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Era uma vez, no sertão de Serrita, lá nasCaatingas da Floresta Nacional dos Negreiros um“cabra da peste valente pra daná”,...
O teju Diego, tinha um sonho, ele queria eraconstruir uma linda toca para morar, ele aindanão tinha conseguido fazer isso ...
“Ei seu Zé você queria que eu destruísse a sua casa? Seráque você não percebe que todo mundo precisa de umlugarzinho para ...
O Homem pensou e percebeu que o calango tinha razão,pediu desculpas e ajudou o Teju Diego a construir suacasa e ficaram am...
O nome do calango Diego é uma homenagem ao umdos gestores da Flona Negreiros, o EngenheiroFlorestal Diego Meireles Monteir...
Essa Obra é parte de um trabalho de trocade saberes entre as crianças do Carrasco eNegreiros, povoado vizinho a FlorestaNa...
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Lagarto diego

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Estória de um lagarto que vivia na caatinga e se depara com um homem que vive destruindo seu habitat. Estória produzida por alunos de graduação e professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco, do Curso de Ciências Biologias. Esta obra faz parte do Projeto Anfíbios e Répteis do Bioma Caatinga - Indicadores de Conservação para o Sertão Central de Pernambuco.

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Lagarto diego

  1. 1. O Lagarto Diego Edivania doNascimento Pereira, Maria José LimaTeles, Mauriceia de Melo Silva Santana & Ednilza Maranhão dos Santos,Ilustração : Crianças do Carrasco, e do Negreiros, Serrita/PE
  2. 2. N246c Nascimento, George Carlos As caatingas – conhecer para preservar (Poesias) /George Carlos Nascimento; organizadora Ednilza Maranhão dos Santos. – Recife: EDUFRPE, 2012. 33 p. : il. 1. Poesia brasileira I. Santos, Ednilza Maranhão dos, organizadora II. Título CDD B869.1Texto: Edivania do Nascimento Pereira, Maria Jose LimaTeles, Mauriceia de Melo Silva Santana e EdnilzaMaranhão dos SantosDesenhos das crianças do Carrasco e Negreiros,Serrita/PE : Alessandra, Maria Gilvanete e Rita de Cássia
  3. 3. Era uma vez, no sertão de Serrita, lá nasCaatingas da Floresta Nacional dos Negreiros um“cabra da peste valente pra daná”, era o lagartoDiego.Diego era um calango grande, bonito, com umapele brilhante, escamas pretas e lustrosas, commanchas brancas bem distribuídas pelo corpo evivia com o seu chapéu de cangaceiro e seu corporente ao chão. Sim... ele vivia com a língua prafora, é fazia isso pois sentia o cheiro pela língua.Uma coisa que ele gostava era de andar pelasCaatingas, eita!!! como ele gostava disso,principalmente quando os primeiros raios de solaparecia entre as nuvens no céu e começava aesquentar o chão.
  4. 4. O teju Diego, tinha um sonho, ele queria eraconstruir uma linda toca para morar, ele aindanão tinha conseguido fazer isso porque aspessoas que caçavam destruíam as tocas. Certodia, com muita teimosia ele construiu sua toca,“êita toca bonita”, perto de uma umburana, de umlagedo e de várias batatas de teju. Ela era bemprofunda e sua entrada bem trabalhada, comareia bem marrom colhida do riacho negreiro.Mas, quando terminou de construir sua casa veioum homem a sua procura e destruiu a sua toca.Ele ficou muito triste, muito triste, mas no outrodia construiu novamente sua toca em outro lugar,mas novamente veio um outro homem e tampousua toca, ele ficou danado de raiva e resolveufalar com o homem:
  5. 5. “Ei seu Zé você queria que eu destruísse a sua casa? Seráque você não percebe que todo mundo precisa de umlugarzinho para morar?”O homem espantado de ver um calango falando disse: “Ave meu padrinho Padre Cícero o que é isso? Um bicho que fala?” E Diego falou: “Você pensa que só porque não sou igual a você não sinto, não como, fico triste e ... e não tenho direito de lugar pra morar? Pois fique sabendo que antes de você chegar aqui nessas Caatingas eu já morava aqui e contribui muito para que a caatingaficasse bonita assim ao contrário de você que só pensar em destruí-la e acabar com a tranquilidade dos bichos daqui. Pense que todos nós temos direito a vida, a moradia...a ser feliz!!!”
  6. 6. O Homem pensou e percebeu que o calango tinha razão,pediu desculpas e ajudou o Teju Diego a construir suacasa e ficaram amigos. O homem percebeu que háespaço para todos o que precisamos é respeitar oslimites e a vida de cada um.
  7. 7. O nome do calango Diego é uma homenagem ao umdos gestores da Flona Negreiros, o EngenheiroFlorestal Diego Meireles Monteiro. O Teju é omaior lagarto das Caatingas, ele também ocorre emoutros biomas e é bem distribuído em todo oNordeste. Pesquisas revelaram que é um bomdispersor de semente, então ajuda a caatinga a serecompor. Alimenta-se de tudo e é um forrageadorbem ativo o seu nome científico é Tupinambismarianae.
  8. 8. Essa Obra é parte de um trabalho de trocade saberes entre as crianças do Carrasco eNegreiros, povoado vizinho a FlorestaNacional (FLONA) de Negreiros e alunas docurso de Licenciatura e Bacharelado emCiências Biológicas da Universidade FederalRural de Pernambuco. Esse produto faz partede um projeto “Anfíbios e répteis do biomaCaatinga – Indicadores de Conservação para osertão de Pernambuco, coordenado pelaProfessora Ednilza Maranhão dos Santos econtou com apoio da FACEPE e CNPQ.Agradecemos ao Sr. Chicó ,Dona Margarida,sua família e todas as crianças do Carrascoe do Negreiros.

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