Policiamento rodoviário 50 anos com sede regional em assis-sp

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Nas suas 102 páginas ilustradas, o livro comemorativo reúne um quadro completo da Companhia de Policiamento Rodoviário de Assis/SP (3ª Cia do 2º BPRv). Apresenta o histórico estadual (paulista) e o regional da modalidade de polícia de trânsito rodoviário desenvolvida pela Polícia Militar desde 1948, ainda como Força Pública, além de depoimentos, descrições de personagens e de episódios relevantes, justificativas de datas comemorativas, imagens fotográficas originais restauradas e artigos diversos.
O cinquentenário da presença de uma sede regional em Assis, município do médio Vale do Paranapanema, no centro-oeste paulista é o motivo para a compilação oferecida. O amplo desenvolvimento do interior do estado, rumo ao oeste, acompanhou a expansão e o sentido das rodovias a partir da década de 1950, substituindo gradativamente as funções da precursora ferrovia que fez nascer ou firmar vários municípios do seu traçado, pela importância do transporte de pessoas e de mercadorias.
No extenso material reunido e organizado em sete conjuntos, é possível conhecer a história do policial rodoviário “mão-de-onça”, do “Vigilante Rodoviário” e sua influência na carreira de vários profissionais, do patrulheiro que partiu para a carreira artística - “Marco Brasil” -, do Tenente Salviano, do Tenente Edson Reis, entre outros personagens. A obra apresenta fatos curiosos e emocionantes relatos da vida profissional dos policiais que atuam junto ao policiamento rodoviário paulista, as ações das equipes de tático ostensivo rodoviário (TOR) criadas na década de 1980, o serviço ininterrupto das patrulhas, o treinamento, as iniciativas locais de motivação e vários outros assuntos relevantes no universo de informações conhecido por “rodoviarismo”.
Além dos relatos marcantes sobre o período de 1958 a 2008, o livro apresenta múltiplas faces do grupo policial-militar-rodoviário e suas realizações na época da publicação da obra.
O autor-organizador, Adilson Luís Franco Nassaro, comandou a Companhia no período de 2005 a 2009, como Capitão PM. Junto com sua equipe, decidiu em 2008 registrar os feitos da atividade especializada sucedidos na mesma velocidade do seu cenário comum, na dinâmica própria dos acontecimentos do momento do transporte, no trânsito das rodovias de São Paulo.

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Policiamento rodoviário 50 anos com sede regional em assis-sp

  1. 1. HistóricoPersonagensDepoimentos Imagens Artigos
  2. 2. POLICIAMENTO RODOVIÁRIO: “CINQUENTA ANOS COM SEDE REGIONAL EM ASSIS” Autor By: 2008 Adilson Luís Franco Nassaro Designer Gráfico e Diagramação: Luiz Carlos de Barros Rodrigo de Souza Colaboradores: Amarildo Delfino Dias Adriano Aranão Benedito Roberto Meira Célio Marcos Sampaio Capa: Luiz Carlos de Barros Hélio Verza Filho Ivan Sérgio Alves Jovelino Castro Pereira Nelson Garcia Filho Orlando Santos Marques Paulo César Lopes Furtado Roberto Nazareno Ribeiro Rogério Márcio Donizete da Silva Sérgio Splicido Valmir Dionízio Leonardo Victorino Netto Wilson de Seixas Pinto Cap PM Adilson Luís Franco Nassaro Fotos: Arquivos familiares Arquivos institucionais Jornal de Assis Jornal Diário de Assis Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Jornal Voz da Terra Bibliotecária: Lucelena Alevato - CRB 8/4063 Lúcio Coelho Carlos Henrique Nassaro, Adilson Luís Franco Douglas Reis N265p Policiamento rodoviário: 50 anos com sede regional em Assis – SP / Adilson Luís Franco Nassaro, com a colaboração de Amarildo Delfino Dias ... [et.al.]. Assis: Triunfal Gráfica & Editora, 2008 Apoio Cultural: 102 p. : il. ; 31 cm Fundação Nova América ISBN: 978-85-61175-01-6 UNIMED - Assis Banco Nossa Caixa 1. Policia rodoviária. 2. Polícia militar. 3. Segurança de Prefeitura Municipal de Assis trânsito. 4. Trânsito – Medidas de segurança. I. Título.Secretaria Municipal da Educação de Assis CDD 363.2 388.31
  3. 3. POLICIAMENTO RODOVIÁRIO: “CINQUENTA ANOS COM SEDE REGIONAL EM ASSIS” Í N D I C EI - APRESENTAÇÃO V – DEPOIMENTOSCmt Pol Rod (Sede em São Paulo) ....................................................................... Pág. 06 “Fiscalização intensa na fronteira com o Paraná”: Tenente Coronel Verza .......... Pág. 68Cmt do 2º BPRv (Sede em Bauru) ........................................................................ Pág. 07 “O Policiamento Rodoviário é diferente”: Major Meira ........................................ Pág. 69Diretor da DR-7, Assis ........................................................................................... Pág. 08 “Tapete Vermelho”: Major Nelson Garcia .............................................................. Pág. 70Cmt da 3ª Cia (Sede em Assis) ............................................................................. Pág. 09 “A missão de preservação da vida e o combate à embriaguez ao volante”:Prefeito de Assis .................................................................................................... Pág. 10 Tenente Aranão ...................................................................................................... Pág. 71 “O trabalho das equipes TOR”: Sargento Paulo .................................................... Pág. 72II - DESCRIÇÃO Fotos de apreensões das equipes TOR ................................................................ Pág. 74Dados do Município de Assis .................................................................................. Pág. 11 “Cem mil quilômetros de sucesso!”: Soldado Dias ............................................... Pág. 76Assis: sede da 3ª Companhia de Policiamento Rodoviário ................................... Pág. 12 “Vivi intensamente essa fase de minha existência”: Tenente Splicido ................ Pág. 78Descrição das Cias com telefones do CPRv e mapa do Estado ........................... Pág. 13 “Deixo meu filho como representante”: Tenente PM Marques (Marília) .............. Pág. 79Descrição dos Pelotões e Bases da 3ª Cia ........................................................... Pág. 14 “Vencer não é deixar de cometer erros, mas reconhecer nossos limites e corrigir nossasBrasão do Policiamento Rodoviário ....................................................................... Pág. 20 rotas”: Subtenente Castro .................................................................................... Pág. 80Comandantes da 3ª Companhia ............................................................................ Pág. 21 “Direção defensiva” – Sargento Valmir ................................................................. Pág. 81III - HISTÓRIA VI - DATAS COMEMORATIVASO Policiamento Rodoviário no Estado de São Paulo ............................................ Pág. 22 10 de janeiro, dia do Policiamento Rodoviário ...................................................... Pág. 82O 2º BPRv, com sede em Bauru ........................................................................... Pág. 26 04 de julho, aniversário de inauguração da primeira sede deO Policiamento Rodoviário na região de Assis, Destacamento em Assis ........................................................................................ Pág. 83sede da 3ª Cia do 2º BPRv ................................................................................... Pág. 27 23 de julho, dia do “Policial Rodoviário” ................................................................ Pág. 84Fotos de apreensões ............................................................................................. Pág. 36 25 de julho, dia de São Cristóvão e dia do Motorista ............................................ Pág. 85Parceria de sucesso com o DER ........................................................................... Pág. 38 25 de agosto, dia do Soldado ................................................................................ Pág. 86Associação “PMs de Cristo”, 2º Núcleo em Assis ................................................. Pág. 40Programa: “Educar para o Trânsito é Educar para a Vida” ................................... Pág. 42 VII - TRÂNSITO RODOVIÁRIOEscotismo e policiamento rodoviário em Assis ...................................................... Pág. 44 Identificação do cliente alvo e monitoramento de suasProgramas: “BRAV” e “IRCC” ................................................................................ Pág. 46 necessidades ......................................................................................................... Pág. 87Homenagem ao “Policial Padrão do Ano” ............................................................. Pág. 50 Resultados do Policiamento Rodoviário ................................................................ Pág. 88Convivência ........................................................................................................... Pág. 51 Velocidade, ultrapassagem e distância de segurança .......................................... Pág. 90O Grupo de Transporte Canavieiro ....................................................................... Pág. 54 Operação “Cavalo de Aço” .................................................................................... Pág. 91 Os motociclistas, os passageiros e seus capacetes ............................................. Pág. 92IV - PERSONAGENS O Policiamento Rodoviário e o meio ambiente ..................................................... Pág. 93O companheiro Marco Brasil ................................................................................. Pág. 55 Solução para a questão dos animais soltos nas rodovias ..................................... Pág. 94O herói: “Vigilante Rodoviário” ............................................................................... Pág. 58 Por um trânsito mais seguro .................................................................................. Pág. 95Clóvis Luciano Gomes - o rodoviário Mão-de-Onça ............................................. Pág. 60 Os Dez Mandamentos do trânsito seguro ............................................................. Pág. 96Major Edson Reis .................................................................................................. Pág. 62 Desenhos de filhos de Policiais Militares Rodoviários da 3ª Cia ........................... Pág. 97Capitão Domingues ............................................................................................... Pág. 63 Mensagens para segurança no trânsito ................................................................ Pág. 98Tenente Salviano Gonçalo de Souza, um dos pioneiros ....................................... Pág. 64Sub Ten Sebastião Wilson de Seixas Pinto ........................................................... Pág. 65 VIII - EFETIVOSoldado Ramos e outros heróis da 3ª Cia ........................................................... Pág. 66 Efetivo atual da 3ª Cia do 2º BPRv ...................................................................... Pág. 101
  4. 4. Apresentação: Comandante do Policiamento Rodoviário do Estado de São Paulo (CPRv)Eliziário Ferreira Barbosa na Polícia de Trânsito, hoje atuamosCoronel PM de forma efetiva como Polícia de Se­ gurança, cumprindo a missão consti­ No ano em que comemoramos o tucional de preservação da ordem pú­sexagésimo aniversário do Policiamen­ blica atribuída à Polícia Militar.to Rodoviário, criado em 10 de janeiro Hoje, atuando numa malha ro­de 1948, enche-nos de satisfação o lan­ doviária de 24.000 Km de rodovias pa­çamento do livro comemorativo ao vimentadas, com um efetivo de maiscinquentenário de inauguração da pri­ 4.000 homens e mulheres, organizadosmeira sede de destacamento do muni­ em unidades operacionais estrategica­cípio de Assis, hoje a 3ª Companhia do mente distribuídas no Estado, o Co­2º Batalhão de Polícia Rodoviária, pois mando de Policiamento Rodoviário dase trata de mais uma iniciativa impor­ Polícia Militar do Estado de São Pau­tante para o resgate de fatos memorá­ lo, integrado por quatro Batalhões deveis de nossa história. Polícia Rodoviária, sediados respecti­ A presença efetiva da força poli­ vamente em São Bernardo do Campocial foi fator preponderante para que o (1º BPRv), em Bauru (2º BPRv), emdesenvolvimento alavancado pelas no­ Araraquara (3º BPRv) e Jundiaí (4ºvas rodovias da época pudesse alcan­ BPRv), demonstra ter acompanhadoçar os rincões do nosso Estado, desta- pari passu as rápidas transformaçõescando-se na obra o processo histórico em curso na sociedade desde o inícioque se deu no sentido oeste, com a ins­ ção e de suas práticas operacionais que de suas atividades, sendo fundamentaltalação do órgão regional do Departa­ sempre ocorreram em perfeita sintonia reconhecermos o legado que recebe­mento de Estradas de Rodagem e do com o advento das concessões rodoviá­ mos de nossos antecessores.destacamento de Policiamento Rodo­ rias, do novo Código de Trânsito Bra­ Quando os homens encontram osviário na região. sileiro e das crescentes demandas por elementos de sua existência nas reali­ O contexto em que os aconteci­ serviços de segurança pública. Da si­ zações dos seus antepassados, a com­mentos se deram era outro e importa- nalização dos locais de acidentes com preensão do presente e a projeção do fu­nos conhecê-lo para que possamos me­ a utilização de “latas de fogo”, evoluí­ turo são inevitavelmente permeadas porlhor compreender as nuanças que en­ mos para a utilização de modernos sentimentos de respeito e de valoriza­volvem o Policiamento Rodoviário na equipamentos e com a cooperação de ção de todo o esforço e dedicação em­região. Para tanto nada melhor que uma equipes especializadas do DER, DERSA e Concessionárias de rodo­ preendidos. Esse efeito, notadamenteobra resultante da compilação de in­ vias. Da atuação das patrulhas como em relação aos integrantes de uma ins­formações sobre a história, persona­ verdadeiras ambulâncias improvisadas, tituição devotada à causa pública, tor­gens e depoimentos de pessoas que par­ evoluímos para a atuação integrada na-se muito mais relevante, pois nos im­ticiparam dos primórdios da PolíciaRodoviária Paulista no oeste no Esta­ com equipes de socorro especializadas pele a continuar a honrar nosso com­do de São Paulo. do Corpo de Bombeiros e das Conces­ promisso institucional com a defesa da A legislação de trânsito em vi­ sionárias de rodovias. Da utilização do vida e da dignidade humana.gor na época era bem menos comple­ cronômetro e binóculos para a fiscali­ Com a certeza de que a obra mui­xa, a frota de veículos em circulação zação do excesso de velocidade, evo­ to contribuirá para o enaltecimento deera bem menos expressiva, o que cer­ luímos para a utilização em larga es­ nossa história, congratulo-me com otamente não tornava a fiscalização mais cala de equipamentos eletrônicos para autor, rendendo nossas homenagensfácil. Seguramente as dificuldades para essa fiscalização. Da observação no àqueles que nos idos de 1958, mais quea atuação dos pioneiros eram impostas terreno por parte das patrulhas rodoviá­ integrar o destacamento de Polícia Ro­por fatores que a realidade atual torna rias, evoluímos para o monitoramento doviária de Assis, lançaram as bases daquase inimagináveis. eletrônico complementar através dos instituição na região e contribuíram Com 34 anos de experiência pro­ sistemas de câmeras dos Centros de para a magnitude do Policiamento Ro­fissional no Policiamento Rodoviário Controle Operacional. Da atuação qua­ doviário da Polícia Militar do Estadopude vivenciar a evolução da institui­ se que exclusivamente com o enfoque de São Paulo. Pág. 06
  5. 5. Companhia de Assis: passado, presente e futuroCarlos Alberto Paffetti Fantini ligação, entre norte-sul, leste-oeste, comTenente Coronel PM sede de Subunidade (3ª Cia) instalada emComandante do 2º BPRv (Bauru) 1979. São realizações na área de trânsito e na área de polícia de segurança, com uma Com particular satisfação tomei atuação séria no combate à criminalidade.conhecimento do projeto de lançamento Passei boa parte da carreirado livro comemorativo do cinquentenário exercendo funções diversas no 2º BPRvde inauguração da primeira sede de e testemunhei o valor dos integrantesdestacamento no município de Assis, que da Unidade, policiais de extremodeu origem a atual 3ª Companhia do profissionalismo, trabalhando em pontos2º Batalhão de Polícia Rodoviária tão distantes, mas unidos no mesmo(2º BPRv). Sim, pois só conseguimos ideal de bem servir a comunidade,projetar um futuro melhor se garantindo a segurança nas rodoviascompreendemos o nosso passado e sob sua responsabilidade. Dentre essesvivemos intensamente o nosso presente. valorosos profissionais, vários serviram E esse é o objetivo que se revela na 3ª Companhia e participaram dessana proposta de ordenar informações que, história de sucesso, que hoje prossegue,em seu conjunto, apresentam um painel como uma árvore muito bem cultivadagrandioso que passa por relatos de que oferece bons frutos.heroísmo, de amor e dedicação à causapública, depoimentos, e também Em conjunto com as Companhia Também destaco o excelenteconhecimentos técnico-profissionais de Bauru, Itapetininga, Araçatuba e relacionamento com os integrantes dasobre essa tradicional modalidade de Presidente Prudente, Assis integra a área DR-7, engenheiros e funcionários de umpoliciamento em São Paulo. do 2º BPRv, que alcança praticamente modo geral, que já é uma marca da Até 1958, a fiscalização das um terço de todo o Estado de São Paulo. 3ª Companhia e que em muito temprecursoras rodovias do centro-oeste e Portanto, Assis e Bauru sempre auxiliado na busca de soluções conjuntasoeste paulistas era realizada de modo estiveram vinculados no tocante à para uma maior segurança no trânsitoitinerante, com patrulheiros vindos de fiscalização rodoviária e hoje o Comando rodoviário na região.Bauru, sob coordenação do Tenente do Batalhão comemora realizações na Por isso, cumprimento os policiaisComandante de Destacamento, que importante região que estabelece divisa militares rodoviários da Companhia deconstituía um posto avançado do com o Norte do Paraná e faz estratégica Assis, por essa realização!Comando de São Paulo. As grandesdistâncias dificultavam muito a atuaçãodaqueles pioneiros. Somente comsacrifícios indescritíveis, na época erapossível cobrir tão extensa área e aindasem viaturas disponíveis, conformerelatam os mais antigos. O Estado de São Paulo cresceujunto com a expansão das rodovias nosentido oeste e a chegada da Divisão doDER em Assis, a DR-7, foi a senha paraa criação do Destacamento dePoliciamento Rodoviário de Assis, comsede própria e designação de um Tenentepara a coordenação local dos trabalhos.O Destacamento de Assis permaneceu,como antes, subordinado ao ComandoRegional de Bauru que foi alçado ao nível Fiscalização de trânsito rodoviário, no Km 445 da SP 270, em frente da Base de Assisde Batalhão em 1977 (2º BPRv). Pág. 07
  6. 6. A união faz a nossa forçaJorge Masataka MoriEngenheiro Diretor da DR-7 (Assis) O convívio entre o Policiamento Ro­doviário e a Divisão Regional de Assis, re­monta ao ano de 1958, lembrando que, naépoca, toda a parte burocrática do contin­gente era desenvolvida por funcionárioscivis do DER. Atualmente as atividades bu­rocráticas já são exercidas por policiaismilitares, que também se responsabilizampela manutenção de algumas BasesOperacionais, mas a convivência persiste. Esse congraçamento, que evoluiuao longo do tempo, tinha suasparticularidades, pois não apenas a parteoperacional estava intimamente relacionada.Havia na então Polícia Rodoviária e no DERcaçadores, pescadores e jogadores de futebolque freqüentemente compartilhavaminteresses mútuos. Destaca-se que a PolíciaRodoviária usava, para o seu treinamento,as instalações do DERAC (Departamentode Estradas de Rodagem - Atlético Clube)em Assis, e mantinha nas equipes de futebolalguns elementos conhecidos: o “TenenteEdson”, o Eduardo “Duardão”, oMelquiades “Quidão”, o Vicente, já do lado ou do meio ambiente. Somos, na reali­ litar carreou e abrigou no seu corpo osdo DER, faziam parte da famosa equipe dade, todos colegas. valorosos policiais rodoviários.do DERAC, o Sergio (Barranco), Zilton Especialmente o policial rodoviá­ Por esses motivos, não poderia dei­(Pacuzinho), Aristeu, Henrique, José rio é um elemento próximo, é um irmão, xar de parabenizar no ano de 2008 o Co­Carlos (Pó) e tantos outros, que se da mesma casa, com propósitos similares mando do Policiamento Rodoviário pelamesclavam para formar uma só equipe, no plano rodoviário e relembramos que, passagem dos 60 anos e os Comandos Re­situação que se transferia para as atividades no início, o policial rodoviário era um fun­ gionais (Batalhão em Bauru e Companhiafuncionais e que permanece até hoje. cionário do DER, nascido dentro do De­ em Assis), pelos 50 anos de história em O efetivo do Policiamento Rodo­ partamento, normatizado militarmente e nossa região. Tenho a certeza de que a Po­viário sempre conviveu harmoniosamen­ investido da função de fiscalizar e orien­ lícia Militar, o DER e os usuários de modote com o DER em Assis, disponibilizando tar condutores para oferecer ao trânsito a geral, podem contar com um valoroso efe­profissionais em operações nas pistas. segurança necessária. Posteriormente, a tivo que está pronto para proporcionarA presença do policial fardado impõe res­ excelente Corporação que é a Polícia Mi­ maior segurança nas rodovias paulistas.peito, fazendo com que motoristasdesavisados reduzam a velocidade e seacautelem, além de respeitarem outrasmedidas de segurança, ao mesmo tempoem que funcionários do Departamentoexercem suas atividades na conservaçãoe implantação de rodovias. O DER, poroutro lado, envida esforços para atenderàs necessidades de instalação e manuten­ção das Bases Operacionais. A comuni­dade ganha com essa parceria. De fato, a nossa responsabilida­de funcional cria vínculos sobremanei­ra fortes, a nos integrar, a nos unir. Pres­tamos juntos serviços públicos de rele­vância, sejamos funcionários do DER,militares rodoviários ou não, policiaiscivis, professores, servidores da saúde Engenheiro Vigilato, Dr. Jorge e Capitão PM Franco, em reunião na DR-7 Pág. 08
  7. 7. Parabéns aos nossos policiais militares rodoviários!Adilson Luís Franco Nassaro se não pudéssemos contar comCapitão PM a motivação e o empenho deComandante da 3ª Companhia cada um dos nossos “heróis dado 2º BPRv (Assis) estrada”, a qualquer hora, no É justo enaltecer o calor da tarde ou no frio daexcelente trabalho desenvolvido, madrugada, revistando cargas equase sempre anonimamente, ônibus suspeitos, transportandopelos nossos policiais militares órgãos humanos em viaturasrodoviários atuantes em Assis e para transplantes emergenciais,ampla região nos últimos despertando motoristascinqüenta anos de inauguração sonolentos, participando dede sua sede própria. Operações em feriados Cumprindo honrosa enquanto os cidadãos comunsmissão, são eles hoje filhos da passeiam e socorrendo usuáriosterra, todos residentes nos que, em desespero, imaginavammunicípios da região. Rodam estar sozinhos na rodovia...vários quilômetros por dia, O que a Instituição temcobertos pelo manto da de mais valioso é exatamentelegalidade, da farda policial- esse profissional. Merecem osmilitar e das tradicionais cores policiais militares rodoviárioscinza e amarela de suas viaturas. um profundo reconhecimentoEnérgicos na fiscalização de pelas demonstrações detrânsito, para evitar acidentes. eficiência ao longo da história,Perspicazes no combate à com constância e lealdade. Porcriminalidade, para proteger o isso registro o orgulho que tenhousuário da rodovia e a sociedade, em comandá-los e em poderde modo geral, que é receptora dedicar a cada um deles o livrodo transporte realizado nas comemorativo ao Jubileu doestradas. Policiamento Rodoviário com Hoje mesmo eu observei Sede Regional, em nome dana rodovia, sobre o asfalto, um comunidade que externa grandepolicial de botas, quepe e colete, em pé ao lado da viatura, respeito por tudo o que têm feito.cobrindo o seu posto e orientando motoristas, embaixo de Também, no plano pessoal, considero uma marcanteum sol escaldante... Suava toda a camisa e mantinha a postura realização comemorar esse “Cinquentenário” na mesmaaltiva, de quem cumpre e faz cumprir a lei. Talvez ele não oportunidade em que completo três anos de comando na 3ªtenha consciência plena de que o seu esforço, em conjunto Companhia do 2º BPRv, por alguns motivos especiais quecom o de outros profissionais, salva muitas vidas. faço questão de consignar: sou assisense e, depois de trabalhar Como conseqüência desse verdadeiro amor à profissão, vinte anos na Capital do Estado desde que ingressei na Políciano fechamento dos balanços parciais de produtividade e de Militar em 1985, recebi com emoção o convite para servirocorrências registradas, ano a ano, é possível observar no Policiamento Rodoviário da região; meu pai, Lúciopositiva evolução na área de segurança do trânsito e também Baptista Nassaro, trabalhou durante trinta e seis anos comoexpressivos resultados operacionais no combate à funcionário do DER em Assis e creio que nunca imaginoucriminalidade. que um filho seu atuaria no comando dessa importante fração O patrulhamento e o posicionamento das equipes e que compartilha tantos momentos em ação nas mesmasviaturas em módulos e horários específicos - por vezes bem rodovias, com os integrantes do DER, na preconizadalonge das Bases -, é otimizado pelos Comandantes de Pelotão. harmonia entre fiscalização e engenharia.Eles promovem um planejamento operacional sério, E estamos todos em constante aprendizado nessasdevidamente supervisionado, objetivando primordialmente estradas que sustentam o desenvolvimento e trazemevitar acidentes, mediante critérios estritamente técnicos, ou esperanças de um futuro ainda melhor, e com segurança.seja, com base na análise crítica das características das últimas Enfim, desejo que cada um dos companheiros queocorrências, para a preservação da vida e da integridade física exercem o já tradicional Policiamento Rodoviário na regiãodos usuários das rodovias. também se sinta recompensado no desempenho de tão nobre Certo é que de nada valeria o melhor dos planejamentos, tarefa. A vida não tem preço! Pág. 09
  8. 8. Polícia Militar Rodoviária: Cinquenta anos em AssisÉzio Spera em direção ao Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,Prefeito Municipal de Assis Paraguai e Argentina e igualmente no sentido contrário. Também por aqui saem os veículos oriundos dos Estados Assis se constitui, em razão das rodovias por aqui localizados mais ao norte com destino ao Paraná e todalocalizadas, em um dos principais entroncamentos a região Sul.rodoviários do Estado de São Paulo. Pela nossa região Por essa razão, é destacada a importância da 3ªpassa praticamente todo o tráfego de caminhões, ônibus Companhia do 2º Batalhão de Polícia Rodoviária, quee automóveis oriundos da Capital e Grande São Paulo comemora 50 anos de inauguração da primeira sede de Destacamento no município, em 04 de julho. Tal data se transforma, indubitavelmente, em um marco e uma comprovação do desenvolvimento regional, dada a importância que é atribuída ao transporte rodoviário no Brasil. Fundamental se louvar, no entanto, a importância dos POLICIAIS RODOVIÁRIOS nesta data. Tenho certeza que a criação e a manutenção da atual 3ª Companhia do 2º Batalhão de Polícia Rodoviária, esteve sempre apoiada na competência e na bravura dos “soldados do asfalto”. A segurança pública, um dos grandes clamores da população, tem sido brilhantemente conduzida, no que diz respeito às rodovias da região, durante essas últimas cinco decadas. Resta-nos, portanto, mais que parabenizar os integrantes da 3ª Cia, cumprimentar a todos os integrantes da Polícia Militar do Estado de São Paulo e agradecer pelo empenho no trabalho dedicado à nossa cidade e nossa região durante esses 50 anos. Pág. 10
  9. 9. Dados do Município de Assis DADOS GERAIS CARACTERÍSTICAS O Município de Assis está localizado na Região Oeste do FÍSICAS E AMBIENTAISestado de São Paulo, na Bacia do Médio Paranapanema, dis­ O Município de Assis, composto por uma área territorialtante da Capital Paulista 455 Km por via rodoviária e 548 Km de 462,9 Km2, possui as seguintes coordenadas geográficas:por via Ferroviária. Possui e ocupa uma área territorial de Latitude 22º39’39’, Longitude 50º25’13”com uma altitudepouco mais de 474 Km2 e seus limites geopolíticos encon­ média de 556m em relação ao nível do mar.tram divisas ao Norte, com o Município de Lutécia, ao Sul, Apresenta clima sub-tropical, tendo uma temperatura mé­com os de Tarumã e Cândido Mota, à Leste, com Platina e dia anual de 21,5ºC, com oscilações nos meses quentes entreEchaporã e, a Oeste, com Maracaí e Paraguaçu Paulista. 21ºC e 23ºC, e nos meses frios, de 13ºC e 18ºC. Tem uma Apresenta estratégica localização geográfica, tanto pela si­ precipitação pluviométrica média anual de 1.212mm. Os ín­tuação de localização geográfica em si quanto pela situação dices de umidade relativa do ar variam entre 62% e 84%, apre­de proximidade regional com o Norte do Paraná, com a Re­ sentando média anual 75,2%.gião Meridional do Mato Grosso do Sul, e se posicionando O solo predominante é o latosso vermelho escuro, emboracom isso, como importante eixo e rota de entroncamento ro­ na cidade apresente solo arenoso. Segundo projeções do IBGE,doviário, no próprio interior do estado, mas também no as­ ao completar um século, a população de Assis atingia 100 milpecto interestadual, inclusive do próprio Mercosul. habitantes. Com isso, o acesso e ligação, tanto com as cidades maisimportantes do interior paulista, inclusive a capital, tanto com GESTÃO LOCALoutros estados, são facilitados pela malha rodoviária que ser­ O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito Municipal, Éziove o município, em especial a Rodovia Raposo Tavares, que Spera, tendo como vice, João Rosa da Silva Filho.passa por todo o seu entorno, com próxima ligação à Rodovia O Poder Legislativo apresenta uma Câmara Municipal cons­Castelo Branco. tituída por 10 Vereadores: Márcio Aparecido Martins (Presi­ Pertence à Região Administrativa de Marília, e pela sua dente), Arlindo Alves de Sousa, Célio Francisco Diniz, Clau­importância no contexto regional, Assis ocupa a condição decir Rodrigues Martins, Cláudio Augusto Bertolucci, Cristia­de Sede de Sub Região Administrativa, compreendendo atu­ no Manfio, Eduardo de Camargo Neto, José Luis Garcia, Joséalmente 22 municípios, que compõe o CIVAP - Consórcio Aparecido Fernandes e Paulo Mattioli Júnior.Intermunicipal do Vale Paranapanema: Borá, Campos No­ O Município de Assis conta com os seguintes instrumen­vos Paulista, Cândido Mota, Cruzália, Echaporã, Florínea, tos legais e institucionais de auxílio à administração local:Ibirarema, Iepê, João Ramalho, Lutécia, Maracaí, Martinó­ Plano Plurianual, Orçamento Anual, Planta de Valores, LDOpolis, Nantes, Oscar Bressane, Palmital, Paraguaçu Paulis­ – Lei de Diretrizes Orçamentárias, e no momento, trabalha nata, Pedrinhas Paulista, Platina, Rancharia, Quatá e Tarumã. elaboração de seu Plano Diretor.Forma uma “macro-região” que conta comaproximadamente 330.000 habitantes. A condição de Sede de Região doGoverno, faz com que a cidade con­gregue e conte com a presença devários órgãos e instituições queatuam e executam atividades deforma regionalizadas. ASSIS O nome da cidade originou-se do sobrenome do doador das terras, Capitão Francisco de Assis Nogueira. Pág. 11
  10. 10. Assis: sede da Terceira Companhia de Policiamento Rodoviário (2º BPRv) Base Operacional de Assis, no Km 445 da SP 270 (Rodovia Raposo Tavares) Basta olharmos para o mapa do Es­ ção geográfica são nove as Bases Tudo o que é de bom - e também otado de São Paulo, cortado por diversas ro­ Operacionais em funcionamento que é de ruim - circula nessas rodovias. Coi­dovias, para notarmos que a cidade de As­ ininterrupto: duas no 1o Pelotão (Assis e sas boas e também as nocivas são transpor­sis é um importante entroncamento rodovi­ Florínea), três no 2 o Pelotão (Marília, tadas para chegar até o consumidor, nas ci­ário. Caminhos para o norte, sul, leste e oeste Tupã e Garça) e quatro no 3o Pelotão (duas dades. Pessoas viajam, em razão do traba­do estado cruzam-se, passando pelo muni­ em Ourinhos, mais Santa Cruz do Rio lho, por diversão e também por inúmeroscípio. Pardo e Pirajú). outros motivos. Vidas e esperanças circu­ Naturalmente, junto a esse pólo re­ Assis possui localização privilegia­ lam incessantemente sobre o asfalto. Daí agional, o trabalho de fiscalização nas rodo­ da e, mesmo não sendo a cidade mais po­ importância de um trabalho forte de fiscali­vias foi se fortalecendo ao mesmo tempo pulosa dessa extensa área, centraliza e co­ zação, na esfera da preservação da ordemem que o asfalto tornou-se alvo de investi­ ordena, por meio da 3a Companhia de Po­ pública, que é competência constitucionalmentos estratégicos para o desenvolvimen­ liciamento Rodoviário, o trabalho de fis­ da Polícia Militar. Certamente, nesse pla­to de toda a região, a partir da década de calização de importantes trechos de rodo­ no, a sensação de segurança na rodovia de­cinquenta. vias, para a garantia de um trânsito seguro pende, além do respeito às regras de trânsi­ Nesse contexto, além de contar com na interligação entre diversos municípios. to por parte dos usuários - que são fiscali­a Divisão do DER (DR-7), Assis é sede da As principais rodovias são: Raposo Tavares zados para esse fim - também do permanente3a Companhia de Policiamento Rodoviário, (SP 270), Engº João Baptista Cabral Rennó combate à criminalidade realizado com aSubunidade vinculada ao 2º Batalhão de Po­ (SP 225), Cmt João Ribeiro de Barros (SP presença ostensiva do policiamento rodo­lícia Rodoviária, em Bauru. As outras Com­ 294), Manilio Gobbi (SP 284), Orlando viário.panhias do mesmo Batalhão são as seguin­ Quagliato (SP 327), Miguel Jubran (SP Assis pode se orgulhar por constituirtes: 1a em Bauru, 2a em Itapetininga, 4a em 333) e um pequeno trecho (11 km) do fi­ importante pólo rodoviário. Dezenas de po­Araçatuba e 5a em Presidente Prudente. Im­ nal da Castelo Branco (SP 280). liciais militares rodoviários moram no mu­portante destacar que são quatro os Bata­ A responsabilidade é grande. Como nicípio e trabalham vinculados à 3a Compa­lhões da Polícia Militar que desenvolvem o transporte ferroviário foi perdendo espa­ nhia de Policiamento Rodoviário, com sedeatividade especializada de policiamento ro­ ço durante as últimas décadas e os trans­ no Km 445 da SP 270 (Rodovia Raposodoviário, subordinados ao Comando de Po­ portes aéreo e o marítimo não representam Tavares), representando hoje uma das maisliciamento Rodoviário (sede na Capital), grande volume por diversos motivos, espe­ operantes subunidades do estado de São Pau­para cobrir toda a malha de rodovias esta­ cialmente a falta de infra-estrutura, o abas­ lo, na estrutura organizacional da Polícia Mi­duais de São Paulo. tecimento dos centros urbanos depende litar, desenvolvendo ininterruptas atividades A área de circunscrição da 3a Com­ hoje, quase em sua plenitude, do trans­ de polícia de trânsito e de combate àpanhia (Assis), abrange hoje 57 municí­ porte rodoviário. Podemos afirmar, por­ criminalidade.pios e a extensão de rodovias estaduais tanto, que o desenvolvimento passa obri­ O trabalho desses policiais mili ­fiscalizadas alcança 1.342,51 Km. Para gatoriamente pelas rodovias, que são tares rodoviários tem sido reconhecidodesenvolver sua missão, a 3a Companhia verdadeiras artérias que ligam os ór­ pelo Comando da Instituição e tem trazi­conta com 178 homens distribuídos em gãos (municípios) que compõem o do inúmeros benefícios aos usuários dastrês Pelotões: o 1 o em Assis, o 2 o em Estado, viabilizando a integração e a rodovias estaduais responsáveis pelo de­Marília e o 3o em Ourinhos. Na distribui­ evolução dos núcleos regionais. senvolvimento de toda a região. Pág. 12
  11. 11. Descrição das Companhias e telefones no âmbito do CPRvSede do Comando de Policiamento Rodoviário: Av. do Estado, 777 – 1º andar – Ponte Pequena CEP 01107-000 – São Paulo-SP. Tel: (11) 3327-2727 – Fax: (11) 3327-2653 cprv@polmil.sp.gov.br site: www.polmil.sp.gov.br/unidades/cprv Pág. 13
  12. 12. Descrição da área da Companhia de Assis, Pelotões e Bases Operacionais COMANDANTES DOS PELOTÕES: ASSIS: MARÍLIA: OURINHOS: 2º TENENTE PM 2º TENENTE PM 1º TENENTE PM GILBERTO ANTÔNIO AUGUSTO JOSÉ DE ADRIANO ARANÃO DE OLIVEIRA CARVALHO FILHO Pág. 14
  13. 13. Pág. 15
  14. 14. ALGUNS DADOS ESTATÍSTICOS: Pág. 16
  15. 15. Trechos de rodovias e municípios abrangidos ASSIS MARÍLIA Pág. 17
  16. 16. OURINHOS Instrução de Tiro Encontro TORem Assis, instrução de Bastão Tonfa Pág. 18
  17. 17. Bases Operacionais 3ª Companhia do 2º BPRv ASSIS: SP 270, Km 445 (270/9). ASSIS - SP Atrás da base está a sede do 1º Pelotão.A sede da Companhia se encontra na parte posterior. FLORÍNEA: SP 333, Km 450+500m (333/3). MARÍLIA: SP 294, Km 452+600m (294/2). Divisa de São Paulo com o Paraná. Atrás da base está a sede do 2º Pelotão. GARÇA: SP 294, Km 411+700m (294/2). TUPÃ: SP 294, Km 529+700m (294/3). OURINHOS: SP 327, Km 28+400m (327/1). OURINHOS - trecho urbano: SP 270, Km 373 (270/8). Junto com a base está a sede do 3º Pelotão. SANTA CRUZ DO RIO PARDO: SP 225, Km 310 (225/3). PIRAJÚ: SP 270, Km 309 (270/7). Pág. 19
  18. 18. Brasão símbolo do Policiamento Rodovíario Todos os policiais militares Força Pública. A aproximação "POLICIAMENTO RODOVIÁRIO"rodoviários de São Paulo transportam operacional e inclusive o controle da em letras brancas e, nos dois terçoscom orgulho, no ombro direito de atividade que ensejou formação inferiores, escudo em tamanhosuas camisas, o símbolo da atividade técnica e organização militar sob os reduzido, de cor azul clara, contendoespecializada de policiamento cuidados de instrutores habilitados em seu centro um mapa estilizado, emrodoviário, que também corresponde para esse fim, manteve naturalmente linhas retas, do Estado de São Paulo,ao brasão do Comando de a Milícia Paulista diretamente ligada sobre campo oval azul. As linhas doPoliciamento Rodoviário (CPRv), ao patrulhamento nas rodovias em mapa são douradas e de um pontocom sede em São Paulo. plena expansão em São Paulo. dele, correspondente à Capital partem O símbolo traz, em seu centro, Também, durante todo esse oito halos, também dourados, que seo mapa estilizado que ainda hoje é a período, vários integrantes da então abrem gradativamente e morrem nosmarca do Departamento de Estradas Força Pública foram cedidos para a contornos do mapa, simbolizando asde Rodagem (DER), evocando o atividade de fiscalização nas direções gerais das principaistempo em que o policiamento rodovias, atuando em conjunto com rodovias do Estado. O campo oval érodoviário se vinculava a esse órgão profissionais contratados pelo DER. envolvido por uma coroa de louro(1948 a 1962), por meio da então Não por acaso, portanto, em 1962 culminada por uma estrela de cincoSecretaria de Viação e Obras Públicas. a Força Pública acabou absorvendo a pontas, tudo em cor dourada. A própria formação do “Grupo então Polícia Rodoviária, paraEspecial de Polícia Rodoviária”, em estabelecer em seus quadros o “Corpo MEDIDAS:10 de janeiro de 1948, deu-se com o de Policiamento Rodoviário”. Altura: 90 mmemprego de 60 homens, dentre ex­ Descrição: o distintivo é bordado Largura: 80 mmcombatentes da Força Expedicionária em tecido de fundo azul escuro, com oBrasileira, comandados pelo 1º formato de escudo misto, contendo Descrição publicada no item 28Tenente José de Pina Figueiredo, da no terço superior a inscrição do Boletim Geral PM nº 167, de 1989. Pág. 20
  19. 19. Comandantes da 3ª Companhia do 2º BPRv - AssisAndré Boicenco Neto David Fernandes Pedrosa José Carlos Pires Alcides Coelho Ramiro de Oliveira Nelson Garcia Filho Adilson Luís Franco Nassaro Domingos1. Capitão PM André Boicenco Neto, a partir de 30 de março de 1979.O oficial veio a exercer a função de Comandante do Policiamento Rodoviário do Estado de São Paulo, como CoronelPM, no período de 04/02/94 a 04/01/95.2. Capitão PM David Fernandes Pedrosa, assumiu em 1983.Depois dele, permaneceram interinamente no comando, o 1º Tenente José Koki Kato e o 1º Tenente Edmilson Valterdo Nascimento.3. Capitão PM José Carlos Pires, de 1985 a 1992.4. Capitão PM Alcides Coelho, de 1992 a 1996.5. Capitão PM Ramiro de Oliveira Domingos, de 1997 a 2000.O oficial, natural de Assis, exerce hoje a função de Comandante do 4º BPRv (sede em Jundiaí), como Tenente-Coronel PM.6. Capitão PM Nelson Garcia Filho, de 2001 a 2002.O oficial exerce hoje a função de Subcomandante do 4º BPM/I (sede em Bauru), como Major PM.Depois dele, permaneceram interinamente no comando o 1º Tenente Núncio Aparecido Chiampi e o 1º TenenteAdriano Aranão.7. Capitão PM Adilson Luís Franco Nassaro, a partir de 15 de junho de 2005. Pág. 21
  20. 20. O Policiamento Rodoviário no Estado de São Paulo Já naquela época o trânsito se en­ contrava em situação caótica, em ra­ zão do período pós-guerra. Ocorreu que muitos dos veículos se encontravam até então recolhidos por falta de combus­ tível e naturalmente surgiram proble­ mas quando estes voltaram a circular, situação que impôs aos órgãos de se­ gurança a adoção de medidas para manter a disciplina do trânsito. Em 10 de janeiro de 1948, com a edição do Decreto 17.868, foi instituída a “Polícia Rodoviária do Estado”, com o efetivo inicial de 60 homens e sob o co­ mando daquele Oficial, atuante na con­ dição de comissionado ao Departamen­ to de Estradas de Rodagem, isto porque a competência para exercer a polícia de tráfego nas rodovias era daquele Depar­ Década de 70: fiscalização em caminhões tamento. O objetivo inicial seria a ope­ Este fato motivou, em setembro de ração na Via Anchieta, rodovia mais im­ Na década de 30, São Paulo viu 1947, o Presidente do Conselho Rodovi­ portante e moderna da época.a necessidade de criar e organizar seu ário do Estado, Órgão deliberativo das Por meio da Lei nº 7.455, de 16Órgão Rodoviário para poder fazer jus atividades do Departamento de Estradas de novembro de 1962, a então Força Pú­aos recursos do Fundo Rodoviário Fe­ de Rodagem, Engº Hipólito Rego, a man­ blica (hoje PMESP) absorveu a Políciaderal. Foi criado o Departamento de ter contato com o Oficial da Força Pú­ Rodoviária, criando em sua organiza­Estradas de Rodagem, com uma gama ção o Corpo de Policia Rodoviária, ini­ blica, Tenente José de Pina Figueiredo,de atribuições dentre elas, a de exercer cialmente composto por oficiais e pra­ que naquela época comandava o 1º Gru­a polícia de tráfego, ou seja, realizar o pamento, responsável pelo policiamen­ ças que já exerciam a função na Políciapoliciamento de trânsito nas estradas to de trânsito na cidade de São Paulo, Rodoviária na condição de comissiona­de rodagem, uma atividade completa­ sendo ele também o autor do Plano de dos, juntamente com os Guardas Rodo­mente estranha aos engenheiros. Policiamento de Trânsito para a Capital. viários do DER, estes civis. Década de 60: apoio com motocicletas em mini-maratona, na cidade de São Paulo Pág. 22
  21. 21. Década de 60: instrução para operação com motocicletas A partir deste momento o Poli­ ficada na legislação de trânsito, desta- ao mandamento contido no artigo 2º dociamento Rodoviário começou a atuar cando-se o Código Nacional de Trân­ Decreto-Lei Federal nº 667, de 02 decom poderes delegados pelo Departa­ sito de 1966, lei 5.108/66 que dispu­ julho de 1969 e Decreto Lei Federal nºmento de Estradas de Rodagem, tor­ nha em seu artigo 34, inciso IV, a com­ 1.072, de 30 de outubro de 1969, quenando-se necessária a celebração de petência do Órgão Rodoviário Estadu­ estabeleceram que à Polícia Militar doconvênios para ajustar a competência al para exercer a polícia de trânsito nas Estado competia executar com exclu­delegada e a sua respectiva atuação. estradas sob sua circunscrição. sividade o policiamento fardado, das Em 1963 foi celebrado o primei­ O Decreto-Lei Estadual nº 217, vias de comunicação rodoviária, a fimro convênio, restando estabelecido que: de 8 de abril de 1970, dava execução de assegurar o cumprimento da lei. “I - A Força Pública do Estadode São Paulo coloca o Corpo de Poli­ciamento Rodoviário (C.P.R.), à dispo­sição da Diretoria Geral do Departa­mento de Estradas de Rodagem paraexercer as funções de policiamento efiscalização de trânsito e do tráfego narede de estradas de rodagem estaduale federal, situada no território do Esta­do, quando esta atribuição couber aoDER, por delegação da autoridade fe­deral competente; II – O DER fixará as sedes dosdestacamentos regionais e distritais doC.P.R, de acordo com as necessidadestécnicas dos serviços rodoviários e poráà disposição do comando deste os imó­veis e instalações necessários, inclusi­ve viaturas, rádio-comunicação, para ocumprimento das atribuições cometi­dos aos destacamentos do C.P.R.” Essa competência do Departa­mento de Estrada de Rodagem foi rati­ Soldado Pereira, operador de rádio na Base de Tupã, em 1975 Pág. 23
  22. 22. (...) Cláusula nona: No sistema rodoviário ‘Anchieta-Imigrantes’, a DERSA fica sub-rogada nos direitos e deveres do Departamento de Estrada de Rodagem” Com a modificação legal, o Cor­ po de Polícia Rodoviária passou a ser de­ nominado 39º Batalhão de Polícia Mili­ tar até 1975, quando passou a chamar-se 1º BPRv, conforme o Decreto 7.296, de 15 de dezembro de 1975, que aprovou o Regulamento Geral da Polícia Militar e o Decreto 7.289, do mesmo ano. Na se­ qüência, foram criados os 2º e 3º BPRv, respectivamente em 1977 e 1979, sendo instituído junto a este último, o Coman­ do de Policiamento Rodoviário, ao qual ficaram subordinadas, a partir de então, as três Unidades Operacionais. A Constituição Federal de 1988, mais precisamente em seu artigo 144, parágrafo 5º, estabelece a exclusivida­ de do Policiamento Ostensivo e a Pre­ servação da Ordem Pública à Polícia Militar. Esse dispositivo combinado Soldado Marques, na Base de Tupã, em 1975 com o disposto no Decreto Federal 88.777/83, que instituiu o Regulamen­ Em 29 de março de 1971 sobre­ dência, colocar servidores do DER à dis­ to Geral para as Policias Militares, re­veio a celebração de novo convênio posição do referido órgão, para presta­ sultou na definição de que o policiamen­destacando que: rem serviços administrativos, e à Polícia to rodoviário é uma das modalidades de “Cláusula primeira: A Secretaria Militar as despesas com vencimentos, policiamento ostensivo fardado.da Segurança Pública, coloca à disposi­ abonos de transferências, passagem para A partir dessa definição, formou-ção do Superintendente do Departamen­ a reserva ou reforma, assistência social, se a convicção de que a competênciato de Estradas de Rodagem, o Corpo de médico-hospitalar, e outras vantagens para o exercício da polícia de tráfegoPoliciamento Rodoviário da Polícia Mi­ funcionais, tudo dentro das disponi­ ou de trânsito, passou a ser exclusivalitar do Estado, para fins de mútua coo­ bilidades orçamentárias. da Polícia Militar.peração e colaboração no policiamentorodoviário, com a observância de normastécnicas e administrativas, na forma pre­vista em instruções a serem baixadas pelaSuperintendência da autarquia e de modoa observar-se um policiamento planeja­do e integrado das normas de trânsito etráfego nas rodovias. Cláusula segunda: Competirá aoDepartamento de Estradas de Rodageme mediante proposta do Comando do Po­liciamento Rodoviário o fornecimento derádio-comunicação, viaturas e outrosmeios de locomoção, suas manutenções,combustível, uniformes de serviços, ar­mamento leve e munição, material per­manente, material de consumo e equipa­mentos específicos necessários para a ins­talação da Sede do Comando das Com­panhias e Destacamentos, o pagamentode diárias de diligências, e, mediante so­licitação do Corpo de Policiamento Ro­doviário com a anuência da Superinten­ Formatura no Gabinete de Treinamento (GT) do CPRv, São Paulo, em abril de 2008 Pág. 24
  23. 23. Assim sendo, os convênios fir­mados cuidaram de definir a destinaçãode recursos do DER para a PolíciaMilitar executar a fiscalização e poli­ciamento de trânsito e, até mesmo, ope­ração viária. Em 23 de setembro de 1997 foisancionada a lei 9.503, que instituiu oCódigo de Trânsito Brasileiro, estabe­lecendo a composição e a competên­cia dos Órgãos e Entidades do SistemaNacional de Trânsito, definindo no ar­tigo 21 a competência do DER, en­quanto Órgão Executivo Rodoviário doEstado e no artigo 23 e anexo I a com­petência da Polícia Militar no trânsito. Em decorrência da Lei Comple­mentar 960, de 09DEZ04 e das altera­ções organizacionais realizadas pormeio do Decreto nº 49.248, de Cena do filme “O Craque”, com Eva Wilma e a participação de Policiais Rodoviários-195415DEZ04, publicado no Diário Ofi­cial do Estado nº 236, de 16DEZ04,foram processadas várias modificaçõesna estrutura da organização. Dentreelas destaca-se a criação do 4º Bata­lhão de Polícia Rodoviária (4º BPRv),sediado em Jundiaí, subordinado aoCPRv, responsável pelas rodovias com­preendidas pelo cinturão rodoviário aoredor da Capital, abrangendo as saídaspara as Regiões Norte, Oeste e Sudo­este do Estado, dividindo as áreas deatuação dos 1º, 2º e 3º BPRv. Até 2005, além do convênio daPMESP e o DER, havia uma sub­rogação do convênio com a DERSA,porém já vencido há vários anos, e es­tabelecido um Termo de Compromis­ Desfile do Corpo de Policiamento Rodoviário da Força Pública, na Vale do Anhangabaú-1964so Específico entre cada Concessioná­ria e o policiamento rodoviário. Objetivando agrupar todas aspartes envolvidas, em outubro de 2006,novo convênio foi celebrado, cujo ob­jeto é a execução dos serviços de poli­ciamento e fiscalização de trânsito etransporte nas rodovias estaduais, pelaPolícia Militar do Estado de São Pau­lo, por meio do Comando de Policia­mento Rodoviário. Caracteriza-se o compromissofirmado pela cooperação técnica ematerial entre os partícipes e as em­presas concessionárias intervenientes­anuentes, com prazo de vigência de05 (cinco) anos, podendo ser prorro­gado por igual período, em face da suanatureza e objeto, mediante préviaautorização do Secretário da Seguran­ça Pública. Cabo PM Mariano e sua Harley Davidson no Pátio do DER de Bragança Paulista-1960 Pág. 25
  24. 24. O 2º Batalhão de Polícia Rodoviária 2º BPRv, com sede em Bauru Sede do 2º BPRv, em Bauru Equipe TOR Distribuição das áreas das cinco Companhias do 2º BPRv O Segundo Batalhão de Polícia Ro­ to de Estradas de Rodagem na área. cando desta forma a presença da mulherdoviária (2º BPRv), com sede em Bauru, O Tático Ostensivo Rodoviário no Policiamento Rodoviário.foi criado em 07 de agosto de 1977, por for­ (TOR) foi criado em 30 de setembro de Hoje são quinze policiais femininas,ça do Decreto nº 8684 de 30 de setembro de 1987, como nos demais Batalhões, com cinco delas servindo no Pelotão de1976. A cidade de Bauru foi estrategicamen­ a missão de intensificar as ações de poli­ Marília, vinculado à Companhia de Assis.te escolhida pelo comando da Polícia Mili­ ciamento ostensivo preventivo repressi­ Atualmente o 2º BPRv é coman­tar para sediar o 2º BPRv devido a sua po­ vo nas rodovias estaduais, principalmen­ dado pelo Ten Cel PM Carlos Albertosição geográfica, região central do Estado, te voltado à prevenção e repressão ime­ Paffetti Fantini e possui uma área dee também por possuir o maior entroncamen­ diata às ocorrências de maior vulto, so­ atuação nos eixos que interligam 223to rodo-ferroviário de São Paulo. bretudo referentes ao tráfico de entorpe­ municípios paulistas, num total de Desse modo, a cidade “Sem Limi­ centes e ao roubo e furto de carga. Os aproximadamente 6.867 Km de rodo­tes” começava a despontar ainda mais no policiais militares rodoviários que com­ vias policiadas pelo efetivo distribuí­cenário policial, com um contingente de põem as equipes de TOR procuram se do nas cinco companhias operacionais,450 policiais militares rodoviários, 95 vi­ especializar diariamente, criando assim com sedes respectivas nas cidades deaturas e 04 radares para a manutenção da doutrina própria de emprego e apoio às Bauru, Itapetininga, Assis, Araçatubaordem pública e a fiscalização de trânsito ações do Policiamento Rodoviário. e Presidente Prudente.rodoviário nas regiões de Bauru, Ribei­ Em 04 de dezembro de 1992, por As funções administrativas ficam arão Preto, São José do Rio Preto, força da Lei nº 8.160, o 2º Batalhão de cargo do Estado Maior, composto por qua­Araçatuba, Presidente Prudente e Marília, Polícia Rodoviária passou a denominar- tro oficiais e da Companhia de Comando eatuando nas interligações de 316 municí­ se “Ten Cel PM Levy Lenotti”, uma ini­ Serviços, hoje com 44 policiais sob o co­pios paulistas. ciativa do então deputado estadual Os­ mando de um Capitão, responsáveis pela Com o passar dos anos, em razão valdo Sbeghen, em homenagem póstu­ elaboração dos planos e normas de ação ada necessidade de acompanhar o cresci­ ma ao ex-comandante da Unidade, ofi­ serem desenvolvidas no âmbito dasmento demográfico e industrial das regi­ cial de raras qualidades e que deixou subunidades, tanto no campo propriamen­ões abrangidas, o 2º BPRv passou por marca de excelente administração. te policial como no de trânsito rodoviário.várias modificações até alcançar a dimen­ Em 15 de agosto de 2003, uma se­são atual. O efetivo aumentou para 840 mana após o 2º BPRv completar vinte e Sede do 2º BPRv: Avenida Cru­policiais militares rodoviários, incluídos os seis anos de existência, apresentou-se na zeiro do Sul, 14-71 - Jardim Cruzeiro23 soldados temporários; as viaturas já so­ sede da Unidade o 2º Sgt Fem PM Sel­ do Sul - Bauru/SP - CEP 17.030-743,mam 218 entre 02 e 04 rodas; e o número ma Yaskara Gonçalves, a primeira poli­ fone/fax (14) 3203-1311 e 3203-1304,de radares operando na malha viária passa cial feminina a servir no Batalhão; na e-mail 2bprv@polmil.sp.gov.br.de 14 se considerarmos aqueles operados seqüência vieram o Cb Fem PM Danielle Site: http://www.polmil.sp.gov.br/pelas concessionárias e pelo Departamen­ e os Sd Fem PM Raquel e Simone, mar­ unidades/cprv/index.asp. Pág. 26
  25. 25. O Policiamento Rodoviário na região de Assis, sede da 3ª Cia do 2º BPRv Base Operacional de Assis, década de 60, acesso da SP 333 Primórdios... No início dos anos 50, a fiscali­ cal em que permanecia um policial de de 50 o povo interiorano somente ouviazação das rodovias do centro-oeste Itapetininga atuando sozinho), prossegui­ falar de asfalto como “material neces­paulista, incluindo-se as regiões de As­ am para Rancharia e Iepê, Presidente Pru­ sário para pista de avião”.sis, Marília e Ourinhos, era desenvol­ dente e Pirapozinho, encerrando desse Periodicamente, uma equipevida de modo itinerante por patrulheiros modo o ciclo de fiscalização. itinerante passava duas semanas ba­integrantes do Destacamento de Bauru, Nessa época, as estradas do inte­ seada em Assis e depois retornava paracriado 25 de julho de 1950. rior apresentavam-se construídas em Bauru. Enquanto baseados nesse muni­ Para enfrentar as grandes distân­ cascalho e outras, ainda em terra bati­ cípio, os patrulheiros permaneciam alo­cias, o modo de operação impunha enor­ da. Quando chovia, era necessário pas­ jados em uma pensão na Rua Brasil, pré­mes sacrifícios aos patrulheiros. As equi­ sar a máquina moto-niveladora para dio que veio a abrigar a agência localpes atuavam, em seqüência, na primeira aplainar o leito carroçável, a exemplo do Banco do Brasil.semana em Bauru, de Bauru para São do que ocorria no prolongamento da Av. Muitas das estradas da região eramManoel, Arealva, Lençóis Paulista, Agu­ Rui Barbosa, na saída da cidade de As­ “construídas” apenas em terra batida, parados e por toda essa região. Depois pros­ sis e o mesmo no seu trecho urbano. No interligar municípios (as estradas deno­seguiam até Iacanga, Ibitinga, depois para oeste paulista somente existia asfalto em minadas vicinais), onde a fiscalização nãoLins, Birigui e Araçatuba, até Valparaíso. algumas quadras do centro da cidade de chegava em razão de que o policiamentoNa outra semana deslocavam-se para As­ Santa Cruz do Rio Pardo e também de rodoviário atuava, como hoje, somentesis (mas não fiscalizavam Ourinhos, lo­ Araçatuba. Aliás, no começo da década nas rodovias estaduais. Pág. 27
  26. 26. desbravado oeste paulista, onde o asfal­ to era uma grande novidade. Ainda no início da década de 50, foi inaugurado um trecho oficial de ro­ dovia ligando Assis até Echaporã (SP 333), em 31 quilômetros de terra bati­ da. Mesmo sem asfalto, a rodovia esta­ dual possuía qualidade inédita, com pis­ tas largas, um motivo de orgulho para a região naquele contexto viário primiti­ vo. Então, para chegar até Assis, as equi­ pes itinerantes do Destacamento de Bauru passavam por Presidente Alves, por Gália, por Garça, por Vera Cruz, sempre cruzando por trechos de estrada de terra até chegar em Marília e passa­ vam pela serra de Echaporã até alcan­ çar a rodovia recém inaugurada, para então alcançar Assis. Por isso, as cida­ des de Assis e Presidente Prudente eram Fiscalização de trânsito rodoviário, década de 60. Região de Assis conhecidas pelos patrulheiros como o “fim-do-mundo”. Por essas paragens, o DER dava não, isso aqui é um paraíso...” pouco O trecho de Marília até Echaporãsuporte mediante um serviço de “Resi­ antes de perder o controle da direção e apresentava maior dificuldade para serdência”, que já funcionava em Assis na provocar o capotamento da viatura. transposto em razão das serras. Passa­década de 50, para a manutenção das Normalmente os patrulheiros vi­ vam por cima de morros, em trechos derodovias regionais mediante reparos bá­ ajavam de carona e faziam grandes ca­ terra mal conservados, ao lado de ver­sicos, colocando cascalho em terrenos minhadas, de dia ou de noite, enfren­ dadeiros abismos, com curvas extrema­arenosos ou construindo aterros com tando situações difíceis em rodovias mente perigosas. Temia-se especialmen­transporte de terra por meio de burros, pouco movimentadas. Por vezes, pela te a “Serra do Gavião”, em razão de que,procedimento comum na época. Solta­ falta de outros meios, se sujeitavam a no final do declive sem acostamentos,vam-se os animais a distâncias de até aceitar a condução no próprio veículo os veículos encontravam uma curva fe­mil metros, carregados de terra em duas fiscalizado e eventualmente multado. À chada com as laterais escoradas por ele­caçambas amarradas ao lombo numa noite, quase sempre longe de casa e dos vados muros de madeira que dissimula­cangalha, para destino certo e, depois entes queridos, em pensões, ao tomar vam um grande precipício. Caminhõesde descarregada a terra por portinholas banho, tiravam poeira do nariz ou dos carregados de algodão, de cereais ou dena parte inferior das caçambas, os bur­ cabelos e penavam para lavar a farda outros produtos, por vezes não conse­ros eram despachados para retornar ao cáqui, em razão da força e da cor da ter­ guiam fazer a manobra, protagonizandoponto inicial - também sem guia - para ra vulcânica (chamada “terra roxa”) do trágicos acidentes.novo carregamento, sempre com umachibatada na ida e outra na volta... No início da fiscalização rodovi­ária no interior do Estado, ospatrulheiros não dispunham de viaturas.Durante quase toda a década de cin­qüenta apenas uma viatura atuava noâmbito do Destacamento de Bauru, sobresponsabilidade direta do comandanteregional para traslado das patrulhas.Essa viatura, inclusive, foi seriamentedanificada em 1951 quando um Tenen­te da capital, de nome Arantes, passan­do pela região, resolveu dirigi-la sobreuma estrada de terra, em alta velocida­de. Apesar de alertado pelos patrulheiros- que se encontravam no interior do ve­ículo - quanto à técnica de direção nosolo diverso do asfalto, o Tenente res­pondeu, no meio do poeirão: “tem nada Viatura acidentada do Destacamento de Assis, década de 60 Pág. 28
  27. 27. Descentralização do efetivo Em razão das dificuldades de nome do Tenente Comandante do Des­constantes viagens, ainda no ano 1951, tacamento de Bauru. Por vezes oem data não identificada, foram desig­ patrulheiro destacado cumpria escala denados dois policiais, soldados da Força apresentação na sede do Destacamen­Pública atuando no Destacamento de to, oportunidade em que prestava con­“Polícia Rodoviária” de Bauru, para ser­ tas pessoalmente ao Comando, tornan­virem de modo fixo em Assis, quais se­ do-se desnecessário, no respectivo pe­jam, Manoel Fernandes Neto e Custó­ ríodo mensal, o deslocamento de al­dio Ferreira de Souza. Passaram a mo­ guém de Bauru para contato.rar na cidade, inicialmente na mesma Quanto às figuras da época, lem­pensão da Rua Brasil, e a trabalhar ex­ bradas em relatos, merece destaque umclusivamente nas rodovias próximas. No patrulheiro que atuou em Garça duran­mesmo movimento de descentralização, te algum tempo na década de 50 e ficoumais dois patrulheiros foram designa­ muito conhecido pela sua apresentaçãodos para Lins: José Rodrigues e Renato pessoal e uniforme impecável: MarcosPlazi; outros dois: Salviano Gonçalo de Celso Dias Penha. Era paraguaio, natu­Souza e Sebastião Garcia foram desig­ ralizado brasileiro e, orgulhoso da fun­nados para Araçatuba. Outros dois fo­ ção pública que exercia, fez questão deram para Rancharia: o policial Antonio apresentar-se todo equipado com luvas,Coelho Cristino (conhecido por “King”) viseiras sobrepostas ao quepe e outrose o Silveira. Mais três patrulheiros fo­ acessórios próprios da fiscalização comram destacados para Presidente Pruden­ motocicletas, como era de seu costume,te: Flávio de Campos Melo, José Ricarti para registro fotográfico de 1953 (fotoe Bittencourt. hoje recuperada), apesar de sequer exis­ Além de lavrarem as “multas” du­ tirem motos em funcionamento na fis­rante as fiscalizações, atuando em ro­ calização rodoviária da região, naqueladovias ou em trechos pré-estabelecidos, época. As dificuldades no exercício daesses patrulheiros também se responsa­ função, entretanto, não comprometiambilizavam pelo recebimento dos valo­ o seu sucesso, especialmente junto aores correspondentes, bem como pela público feminino e a expressiva imagemprestação de contas ao rondante - ou do herói “vigilante rodoviário” - que se­simples emissário -, que vinha com vi­ ria imortalizada por Carlos Miranda noatura de Bauru uma vez por mês tam­ primeiro seriado da televisão brasileirabém para trazer talões de multa, de apre­ - já se mostrava forte no imaginário daensão, recibos de dinheiro e outros im­ população local.pressos necessários e, ainda, para trans­ Patrulheiro Marcos Celsomitir orientações e receber notícias em Dias Penha. Garça, 1953 Policiais rodoviários atendendo acidente de trânsito na região de Assis, década de 60 Pág. 29
  28. 28. Dentre os fatos históricos dessaépoca, destaca-se uma ocorrência queteve muita divulgação. Em 19 de maiode 1951, os patrulheiros em serviço nacidade de Rancharia acompanharam osregistros de um grave acidente aéreo queresultou na morte de todas as pessoasque viajavam em um avião (vinte e trêsvítimas) que seguia em vôo comercial.O avião caiu às 19 horas, próximo darodovia, a cinco quilômetros da entradada cidade, provavelmente em razão derelâmpago que teria atingido as suasasas. Na hora do acidente, surgiu umenorme clarão e um forte estampido vin­do da direção da rodovia; ospatrulheiros, que se encontravam na ci­dade, imaginaram tratar-se de um ca­minhão de transporte de combustívelque teria explodido. Houve uma grandecorreria e toda a população quis ver de Patrulheiros em serviço itinerante na cidade de Rancharia acompanharam os registros de um grave acidente aéreo que resultou na morte de todas as pessoas que viajavam em um avião, em 1951perto o ocorrido, algo inédito para aque­la comunidade. Uma foto tirada no diafoi preservada. Com o passar dos anos, outros Formação do Destacamentopatrulheiros foram designados para traba­lhar em Assis, junto com Manoel e Pelotão de AssisFernandes Neto e Custódio Ferreira deSouza; foram eles: Paulo Novaes, Mário O final dos anos 50 confirmou a pressiva malha para interligação com aCarboneli Marques, Simoneli e o Sargento tendência de transformação da cidade de capital e cidades do interior de São Pau­Vanderlei de Paula, que havia trabalhado Assis em importante eixo e rota de en­ lo e com os Estados do Mato Grosso do troncamento rodoviário, em substituição Sul e do Paraná. Nesse contexto,no Regimento de Polícia Montada (Ca­ ao transporte ferroviário predominante em justificadamente, Assis recebeu uma Di­valaria) da Força Pública e também no sua origem, com a inauguração de diver­ visão do DER (atual DR-7) oficialmentesetor de Capturas, em que ficou conheci­ sos trechos de estradas, especialmente o instituída em 1958, com sede no prolon­do pelas inúmeras prisões realizadas. O da SP-270 - Rodovia Raposo Tavares -, gamento da Av. Rui Barbosa, onde já fun­aumento do efetivo se fazia mesmo ne­ que contorna a cidade, formando-se ex- cionava o seu serviço de Residência.cessário em razão da expansão das rodo­vias estaduais. Todavia, os patrulheirosainda não possuíam sede no município,permanecendo alojados em pensão e sobordens de um Tenente (da Força Pública)do Destacamento de Bauru: Renato No­gueira Magalhães, professor de educaçãofísica, de compleição robusta, conhecidopelo rigoroso tratamento dispensado aossubordinados. Em 02 de fevereiro de 1958, essemesmo Tenente designou o patrulheiroSalviano Gonçalo de Souza para fiscali­zar exclusivamente a rodovia que ligavaAssis, partindo do Posto Marajó, a PortoAreia, na direção de Londrina (Paraná), oprimeiro trecho de asfalto da região queseria ainda inaugurado naquele mesmoano, no aniversário do município de As­sis, então comemorado durante a primei­ra semana de julho. Policiais rodoviários em patrulhamento na região de Assis, década de 60 Pág. 30
  29. 29. Vista parcial de Assis, no final dos anos 50 No mesmo ano de 1958, finalmen­ go em fiscalização no trecho dete, o Tenente Milton de Almeida Pupo foi Ourinhos até Presidente Prudente. Nãodesignado para formar um “Destacamen­ obstante, na maioria das vezes osto Rodoviário”, com sede permanente em patrulheiros trabalhavam mesmo a pé.Assis. O oficial visitou o município du­ Somando inicialmente quatorze ho­rante o mês de junho, junto com o Tenen­ mens, a equipe atuava com a seguintete Renato - então comandante regional -, distribuição: Cléber em Ourinhos; Sar­para conhecer as estradas e os patrulheiros gento Vanderlei, Salviano, Carboneli,que já serviam na área; pouco tempo de­ José Celso de Melo, Simoneli e mais umpois se mudou com a esposa e um filho de nome desconhecido em Assis; outrospara fixar residência na cidade. dois em Iepê; mais dois em Rancharia e A inauguração do Destacamento três em Presidente Prudente.de Assis, com instalação provisória na No final de 1958, mediante con­Rua Ângelo Bertoncini, em uma traves­ curso do DER, foram designados outrossa logo depois do velho Correio, deu-se patrulheiros, como reforço, dentre elesexatamente no dia 04 de julho daquele quatro com vínculos às tradicionais fa­ano, na mesma oportunidade em que foi mílias Luciano Gomes e Carneiro (deinaugurado o trecho de asfalto ligando Assis): Clóvis Luciano Gomes (o “Mão­ José Santilli Sobrinho, Deputado Estadual naAssis a Porto Areia, durante as festivi­ década de cinquenta, atuou politicamente para de-Onça”, conhecido jogador de bola-dades da semana do aniversário do mu­ a instalação da DR-7 e do Policiamento ao-cesto) e seu irmão Otacílio Lucianonicípio (a partir de 1º de julho). Rodoviário em Assis Gomes; “Zizinho” (irmão de Lodomiro A Divisão do DER e a sede do Carneiro, professor de educação físicaDestacamento Rodoviário significaram Na direção oeste, a extensa área de e instrutor de bola-ao-cesto) e Líziasimportantes conquistas para a cidade, circunscrição do Destacamento chegava até Anderson (genro de Teodomiro Carnei­possíveis graças à atuação do então De­ Presidente Prudente - inclusive -, ainda o ro). Vieram também Lindolfo Biúdes,putado José Santilli Sobrinho, expres­ ponto limite das rodovias estaduais. Ernesto Bernardino, Ribeiro e demaissivo nome da política da região. Essa Quanto aos meios, o Destaca­ integrantes de uma turma recém-forma­mesma personalidade exerceu o cargo mento foi montado com os homens que da em Jundiaí, toda direcionada parade prefeito do município em dois mo­ já trabalhavam na região e recebeu uma completar o novo Destacamento de As­mentos distintos de sua história. viatura “Land Roover” (tipo “Jeep”) sis. Com isso, foram somados aproxi­ Pouco tempo depois da inaugura­ com tração nas quatro rodas, para rodar madamente vinte ao efetivo inicial deção, a sede do Destacamento foi muda­ com o comandante. Aos poucos, o DER quatorze, resultando um grupo sufici­da para uma grande casa alugada pelo foi adquirindo outras viaturas: um Jeep ente, à época, para uma atuante fiscali­DER perto da escola Tomás Menk. e uma Ford F1 (camionete) para empre­ zação rodoviária na região. Pág. 31

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