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  1. 1. JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO PRODERJ – ASCPDERJ http://ascpderj.sites.uol.com.br No 133 Ano 13 Fevereiro/2008 Tudo pronto na UERJ Apesar das obras estarem prontas, governo insiste na transferência FOTO: VANOR CORREIA As obras de reformas das salas que foram destruídas durante incêndio ocorrido na UERJ, e que também atingiram parte das estruturas e equipamentos do Proderj, localizado no 2º andar do campus Maracanã, já estão praticamente finalizadas. Faltam poucos detalhes. Mesmo com a conclusão quase acabada, o oneroso processo de transferência da Autarquia para o Serpro, no Horto, continua. Em entrevista exclusiva concedida ao jornal Divulgando, da ASCPDERJ, o novo presidente do órgão, Paulo Coelho, afirmou que se trata de “uma decisão de governo, que não tem volta”. Para os trabalhadores, trata-se de um processo de desmonte do Proderj, que já ocorre desde a década de 90, e que foi intensificado nos últimos anos. Veja na íntegra, entrevista com o novo presidente do Proderj, Paulo Coelho Págs 4 a 7
  2. 2. 2 • Fevereiro/2008 • J O R N A L D A A S S O C I A Ç Ã O D O S S E R V I D O R E S D O P R O D E R J Editorial Expediente Bem-vindo o diálogo e a transparência! Jornal da ASCPDERJ U ma mudança repentina ocorreu na direção do Pro Associação dos Servidores derj, saindo a ex-presidente Tereza Porto, e en- do Centro de Processamento de Dados do Estado do trando em seu lugar, o vice, Paulo Coelho. Rio de Janeiro Logo após a sua posse, o novo presidente tra- tou logo de marcar uma reunião com a dire- R. São Francisco Xavier, 524/ 2º and. Maracanã – CEP 20.550-013 toria da ASCPDERJ para dar inicio a um Tel: 2569-5480/2568-0341 novo entendimento entre a direção da ascpderj.secretaria@uol.com.br Autarquia e os trabalhadores. Esse ascpderj.imprensa@uol.com.br fato é significativo, partindo da direção do Proderj, já que o re- Edição fechada em: lacionamento entre a direção e 12/02/2008 os trabalhadores, nos últimos anos, vinha sendo conturbada e Presidente: cheia de conflitos, caracterizado LEILA DOS SANTOS pela ausência de diálogo por parte 1º Vice-presidente: da ex-presidente. JOSÉ JOAQUIM P. DE C. A. NETO Essa iniciativa propicia um clima de 2º Vice-presidente: maior confiança na solução dos gra- JÚLIO CÉSAR FAUSTINO ves problemas vividos pelos servido- 1º Secretário: res, como, o atendimento da pauta de ELIZABETH SILVA MARTINS reivindicações e o debate aberto com o 2º Secretário: corpo funcional sobre os rumos da política de ULYSSES DE MELLO FILHO Tecnologia da Informação (T.I.) no Estado. 1º Tesoureiro: É um alento, pois nos últimos anos, não foram poucos MARCOS VILLELA DE CASTRO os enfretamentos dos trabalhadores com a direção, cuja a 2º Tesoureiro: prática foi manter uma postura fechada e unilateral de relaci- lugares estratégicos de confiança na Autarquia, indicados pe- JORGE LUÍS B. DE OLIVEIRA onamento com a categoria. los interesses politicos, é usar o de Proderj como trampolim Responsável pela Sede Praiana (Saquarema): Prova disso, está nas própria entrevista concedida de ime- para fazer carreira politica ou empresarial, ou ambos. JOSÉ JOAQUIM PIRES NETO (KIKO) diato pelo atual presidente ao jornal Divulgando e publicada A ASCPDERJ, ao longo dos últimos dez anos, reuniu um ar- nesta edição, a pedido da diretoria da Associação. Outra senal de informações sobre a atual Secretária de Educação, Redação e Edição: caracteristica positiva apresentada é a disposição ao debate. que se encontram à disposição dos profissionais da área FERNANDO ALVES DENISE MAIA Que seja bem-vindo o espírito de diálogo e transparência! (professores e servidores técnico-administrativos). Certamen- Fica claro que faltou transparência em todos os temas, seja te este material servirá para ajudar a enfrentar os problemas Diagramação ESTOPIM COMUNICAÇÃO E EVENTOS nos assuntos ligados à politica de T.I. ou sobre a negociação que, acredita-se, deverão se agravar no setor. Oferecer 2518-7715 da pauta de nossa categoria, especialmente, no encaminha- notebook aos professores, como medida para resolver os Ilustração: mento prático das nossas revindicações junto ao governo. graves problemas da educação no Rio de Janeiro, não é so- LATUFF Por isso, apenas um item de nossa pauta de reivindicações mente uma medida demagógica, mas confirma o que temos Fotolitos & Impressão: foi atendido, embora, em vários escalões do governo hou- sustentado em todos esses anos: que a ex-presidente favo- GRAFNEWS vesse o entendimento de agilizar as pendências do PCCS. rece os interesses de empresas privadas do setor de 3852-7166 Isso demonstrou que a ex-presidente, ao contrário do que dis- informática junto ao Estado, pois afirmou em suas primeiras Na Internet se muitas vezes, não fez nenhum esforço para melhorar as con- entrevistas que não tem dinheiro para reajuste de salário. Ela http://ascpderj.sites.uol.com.br/ dições de trabalho dos servidores da Autarquia. Mais ainda: se mudou de lugar, sua política, não. esforçou até mesmo para não garantir os nossos direitos. Quanto ao Proderj, a expectativa é de que as coisas cami- ENTIDADE DE UTILIDADE É evidente que os objetivos dos extraquadros que assumem nhem melhor agora. É o que esperamos. PÚBLICA ESTADUAL
  3. 3. J O R N A L D A A S S O C I A Ç Ã O D O S S E R V I D O R E S D O P R O D E R J • Fevereiro/2008 • 3 PRODERJ Nova direção e novas expectativas FOTO: NANDO NEVES A saída da ex-presidente do Proderj de seu quase anúncio da transferência “vitalício” posto abre espaço para uma nova ex- da Unidade, não houve pectativa de relacionamento entre a direção da uma resposta convincen- autarquia e o conjunto dos trabalhadores e sua repre- te. A ASCPDERJ derrubou sentação. Este é um primeiro passo. Porém, o que todos os argumentos le- mais preocupa os trabalhadores é qual será a política vantados e apresentou para garantir que o Proderj cumpra seu papel no Esta- elementos concretos so- do, como centralizador no desenvolvimento de siste- bre os enormes prejuízos mas de dados e segurança no controle de informa- dessa transferência para ções estratégicas do cidadão e da informação públi- os interesses públicos, ca. Esse ponto será o fator determinante para um inclusive, que os mes- equilíbrio na vida do corpo funcional, já que nos últi- mos não seriam a custo mos quinze anos uma série de medidas foram toma- zero. Porque o Serpro das ou deixadas propositalmente de lado, visando única está desembolsando re- e exclusivamente enfraquecer o Proderj no cumprimen- cursos para alocar o to de suas responsabilidades: saída de clientes; trans- Proderj? ferência de sistemas estratégicos para outros seto- Alguns questionamen- res do Estado (ICMS; Cadastro Civil, por exemplo); tos pairam no ar. Por enfraquecimento dos Recursos Humanos com a não exemplo: como foi feito nomeação de novos quadros profissionais, sucatea- acordo com a IBM para o mento, constante tentativa de privatização ou liquida- fornecimento de um novo Diretores da ASCPDERJ entregam ao Governador documento sobre a situação da autarquia. ção do órgão e outras medidas, todas prejudiciais aos equipamento, já que a interesses públicos. IBM não se dispôs a fazer qualquer acordo com o Es- A mudança, ou melhor, a transferência da Unidade tado durante muitos anos? Quais os reais interesses Maracanã do Proderj que hoje funciona na UERJ, para da direção do Serpro, especialmente, de seu presi- Pauta de reivindicações as dependências do Serpro, é motivo de muitas polê- dente e de seus colaboradores diretos? Por que os apresentada pela micas e contradições. As últimas informações asse- grupos políticos ligados ao presidente do Serpo, Mar- veram que essa transferência é uma decisão de go- cos Mazoni, mandaram recado para a ASCPDERJ es- ASCPDERJ verno e que a mesma é irreversível. Em outras pala- quecer o Serpro? O que está por trás de toda essa vras, o fato está consumado e cabe aos trabalhado- jogada, envolvendo governo federal (Serpro), o gover- • Documento da parceria entre Proderj e Serpro sobre mudança do MainFrame da res acatarem o que o governo manda. no do Estado e a IBM? Unidade UERJ para o Serpro, no Horto A ASCPDERJ vem travando, ao lado dos servidores, Se não houver respostas à altura, as dúvidas conti- Florestal uma batalha contrária a essa transferência. Primeiro, nuarão e os questionamentos, também. Cabe uma porque faltam informações consistentes que susten- investigação dos órgãos competentes e do Ministério • Pagamento dos 2 (dois) dias de paralisação te um processo lícito que justifique mudar o computa- Público a respeito desse caso. dor de grande porte de suas instalações atuais, na Um fato importante merece ser ressaltado: finalmen- • Imediata homologação do Concurso Público UERJ, para o Serpro, órgão federal localizado no Hôrto. te, depois de anos de reivindicação, o Proderj passou realizado em novembro de 2002 e nomea- Essa falta de transparência gera inúmeras especula- a ser comandado pela Secretaria de Estado da Casa ção dos aprovados, conforme artigo da Lei ções e, claro, uma avalanche de preocupações sobre Civil, órgão vinculado diretamente ao Executivo. Se • Reajuste do valor do auxilio refeição para o futuro do Proderj. houver um bom entendimento entre a Casa Civil, a R$ 315,00 (valor de face R$ 15,00) Nesse sentido, a ASCPDERJ cobra desde o início direção da autarquia e os trabalhadores, avanços po- desta empreitada não apenas informações, mas com- derão acontecer, mas tudo depende de vontade políti- • Progressão na Tabela de vencimentos promissos claros sobre a situação. Por exemplo, não ca do governo. conforme artigo da Lei do PCCS foi apresentado até o momento nenhum documento • Reajuste, emergencial, linear dos salários que esclareça que tipo de parceria está sendo feita. Novo presidente se reúne com a ASCPDERJ Em que bases estão estabelecidos os critérios dessa No dia 26 de fevereiro, o novo presidente do Proderj, • Pagamento do passivo dos Adicionais de mudança, quais interesses regem essa medida, quais Paulo Coelho, recebeu a diretoria da Associação. Em- Titularidade e Conhecimento os procedimentos sobre a segurança das informações bora a reunião tenha acontecido em um tempo muito sob controle do Proderj e, por fim, quais as responsa- curto, significa uma sinalização por parte da direção. bilidades dos técnicos e profissionais da área. Nessa reunião foi discutida brevemente a situação Apesar das dezenas de ofícios e pedidos de reunião, da transferência do Proderj, sendo que o presidente Casa Civil, Régis Fichtner. O que é um ponto positivo, nenhuma resposta foi dada pela direção que esclare- foi direto ao assunto ao esclarecer que se trata de já que Alexandre Cardoso, como secretário de Ciência ça os questionamentos levantados pelos trabalhado- uma decisão de governo, ou seja, superior. e Tecnologia, órgão a que o Proderj estava anterior- res. Os questionamentos e denúncias feitos pela re- Outro ponto debatido na reunião foi a pauta de rei- mente subordinado, desde o início do governo Sérgio presentação dos trabalhadores foram ignorados e, até vindicações da categoria, que há anos não é atendi- Cabral não recebeu os trabalhadores, realizando uma agora, não respondidos. Somente sobrou aos traba- da. A ASCPDERJ entregou um documento constando gestão omissa em relação ao Proderj. lhadores a tentativas de intimidação, chegando ao os principais pontos de reivindicações dos trabalha- Essas movimentações não podem diminuir a nossa extremo da ex-presidente levar a Associação aos tri- dores. (veja quadro) atenção sobre os problemas. Mas representam sinais bunais para calar os questionamentos feitos. Paulo Coelho se comprometeu a encaminhar ofício de que podem acontecer algumas melhorias. É o que No entanto, desde o incêndio ocorrido na UERJ e o com pedido de audiência da entidade ao secretário da esperam todos os trabalhadores.
  4. 4. 4 • Fevereiro/2008 • J O R N A L D A A S S O C I A Ç Ã O D O S S E R V I D O R E S D O P R O D E R J PRODERJ “O Proderj avançou, agora tem que acelerar” FOTOS: VANOR CORREIA FOTOS: VANOR CORREIA O novo presidente do Proderj, nha seu MainFrame, mas várias de suas diretorias começaram a ter sua Paulo Cesar Coelho, está na estrutura própria de informática. O que Autarquia à 7 anos, onde eu acho é que a gente tem que admi- nistrar de uma forma ordenada essa exercia o posto de vice- distribuição. Que a Secretaria de Fa- presidente. Com uma extensa zenda tenha sua infra-estrutura, que o Detran tenha a sua infra-estrutura, formação acadêmica, sendo mas devemos ter uma replicação des- mestre em Engenharia de ses dados no Proderj. Todo esse tra- balho de desenvolvimento e de infra- Sistemas pelo Instituto Militar estrutura tem que ser feito de comum de Engenharia (IME), formado acordo com o Proderj, para que o Proderj possa estar situado do que como Engenheiro eletricista está acontecendo dentro do governo, pela UERJ e Ph.D. em Informática pela Universidade de Paris, Paulo Coelho tem “O maior sua atuação sempre voltada investimento mais para a área técnica, tem que ser setor em que dedicou seu nas pessoas” trabalho nos últimos anos no Proderj. Além disso, também exerceu a função de por que a administração pode ser dis- Secretário Executivo do tribuída, mas tem que ter ordena- mento. Esse equipamento novo da IBM Conseti (Conselho Estadual é uma alternativa nova que está se de Tecnologia da Informação). apresentando, mas eu entendo é que a gente vê o MainFrame como uma Agora, em entrevista alternativa de ser vidor impor tante, exclusiva concedida ao jornal mas não a única. Por exemplo, temos uma arquitetura aqui no 3º andar (a Divulgando, da ASCPDERJ, Blade), que são prateleiras que pos- ele fala de seus objetivos à suem vários computadores e esses computadores você pode ir acrescen- frente do Proderj, da política do. Não devemos carregar toda a sua tecnológica para Autarquia, do estrutura numa estrutura de Main- Frame só, o MainFrame deve fazer conturbado processo de par te da infra-estrutura geral. Temos transferência da Unidade uma informática mais concentrada no MainFrame, mas também você tem Maracanã, da UERJ, para o uma informática mais distribuída. Se D Serpro, no Horto Florestal, e ivulgando: Na década de 90 Proderj, em que a tendência é retomar você repara uma máquina Z, de repen- houve uma tendência de pul a centralização dos sistemas. Qual a te para você crescer com ela pode ser de como pretende resolver as verização e descentralização sua opinião sobre esse assunto? muito mais difícil do que você crescer reivindicações apresentadas dos sistemas e CPD’s, com Paulo Coelho: Eu entendo que isso com máquinas menores. O que eu o surgimento de unidades não foi um “privilégio” só do estado entendo é que você pode ter infor- pela representação dos de CPD’s em vários órgãos da adminis- do Rio de Janeiro. Todos os proces- mática com escalas diferentes. O trabalhadores e a tração pública. Agora, a IBM apresenta samentos de dados viveram esses MainFrame é fundamental, por isso, um novo MainFrame – o Z10 – um equi- quadros de descentralização. E mais agora, a gente até está em uma ne- implementação integral do pamento mais moderno e de custo in- do que os Processamentos de Dados, gociação com a BigBLue, que é uma Plano de Cargos da categoria. ferior ao que é utilizado atualmente pelo isso foi geral. A própria Petrobrás ti- empresa que nos fornece equipamen-
  5. 5. J O R N A L D A A S S O C I A Ç Ã O D O S S E R V I D O R E S D O P R O D E R J • Fevereiro/2008 • 5 to IBM, vamos fazer uma migração do discutindo isso dentro do governo, es- MainFrame mais moderno, uma infra- sistema operacional e depois vamos tamos caminhando nessa direção em estrutura de rede fantástica, pode ter ter uma máquina Z aqui. Não que a que a gente tenha um grande datacenter todos os softwares para desenvolvi- gente vá ter a Z10, que acabou de sair. do governo. mento, mas o maior investimento tem Mas o MainFrame, dentro do meu pon- D: O senhor tem alguma estimativa que ser nas pessoas. to de vista, tem que ser um equipa- de tempo para isso? D: Não é complicado o computador de mento fundamental para uma estru- Paulo Coelho: O que vai acontecer é grande porte do Proderj ficar separado tura como o Proderj, mas não a úni- que não vai mudar em nada o plano do conjunto dos técnicos e profissionais ca. Vamos for talecer o MainFrame, de evoluir para a máquina Z. Só o da autarquia? mas não deve ser a única opção, por- MainFrame vai para o Serpro, pois to- Paulo Coelho: Se você for perguntar que eu sou desfavorável a gente ter dos os demais servidores da UERJ vem para mim se é o ideal, não é. O ideal é que ficar nas mãos de um único for- para o 3º andar (do Banerjão). A gente o que estamos querendo constituir. Já necedor. Temos que diversificar, da vai concentrar todos aqui no prédio estamos conversando com o governo mesma forma que não podemos ficar (Banerjão), só o computador junto com e vamos ver se durante esse ano a somente na opção de plataforma bai- uma pequena equipe da operação vai gente planeja para colocarmos no or- xa. Temos que compor a plataforma para o Serpro. Outra coisa que eu que- çamento a construção de um data- baixa, que são os ser vidores do tipo ria ressaltar é que existe uma grande center para o governo. Qual é a idéia: que a gente tem no 3º andar, com os preocupação com a questão do trans- que os computadores do Detran, os ser vidores que a gente tem na UERJ, computadores da Fazenda, os compu- que são de grande por te. tadores de outras secretarias, fiquem concentrados no mesmo local físico. Mas tem que ser um local seguro, tem Transferência é que ter uma sala cofre, o que é um investimento pesado, da ordem de uns solução provisória R$ 20 a R$ 30 milhões para que se D: A migração para a máquina Z da tenha uma estrutura que dê tranqüili- “Já estamos IBM será mantida caso o Proderj não dade e que vai exigir de uma Secreta- conversando para vá para o Serpro? ria de Fazenda, do Detran, da Saúde, Paulo Coelho: A ida do Proderj para o de uma infra-estrutura que pode per- que o Proderj tenha Serpro é uma decisão de governo, e isso manecer distribuída, mas uma gestão uma sede própria, não tem volta. Mas eu tendo sempre mais próxima, mais ordenada, mais que olhar nas decisões o que elas têm cooperada. Mas é importante registrar isso é uma meta de positivo. Primeiro, a gente está mu- que eu tive uma reunião de apenas 15 que a gente vai dando o MainFrame em função do in- minutos com o Secretário, Régis cêndio que aconteceu na UERJ. Mas não Fichtner; primeiro, para agradecer a perseguir” é só isso, eu estou aqui há 7 anos e confiança que ele está depositando em tenho presenciado a pressão que a di- mim; segundo, fechar com ele quais retoria do Proderj tem recebido da UERJ são as grandes metas que ele identifi- dias 15 e 16 de março. Qual o motivo no sentido de liberar o espaço de lá. ca para o Proderj. E quais são essas desse adiamento? Nós passamos por quatro reitores, to- metas? A TI, onde supor te a moderni- Paulo Coelho: É porque eu estou que- dos insistiram nisso e a gente vem se- zação da gestão e a TI para suportar a rendo conciliar tanto a migração do gurando essa saída da UERJ, porque melhoria da prestação de ser viços pú- MainFrame quanto o upgrade do precisamos de um espaço adequado. blicos, seja presencial, seja por Storage. A gente conseguiu uma má- Quando surgiu o incêndio, houve uma CallCenter, seja eletrônico. Essa é a quina equivalente à máquina que a reunião entre o governador Sérgio Cabral TRANSFERÊNCIA: missão, entendendo que o Proderj é o gente tem lá na UERJ, na Unidade Filho, o presidente do Serpro, Marcos “Eu entendo isso órgão nesse momento mais voltado Maracanã, para que quando formos Mazoni, junto com a então presidente para dar suporte a esse choque de ges- para o Serpro, tenhamos uma contin- do Proderj, Tereza Porto. Estava uma como uma solução tão do governo. Um choque de gestão gência. O que vai acontecer é que a questão, que era onde colocar o provisória, não é interna e melhoria da prestação de ser- gente está pegando o que tem na MainFrame para poder suportar situa- viços. Eu não tive opor tunidade de de- máquina A e levando para a máquina ções como esta do incêndio. Aí o Mar- definitiva” talhar alguns pontos para o secretá- B. Nós vamos pegar essa máquina cos Mazoni ofereceu o Serpro, onde as rio, mas, por exemplo, já estamos con- atual da produção e levar lá para o condições são favoráveis, por que eles versando para que o Proderj tenha uma Serpro, mas vamos continuar operan- têm alimentação dupla da parte elétri- por te, e eu já pedi à diretoria de ad- sede própria, isso é uma meta que nós do na máquina B. Quando as condi- ca, alimentação dupla em termos de ministração para que monte uma vamos perseguir. Mas quando a gente ções no Serpro estiverem totalmente refrigeração, é um verdadeiro bunker, logística para transporte dos funcioná- tá falando de uma autarquia, não te- favoráveis, vamos descontinuar essa com uma estrutura com sala-cofre. En- rios. Mas já acertamos com o Serpro mos autonomia para tomar essa deci- máquina B. Isso está sendo feito com tão, se a gente pensar qual é o melhor a garantia de todas as condições de são isoladamente. Mas uma sede pró- muito critério. O Storage é essa ar- local para que o MainFrame esteja guar- funcionamento nos finais de semana pria, onde dentro dessa sede própria quitetura em inglês em que a gente dado, o Serpro é um local indicado. e, além disso, vai ter uma logística de tenha um datacenter do governo, acho saiu de 1.5 tera para 4 tera. Então, Bom, mas eu entendo isso como uma transpor te para os funcionários, para tem que ser fundamental. E pode es- isso vai permitir que tenhamos novos solução provisória, não é definitiva. A que trabalhem de uma forma tranqüi- tar cer to que eu vou fazer todo esfor- serviços de governo eletrônico, vai per- gente tem que colocar o MainFrame num la. E essa é uma característica da mi- ço, eu acredito nisso, não é só uma mitir que tenhamos mais disponibili- local seguro, que não tenha o risco que nha gestão: o maior investimento são coisa do discurso, não, porque eu sei dade de caixas postais para ser viços a UERJ oferece hoje. Acho positivo que as pessoas. Num órgão como o Proderj que esse é o caminho. de e-mails, que fazem com que as coi- ele vá por um tempo para Serpro, mas o mais impor tante é o capital intelec- D: Houve o adiamento da migração do sas fiquem sincronizadas, ou seja, tem por um período curto, pois já estamos tual, lógico que você pode ter o banco de dados programada para os MainFrame, mas tem arquitetura bai-
  6. 6. 6 • Fevereiro/2008 • J O R N A L D A A S S O C I A Ç Ã O D O S S E R V I D O R E S D O P R O D E R J to de ter uma sede própria poderia tor- curando é quantificar isso, o que sig- meu, mas um empenho em cima de nar-se mais difícil. nifica chamar 20, chamar 40, chamar dados. Eu quero levar informações D: Mas a manutenção na UERJ não 50, quanto isso significa de recursos, bem estruturadas. E isso a Associa- seria a melhor opção? O Proderj não quanto a gente vai precisar alocar no ção vai me ajudar nesse processo, a poderia fazer uma parceria consistente Orçamento. E ai mostrando essa ne- gente vai fazer isso junto. com a Universidade, sendo o Proderj um cessidade em cima dos desafios atu- D: O senhor constituiu uma comissão centro tecnológico avançado, sendo um ais e futuros. Acho que a Tecnologia para dar agilidade nas negociações com parceiro do outro no desenvolvimento da Informação em Comunicação (TIC) a Representação dos Trabalhadores. tecnológico, auxiliando no desenvolvi- tem que está for te no governo, não é Qual a expectativa de tempo que o se- mento acadêmico da UERJ e a Universi- o Proderj for te. O Proderj vai ser for te nhor garante para o atendimento da dade dando retrono nessa pareria? Não na medida em que exista uma consci- pauta de reivindicações apresentada pe- fortaleceria o Estado? ência clara da impor tância da TIC para los trabalhadores? Paulo Coelho: Eu concordo com isso, as metas do governo. O governo tem Paulo Coelho: O meu objetivo não é na integra, de que cada vez mais nós uma série de metas no planejamento retardar. As pessoas me conhecem aqui devemos estreitar relações com a Uni- estratégico dele. Mas a gente preci- no Proderj e sabem que eu sou uma versidade, até porque eu vim da área sa mostrar a necessidade de não ter pessoa de realizar. Acho que eu já te- acadêmica e sei disso. Mas ali é uma o conhecimento internalizado no go- nho um crédito de confiança com os questão de espaço e tem um espaço verno, a gente não pode perder esse funcionários em termos daquilo que eu em que o MainFrame vai ficar mais se- busquei, por ser uma pessoa que per- guro no Serpro. Nós tivemos uma reu- segue com muita determinação seus nião com o reitor, Ricardo Vieiralves, que objetivos. Nós estamos detalhando nós até perguntamos o que tínhamos cada item da pauta. Um dos assuntos em termos de tempo e ele manteve a que eu estou colocando na pauta de mesma linha, dizendo que precisa de reunião com o Régis é o ofício que eu “Essa é a missão: mais espaço. Eles já estão precisando recebi da ASCPDERJ, na reunião que eu do espaço que eles já estão reforman- tive com a Associação, e a pauta de entendendo que o do. Não é uma decisão unilateral, tem reivindicações. Proderj é o órgão que ser uma decisão combinada. E eu D: O pagamento dos dois dias para- entendo que precisamos de condições dos e o aumento do valor de face dos mais voltado para de segurança física adequadas e a UERJ tíquetes refeição são dois itens de bai- dar suporte ao é limitada nesse aspecto. Com certeza xo custo da pauta. Quando serão apli- no Serpro vai estar mais seguro. Se eu cados? choque de gestão fosse proderjiano, da casa, eu não es- Paulo Coelho: Eu já estou levantando do governo” taria preocupado com essa questão. os dados. Por exemplo: quantidade de Todas as condições serão equacionadas ativos, quantos analistas tem no para que não tenhamos prejuízos com Proderj, quantos estão fora, pra gente essa mudança. entender. O secretário tem que receber xa. O que estou querendo organizar é um material detalhando. Eu estou levan- uma única parada, para não desgas- tando os valores e tenho que checar tar o Proderj. Eu estou querendo pa- Compromisso com o isso. Isso é o tipo da coisa, que se cou- rar somente num final de semana. besse ao Proderj, eu já tinha canetado. D: Existe uma grande preocupação Plano de Cargos Já foi abonado, então, eu tenho que dos funcionários em relação a essa D: O senhor falou que o maior investi- pagar esses dois dias. Isso eu vou le- transferência do computador de grande mento são as pessoas. A expectativa var tranquilamente. porte para o Serpro. O que senhor ten do quadro de pessoal do Proderj para DIAS PARADOS: D: Qual a data de pagamento da Pro- a dizer para tranqüilizar o corpo funcio- os próximos cinco anos é de 40% de “Já foi abonado,eu gressão na Tabela, já que este consti- nal sobre esse assunto? ativos. O que o senhor pretende fazer tui um direito estabelecido em lei para Paulo Coelho: Eu me sinto tão com relação aos concursados? tenho que pagar. os trabalhadores? proderjiano quanto qualquer pessoa do Paulo Coelho: Da mesma forma que Isso eu vou levar, Paulo Coelho: Cada item da pauta de Proderj. Eu trabalhei no Serpro, em a Tereza Por to colocou a demanda reivindicações apresentada pela Furnas, no Instituto Militar de Engenha- pela homologação. O que tem de di- com toda a ASCPDERJ eu estou procurando deta- ria como professor, eu sempre fui um ferente é que criamos uma comissão certeza, para o lhar e transformar em dados quantita- servidor do Estado, mas em condições para detalhar essas informações. O tivos para eu poder chegar ao Secretá- diferentes. Aqui no Proderj eu me sinto que eu quero levar para o Secretário Secretário” rio Régis Fichtner e verificarmos a via- proderjiano. Então, mesmo já sendo Régis Fichtner é esse quadro bem de- bilidade de cada um desses itens. Já uma decisão tomada, se eu soubesse talhado. Essa é a realidade da situa- começaram a trazer para mim as infor- que isso colocaria riscos para o Proderj, ção e pode estar cer to que vai ter todo conhecimento. E realmente, o Proderj mações de quanto significa o Adicio- eu questionaria essa decisão. Até por- o meu empenho pela homologação e começa a ter uma idade média de fun- nal de Titularidade e Conhecimento, que essa é uma decisão temporária. pela chamada dos concursados. Ago- cionários que começa a colocar em ris- quantos adicionais atrasados dos ser- Qual alternativa teria? Vir para o 3º an- ra, não é uma decisão que eu vou co a manutenção desse conhecimen- vidores da ativa, quer dizer, estou co- dar (Banerjão), implicando num investi- poder tomar sozinho, tenho que tomar to. E ai volta o que eu estava falando meçando a ter essas informações mento de cerca de R$ 3 milhões e num essa decisão com o Secretário, com do capital intelectual, quer dizer, te- apuradas que, inclusive, a própria espaço limitado para colocar os funcio- a própria Secretaria de Planejamento mos que manter dentro da instituição ASCPDERJ já apresentou várias vezes. nários, aí a tendência seria pior. Não e Gestão, porque a gente tem que esse capital intelectual, que é exata- Não existe um Proderj da direção e um tem segurança, não tem sala cofre. prever recursos que não têm no Orça- mente o conhecimento do sistema. A Proderj dos funcionários. E eu queria Além disso, a tendência seria muito mento desse ano para chamar os pessoa se aposenta e para quem ele ressaltar uma coisa que acho impor- mais se acomodar. E aquele movimen- concursados. Mas o que eu estou pro- vai repassar. Então, é um empenho tante. Nós temos quatro diretores da
  7. 7. J O R N A L D A A S S O C I A Ç Ã O D O S S E R V I D O R E S D O P R O D E R J • Fevereiro/2008 • 7 Não à transferência! Parceria com a UERJ é Positiva. E com o Serpro? A entrevista concedida ao jornal Divulgando da ASCPDERJ representa um ponto positivo do recém- empossado presidente do Proderj, Paulo Coelho. pletamente fora da realidade das pessoas, em que era utilizada apenas para atender grandes empresas e go- vernos. Foi nesse cenário que o Proderj despontou como Sem dúvida que ajudou a esclarecer vários aspectos um dos mais impor tantes e modernos órgãos governa- da situação atual do Proderj, especialmente, aqueles mentais, como referência de Informática Pública para relacionados às preo- todo o Brasil, sendo o Rio cupações centrais dos de Janeiro se destacando trabalhadores. Apesar como o principal pólo tecno- disso, muitas dúvidas lógico brasileiro. E foi, tam- ainda permanecem bém, ao mesmo, tempo mar telando a cabeça crescendo e se desenvol- do corpo funcional, vendo com o Proderj, que os como, por exemplo, a trabalhadores foram se qua- insistência na transfe- lificando no conhecimento rência do computador da tecnologia de proces- central – o MainFrame samento de dados. – para as dependênci- Estranhamente a diretoria CONCURSADOS: as do Serpro, órgão res- do Serpro, quer fazer enten- ponsável pelo proces- der que está “ajudando o “Vou me empenhar samento de dados do Proderj”, abrigando o compu- pela homologação governo federal. Embo- tador de grande porte nas ra os questionamentos suas dependências. Na ver- e pela nomeção sejam muitos, o gover- dade, só deixa escapar que dos aprovados” no do estado e a dire- o grupo político ligado ao atu- ção da autarquia não al presidente daquele órgão conseguem justificar de federal, Sr. Marcos Mazoni, forma plausível esse está sendo beneficiado pelo casa e temos apenas a presidência, a processo. acordo celebrado com a IBM. vice-presidência e um diretor que é Com a idéia da trans- A mesma IBM que se recu- extraquadro. Isso já mostra qual é o ferência cristalizada na sou a fazer um acordo com o tipo de postura, valorização da prata direção do Proderj, a Proderj durante anos. Será da casa e a gente tratar cada um des- resposta lacônica do que agora a IBM está agindo ses itens, mas de uma forma que vá presidente “é uma de- com benevolência? Não acre- pisando devagar, mas firme, ou seja, cisão de governo e não ditamos! devagar dentro do ritmo necessário pra tem volta”, fecha qual- As obras na UERJ já estão gente ter os dados, não o devagar para quer possibilidade de ar- prontas e para realizá-las, ir empurrando com a barriga. A direto- gumentação contrária. foram gastos recursos públi- ria da ASCPDERJ falou que já existiram Mesmo assim, a direto- cos, portanto, um gasto fei- outras comissões e que não resolve- ria da ASCPDERJ coloca O espaço do PRODERJ destruído pelo incêndio está totalmente pronto to pelo governo do estado, ram. Mas pode ter cer teza que essa o debate em pauta, pois através da UERJ. São abras comissão não é para ficar postergan- na nossa opinião é possível rever de infra-estrutura preparadas para do, é para trazer dados. Vamos juntar essa decisão e manter o Proderj na receber uma estrutura de CPD como as informações que a ASCPDERJ tem UERJ estreitando a parceria com a “As obras da o do Proderj, até porque, na época com as da comissão e vamos traba- Universidade. do incêndio, a universidade vivia lhar. E eu queria deixar esse canal É incrível como as inquietações Unidade Maracanã um conturbado processo de eleição aber to, com a valorização da prata da do corpo funcional da Autarquia são do PRODERJ, para a sua reitoria e dedicou a pri- casa, num diálogo franco e a gente vai ignoradas e tratadas como se es- meira parte da reforma para resol- traduzir isso numa relação respeitosa. tes nada entendessem de infor- na UERJ, já estão ver as demandas ligadas ao Proderj. E eu já tomei a iniciativa no dia que eu mática pública, dos sistemas prontas e foram Por isso, a ASCPDERJ estranha tive a reunião do conselho gerencial, corporativos de governo e de todo que não se leve em conta e nem eu chamei a Associação para reunir. O o conjunto de situações vividas, ex- gastos recursos haja esforço para manter o compu- que demonstra um ato simbólico, uma perimentadas e absorvidas duran- públicos para tador central na UERJ. Trata-se re- reunião que eu não pude responder as te décadas. Da aquisição de no- almente de desmontar o Proderj, coisas, pois eu preciso de um tempo vas tecnologias e de como utilizá- realizá-las” em benefício dos interesses que ul- para me situar, porque como vice-pre- las para melhor atender às neces- trapassam as reais necessidades sidente eu sempre chegava junto mais sidades do cidadão do Rio de Ja- de melhorias dos serviços presta- na par te técnica, agora, eu tenho que neiro, da transformação do Proderj em uma autarquia dos aos cidadãos e ao Estado do Rio de Janeiro. O me envolver com a par te administrati- que surgiu para desenvolver a tecnologia da informa- desencontro de informações e a confusão, infelizmente, va, também. Vamos tratar cada item ção, num momento em que a informática estava com- continuam. Esperamos que isso também seja provisório. de uma forma bem franca.
  8. 8. 8 • Fevereiro/2008 • J O R N A L D A A S S O C I A Ç Ã O D O S S E R V I D O R E S D O P R O D E R J Geral Novo contrato em vigor Abaixo o oportunismo! Impressionante a energia gasta por Ricardo A pós vários meses de discussão e negociação com a operadora de saúde Unimed Leste Fluminense, fechamos um contrato nos mesmos moldes do anti- atuário contratado pela entidade com a colaboração da Comissão de Saúde, Beth Martins Diretora res- ponsável junto com Leila Santos e Kiko na adminis- Gameleiro para fustigar a presidente da ASCPDERJ, Leila dos Santos, com a clara inten- ção de indispô-la com os associados. Agora, ele go contrato nº 0752, de 30 anos de existência. Assi- tração do Plano de Saúde, além do empenho das fun- se arvora em representante dos aposentados namos em fevereiro o contrato de nº 3056, cuja vi- cionárias da operadora Deise Maria e Karina Cunha, para obrigar a companheira Leila a entregar a gência vigora a partir de 1º de março de 2008. da Coordenação de Relações Empresariais da Unimed. lista de e-mails da ASCPDERJ para um site de As diferenças do antigo contrato para o novo são: Agora, todos vamos nos empenhar num trabalho in- bate-papo. Quem diria, um pretenso advogado 1. Abertura em faixas etárias com o congelamento tenso de promover uma campanha de ingresso de (esperando 5 anos para fazer o exame da OAB. das faixas a partir de 44 anos, para titulares e associados, tanto EFETIVO como CONVENIADO, até Porque será?), forçando a quebra de sigilo obri- dependenetes; 43 anos, para inverter a pirâmide da faixa etária que gatório para endereço de correspondência, inclu- 2. Mudança da data de vencimento para 15 de cada hoje se encontra com um percentual elevado nas fai- sive de Internet. Além disso, ele tenta levar os mês, que poderá ajudar a diminuir a inadimplência, xas acima de 49 anos, para se manter o equilíbrio do aposentados a acreditarem que a atual diretoria pois ficará mais próximo da data de pagamento contrato. da ASCPDERJ é contra o direito dos mesmos de dos trabalhadores; Todos os servidores devem se informar na ASCPDERJ participarem da eleição da Associação, confor- 3. Mudança do Tipo de cliente “Dependente Vincula- com os funcionários da Associação sobre a adesão me consta nos estatutos. O que nos estranha é do” para “Conveniado”, facilitando o ingresso do do Associado Conveniado. O prazo para a compra de o aposentado Francisco Aluisio (caiu nessa, com- Associado Conveniado (aprovado na assembléia carência termina em 10 de maio que corresponde à panheiro?) se envolver nessa intriga. de 29/08/2006); data do fechamento do cadastro para os procedimen- Pois é, os atuais presidente, Leila Santos, e 4. Mudança da avaliação técnica da sinistralidade de tos de inclusão, exclusão e alteração. Vice-presidente, Júlio Faustino, da ASCPDERJ, trimestral para quadrimestral, além de elevar de Como o novo contrato atende a todas as condições, assim como Marly Verthein e Carlos Teixeira, dois 70% para 75% o percentual para acender a luz ama- informamos que em maio, será feita a migração de aposentados, foram os responsáveis pela ela- rela de prejuízo para a operadora. todos os associados que se encontram no contrato nº boração da proposta do novo estatuto da Asso- Ficou acertado que, após 2 meses da implantação, 3054, assinado após a falência da Aliança, em de- ciação, que assegura este direito a muitos ou- haverá um estudo de impacto da transferência dos zembro 2005, para este novo contrato nº 3056, que tros aposentados. pais dos associados que se encontram na tabela de ganhará com a redução da mensalidade, além de ga- Pior: o sujeito nem associado é, pois preferiu agregados para a tabela de Conveniados, além dos rantir a Uniodonto, que hoje não tem direito. Cabe res- se esconder nas sombras para articular ações e netos até 24 anos não nascidos pela Unimed Leste saltar que migração será somente para os associa- mais ações na Justiça referentes a direitos cons- Fluminense. dos e usuários com os boletos em dia. tantes no Plano de Cargos, achando que ganha- Como os associados podem ver, a Ascpderj fez a Aproveitamos para agradecer aos funcionários da ria muito dinheiro com isso e desbancaria a dire- sua parte ao negociar o melhor para os trabalhadores Ascpderj que se empenharam para que tudo fosse ção da ASCPDERJ. Ledo engano, nem um nem junto à operadora. Foi um trabalho iniciado pelo ex- feito dentro do prazo programado. outro. Toda essa fanfarronice só serviu para co- locar a ilusão nas pessoas de que sem luta é possível os trabalhadores conquistarem suas A verdade sempre aparece reivindicações. Essa é a cara do oportunismo, que ficou sentadinho no sofá vendo os servido- res levarem um ano para aprovar seu Plano de E m recente e-mail, o Sr. Ricardo Gameleiro, ao di vulgar informações a respeito da Ação Popular nº 2007.001.151714-4 (impetrada pela ASCPDERJ, con- A partir desse momento, a licitação estava suspensa por força de duas liminares concedidas pelo Poder Judi- ciário, sendo que a medida judicial obtida no Agravo de Cargos, fruto de greves, manifestações, assem- bléias e muita disposição, e depois se aprovei- tar individualmente do trabalho de todos. tra a privatização do PRODERJ), cometeu alguns equí- Instrumento vinculado a Ação Popular interposta pela Sra. vocos que precisam ser esclarecidos para que a ver- Leila dos Santos perdurou vigente até o dia 13 de feve- Tem mais: após a vitória histórica que os tra- dade seja resgatada. reiro de 2008, quando foi publicada a decisão de mérito balhadores do Proderj alcançaram contra Primeiramente, ao contrário do que foi difundido pelo do Agravo de Instrumento em tela, mantendo a decisão privatização da autarquia, assegurando uma precitado Senhor, foi concedida sim antecipação de agravada e reformando a antecipação de tutela. liminar que impediu o pregão eletrônico para tutela em sede de Agravo de Instrumento, a Sra. Leila Todavia, tudo aconteceu dentro do planejamento pro- contratação de “pontos por função”, durante seis dos Santos, autora da Ação Popular, no dia 19/09/ cessual estipulado pela autora e por seu patrono, pois meses, Ricardo passou a tagarelar na portaria 2007, pela Desembargadora do Plantão Judicial, Dra. o objetivo imediato era evitar a realização da licitação do Proderj, dizendo que nossa ação não tinha Eunice Ferreira Caldas. no dia 20 de setembro de 2007, o que foi alcançado. sido vitoriosa. Ou seja, para afirmar o seu dese- Tal antecipação de tutela determinou a suspensão Ação Popular continua seu curso normal; haverá a jo doentio de ser um advogado mais combativo da licitação que seria realizada pelo PRODERJ no dia oportunidade para a produção das provas necessári- que o da Associação. Para isso, é capaz de mentir 20 de setembro daquele ano, objetivando a as para a ratificação de tese autoral e a anulação do e tentar desacreditar quem está na luta, mesmo contratação de mão-de-obra. ato administrativo que determinou a realização de lici- que sua atitude fortaleça o interesses daqueles Tudo pode ser constatado através da leitura dos do- tação para a contratação de empresa interposta. que insistem em destruir o Proderj. cumentos de fls. 42 e 43 do Agravo de Instrumento Assim, nem o SINDPD, nem a ASCPDERJ faltaram com Essa politica rasteira, sempre se utilizando de nº 2007.900.006596-6 (tendo sido posteriormente a verdade ao divulgarem em seus veículos de comuni- ataques pessoais, do artifício da mentira, da remunerado para 2007.002.26574). cação que a Sra. Leila dos Santos obteve antecipação fofoca e da intriga, que é no final das contas, a A decisão judicial foi cumprida prontamente pelo Po- de tutela que garantiu a inexecução de licitação para política de divisão dos trabalhadores emprega- der Judiciário no dia 20/09/2007, às 10h.28min., contratação de empresa de fornecimento de mão-de- da costumeiramente pelos patrões e políticos com a entrega do Mandado de Intimação ao Sr. Paulo obra, ao contrário do que fez o Sr. Ricardo Gameleiro. de direita para se enriquecerem. César Coelho Ferreira, à época, Vice-presidente do Os fatos aqui apresentados, como não poderia dei- PRODERJ. Tal fato pode ser constatado através da lei- xar de ser, estão a disposição dos associados atra- Diretoria da ASCPDERJ tura do Mandado de Intimação fls. 45, do Agravo de vés da cópia do recurso e do processo aqui citados. Instrumento supracitado. Não tem jeito, a verdade sempre aparece!
  9. 9. J O R N A L D A A S S O C I A Ç Ã O D O S S E R V I D O R E S D O P R O D E R J • Fevereiro/2008 • 9 Especial Mulheres por uma sociedade justa e fraterna FOTOS: ACERVO MLB 1º Curso de Formação do MLB no Rio Movimento de Luta nos Bairros e nas Favelas Por entender a importância dessa luta, o MLB está investindo na capacitação política e ideoló- gica de seus militantes, colabores e todos os interessados nesse trabalho. A finalidade é utilizar os ensinamentos teóricos para qualificar os nossos instrumentos de luta, e dessa forma, criar as condições concretas com o objetivo de conquistar uma vida melhor numa sociedade mais justa. Dia 22 de Março Sintrasef – Av. Treze de Maio, 13 - 10º andar - Cinelândia Taxa de inscrição: R$5,00 Mulheres marcam presença no Encontro Nacional de Habitação promovido pelo MLB, e se destacam na luta por moradia. Esse processo tem relação direta com o grau históri- incomparáveis, como a redução da jornada de traba- O dia 8 de março, dia Internacional da co do desenvolvimento econômico por que atravessa lho, igualdade total de direitos de mulheres e homens, Mulher, adquiriu um significado a humanidade. A realidade capitalista contemporânea educação e saúde gratuita, direito da mulher votar, a cria um tipo de mulher que se encontra incomparavel- proibição do trabalho infantil. A mulher era vista como impor tante para o mundo. Uma data de mente mais próxima do homem do que da mulher do gente. Saia para trabalhar, estudar, e deixava o seu muitas histórias e lutas protagonizada passado. Este tipo de mulher é uma conseqüência filho na creche onde à educação e a alimentação eram natural e inevitável da participação da mulher na vida de responsabilidade do Estado. A mulher desempe- por milhares de mulheres que morreram econômica e social da sociedade capitalista. nhou um papel fundamental na construção dessa so- por melhores condições de vida. O regime capitalista obrigou a mulher a procurar ciedade nova, presente em todos os setores, como um trabalho remunerado fora da família, fora da sua na carreira militar, no poder judiciário, nas fábricas, casa. O salário do homem se tornou insuficiente na direção do partido comunista, enfim, foram essen- A História do 8 de Março para atender as necessidades da família, e a mu- ciais na constituição desse sistema igualitário, sem No século XIX e no início do XX, nos países que se lher, por sua vez, se viu obrigada a trabalhar para classes. industrializavam, o trabalho fabril era realizado por ganhar dinheiro, para ajudar no sustento familiar. homens, mulheres e crianças, em jornadas de 12, A mulher passou a cumprir três tarefas ao mesmo 14 horas, em semanas de seis dias inteiros e fre- tempo: trabalhar durante oito horas num estabeleci- Dia de luto em Caxias qüentemente incluindo as manhãs de domingo, salá- mento, mesmo tempo que seu marido; depois, ocu- Neste sábado, dia 8 de março, no bairro do Pilar, rios de fome e terríveis condições nos locais da pro- par-se da casa e, finalmente, tratar dos filhos. O ca- próximo a Cidade dos Meninos (*), era para ser co- dução. Sucediam-se as manifestações de trabalhado- pitalismo pôs nos ombros da mulher uma carga que memorado o Dia Internacional da Mulher, mas ao res, por melhores salários, pela redução das jorna- a esmaga; fez dela uma assalariada, sem ter diminu- contrário do planejado foi dia de luto e dor para to- das e pela proibição do trabalho infantil. ído o seu trabalho de dona de casa e de mãe. Assim, dos da comunidade no Município de Duque de Caxi- A repressão a uma manifestação feminina atingiu a mulher dobra-se sob o triplo peso insuportável. as. O Ato programado para acontecer na Praça Leo- seu auge em 8 de março de 1857, em Nova York. Na A mulher moderna é filha do sistema econômico nel Brizola preparado pelo MLB (Movimento de Lutas primeira greve americana conduzida por mulheres, 129 nos Bairros, Vilas e Favelas), MLC (Movimento Luta do grande capitalismo. tecelãs amotinaram-se e decidiram cruzar os braços de Classes), UJR (União Juventude e Rebelião) e com Mulheres e homens juntos na luta o apoio da Ascpderj não aconteceu devido à tristeza até que a jornada fosse reduzida para 10 horas. Com e consternação de todos pela morte trágica de uma a chegada da polícia, elas se refugiaram na fábrica. A luta das mulheres por uma vida digna numa soci- estudante de 12 anos da Escola Assis Chateaubrian, Os patrões trancaram as portas e atearam fogo. Asfi- edade mais justa permanece. Mas a transformação que fica as margens da Avenida Presidente Kennedy. xiadas todas morreram carbonizadas. dessa realidade só acontecerá com a luta de homens Esta não foi a primeira vítima e não será a última, Clara Zetkin, membro do Partido Comunista Alemão, e mulheres, juntos, contra a exploração do capital. pois falta no local do acidente uma passarela para durante uma Conferência Internacional de Mulheres, Parceiros na empreitada de eliminar a propriedade pedestres e gradil de segurança nas pistas. Os dire- realizada na Dinamarca, ocorrida em 1910, propôs que privada dos meios de produção, força motriz da atual tores da Ascpderj Leila Santos e Marcos Villela, este essa data, 8 de março de 1910, fosse lembrada como sociedade. Acabar com o antagonismo de classes e último também representando o Jornal A Verdade, o dia de luta de todas as mulheres do mundo. No ano abrir caminho para o fim de toda exploração. Enfim, participaram da convocação feita aos moradores para seguinte, um milhão de mulheres européias foram às unidos na construção de uma sociedade justa. ato na porta da escola, visando cobrar dos respon- ruas em homenagem às operárias norte-americanas. sáveis as providências para que outros acidentes Rumo à sociedade socialista não ocorram mais. O papel da mulher na sociedade Essa sociedade existiu a par tir da Revolução de No decorrer do processo histórico da sociedade e, Outubro que, pela primeira vez na história, se esta- Leila Santos, presidente da ASCPDERJ e integrante com isso, o seu desenvolvimento econômico político, beleceu um laço harmonioso entre a ciência, a pro- do MLC a mulher deixou de ser prisioneira do marido, para se dução, a vida e o trabalho. O povo soviético por con- (*) ficou conhecida pelo “pó de pedra” que conta- minou os moradores na década de 70. tornar dependente do sistema capitalista. ta da Revolução Bolchevique experimentou avanços
  10. 10. 10 • Fevereiro/2008 • J O R N A L D A A S S O C I A Ç Ã O D O S S E R V I D O R E S D O P R O D E R J Cultura É tudo verdade no telão Diversidade é destaque em festival de documentários FOTOS: DIVULGAÇÃO Subindo o Rio Amarelo, de Yung Chang Stranded, de Gonzalo Arijón D ezoito longas e médias- MOSTRA ESPECIAL: Beijo na Boca Maldita – de Yanko del metragens brasileiros inédi- “VIDAS BRASILEIRAS” Pino (PR, 2007); Clarita – de Thereza tos, sendo sete deles em Jessouroun (RJ, 2007); Dossiê Rê O É Tudo Verdade 2008 abre pela pri- competição, são o destaque da Bordosa – de Cesar Cabral ( SP, 2008); meira vez uma mostra especial sob o nova safra nacional selecionada para a Ivy Katu - Terra Sagrada – de Eduardo título Vidas Brasileiras. “O conjunto de 13a edição do É Tudo Verdade – Festi- Duwe (SP, 2007); Mar de Dentro – de retratos nacionais é tão forte que, para val Internacional de Documentários. Paschoal Samora (SP, 2008); O Meni- não abrirmos mão de tantos títulos que Onze curtas-metragens foram escolhi- no e o Bumba – de Patrícia Cornils (SP, adoramos, decidimos criar uma seção dos para a disputa específica do forma- 2007); Ocidente – de Leonardo Sette específica, para além das três biografi- to e um curta inédito será exibido fora (PE, 2008); Remo Usai - Um Músico as selecionadas para a mostra compe- de concurso. Um total de trinta (30) pro- Para o Cinema – de Bernardo Uzeda (RJ, titiva”, explica Amir Labaki, diretor do duções brasileiras será apresentada 2007); Solidão Pública – de Daniel Festival. Veja os títulos: entre 26 de março e 6 de abril próximo Aragão (PE, 2008); Solitário Anônimo – Coração Vagabundo – de Fernando em São Paulo e no Rio de Janeiro. João, de André Siqueira e Beto Macedo de Débora Diniz (DF, 2007); Tarabatara Andrade (SP, 2008); A Paixão segundo Onze documentários de longa e média- – de Julia Zakia (SP, 2007). Callado – de José Joffily (RJ, 2008); Pau- metragem inéditos foram selecionados lo Gracindo - O Bem Amado – de Gracindo para exibições fora de concurso. Uma Branco – Bhig Villas-Boas (SC, 2008); O Jr. (RJ, 2008); Procura-se – de Rica Sato mostra especial denominada “Vidas bra- curta-metragem inédito O Sonho de É Tudo Verdade (SP, 2008); Waldick Sempre no meu Co- sileiras” apresentará cinco retratos de Tilden, de Moara Passoni (SP, 2008). ração – de Patrícia Pillar (RJ, 2008). 13º Festival Internacional de personalidades nacionais. Outros cinco longas e médias foram escolhidos para MOSTRAS INFORMATIVAS COMPETIÇÃO DE CURTAS Documentários o ciclo informativo “O estado das coi- De 27 de março a 06 de abril Cinco longas e médias-metragens iné- A seleção para a disputa nacional de sas”, Um longa nacional também fará Rio de Janeiro ditos foram escolhidos como represen- curtas-metragens apresenta onze títu- sua estréia dentro da mostra paralela Maiores informações: tantes brasileiros na seção informativa los de cinco estados, em sua maioria “Foco Latino Americano”. www.itsalltrue.com.br/2008 “O Estado das Coisas”. A seleção in- inéditos. Os selecionados internacionais serão ternacional da mesma mostra será pro- anunciados nas próximas semanas. ximamente anunciada. Do Brasil, foram Além das competições brasileiras, o selecionados: programa do É Tudo Verdade 2008 apre- De braços abertos – de Bel Noronha (RJ, sentará as mostras competitivas inter- 2008); Entre a luz e a sombra – de IMPRESSO nacionais de longas e de cur tas- Luciana Burlamarqui (SP, 2007); Moro na metragens, os ciclos paralelos “O es- Tiradentes – de Henri Gervaiseau e Cláu- tado das coisas”, “Foco Latino Ameri- dia Mesquita (SP, 2008); Quilombo: Do cano” e “Horizonte”, programas espe- Campo Grande ao Martins – de Flávio ciais e duas retrospectivas. Frederico (SP, 2008); O Último Kuarup

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