Espiral 17

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Espiral 17

  1. 1. espiral boletim da associação NT F RA T E RN I T A S M O VI M E N T O Nº 17 - Outubro / Dezembro de 2004 Natal HOMILIA JUBILAR O Prof. Hans Küng celebrou, em 24 de Outubro de 2004, os seus cinquenta anos de sacerdócio com uma missa na cate- dral de Rottenburg. Na homilia que então proferiu, o conhe-Nasceu Jesus, a herança prometida. cido professor de teologia da Universidade de Tübingen, paraQual Big Bang da nova Criação, além duma revisão do que foi a sua vida ao longo deste perí-Assim o menino Deus, feito nosso irmão. odo, também define a sua posição relativamente a várias ques- tões, tais como a profissão do padre, o celibato e a sua espe- Encontro da Paz e da Justiça, rança de reforma na Igreja. Da Glória e da Majestade, Citando uma frase ouvida numa rádio — “Se queres ser feliz Da Omnisciência e da Omnipotência uma hora, dorme. Se queres ser feliz um dia, vai pescar. Se E da Divindade com a Humanidade. queres ser feliz um mês, casa. Se queres ser feliz toda a vida,Shalom com todos os povos ama o teu trabalho”— diz que poderia muito bem confirmarEm Deus, Senhor da Criação, a quarta afirmação, pois quando alguém desempenha a sua missão, realiza a tarefa da sua vida e ama, então é feliz – comNa solidariedade e na comunhão, todas as vicissitudes inerentes, naturalmente.No bem-estar e no perdão. Todo o homem permanece o mesmo ao longo dos anos, mas Glória a Deus e Paz na Terra! não é o mesmo. “Isto é também assim com o meu sacerdó- cio e com esta celebração aqui: esta é a mesma de há cin- Cantam os anjos (continua na pág. 2) Ao Rei da Paz que à terra desce. E aos homens de coração renovado. Zélia Sumário: Quem disse que a escravatura já acabou? 3 Espaço de Partilha 3 Santo N atal Natal Encontro Norte/Litoral | Reflexões 4-5 para cada um Homenagem ao Pe. Filipe de Figueiredo 6 de vós Rectificação 6 e dos vossos! Casa do Gaiato | breves... 7 “Os Novíssimos” 8
  2. 2. 2 espiral(continuação da pág. 1) não como exemplo, mas como dissuasão. É que o sacerdote passa ao lado da vítima dos ladrões, ao contrário doquenta anos, mas não é a mesma. Tanta foi a lengalenga samaritano herético. Sacerdotes e escribas combatem Je-medieval e a tralha barroca secundária que deixámos para sus, especialmente quando ele ousa perturbar-lhes a eco-trás, tantos foram os constrangimentos do direito canónico nomia do templo. Foram os sacerdotes e o sumo sacerdotede que nos desfizemos. Ganhámos uma nova liberdade e que, com o auxílio dos ocupantes romanos, acabaram por osinceridade e não queremos que nos sejam retiradas. Que- levar à morte”.remos uma liturgia viva, mas não o liturgismo”. Entre aqueles primeiros que chegaram à fé em Jesus morto eFalando da liberdade conquistada, diz que foi sempre crítico ressuscitado não estavam certamente sacerdotes. Aliás, paraconsigo mesmo. “Posso assegurar-vos que, ao longo destas estes primeiros crentes, o sacerdócio do templo era irrelevante.décadas, nunca defendi uma opinião que eu não tivesse es- Relevante era agora o Senhor Jesus crucificado e ressuscita-tudado exaustivamente e exposto maioritariamente por es- do. Para eles tornava-se cada vez mais patente que Jesus eracrito. Em última análise foi para isso que fui nomeado e o único mediador para chegar a Deus, o único Sumo Sacer-para isso tinha tempo. Consequentemente, só muito rara- dote. Mas todos se consideravam povo sacerdotal, povo demente me puderam apontar verdadeiros erros e enganos. Deus.Às vezes dizia-se que eu não era suficientemente católico, Nas primitivas comunidades cristãs de então havia inúmerosmais precisamente, não suficientemente católico romano. serviços, vocações, carismas, ofícios, mas não sacerdotes noMas será que Jesus de Nazaré era católico romano?” sentido dos sacerdotes do templo. Houve, sim, líderes dasAfirmando que sempre esteve convictamente a favor dum comunidades, anciãos (“presbíteros”). E, tal como no judaís-papado segundo o modelo da figura neo-testamentária de mo, também nas comunidades cristãs os anciãos e os res-Pedro, no início, e da figura de João XXIII hoje, mas que ponsáveis das comunidades foram ordenados muitas vezesnem com a melhor das boas vontades podia subscrever todos com oração e imposição das mãos. E esta ordem continuouos documentos emanados duma central ditatorial romana, diz depois da morte do apóstolo Paulo compreensivelmente tam-mesmo: “hoje estou convicto de que deve haver um planea- bém nas suas comunidades carismáticas. Tudo era muito sim-mento familiar responsável, a ordenação de mulheres, o re- ples e singelo no princípio. Também a celebração da Euca-conhecimento dos ministérios protestantes e da Ceia do Se- ristia, para a qual se formulava livremente a oração eucarísti-nhor e, finalmente, a reunificação das igrejas cristãs sepa- ca — uma oração de acção de graças, de memória e de lou-radas”. E acrescenta: “assumo a liberdade, legitimada pelo vor.Evangelho, de criticar bispos que, como torcicolos, hoje con- “Para este serviço fui ordenado há 50 anos e incumbido dodenam o que ontem, como professores ou pastores, defen- anúncio da palavra, da celebração da eucaristia, da edifi-deram”. cação da comunidade na fé. E é isto que significa ser padrePartindo da frase que escolheu para a estampa da sua missa no sentido de presbítero: o serviço permanente da orienta-nova — “Orai também por mim, para que Deus me abra uma ção da comunidade pela palavra e pelo sacramento no es-porta à palavra, a fim de eu anunciar o mistério de Cristo” pírito e segundo os critérios do Senhor Jesus. Portanto é(Col 4,3) — considera que os critérios e os fundamentos por isto o essencial do sacerdócio e não o que muitas vezes deleque se orienta na vida não são os seus, mas os de Jesus Cris- se fez numa ideologia sacerdotal que segrega o sacerdoteto, com a sua Boa Nova e a sua actuação. Ao longo da vida do povo. Muito do que ao longo dos séculos se lhe acres-procurou sempre compreender este mistério. Aprofundou os centou é, na realidade, não essencial. Nestes cinquenta anosevangelhos, estudou inúmeras obras de ciências bíblicas. que passaram aprendi a distinguir o essencial do não es-Como capelão dum hospital, analisou, domingo após domingo sencial para dar à nossa igreja, face à devastadora catás-e perícopa a perícopa, o evangelho de S. Marcos. Refere que trofe pastoral que sobre ela se abateu, novos espaços dedesse estudo muitas novas perspectivas se lhe abriram, mes- acção, possibilidades de organização, oportunidades demo a respeito de si mesmo e do seu sacerdócio. “Entre ou- sobrevivência”.tras coisas, revelou-se que o próprio Jesus de Nazaré não Refere a seguir uma série de questões que desde cedo o pre-foi sacerdote como os sacerdotes de oblação do templo. Foi ocuparam. Mas isso terá de ficar para depois.um pregador leigo e líder dum movimento de leigos, do qual [O texto completo pode ler-se em Kirche In, 12/2004, pp. 29-31]os sacerdotes se mantiveram à distância. Nas muitas pará-bolas de Jesus, a figura do sacerdote só aparece uma vez e João Simão
  3. 3. espiral 3 ESCRAV ACABOU?!... QUEM DISSE QUE A ESCRAVATURA JÁ ACABOU?!... N este mundo tão padrasto para as multinacionais monopolistas, au- perspectivas, porque se pretende ata-a maior parte dos seus habitantes, tênticas fábricas de pobres, bem car a criminalidade (essa sim, queencontramos mais de 1.300 milhões como muitos (só muitos?) políticos incomoda), sem se atacar decidida-de pessoas que mal vivem com 1 que, em vez de servirem as comuni- mente as suas verdadeiras causas.euro por dia, e mais de 700 milhões dades, se servem delas para somar Não cabe ao simples cidadão,em situação de extrema pobreza e fortunas que se escondem na «trans- sem poder decisório, resolver estesfome. Ao todo são mais de 2 biliões parência política»!... problemas na sua raiz, mas ao me-a viver desumanamente!... Tudo isto porque se vai perden- nos todos temos o direito (e o dever) É uma vergonhosa miséria do a consciência dos valores huma- de reclamar justiça e denunciarprovocada pela desmedida ambição nos, do respeito pela liberdade dos prepotências geradoras de conflitosde uns poucos que vivem à farta, es- outros, e dos critérios do Evangelho, sociais. E nesta campanha têm de en-magando pela fome a maior parte da que já nada parecem dizer a esses trar as Igrejas (por dever de consci-população mundial. Dado que não responsáveis... ência e de missão), os políticos (porse vislumbram mudanças de siste- Isto é uma verdadeira escrava- dever de ofício) e os empresáriosmas e de estruturas nacionais e in- tura a que os pobres estão sujeitos (por dever de justiça distributiva),ternacionais, os pobres vão continu- pelos exploradores E esta escrava- porque há gritos que se podem trans-ar, de lata na mão, à espera das mi- tura gera outras, por exemplo, de tipo formar em guerras fratricidas, que jágalhas da mesa dos ricos… psicológico, que resvalam para a todos conhecem em demasia. Dizem as estatísticas que 80% prostituição, o roubo, a droga, etc. Embora com nomes diferentes,das riquezas mundiais estão já nas Enfim, uma sucessão de escravatu- e às vezes até equívocos, a antigamãos dos 20% dos ricos, enquanto ras em cadeia, eufemisticamente escravatura continua hoje, e comque aos 80% de pobres só cabem chamadas «injustiças sociais» que muitos mais tentáculos, a sugar a20% das riquezas!... E este fosso dá nada dizem a quem as provoca, e gente indefesa!...sinais de aumentar, em vez de dimi- para cuja solução não se vislumbram Manuel Paivanuir. Para se falar de pobreza e ten-tar resolvê-la, fizeram-se, há anos,numa «Cimeira», gastos inconcebí- Espaço de Partilhaveis! 1. Ninguém é indiferente às necessidades dos outros. Mas, quando os Ora leiam: A Dinamarca entrou atingidos são os nossos, os que nos são mais próximos (familiares,com 28 milhões de dólares, mais 800 companheiros de jornada ou de ideal), certamente nos mobilizamosmil dólares para combustível, moto- mais.ristas, escolta policial e visitas es- 2. Sabemos que o movimento tem procurado acorrer a casos concretospeciais de chefes de Delegações!... e, por vezes, dramáticos. A Fraternitas fá-lo por imperativo deA «Volvo» pôs à disposição desses consciência e para dar cumprimento aos seus Estatutos. Mas procuramembros da «Cimeira» 220 que aconteça evangelicamente: “não saiba a tua esquerda o quelimusines!... Como dizia alguém, faz a tua direita”.«uma Cimeira de luxo para falar 3. Só é possível continuar a acorrer a casos de verdadeira necessidadedos pobres no lixo», que terão fica- se tu, se eu, se nós partilharmos também. Por isso, não esperesdo apenas com o pó e o gás carbónico que te batam expressamente à porta. Decide-te, desde já: partilhaque saído desses motores!... com os outros através do Movimento. Na fome do «Terceiro Mundo» 4. Vai já à caixa do multibanco mais próxima e faz uma transferên-ciapesa muito a corrupção de uns tan- interbancária para a conta nº 0033 000045218426660 05. O montantetos que chupam até aos ossos os já é apenas da tua conta e de Deus. Irá direitinho para quem precisa!mirrados corpos dos cada vez mais 5. Outra maneira de ajudar a Fraternitas é indicar expressamente nopobres, sempre cada vez indefesos! campo 901 da tua declaração anual de IRS que pretendes que aTambém neste trágico desequilíbrio Fraternitas, NIPC 504602136, beneficie de 0,5% do imposto quena distribuição das riquezas entram pagas, sem qualquer encargo adicional para ti.
  4. 4. 4 espiral ENCONTRO NORTE/LITORAL Gostei muito de participar no nistério. Se para a maioria (dos mais e à guisa de arranque, o Alberto Osó-Encontro Regional Norte/Litoral que antigos…) esse foi um percurso ge- rio projectou-nos um curtose realizou no Seminário de ralmente sem grandes percalços, já diaporama intitulado “O Ponto”. EValadares, no dia 20 de Novembro para outros, e pelos motivos mais é que arrancámos mesmo. De inter-passado. Apesar da ausência de al- diversos, esse recomeçar tem-se re- rogação, de exclamação/admiração,guns que, à última hora, se viram im- velado doloroso, a ponto de desafiar de discórdia mesmo… aquele “Pon-possibilitados de comparecer, não a capacidade de partilha fraterna da to” podia ser tudo,faltou a habitual fraternidade no aco- nossa Associação. menos ponto final.lhimento e a salutar abertura no con- No tempo expressamente des- Interpelou-nos, desa-vívio e diálogo, no grupo de mais de tinado às apresentações, por entre fiou-nos e, sobretu-duas dezenas de sócios presentes. “histórias” já mais ou menos conhe- do, abriu-nos frin-Focarei apenas alguns aspectos que cidas, surge sempre a novidade dos chas de luz para no-mais me tocaram nessas 7/8 horas que aproveitam o ambiente propício vas formas de pensarem que estivemos juntos. destes pequenos encontros para ex- e caminhar. Aqui Começo por assinalar o mo- travasar sentimentos de vivências deixo (deixamos) ummento de satisfação, sentida por to- acumuladas. Neste aspecto, tocou- bem-haja ao Salo-dos, com a chegada do Moreira e da -me de modo especial o corajoso e mão Morgado por,Celeste. O testemunho da sua ale- sentido depoimento do Joaquim Fer- uma vez mais, nosgria e fidelidade continuam a ser um reira Soares, assim como o testemu- acenar com formassinal vivo de que Deus não nos aban- nho de serena aceitação do José diferentes de reflec-dona na provação. Alves Rodrigues e da Maria de As- tirmos a nossa reali- Também me sensibilizou a in- sunção ao falarem-nos do contínuo dade específica, en-formação, prestada pela Isabel acto de amorosa doação ao filho, ví- quanto Fraternitas,Fernandes, de que dois irmãos nos- tima de neuropatia. desembaraçando-nossos têm atravessado momentos difí- O almoço foi-nos fraternal- do esquema, a seuceis, no esforço de se enquadrarem mente servido no refeitório da comu- ver demasiado espar-profissionalmente na nova situação, nidade. tilhado, com que or-após terem sido dispensados do mi- Para o retomar dos trabalhos, ganizamos os nossos encontros anuais. A sua proposta concre- Era evidente a bo ta — que já circula entre alguns sócios — mereceu-nos bons momentos de reflexão, haven- do mesmo quem alvitrasse que fos- se ensaiada por todos aqueles que, com conhecimento prévio, queiram aceitar esse desafio. Fomos concluir a nossa refle- xão à capela do Seminário, numa curta oração comunitária onde trans- pareceu bem vivo o espírito de Igre- ja que nos anima. A quem pensou e preparou aquele reconfortante chazinho final, o nosso muito obrigado. Uma parcela dos participantes. Paulo Eufrásio página oficial na Internet: www.geocities.com/fraternitasmovimento * fraternitas@netcabo.pt página oficial na Internet: www.geocities.com/fraternitasmovimento * fraternitas
  5. 5. espiral 5 REFLEXÕES na míngua de ministros, deixam os cristãos quase abandonados, 1. O encontro do Porto, no seminá- tinua presente na Igreja, interpelan- carenciados da celebração domini- rio da Boa Nova, de 20 de Novem- do-a como um sinal dos tempos? cal. As tradições condicionam a prá- bro de 2004, correu muito bem! O Hoje, há profetas como noutros tem- tica pastoral... encontro de manhã avivou velhas pos ou o Espírito Santo abandonou amizades. Separados pela vida, a Sua Igreja? 4. E a vida e situação dos ministros irmanamo-nos no ideal. Afinal, as Não podemos falar de abandono. que têm de percorrer longas distân- preocupações pelos problemas da Parece que a Igreja tem medo da ino- cias para assistirem algumas comu- vida actual não são diferentes. vação. O Espírito está presente na nidades? Depois, que celebrações? Qual a seriedade? Qual o gosto e alegria pela presidência? Que teste- munho se dá na comunicação da pa- lavra? Qual a novidade? Que jovia- lidade? 5. Sem dúvida que a presente situa- ção convida a Igreja a uma reflexão. Que Igreja para o nosso tempo? Uma estrutura tradicional, administrativa? Quando é que nos damos conta que estamos em zona de missão? É mais fácil fechar os olhos? Mantemos a celebração eucarística pelos mortos, esquecendo a realidade humana e so- cial que nos cerca? Jesus veio para que tivéssemos “vida em abundân- cia... plena, cheia de graça e verda- de”, já neste mundo, para conviver- mos como ressuscitados. E a Igreja continua a administrar os sacramen- tos, verdadeiros e autênticos sinais da presença do Deus Salvador. Nós,a disposição entre os participantes no encontro do Seminário da Boa Nova. testemunhas desse amor, na nossa De tarde, o Salomão abriu o debate. Sua Igreja. Inspira-a e leva-a para fraqueza de viandantes, testemunha- O que queremos? Os nossos objec- onde quer. Possam os homens abrir mos, em vasos de barro, esse amor tivos estão conseguidos. Temos o re- o coração e a inteligência para ade- infinito. conhecimento, a amizade dos hierar- rir ao convite do Espírito. Aconte- cas. Só temos de nos portar bem. Não ceu com João XXIII: convocou o 6. A reflexão dessa tarde foi rica. provocar ondas! Vaticano II. Acontece sempre, quan- Partilho, para que a nossa alegria Foi provocação! A resposta não se do se arrisca. “Eis que faço novas seja mais perfeita. O bom Jesus que fez demorar, sem hesitações. Interes- todas as coisas” — é palavra de sem- está para vir nos abra o coração. sa-nos um Fraternitas com vida pre. Temos de correr o risco. Com entusiasmo, adiramos ao con- nova, com opções de risco, capaz de vite e arrisquemos por novas vias... criar situações novas — foi conclu- 3. Caminhos novos se abrem à Igre- são assumida. ja. Os homens da Igreja sempre op- taram pela segurança, pela paz e Santa Paz! Santo Natal! Sauda- 2. O Salomão levantou uma ques- tranquilidade das suas posições in- ções fraternas! tão polémica! A “inspiração” aca- telectuais e pastorais. O Espírito in- J. Soares bou com o último apóstolo? Ou con- comoda. Os homens preferem viver 01.12.2004@netcabo.pt página oficial na Internet: www.geocities.com/fraternitasmovimento * fraternitas@netcabo.pt página oficial na Internet: www.geocities.com/fraternitasmovimento
  6. 6. 6 espiral “OS NOVÍSSIMOS” Homenagem ao Padre Filipe de Figueiredo(continuação da pág. 8)diferentes segundo os condicio- A Câmara Municipal de Estar- 4 de Dezembro, à mesma hora, onalismos (níveis) de cada um reja dedicou a sua Semana Cultural João Evangelista Simão, nosso pre-(inclusivamente orientador) — his- deste ano ao nosso Padre Filipe de sidente, proferiu, na Biblioteca Mu-tória, linguística, comunicação, etc. Figueiredo, no 1º aniversário do seu nicipal de Estarreja, a sua comuni-Como foi brilhante o orientador na passamento. cação intitulada “A Fraternitas —semântica das luzentes palavras da Decorreu entre os dias 28 de Associação de Padres Dispensados:Ressurreição!... Novembro e 8 de Dezembro. Teve o seu papel na Sociedade, no Mun- Com algumas interrogações no diversos e variados actos: celebra- do e na Igreja, o envolvimento doar... sempre concluímos que a res- ção Eucarística, exposição evocativa Cónego Filipe de Figueiredo”.surreição implica o “Eu” todo e que da sua vida, escritura pública da Registamos o evento, que, pelaa morte é a nossa consagração ao di- Fundação Cónego Filipe de maneira como o município devino. E Deus como Juiz? — só para Figueiredo, diversas comunicações Estarreja o planeou e concretizou,salvar, concluímos. Por isso o infer- (conferências) seguidas de debates, manifesta o valor (que nós bem co-no é uma possibilidade... Mas quan- momentos musicais. nhecemos!) e a extraordinária eto ao céu é uma realidade — viver Entre os participantes, duas co- multifacetada personalidade do nos-em Deus. municações foram feitas por mem- so querido padre Filipe. Desculpem o desabafo — fiquei bros da Fraternitas. No dia 1 de Independentemente do número demais convicto de que a minha espo- Dezembro, no Biblioteca Municipal pessoas directamente atingidas porsa com quem vivi em alegria 45 anos de Estarreja, pelas 14H30, o Fran- esta Semana Cultural, sobressai eestá vivendo em Deus junto da mãe cisco Sousa Monteiro apresentou o permanece a homenagem que umade Jesus Cristo. tema “Cónego Filipe de Figueire- autarquia, nestes tempos de arrepio do: A pastoral dos Ciganos — soli- do religioso, quis prestar a um seu dariedade humana e cristã”. No dia ilustre filho. *** No final todos concluímos:- Foi bom, foi óptimo. Continuamos com uma direcção excelente. Vila Pouca de Aguiar enaltece e perpetua no bronze- Estas ideias, algumas renovadas e a memória do Dr. António Gil outras novas... de raiz, vieram em tempo oportuno e caíram, julga- mos, em terra boa.- Como Fraternitas/Movimento ago- Na notícia inserta na página 3 de presidir à mesma em nome e em ra falou-se mais de... mortos. do número anterior do espiral, faz- representação do senhor Bispo de -se menção da ausência do Senhor Vila Real, dado ter lugar, no mesmo- Não seria movimento louvável fa- Bispo da diocese de Vila Real, na dia 20 de Junho, a entrada solene de lar, pedir a quem de direito, me- celebração eucarística de Acção de D. António Marto, em Viseu, como nos missas pelos mortos e mais ac- Graças. novo prelado dessa diocese. ções pelos vivos caídos nas ruelas Recebemos nota do Sr. Vigário- Como cumpre, gostosamente ou armazenados em lares por es- geral da diocese, Pe. Dr. Castro procedemos à rectificação. tarem “fora de validade”? Fontes, informando-nos de que Apenas acrescentamos que a deveria ter havido qualquer lapso de Eucaristia em Vila Pouca aconteceu Manuel Nabais comunicação, pois o Sr. Pe. às 10 horas da manhã e a cerimónia Sebastião Esteves, pároco da Vila, em Viseu teve lugar de tarde. Só não Arcipreste, natural da mesma região temos a certeza de, na altura, o IP2 do Pe. António Gil, fora incumbido já estar aberto ao trânsito.
  7. 7. espiral 7 Casa do GaiatoT enho acompanhado o que tem vindo a público sobre o assun- to. brio educacional e psicológico do Daqui saúdo esses padres. Não Não aceito de mão beijada o que crescimento. Não bastam condições têm vida fácil. Sabem o que abraça-está sendo divulgado. Há uma reali- materiais. Só os laços educam, cri- ram. Sabem em quem confiam. Adade social, que é o ambiente nor- am afecto. pedagogia que praticam é humana.mal donde provêm estas crianças. Sei que há problemas. Noutros Os padres e todos os servidores es-Todas são marcadas negativamente tempos acompanhei de perto crian- tão sujeitos ao erro. São humanos.por uma vida dura, muitas vezes de- ças nessa situação. Era difícil! E só O importante é que não desviem ossumana. tinha preocupações lúdicas nuns es- olhos dos objectivos que os motivam. Pai Américo sonhou uma vida tritos quinze dias. Educar, educar Termino com uma oração pelade família para estas crianças. To- para a vida, com a aprendizagem de perseverança desses padres e peladas têm direito a uma família. A so- todo o necessário para se defende- sua coragem evangélica ao serviçociedade preocupa-se com o secundá- rem na vida é bem mais custoso. Os dos mais pobres.rio, esquece ou ignora que só um Padres da rua abraçaram esta difícil J. Soaresambiente de ternura dará o equilí- situação. É sonho! É utopia! 01.12.2004 b r e v e s . . . Paz para ele e consolação aos seus. ram a luz do dia no passado 4 de Ju- nho, os gémeos David e Sara. l CASAMENTO (a): Vida longa e venturosa . O Rogério Leal Marques e a Alda Pe- l PERMUTA: reira Henriques, sócios da nosso Movi- l NETOS (b): Recebemos mais um número do jor- mento, no passado dia 2 de Outubro, Também o Artur Oliveira e a nal “Rumos” (nº 189 - Ano XXII - foram abençoados pelo Sacramento do Antonieta estão muito gratos a Deus Novº/Dezº de 2004), da “Associação Matrimónio, em Fátima. pelo dom de mais dois netinhos: o Rumos – Movimento das Famílias Parabéns! Artur, nascido em 21 de Junho, e o dos Padres casados no Brasil”. É uma Pedro, nascido em 8 de Outubro. l CASAMENTO (b): publicação bimestral com muito inte- Felicidades. Também tivemos conhecimento que a resse e variados artigos ao longo das Susana Angélica, filha do Boaventura e l DOENÇAS: suas doze páginas. da Maria Angélica, contraiu matrimó- Têm sido bastantes os que, nos últi- Agradecemos e daqui lhes enviamos nio com Paulo Cunha. Aconteceu no dia mos tempos, se viram a braços com um abraço muito caloroso no Senhor 23 de Outubro passado, em Lavra. problemas de saúde, uns mais graves que veio para todos (Gal 3,28) e a to- Felicidades aos noivos! que outros, alguns com necessidade dos salva. de operações. l NOVO REBENTO: l FALECIMENTO: Indicam-se apenas os nomes: Mar- Congratulamo-nos com o António No passado dia 11 de Novembro, fa- ques de Sousa (com melhoras acen- Regadas e a Carla, pelo nascimento da leceu Alexandre Herculano Ferreira, tuadas), Maria José, esposa do Fran- sua filhinha, Matilde, que viu a luz do irmão do Sampaio Ferreira. em cuja cisco Monteiro (operada), José Alves dia no passado 14 de Outubro. casa se encontrava, em fase final de Carneiro (operado), Maria Emília, es- Aos pais babados, e à menina, os nos- uma longa convalescença. Emigran- posa do Horácio Fernandes (proble- sos parabéns! te nos EUA, para onde esperava re- mas abdominais); também a mãe da gressar em breve, foi acometido de l NETOS (a): Margarida, esposa do Osório, tem vis- súbita e fatal crise de asma. Acabava Os nossos associados, Marques de Sou- to o seu estado de saúde agravar-se de assar as castanhas para, em famí- sa e Manuela Frada, estão naturalmen- (problemas abdominais). lia, comemorar o São Martinho. te muito felizes pelos netinhos que vi- Unamo-nos na oração por todos.
  8. 8. Curso de actualização Teológica “OS NOVÍSSIMOS” A Associação Fraternitas / Movimento propor- Ora, dado o seu à vontade com a terminologia lati-cionou aos seus associados mais um curso de actualiza- na, grega e hebraica deu-nos ideias lógicas e bem “la-ção teológica. vadas” nas fontes do génesis e outras que muito ajuda- O tema difícil e complexo de abordar motivou 73 ram a reaprender e a reflectir nomeadamente na pleni-sócios(as) ávidos(as) dos novíssimos ensinamentos acer- tude da criação — o Homem. Deus o criou por amor,ca dos “velhos novíssimos” (se assistiu não leia mais, por amor o conserva e por amor lhe deu e dá as coisasde certo compreendeu mais e melhor). Este registo é só do mundo criado para que livremente as domine.para constar no percurso da Fraternitas que não é uma O amor, a nível divino e a nível humano naassociação qualquer de amigos — também é isso, mas radicalidade foi reanalisado até à exaustão.tornou-se primordialmente num testemunho de viver em A conclusão decorreu em coerência — Deus é amor.Igreja. Amamos porque nos amou primeiro. Só quem se sente Realizou-se em Fátima. É lá a sede. Foi lá que o amado se converte ao amor. Amando o irmão amo asaudoso Padre Filipe por intercessão de Maria conse- Deus. Vejo o irmão, vejo Deus (Clemente de Alexandriaguiu que alguns “subversivos” (da ordem eclesiástica) - séc. II).reafirmassem oSIM à Mãe Igre-ja. O orientadordo curso foi o jo-vem Padre Dr.António Couto,ilustre professorde teologia bí-blica na UCP. Começoupelo Amor Divi-no — lendo e in-terpretando nabíblia a criação Estavam ali quase todos os participantes: foi muito árduo juntar o “rebanho”!...do Mundo e acriação do Ho-mem. O Amor é a única chave da vida. Na comuni- A assistência ficou satisfeita — tinha mais luz nocação — clara, “cérebro” e mais doçura no “coração”.precisa e apo- ***díctica, entrela- Nas sessões ulteriores abordaram-se os temas fortesçava amiúde as dos novíssimos — Morte/Juízo/Inferno/Ressurreição enormas da igre- Uma pausa para descontracção... Céu. Os correspondentes termos andavam “num virote”ja (D.V. 12 - Vat. a serem analisados e interpretados nas culturas daII): «os textos devem ser lidos e interpretados com o Mesopotâmia, do Egipto e da Grécia em confronto commesmo espírito de quem os escreveu (escritor e época) as do povo hebreu — na Bíblia e com os critérios dae deve estar atento à “analogia da fé”». sua leitura. Não raros foram ainda espiral boletim da associação fraternitas movimento analisados à luz da cultura e ciência contemporânea. Rua Lourinha, 429 - Hab 2 = 4435-310 RIO TINTO Responsável: Alberto Osório de Castro Assim estes termos iam sendo e-mail: a-osorio-c@clix.pt inevitavelmente joeirados de modos Nº 17 - Outº/Dezº de 2004 (continua na pág. 6)

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