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Perspectivas do Investimento Estrangeiro no Brasil, com Renato Baumann, da Secretaria-Executiva da CAMEX

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Mesmo nos piores momentos da crise recente, o Brasil continuou a ser um dos destinos importantes do investimento direto estrangeiro no mundo. Agora, com a melhora da economia brasileira, a retomada de programas de concessão e privatização na União e nos Estados e a farta liquidez internacional, as perspectivas são de crescimento significativo do fluxo de investimentos diretos estrangeiros para o país. Há sinais iniciais nessa direção, mas persistem dúvidas no horizonte.

Para avaliar as perspectivas do investimento direto estrangeiro no Brasil e seu impacto sobre o crescimento da economia nos próximos anos, a Fundação FHC tem o prazer de convidar para a palestra do economista Renato Baumann, um dos maiores especialistas brasileiros em economia internacional, hoje Subsecretário para investimento estrangeiro da Secretaria-Executiva da CAMEX.

PALESTRANTE
RENATO BAUMANN
Economista com doutorado pela Universidade de Oxford, é subsecretário de Investimentos Estrangeiros da Secretaria-Executiva da CAMEX (Câmara de Comércio Exterior, ligada ao Ministério da Economia) e membro do Comitê Consultivo do CEBC (Conselho Empresarial Brasil-China). Técnico de Planejamento do IPEA desde 1975, foi diretor do Escritório da CEPAL no Brasil (1995-2010) e professor do Departamento de Economia da UnB de (1983-2019). É autor de 14 livros e dezenas de artigos publicados.

Mesmo nos piores momentos da crise recente, o Brasil continuou a ser um dos destinos importantes do investimento direto estrangeiro no mundo. Agora, com a melhora da economia brasileira, a retomada de programas de concessão e privatização na União e nos Estados e a farta liquidez internacional, as perspectivas são de crescimento significativo do fluxo de investimentos diretos estrangeiros para o país. Há sinais iniciais nessa direção, mas persistem dúvidas no horizonte.

Para avaliar as perspectivas do investimento direto estrangeiro no Brasil e seu impacto sobre o crescimento da economia nos próximos anos, a Fundação FHC tem o prazer de convidar para a palestra do economista Renato Baumann, um dos maiores especialistas brasileiros em economia internacional, hoje Subsecretário para investimento estrangeiro da Secretaria-Executiva da CAMEX.

PALESTRANTE
RENATO BAUMANN
Economista com doutorado pela Universidade de Oxford, é subsecretário de Investimentos Estrangeiros da Secretaria-Executiva da CAMEX (Câmara de Comércio Exterior, ligada ao Ministério da Economia) e membro do Comitê Consultivo do CEBC (Conselho Empresarial Brasil-China). Técnico de Planejamento do IPEA desde 1975, foi diretor do Escritório da CEPAL no Brasil (1995-2010) e professor do Departamento de Economia da UnB de (1983-2019). É autor de 14 livros e dezenas de artigos publicados.

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Perspectivas do Investimento Estrangeiro no Brasil, com Renato Baumann, da Secretaria-Executiva da CAMEX

  1. 1. Considerações sobre o Investimento Direto Externo no Brasil Renato Baumann Apresentação no Instituto Fernando Henrique Cardoso, 18/02/2020
  2. 2. A trajetória recente Características gerais
  3. 3. A entrada de investimento direto tem se mantido elevada 0.00 20,000.00 40,000.00 60,000.00 80,000.00 100,000.00 120,000.00 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 (US$milhões)
  4. 4. Com trajetória peculiar: queda dos investimentos na indústria - 5 000 10 000 15 000 20 000 25 000 30 000 35 000 40 000 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 Agricultura, pecuária e extrativa mineral Indústria Serviços
  5. 5. Os empréstimos intercompanhia têm acompanhado a participação no capital na agricultura, pecuária e mineração Mas são bem inferiores em serviços - 2 000 4 000 6 000 8 000 10 000 12 000 14 000 16 000 18 000 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 (US$milhões) Agricultura, pecuária e extrativa mineral Participação no capital Empréstimos intercompanhia - 5 000 10 000 15 000 20 000 25 000 30 000 35 000 40 000 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 (US$milhões) Serviços Participação no capital Empréstimos intercompanhia
  6. 6. Na indústria as transações intercompanhia não têm se convertido em mais investimento - 10 000 20 000 30 000 40 000 50 000 60 000 70 000 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 (US$milhões) Indústria Participação no capital Empréstimos intercompanhia
  7. 7. Expectativas
  8. 8. Esse resultado é consistente com os dados da FIESP (a partir de 532 empresas em 5-18/12/2019) • 23% das empresas pretendiam buscar crédito em 2020 • Principal necessidade das empresas que buscarão crédito este ano é capital de giro (60%) seguido de investimentos (53%)
  9. 9. Mas não tanto com os dados da CNI 0 10 20 30 40 50 60 70 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 jan/15 fev/15 mar/15 abr/15 mai/15 jun/15 jul/15 ago/15 set/15 out/15 nov/15 dez/15 jan/16 fev/16 mar/16 abr/16 mai/16 jun/16 jul/16 ago/16 set/16 out/16 nov/16 dez/16 jan/17 fev/17 mar/17 abr17 mai17 jun17 jul17 ago17 set17 out17 nov17 dez17 jan18 fev18 mar18 abr18 mai18 jun18 jul18 ago18 set18 out18 nov18 dez18 jan19 fev19 mar19 abr19 mai19 jun19 jul19 ago19 set19 out19 nov19 dez19 jan20 Indústria de Transformação e Extrativa Índice de Intenção de Investimento Em 2019: 74% das grandes empresas investiram; 72% com recursos próprios. 84% pretendem investir em 2020
  10. 10. Os recursos externos têm peso limitado mas crescente na Formação de Capital Ano IED como % da FBKF Média 2005-2007 11,5 2016 18,9 2017 22,0 2018 20,7 Fonte: UNCTAD, World Investment Report, 2019
  11. 11. Mas a economia brasileira permanece em destaque como destino de investimentos diretos Ano Classificação no Investimento Direto Global 2009 14º 2010 5º 2011 5º 2012 4º 2013 5º 2014 6º 2015 8º 2016 7º 2017 6º 2018 7º 2019* 4º Fonte: UNCTAD, diversos Relatórios
  12. 12. E a origem do capital marca diferenças Dados para 5 países: EUA, China, Japão, Itália, França (44% do IED total em 2019) Dados do Boletim de Investimento Estrangeiro – SINVE/CAMEX
  13. 13. O investimento Direto dos 5 países 2003-2019
  14. 14. Tipos de investimentos dos 5 países selecionados 2003 a 2019
  15. 15. Tipos de projetos por origem do capital
  16. 16. Concentração dos projetos por Unidades de Federação – Países selecionados 2003 a 2019 (US$ milhões)
  17. 17. Distribuição dos investimentos por Setor da Economia (CNAE/IBGE) – 5 países 2003 a 2019 (US$ milhões)
  18. 18. Distribuição dos investimentos por Setor da Economia (CNAE/IBGE) – 5 países 2003 a 2019 (US$ milhões)
  19. 19. Os investimentos em Infraestrutura
  20. 20. Forte redução recente como (%) do PIB 0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 Investimento em infraestrutura como (%) do PIB Fonte: SDI/SEPEC (2019), Pró-Infra: Estratégia de Avanço na Infraestrutura
  21. 21. O investimento em infraestrutura é baixo já há algum tempo Evolução do investimento anual em infraestrutura como (%) do PIB Setor 1970-1980 1981-1990 1991-2000 2001-2010 2011-2016 2017-2018 Telecomunicações 0,93 0,38 0,71 0,63 0,47 0,45 Energia 2,47 1,26 0,68 0,57 0,68 0,65 Saneamento 0,53 0,20 0,15 0,17 0,19 0,20 Transportes 2,36 1,26 0,57 0,59 0,85 0,47 Fonte: SDI/SEPEC (2019), Pró-Infra: Estratégia de Avanço na Infraestrutura
  22. 22. Menos até que em diversos países vizinhos Investimento em Infraestrutura/PIB (%) Comparativo com Países da América do Sul Média 2008-2015 Argentina 2,0 Bolivia 5,4 Brasil 2,8 Chile 3,4 Colombia 4,0 Peru 5,1 Paraguai 4,5 Fonte: SDI/SEPEC (2019), Pró-Infra: Estratégia de Avanço na Infraestrutura
  23. 23. Cenários SDI/SEPEC (Ministério da Economia)
  24. 24. ´Cenário Referência` para investimentos em infraestrutura 2.000% 2.020% 2.040% 2.060% 2.080% 2.100% 2.120% 2.140% 2.160% 2.180% 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2030 2031 2032 2033 2034 2035 2036 2037 2038 2039 2040 Investimento/ PIB (%) 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2030 2031 2032 2033 2034 2035 2036 2037 2038 2039 2040 Crescimento PIB (%) Fonte: SDI/SEPEC (2019), Pró-Infra: Estratégia de Avanço na Infraestrutura
  25. 25. Cenário com ´choque de investimentos` para o setor de infraestrutura 0.000% 1.000% 2.000% 3.000% 4.000% 5.000% 6.000% 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2030 2031 2032 2033 2034 2035 2036 2037 2038 2039 2040 Investimento/ PIB (%) 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5 5 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2030 2031 2032 2033 2034 2035 2036 2037 2038 2039 2040 Crescimento PIB (%) Fonte: SDI/SEPEC (2019), Pró-Infra: Estratégia de Avanço na Infraestrutura
  26. 26. 4 Conjuntos de Iniciativas com Implicações sobre Investimentos • Medidas para melhorar o ambiente de negócios (levar a economia para os 50 primeiros do ‘Doing Business`) • Licitações de Projetos e Privatizações (PPI) • Mecanismos de Apoio a Investidores • Preocupação com Conduta Empresarial Responsável
  27. 27. Projetos a serem licitados em 2020 (PPI)
  28. 28. Leilões do PPI previstos para 2020 Projeto Valor (R$ milhões) Aeroportos 6ª. Rodada de Concessões Outorga mínima a definir Ferrovias Ferrogrão CAPEX – 16.600 (outorga mínima a definir) FIOL CAPEX – 3.430 Óleo e Gás 16ª. Rodada de Concessões Outorga mínima – 3.200 Outros PPP para Gestão de Comunicações Comando da Aeronáutica CAPEX – 1.542 OPEX – 2.243
  29. 29. Leilões do PPI previstos para 2020 (cont.) Projeto Valor (R$ milhões) Portos Granéis sólidos no Porto de Aratu (BA) CAPEX – 229.7 Granéis líquidos no Porto de Itaqui (MA) CAPEX – 58.7 CAPEX – 63.7 CAPEX – 177.3 CAPEX – 178.5 Terminal de Carga no Porto de Paranaguá ** Terminal de Celulose no Porto de Santos CAPEX - 146 Arrendamento de Containers no Porto de Suape CAPEX – 1.205 Terminal de Veículos no Porto de Paranaguá CAPEX - 80 Rodovias BR 163 / 230 CAPEX – 1690 OPEX – 1.000 BR 381/262 CAPEX – 1.690 BR 040 CAPEX – 2.600 OPEX – 1.800 BR 101 CAPEX – 3.376 OPEX – 3.990 BR 116 / 465 / 101 CAPEX – 17.000 OPEX – 15.470 BR 116 / 493 CAPEX – 7.928 OPEX – 4.943 BR 153 / 080 / 414 CAPEX – 7.500
  30. 30. Desestatizações previstas para 2020 • Casa da Moeda • Emgea • ABGF • Ceasaminas • Ceagesp
  31. 31. Se todos os desembolsos ocorrerem em 2020 = investimento de aproximadamente US$ 14 bilhões (exceto privatizações) Expectativa para 2020/21: US$ 80 bilhões (projetos PPI e privatizações)
  32. 32. Mecanismos de Apoio aos Investidores
  33. 33. I - Brasil Investment Forum • 3 edições: 2017, 2018, 2019 Oportunidade para: • Governo divulgar seus resultados e principais linhas de ação • Contato de grandes investidores com altas autoridades de governo • Estados divulgarem seus projetos prioritários Número de participantes: 2017 – 1380 (42 países); 2018 – 1640 (48 países); 2019 – 1650 (56 países)
  34. 34. II - O Ombudsman de Investimentos Diretos (OID)
  35. 35. Ombudsman de Investimentos Diretos (OID)  Centralização dos atendimentos aos investidores externos - “janela-única” (consultas e questionamentos)  Respostas às demandas em conjunto com a Rede de Pontos Focais  Os questionamentos sistêmicos serão objeto de proposta de melhoria no ambiente regulatório de investimentos Divulga notícias e informações relacionadas com as oportunidades de investimento no Brasil
  36. 36. O Ombudsman em Resumo • As respostas são realizadas em conjunto com a Rede de Pontos Focais (formada por 37 agências de governo), o que aumenta as possibilidades de resolver questões junto ao Governo Federal • O OID se reporta ao Comitê de vice-ministros responsáveis pela política de investimentos estrangeiros (CONINV): questões sistêmicas podem ser consideradas para melhorias administrativas e regulatórias
  37. 37. Website do Ombudsman: www.oid.economia.gov.br Esplanada dos Ministérios Ministério da Economia Bloco “J”, Sl. 904 Brasília – DF, CEP: 70170-900
  38. 38. III - “Nova” Ênfase: Responsabilidade Social das Empresas
  39. 39. Ponto de Contato Nacional para as Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais Conduta Empresarial Responsável
  40. 40. Diretrizes da OCDE: 11 Dimensões a serem observadas pelas empresas multinacionais (Conceitos e Princípios; Políticas Gerais; Divulgação; Direitos Humanos; Emprego e Relações Industriais ; Meio Ambiente; Combate à Corrupção, à Solicitação de Suborno e à Extorsão; Interesses do Consumidor; Ciência e Tecnologia; Concorrência e Cumprimento da Tributação)
  41. 41. PCN Brasil – Grupo de Trabalho Ministério da Economia ( Coordenador do PCN) Ministério da Justiça e Segurança Pública Ministério das Relações Exteriores Ministério do Meio Ambiente Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos Ministério das Minas e Energia Controladoria Geral da União (CGU) Banco Central do Brasil
  42. 42. Como o Ombudsman: • O PCN depende de um conjunto diversificado de stakeholders • O PCN se reporta ao Conselho de vice-ministros responsáveis pela política de investimento estrangeiro, podendo assim identificar a necessidade de ajuste de política
  43. 43. pcn.ocde@economia.gov.br www.pcn.economia.gov.br
  44. 44. Em suma: • Há consideráveis manifestações de intenção de investir no Brasil, nos próximos anos e enorme liquidez internacional • Além de medidas de facilitação, de cunho administrativo, há um conjunto de iniciativas para a atração de investimento direto externo • São iniciativas importantes, enquanto sinalização de ambiente de negócios • Mas não há ilusão de que as decisões de investir são fruto: • a) do cenário macroeconômico interno; • b) do ambiente tributário; • c) da redução dos demais componentes do ´Custo Brasil`; • d) do ambiente macro internacional

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