Barquinha é arte

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Barquinha é arte

  1. 1. Tiragem: 15000 Pág: 19 País: Portugal Cores: Cor Period.: Mensal Área: 24,30 x 31,99 cm²ID: 42631770 01-06-2012 Âmbito: Regional Corte: 1 de 5 Especial Vila Nova da Barquinha Após vários anos de planeamento, o premiado Parque Ribeirinho já recebeu os seus ilustres novos inquilinos. Onze esculturas saídas da arte de onze dos artistas maiores da escultura portuguesa, dos anos 60 até aos dias de hoje. Barquinha é Arte O ´Barquinha é Arte’ é o evento que sença dos mesmos, em Vila Nova da Ainda assim realce para certas ca- este ano engloba as celebrações Barquinha. Já é possível admirar e racterísticas das esculturas como a anuais da Barquinha (7 a 10 de ju- observar os trabalhos destes onze de Ângela Ferreira com ‘Rega’, um nho) mas também um programa artistas apesar de a inauguração ser pivot de rega metálico de 12m x que culmina apenas dia 6 de julho, feita apenas dia 6 de julho. 2m e que “pode ser ativado como com a inauguração do Parque de O Jornal de Abrantes esteve pre- um brinquedo no espaço público Escultura Contemporânea Almou- sente no dia em que Alberto Car- com objetivo de trabalhar a metá- rol (PECA), cerimónia presidida pelo neiro, 74 anos, nome incontornável fora possível criada pela imagem Presidente da República, Cavaco da escultura portuguesa, finalizou a de crianças a brincar nos baloiços, Silva. instalação da sua escultura. O traba- como foco de irrigação”, explica a lho do artista pauta-se por uma “re- artista. Carlos Nogueira imaginou Mas os nomes mais importan- flexão sobre a natureza”, algo que uma ‘Casa Quadrada com Árvore tes do PECA estão espalhados pela é transversal a toda a sua carreira Dentro’. Uma das árvores do Parque vasta mancha verde de sete hec- e trabalho académico. A sua escul- Ribeirinho envolta num quadrado tares, idealizada pelos arquitetos tura para o PECA tem por título ‘So- de betão branco, que pode e deve paisagistas Hipólito Bettencourt e bre a floresta’ e é composta por 33 ser visitada, por dentro e por fora. Joana Sena Rego, que conquistou o elementos verticais em granito e Cristina Ataíde criou ‘Rotter, 2010’, Prémio Nacional de Arquitetura Pai- bronze e que na sua base têm pala- Fernanda Fragateiro ‘Concrete sagista 2007, na categoria “Espaços Exteriores de Uso Público”. Um local vras inscritas que o visitante poderá descobrir, interagindo com a escul- Poem’, José Pedro Croft as suas es- telas ‘S/Titulo 2012’, Rui Chafes ‘Con- • Alberto Carneiro durante a instalação de uma peça privilegiado para a arte de Alberto tura, entrando nela. tramundo’, Xana a ‘Casa do Céu’ e das peças mais aguardadas era a de soas podem descansar durante o Carneiro, Ângela Ferreira, Carlos No- O autor da escultura ‘Sobre a Flo- Zulmiro de Carvalho a ‘Linha da Joana Vasconcelos e a espera valeu seu passeio no jardim. É um encon- gueira, Cristina Ataíde, Fernanda resta’ é símbolo do início – anos 60 terra e do rio’. Já Pedro Cabrita Reis a pena. A artista nascida em Paris, tro entre as luxuosas estruturas de Fragateiro, Joana Vasconcelos, José - da linha temporal que se criou ao inspirou-se na memória do castelo faz uma alusão ao Palácio de Versa- pedra como há em Versalhes e as Pedro Croft, Pedro Cabrita Reis, Rui incluir estes onze artistas. Sobre as vizinho, Almourol, para uma escul- lhes em França, com ‘Trianons’. de ferro como há em Portugal”. Chafes, Xana e Zulmiro de Carvalho. restantes esculturas podem escre- tura de 3m de altura com um peso Estruturas acrílicas com fitas (plás- O PECA é um museu ao ar livre, Os artistas escolheram os locais ver-se muitas palavras, sempre in- de 18 toneladas em granito ama- ticas) translucidas «Inspirada nas aberto a todos na Barquinha, que onde instalar as suas peças o que suficientes pois uma visita ao PECA relo descrevendo-a como “nature- pérgulas, coretos e caramanchões, é arte. foi feito paulatinamente, com a pre- é o melhor modo para as conhecer. za abstrata e concetualizante”. Uma é um local acolhedor onde as pes- Ricardo Alves
  2. 2. Tiragem: 15000 Pág: 20 País: Portugal Cores: Cor Period.: Mensal Área: 23,76 x 29,76 cm²ID: 42631770 01-06-2012 Âmbito: Regional Corte: 2 de 5 MIGUEL POMBEIRO, PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VILA NOVA DA BARQUINHA “Quero que os meus filhos tenham orgulho da terra onde vivem” RICARDO ALVES eventos e mais possibilidades as pessoas tiverem de contatar com Miguel Pombeiro, presidente da Câ- a arte contemporânea mais perce- mara Municipal de Vila Nova da Bar- berão este projeto. Não tenho dúvi- quinha (VNB) vê a sua terra entrar das que ao gastar 150 mil euros em numa nova realidade. Depois do betuminoso, ou numa recarga de planeamento a fase das concretiza- uma estrada, não haverá a mínima ções. Em 2012 as inaugurações do polémica! O ganho neste projeto é Centro Integrado de Educação em muito superior a isso, não é mensu- Ciência, projeto ímpar a nível nacio- rável no dia, semana, mês, ano a se- nal, do novo parque escolar, e dia guir. Será daqui a quatro, oito anos, 6 de julho do Parque de Escultura com certeza. Viabilizará algum co- Contemporânea Almourol (PECA), mércio na localidade, a recuperação em plena crise internacional, são de alguns imóveis - que nos preocu- fruto do planeamento e estratégia pa – e um processo de alteração de de muitos anos. É o último manda- mentalidades. Poderá viabilizar um to de Miguel Pombeiro à frente da investimento na área do alojamen- autarquia. to turístico que tanta falta faz no nosso concelho. Estou completa- Numa entrevista em 2003, disse mente empenhado e certo da bon- que não gostava muito de plane- dade estratégica destes investimen- ar a sua vida pessoal. Como líder tos, tendo a noção de que não são do executivo não será assim? consensuais. Há uma grande distinção entre a vida pessoal e profissional. Na ati- Tem repetido que privilegia vidade autárquica o planeamento a qualidade de vida, é isso que é sem dúvida a grande arma para sempre procurou para a Barqui- conseguirmos alguns projetos de nha? maior impacto a nível local. VNB, Eu quero que os meus filhos te- tem pouca capacidade de inves- nham orgulho da terra onde vivem. timento, o que se faz de relevante Quando surgiram algumas urbani- é com fundos comunitários. Entre zações, no Alto da fonte e na Tor- o planear e o estar feito, num pro- rinha, que estavam de alguma for- jeto de dimensão, são cinco, seis ma a mudar a que se tinha do con- anos. Por exemplo, o parque indus- celho, diziam “isto qualquer dia é trial junto ao nó da A23 e do IC3, co- uma cidade!”. E eu costumava ba- meçou a ser pensado em 1998 e a ter na madeira pois se alguma vez finalizar-se em 2006, ou o Parque for uma cidade é porque isto des- Almourol em 1999, com as grandes altura melhor pensavam a escola, o de milhar de visitantes anuais do 80% pelos fundos comunitários, cambou completamente. O cresci- realizações em 2005. Os acessos e departamento didático e de tecno- castelo de Almourol, que nem têm no âmbito da regeneração urbana, mento não é nunca um fim em si envolvente do castelo, os acessos logias educativas da UA. Temos um noção que estão em VNB ou sequer e ainda com comparticipação da mesmo, tem de ser apenas para dar ao rio só em 2003, 2004, 2005. Há espaço formal de educação a que passam por algum aglomerado ur- fundação EDP. Portanto, por pouco sustentabilidade à existência de al- aqui um grande deferimento entre se junta um não-formal, aquilo que bano da sede do concelho. Criar um mais de 100 mil euros conseguimos guns serviços e produtos. Esta ideia o pensar e o estar feito, “só com pro- em regra as pessoas identificam pólo que tivesse atividade suficiente ter aqui um património relevante. de querermos ser apenas e só uma jetos devidamente estruturados e como centros de ambiente e ciên- para que quem visita o castelo pos- Conseguimos financiamento para vila tem toda uma lógica: termos fundamentados se pode fazer algo cia viva mas que aqui está junto a sa visitar o PECA e vice-versa. A par- uma residência temporária de artis- um excelente rácio por habitante de relevante”. uma escola, e possibilita que todo o tir daí englobámos este objectivo tas, recuperar um edifício que esta- com espaço verde, uma boa qua- programa escolar faça pontes para numa estratégia de regeneração ur- va em ruínas e em perigo, junto ao lidade de espaço público e termos No Centro de Ciência Viva, a o espaço não formal. É essencial ha- bana da sede de concelho, com um auditório, e que vai servir de apoio uma oferta escolar de qualidade. parceria com a Universidade de ver parcerias externas, que estudem conjunto de investimentos que são ao PECA, requalificarmos por com- Aveiro (UA) vem nessa linha? os assuntos e nos ajudem a estrutu- complementares ao PECA. A parce- pleto o Centro Cultural e criar um O parque industrial sofreu com Foi claramente o elemento que rar os nossos projetos. ria com a EDP permite qualificar ain- posto de turismo, renovar o audi- a crise? propiciou a que marcássemos a da mais esta intervenção cultural e tório, a biblioteca, o antigo edifício Um parque como aquele que foi diferença. Não queríamos a con- Como é o caso da parceria com permite-nos dizer que pela primeira da Câmara, ter uma rede wireless feito não é para ser comercializado centração apenas por um moti- a EDP no Parque de Esculturas de vez em Portugal, num mesmo local, no parque com outra qualidade, ou nos primeiros dois ou três anos. Há vo economicista, antes uma for- Arte Contemporânea (PECA)? vamos ter aquilo que de mais repre- seja, um conjunto de mais sete ou uma lógica de gestão de uma área ma que viabilizasse uma escola di- Foi outro tipo de parceria. O par- sentativo existe em termos da es- oito intervenções englobadas no de localização empresarial, isto é, ferente no seu projeto educativo e que é inaugurado em 2005 e tive- cultura contemporânea portugue- mesmo bolo, senão não seria possí- envolver os empresários na própria tivesse como pilar central o ensino mos logo a noção que era impor- sa desde os anos 60 até hoje. vel. É um projeto em que o esforço gestão do espaço. Quando hou- experimental, uma escola de exce- tante dar-lhe mais conteúdos. Havia da autarquia não é relevante. ver massa crítica no espaço há um lência e virada para a comunidade. várias hipóteses mas optámos cla- Este é um projeto com um inves- projeto desenvolvido, um lote para Definindo estes quatro objectivos ramente em ter a arte pública como timento avultado, qual é a parti- Mas o arrojo levanta críticas, serviços, com espaço para serviços tentámos juntar o excelente gabi- elemento de âncora para qualificar- cipação da Câmara? como o explica a essas vozes? bancários, correios, restauração, nete de arquitectura, de Manuel Ai- mos este território e dar reflexo eco- A Câmara só realiza este projeto Sabemos que não é fácil, que se cafetaria, duas salas para formação, res Mateus com as pessoas que na nómico à vila através das dezenas porque ele é comparticipado em vai assimilando mas quanto mais um pequeno auditório, e espaços
  3. 3. Tiragem: 15000 Pág: 21 País: Portugal Cores: Cor Period.: Mensal Área: 24,17 x 29,69 cm²ID: 42631770 01-06-2012 Âmbito: Regional Corte: 3 de 5 mas conseguimos fazê-lo porque também nunca excluímos aquilo que uma grande parte das pessoas mais valoriza. Após a concretização dos pro- jetos segue-se o potenciar dos mesmos Exactamente. Agora começa o Um ensino inovador modelares para incubação de em- empresarial? Que tipo de projetos mais difícil. Na escola o difícil é man- ter a intencionalidade do projeto, no concelho presas. Infelizmente o início da co- iriamos ou não concretizar? Come- trabalho concertado da autarquia, O projeto foi desenhado por suas atividades curriculares, outras mercialização do espaço coincidiu çámos a trabalhar no Parque Al- agrupamento, professores, que os Manuel Aires Mateus e estruturado valências para a comunidade, com com esta crise brutal, em que o in- mourol com a Nersant, Constância, alunos passem aquela hora e meia pela Universidade de Aveiro. A au- a criação de um Centro de Ciência e vestimento teve uma queda abrup- Chamusca, foram fases muito bo- por semana no laboratório, que tarquia quer a comunidade integra- uso de alguns espaços de forma au- ta, mas aquele espaço fará o seu ca- nitas em termos de planeamento. haja uma verdadeira aprendizagem da. Trata-se de um salto qualitativo tónoma. Esta caraterística levou à minho no futuro. O mais difícil era Havia coisas que pareciam quase e pontes entre o espaço formal e in- na educação com aposta na inova- criação de acessibilidades pelo ex- infra-estruturar uma área virgem um sonho, e nós tivemos o privilé- formal de educação, É necessária ção e curiosidade das crianças. terior às zonas abertas ao público que estava fora do espaço urba- gio de passarmos por essas fases to- formação e professores motivados. A Escola Ciência Viva é uma escola (ex. CIEC, biblioteca infantil, campo no e agora com a retoma da ativi- das. Lembro-me de estarmos com o Ou o PECA, que nos primeiros me- que integra no mesmo espaço um de futebol sintético, parque de des- dade económica, com certeza será projetista no salão da Câmara e dis- ses vale por si mas a programação centro de ciência, num conceito portos radicais), criando um limite determinante para criar um tecido cutir que intervenção fazer no par- do espaço é um elemento essencial. pioneiro em Portugal. Este projeto que “protegerá” as áreas letivas, que económico que não existia. que ribeirinho e parecia um pou- A ideia de que quando terminamos junta às condições excecionais do se organizam por anos de escolari- co irrealista para a nossa dimensão. determinada fase podemos respirar moderno estabelecimento à exis- dade na zona central do edifício. Fazendo um pequeno balan- Muitas das coisas que fazemos e são fundo e dizer “está feito”, é absolu- tência de um espaço dedicado à ço destes seus mandatos, de que mais relevantes não são aquelas em tamente falsa e cabe-me a mim en- ciência - Centro Integrado de Edu- Centro Integrado modo as suas preocupações evo- que sentimos maior pressão. Senti- quanto líder de uma equipa, valori- cação em Ciências (CIEC) - que tem de Educação em Ciências luíram no tempo? mos pressão é para fazer estradas, zar o mundo que ainda há para fazer como público-alvo as crianças. Fun- Em 1998 tinha já grandes preo- infra-estruturas e arranjar as vias. In- para que possamos eventualmente ciona no seio da escola, podendo O projeto CIEC corporiza-se na cupações. Como comprava os ter- felizmente nunca sentimos pressão dizer “esta aposta foi ganha!”. ser utilizado pela comunidade nos criação de um espaço de educa- renos atrás da Câmara e do parque para fazer uma escola ciência viva, períodos não letivos. Com uma di- ção não formal de ciências dentro reção qualificada, vai proporcionar de uma instituição formal, no caso formação contínua de professores, particular dentro de uma escola do Miguel Pombeiro: A advocacia, a política apostando na simbiose entre a es- cola, a comunidade e a ciência. 1º Ciclo do Ensino Básico, a Escola Ciência Viva. Trata-se de uma inova- e os rumores sobre o futuro O ano letivo 2011/2012 iniciou-se já na nova Escola Ciência Viva rece- dora perspetiva de organização da educação em ciências, integrando Ainda se recorda dos primeiros ram, onde tenho as minhas raízes”. mercado futebolístico, tenho mui- bendo as crianças das escolas do o formal e não formal. O CIEC visa dias na liderança do executivo, ele Filho de uma professora e de um tas dúvidas que sejam bem aceites 1ºCEB de Atalaia, Cardal, Tancos, promover a integração das apren- que aos 19 anos foi eleito para a médico, casado, tem uma filha (11 pela população. De fato julgo que Moita do Norte n.º1 e n.º2, entre- dizagens desenvolvidas em con- Assembleia de Freguesia de Vila anos) e um filho (12 anos). Miguel isso não tem qualquer fundamen- tanto desativadas. No CIEC promo- texto formal, não formal e informal. Nova da Barquinha (VNB), sendo Pombeiro provém de uma linha- to. Tem de haver uma identidade, a ve-se a integração entre atividades O espaço de educação não formal depois vereador da Câmara e che- gem de políticos, especificamen- transferência pura de um concelho de educação formal de ciências de- de ciências é constituído por seis gando a presidente em dezembro te presidentes de Câmara, o avô para o outro não me atrai e não jul- senvolvidas fundamentalmente no salas com módulos, dispositivos, de 1997. “Não foi novidade. Já ha- e o pai. Os amigos dizem que em go que isso vá acontecer” laboratório de ciências, com as de maquetas e equipamentos que, via sido vereador e apesar da ida- miúdo, com 12 anos, ficava a ler o cariz não formal realizadas pelas pela sua dimensão, especificidade, de foi com naturalidade que os jornal na cadeira enquanto os ou- Portista, os U2 crianças no Centro de Ciência. Des- investimento, não se adequam a próprios serviços e as pessoas me tros brincavam na piscina. “Sem- e jornais antigos ta forma alimenta-se o gosto pelas uma sala de aula ou laboratório. De receberam”. Saiu da Faculdade de pre tive interesse pela política des- ciências desde os primeiros anos, acordo com a natureza não formal Coimbra e foi quase diretamen- de relativamente cedo”. Para muitos um defeito, para através da realização de atividades das suas atividades visa, essencial- te para a presidência. Em fim de outros uma virtude. Pombeiro é experimentais diversificadas com mente, a sensibilização para a cul- mandato o futuro é uma incógni- Rumores desmentidos adepto do Futebol Clube do Por- vista à promoção de uma cultura tura científica, a remoção de even- ta. “Penso seguramente na advo- to, “bendita hora em que me in- científica de base. tuais bloqueios “anticientíficos” e cacia. Em 2011 terminei uma pós- A cerca de ano e meio das eleições fluenciaram nesse sentido (risos). o estímulo das atitudes e dos pro- graduação, de direito do urbanis- autárquicas, em 2013, o presidente Têm sido tantas as vitórias que te- Arquitetura inovadora cessos da ciência, em particular a mo, ordenamento do território, de VNB ainda não sabe para onde nho muito carinho por quem me curiosidade e o espírito crítico in- ambiente, pelo CEDOUA (Centro vai, “só sei para onde não vou”, afir- influenciou (risos)”. Em termos mu- A Escola Ciência Viva foi construída fantil de Estudos de Direito do Ordena- mação proferida quando confron- sicais tem um gosto variado mas nos terrenos do antigo Campo de mento, do Urbanismo e do Am- tado com os rumores de que po- destaca dois: U2 e Rodrigo Leão. Futebol de Vila Nova da Barqui- Biblioteca Infantil biente), é uma área na qual quero deria estar na calha uma candida- Gosta de ler jornais e coleccioná- nha (VNB). O edifício foi projeta- vir a trabalhar para me sentir com- tura ao entroncamento, concelho los, “por vezes é interessante ler o do pelo conceituado arquiteto Ai- No dia 2 de Março abriu ao pú- pletamente realizado”. Esse desejo vizinho da Barquinha. “Não faço que se escreveu e previu sabendo res Mateus e financiado pelos fun- blico a Biblioteca Infantil de VNB, a não invalida a realização que sente a esta distância qualquer planea- hoje o que aconteceu”. dos comunitários. Trata-se de um funcionar nas instalações do Cen- por ter enveredado pela política, mento, mas não me parece. Ape- Da Barquinha, a sua terra, diz ser investimento de cerca de quatro tro Escolar do 1.º Ciclo. Este espa- “aquilo que fiz realiza-me comple- sar de a prudência dizer que não se “a junção de elementos puramen- milhões de euros e tem capacida- ço, destinado aos mais novos, terá tamente, isto não é uma comissão deva utilizar a palavra nunca, esses te populares com outros elemen- de para 300 alunos. Significa uma um horário de funcionamento para de serviço que estou a fazer, es- rumores não fazem qualquer sen- tos com os quais não estamos ha- melhoria qualitativa, quer em ter- o público em geral, às sextas-fei- tou a intervir e a gerir um território tido. É um privilégio poder atuar bituados ou não somos confronta- mos de instalações, quer em ter- ras das 17h30 às 19h00 e aos sába- que me diz muito, que o meu pai num território, mas estas transfe- dos. Parece-me uma junção muito mos de práticas pedagógicas, para dos das 14h30 às 18h00, com ser- adorava, onde os meus avós vive- rências quase como no defeso do interessante e democrática”. os alunos do 1.º Ciclo. Este equipa- viços de consulta e empréstimo mento contempla, para além das domiciliário.
  4. 4. Tiragem: 15000 Pág: 22 País: Portugal Cores: Cor Period.: Mensal Área: 24,10 x 30,71 cm²ID: 42631770 01-06-2012 Âmbito: Regional Corte: 4 de 5 Festas: Barquinha é arte Arte contemporânea instala-se no gaita, no Palco ribeirinho às 00h. co mais tarde às 9h, começam parque ribeirinho. Cartaz inclui ‘Os No segundo di, 8 de junho, é tem- três atividades: Cicloturismo – 10º Azeitonas’ Best Youth e Melech Me- , po para as tradicionais Marchas Passeio “Tejo à vista” (Org.: Gru- chaya. De 7 a 10 de junho e depois populares, Palco St.º António (21h), po Cicloturismo Barquinhense); até 6 de julho, data de inauguração os Best Youth, banda portugue- 10º Encontro de Vespas (Org.: Ves- do Parque de Escultura Contempo- sa que entre outras músicas traz o pAlmourol); Canoagem – TurisAl- rânea Almourol (PECA) single ‘Hang Out’ ao palco princi- mourol. Às 16h realiza-se o Festi- pal (22h30) seguida dos Fun2Rock val de Folclore, Palco St.º António A edição deste ano suspende o às 00h no palco ribeirinho. – Grupo Folclórico “Os Pescadores Em junho a Barquinha não pára 16 e 17 junho: 16h – 19h, 20h – modelo de festas adoptado há dois Dia 9 de junho, sábado, há Mega- de Tancos” (Org.); Rancho Folcló- 22h - Kid’s Village – insufláveis, pin- anos com o Barquinha NON STOP, fitness de manhã (11h), Encontro rico da Correlhã; Rancho Folclóri- Até à inauguração do PECA, numa turas faciais, animação e ateliers, mas as festividades ganham tan- de Antigos Escuteiros (Org.: CNE – co de Aranhas; Rancho Folclórico cerimónia presidida pelo Presiden- Painel de pintura e cavaletes param to ou maior interesse com a inau- Agrupamento 583) às 12h30 e Taça do Baixo Vouga; Rancho Folclóri- te da República, Cavaco Silva, no dia ateliers de pintura guração do PECA. As festas que se TurisAlmourol em canoagem às co da Casa do Povo de Fátima, en- 6 de julho, a Barquinha terá ativida- 23 e 24 junho: 16h – 19h, 20h – iniciam no dia 7 de junho, quinta- 14h. Haverá também um ecrã gi- tre as 18h e as 20h Drama e Beiço des e eventos regulares. 22h – Insufláveis e Feira de Artesa- feira, abrem portas às 15h com a gante para transmissão dos jogos – Animação de rua, Danças de Sa- A saber: 13 junho - 9h - Hastear nato urbano; Painel de pintura e ca- abertura da XXVI Feira do Tejo. Às do Campeonato Europeu de Fute- lão – Grupo dos Bombeiros da Bar- da Bandeira, Paços do Concelho; valetes para ateliers de pintura 21h há teatro - A Tempestade, de bol. A música chega às 23h com os quinha, Aquapalco às 21h e final- 10h45 - Tropas em parada, Barqui- 6 julho: 19h00 - Inauguração do William Shakespeare, pelos alu- Melech Mechaya a subir ao palco mente o concerto que encerra as nha Parque; 11h - Juramento de Parque de escultura contemporâ- nos do Curso EFA do Agrupamen- principal prometendo muita ani- festas com Os Azeitonas (22h) au- Bandeira da Escola Prática de En- nea Almourol – cerimónia presidida to de Escolas de Vila Nova da Bar- mação e dança. Às 00h tocam os tores da música ‘Anda Comigo Ver genharia de Tancos, Barquinha Par- por Sua Excelência, o Presidente da quinha, com encenação de Carlos Articústico no Palco ribeirinho. os Aviões’. que; 15h - Sessão Solene de Atribui- República, Professor Doutor Aníbal Carvalheiro. Para o fim de noite do Para os amantes da pesca o dia A programação fica completa ção de Medalhas de Mérito, Centro Cavaco Silva. primeiro dia há concertos musicais 10, domingo, começa bem cedo, com ateliers, animação de rua e Cultural; 18h - Missa, Igreja Matriz 21h00 - Melodia do Fogo – concer- com os Klassikus – noite de baile, às 6h30 com o 19.º Convívio pis- insufláveis para os mais peque- VN Barquinha; 19h - Procissão em to da Orquestra Ligeira do Exército Palco St.º António (22h) e os Arre- catório (Org: Pestinhas). Um pou- nos. Honra de Stº António. com fogo sincronizado Auto Caravanismo, Cervejaria Cais: um estilo de vida de mão dada com o Tejo Pessoas de todos os quadran- O rio corre quase debaixo dos nossos tes sociais da sociedade, apaixo- pés no deck da esplanada. Um novo es- nadas inveteradas pela vida na paço que privilegia a qualidade da pai- estrada, libertas, bem-dispostas sagem, da gastronomia e do convívio. e com sede de aventura. Desde Inativo durante largo período de tem- os mais novos aos mais expe- po, o edifício da antiga esplanada, em rientes, na Barquinha encontra- Vila Nova da Barquinha, tornou-se um ram mais um local de culto para espaço ainda mais confortável. Boa- bons momentos ao ar livre. ventura Costa, 40 anos, é o mestre de No dia 1 de maio de 2011, a cerimónias. Criou o ‘Azul Inox’, bar que “normais”, tudo acompanhado por boa autarquia inaugurou a estação marcou uma geração no Entroncamen- bebida, neste caso destacando-se a cer- de serviço para auto-caravanas, to, esteve depois em Torres Novas, onde veja que abunda em variedade na altura junto à Avenida os Plátanos, pa- vanas ficam e o parque ribeiri- quê: “No primeiro encontro, em igualmente marcou estatuto com uma de fazer a escolha. Tanto há cerveja na- redes meias com o Parque Ri- nho se construiu – terra de cul- 2010, o presidente Miguel Pom- cervejaria. Agora está na Barquinha cional como uma selecção de cervejas beirinho, durante o II Encontro tivo, e agora temos um espaço beiro ficou surpreendido com num espaço que, diz desassombrado, é importadas mas a experimentar e sabo- de Caravanismo de Vila Nova da maravilhoso, com muita fama, tanta adesão dos autocarava- “paradisíaco”. E nós comprovámos isso rear também a cerveja que a Cervejaria Barquinha (VNB). Na altura este vêm pessoas de todo o lado!”, nistas e prometeu-nos uma área mesmo. Cais serve em exclusividade na região. encontro juntou “portugueses, conta. de serviço para o ano seguin- Do edifício original resta o fundamen- Os bifes, os famosos inquilinos das cer- ingleses, espanhóis, holande- Os autocaravanistas entrevis- te. Dito e feito, em 2011 estava tal para a sua solidez de construção. O vejarias míticas, estão igualmente pre- ses, franceses, holandeses e bel- tados fizeram questão de con- inaugurada!”. que Boaventura Costa fez foi virá-lo, en- sentes no Cais e apesar da ampla ofer- gas”, explicou-nos Joaquim Ma- tar sobre os benefícios econó- Em 2010, segundo Joaquim tregá-lo à beleza do rio Tejo. “A paisa- ta no cardápio, Boaventura Costa real- ção, 63 anos, barquinhense e micos para o comércio local. Mação, estiveram na Barquinha gem diz quase tudo, tem uma grande ça aqueles com “molhos próprios, o bife organizador do evento que este “Quando vêm cá, portugueses e 198 auto-caravanas, na segun- percentagem da qualidade do estabele- com molho da casa” ou o naco na pe- ano celebrou em Maio a sua 3ª estrangeiros, os autocaravanis- da edição 203 e este ano, apesar cimento”. Mas não só. Não fosse o servi- dra que se cozinha fervilhando à mesa edição. tas gastam muito dinheiro nos das obras no espaço e no parque ço e a oferta de qualidade e a paisagem do cliente, tornando a paisagem do Tejo Conceição Oliveira, 67 anos, é restaurantes, mini-mercados, o número também foi muito sa- não chegaria para atrair os clientes. Com aromatizada pelos cheiros das suas es- lisboeta e faz Auto caravanismo até no cabeleireiro!”, conta uma tisfatório. Conversámos ainda uma carta gastronómica que se sabo- peciarias. Se o verão é época que convi- desde os 30, “mas já há muito sempre bem disposta Concei- com um casal de franceses que reia ao mesmo tempo que os olhos se da à esplanada, os meses mais frios con- tempo que faço campismo sel- ção sentada confortavelmente entraram em Portugal por Cha- perdem na silhueta do Tejo e a pele sen- vidam a estar à lareira que está instalada vagem”. Três edições do encon- no ‘alpendre’ da sua casa móvel. ves e ali se juntaram para o en- te a brisa de verão, não há razões para no espaço. Com o Europeu de Futebol tro na Barquinha e outras tantas “O ano passado juntámos todos contro, Jean Pierre e Bernardet- que a visita não perdure na memória... E, à porta o ecrã gigante que passa jogos presenças. “Atualmente é a ca- os talões e recibos com os gas- te Raison, de La Rochelle. “Vie- se queira, voltar mais vezes. todo o ano é mais um aliciante para um pital do Auto caravanismo, por tos feitos na Barquinha e entre- mos para conhecer a cultura da Como cervejaria que é, o Cais oferece ambiente que se quer de vitória para a causa das condições que encon- gámos à câmara: 7 mil euros em região. As pessoas são gentis e petiscos variados, desde as moelas às equipa das quinas. De uma ou outra ma- tramos”. Helena Rodrigues, 63 apenas três dias”, finaliza. Justa- o espaço é muito acolhedor e febras trinchadas, das saladas de polvo neira, numa ou noutra época, a Cerveja- anos, filha da terra, continuou mente a câmara municipal rece- agradável”. Vão voltar no futuro? e ovas ao camarão à casa – sempre com ria Cais tem sempre o Tejo como vizinho. os elogios. “Isto dantes era tudo be rasgados e sentidos elogios “Oui, biensur!”. um toque da casa – mas também almo- Se não houvesse mais razões, esta bas- um nateiro – onde as autocara- e Joaquim Mação contou por- Ricardo Alves ços e jantares, dentro ou fora das horas taria. Mas há, e muitas.
  5. 5. Tiragem: 15000 Pág: 1 País: Portugal Cores: Cor Period.: Mensal Área: 13,16 x 6,28 cm²ID: 42631770 01-06-2012 Âmbito: Regional Corte: 5 de 5 Especial Barquinha é arte Está concluído o processo de instalação do conjunto de esculturas de arte contemporânea da Barquinha. O concelho recebe o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, para a inauguração do Museu ao Ar Livre, no dia 6 de julho. páginas 19 a 22

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