeira casa e o início da vigéssima (T) é dado por:
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  • 34. Fazendo o calculo para todas as atividades temos o seguinte quadro:
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  • 36. Introduzindo-se um colchão (buffer) de 5 dias entre serviços consecutivos, as linhas de balanço podem, então, ser traçadas
  • 37. 1) Saber o passo a passo para o planejamento; 2) Definir escopo, do produto e do projeto; 3) Definir EAP e construção; 4) Dimensionar equipe e duração, utilizando índice e produtividade. 5) Realizar as ligações entre as atividades através da predecessoras. 6) Montar o diagrama de rede pert/cpm pelos dois métodos; 7) Calcular o prazo do projeto; 8) Determinar o caminho crítico; 9) Curva S e ABC; 10) Linha de balanço.