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KEEPING TRACK OF OUR CHANGING ENVIRONMENT:From Rio to Rio+20 (1992-2012)UNEP 1, 2011INTRODUÇÃOEssa resenha é uma produção ...
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Com as grandes e densas metrópoles vêm os impactos ambientais negativos associados àvida urbana, como medidas sanitárias, ...
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PIB per CapitaApesar de ter ocorrido uma elevação do nível total de bem-estar econômico, nem todos ospaíses se beneficiara...
Emissão de CO2Globalmente, as emissões de CO2 aumentaram cerca de 36% entre 1992 e 2008, saltando de22 milhões para mais d...
Gases de Efeito EstufaMais de 60% da emissão dos gases de efeito estufa (GEE) advém basicamente de três setoresda economia...
Área Florestal CertificadaO Conselho de Manejo Florestal (FSC, sigla em inglês) e o Programa para o Aval daCertificação Fl...
Cobertura de Saneamento Básico e Água PotávelMetade das pessoas vivendo em regiões em desenvolvimento não têm acesso a san...
Número de Acordos Ambientais Multilaterais (AAM)A maior parte dos países assinaram ao menos nove dos quatorze maiores AAM;...
Certificações ISO 14001A Organização Internacional de Padronização (IS0 – International Organization forStandardization) j...
Consumo de energiaComo a população em crescimento aspira ter maiores padrões de vida material, há sempreuma necessidade cr...
Oferta de energia primáriaPetróleo, carvão e gás dominam a produção de energia para eletricidade e aquecimento,transporte,...
ConclusãoDepois de narrada a história de como nosso meio ambiente mudou desde a primeiraConferência da Terra, 20 anos atrá...
FICHA TÉCNICATÍTULO: Keeping Track of Our Changing Environment: From Rio to Rio+20 (1992-2012)AUTOR: Marília FerreiraSUPER...
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Resenha de Sustentabilidade - Keeping Track of our Changing Environment

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Por Núcleo Petrobrás de Sustentabilidade - Coordenação Técnica 2012

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Resenha de Sustentabilidade - Keeping Track of our Changing Environment

  1. 1. Núcleo Petrobras de Sustentabilidade Resenha deSustentabilidade – Keeping Track of our Changing Environment Coordenação Técnica 2012
  2. 2. KEEPING TRACK OF OUR CHANGING ENVIRONMENT:From Rio to Rio+20 (1992-2012)UNEP 1, 2011INTRODUÇÃOEssa resenha é uma produção da Coordenação Técnica do Núcleo Petrobras deSustentabilidade da Fundação Dom Cabral. O presente trabalho visa abordar os pontosprincipais apresentados no reltório “Keeping Track of Our Changing Environment: From Rioto Rio+20 (1992-2012)”, publicado em outubro de 2011 pela United Nations EnvironmentProgramme (UNEP).O relatório foi produzido em Nairobi, pela Division of Early, Warning and Assesment (DEWA),da UNEP e preparado no âmbito do 5º Global Environment Outlook (GEO-5) . Elecomplementa as informações detalhadas sobre o status e tendências do ambiente global,assim como as informações sobre as medidas políticas afins.Segue abaixo uma apresentação dos principais pontos abordados no relatório, selecionadosde acordo com os temas em voga a respeito da sustentabilidade. As questões selecionadassão consideradas relevantes para o conhecimento de gestores e empresas que se utilizamdesses dados para formulação de abordagens baseadas nos pressupostos dasustentabilidade.OBJETIVOO objetivo deste trabalho é mostrar como o mundo mundou em duas décadas, desde aConferências das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Riode Janeiro em 1992, até a Conferência seguinte a ser realizada na mesma cidade,denominada Rio+20, em 2012.População e Desenvolvimento HumanoDesde 1992, a população mundial cresceu em uma taxa anual de 1.3%, adicionandoaproximadamente 1.5 bilhões de pessoas ao planeta. Entre 1992 e 2010, a populaçãomundial passou de cerca de 5.5 bilhões de habitantes para aproximadamente 7 bilhões,representando um aumento de 26%.1 United Nations Environment Programme |2|
  3. 3. Ao mesmo tempo, a taxa de crescimento da população mundial tem declinado nas últimasdécadas, caindo de 1.65% por ano nos anos 1990 para 1.2% por ano nos anos 2000. Issorepresenta um declínio de 27% na taxa de crescimento entre 1992 e 2010. Há fortecorrelação entre a economia de um país e sua taxa de crescimento populacional: países emdesenvolvimento tendem a possuir uma taxa de crescimento populacional de 2 a 3 vezesmais alta que em países desenvolvidos. |3|
  4. 4. Esse “declínio no crescimento” significa que a população mundial e sua taxa de crescimentoestão aumentando cada vez mais devagar. De acordo com as Nações Unidas (2011), estudosapontam que a população mundial poderia se estabilizar em aproximadamente 10 bilhõesde pessoas em 2100.MegacidadesDe acordo com o UN-Habitat, megacidades são metrópoles de alta densidade com pelomenos 10 milhões de habitantes. O número de megacidades subiu de 10 em 1992 para 21em 2010, um aumento de 110%, somando em média uma megacidade a cada dois anos.Quinze das 21 megacidades do mundo estão localizadas nos países em desenvolvimento. Amaior megacidade hoje é Tóquio, que conta com 37 milhões de pessoas, mais que apopulação total do Canadá. |4|
  5. 5. Com as grandes e densas metrópoles vêm os impactos ambientais negativos associados àvida urbana, como medidas sanitárias, controle de desperdício, qualidade do ar, poluição eoutras preocupações para os residentes e para o meio ambiente. E não são apenas osfatores antropogênicos que possuem um papel relevante nas megacidades, emcontrapartida o ambiente natural também representa riscos às populações altamenteconcentradas, como inundações, deslizamentos de terra, tsunamis e terremotos. (UN2009b 2, UN Habitat, 2009 3).2 UN (2009b). UN-DESA Policy Brief No. 25. United Nations Department of Economic and Social Affairs.Accessed on Jun 1, 2011 at http://www.un.org/esa/analysis/policybriefs/policybrief25.pdf3 UN-HABITAT (2009). Cities and Climate Change Initiative Launch and Conference Report, Oslo |5|
  6. 6. Índice de Desenvolvimento HumanoO Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que serve como um quadro de referência aodesenvolvimento social e econômico, combina três dimensões para medir o progresso:expectativa de vida, acesso à educação e rendimento nacional bruto. Durante os últimos 20anos, o IDH cresceu globalmente a 2.5% ao ano, subindo de 0.52 em 1990 para 0.62 em2010, 19% no total, revelando melhoras substanciais em diversos aspectos dodesenvolvimento humano. Embora tenha progredido, há grandes diferenças em valores ecrescimento que são visíveis entre as regiões, com a África muito atrás. |6|
  7. 7. PIB per CapitaApesar de ter ocorrido uma elevação do nível total de bem-estar econômico, nem todos ospaíses se beneficiaram. O hiato entre os países de rendas mais altas e os de renda maisbaixas continua vasto, com muitos países na Africa, América Latina e Asia ainda abaixo damédia global. Além disso, em muitos países há significantes desigualdades na rendadoméstica. Em economias em ascensão como a China e a Índia, milhões de pessoas têmdeixado a pobreza, mas frequentemente a custos ambientais muito altos.Eficiência de RecursosEmbora a energia em geral e o uso de material continuem a crescer, há um declíniosimultâneo em emissões, energia e uso de material por unidade de produção, indicando queestamos nos tornando mais eficientes em nossa produção, uso e disposição de materiais. |7|
  8. 8. Emissão de CO2Globalmente, as emissões de CO2 aumentaram cerca de 36% entre 1992 e 2008, saltando de22 milhões para mais de 30 milhões de toneladas. Grandes diferenças existem entre regiõese países, com 80% das emissões globais de CO2 sendo geradas por 19 países –majoritariamente aqueles com altos níveis de desenvolvimento econômico e/ou grandespopulações. |8|
  9. 9. Gases de Efeito EstufaMais de 60% da emissão dos gases de efeito estufa (GEE) advém basicamente de três setoresda economia: o setor de abastecimento de energia, indústria/manufatura e florestas.Variação de TemperaturaA média anual para a temperatura atmosférica apresenta variações anuais, causadas porexemplo pelos ciclos tropicais El Niño-La Ninã. Olhando através de um longo período, pode-se, no entanto, observar um processo lento, porém com aumento constante com picosocasionais. O mapa abaixo demonstra como a elevação das temperaturas da década de2000-2009 foi comparada com a média de temperatura registrada entre 1951 e 1980 (umareferência comum para estudos climáticos). “O aquecimento mais extremo, em vermelho,foi no Ártico. Pouquíssimas áreas apresentaram temperaturas mais baixas do que a média,mostradas em azul” (Voiland, 2010). A última década foi a mais quente registrada desde1880; foi a mais quente desde os registros anteriores da década de 1990-1999. |9|
  10. 10. Área Florestal CertificadaO Conselho de Manejo Florestal (FSC, sigla em inglês) e o Programa para o Aval daCertificação Florestal (PEFC, sigla em inglês) são as duas maiores certificações florestaismundiais, com pequenas diferenças de abordagens para o gerenciamento e certificação. Asentidades avaliam social e ambientalmente práticas responsáveis de silvicultura. Umimpressionante aumento anual de 20% na taxa de florestas certificadas indica que tanto osprodutores quanto os consumidores estão influenciando ativamente a produção de madeira.Contudo, em 2010 apenas 10% do total da extensão floresta mundial era gerenciado pelaspráticas do FSC e do PEFC. | 10 |
  11. 11. Cobertura de Saneamento Básico e Água PotávelMetade das pessoas vivendo em regiões em desenvolvimento não têm acesso a saneamentobásico. No ritmo atual de progresso, em 2049 somente 75% da população global terá acessoa formas de saneamento básico, como banheiros com descarga.Todavia, o mundo irá atingir ou até exceder as Metas do Milênio em relação à água potávelem 2015, se as tendências atuais continuarem. Até lá, cerca de 90% da população dasregiões em desenvolvimento terá ganho acesso a fontes de água potável.Produção de PlásticoEntre os anos de 1992 e 2010, o crescimento total de produção de plástico atingiu 149milhões de toneladas, correspondendo a um crescimento de cerca de 130% em dezoitoanos, ou 15% anuais. A média de uso do plástico em regiões desenvolvidas atingiu cerca de100 Kg por ano per capita em 2005, enquanto o consumo em regiões em desenvolvimento éem aproximadamente 20 Kg. | 11 |
  12. 12. Número de Acordos Ambientais Multilaterais (AAM)A maior parte dos países assinaram ao menos nove dos quatorze maiores AAM; 60 paísesassinaram todos eles. Apenas uma pequena quantidade de países, territórios ou países emconflito não assinaram a maioria destes AAM. | 12 |
  13. 13. Certificações ISO 14001A Organização Internacional de Padronização (IS0 – International Organization forStandardization) já desenvolveu mais de 18 500 padrões internacionais em diversas áreas. AISO 14000 preocupa-se principalmente com “gestão ambiental”. Com taxas de crescimentoanuais de mais de 30% e 230 000 certificados concedidos em 2009, esse desenvolvimentodemonstra um número crescente de empresas comprometidas em adotar sistemas degestão ambiental.Índice de Produção de AlimentosA produção global de alimentos continuou a acompanhar e até exceder o crescimentopopulacional ao longo das duas últimas décadas. Ganhos em produção vieramprincipalmente de melhorias de rendimento e, em menor proporção, de novas terrasagrícolas. Contudo, apesar de ganhos sólidos obtidos em segurança alimentar, milhões empaíses em desenvolvimento ainda enfrentam a fome e a desnutrição. Ganhos maissignificativos na produção agrícola serão necessários para a continuidade do crescimento dapopulação global. Isto exigirá a expansão de terras agrícolas e o uso mais intensivo detécnicas de produção. Tais práticas carregam impactos negativos para o meio ambiente,incluindo perda de diversidade e poluição de fertilizantes nitrogenados, dentre outros. | 13 |
  14. 14. Consumo de energiaComo a população em crescimento aspira ter maiores padrões de vida material, há sempreuma necessidade crescente por produtos, serviços e energia necessária para prover tudo isto(consumo de produtos, transporte, viagens, etc.). A quantidade per capita de energiaconsumida cresceu ligeiramente até 2008 (+5% desde 1992). Em 2009 decresceu pelaprimeira vez em 30 anos (globalmente -2.2%) como resultado da crise econômica efinanceira, com o decréscimo mais visível nos países desenvolvidos. | 14 |
  15. 15. Oferta de energia primáriaPetróleo, carvão e gás dominam a produção de energia para eletricidade e aquecimento,transporte, uso industrial e outros usos para abastecimento. Sua participação aumentouligeiramente nos últimos anos, somando 80%. A quota global de energia sustentável ainda émodesta comparada a de combustíveis fósseis.Investimento em energia sustentávelA sustentabilidade do setor de energia – direcionando-se para além das fontes de energia decarbono e aprimorando a eficiência – é um negócio em rápido crescimento. Investimentosglobais em energia e combustíveis renováveis atingiu novo recorde em 2010, e a margemsobre o total para os anos anteriores foi grande. Os investimentos totalizaram US$211bilhões em 2010, 32% a mais dos US$160 bilhões em 2009, e quase cinco vezes e meia sobreo cenário de 2004. Pela primeira vez, novos investimentos em projetos de energia renovávelem escala-utilitária e empresas em países em desenvolvimento suplantou aquelas deeconomias desenvolvidas. | 15 |
  16. 16. ConclusãoDepois de narrada a história de como nosso meio ambiente mudou desde a primeiraConferência da Terra, 20 anos atrás, temos agora diante de nós a tarefa de preservar suaviabilidade para as futuras gerações. A necessidade em focar a atenção e os recursos emmonitoramentos aprimorados e coletâneas de dados ambientais em todos os níveis éessencial para prover informações confiáveis e relevantes para tomadas de decisões.A Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável é uma oportunidadede redirecionar o estado de deterioração do meio ambiente e os impactos negativosexperimentados pelas partes mais pobres e mais vulneráveis da sociedade. Ela oferece aoportunidade de agir diante das promessas da Conferência da Terra em 1992 e seguiradiante para sua concretização.O mundo estará observando as ações concretas decorrentes da Conferência; as geraçõesfuturas dependem destas ações. Finalmente, com o comprometimento e envolvimento detodos os stakeholders, as promessas vigentes na Agenda 21 poderá tornar-se realidade naspróximas décadas. | 16 |
  17. 17. FICHA TÉCNICATÍTULO: Keeping Track of Our Changing Environment: From Rio to Rio+20 (1992-2012)AUTOR: Marília FerreiraSUPERVISÃO: Lucas Amaral Lauriano; Claudio BoechatFDC – Núcleo Petrobrás de SustentabilidadeBelo Horizonte – Abril de 201217 PáginasREFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:UNEP. Keeping Track of Our Changing Environment: From Rio to Rio+20 (1992-2012).United Nations Environment Programme, Nairobi. Published October, 2011. | 17 |

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