Arte moderna principais artistas

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Arte moderna principais artistas

  1. 1. APOSTILA DE ARTES – 9ºS ANOS PROFESSORA: MEIRE DE FALCO 2º BIMESTRE NOME:____________________________________ SÉRIE: _____________ Arte Moderna no Brasil – Principais Artistas Materiais para as atividades práticas:  Lápis de cor;  Revistas e jornais;  Lixa de parede ou papel camurça;  Giz de cera;  Tinta guache e cola branca;  Régua e lápis 6B;  Caderno de desenho;  Papel colorido e tesoura; Tarsila do Amaral Tarsila do Amaral (Capivari, 1 de setembro de 1886 - São Paulo, 17 de janeiro de 1973) foi uma pintora brasileira. É a pintora mais representativa da primeira fase do movimento modernista brasileiro. Seu quadro Abaporu, de 1928, inaugura o movimento antropofágico nas artes plásticas. Começou a aprender pintura em 1917, com Pedro Alexandrino. Mais tarde, estuda com George Fischer Elphons. Em 1920, viaja a Paris e freqüenta a Académie Julien, onde é orientada por Émile Renard. Na França, conhece Fernand Léger e participa do Salão Oficial dos Artistas Franceses de 1922, desenvolvendo técnicas influenciadas pelo cubismo. De volta ao Brasil, em 1922, une-se a Anita Malfatti, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e Oswald de Andrade, formando o chamado Grupo dos Cinco, que defende as idéias da Semana de Arte Moderna e toma a frente do movimento modernista no país. Casa-se com Oswald de Andrade em 1926 e, no mesmo ano, realiza sua primeira exposição individual, na Galeria Percier, em Paris. A partir de então, suas obras adquirem fortes características primitivistas e nativistas e passam a ser associadas aos Movimentos Pau-Brasil e Antropofágico, idealizados pelo marido. Em 1933, passa a desenvolver uma pintura mais ligada a temas sociais, da qual são exemplos as telas Operários e Segunda Classe. Expõe nas 1ª e 2ª Bienais de São Paulo e ganha uma retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) em 1960. É tema de sala especial na Bienal de São Paulo de 1963 e, no ano seguinte, apresenta-se na 32ª Bienal de Veneza. Apesar de integrar-se ao Modernismo que surge no Brasil não participou da "Semana de 22". Site: http://www.tarsiladoamaral.com.br/
  2. 2. Obras: 1- Operários: foi pintada somente em 1933 (pertence hoje ao acervo do governo estadual), mas exibe a força do estilo de Tarsila ao retratar a diversidade cultural da população paulistana e, ao fundo, chaminés e fábricas em formas geométricas. 2- Manacá - Linda tela, com um colorido forte. Esta flor é representada por Tarsila de uma maneira particular, bem típica da obra dela. 3- Antropofagia - Nesta tela temos a junção do "Abaporu" com "A Negra". Este aparece invertido em relação ao quadro original. Trata-se de uma das telas mais significativas de Tarsila e o colecionador Eduardo Costantini, dono do "Abaporu", está muito interessado no quadro e já ofereceu uma soma muito alta por ele (que foi recusada pelos atuais donos). ATIVIDADES: 1) Faça uma leitura sobre a biografia de Tarsila e escreva no caderno de desenho um breve histórico: 2) Observe a 1ª obra “Operários”. Com revistas, pesquise rostos de diversas etnias e monte uma releitura no caderno de desenho (o fundo pode ser desenhado): 3) Observe as texturas e preencha toda a obra “Antropofagia” com canetas coloridas, canetinhas ou caneta esferográfica preta :
  3. 3. Anita Malfati Filha de mãe norte-americana, porém de origem alemã, e pai italiano, foi a primeira artista brasileira a aderir ao modernismo, tendo sido uma das expositoras da mostra, realizada no Teatro Municipal de São Paulo, que fazia parte da Semana de Arte Moderna de 1922. Malfatti foi à Alemanha em 1910. Lá, em plena explosão do expressionismo, pela primeira vez, teve contato com o movimento modernista. Em 1914, após três anos de estudos em Berlim, já com vinte e quatro anos, retorna a São Paulo e logo organiza sua primeira exposição individual, aberta no dia 23 de maio do mesmo ano. Não fez nenhum sucesso. Desejando prosseguir nos seus estudos e sendo-lhe impossível retornar à Europa envolta em guerra, Anita optou pelos Estados Unidos para onde viajou no início de 1915. Chegou logo após o Armory Show — uma exposição modernista que foi escandalosa e extremamente influente que mudou a arte nos Estados Unidos. Estudou na Independent School of Art em Nova Iorque (onde teve como professor o pintor e filósofo Homer Boss) até 1916, quando voltou ao Brasil. Em 1917 mostrou seus trabalhos em uma segunda exposição própria. A exposição foi revolucionária por várias razões. O cenário da arte estava limitado em São Paulo, e uma exposição própria de uma artista tão jovem era algo inédito. Para uma artista, isto foi revolucionário, e o local da exposição era precário. No entanto, as pinturas eram surpreendentemente modernas para uma cidade que nunca havia tido contato com esta arte, e causou uma enorme desaprovação, não só pelas inovações da pintura, mas por serem retratos de imigrantes e outras figuras marginalizadas. Para outros jovens artistas, foi uma experiência transformadora. Em particular, Malfatti criou uma amizade com Mário de Andrade, que iria durar por décadas e seria profissionalmente crucial para eles. Com Andrade, Malfatti participou da Semana da Arte Moderna, em 1922. Ela era membro do Grupo dos Cinco, formado também por Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia e a pintora Tarsila do Amaral. Ela se beneficiou da coesão do grupo (durou até 1929 quando seus membros já haviam se estabilizado). Depois de 1922, seu lugar na história da arte brasileira foi, embora controverso, mais claramente entendido. Na década de 1960 era considerada uma das maiores figuras da arte brasileira e uma das mulheres mais influentes na América do Sul. http://www.pinturabrasileira.com/artistas.asp?cod=95
  4. 4. 1- O Torso. Carvão e pastel s/ papel, 61 x 46,6 cm. 1915/ 1916 2- O Farol. 1915. óleo s/ tela (46,5x61). ATIVIDADES: 1) Faça uma leitura sobre a biografia de Anita Malfatti e escreva no caderno de desenho um breve histórico: 2) Escolha umas das duas obras acima e faça uma leitura com giz de cera no papel “lixa” ou camurça; Di Cavalcanti Emiliano Di Cavalcanti nasceu em 1897, no Rio de Janeiro, na casa de José do Patrocínio, que era casado com uma tia do futuro pintor. Quando seu pai morre em 1914, Di obriga-se a trabalhar e faz ilustrações para a Revista Fon-Fon. Antes que os trepidantes anos 20 se inaugurem vamos encontrá-lo estudando na Faculdade de Direito. Em 1917 transferindo-se para São Paulo ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Segue fazendo ilustrações e começa a pintar. O jovem Di Cavalcanti freqüenta o atelier do impressionista George Elpons e torna-se amigo de Mário e Oswald de Andrade. Em 1921 casa-se com Maria, filha de um primo-irmão de seu pai. Entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 idealiza e organiza a Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo, cria para essa ocasião as peças promocionais do evento: catálogo e programa. Faz sua primeira viagem à Europa em 1923, permanecendo em Paris até 1925. Freqüenta a Academia Ranson. Expõe em diversas cidades: Londres, Berlim, Bruxelas, Amsterdan e Paris. Conhece Picasso, Léger, Matisse, Eric Satie, Jean Cocteau e outros intelectuais franceses. Retorna ao Brasil em 1926 e ingressa no Partido Comunista. Segue fazendo ilustrações. Faz nova viagem a Paris e cria os painéis de decoração do Teatro João Caetano no Rio de Janeiro. Site: http://www.dicavalcanti.com.br/ 1- Sem título (Figura feminina deitada), sd. naquim s/ papel, 28,1 x 38,4 cm 2- Mulata de vestido verde ATIVIDADES: 1) Faça uma leitura sobre a biografia de Edi Cavalcanti e escreva no caderno de desenho um breve histórico: 2) Observe a obra “ Figura feminina deitada” e faça uma leitura com lápis 6B no caderno de desenho:
  5. 5. Aldemir Martins O artista plástico Aldemir Martins nasceu em Ingazeiras, no Vale do Cariri, Ceará em 8 de novembro de 1922. A sua vasta obra, importantíssima para o panorama das artes plásticas no Brasil, pela qualidade técnica e por interpretar o ―ser‖ brasileiro, carrega a marca da paisagem e do homem do nordeste. O talento do artista se mostrou desde os tempos de colégio, em que foi escolhido como orientador artístico da classe. Aldemir Martins serviu ao exército de 1941 a 1945, sempre desenvolvendo sua obra nas horas livres. Chegou até mesmo à curiosa patente de Cabo Pintor. Nesse tempo, freqüentou e estimulou o meio artístico no Ceará, chegando a participar da criação do Grupo ARTYS e da SCAP – Sociedade Cearense de Artistas Plásticos, junto com outros pintores, como Mário Barata, Antonio Bandeira e João Siqueira. Em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1946, para São Paulo. De espírito inquieto, o gosto pela experiência de viajar e conhecer outras paragens é marca do pintor, apaixonado que é pelo interior do Brasil. Em 1960/61, Aldemir Martins morou em Roma, para logo retornar ao Brasil definitivamente. O artista participou de diversas exposições, no país e no exterior, revelando produção artística intensa e fecunda. Sua técnica passeia por várias formas de expressão, compreendendo a pintura, gravura, desenho, cerâmica e escultura em diferentes suportes. Aldemir Martins não recusa a inovação e não limita sua obra, surpreendendo pela constante experimentação: o artista trabalhou com os mais diferentes tipos de superfície, de pequenas madeiras para caixas de charuto, papéis de carta, cartões, telas de linho, de juta e tecidos variados - algumas vezes sem preparação da base de tela - até fôrmas de pizza, sem contudo perder o forte registro que faz reconhecer a sua obra ao primeiro contato do olhar. Seus traços fortes e tons vibrantes imprimem vitalidade e força tais à sua produção que a fazem inconfundível e, mais do que isso, significativa para um povo que se percebe em suas pinturas e desenhos, sempre de forma a reelaborar suas representações. Aldemir Martins pode ser definido como um artista brasileiro por excelência. A natureza e a gente do Brasil são seus temas mais presentes, pintados e compreendidos através da intuição e da memória afetiva. Nos desenhos de cangaceiros, nos seus peixes, galos, cavalos, nas paisagens, frutas e até na sua série de gatos, transparece uma brasilidade sem culpa que extrapola o eixo temático e alcança as cores, as luzes, os traços e telas de uma cultura. Por isso mesmo, Aldemir é sem dúvida um dos artistas mais conhecidos e mais próximos do seu povo, transitando entre o meio artístico e o leigo e quebrando barreiras que não podem mesmo limitar um artista que é a própria expressão de uma coletividade. Falece em 05 de Fevereiro de 2006, aos 83 anos, no Hospital São Luís em São Paulo. http://www.pinturabrasileira.com/artistas_bio.asp?cod=3&in=1 http://www.itaucultural.org.br/aldemirmartins/
  6. 6. 1) Série: Três gato 2) Série: O Galo ATIVIDADES: 1) Faça uma leitura sobre a biografia de Aldemir Martins e escreva no caderno de desenho um breve histórico: 2) Faça uma leitura da obra “Três gatos”, com tinta guache, no caderno de desenho; 3) Observe a obra 2, O galo com texturas. Vá até o quadro texturas, postado logo acima e faça uma releitura no caderno de desenho, com caneta preta e lápis de cor;
  7. 7. Alfredo Volpi Alfredo Volpi nasceu em Lucca, Itália, a 14 de abril de 1896. Em 1897, a família Volpi emigra para São Paulo e se estabelece na região do Ipiranga, com um pequeno comércio. Destino comum aos filhos de imigrantes italianos, Volpi inicia-se em trabalhos artesanais e, em 1911, torna-se pintor decorador. Talvez daí decorra o gosto pelo trabalho contínuo e gradual da sua linguagem estética, próprio da valorização de um ―saber fazer‖. Até os anos 30, Volpi elabora sua técnica e, principalmente, a partir da década de 1930, emerge um trabalho mais consciente, utilizando-se das cores para a construção de um equilíbrio muito próprio. Por esses tempos, Volpi aproxima-se de artistas como Fúlvio Pennachi e Francisco Rebolo Gonsales, integrando o Grupo Santa Helena. A denominação do grupo, e a inserção de Volpi nele, é oriunda mais de uma proximidade física dos pintores (que pintavam em uma sala do Edifício Santa Helena) e da sua origem comum do que de uma identificação estética. Volpi destoava do grupo especialmente por não ser um pintor conservador. Em 1938, Volpi conhece o pintor italiano Ernesto de Fiori. O encontro seria muito frutífero para ambos, e se deu numa época muito oportuna para Volpi, que enveredava para um caminho de maior liberdade estética. Um acontecimento fundamental para a evolução de Volpi foi a sua ―estada‖ em Itanhaém, entre 1939 e 1941. Sua esposa teve problemas de saúde e mudou-se para o litoral, a fim de se tratar. O artista a acompanhou, retornando a São Paulo apenas nos finais de semana, em que procurava vender suas obras. A gravidade da doença de Judite Volpi envolveu o artista em questionamentos que o fizeram rever sua obra e suas concepções, liberando um potencial criativo latente, ao qual Volpi finalmente conseguiria dar vazão. A tensão própria de situações-limite possibilitou para Volpi uma liberdade gestual que imprimiria uma nova dinâmica à sua obra. A série de marinhas que Volpi pinta a partir dessa época evidenciam uma obra muito própria que se desenvolveria gradualmente até atingir um ápice abstrato em que as composições eram compreendidas em termos de cores, linhas e formas. Cabe ressaltar que Volpi recusava teorizações estéreis, mas estava sempre muito bem informado das correntes artísticas do seu tempo, embora não se filiasse explicitamente a nenhuma delas, já que sua trajetória era extremamente pessoal. Esse é um dos pontos que fazem dele um grande pintor: Volpi é moderno e atual sem se importar com rótulos artificiais. A diferença é que ele não precisava ser moderno ou popular; simplesmente era. Na década de 40, através das paisagens de Itanhaém, seu novo caminho pictórico começou a se mostrar. Abandonou a perspectiva tradicional, simplificou e geometrizou as formas. Mais tarde, chegou à abstração. Após seu encontro com o pintor italiano Ernesto De Fiori, seus gestos ficaram mais livres, dinâmicos e expressivos. A cor, mais vibrante. Nos anos 50, as bandeirinhas das festas juninas, de Mogi das Cruzes, integraram-se às suas fachadas. Posteriormente, destacou-as do seu contexto original. A partir da década de 60, suas pinturas são jogos formais: todos os temas são deixados de lado e as bandeirinhas passaram a ser signos, formas geométricas compondo ritmos coloridos e iluminados. Volpi morreu aos 92 anos, em 1988, em São Paulo. http://www.pinturabrasileira.com/artistas_bio.asp?cod=5&in=1
  8. 8. Obras 1 e 4 : Série Fachada Obras 2 e 3: Série Bandeirinhas; ATIVIDADES: 1) Faça uma leitura sobre a biografia de Alfredo Volpi e escreva no caderno de desenho um breve histórico: 2) Com papel colorido escolha uma das obras “Bandeirinhas” e faça um trabalho com recorte e colagem no caderno de desenho; 3) Nas obras da “série: fachadas” Volpi trabalha com combinação de cores. Escolha uma combinação Monocromática e faça uma leitura no caderno de desenho; Ismael Nery Ismael Nery nasceu em Belém do Pará em 1900 e morreu na cidade do Rio de Janeiro em 1934. A fase mais importante de seu trabalho, o Surrealismo, por isso mesmo, não chegou a florescer nele, pois se iniciou em 1927, durando pouco mais de seis anos. Formou-se, desta maneira, um vácuo em sua carreira, não permitindo sequer especular sobre qual seria a evolução de seu trabalho, caso tivesse vivido por mais algumas décadas, fiel ao movimento surrealista que abraçara. Nery era um homem a procura de si mesmo. Renegando a qualificação de pintor, preferia a de filósofo. Chegou a montar um sistema filosófico, a que deu o nome de Essencialismo, mas nunca publicou qualquer obra sobre o assunto. Sempre que pôde, dedicou-se à poesia, achando-a melhor que a pintura. Se o artista negou a si mesmo o reconhecimento que merecia, o público também o acompanhou nessa baixa avaliação e fraca expectativa. Em toda vida, não pintou mais que uma centena de quadros, realizou duas exposições individuais, e nelas conseguiu vender apenas um quadro. Já não se pode dizer o mesmo de sua produção como desenhista. Fazia desenhos em quantidade espantosa, os quais, na opinião de especialistas, eram até melhores que sua pintura. Porém, também nessa atividade não se valorizou, jogando seus trabalhos sistematicamente ao lixo, assim que terminados. Conhecemos, dos desenhos de Nery, apenas aqueles que foram salvos da lixeira, muitos deles amarrotados. Ismael Nery marcou sua iniciação na arte aos quinze anos de idade, quando matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes, que breve deixou de freqüentar, por não se adaptar à disciplina escolar. Nessa época, pintou grande quantidade de guaches e aquarelas, que se perderam no tempo, ficando apenas o registro de sua existência. Em 1920, viajou para a França, voltando dois anos depois, para casar-se com Adalgisa Nery, com quem teve dois filhos. Em 1927, voltou à Europa, conhecendo o pintor judeu-russo Marc Chagall, que exerceu forte influência em sua carreira, a qual, a partir de então, voltou-se para o Surrealismo. Em 1929, depois de viagem à Argentina e Uruguai, um diagnóstico revelou que ele era portador de tuberculose, o que levou-o a internar-se, por dois anos, em um sanatório. Aparentemente curado, a terrível doença, em realidade, apenas lhe deu uma breve trégua, para voltar, em 1933, desta vez, de forma irreversível. Meses depois, 6 em abril de 1934, veio a falecer, sendo enterrado vestindo um hábito dos franciscanos, numa singela homenagem dos frades à sua ardorosa fé católica.
  9. 9. Costuma-se dividir a obra de Ismael Nery em três fases: de 1922 a 1923, a expressionista; de 1924 a 1927, a cubista, com evidente influência da fase azul de Pablo Picasso; finalmente, de 1927 a 1934, adotou o Surrealismo, sua fase mais importante e promissora. Tragado pela morte, o destino impediu-o de provar até onde seria capaz de chegar nesta última fase, que poderia trazer a sua efetiva consagração como artista. A obra de Nery permaneceu ignorada do público e da crítica até 1965, quando teve seu nome inscrito na 8ª Bienal de São Paulo, na Sala Especial de Surrealismo e Arte Fantástica. (Texto de Paulo Victorino) http://www.pitoresco.com/brasil/nery/nery.htm Ismael Nery. Namorados. ATIVIDADES: 1) Faça uma leitura sobre a biografia de Ismael Nery e escreva no caderno de desenho um breve histórico: 2) Escolha uma das obras acima da série “Namorados” e faça uma leitura no caderno de desenho com tinta guache; Cândido Portinari Candido Portinari nasce no dia 30 de dezembro de 1903, numa fazenda de café, em Brodósqui, no interior do Estado de São Paulo.Filho de imigrantes italianos, de origem humilde, recebe apenas a instrução primária e desde criança manifesta sua vocação artística. Aos quinze anos de idade vai para o Rio de Janeiro, em busca de um aprendizado mais sistemático em pintura, matriculando-se na Escola Nacional de Belas-Artes. Em 1928 conquista o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, da Exposição Geral de Belas-Artes, de tradição acadêmica. Parte em 1929 para Paris, onde permanece até 1930.Longe de sua pátria, saudoso de sua gente, decide ao voltar ao Brasil, no início de 1931, retratar em suas telas o povo brasileiro, superando aos poucos sua formação acadêmica e fundindo à ciência antiga da pintura, uma personalidade moderna e experimentalista. Em 1935 obtém a segunda Menção Honrosa na exposição internacional do Instituto Carnegie de Pittsburgh, Estados Unidos, com a tela Café, que retrata uma cena de colheita típica de sua região de origem. Aos poucos, sua inclinação muralista revela-se com vigor nos painéis executados para o Monumento Rodoviário, na Via Presidente Dutra, em 1936, e nos afrescos do recém construído edifício do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, realizados entre 1936 e 1944. Estes trabalhos, como conjunto e como concepção artística, representam um marco na evolução da arte de Portinari, afirmando a opção pela temática social, que será o fio condutor de toda a sua obra a partir de então.
  10. 10. Companheiro de poetas, escritores, jornalistas, diplomatas, Portinari participa de uma notável mudança na atitude estética e na cultura do país. No final da década de trinta consolida-se a projeção de Portinari nos Estados Unidos. Em 1939 executa três grandes painéis para o Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York e o Museu de Arte Moderna de Nova York adquire sua tela Morro. Em 1940, participa de uma mostra de arte latino-americana no Riverside Museum de Nova York e expõe individualmente no Instituto de Artes de Detroit e no Museu de Arte Moderna de Nova York, com grande sucesso de crítica, venda e público. Em dezembro deste ano a Universidade de Chicago publica o primeiro livro sobre o pintor: Portinari, His Life and Art com introdução de Rockwell Kent e inúmeras reproduções de suas obras. Em 1941 executa quatro grandes murais na Fundação Hispânica da Biblioteca do Congresso, em Washington, com temas referentes à história latino-americana. De volta ao Brasil, realiza em 1943, oito painéis conhecidos como Série Bíblica, fortemente influenciado pela visão picassiana de 'Guernica' e sob o impacto da Segunda Guerra Mundial. Em 1944, a convite do arquiteto Oscar Niemeyer, inicia as obras de decoração do conjunto arquitetônico da Pampulha em Belo Horizonte, Minas Gerais, destacando-se na Igreja de São Francisco de Assis, o mural São Francisco (do altar) e a Via Sacra, além dos diversos painéis de azulejo. A escalada do nazi-fascismo e os horrores da guerra reforçam o caráter social e trágico de sua obra, levando-o à produção das séries Retirantes (1944) e Meninos de Brodósqui (1946), assim como à militância política, filiando-se ao Partido Comunista Brasileiro, sendo candidato a deputado em 1945, e a senador em 1947. Em 1946, Portinari volta a Paris para realizar, na Galeria Charpentier, a primeira exposição em solo europeu. Foi grande a repercussão, tendo sido agraciado, pelo governo francês, com a Legião de Honra. Em 1947 expõe no Salão Peuser, de Buenos Aires e nos salões da Comissão Nacional de Belas Artes, de Montevidéu, recebendo grandes homenagens por parte de artistas, intelectuais e autoridades dos dois países. O final da década de quarenta assinala na obra do artista, o início da exploração dos temas históricos através da afirmação do muralismo. Em 1948, Portinari se auto-exila no Uruguai, por motivos políticos, onde pinta o painel A Primeira Missa no Brasil, encomendado pelo Banco Boavista do Rio de Janeiro. Em 1949 executa o grande painel Tiradentes, narrando episódios do julgamento e execução do herói brasileiro, que lutou contra o domínio colonial português. Por este trabalho, Portinari recebeu, em 1950, a Medalha de Ouro concedida pelo júri do Prêmio Internacional da Paz, reunido em Varsóvia. Em 1952, atendendo à encomenda do Banco da Bahia, realiza outro painel com temática histórica: A Chegada da Família Real Portuguesa à Bahia, e inicia os estudos para os painéis Guerra e Paz, oferecidos pelo governo brasileiro à nova sede da Organização das Nações Unidas. Concluídos em 1956, os painéis, medindo cerca de 14 x 10m cada 'os maiores pintados por Portinari' encontram-se no hall de entrada dos delegados do edifício-sede da ONU, em Nova York. Em 1954, Portinari realiza, para o Banco Português do Brasil, o painel Descobrimento do Brasil. Neste mesmo ano, tem os primeiros sintomas de intoxicação das tintas, que lhe será fatal. Em 1955 recebe a Medalha de Ouro, concedida pelo International Fine Arts Council de Nova York, como o melhor pintor do ano. Em 1956 faz os desenhos da Série D. Quixote e viaja para Israel, a convite do governo daquele país, expondo em vários museus e executando desenhos inspirados no contato com o recém-criado estado israelense e expostos posteriormente em Bolonha, Lima, Buenos Aires e Rio de Janeiro. Neste mesmo ano recebe o Prêmio Guggenheim do Brasil e, em 1957, a Menção Honrosa no Concurso Internacional de Aquarelas do Hallmark Art Award, de Nova York. No final da década de 50 Portinari realiza diversas exposições internacionais, expondo em Paris e Munique em 1957. é o único artista brasileiro a participar da exposição '50 Anos de Arte Moderna', no Palais des Beaux Arts, em Bruxelas, em 1958, e expõe como convidado de honra, em sala especial, na 'I Bienal de Artes Plásticas' da Cidade do México. Em 1959 expõe na Galeria Wildenstein de Nova York e em 1960 organiza importante exposição na Tchecoslováquia. Em 1961 o pintor tem diversas recaídas da doença que o atacara em 1954 - a intoxicação pelas tintas -, entretanto, lança-se ao trabalho para preparar uma grande exposição, com cerca de 200 obras, a convite da Prefeitura de Milão. Candido Portinari falece no dia 6 de fevereiro de 1962, vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava. http://www.portinari.org.br/.
  11. 11. 1) Pipas de 1941 (desenho a óleo, guache e caneta-tinteiro sobre cartão 2) Os Retirantes de 1944 (óleo sobre tela) 3) Vaso de Flores 1942 (pintura a têmpera sobre madeira) 4) Sagrado Coração de Jesus de 1942(pintura a têmpera sobre madeira) ATIVIDADES: 1) Faça uma leitura sobre a biografia de Cândido Portinari e escreva no caderno de desenho um breve histórico: 2) Faça uma releitura da tela 01 com lápis 6B e canetinhas ou lápis de cor, substituindo as pipas por outra imagem; 3) Observe o quadro “Retirantes” e elabore um artigo, poema ou comentário sobre o quadro; 4) Observe o quadro nº 4 – Faça uma leitura com lápis de cor no caderno de desenho; Bom trabalho pessoal!

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