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  1. 1. uma pátria assim…vítor pomar such a homeland…
  2. 2. Uma pátria assim…: a trilogia São três as exposições realizadas entre Junho e Outubro2012, todas elas constituídas quase exclusivamente por pinturarecente (2006-2012). Desta feita completa-se uma trilogia coroada por um tí-tulo que invoca uma visão abrangente da verdadeira pátria queé o quadro de referências em que nos apoiamos, e que se ma-nifesta no conhecimento de si próprio que cada um persegue.A desestabilização que não deixará de surgir nos momentosde crise, pode levar à descoberta de valores profundos supos-tamente garantidos. Sabemos que são inúmeros os conceitosinquestionados que formam o palco em que evolui a nossapassagem pela existência sempre misteriosa, inter-agindo comuma realidade de incalculáveis dimensões. O conhecimentodeste universo referencial pode dar lugar a um posicionamentolúcido perante as opções que constantemente actualizamose que vão definindo a órbita em que cada um imperceptivel-mente se situa. É este o sentido que transpira e transpareceatravés dos diversos elementos conjugados na trilogia Umapátria assim…. 5 Os atributos do ar (14 de Junho a 30 de Julho, Galeria Bloco103, Lisboa), é dedicada a todas as culturas nativas, prenhesde sabedoria e em profunda ligação com a natureza, toma oseu título de empréstimo a um texto do poeta peruano CésarCalvo que descreve a magia dos sons da floresta, por ondepodemos aceder a uma visão do mundo tanto mais real quantobem para além do senso comum. Entre Julho e Setembro, sob  o título Uma pátria assim…, uma série de 21 pinturas de grande formato, algumas consti-tuindo dípticos e trípticos, ocupa (5 Julho a 16 de Setembro)o grande espaço expositivo do Museu da Electricidade, Cen-tral Tejo, Lisboa.  A 21 de Agosto, uma renovada montagempermite a substituição parcial dos quadros expostos e abre aoportunidade para um encontro (15 de Setembro) com a pro-fessora Raquel Henriques da Silva. Em complemento, um de-poimento em vídeo, de cerca de uma hora de duração, editadopara a exposição mas registado em 2009, procura esclarecero quadro de referências que suportam a prática criativa, po-sicionamento pessoal em relação ao processo criativo, bemcomo à função da cultura e sentido da existência em geral.É precedido por um curto documentário realizado em 1985
  3. 3. visitado, vencer Vítor Pomar: para um programa de intervençãoças profundas ese vive actual- Uma fileira erguida de bandeiras, corpos rasgados do vento, cores gastas do sol e da chuva, assinalam e chamam-nos ao que convém à lugar de Vítor Pomar. Encontramos a sua casa-atelier num topoacolhe entre Se- de terreno seco. Em redor, em leve ondulado, as terras são uma ensão simbólica enorme tela solta sobre o chão – sobre ela, os elementos sãoana e em parti- díspares e incertos – uma paisagem feita de restos mas onde as. palpita, sem idílios nem outra poesia, a vida real do campo. Hoje, estes pavilhões são um grande hangar: construção elementar, desabrigado e austero, o conjunto foi, em tempos, uma exploração pecuária. A maior parte do espaço é destinado ao trabalho de pintura. Tudo o que humaniza o lugar foi cons- truído pelo artista ou sob sua orientação: canalizações e ar- mários, portas e cortinados separadores dos espaços, estantes e engenhosas grades para a suspensão e exposição das pintu- ras. Tapetes, mesas, cadeiras, almofadas e colchões, ídolos in- dianos mobilam estes volumes comunicantes; e o tempo poisa sobre as coisas devagar, como se fosse apenas pó. A sala mais estimada é também a mais pequena: nela, o artista realiza os seus regulares exercícios de meditação. 6 7 No largo chão de cimento do atelier pode estar uma tela enorme ou apenas marcas desencontradas dos limites das muitas outras anteriormente pintadas sobre esse plano. Nessa possível tela, ainda em processo (ou dada já como acabada), surge um universo novo, organiza-se o acaso e a dispersão dos elementos: cada pintura surge carregada de matéria, com a tinta disposta em gestos vigorosos que sobrepõem variadas cores. Ou, exatamente ao inverso, surge como ausência de tudo isso: esvaziamento de elementos que deixa a pintura nascer da pró- pria presença da tela crua. Em ambas as situações, Pomar pro- cura uma sobrecarga de sentidos capaz de o/nos conduzir do desejo de libertação do desejo à própria superação dessa etapa (ainda/meramente) sensitiva. Quase sempre, no vazio dos fundos ou no seu excesso, notamos o registo de uma frase curta, de uma palavra só: enig- mas que nos introduzem num universo de sabedoria oriental dominada pelo Zen. Podemos lê-las (em inglês e, mais rara- mente, em português) de modo a que se tornem num mantra que podemos repetir em exercícios individuais. Ao percorrermos a tela eventualmente estendida no ci- mento, ao olharmos as que estão provisoriamente pregadas
  4. 4. dem nas grades viduais) há, para o trabalho de Vítor Pomar, um território o do corpus de adicional de desentendimento – mas também um território ora apresenta- crescente de liberdade. ridade – Central O artista usa numerosos media: desenho e pintura, vídeo, as ou já engra- fotografia e montagem fotográfica constituem modos diver- sobre as outras, sos de um discurso que, do mesmo modo que pretende em-de convergente penhar corpo e mente, cada vez mais também procura fundiras telas inéditas. o verbal no visual (ou sustentar o visual no verbal). E ambi- bras cobrem um ciona fazê-lo até um patamar ideal de anulação de graus e como pintor e níveis de interpretação e intervenção. Esses níveis são simul- ica (abstrata e taneamente individuais (busca da perfeição interior) e públi-s de regresso do cos (pensados como alertas cívicos e políticos): Pomar busca 1980. Referem sentidos para o individual e o colectivo. A inscrição de pala-nas suas eviden- vras-chave, mantras ou frases programáticas nas telas e osonhecíveis solu- numerosos textos de reflexão e intervenção que escreve es acontece por difunde, muitas vezes assumindo o carácter de manifestos o, o seu trabalho políticos, completam o perfil da produção de Vítor Pomar:que o pode for- abstrata e mental, intensamente física e gestual, cívica e es- ; por outro, usa piritual, assume as dimensões de verdadeiro programa decom o exterior. pintura mural.a e o gestualismo 8 9a obra de Vítor João Pinharandado corpo e da certo que houve,o cerne da espe-os americanos,mpatia evidenteais e performati- cos (o budismo te esse contactodade das ações stas, mas Vítorém, mantém a alha no conhe- s técnicas, for- e sabe que só r avaliado pelo , ignorantes daudista. Podemos etividade quel (e, ao mesmo pretações indi-
  5. 5. Assim mesmo Uma pátria assim... não é uma pátria entre outras, pois é apátria sem dimensão nem conceito do entretecer da vida na pro-fusão de formas mutantes, que umas das outras germinam nasuperação do real pelo possível. Do mesmo modo esta não éuma exposição entre outras, pois o que nela perpassa e se mos-tra é a explosão do próprio real – e com ela, da arte e do artista –no súbito acordar da consciência numa liberdade sem apoios.Estes vinte e um quadros são a cintilação desse despertar cujaausência de referências e rotas não deixa de ser sugerida pelalinguagem da via com que o autor mais convive na exacta medidaem que dela se liberta: a via do Buda, a via do Despertar da cons-ciência, irredutível ao que se convencionou chamar budismo. Em pinceladas cuja intensidade as apaga, numa pinturacom a dimensão sem-dimensões do espaço da mente que vêtudo, livre da fixação em alguma coisa (fig. 15, 19), Vítor Pomartransparece a não-dualidade dos opostos que redime de sécu-los de devaneio e reclusão no uno e no múltiplo. Esta exposi-ção é um convite a uma iniciação da consciência, a um trânsitoda diversidade das formas e dos elementos para o fundo sem 11fundo que em todos se abre, como se assume nas palavras queacompanham o quadro “Sem título” (fig. 4). E isso vai do polí-tico ao espiritual, transgredindo todas as fronteiras, mediaçõese arquivos da experiência. É assim que tudo se comuta e trocade posição. A ordem rígida torna-se caótica e só a sublevaçãocontra ela a restaura, no quadro de um universo onde caos ecosmos se subvertem num caosmos, como sugere “Estado dedireito, estado de sítio” (fig. 1). Mas a política do mundo é inseparável do puro gozo deexistir, que se escuta em “CHUAC!” (fig. 2), beijo que os amantese as divindades tântricas dão de olhos nos olhos e cujo arqué-tipo é o Buda primordial, figurado nu em união íntima com asua par, símbolo da não separação entre vacuidade – ou espaçoaberto da consciência, livre de sujeito e objecto, identidade ealteridade – , clara aparição dos fenómenos e beatitude. Este beijo é na verdade sem lábios, flor dessa transmuta-ção da paixão que a “Tulipa” (fig. 3) evoca, ela que segundo alenda persa nasceu das gotas de sangue derramado por umaamante. Toda a flor, como no Oriente o lótus, simboliza a ma-triz aberta da mulher, da consciência e do universo, funda,ampla e vazia como o espaço.
  6. 6. iduais de cons- “Moral da história” (fig. 7) ? Talvez a de que tudo seja uma e percepcionam história, nem moral nem imoral. Como sabiamente diz Vítor ados de uma Pomar, a história é “antologia da ilusão, sempre a reboque doscendo a co-auto- factos e da memória”, sempre refém daquilo cuja realidade gitadores es- aparente não resiste à análise que não lhe preserva qualquer é mágica” (fig. 5), realidade inerente, pois os factos, como a palavra indica, são nforme do pos- na verdade feitos e ficcionados pela própria memória, funçãomente lhe dá e mental que recria os acontecimentos na versão que mais sa-podendo a cada tisfaz interesses presentes projectados no passado e no fu-oético da imagi- turo e por isso mesmo alienados da única emergência real, tanciais no sú- a de cada instante. adro e toda a Nada contradiz que, ao mesmo tempo, tudo isto seja ex- um caminho do tremamente sério: “ISTO não é uma brincadeira” (fig. 10). Comodo como real ou adverte o autor: “Cada momento é um instante de crise, em esprovido de que tudo se ganha ou se perde e em que nada acontece”. O que a cada instante se ganha ou perde é a possibilidade de ver que nha de Shakes- em verdade não há nada nem ninguém para ganhar ou perderconto / Contado e que nada acontece em toda a maravilhosa aparição do mundo, da significa” o que a cada instante se ganha ou perde é a possibilidade de nsciência para a livrar as asas do riso do seu enclausuramento no denso e me-usência de sujeito lancólico torpor da seriedade. ISTO não é efectivamente uma 12 13parece todo o brincadeira, pois ISTO é o Despertar, desde que isto não seja da que estrutu- separado de aquilo: “Isto e Aquilo” (fig. 16). Nada é em si e por omo a aparente si mesmo, tudo entre-é, e nem sequer sabedoria e despertar alidade e das [se] podem divorciar-SE da ignorância e sono/sonho da cons-usência de cen- ciência. A lógica disjuntiva de matriz aristotélica é transcen- ninguém para se dida no paradoxo que ao limite induz o silêncio. Como emnto fruitivo dessa Nāgārjuna, em que a redução ao absurdo de todas as possibi-esce espontanea- lidades de juízo ontológico – é, não é, é e não é, nem é nemo, sorri enigmati- não é – desemboca na pacificação dessa avidez mental que ali-ci, já Longchenpa, menta miríades de doutrinas, impedindo a seriedade do nhecer a não (sor)riso libertador de toda a seriedade: “Abençoada a pacifica- mente real, ri ção de todo o gesto de apropriação, a pacificação da prolife- si e de todos os ração das palavras e das coisas”3.nto de rir perante Quando se pacifica essa apropriação deslocada da mãocoa o do próprio que se fecha para a mente que agarra (cf. uma etimologia pos- óias, “vendo o sível de “conceito”, patente no Begriff alemão), emerge aquilom continuamente a que não se pode escapar: a “Glória” (fig. 8), “Uma dissolução se maravilhou na pura felicidade” (fig. 9) da consciência não-dual, que reco- argalhadas – pro- nhece a cada instante o mundo como o jogo mágico de per-mo – surgiram na- cepções/ aparições evanescentes sem interior nem exterior, a espontânea dança do intemporal Despertar de tudo, onde
  7. 7. nseparáveis. Po- chen tibetanos,a, nesta pintura uma paixão não-e arde sem se não-reconheci-as e evidentes”m que compren- feição ou Com- enómeno é ocontém, o infini- vice-versa, o in-o (William Blake) uma pátria assim…ertar: “EMAHO” na que expressaonsentie” (fig. 14)u bola de sabãodos os “Outros s-cultural, cruza- vítor pomars nem depois, do 14 ia chega a casae nada conceber.e não nasce nemmorte, despertarisas, todas asal. O sem tiraro. Sem qualquer such a homeland…ic Space of Phenomena,ublishing, 2001, p. 119. mmentary on n City, Padma
  8. 8. tio m confundir-se. cidades, semprecções que só o de estado. stado de sítionifestação midas. 16ssões de revoltare que esta ignoraão.verlap.rocities, which can onlyan always be seenssed populations. of revolt and s and oppresses
  9. 9. —2— Chuac! para Inês N. Chuac! to Inês N. 18Pode ser entendido como uma expressão de encantamento, regozijo e alegria pela pura existência, actividade esta que pode constituir a principal ocupação do iogui. It can be understood to be an expression of enchantment and rejoicing for pure existence. This may well be the yogi’s main activity.
  10. 10. a consciência, a, entregar-se e desconhece. 20 te a essa viagem verdadeiro,o.nsciousness, n the distant ware of.he journey which ordial encounter.
  11. 11. e combinamque está para as coisas.e existir, apenasmenos e da existência.rcício que consiste 22tos em presença,de um elementomo um todo.ate poses the questionersity all things. – we have just lost nd existence. eeing the unitysent there.piece as a wholeanother.
  12. 12. ma natureza que e e da dualidade.ndo, surge ágica,nto discursivo. ecido como 24pendência, à reificaçãopostos. f painting, uality. s a magical display, rsive thought. nised to be t, eification d.
  13. 13. 26 ão distintas funda.arate entities,ity.
  14. 14. sempre ria. os não têmoltas a toda a hora. ia, nem sequer 28 nsações e emoções.erso, distraída lways .not exist on eading. en our body,d emotions. se – distracted
  15. 15. 30ara além daar da existência.capar! ich lies beyondfolding existence.
  16. 16. ade 32idade,ozo.the clear light of bliss.
  17. 17. 34e tudo se ganhaece. rything is eitherpens.
  18. 18. 36m a nossa mente.h is our mind.
  19. 19. identesy 38nitude. ito de cidadania,glória.ude.ave the right to inglorious.
  20. 20. 40 jo diantemente.ng beforemind.
  21. 21. ermanência.m que se produzem 42rontamos.ial, são como nuvens, qualquer momento. mpermanence. enario in whichmeet takes place. ix, they are like cloudsay at any moment.
  22. 22. ura) II (the painting) IImagens semejeição. 44e directamentenece inalterávelmage without and rejection. ises every perception, uminous essence.
  23. 23. cia e a 46ada.á percorrido,pés".ancetrodden,
  24. 24. nenúfares”)e mind”) 48sivo.
  25. 25. Em ca Ea
  26. 26. tura) I (the painting) I 52onhece como so.recognises itselfverse.
  27. 27. 54
  28. 28. caracterizalizados, enturança ou mesmo mum dos mortais. 56ação de factores,própria.a daquele sorriso.haracteristicor even ofmere mortals. inationelves.s of that smile.
  29. 29. Such a homeland… Three exhibitions2012, mainly showing r The title of suchcould be a true homeports us and is manifeall. The destabilizationlead to the discovery oThere are countless ununknowingly formingthrough an ever mysteof incalculable dimensuniverse should stimuwe constantly actualithat carries us. This isous elements combine The attributes of aiBloco 103, Lisbon) is atures, replete with withey are. The title is bCésar Calvo, who descthrough which we canis beyond common se Between July andland…, a series of 21 ladiptychs and triptychthe Museu da ElectricJuly and 16th Septembbe set up again, allowsubstituted and offeriRaquel Henriques dacomplemented by a vited for this occasionto explain the framestice, the artist’s personand also the functionin general. It is precedbut only now availablovercoming good andconnection with the sgal can be found in th
  30. 30. exhibition to be Vítor Pomar: for a program of interventioneen Septembermension present A row of raised flags, torn by the wind and faded by theelationships and sun and the rain, signal and call us to Vítor Pomar’s space. We find his studio-house at the top of a dry piece of land. In the surrounding, slightly undulating terrain the land is an enor- mous canvas loose on the ground – with unrelated and un- certain elements: houses with no history or intimacy, roads built without care or design, old cars and old furniture, trails of domestic rubbish and rubble, walls without purpose which form the edges of sporadic cultivation – a landscape created from waste, where the real life of the countryside is not idyl- lic or poetic, but pulsates with life. Today, these pavilions are one large hangar: a simple, un- sheltered and austere collection of buildings which were once part of a cattle farm. Most of the space is used for Pomar’s painting work. Everything that humanises the place has been built by the artist or with his guidance: plumbing and cup- boards, doors and curtains which separate the different spaces, shelves, and ingenious bars for hanging and exhibiting paintings. Carpets, tables, chairs, cushions, mattresses and In- 60 61 dian idols furnish these communicating spaces; and time set- tles slowly on everything as if it were just dust. The room which is most cherished is also the smallest: it is in this room that the artist does his daily meditation exercises. Lying on the wide cement floor of the atelier, may be an enormous canvas or just the random marks of the edges of the many others which were painted there before. A new uni- verse emerges on this possible canvas (still in progress or al- ready considered to be finished), and order is brought to the random and the dispersal of elements: each painting emerges charged with material, and the paint is applied with vigorous gestures, with various colours painted over one another – or exactly the opposite happens, a painting emerges as a lack of all this: an emptying of elements which allows the painting to be created from the actual presence of the raw canvas it- self. In both situations Pomar seeks an sensory overload which can lead him or us from the desire to be free of desire to the actual overcoming of this (still/merely) sensitive stage. In the emptiness of the backgrounds or in its excess, we almost always notice the writing of a short phrase or of a single word: enigmas which introduce us to a universe of
  31. 31. m (in English He knows that it is only from these points of reference thatm into a mantra he can be appraised by the public and generalist or specialised critics who are ignorant of the specific density of the vast e stretched out body of Buddhist thinking. We can say that, as well as the led temporarily core of subjectivity which prevents the total sharing of any ars like large work of art (and at the same time, makes it open to a multi-e vast body of ple individual interpretations), for Vítor Pomar’s work therect the works is an additional area of misunderstanding – but also a grow-Museu da Elec- ing area of freedom.ls, just nailed The artist uses numerous mediums: drawing and paint- more paintings ing, video, photography and photographic montage are thehe converging varied means he uses for a discourse which, just as it seeks aexpresses him- dedication of mind and body, also increasingly seeks a fusion r very large, his of the verbal and the visual (or the support of the visual in ar’s work as a the verbal). His objective is to develop this up to an ideal levelrial language at which degrees and levels of interpretation and interven- ublically during tion are neutralised. These levels are simultaneously individ-pe, in the mid ual (the search for inner perfection) and public (intended asd neither to his civic and political warnings): Pomar seeks meanings for themore recognis- individual and the collective. The inscription of key words,erences takes mantras or programmatic phrases on the canvases, and the 62 63 rses: on the one numerous texts of reflection and intervention which he writes ant from what and publicises, which often assume the nature of political n art and, on the manifestos, complete the description of the production of s to communi- Vítor Pomar: abstract and mental, intensely physical and gestural, civic and spiritual, it assumes the dimensions of and American a true programme of mural painting.work of Vítor dication of body Joao Pinharandaoment or even merican abstract he United Statesnt integration of phy) and poetic the Eastern bodied this con-ns in life and inar is one artist this influence. rn models: hehistory of art, els of rupture.
  32. 32. As It Is Such a homeland… is not just one homeland among others,for it is the homeland that knows no dimension nor conceptof the entwining of life in the profusion of mutant formswhich germinate in the overcoming of the real by the possi-ble. In the same way, this is not one exhibition among others,for what runs through it and is shown here is the explosion ofreality itself – together with art and the artist – in the suddenawakening of consciousness in a freedom without a prop.These twenty-one pictures are a twinkle of this awakeningwhose absence of references and routes is nevertheless sug-gested by the language of the path on which the authortreads, just as much as he is released from it: the path of theBuddha, the path of the Awakening of consciousness whichdoes not submit to what is conventionally called Buddhism. Brushstrokes erased by its own intensity, in a paintingwith the dimensionless dimension of the mind’s spaciousnesswhich sees everything, free from fixations on anything (fig. 15,19), Vítor Pomar shines out the non-duality of opposites whichredeems centuries of wandering and seclusion into the one 65and the many. This exhibition is an invitation to an initiationof consciousness, to a transit from the diversity of forms andelements to the bottomless bottom opened up in everyone,as it is acknowledged by the commentary on the painting “Un-titled” (fig. 4). And that moves from the political to the spiri-tual, transgressing every boundary, mediations and archives ofexperience. This is the way everything is commuted and swapsposition. The rigid order becomes chaotic and it is only by ris-ing up against it that restores it in the framework of a universewhere chaos and cosmos are subverted into a chaosmos, assuggested by “Rule of law, state of siege” (fig. 1). But the politics of the world are inseparable from the purebliss of existence which you can hear in “CHUAC!” (fig. 2),a kiss that lovers and Tantric divinities give face to face andwhose archetype is the primordial Buddha, figured naked in in-timate union with his partner, a symbol of the non-separationbetween emptiness – or the open space of consciousness, freeof subject and object, identity and alterity – and a clear appari-tion of phenomena and bliss. This is actually a kiss without lips, a flower of this trans-mutation of passion that the “Tulip” (fig. 3) evokes, as in the
  33. 33. blood spilled by phenomena emerge continually while at the same time they t, symbolizes are nothing in absolute, marveled for himself. His own laugh-s and of the uni- ter – provoked by his amusement with himself – arose natu- rally from his throat”2.ms of conscious- “The Moral of the Story” (fig. 7) ? Perhaps that everythingy perceive as real is a story which is neither moral nor immoral. As Vítor Pomar owed with an in- wisely said, history is an “anthology of illusion, always taken g the co-author- in tow by facts and memories”, always taken hostage by thator, like magicians which apparent reality does not resist analysis and preserveslity is a magical no inherent reality, for the facts, as the word indicates, arestant forms the truly made and fictionalized by the memory itself, a mentalhanging forms function which recreates events in the version which most s solid things, satisfies present interests, projected into the past and the fu-osed by the po- ture, and therefore alienated from the only real emergence,y as substantial that of each instant.sness. What this Nothing contradicts the fact that all of this is, at the same d proposes is time, extremely serious: “This is not a joke” (fig. 10). As the au-onsideration of thor warns us : “Each moment is an instant of crisis, in whicht view of a world all is won or lost and where nothing happens”. What is gained or lost in each instant is the possibility of seeing that, in truth, Shakespeare, in there is nothing and no-one to win or lose and that nothing 66 67d by an idiot, full happens in the whole marvelous apparition of the world; what beth), also here, is won or lost at every instant is the possibility of freeing ourommon empti- wings of laughter from the confinement in the dense andsence and sub- melancholic torpor of seriousness. THIS is effectively not a, all foundation joke, for THIS is the Awakening, as long as this is not separated structure moral from that: “This and That” (fig. 16). Nothing is in and of itself, o the apparent everything is inter-being, and not even wisdom and wakening of reality and can be divorced from ignorance and the sleep/dream of con- the lack of cen- sciousness. The disjunctive logic of the aristotelian matrix isn to and no one transcended in the paradox, which ultimately induces silence. ruitful recogni- As in Nāgārjuna, in which the reduction to the absurd of everyosmic laugh possibility of ontological judgment – is, is not, is and is not, uni, the histori- neither is nor is not – leads to the pacification of that men-do da Vinci’s tal avidity which feeds myriads of doctrines, preventing the dha, bursts into seriousness of the smile/laugh that liberates from all serious-f everything we ness: “Blessed be the pacification of every gesture of appropri-y on contemplat- ation, the pacification of the proliferation of words and things”3.o “empty space”: When this misplaced appropriation of the hand, closed as this one!”1. to the grasping mind, is pacified (cf. A possible etymology of l Buddha which, “concept”, which is patent in the German Begriff ), somethingg the way all emerges that one cannot miss: “Glory” (fig. 8), “A totally
  34. 34. ousness, which, 1 Cf. Longchen Rabjam, The Precious Treasury of the Basic Space of Phenomena, agical display of edição bilíngue tibetano-inglês, Junction City, Padma Publishing, 2001, p.119. interior and no 2 Cf. Id., A Treasure Trove of Scriptural Transmission. A commentary on emporal Awak- The Precious Treasury of the Basic Space of Phenomena, Junction City, Padma nsciousness and Publishing, 2001, p. 342. the Tantras or 3 Nāgārjuna, Madhyamaka-Karikas, 25, 24. experience it m the “Red Sky” Translation by Bettina Myers and Vitor Pomarmões love is “the es not consumehat “Everythingecise instant that t Perfection or g. The moste totality whichy big is the infi-every pore of thehe very jubilation t word and Ti- nt and rejoicing. “La mort con- 68 69n the flow of life those “Otherral experiencee” (fig. 18) of theming, of the not at every instant othing. This is born and doesng life and death,ening as well asd of all things, of hness remains.as it is. Without

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