Psicologia Analítica

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Um resumo básico sobre Psicologia analítica e sobre a obra do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung

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Psicologia Analítica

  1. 1. PSICOLOGIA ANALÍTICA CARL GUSTAV JUNG
  2. 3. <ul><li>Histórico </li></ul><ul><li>---Nasce Carl Gustav Jung </li></ul><ul><li>em 26 de Julho de 1875 </li></ul><ul><li>em Kesswill, região nordeste da Suiça. </li></ul><ul><li>---Filho mais velho de um pastor suiço. </li></ul><ul><li>---Antes de seu nascimento 2 irmãos </li></ul><ul><li>morreram ainda na primeira infância. </li></ul>
  3. 4. <ul><li>---Sua mãe era uma pessoa muito boa, estudava filosofia, mas a noite mexia com espiritismo, o que causava muito medo em Jung. </li></ul><ul><li>---O pai apesar de pastor, quando estava em casa era uma pessoa diferente, brigava com sua esposa. </li></ul><ul><li>---Jung se interessava muito por religião, percebia no pai e na mãe uma dualidade. Percebeu que dentro do ser-humano existem todas as possibilidades. Percebeu o conceito de opostos. </li></ul>
  4. 5. <ul><li>---Jung era voltado para o mundo das fantasias. Gostava de brincar com pedras. </li></ul><ul><li>--- Se interessou por 4 áreas – filosofia, arqueologia, história e ciências naturais. </li></ul><ul><li>---Após fazer 1 ano de ci ê ncias naturais foi fazer medicina (histologia=estudo das células e tecidos),estudava também anatomia. </li></ul><ul><li>---Dava palestras no clube zolfingia </li></ul><ul><li>(filosofia,parapsicologia) </li></ul>
  5. 6. <ul><li>---Foi para Munique em 1900 , ganhou de um amigo um livro sobre psiquiatria, nele tinha a frase de Kraft ebing, “para diagnosticar algo o médico precisa ter isso dentro dele” é uma fantasia..você só reconhece algo no outro se tiver isso dentro de você. </li></ul><ul><li>---Em Zurich se inscreveu para ser assistente de psiquiatria num hospital chamado burgholzli que era cuidado por Eugen Bleuler, o hospital tinha como base a Esquizofrenia, tratava a demencia precoce. </li></ul><ul><li>---Jung não estava interessado em dar diagnósticos, o junguiano não busca o diagnóstico. </li></ul>
  6. 7. <ul><li>--- Olhava para os conteúdos de suas fantasias, o que o sujeito vivencia em termo de imagens. </li></ul><ul><li>--- Criou o teste de associação de palavras em que apareciam reações a determinadas palavras que escapavam ao controle, o tempo de reação se estendia, pessoa suava. Etc Essas reações eram chamadas de reações fisiológicas. </li></ul><ul><li>--- Esse teste deu origem ao livro Estudos experimentais...comprova a existência do inconsciente. </li></ul><ul><li>--- Em 1903 casou-se com Emma Rauschenbach. </li></ul><ul><li>--- Em 1907 visitou pela primeira vez Freud. </li></ul><ul><li>--- O relacionamento profissional de Jung e Freud </li></ul><ul><li>durou 6 anos. </li></ul>
  7. 8. <ul><li>--- Jung se tornou presidente da Associação Psicanalítica. </li></ul><ul><li>--- Freud chamava Jung de “Filho mais velho adotivo” de príncipe herdeiro e sucessor. </li></ul><ul><li>--- Jung não aceita completamente a idéia da teoria sexual de Freud, motivo que levou os 2 a se separarem. Jung lançou o livro Símbolos da Transformação. </li></ul><ul><li>--- Após se separar de Freud ficou 3 anos inativo, apenas estudando a si-mesmo, seu inconsciente, visões, sonhos. </li></ul>
  8. 9. <ul><li>--- Após esse retiro, voltou a ativa e escreveu Tipos psicológicos. Viajou por muitos lugares para estudar culturas diversas. África, Egito, Novo México, India, Ceilão.Etc </li></ul><ul><li>--- Estudou alquimia com Richard Wilhelm. </li></ul><ul><li>--- Em 1922 comprou um terreno na parte extrema do lado de Zurique, na aldeia Bollingen. Construiu uma casa para ele, uma torre que servia de retiro particular para ele. </li></ul><ul><li>--- Em 1955 morre sua esposa. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>Morre em 1961 aos 86 anos, em sua casa no lago. </li></ul>
  10. 11. Psiquê <ul><li>Para Jung, a Psique humana está dividida em: </li></ul>
  11. 12. <ul><li>Consciente </li></ul><ul><li>Inconsciente Pessoal </li></ul><ul><li>Inconsciente Coletivo </li></ul><ul><li>Self </li></ul><ul><li>Lembrando que esses 4 itens são instâncias psíquicas e não devem ser consideradas estruturas. Essas instâncias não são fixas, mas dinâmicas. </li></ul>
  12. 13. Consciente
  13. 14. <ul><ul><li>--É formado pelo Ego (eu). </li></ul></ul><ul><ul><li>--O ego é o centro do consciente pessoal. </li></ul></ul><ul><ul><li>--É o que eu acho que sei sobre mim mesmo. </li></ul></ul><ul><li>--O ego é composto por: percepções conscientes, recordações, pensamentos e sentimentos que são reconhecidos. </li></ul><ul><li>--O ego é altamente seletivo. Ele seleciona conteúdos que são assimilados. Atenção seletiva. </li></ul><ul><li>--O ego está relacionado à vontade. </li></ul><ul><li>--Percepção geral do próprio corpo e da própria existência. </li></ul>
  14. 15. Inconsciente Pessoal <ul><li>É Formado por: </li></ul><ul><li>1)Percepções e impressões subliminares com carga energética insuficiente para atingir o consciente. </li></ul><ul><li>2) Idéias ainda fracas e indiferenciadas. </li></ul>
  15. 16. <ul><li>3)Traços de acontecimentos ocorridos durante a vida e perdidos pela memória consciente. História pessoal. </li></ul><ul><li>4)Recordações penosas de serem relembradas. </li></ul><ul><li>5)Grupo de representações carregado de forte potencial afetivo, incompatíveis com a atitude consciente (complexos). </li></ul>
  16. 17. Complexos <ul><li>É Composto por duas partes. </li></ul><ul><li>1-Parte externa composta por conteúdos pessoais reprimidos. </li></ul><ul><li>2-Núcleo arquetípico </li></ul><ul><li>(conteúdo mitológico, coletivo) </li></ul>
  17. 18. <ul><li>Casca do Complexo->Superfície que se apresenta como o padrão de reação, dependente de uma rede de associações em torno de uma emoção central e adquirido individualmente por acontecimentos e traumas de infância. </li></ul><ul><li>Núcleo arquetípico-> Predisposição básica que determinará quais os tipos de complexos que se desenvolverão. Padrão humano universal . </li></ul>
  18. 19. Inconsciente coletivo <ul><li>-Camada mais profunda do Inconsciente. </li></ul><ul><li>-Fundamentos da Psiquê comuns a todos os homens. </li></ul><ul><li>- Herança comum que transcende todas as diferenças de cultura e de atitudes conscientes. </li></ul>
  19. 20. <ul><li>É formado por: </li></ul>
  20. 21. Arquétipos <ul><li>São disposições latentes para reações idênticas. </li></ul><ul><li>- Predisposições inconscientes. </li></ul><ul><li>- Formas SEM CONTEÚDO que organizam e direcionam a psiquê </li></ul>
  21. 22. <ul><li>“ Existem tantos arquétipos quantas as situações típicas na vida. Uma repetição infinita gravou estas experiências em nossa constituição psíquica, não sob a forma de imagens saturadas de conteúdo, mas a princípio somente como formas sem conteúdo que representavam apenas a possibilidade de um certo tipo de percepção e de ação” </li></ul><ul><li>Carl G. Jung </li></ul>
  22. 23. <ul><li>Os principais arquétipos são: </li></ul><ul><li>-Persona </li></ul><ul><li>-Sombra </li></ul><ul><li>-Anima/ Animus </li></ul><ul><li>-Self </li></ul><ul><li>-Grande mãe </li></ul><ul><li>-Velho sábio </li></ul>
  23. 24. Persona <ul><li>Persona é a máscara que os antigos usavam para representar no teatro. </li></ul><ul><li>Este arquétipo está relacionado aos diversos papéis sociais que desempenhamos na sociedade. </li></ul><ul><li>É a maneira da pessoa se apresentar em sociedade. </li></ul>
  24. 25. <ul><li>- Desempenhamos diversos papéis na sociedade que vivemos, pai, mãe, médico, professor, pastor, líder da igreja etc. </li></ul><ul><li>- Devemos cuidar para que não haja identificação com a persona, ou seja, para que a pessoa não viva conforme o papel social, mas que identifique que em tal lugar, trabalho, escola, casa etc apenas está desempenhando um papel. </li></ul>
  25. 26. Sombra <ul><li>A sombra se refere a tudo que há de sombrio, de escuro, de tenebroso em nós. </li></ul><ul><li>São conteúdos reprimidos, qualidades consideradas menos boas, menos desejáveis ou más. </li></ul>
  26. 27. <ul><li>A sombra costuma ser projetada numa figura do mesmo sexo que o indivíduo. </li></ul><ul><li>Um dos momentos mais difíceis na análise é quando o paciente se confronta com a sua sombra. Quando ele reconhece nas pessoas que não gosta características que são suas, mas que não foram aproveitadas pelo ego e caíram na sombra. </li></ul><ul><li>O paciente deve estar preparado para fazer essa confrontação com a sombra. </li></ul>
  27. 28. <ul><li>A sombra é uma imagem do ego, visto que os conteúdos pertencem a pessoa, apenas não foram assimilados, o conteúdo não desaparece, fica na sombra. </li></ul><ul><li>- É muito importante, para a progressão da análise, que o analista trabalhe com o paciente os conteúdos da sombra. Para Jung, esses conteúdos são importantes para completar o repertório da pessoa. Caso os conteúdos sejam reintegrados, a consciência fica com um maior sentido de totalidade e mais perto da individuação. </li></ul>
  28. 29. <ul><li>-Os conteúdos da sombra estão em evidente contraste com os ideais do ego. </li></ul><ul><li>-A sombra pode também ser projetada de forma coletiva, como nossos inimigos, ou personificações do mal. </li></ul><ul><li>-Algumas das representações mitológicas da sombra são :O Dêmonio, o arquiinimigo, o tentador, o inimigo. </li></ul><ul><li>-É aquilo que descobrimos estar faltando em nós. </li></ul>
  29. 30. Anima/Animus <ul><li>Esses arquétipos têm a ver com os relacionamentos com pessoas de sexo oposto. </li></ul><ul><li>A anima representa o feminino que há dentro de cada homem. </li></ul><ul><li>O animus representa o masculino que há dentro de cada mulher. </li></ul>
  30. 31. <ul><li>Anima e animus representam idealizações inconscientes. Ou seja, modelos de perfeição ideais para cada pessoa. </li></ul><ul><li>Projetamos anima e animus em pessoas que gostamos, amigos, namorado, namorada etc. </li></ul><ul><li>Amor platônico é um exemplo de projeção da anima e animus. Não conhecemos a pessoa, apenas nos apaixonamos por um ideal projetado. </li></ul><ul><li>É o impulso para o envolvimento, a conexão instintiva com outras pessoas. </li></ul>
  31. 32. <ul><li>- Representam também padrões de emoção. Medos, ansiedades, amores, rancores, razão etc. </li></ul><ul><li>- O contato e o relacionamento do bebê com pai e mãe irão direcionar como será o padrão de anima e animus do indivíduo. </li></ul><ul><li>- Devemos nos conscientizar de nossas projeções e alcançar a realidade da outra pessoa, e não ficarmos presos no mesmo ciclo de identificações com a anima e animus. </li></ul><ul><li>- Devemos nos conscientizar de nossas idealizações. </li></ul>
  32. 33. <ul><li>É fator essencial na análise a percepção do paciente que suas reações emocionais frente a outras pessoas, na verdade, não são reações dele (ego), mas são reações pré-dispostas e inconscientes determinadas por uma “personalidade autônoma”, que é a anima ou o animus. </li></ul><ul><li>- A conscientização de que nossas expectativas em relação aos outros são apenas idealizações inconscientes é primordial para o bom desenvolvimento da análise. </li></ul>
  33. 34. <ul><li>- A integração da anima e animus alivia a pressão de tensões afetivas, depressões, estados de ânimo e crises, além de abrir caminho para o relacionamento e de uma maior habilidade para ver a outra pessoa como ela realmente é. </li></ul>
  34. 35. Self <ul><li>- Este arquétipo tem a ver com a totalidade. </li></ul><ul><li>- O Self é o centro regulador da psiquê. </li></ul><ul><li>- Para Jung o aparelho psíquico é auto-regulável e busca sempre o equilíbrio. </li></ul><ul><li>- O Self é quem organiza a psiquê. </li></ul>
  35. 36. <ul><li>- O Self pode ser manifesto por símbolos organizadores ex: religião, imagem de Deus, cultos religiosos, batismo etc.. Todos esses exemplos provocam modificações e uma realização e organização da psiquê, logo, são manifestações do Self. </li></ul><ul><li>- Só é possível o desenvolvimento do Self através da transcendência. Da unificação dos opostos, da conscientização de conteúdos reprimidos. Quem organiza isso é o Self. </li></ul><ul><li>- O Self, além de instância organizadora da psiquê, também é considerada um arquétipo por ser uma tendência à organização. Ou seja, se auto-regula. </li></ul>
  36. 37. Grande mãe <ul><li>- Após um contato entre o ego feminino e o animus, a mulher pode vir a pensar que superou os problemas de projeção, e que venceu os impulsos gerados pelo animus. Ela passa então a vivenciar um novo arquétipo, o da grande-mãe. Ela se identifica com esse arquétipo e se sente a própria bondade e compreensão em pessoa, além de ser a detentora de todo o amor. </li></ul>
  37. 38. <ul><li>O ambiente que a pessoa identificada com esse arquétipo vive não a vê como a pessoa se sente. </li></ul><ul><li>A pessoa se percebe como influente, cheia de algo oculto e fascinante. </li></ul><ul><li>Ela se acha com uma força excepcional. </li></ul><ul><li>O individuo passa a se endeusar. </li></ul>
  38. 39. <ul><li>Enquanto o indivíduo pensar possuir a verdade absoluta ele continuará identificado com o arquétipo da grande-mãe. Tem de haver uma conscientização de que esse sentimento(espírito) de grandeza é algo pertencente ao inconsciente coletivo, é um problema atravessado por muitas pessoas, geralmente líderes, e que haja um equilíbrio entre o ego e o inconsciente. Quando há essa consciência de equilíbrio, chega-se ao Self. Consciente e inconsciente dialogando. </li></ul>
  39. 40. Velho Sábio <ul><li>É o equivalente ao arquétipo da grande mãe, o homem, após “vencer” sua anima, se vê como ser superior, como guia, possuidor da máxima experiência. </li></ul><ul><li>O perigo dessa identificação reside no indivíduo se fechar para novas experiências, pois afinal, ele já “conhece tudo”. </li></ul>
  40. 41. <ul><li>- O arquétipo do Velho sábio pode ser representado em sonhos por imagens de feiticeiros, padres, mágicos. Etc </li></ul>
  41. 42. Imagens arquetípicas <ul><li>- Enquanto o arquétipo é a forma sem conteúdo, é a potencialidade, a imagem arquetípica é o conteúdo do arquétipo, é como a pessoa direciona e enxerga uma potência. </li></ul><ul><li>- Cada pessoa reage e entende um estímulo de uma forma diferente. </li></ul>A deusa Artemisa corresponde ao arquétipo da Mulher Selvagem
  42. 43. Mãe
  43. 44. Pai
  44. 46. <ul><li>Em 1921, Jung publicou o livro Tipos psicológicos, um dos mais importantes de sua obra. </li></ul><ul><li>- Tipos psicológicos são as formas com que as pessoas interagem com o mundo. </li></ul><ul><li>- São divididos em Atitudes e Funções. </li></ul>
  45. 47. <ul><li>ATITUDES = EXTROVERSÃO E INTROVERSÃO. </li></ul><ul><li>---NÃO TEM A VER COM TIMIDEZ OU EXCESSO DE ALEGRIA. </li></ul>
  46. 48. <ul><li>Na atitude extrovertida, a energia psíquica é canalizada para as representações do mundo exterior, objetivo. </li></ul><ul><li>Na atitude introvertida, a energia flui para as estruturas e processos subjetivos. </li></ul><ul><li>O instrospectivo se interessa pela análise de seu mundo interior, interage com o externo da forma que melhor for adequada para ele, não para o mundo. </li></ul><ul><li>O extrovertido se preocupa com as interações com as pessoas e as coisas. </li></ul><ul><li>- Se em uma pessoa predomina a atitude Extrovertida, essa atitude será observada conscientemente, a introversão permanecerá inconsciente. Assim como se nela predominar a Introversão, será Extrovertida inconscientemente. </li></ul>
  47. 49. <ul><li>FUNÇÕES PSICOLÓGICAS </li></ul>
  48. 51. <ul><li>FUNÇÕES RACIONAIS ( É racional por ser função de discriminação lógica (julgamento). -PENSAMENTO = Associar idéias umas às outras para chegar a um conceito geral ou à solução de um problema. </li></ul><ul><li>-SENTIMENTO = É uma função avaliadora; ele aceita ou rejeita uma idéia tomando como base o sentimento agradável ou desagradável que tal idéia suscita. </li></ul><ul><li>FUNÇÕES IRRACIONAIS (De percepção) </li></ul><ul><li>-SENSAÇÃO = Percepção sensorial que inclui todas as experiências conscientes produzidas pela estimulação dos órgãos dos sentidos : visões, ruídos, cheiros, paladares e contatos. </li></ul><ul><li>-INTUIÇÃO = Não exige nenhum julgamento, a pessoa não sabe de onde ela vem, nem de onde se origina, conhecida também como sexto sentido ou percepção extra-sensorial. </li></ul>
  49. 52. <ul><li>- “Esses quatro tipos funcionais correspondem aos recursos óbvios através dos quais a consciência obtém sua orientação para a experiência.” Carl Jung </li></ul><ul><li>- A sensação nos diz que uma coisa existe, o pensamento nos diz o que é essa coisa, o sentimento nos informa se essa coisa é agradável ou não e a intuição nos diz de onde ela vem e para onde vai. </li></ul><ul><li>- O principal teste para saber o tipo psicológico é o MBTI. Que também analisa o tipo de vida que uma pessoa adota, se de julgamento ou percepção. </li></ul><ul><li>- Modo de vida = Julgamento  - Preferência por ter uma vida organizada e planejada. </li></ul><ul><li>- Percepção - Preferência por ter uma vida espontânea e flexível </li></ul>
  50. 53. <ul><li>- O que determina o padrão de atitudes e funções depende de fatores inatos que se manifestam muito cedo na vida da criança. Esse padrão fica sujeito a ser modificado pelas influências dos pais e de outros fatores sociais. </li></ul><ul><li>- Site não-oficial com teste de Tipos Psicológicos: http://www.inspiira.org/ </li></ul>
  51. 54. Expressões do Inconsciente <ul><li>O Inconsciente é atemporal. </li></ul><ul><li>O Inconsciente não trabalha com a idéia de espaço. </li></ul><ul><li>O inconsciente se manifestará sempre com o objetivo de trazer equilíbrio à Psiquê. </li></ul><ul><li>Auto-regulação psíquica se refere a tendência do inconsciente em manifestar conteúdos não vivenciados na consciência, de forma que o sujeito viva inconscientemente o que está reprimido, equilibrando e regulando a psiquê. </li></ul>
  52. 55. <ul><li>Formas de manifestação do Inconsciente </li></ul><ul><li>Mandalas </li></ul><ul><li>Sonhos </li></ul><ul><li>Catarse </li></ul><ul><li>Símbolos </li></ul><ul><li>Mitologia </li></ul><ul><li>Artes </li></ul><ul><li>Sincronicidade </li></ul>
  53. 56. MANDALAS <ul><li>Jung descobriu que as mandalas expressavam conteúdos interiores do ser humano, e no seu estudo das manifestações do inconsciente, seus analisados produziam de forma espontânea desenhos de mandalas, sem saber o que ela é ou o que estavam fazendo, e ele dizia, que isso tende a acontecer com pessoas que possuem um progresso muito grande na sua individuação. </li></ul>
  54. 57. <ul><li>“ O Self é com freqüência figurado em sonhos ou imagens de forma impessoal - como um círculo, mandala, cristal ou pedra - ou pessoal como um casal real, uma criança divina, ou na forma de outro símbolo de Divindade .”(Fadiman e Frager, 2002, p. 56 na ed. Harbra) </li></ul><ul><li>Mandala é uma palavra Sanscrita para círculo de cura ou mundo inteiro. É uma representação do universo e de tudo que há nele. Khyil-khor é a palavra Tibetana para mandala e significa &quot;centro do universo onde um ser totalmente iluminado habita&quot;. Os círculos sugerem totalidade,unidade, o útero, completude e eternidade. </li></ul>
  55. 58. <ul><li>A mandala pode ser utilizada de vários modos: desenvolvimento pessoal,desenvolvimento espiritual, promover cura, harmonização de pessoas e ambientes, rituais, magia,dança,decoração,arte,arquitetura. </li></ul><ul><li>Então, podemos dizer que a mandala serve para ativar, energizar, irradiar, concentrar, absorver, transformar, transmutar, curar e espiritualizar as pessoas que trabalham com elas, um ambiente que se quer fazer especial ou até mesmo para algo que se quer alcançar. </li></ul>
  56. 63. SONHOS <ul><li>Na análise Junguiana os sonhos do paciente são analisados. </li></ul><ul><li>Os sonhos tem duas funções principais: </li></ul><ul><li>Função Compensatória : O sonho é auto-regulador de uma atitude consciente unilateral errônea ou antinatural. </li></ul><ul><li>Função Prospectiva : O sonho é uma antecipação inconsciente da realização consciente futura , como um plano rascunhado antecipadamente e nunca como uma profecia infalível. </li></ul>
  57. 64. O sonho é uma manifestação criativa da psique (mente inconsciente e consciente) e transcende os meros cinco sentidos. Portanto, os sonhos podem, de forma simbólica e numa linguagem própria, revelar questões de sua personalidade que precisam ser trabalhadas. Carl Jung não reduz os sonhos à satisfação de desejos reprimidos no inconsciente pessoal, como o fez Freud. Ele os toma como mensageiros de complexos. Segundo ele, anexo a nossa consciência imediata existe um segundo sistema psíquico, de natureza coletiva, universal e impessoal, que se revela idêntico em todos os indivíduos. Povoando esse inconsciente coletivo há os arquétipos (imagens primordiais ou símbolos, impressos na psique desde o começo dos tempos e, a partir de então transmitidos à humanidade inteira). A mãe, o pai, a criança, a anima, o animus, o herói, a sombra, com seus temas associados, são exemplos de tais arquétipos, representados mundialmente em mitos, histórias infantis e sonhos. As mensagens arquetípicas nos sonhos conferem uma forma definida a determinado conteúdo psíquico do inconsciente e quase sempre assumem imagens simbólicas.
  58. 65. <ul><li>Como expressão simbólica do processo vital, o sonho tem implicações profundas e elevadas, para o físico e para o espiritual, para o corpo e para a psique. Ele pode ser um aliado valioso para a compreensão dessas interligações. Pode nos fornecer o mapa para a compreensão simbólica de sintomas psicossomáticos e, por vezes, de sua resolução. Pode constituir, assim, uma chave preciosa para nosso autoconhecimento e bem-estar. </li></ul><ul><li>&quot;Dentro de cada um de nós há um outro que não conhecemos. Ele fala conosco por meio dos sonhos.&quot; (Carl Jung) </li></ul>
  59. 66. CATARSE <ul><li>Catarse significa “cura pela fala”. O analista deixa o paciente falar e expressar tudo que lhe vem a mente, dessa forma o inconsciente se manifesta. </li></ul><ul><li>(Atos falhos, chistes) </li></ul>
  60. 67. SÍMBOLOS <ul><li>Jung descobriu que o inconsciente se expressa através de símbolos. Ele viu que existem símbolos no inconsciente coletivo (dentro de nós), símbolos religiosos tais como o símbolo do dharma budista, a cruz, a estrela de David entre muitos outros. </li></ul><ul><li>“ Para Jung, cada pessoa que nasce, traz consigo como que uma &quot;herança ancestral&quot; de toda a história da humanidade codificada em símbolos”. Dra. Maria Aparecida Diniz Bressani </li></ul><ul><li>O ser humano vive, na verdade, simbolicamente, porém, com seu racional desenvolvido (principalmente aqui no ocidente), acabou se afastando do ser divino que há em si (que se expressa por meio de símbolos) e é por isso que ele, atualmente, não consegue compreender a linguagem dos símbolos.  </li></ul>
  61. 69. <ul><li>Os símbolos são necessários para nos reconectar com o sagrado, com o inconsciente. </li></ul><ul><li>O conceito junguiano de símbolo difere, portanto, do conceito de símbolo da escola freudiana. As representações disfarçadas de conteúdos reprimidos no inconsciente são símbolos para os freudianos e apenas sinais para os junguianos. Freud afirma que a simbolização surge como resultado do conflito entre a censura e as pulsões reprimidas, enquanto Jung, em vez de ver na atividade formadora de símbolos o resultado de conflitos, vê uma ação mediadora, uma tentativa de encontro entre opostos movida pela tendência inconsciente à totalização. Outra diferença consiste em que, na concepção freudiana, embora os símbolos sejam numerosos, referem-se sempre a reduzido número de idéias inconscientes que dizem respeito ao corpo do indivíduo, às personagens da família, aos fenômenos do nascimento, da sexualidade e da morte. 0 símbolo, na concepção junguiana é uma linguagem universal infinitamente rica, capaz de exprimir por meio de imagens muitas coisas que transcendem das problemáticas específicas dos indivíduos. </li></ul>
  62. 70. MITOLOGIA <ul><li>Segundo Jung, os mitos são expressões simbólicas de dramas internos, inconscientes, que revelam a natureza da psique. Possuem um estrato mais profundo, de caráter universal, estruturado por conteúdos tais como os motivos típicos da imaginação de todos os homens. Jung dizia também que a arte é a expressão mais pura que há para a demonstração do inconsciente de cada um, é a liberdade de expressão, a sensibilidade, a criatividade, é a vida. </li></ul>
  63. 71. <ul><li>Os mitos servem para nos guiar. Podemos nos inspirar nos mitos para seguir nosso caminho. </li></ul><ul><li>Muitas histórias mitológicas conservam-se na mente das pessoas, dando uma certa perspectiva daquilo que acontecia em suas vidas. </li></ul><ul><li>“ Essas informações provenientes de tempos antigos têm a ver com os temas que sempre deram sustentação à vida humana, construíram civilizações e formaram religiões através dos séculos, e têm a ver com os profundos problemas interiores, com os profundos mistérios, com os profundos limiares da nossa travessia pela vida...” </li></ul><ul><li>Joseph Campbell </li></ul><ul><li>Aquilo que os seres humanos têm em comum revela-se no mito. Segundo Campbell, eles são histórias da nossa vida, da nossa busca da verdade, da busca do sentido de estarmos vivos. Os mitos são pistas para as potencialidades espirituais da vida humana, daquilo que somos capazes de conhecer e experimentar interiormente. O mito é o relato a experiência da vida. Eles ensinam que nós podemos voltar-nos para dentro. </li></ul><ul><li>Assim sendo os mitos têm como tema principal e fundamental que é a busca da espiritualidade interior de cada um de nós. </li></ul>
  64. 72. <ul><li>Mito do herói – Jornada do Herói </li></ul>
  65. 75. <ul><li>Devemos descobrir qual é o mito que rege nossas vidas para que tenhamos uma direção, um objetivo de vida. </li></ul>
  66. 76. ARTES <ul><li>Segundo Jung, o inconsciente se manifesta através de desenhos, pinturas, músicas e arte em geral. </li></ul><ul><li>Nise da Silveira, analista Junguiana brasileira criou o museu do inconsciente, que contém quadros de pacientes psiquiátricos. </li></ul><ul><li>http://www.museuimagensdoinconsciente.org.br </li></ul>
  67. 77. Sincronicidade -Sincronicidade (do grego syn, junto, e chronos, tempo) é um conceito desenvolvido por Jung para definir acontecimentos que se relacionam não por relação causal e sim por relação de significado. A sincronicidade é também referida por Jung de &quot;coincidência significativa&quot;. -É a experiência de ocorrerem dois (ou mais) eventos que coincidem de uma maneira que seja significativa para a pessoa (ou pessoas) que vivenciaram essa &quot;coincidência significativa&quot;, onde esse significado sugere um padrão subjacente.
  68. 78. <ul><li>- Jung fala de sincronicidade, relatando um caso em que uma de suas pacientes, num momento crítico de sua análise, relatou um sonho em que recebia um escaravelho de ouro de presente. No momento do relato, Jung ouviu um ruído, como se alguma coisa batesse de leve na janela. Olhou e viu em besouro raro naquela região, tentando entrar. Jung relata que era a representação mais próxima do escaravelho de ouro, que é um símbolo clássico de renascimento. </li></ul>
  69. 79. <ul><li>Processo de Análise e termos Junguianos </li></ul><ul><li>- Análise Junguiana busca a confrontação e o reconhecimento do impulso como algo diferente do eu. Só assim é possível um desenvolvimento psíquico. </li></ul><ul><li>Identidade = Ausência de diferenciação entre o sujeito e os impulsos. É inconsciente. Nos leva a respostas automáticas. </li></ul><ul><li>Inflação =Sensação absoluta de segurança e poder. </li></ul><ul><li>Identificação = Imitação consciente ou inconsciente. </li></ul>
  70. 80. -A análise Junguiana busca uma transformação diretamente no núcleo do complexo. -São analisados além de conteúdos pessoais os conteúdos coletivos e mitológicos que podem influenciar o sujeito. -A força do complexo dependerá dos conteúdos pessoais envolvidos e da capacidade do ego para assimilá-los. -Complexos podem ser mais autônomos ou menos autônomos.
  71. 81. <ul><li>Projeção = Caminho através do qual o complexo inconsciente tenta chegar ao nosso consciente. É uma imagem interior evocada por algum elemento EXTERNO. </li></ul><ul><li>- Sabemos quando estamos projetando quando o tema envolvido nos desperta forte carga de afeto. </li></ul><ul><li>A projeção não nos deixa liberdade de escolha. </li></ul><ul><li>- Pode haver projeção por pessoas e objetos. </li></ul>
  72. 82. <ul><li>Sublimação = Atitude e esforço consciente para desviar a energia psíquica para outras áreas. </li></ul>
  73. 83. INDIVIDUAÇÃO <ul><li>A individuação, conforme descrita por Jung, é um processo através do qual o ser humano evolui de um estado infantil de identificação para um estado de maior diferenciação, o que implica uma ampliação da consciência. Através desse processo, o indivíduo identifica-se menos com as condutas e valores encorajados pelo meio no qual se encontra e mais com as orientações emanadas do Self, a totalidade. </li></ul>
  74. 84. <ul><li>Jung entende que a conscientização dessa totalidade é a meta do desenvolvimento da psique. </li></ul><ul><li>Devemos buscar essa individuação, essa iluminação, esse auto-conhecimento. </li></ul>
  75. 85. <ul><li>Jung ressaltou que o processo de individuação não entra em conflito com a norma coletiva do meio no qual o indivíduo se encontra, uma vez que esse processo, no seu entendimento, tem como condição para ocorrer que o ser humano tenha conseguido adaptar-se e inserir-se com sucesso dentro de seu ambiente, tornando-se um membro ativo de sua comunidade. Jung afirmou que poucos indivíduos alcançavam a meta da individuação de forma mais ampla. </li></ul>
  76. 86. <ul><li>Um dos passos necessários para a individuação é a assimilação das quatro funções (sensação, pensamento, intuição e sentimento) </li></ul>
  77. 87. Frases Jung <ul><li>“ Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro.” </li></ul><ul><li>“ Todos nós nascemos originais e morremos cópias.” </li></ul><ul><li>&quot;Aquilo a que você resiste, persiste.“ </li></ul><ul><li>“ Tudo que nos irrita nos outros pode nos levar a um melhor conhecimento de nós mesmos.” </li></ul><ul><li>“ O sofrimento precisa ser superado, e o único meio de superá-lo é suportando-o.” </li></ul><ul><li>“ Só em nós mesmos podemos mudar alguma coisa; nos outros é uma tarefa quase impossível.” </li></ul><ul><li>“ Conheças todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.” </li></ul><ul><li>“ Só aquilo que somos realmente tem o poder de curar-nos” </li></ul><ul><li>&quot;O terapeuta deve ter em mente que o paciente está ali para ser tratado e não para verificar uma teoria.&quot; </li></ul>
  78. 88. <ul><li>&quot;Não posso provar a você que Deus existe, mas meu trabalho provou empiricamente que o &quot;padrão de Deus&quot; existe em cada homem, e que esse padrão (pattern) é a maior energia transformadora de que a vida é capaz de dispor ao indivíduo. Encontre esse padrão em você mesmo e a vida será transformada.&quot; (C.G. Jung) </li></ul>
  79. 89. Francisco Purcotes Júnior [email_address] 99170350
  80. 90. Referências Bibliográficas <ul><li>Introdução à Psicologia Junguiana - Calvin S. Hall e Vernon J. Nordby </li></ul><ul><li>Individuação Junguiana - Cacilda Cuba dos Santos </li></ul><ul><li>A busca do símbolo - Edward C. Whitmont </li></ul><ul><li>Jung -Tito R. de A. Cavalcanti </li></ul><ul><li>http://an.locaweb.com.br/Webindependente/Buddhismo/jungeoespiritualismo.htm </li></ul><ul><li>http://www.salves.com.br/mandala.htm </li></ul><ul><li>http://www.mundodasmandalas.com/html/pagina_variedades_artigo_mandala1.html </li></ul><ul><li>http://www.cursodesonhos.com/ </li></ul><ul><li>http://www.virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab2003/g3/sonhos.html </li></ul><ul><li>http://www.riototal.com.br/coojornal/guardiao-jung009.htm </li></ul><ul><li>http://intra.vila.com.br/sites_2002a/urbana/bia/jung.htm </li></ul><ul><li>http://pt.wikipedia.org/wiki/Sincronicidade </li></ul><ul><li>http://dulcineacassis.blogspot.com/2007/09/coincidncia-ou-sincronicidade.html </li></ul>

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