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  1. 1. JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO PRODERJ – ASCPDERJ http://ascpderj.sites.uol.com.br No 137 Ano 13 Julho/2008 A FORÇA DA UNIDADE Finalm Saiu a e nte! homolo do con gação curso (pág 3 ) Mais de 2 mil servidores públicos estaduais juntaram suas Janeiro. A passeata saiu do Largo do Machado e foi até o forças e realizaram grande manifestação para cobrar do Palácio Guanabara. governo o fim de treze anos de congelamento nos salários Novas reuniões do Movimento unificado preparam outra e dizer não ao desmonte dos serviços públicos no Rio de mobilizações do funcionalismo. Págs 4 e 5.
  2. 2. 2 • Julho/2008 • J O R N A L D A A S S O C I A Ç Ã O D O S S E R V I D O R E S D O P R O D E R J J O R N A L D A A S S O C I A Ç Ã O D O S S E R V I D O R E S D O P R O D E R J • Julho/2008 • 3 Editorial PRODERJ FOTOS: VANOR CORREIA Expediente Resgate da luta dos servidores do Proderj Jornal da ASCPDERJ Associação dos Servidores do Centro de Processamento N uma reflexão histórica da luta dos trabalhadores do Proderj é bom ressaltar, não só a experiência de luta e de nego- ciação de quase 30 anos, mas também o período de organi- foi marcada por duros enfrentamentos e, mais uma vez, os trabalhadores do Proderj demonstraram a força da sua orga- nização e a defesa intransigente de uma política de TIC volta- de Dados do Estado do Rio de Janeiro zação e consolidação da representação dos servidores. da para a população, dirigida pelo estado e contrária aos mes- Em plena ditadura militar, fomos capazes de criar uma en- quinhos interesses empresariais. Duas manifestações são R. São Francisco Xavier, 524/ 2º and. Maracanã – CEP 20.550-013 tidade que nos deu a base de sustentação daquilo que con- significativas deste período: a primeira greve unificada dos Tel: 2569-5480/2568-0341 quistamos ao longo destes 40 anos. Convivemos com di- servidores da UERJ & Proderj e a greve dos 22 dias, contra a ascpderj.secretaria@uol.com.br versas direções que sempre aplicaram as determinações transferência e fragmentação das instalações do nosso CPD ascpderj.imprensa@uol.com.br de governo. Após 1980, já como autarquia, foi um momen- e a política de sucateamento da autarquia e entrega de seu to da luta dos trabalhadores em que se deu a conquista da patrimônio técnico, seus serviços, à iniciativa privada. Tudo Edição fechada em: Lei 1.137 (antigo Plano de Cargos) e da Lei 701, que previa isso na gestão de Frederico Novaes, que hoje ainda circula 18/08/2008 um complemento salarial equiparando aos salários de mer- nos gabinetes governamentais... cado. Esse foi o período da derrubada da ditadura e a volta O objetivo deste projeto neoliberal sempre foi atacar os di- Presidente: das liberdades democráticas, reitos mais fundamentais dos trabalhadores, em especial dos LEILA DOS SANTOS das eleições para governador e, servidores públicos, e transferir este rico patrimônio e as A Sala de Audiências da Alerj ficou lotada pelos servidores do Proderj, quando foi debatida a homologação do concurso público Leila Santos falou em nome dos trabalhadores na Alerj 1º Vice-presidente: evidentemente, de explosão do grandes somas de dinheiro que envolve esta área de TI JOSÉ JOAQUIM P. DE C. A. NETO movimento dos trabalhadores para os bolsos do setor privado, dos grandes capita- Mais uma grande vitória! 2º Vice-presidente: no Brasil pelas suas reivindica- listas. É daí que nasce a campanha contra a Lei 701, JÚLIO CÉSAR FAUSTINO ções, abafadas durante 24 pela sua inconstitucionalidade e pela sua extinção. 1º Secretário: anos. Imediatamente, os trabalhadores reagem e colocam ELIZABETH SILVA MARTINS Eleito o governo, estoura a pri- em marcha a campanha pela aprovação de um pla- 2º Secretário: meira greve de processamento de no de cargos, percebendo que sua principal con- ULYSSES DE MELLO FILHO 1º Tesoureiro: dados do país, fruto de uma in- quista ao longo de 20 anos estava ameaçada. Após inúmeras mobilizações, concursados serão chamados a ocupar seus lugares tensa mobilização em prol da Não durou muito tempo para que essa vitó- MARCOS VILLELA DE CASTRO U aprovação da Lei 701. A ria se desse e enterrássemos qualquer ma longa e vitoriosa batalha é o que significou nais na porta do Banerjão, manifestações, audiênci- de reivindicação pelos trabalhadores estava em contra- Responsável pela Sede Praiana (Saquarema): ASCPDERJ e os representantes tentativa de reduzir nossos salários e de finalmente a homologação do Concurso Públi as públicas, a greve de junho de 2005, denúncia ao dição em relação àquilo que a direção do Proderj falava JOSÉ JOAQUIM PIRES NETO (KIKO) dos trabalhadores são recebi- dividir os trabalhadores. Assim, incor- co para contratação de novos profissionais para Ministério Público Estadual, ato na porta do Palácio e o que ela fazia realmente. A ex-presidente e hoje Se- dos pelo governo e garantem poramos a 701 e garantimos uma o Proderj. Fruto de uma árdua luta e imprescindível rei- Guanabara, entre outras medidas, forçou a direção do cretaria de Educação do Estado, Tereza Porto, nada fez Redação e Edição: suas exigências. Daí para fren- aposentadoria sem atropelos. As vindicação para renovação e preenchimento do quadro Proderj a resolver essa questão. para homologar o Concurso e chamar os aprovados. FERNANDO ALVES te, a luta não parou, a organi- greves, manifestações e passea- de pessoal da Autarquia, tendo como preocupação não A situação do futuro da autarquia é tão grave no qua- Este é o primeiro item de nossa pauta de reivindica- DENISE MAIA zação aumentou e, aos poucos, tas fizeram parte deste período, asfixiar o Proderj. Essa conquista foi uma vitória da luta dro de pessoal, que no ano passado a diretoria da As- ções atendido pelo atual presidente Paulo Coelho. O Diagramação ESTOPIM COMUNICAÇÃO E EVENTOS fomos dando forma a uma polí- pois estes são os verdadeiros ins- dos servidores que garantiram a realização do Concur- sociação conseguiu realizar, na Assembléia Legislativa, que significa que temos possibilidade de solucionar 2518-7715 tica que unia os interesses sa- trumentos dos trabalhadores. so Público, através da aprovação do Plano de Cargos. três Audiências Públicas para debater vários temas outras pendências contidas em nossa pauta e cobrar Ilustração: lariais aos interesses profissio- Neste momento em que o PRODERJ Foi a partir da aprovação do Plano de Cargos, que esta- envolvendo a situação especifica do Proderj. Entre eles da própria direção, empenho no sentido de resolvê- LATUFF nais e tecnológicos. completa seus 40 anos vivemos as beleceu como uma das medidas manter por completo estava a questão da homologação do concurso públi- las. Isso só mostra que a ex-presidente Tereza Porto Fotolitos & Impressão: Na década de 90, início das mesmas e outras dificuldades e ten- os quadros de pessoal do Proderj, que os trabalhadores co. Todas as movimentações realizadas pela ASCPDERJ tratou com muito descaso as nossas reivindicações, GRAFNEWS privatizações em todo o Brasil, assu- tativas de fragmentação e desvalori- puderam cobrar a realização de um con- deixaram claro de que o não atendimento a esse item engavetou nossos pleitos e foi omissa quanto a 3852-7166 me no Rio de Janeiro o governo Marce- zação daqueles que verdadeiramen- curso, já que a tendência dos quadros melhoria de condições para os traba- Na Internet lo Alencar, pai da prática neoliberal em te construíram e mantêm seus ser- técnicos da autarquia estimava a aposen- lhadores. http://ascpderj.sites.uol.com.br/ nosso estado, é aprovado na Alerj, o viços mesmo com seus salários con- tadoria de centenas de profissionais qua- Folha de Pagamento ameaçada! Por fim, nas reuniões de negociações Projeto de Desestatização e criado o Pro- gelados por mais de 12 anos. Mas lificados e experientes e a não realização realizadas com a direção do Proderj, nos Conforme publicamos na edição do jornal Divulgando de março de 2008, e grama de Exoneração Incentivada (PEI), os servidores vão continuar na sua de concurso para renovação do quadro meses de fevereiro e abril desse ano, a negada pelo presidente Paulo Coelho, a ameaça de retirada do sistema da ENTIDADE DE UTILIDADE que tanta destruição causou aos funci- luta por um PRODERJ grande cum- de pessoal põe em risco a continuidade diretoria da ASCPDERJ solicitou que Folha de Pagamento do Proderj com a sua terceirização, agora poderá ser PÚBLICA ESTADUAL onários públicos estaduais. Esta época prindo seu papel na sociedade. dos servi;cós executados pelo Proderj. esse item fosse resolvido independen- concretizada. O Plano de Cargos foi aprovado em 13 temente das negociações da campanha A Seplag (Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão) deverá abrir de maio de 2002, e o concurso aconte- salarial, já que a ASCPDERJ conhece e licitação para o sistema da Folha de pagamento. ceu em outubro do mesmo ano. considera preocupante o quadro com Com isso, o Proderj deverá ser mais uma vez perderá um serviço. Isso, expectativa de aposentadoria da “Água mole em pedra dura...” depois de ter retirado da Autarquia, os sistemas de Cadastro Civil e o de autarquia. Arrecadação do ICMS. Desde então, a diretoria da ASCPDERJ Entretanto, não basta apenas homolo- Uma medida desnecessária, já que o Estado deixará o controle de mais um não se cansou em lutar pela homologa- gar o Concurso e ficar enrolando para cha- serviço para o setor privado da área de informação. Ao invés de investir em ção e convocação dos trabalhadores mar os novos profissionais. É necessário saúde, educação e segurança pública, áreas críticas no estado, e que neces- concursados, colocando como item de agilidade, pois o Proderj tem urgência na sitam de investimentos. pauta das seguidas campanhas salariais reposição de seu quadro de pessoal. A possível retirada do sistema da Folha de Pagamento da Autarquia faz que se sucederam nesse período. Foi gra- Mais uma vez fica a lição de que so- parte da política de desmonte dos serviços públicos, que tem como base, a ças à persistência, à luta e às cobranças mente com luta é que vencemos e con- aplicação da Parceria Público Privada (PPP), que na verdade, desvia os recur- nas mesas de negociações que finalmen- quistamos nossos direitos. sos públicos, principalmente, em beneficio do setor privado. te a homologação aconteceu. A homologação do Concurso é uma pro- Os trabalhadores do Proderj precisam combater mais esse ataque ao Proderj Num período de intensas mobilizações, va incontestável da capacidade de luta e à política de Informática Pública do Estado. como por exemplo, assembléias sema- e da força dos trabalhadores.
  3. 3. SERVIDORES PÚBLICOS J O R N A L D A A S S O C I A Ç Ã O D O S S E R V I D O R E S D O P R O D E R J • Julho/2008 Chega de descaso! Ato contra o descaso com os serviços públicos e os servidores FOTOS: VANOR CORREIA O Movimento Unificado dos Servi dores Públicos Estaduais (MUSPE) vem crescendo diante da política do governo Sérgio Cabral Fi- lho de manter os salários do funciona- lismo estadual congelados por mais tempo. Seguindo seus antecessores Marcello Alencar, Garotinho e Rosinha, esse é mais um governo que massa- Educação estadual parou para participar da manifestação dos servidores públicos cra os trabalhadores do Estado, deixan- do a situação nos setores essenciais para a população como a saúde públi- ca, a educação e a segurança, por exem- plo, mergulhados num caos sem fim. É por isso, que proliferam as epidemias e a violência. O movimento unificado reúne, numa ação conjunta, cerca de 30 associações e sindicatos classistas. Entre os objeti- Proderj também vos do movimento está a denúncia do presente! sucateamento dos serviços públicos, o congelamento dos salários há mais de Os servidores do Proderj tam- 13 anos, as péssimas condições de bém se somaram a essa mobili- trabalho, o déficit de profissionais em zação, participando ativamente todas as áreas e o conseqüente prejuí- das reuniões, convocadas pela zo que essa situação gera ao atendi- da diretoria da ASCPDERJ. No mento da população. dia 13, dezenas de trabalhado- res da Autarquia se juntaram às Tudo pelo poder! centenas de ser vidores das Servidores do Proderj participaram ativamente da passeata Cerca de 2 mil servidores foram às ruas exigir o fim dos salários congelados Protestos contra a privatização da CEDAE Para se eleger aos cargos executivos, mais variadas categorias do fun- políticos usam sempre da má fé e de cionalismo. terceirizar ser viços e realizar leilões, atividades e foram à luta em passeata mentiras para obter seus intentos. Não Desde o início do movimento, entregando o patrimônio público à ini- que saiu do Largo do Machado e foi até foi diferente com Sérgio Cabral, que a ASCPDERJ somou seus esfor- ciativa privada. o Palácio Guanabara cobrar do governa- para conseguir sua eleição, afirmou que ços nessa luta, participando da É por essas e outras que surgem a dor que atenda suas reivindicações. valorizaria os servidores públicos esta- construção da unidade dos tra- todo o momento não só denúncias, mas Os principais pontos da pauta unificada duais, os servidores aposentados e tra- balhadores do Estado e defen- fatos, como os escândalos do Mensa- dos servidores estaduais são: recom- balharia para mudar a situação da saú- dendo a dignidade dos serviços lão, agenciados por Marcos Valério, e posição das perdas salariais em 66% de, da educação, da segurança e de- públicos e melhores condições ladrões como Daniel Dantas, que ficam sobre o vencimento; data base em 1º mais áreas dos serviços públicos. Até de salários e profissionais aos impunes e enriquecem apoiados por de Maio, para todas as categorias; con- agora nada de novo aconteceu. servidores. Além de denunciar políticos e projetos governamentais. tra as fundações de direito privado; con- A política é a mesma executada pelo que no setor de TIC o dinheiro Nada diferente no nível estadual, pois curso público; plano de carreira para ex-governador Marcello Alencar: des- está surgindo para terceiriza- foi por tráfico de influência, extorsão e servidores públicos; incorporação das monte e sucateamento dos ser viços ções e gastos até hoje não fe- formação de quadrilha que o deputado gratificações. Além disso, a pauta es- públicos. Estado Mínimo para o povo chados na transferência do Álvaro Lins, do PMDB, acaba de ter seu pecífica de cada categoria deve ser res- e para os trabalhadores, Estado Máxi- mainframe para o Serpro. mandato cassado pela Alerj. peitada e negociada pelo governo. mo para terceirização através de em- Nesse período, a diretoria da Insatisfeitos com a demagogia de A expectativa de reunir mais de dois presas privadas, que cobram o triplo Associação não descuidou de co- Sérgio Cabral Filho e sua política de jo- mil manifestantes foi cumprida. Ago- do que recebe um ser vidor público, e brar da direção do Proderj agili- gar sobre os trabalhadores todos os ra, o movimento deve marcar novas para os banqueiros, que se enriquecem dade nas negociações da pauta problemas herdados por sua adminis- jornadas de lutas para derrotar a polí- cobrando juros extorsivos aos deses- de reivindicações do corpo funci- tração, gerados pela incompetência e tica de massacre aos ser vidores pú- perados funcionários que estão há 13 onal e aguarda o agendamento corrupção, os servidores públicos do Rio blicos do Rio de Janeiro, conquistar anos com seus salários desvaloriza- de reunião para continuidade da de Janeiro unificam suas lutas para suas justas reivindicações e melho- dos. Nenhum diálogo com o funciona- mesa de negociação, que se ar- defender seus direitos. rar a qualidade dos ser viços ofereci- lismo público! Aber tura total para rasta por quatro meses. No dia 13 de agosto, paralisaram suas dos à população. Saúde compareceu em massa para exigir o fim do descaso com as unidades de atendimento à população do Estado.
  4. 4. 6 • Julho/2008 • J O R N A L D A A S S O C I A Ç Ã O D O S S E R V I D O R E S D O P R O D E R J J O R N A L D A A S S O C I A Ç Ã O D O S S E R V I D O R E S D O P R O D E R J • Julho/2008 • 7 Coluna do Aposentado Geral Especial FOTO: VANOR CORREIA 40 de lutas e conquistas! FOTOS: ARQUIVO ASCPDERJ José Átilla Valente, ex- presidente da ASCPDERJ, destacou o Música e diversas manifestações, marcaram as comemorações pelo aniversário do Proderj FOTOS: VANOR CORREIA pioneirismo dos servidores na área de Tecnologia da Informação do Estado do Rio de Janeiro Os desbravadores!!! Criatividade e inspiração não faltaram aos bons e velhos trabalhadores quando o Proderj surgiu. Há 40 anos, um grupo de trabalhadores deu iní- cio a esta história de êxito e de preparação para o futuro. Se hoje conhecemos de forma Ambiente tranqüilo no novo endereço Entrosamento entre o pessoal do Proderj e do Serpro é muito bom abrangente e coletiva a importância da tecnolo- gia da informação em nossas vidas, através da Depois da transferência, a vida no Serpro! Internet, é necessário saber que não era assim há 40 anos. Naqueles tempos, todos os profissionais que No dia 2 de julho de 2008, a imprensa da Associa- locomoverem ao trabalho, já que o local é de difícil fundaram o CPDERJ, hoje Proderj, não sabiam e ção dos Servidores do Proderj foi ao Serpro, no Horto, acesso. nem tinham idéia de que estavam sendo prota- Leila Santos faz pronunciamento destacando fatos determinantes para o Proderj Funcionários prestigiam o evento que lembrou a trajetória e as conquistas da instituição averiguar o local onde os trabalhadores da área de Sobre essas conquistas funcionais aqui rela- gonistas de um novo mundo, que aproximaria Operação estão alocados. tadas, a imprensa da ASCPDERJ e os ser vido- as pessoas, colocaria as informações em tem- manifestações, inteira participação política nos desti- Na verdade, por trás desse discurso bem montado A nossa surpresa foi constatar o que os ser vidores res do Proderj e do Serpro, os quais já mantém po real, ajudaria a prestar serviços fundamen- nos do Estado, em que os trabalhadores foram os para intimidar os trabalhadores, estavam aqueles que da Autarquia nos haviam relatado, ou seja, as exce- uma boa integração, chegaram a uma conclu- tais para a população do Rio de Janeiro. principais protagonistas. defendiam o caminho da privatização e do desmonte lentes condições de trabalho conquistadas pelos tra- são sobre dois aspectos dessa mudança. Pri- Os avanços tecnológicos foram acontecendo Foram fatos que fizeram avançar a consciência dos da máquina estatal como forma de acabar o “privilé- balhadores do Serpro, como ambulatório médico, re- meiro: que ela foi ruim porque, diferentemente gradativamente e explodiu nos anos 90, tornan- trabalhadores sobre seus interesses e a necessi- gio” dos servidores públicos. Mais tarde se compro- feitório que oferece self-ser vice, com direito a um do que Marcos Mazoni, presidente do Serpro, do-se uma febre a partir da entrada do novo mi- dade de transformar o Proderj em um órgão de exce- vou, não apenas do ponto de vista econômico, mas refresco e sobremesa, por R$ 7,10, com uma pretende em relação ao órgão federal, que é a lênio. Os anos 2.000 alavancaram novas tecno- lência na área de Tecnologia da Informação. Sem a político, que as privatizações representam, até hoje, o nutricionista presente apta a resolver qualquer pro- centralização da empresa, o Proderj está cada logias. O velho e enorme computador, agora organização dos trabalhadores, a ASCPDERJ, nada verdadeiro atraso e a completa dependência econômi- blema relacionado à alimentação. A sala onde ficam vez mais dividido: na Uerj/Maracanã, Caerj/Cen- cabe na palma da mão. Quem diria! disso teria sido possível. ca do Brasil frente aos países ricos, o chamado G-8. os computadores com Internet, é utilizada pelos fun- tro, Seplag e Serpro/Hor to; segundo: a cer teza Os primeiros anos de pioneirismo e descober- Os trabalhadores do Proderj e a própria Autarquia Não conseguiram desmontar o Proderj, mas no apa- cionários da limpeza, da segurança, ou qualquer ou- de que todo trabalhador pode e deve ser respei- tas foram compensados pelos desafios do novo. passaram pelos governos militares, pelo momento de gar das luzes Marcello Alencar e Frederico Novaes tro setor, nos intervalos de descanso. Além de café, tado, tratado com dignidade como acontece com Naqueles tempos em que a Tecnologia da Infor- mudanças trazido pela Anistia e a eleição de Leonel conseguiram dividir fisicamente a estrutura da água gelada (limpa), chá e biscoito, que são ser vi- os trabalhadores do Serpro, onde os seus direi- mação ainda era conhecida como Processamento Brizola para governar o Estado do Rio, pelo longo e Autarquia e do corpo funcional, numa mudança inusi- dos durante o período de trabalho. tos elementares são reconhecidos pela empre- de Dados, era utilizada apenas por empresas e difícil processo de derrubada da Ditadura Militar e a tada e desmedida para o Banerjão. Foi um contragolpe O transporte de ônibus e vans também fazem parte sa. Um quadro bem diferente do que existe no governos. Era impensável a utilização dessa fer- José Átilla, Marcos Villela e Ulysses Filho presentes à festa redemocratização advinda com a “Nova república” e a à organização e luta dos trabalhadores ao consegui- da estrutura utilizada pelos funcionários para se Proderj atualmente! ramenta por milhões de pessoas e de sua capa- eleição presidencial pelo voto direto. Tudo era novo. rem separar a área de Produção, que permaneceu na FOTOS: VANOR CORREIA cidade de interação simultânea, sendo um ins- UERJ, dos demais setores do Proderj. Além disso, Unidade do Proderj A trumento fundamental na comunicação e agili- emoção deu o tom das atividades de co vários sistemas importantes foram retirados do Proderj dade em todos os setores da sociedade. memoração dos 40 anos do Proderj, que teve Este cenário se constitui até o final dos anos 80. No e repassados a empresas terceirizadas no Detran, na Durante festejos pelos 40 na participação dos trabalhadores seu pon início da década de 1990, as primeiras mudanças na Fazenda, etc. O avanço tecnológico ajudou a criar uma dinâ- anos do Proderj, a emoção mica inteiramente nova à vida das pessoas. to alto. A ASCPDERJ pautou sua intervenção política do Estado. Em 2002, a conquista do Plano de Cargos renovou o tomou conta de todos, Foram os trabalhadores hoje aposentados que política para mostrar que o papel fundamen- Os países ricos continuavam ditando suas políticas fôlego de tantas batalhas e demonstrou uma grande ajudaram a construir o Proderj. tal na consolidação do Proderj como principal órgão para dominação dos países em desenvolvimento. capacidade de articulação e mobilização da categoria. quando a Diretoria da de Tecnologia da Informação no Estado do Rio de Ja- Nesse caso, surgia para retirar do Estado o seu papel Em meados de 2007 os ataques voltaram a aconte- Durante as festividades de comemoração pe- ASCPDERJ homenageou seu los 40 anos do Proderj, o ex-presidente da neiro foi dos trabalhadores. na economia e na sociedade, o discurso do “pensa- cer com força. O resultado desse processo é a apro- ex-presidente Carlos dos ASCPDERJ, José Átila Valente, se pronunciou re- Esse reconhecimento representa muito mais que um mento único”, o Estado Mínimo. vação do Projeto das Fundações Públicas de Direito alçando o papel dos trabalhadores na constru- merecimento, a cima de tudo, perceber que sem os Foi aí que o a Autarquia começou a viver mudanças Privado, a realização do leilão para terceirizar a ativida- Santos, já falecido. seus profissionais os avanços não seriam obtidos. profundas. O governo Marcello Alencar apontava na de fim do Proderj e a transferência do computador ção da área tecnológica do Estado e a afirmação Uma placa foi entregue à do Proderj como o principal centro de proces- Afinal, foram esses trabalhadores que garantiram a direção das privatizações e do desmonte do Estado e central para o Serpro. Estes foram os presentes de sua viúva Nilza dos Santos samento de dados do pais, além de pioneiro, a transformação do Proderj e da Informática numa ferra- dos serviços públicos. No hall dos órgãos que seriam grego do governo Sérgio Cabral Filho ao povo do Rio vanguarda nessa área. menta para servir os interesses do cidadão, da má- atacados, constava o Proderj, que teve na figura de de Janeiro e aos trabalhadores do Proderj. As conse- (na foto ao lado, entre quina administrativa, do governo e do Estado. Frederico Novaes o capataz, o “capitão do mato” des- qüências podem não aparecer agora, mas virão com Átila afirmou ainda, em nome de todos os ex- Marcos Villela e Leila presidentes da Associação, que é preciso valori- sa política. o tempo. E os principais prejudicados serão os mi- O papel da organização dos trabalhadores Nesse período, todos os que defendiam o Estado e lhões de cidadãos do Rio de Janeiro. Santos), que também serviu zar os trabalhadores garantindo o atendimento das suas reivindicações, principalmente reajus- Desde a fundação, a ASCPDERJ não se cansa de as suas empresas públicas estatais, segundo a Como a história mostra, para consolidar a constru- à autarquia, como defender o Proderj e de lutar pelos direitos e melhorias massiva propaganda neoliberal ditada pelos governos ção do Proderj, nesses 40 anos, foi necessário acre- tes salariais, pois isto representa melhores con- digitadora. dições de trabalho e de vida para todos. profissionais dos trabalhadores. Foram muitas cam- e a mídia, eram “defensores do atraso”, denomina- ditar acima de tudo, nos seus trabalhadores. panhas salariais, lutas incansáveis, greves históricas, dos de “dinossauros”. A luta não pára nunca!
  5. 5. 8 • Julho/2008 • J O R N A L D A A S S O C I A Ç Ã O D O S S E R V I D O R E S D O P R O D E R J Memória O ano de 1968 foi marcado bates de rua, que se espalharam des- implantado no Brasil a par tir do golpe Universidade Católica de São Paulo, o por fortes movimentos po de o Quar tier Latin a todas as cidades de 1964. marcou a radicalização dos TUCA. Na música, os festivais se trans- líticos e culturais que trans francesas. movimentos de rua que se sucederam formaram nos principais catalisadores formaram profundamente o “Vi a bandeira comunista amarrada na em constantes confrontos entre estu- dos protestos da sociedade. Chico mundo. A intensa agitação [catedral de] Notre Dame. Nossa droga dantes e militares nas ruas das maio- Buarque de Hollanda, Gilberto Gil, Elis política mudaria de vez toda a consci- era cheirar gás lacrimogêneo”, afirma res cidades brasileiras. Fatos que le- Regina, Jair Rodrigues, Edu Lobo, Geral- ência de uma geração e traria novos o guitarrista Sérgio Dias, d’Os Mutan- varam ao endurecimento do regime e do Vandré, figuram entre os artistas que hábitos, atitudes e comportamentos, tes, em referência à atuação dos polici- a repressão a todos os movimentos transformaram suas músicas em verda- que influenciariam as gerações futuras. ais franceses. de contestação, com a publicação do deiros hinos à liberdade e de combate à O mais expressivo acontecimento po- Nos Estados Unidos a luta pelos di- AI-5 (Ato Institucional Nº. 5). Após esse censura política em nosso pais. lítico ocorreu na França. Representado reitos civis estava for te e a maioria decreto, as mínimas liberdades que ain- pelas revoltas estudantis do Maio de da população negra protestava con- da existiam foram cassadas. O Con- 68, marcou profundamente a luta polí- tra o preconceito e a discriminação gresso Nacional foi fechado e estudan- Um ano de extremos: tica em todas as par tes do planeta, racial. Nos Jogos Olímpicos do Méxi- tes, sindicalistas, religiosos, jornalis- da contestação radical ao regime ser viu como uma referência, um mar- co, os ganhadores das medalhas de tas, deputados oposicionistas foram co, que ditaria um novo olhar sobre a ouro e bronze no atletismo, Tommie perseguidos, presos, tor turados, exi- militar até o mais absoluto par ticipação política da juventude e Smith e Jonh Carlos, influenciados lados ou assassinados por ordem do cerceamento dos direitos civis, dos trabalhadores no cenário pós Se- por Mar tin Luther King e Malco X, ao regime. com a publicação da AI 5 Pra não dizer que não falamos de flores receberam suas Música e Protesto “Pra não dizer que não falei de flores” medalhas, cerra- Na cultura, importantes movimentos se transformou-se numa espécie de “hino ram os punhos somavam às angustias populares. Foi o nacional” naqueles anos de chumbo. ressaltando o caso do Cinema Novo, liderado por Com o cerceamento político e o aumen- 1968 foi marcado pela agitação poder negro, numa referência ao Par- Glauber Rocha, que fazia um cinema vol- to do terror dos governos militares, to- tido dos Panteras Negras, gestos que tado para temas político-sociais. O tea- das as disputas políticas e ideológicas política e cultural das levaram o Comitê Olímpico Internaci- fizeram dos festivais lugares de dispu- tro viva o auge da criação e de seu enga- manifestações estudantis contra a onal (COI) a expulsar os atletas das jamento político. Por isso, sofreu impla- tas acirradas que colocavam em lados Olimpiadas. cável perseguição por causa da partici- opostos vítimas do mesmo sistema. ditadura, pelo teatro engajado, No Brasil, as ruas eram ocupadas por 40 anos depois, 1968, definitivamen- pação dos artistas nas passeatas e seu as canções de protesto e a luta grandes manifestações estudantis em apoio incondicional aos estudantes. O te, como escreveu Zuenir Ventura foi “o protesto contra Ditadura Militar e tam- mais grave episódio ocorreu com a inva- ano que não acabou”, pois seus ideais pelas liberdades democráticas bém, contra o Acordo MEC-Usaid, que continuam vivos e atuais! são e o incêndio criminoso ao Teatro da ameaçava privatizar o ensino público brasileiro. gunda Guerra Mundial, trazendo fortes “Um estudante foi morto. Poderia ser influências no compor tamento e nos seu filho”, estampava uma faixa nas costumes das pessoas em todos os escadarias da Câmara Municipal do Rio, IMPRESSO lugares. Em Paris, jovens franceses enquanto o corpo do estudante Edson contestaram o fechamento das univer- Luiz Lima Souto era velado por uma sidades, uniram-se aos trabalhadores multidão, que tomou conta da Cine- contra a política do general Charles De lândia. Esse episódio foi um divisor de Gaulle, promovendo barricadas e com- águas na luta contra o regime fascista

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