SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVELFÓRUM MUNDIAL LISBOA 21SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ...
Organização                                FÓRUM MUNDIAL LISBOA 21Patrocínios                             ColaboraçãoApoio...
em português / en castellano / in englishwww.forummundiallisboa21.org
FÓRUM MUNDIAL LISBOA 21SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL            LISBOA 24 E 25 DE OUTUBRO 2011        ...
Edição com o apoio deFundação Calouste GulbenkianCoordenaçãoCarlos Fernández-JáureguiAmalio de Marichalar, Conde de Ripald...
FÓRUM MUNDIAL LISBOA 21FÓRUM MUNDIAL LISBOA 21SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL               RESUMO EXECU...
RESUMO DO DOCUMENTO FINAL1. DESCRIÇÃO GERAL DO FÓRUM MUNDIAL LISBOA 21Nos dias 24 e 25 de outubro de 2011 realizou-se em L...
FÓRUM MUNDIAL LISBOA 21Mesa 6: As necessidades energéticas do desenvolvimento sustentávelMesa 7: Água e Energia. Educação ...
SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVELUma possível opção a considerar para o futuro, se se quiser manter o cres...
FÓRUM MUNDIAL LISBOA 21Mesa 2. A CRISE MUNDIAL DA ÁGUA. NECESSIDADES GLOBAIS DE SOLUÇÃOA crise mundial da água é o resulta...
SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVELMesa 4. O FUTURO DA ENERGIAExiste uma relação direta e evidente entre ene...
FÓRUM MUNDIAL LISBOA 21estenderá a um tamanho desmedido. Contrastando isto com o tamanho finito dos recursos, dos ecossist...
SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVELdo recurso. No entanto, a importância do tema e o efeito que tem no setor...
FÓRUM MUNDIAL LISBOA 213.2. CONCLUSÕES3.2.1 A Ideologia do DesenvolvimentoAo finalizar o século passado impôs-se no mundo ...
SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL3.3 RECOMENDAÇÕESAs seguintes recomendações foram extraídas da participaç...
FÓRUM MUNDIAL LISBOA 213.3.3 Recomendação 3. Criação de um Centro Mundial de Desenvolvimento Sustentável.O termo Desenvolv...
SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVELA cultura ocidental, em termos gerais o paradigma vigente, já mostra sina...
FORO MUNDIAL LISBOA 21     FORO MUNDIAL LISBOA 21     SOBRE AGUA, ENERGÍA Y DESARROLLO SOSTENIBLE                 RESUMEN ...
RESUMEN DEL DOCUMENTO FINAL1. DESCRIPCIÓN GENERAL DEL FORO MUNDIAL LISBOA 21Los días 24 y 25 de Octubre de 2011 se realizó...
FORO MUNDIAL LISBOA 21Mesa 6: Las necesidades energéticas del desarrollo sostenibleMesa 7: Agua y Energía. Educación y cul...
SOBRE AGUA, ENERGÍA Y DESARROLLO SOSTENIBLEel consumo de energía y no es difícil percibir que la situación es todo menos s...
FORO MUNDIAL LISBOA 21• El consumo de agua es proporcional a la población, pero el crecimiento del consumo es mayor que el...
SOBRE AGUA, ENERGÍA Y DESARROLLO SOSTENIBLESe sugiere explorar la posibilidad de administración de los recursos hídricos c...
FORO MUNDIAL LISBOA 21especificación de las condiciones de contorno y del horizonte temporal. Se puede entender que eltérm...
SOBRE AGUA, ENERGÍA Y DESARROLLO SOSTENIBLELa estructura del sector energético difiere de la del sector hídrico. En un cas...
FORO MUNDIAL LISBOA 21• Finalmente se reconoció que los actuales medios de comunicación deben reinventarse para cumplir su...
SOBRE AGUA, ENERGÍA Y DESARROLLO SOSTENIBLEEl imperativo actual es encontrar las formas y los medios para que el crecimien...
FORO MUNDIAL LISBOA 21y procesos reproducibles, experiencias que hayan alcanzado el éxito y recomendaciones, a través de u...
SOBRE AGUA, ENERGÍA Y DESARROLLO SOSTENIBLEmantenimiento constante según la alta o baja adaptabilidad del grupo social. Es...
WORLD FORUM LISBON 21 WORLD FORUM LISBON 21 ON WATER, ENERGY AND SUSTAINABLE DEVELOPMENT              EXECUTIVE SUMMARY   ...
EXECUTIVE SUMMARY1. OVERVIEW OF THE LISBON WORLD FORUM 21The Lisbon 21 World Forum on Water, Energy and Sustainable Develo...
WORLD FORUM LISBON 21Table 7: Water and energy: Education and culture in sustainabilityTable 8: The importance of communic...
ON WATER, ENERGY AND SUSTAINABLE DEVELOPMENTTable 5. ENERGY CHALLENGES IN DEVELOPED AND EMERGING NATIONSThis topic is part...
WORLD FORUM LISBON 21elements of the natural environment, as well as cultural and social elements. All of them are interre...
ON WATER, ENERGY AND SUSTAINABLE DEVELOPMENTdropped to 1:5. It is therefore to be expected that in the relatively near fut...
Fórum Mundial Lisboa 21/ Foro Mundial Lisboa21/ Lisboa21 World Forum
Fórum Mundial Lisboa 21/ Foro Mundial Lisboa21/ Lisboa21 World Forum
Fórum Mundial Lisboa 21/ Foro Mundial Lisboa21/ Lisboa21 World Forum
Fórum Mundial Lisboa 21/ Foro Mundial Lisboa21/ Lisboa21 World Forum
Fórum Mundial Lisboa 21/ Foro Mundial Lisboa21/ Lisboa21 World Forum
Fórum Mundial Lisboa 21/ Foro Mundial Lisboa21/ Lisboa21 World Forum
Fórum Mundial Lisboa 21/ Foro Mundial Lisboa21/ Lisboa21 World Forum
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Fórum Mundial Lisboa 21/ Foro Mundial Lisboa21/ Lisboa21 World Forum

443 visualizações

Publicada em

En el transcurso del último siglo, el camino que ha tomado la economía mundial preocupa a todos los países. Es necesario dirigir los procesos de mundialización de la economía que tan fuertemente influyen sobre la evolución de las sociedades.

Se trata de solucionar los desequilibrios entre los países ricos y los países pobres. Pero también entre la naturaleza y la humanidad.

Una misión quimérica pero ineludible donde la provincia de Soria aporta sabiduría histórica, pragmatismo vital y el entusiasmo de sus gentes.

Hace más de 20 años que el Foro de Soria comenzó esta andadura, realizando la agenda 21 local de toda la provincia conforme a los criterios de la Cumbre de la Tierra de Río, en 1992.

Asimismo, este año celebramos 10 años de la convocatoria de conferencias internacionales sobre desarrollo sostenible para concienciar al conjunto de la sociedad.

Lisboa fue en el año 2011 el marco del Foro Mundial Lisboa 21 sobre agua, energía y desarrollo sostenible, donde celebraremos nuestro décimo aniversario.

Queremos unir los esfuerzos de todos para mostrar los avances europeos en sostenibilidad tras la Cumbre de Río en 1992 y la de Johannesburgo en 2002. Y de este modo fue presentado en la Cumbre de la Tierra Río+20 que tuvo lugar en el año 2012 en Río de Janeiro.

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
443
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
4
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Fórum Mundial Lisboa 21/ Foro Mundial Lisboa21/ Lisboa21 World Forum

  1. 1. SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVELFÓRUM MUNDIAL LISBOA 21SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Com o Alto Patrocínio Sob o patrocínio da Sua Excelência do Senhor Janez Potocnik o Presidente da República Comissário Europeu para o Ambiente 1
  2. 2. Organização FÓRUM MUNDIAL LISBOA 21Patrocínios ColaboraçãoApoios Media partners Apoio internacional 2
  3. 3. em português / en castellano / in englishwww.forummundiallisboa21.org
  4. 4. FÓRUM MUNDIAL LISBOA 21SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL LISBOA 24 E 25 DE OUTUBRO 2011 SOCIEDADE DE GEOGRAFIA DE LISBOA
  5. 5. Edição com o apoio deFundação Calouste GulbenkianCoordenaçãoCarlos Fernández-JáureguiAmalio de Marichalar, Conde de RipaldaConteúdoAlberto Crespo MillietRevisãoLuis Veiga da CunhaCésar Dopazo GarcíaJosé Matos SilvaJosé Luis Moreira da SilvaAntónio Neves de CarvalhoEquipa de apoioLorena Varela de la PeñaAriadna Corbi FerrerDesignPaulo EmilianoimpressãoAgapexLisboa, Abril de 2012500 exemplares
  6. 6. FÓRUM MUNDIAL LISBOA 21FÓRUM MUNDIAL LISBOA 21SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL RESUMO EXECUTIVO Versão Portuguesa LISBOA 24 E 25 DE OUTUBRO 2011 SOCIEDADE DE GEOGRAFIA DE LISBOA8
  7. 7. RESUMO DO DOCUMENTO FINAL1. DESCRIÇÃO GERAL DO FÓRUM MUNDIAL LISBOA 21Nos dias 24 e 25 de outubro de 2011 realizou-se em Lisboa, Portugal, o Fórum Mundial Lisboa 21 sobre Água,Energia e Desenvolvimento Sustentável.O Fórum Mundial Lisboa 21 apresentou-se como uma proposta às instituições e à sociedade civil das ideiasbásicas para um desenvolvimento racional. O objetivo central era criar consciência sobre a problemáticada sustentabilidade do desenvolvimento, centrando o debate nos elementos básicos Água e Energia eprocurando reunir as experiências dos últimos 20 anos.O evento realizou-se na Sociedade de Geografia de Lisboa, Portugal, com a participação de mais de 650pessoas. O programa constou de oito mesas redondas e cinco sessões paralelas, nas quais expuseram osseus critérios e posições especialistas, instituições e empresas.1.1. ORGANIZAÇÃO DO FÓRUMOrganizadoresFundação Gulbenkian, Fundação EDP, ACEGE, Universidade Católica Portuguesa, Instituto Português deCorporate Governance, Instituto de Empreendedorismo Social, Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola, Agência para a Energia ADENE, Water Assessment & Advisory Global Netowork (WASA-GN),Instituto de Estudos Económicos, Club de Excelência em Sustentabilidade, Universidad San Pablo CEU,Fundação ADECCO, FOES, Fórum Soria 21 Para o Desenvolvimento Sustentável.PatrocinadoresFundação EDP, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Wellington, Fundação ACS, ENDESA, CEMEX,Banco BIC, Fundação Montepio, SAPO, REN, WIN Energy, ENCE.ColaboradoresSIEMENS, Fundação MAPFRE, Banco Espírito Santo (BES), Banco Santander TOTTA, Banco Popular, SRS FOCUSMATTERS, VOLVO, Fundação Luso, MARSH, Fundação GALP Energia, Agreda.ApoioSociedade de Geografia de Lisboa, Delta Cafés, PARTEX, CONDÉ NAST, LIPOR, About Media, Uría & Menéndez– Proença de Carvalho, FULCRO, LABORLA, SKIPSO, SPECTACOLOR, ALSTOM, El Corte Inglés, REPSOL, GreenMedia, GAMESAMedia PartnersDiário Económico, Vida Económica, IMPRESA, TVI, Água & Ambiente, NATURLINK1.2. TEMAS DO FÓRUMPrograma principalMesa 1: A Água, situação atual global e perspetivas futurasMesa 2: A Crise mundial da água. Necessidades globais de soluçãoMesa 3: A Água como elemento estruturador. O caso da Península IbéricaMesa 4: O Futuro da EnergiaMesa 5: Desafios energéticos nos países desenvolvidos e países emergentes 9
  8. 8. FÓRUM MUNDIAL LISBOA 21Mesa 6: As necessidades energéticas do desenvolvimento sustentávelMesa 7: Água e Energia. Educação e cultura de sustentabilidadeMesa 8: A importância da Comunicação no debate dos recursos hídricos e energéticos a nível globalSessões paralelasSessão 1: Energia para o DesenvolvimentoSessão 2: Eficiência e SustentabilidadeSessão 3: Sustentabilidade e inovação social nas organizaçõesSessão 4: Iniciativa, Educação e ResponsabilidadeSessão 5: Cultura, quarto pilar da Sustentabilidade2. GUIAS E DOCUMENTOS PRÉVIOS AO FÓRUM.2.1. RESUMO DOS ALINHAMENTOS PARA OS CONFERENCISTAS.Mesa 1. A ÁGUA, SITUAÇÃO ATUAL GLOBAL E PERSPETIVAS FUTURASA primeira mesa deveria estabelecer as bases gerais do debate. É importante que os participantes percebama existência de uma situação crítica da água no mundo. O debate deve dirigir-se no sentido de projetarações globais para mitigar esta situação dentro do quadro da sustentabilidade do desenvolvimento. É maisimportante a discussão dos conceitos sobre os quais se construiu o processo do que o debate sobre temaslocais, não porque estes não sejam relevantes mas sim pela dimensão planetária que alcançaram os problemas.Mesa 2. A CRISE MUNDIAL DA ÁGUA. NECESSIDADES GLOBAIS DE SOLUÇÃOSe for possível entender as causas da situação crítica da água no mundo também será possível apresentarsoluções. Atualmente, o debate sobre a crise da água anda à volta de temas que vão desde a problemáticada governabilidade até à conceção de que tudo se resume a uma falta de infraestruturas hídricas. No fundoo tema central é outro e está mais relacionado com o que se entende por desenvolvimento e sobre se épossível a sustentabilidade de um modelo baseado no consumo crescente de recursos limitados.Mesa 3. A ÁGUA COMO ELEMENTO ESTRUTURADOR. O CASO DA PENÍNSULA IBÉRICAA água é naturalmente um elemento estruturador que, a partir da bacia hidrográfica, dá forma não só aossistemas ecológicos mas também modela os sistemas sociais e culturais. O problema principal está menosrelacionado com a dicotomia entre conflito e cooperação e mais com o como repensar a gestão dos recursoshídricos com sistemas políticos artificiais que se sobrepõem e fragmentam os sistemas naturais onde residea água. Os problemas da água entre Espanha e Portugal são um objeto de estudo interessante que mostratanto encontros como desencontros e pode ser adequado para exemplificar não só o que se deve ou nãofazer, na gestão de águas transfronteiriças, mas também para o tornar num espaço de reflexão sobre o comofazer e que mecanismos operativos se podem aplicar para uma gestão partilhada.Mesa 4. O FUTURO DA ENERGIAO tema mais importante no debate mundial é, atualmente, o futuro da energia. A situação atual, as reservasdo planeta, as consequências do esgotamento dos combustíveis fósseis e as opções possíveis ou as fontesenergéticas do futuro são temas de máximo interesse. O mundo atual aumenta continuamente o consumo deenergia e não é difícil perceber que a situação é tudo menos sustentável. Está na hora de pensar em alternativas.10
  9. 9. SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVELUma possível opção a considerar para o futuro, se se quiser manter o crescimento atual, parece ser a energiaatómica. Neste caso, o tema central volta-se para o debate sobre se queremos manter o esquema budines asusual e aceitar os riscos inerentes ou repensar os paradigmas de desenvolvimento e crescimento.Mesa 5. DESAFIOS ENERGÉTICOS NOS PAÍSES DESENVOLVIDOS E PAÍSES EMERGENTESO tema é particularmente importante à luz da crise económica que preocupa os países industrializados. A suasolução não é previsível num curto prazo e em relação aos desafios e às pressões que este desenvolvimentoexplosivo possa gerar no setor Energia. Este processo, baseado na aplicação escrupulosa das regras demercado, permitiu o crescimento de países que estão focados num processo de produção e crescimentoeconómico, privilegiando estes fatores sobre os fatores básicos de sustentabilidade.Mesa 6. AS NECESSIDADES ENERGÉTICAS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVELO tema de fundo faz referência às fontes e à provisão de energia necessária para desencadear um processode desenvolvimento e às restrições que impõem a escassez do petróleo e a alteração climática geradapela emissão de CO2 na atmosfera. Do ponto de vista energético as opções de solução às contradiçõesconceptuais entre desenvolvimento e sustentabilidade não são muitas: ou uma alteração radical do modelode crescimento e consumo ou uma alteração no tipo e fonte de energia para uma mais barata, mais limpae mais abundante que possibilite continuar com a tendência atual. Atualmente, todas as fontes de energiarenováveis juntas, abastecem apenas um pouco mais de 15% do consumo mundial.Mesa 7. ÁGUA E ENERGIA. EDUCAÇÃO E CULTURA DE SUSTENTABILIDADEA Educação, como ferramenta para a criação e manutenção de um conjunto de padrões culturais quefavoreçam a sustentabilidade, deve ser prioridade das políticas públicas e do interesse da sociedade emgeral. O termo Cultura deve focar-se nos padrões de comportamento de um conjunto social e centrar odebate na possibilidade de desenvolver esses padrões culturais orientados para a sustentabilidade.Mesa 8. A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DEBATE DOS RECURSOS HÍDRICOS E ENERGÉTICOS ANÍVEL GLOBALA participação dos usuários na gestão da água (segundo princípio da Declaração de Dublin) implicaque deve existir uma base informativa suficiente que possibilite essa participação. O tema em discussãoenvolve as necessidades dos usuários, os meios de comunicação massiva e as ferramentas necessárias paraconverter o processo em algo permanente, sustentado e gerido adequadamente. No campo energético acomunicação deverá responder às necessidades de informação dos usuários em relação às condições daoferta e da procura e à necessidade de tornar transparentes as decisões políticas do setor.2.2. RESUMO DOS DIRETRIZES PARA OS MODERADORESMesa 1. A ÁGUA, SITUAÇÃO ATUAL GLOBAL E PERSPETIVAS FUTURASÉ importante que os participantes (público e conferencistas) percebam a existência de uma situação crítica daágua no mundo e que o debate se direcione na apresentação de ações globais para mitigar esta situação numquadro de sustentabilidade. Para entender a natureza da crise é necessário considerar os seguintes elementos:• A água é abundante mas os recursos hídricos são limitados.• A distribuição de água e de população no mundo não é uniforme.• O consumo de água é proporcional à população, mas o crescimento do consumo é maior do que o dapopulação.• Para apresentar soluções devemos entender as causas. 11
  10. 10. FÓRUM MUNDIAL LISBOA 21Mesa 2. A CRISE MUNDIAL DA ÁGUA. NECESSIDADES GLOBAIS DE SOLUÇÃOA crise mundial da água é o resultado de um desequilíbrio entre a oferta de água do meio natural e aprocura de água pela sociedade. Este desequilíbrio é o resultado da interação do Homem com o Meio numambiente físico e num quadro de gestão da água. A crise da água é um fenómeno multidimensional queenvolve elementos físicos do meio natural, elementos culturais e sociais, em que todos se interrelacionam ese entrelaçam como causas e efeitos.• Crescimento da população e aumento da procura.• Poluição do recurso.• Alteração climática.A crise da água foi qualificada como uma crise de governabilidade. Este conceito envolve muitos aspetos atéagora não consideradas na gestão da água e implica que haja uma forma virtuosa de a governar, baseadana capacidade de formular políticas com efetividade, administrar recursos com eficiência e providenciarserviços com eficácia.Enfrentar a crise é uma tarefa complexa que requer repensar os nossos padrões de comportamento eprincipalmente as nossas formas habituais de pensamento.A velocidade de crescimento da procura de água aproxima-a da disponibilidade do recurso. Pode-seatenuar o crescimento da procura com a aplicação de novas tecnologias e a racionalização dos padrõesde consumo ainda que não se possa evitar completamente. A proximidade e a gravidade da crise da águaparecem indicar que se torna necessária uma alteração mais profunda, uma alteração de paradigma. Umaalteração de paradigma não é mais do que uma alteração de pensamento, a substituição de uma formade pensar por outra que se adeque de melhor forma às alterações no ambiente com um nível de maiorracionalidade.Mesa 3. A ÁGUA COMO ELEMENTO ESTRUTURADOR. O CASO DA PENÍNSULA IBÉRICAA água é um elemento dinâmico e mutante ciclicamente. A água no mundo segue um padrão circulatóriodependente de variáveis climáticas tais como temperatura, radiação e ventos. Está associada a umaestrutura física, a bacia hidrográfica, que é o recetáculo de captação e o leito natural de circulação daságuas. A bacia hidrográfica é uma realidade hidrológica, mas é também uma unidade natural territorial,social, ecológica e económica a partir da qual se pode entender e planificar o desenvolvimento de umasociedade. A água tanto pode ser uma fonte de conflito como uma fonte de cooperação e há exemplosde ambos os casos ao longo da história. No entanto, o mundo parece ir entendendo lentamente que oscursos de água, mais do que fronteiras divisórias entre países são elementos de união e que a cooperaçãoproduz mais benefícios que o conflito.No caso da Península Ibérica a exposição dos conferencistas devia referir-se, de forma não exclusiva, aosseguintes temas:• A Diretiva Quadro da Água na Europa.• O modelo de gestão integrada dos recursos transfronteiriços.• A planificação hidrológica e a obrigação de a realizar instituída pela Diretiva Quadro.• Os Planos de Desenvolvimento Hídrico acordados.• A problemática das bacias hidrológicas partilhadas por Espanha e Portugal e a assimetria de países rioabaixo ou rio acima.• Os acordos transfronteiriços entre Espanha e Portugal e os princípios de gestão que incorporam.Sugere-se a exploração da possibilidade de administração dos recursos hídricos partilhados através deConfederações Binacionais de Bacias Hidrográficas.12
  11. 11. SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVELMesa 4. O FUTURO DA ENERGIAExiste uma relação direta e evidente entre energia e desenvolvimento. A partir da Revolução Industrial oprogresso e o crescimento das sociedades humanas estiveram condicionados, de forma cada vez maisintensa, ao consumo de energia e associados a um processo de alteração paulatino das fontes energéticas.A situação atual da energia pode apreciar-se pelos seguintes valores: 84% provém de fontes nãorenováveis. 61% de fontes de energia primária que emitem CO2 e são poluentes. 3% de fontes com umaalta dependência da água. 12% da energia primária é renovável, não poluente, com uma dependênciamuito grande da água.A produção de biocombustíveis tem uma baixa eficiência e consome quase tanta energia, em termosde combustível, transporte, pesticidas e fertilizantes, como a que gera. Além disso, serve-se de terraspotencialmente utilizadas na produção de alimentos, geram-se deficits na produção de alimentos econsequentemente aumento dos preços.A extração de petróleo é uma atividade industrial que requer energia. Para extrair um barril de petróleoé necessário gastar uma quantidade de energia que seja equivalente a menos de um barril de petróleopara que esta extração seja rentável. Em meados do século XIX, os campos petrolíferos em exploraçãotinham uma relação de 1 para 50. Por cada barril de petróleo investido na exploração obtinham-se 50.Atualmente esta relação (taxa de retorno energético) está na ordem de 1 para 5. É previsível que numfuturo relativamente próximo o petróleo, do qual se obtém 33% da energia consumida no mundo, devaser substituído por outra fonte energética.Mesa 5. DESAFIOS ENERGÉTICOS EM PAÍSES DESENVOLVIDOS E EMERGENTESDesde a década anterior que o mundo foi espetador de uma alteração notável no equilíbrio mundial com aaparição dos países emergentes, economias em desenvolvimento, que num período de tempo relativamentecurto mostraram um crescimento explosivo. Quatro destes países (China, Rússia, Brasil e Índia), os maioresem território e população, destacam-se pelas altíssimas taxas de crescimento das suas economias e poruma dinâmica produtiva imparável. Estima-se que nas próximas duas décadas o produto interno bruto dospaíses emergentes aumente em 5.3 % anual, frente a 2.5% dos países da OCDE. Como consequência destecrescimento os países emergentes serão nesse lapso de tempo, os principais consumidores de energia.(Fonte: EIA. World Energy Outlook 2011).Desafios dos Países desenvolvidos• Apurar e assumir os graus de responsabilidade na produção de poluentes e as implicações para os paísesemergentes.• Assumir a liderança mundial na reformulação do modelo económico-industrial atual.• Alterar o esquema de transferência industrialDesafios dos países emergentes•Estruturar o crescimento das suas economias com base em considerações globais de sustentabilidade• Definir e planificar de forma responsável o futuro energético•Repensar a opção de ter assumido um modelo de desenvolvimento baseado na insustentabilidadeMesa 6. AS NECESSIDADES ENERGÉTICAS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVELUma das características dos países desenvolvidos é o seu alto nível de consumo. DesenvolvimentoSustentável implica restrições e condições que estabeleçam regras para o crescimento e para o consumo.Atualmente o termo Desenvolvimento Sustentável é questionado e a sua utilização requer maiorespecificidade quanto às condições de fronteira e ao horizonte de tempo. Pode-se entender que o termodesenvolvimento sustentável implica um aumentar sem fim. Isto significa que o que está a crescer se 13
  12. 12. FÓRUM MUNDIAL LISBOA 21estenderá a um tamanho desmedido. Contrastando isto com o tamanho finito dos recursos, dos ecossistemas,do meio ambiente e da Terra, a frase Desenvolvimento Sustentável parece ser um oximoro.Do ponto de vista energético as opções de solução às contradições conceptuais entre desenvolvimento esustentabilidade não são muitas; ou se faz uma alteração radical no modelo de crescimento e consumo ou umaalteração no tipo e fonte de energia para uma mais barata, mais limpa e com menor taxa de esgotamento quepossibilite continuar com a tendência atual. Todas as energias renováveis juntas alcançam apenas 15% do totalconsumido atualmente. Algumas destas fontes renováveis têm escassa possibilidade de substituir totalmente oscombustíveis fósseis. A opção de energia nuclear tem possibilidades certas de substituição parcial dos mesmosa médio prazo e sem maiores dificuldades técnicas, ainda que com os riscos inerentes à sua utilização.Mesa 7. ÁGUA E ENERGIA. EDUCAÇÃO E CULTURA DE SUSTENTABILIDADEPara apresentar soluções devemos tentar entender as causas dos problemas. A água e a energia são as duasvariáveis mais importantes da função de desenvolvimento e a forma como se manusearem pode fazer comque a sustentabilidade seja uma enteléquia inalcançável ou um paradigma possível.Se definirmos Cultura como o conjunto de padrões de comportamento instalado numa sociedade humanapodemos verificar que as três origens da insustentabilidade, consumo, crescimento e comportamento, sãoem grande medida, traços culturais. Como qualquer outro traço, podem ser modificados através da educaçãocomo instrumento de mudança. Podemos definir modelos culturais que favoreçam a sustentabilidade etentar instalá-los na sociedade.Uma cultura de sustentabilidade é um conjunto de padrões que definem o que fazer e o como fazer emrelação a:• Valorização dos recursos e conhecimento da sua importância.• Dispor de informação oportuna e pertinente sobre a realidade dos recursos e do meio natural.• Um paradigma de pensamento que não esteja orientado para o consumo.• Consciência da responsabilidade social e individual quanto à importância do cuidado do meio natural e danecessidade imperiosa de enquadrar o crescimento no conceito de sustentabilidade.Os padrões culturais de uma sociedade são multidimensionais e formam uma estrutura, que quando é sólidae está corretamente armada, pode perdurar no tempo. Neste conjunto são reconhecíveis em diferenteslatitudes, culturas e religiões elementos culturais associados à valorização da água.Mesa 8. A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DEBATE DOS RECURSOS HÍDRICOS E ENERGÉTICOS ANÍVEL GLOBALEm janeiro de 1992 celebrou-se em Dublin, Irlanda, a Conferência Internacional sobre a Água e o MeioAmbiente (CIAMA) como reunião preparatória para a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambientee o Desenvolvimento (CNUMAD) que se realizou no Rio de Janeiro, em junho de 1992. Como conclusão dareunião adotou-se a Declaração de Dublin sobre Água e Desenvolvimento Sustentável que consiste emquatro princípios recomendados para a gestão da água e que desde então se constituíram nos elementosdiretórios para a administração dos recursos hídricos.O segundo princípio da mencionada Declaração especifica que:“O aproveitamento e a gestão da água devem ser inspirados numa abordagem baseada na participação dosusuários, dos planificadores e dos responsáveis pelas decisões a todos os níveis.”A participação dos usuários, tal como está apresentada na Declaração de Dublin, é um processo que só sepode dar se existir uma base comunicacional preestabelecida e operativa.A estrutura do setor energético difere da do setor hídrico. No primeiro caso, a gestão está focada na exploraçãoe no outro na administração do recurso. Diferem também pela natureza do bem e pela propriedade legal14
  13. 13. SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVELdo recurso. No entanto, a importância do tema e o efeito que tem no setor doméstico, também implica anecessidade de um processo de comunicação que vise informar o consumidor sobre decisões e situaçõesque possam afetar profundamente a sua economia e o seu nível de vida.Em ambos os casos, ainda que com diferentes intensidades, o papel dos diretores do setor deve adaptaruma nova abertura em relação ao interlocutor-usuário. Esta deve traduzir-se na instalação permanente decanais e meios de comunicação, mecanismos e metodologias que possibilitem a circulação de informaçãoveraz e oportuna e a participação efetiva nas decisões do setor.3. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES DO FÓRUM MUNDIAL LISBOA 21As seguintes são as conclusões extraídas das apresentações e intervenções realizadas durante o Fórum.3.1 DECLARAÇÃO FINAL DO FÓRUM ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL• Todos os participantes reconhecem e consideram urgente levar a cabo uma alteração de paradigmadepois de analisarem que o atual modelo de desenvolvimento está esgotado e não é sustentável. Tambémreconhecem que atualmente existe uma falta de liderança a nível local, regional e mundial.• Identificou-se que os problemas vinculados à água e à energia têm um paralelismo uma vez que onúmero de pessoas sem acesso a serviços básicos de água é o mesmo que ao de energia considerando aspeculiaridades de ambos os âmbitos.• O crescimento da população e os 7000 milhões de pessoas com que contamos no mundo fazem comque a população urbana já seja uma maioria a partir de 2011 e com que os problemas do atual modelocontinuem a deteriorar a qualidade de vida da população por falta de serviços básicos acessíveis.• Adota-se a Cultura como 4º pilar da sustentabilidade por ser a melhor herança moral da sociedade, para darcoesão e inspirar uma mudança de atitude em prol de um progresso inteligente.• Reconhece-se que a crise de governabilidade que atravessa a água é o resultado da falta de gestores epolíticos idóneos e pede-se aos países para criarem autoridades de água ao mais alto nível, da mesmaforma, tendo-se identificado que mais de 25 agências da ONU se dedicam aos temas da água dando sinaiscontraditórios e equivocados em muitos casos, pede-se aos países a criação de uma só Agência Mundial daÁgua na ONU para garantir coerência e melhorar a governabilidade da água.• Observa-se que a meta do milénio relativamente à água (7) não se vai cumprir no ano 2015 e que em muitoscasos o número de pessoas sem acesso a saneamento seguro aumentou e que portanto esta é a segunda vezque fracassa uma Década dedicada à água potável e ao Saneamento (a primeira Década foi 1980-1990)• Reconhece-se que o desenvolvimento e a inovação tecnológica são a garantia para procurar melhoresformas de transformar a energia e considera-se que a alternativa nuclear requer maior discussão e análise,pelo que se propõe a continuação do debate em âmbitos especializados.• Recomenda-se a criação de um Centro Mundial que permita analisar e estudar o desenvolvimentosustentável e que leve a cabo uma monitorização dos avanços do conhecimento, vinculando a sociedadecivil; além de adotar a Carta da Terra como documento para a educação num desenvolvimento sustentável.• Concluiu-se que a atual universidade é um formador de soluções para problemas do século passadopelo que requeremos que a universidade altere o seu enfoque de formação e investigação e responda aosproblemas do século 21.• Por fim, reconheceu-se que os atuais meios de comunicação se devem reinventar para cumprirem o seupapel de formador de opinião de forma veraz e transparente.Lisboa, 25 de outubro de 2011 15
  14. 14. FÓRUM MUNDIAL LISBOA 213.2. CONCLUSÕES3.2.1 A Ideologia do DesenvolvimentoAo finalizar o século passado impôs-se no mundo um modelo de mercado e um paradigma que prometiaque, se se seguissem as receitas do mercado e da globalização, o mundo encontraria a solução para todosos seus problemas. Passados quase vinte anos o mundo ainda se encontra longe da solução para os seusproblemas crónicos, com novos problemas adicionais e com crises globais de energia, recursos hídricos eaquecimento global. Tudo parece indicar que a ideologia do desenvolvimento era um mito baseado numafalsa premissa: que o mundo e os recursos naturais eram infinitos e inesgotáveis.O nível de desenvolvimento atual da tecnologia, derivado da aliança da ciência com o mercado, tem umnível de impacto tão alto no imaginário social que faz supor que a tecnologia possa ser uma solução imediatapara as crises. Descobertas de novos materiais e tecnologias parecem estar sempre ao virar da esquina paradar solução aos problemas da humanidade. Sempre e quando se puder pagar o preço de mercado destesengenhos. Mas a crise da água, particularmente, é pouco sensível à tecnologia e neste campo o únicoavanço que poderia ter um impacto imediato sobre os estados críticos atuais seria a descoberta de umafonte de energia limpa, barata e inesgotável.Até que isto não aconteça, as crises agudizar-se-ão de forma sustentável. Se acontecer, convémrecordar as palavras de Albert Einstein sobre a energia nuclear: “O mundo que criamos, como resultadode um nível de pensamento, gerou problemas que não podemos resolver com esse mesmo nível depensamento… Para que a humanidade possa sobreviver, necessitamos de uma forma substancialmentenova de pensar e aprender”.3.2.2 A Sustentabilidade do DesenvolvimentoEm 1987, foi apresentado oficialmente o Relatório Brundtland (Our Common Future, Brundtland 1987),elaborado pela Comissão Mundial das Nações Unidas para o Meio ambiente e o Desenvolvimento. Nesterelatório aparece pela primeira vez o termo Desenvolvimento Sustentável e com ele alguns conceitos que énecessário repensar à luz do tempo decorrido:Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer apossibilidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades.Este desenvolvimento sustentável só pode ser alcançado se população e crescimento estiverem em harmonia como sempre mutável potencial produtivo dos ecossistemas.O tema não é apenas o número de pessoas, mas sim a relação desse número de pessoas com os recursos disponíveis.São necessários passos urgentes para limitar as taxas extremas de crescimento populacional.Em 1968 um grupo de 105 cientistas e políticos de 30 países reuniram-se em Roma, Itália, para refletir acercado crescimento da sociedade. Em 1972 o grupo, já conhecido como o Club de Roma, publicou o resultadodas suas primeiras reflexões, o livro “Os Limites do Crescimento” (The Limits to Growth), cuja conclusãoprincipal foi a seguinte:“se o atual aumento de população mundial, industrialização, poluição, produção de alimentos e exploração derecursos naturais se mantiver sem variações, alcançar-se-ão os limites absolutos de crescimento na terra duranteos próximos cem anos”.A versão simplificada desta conclusão pode ler-se como:“Não pode haver um crescimento populacional, económico e industrial ilimitado num planeta de recursoslimitados”.O imperativo atual é encontrar as formas e os meios para que o crescimento das nações esteja de acordocom os recursos naturais.16
  15. 15. SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL3.3 RECOMENDAÇÕESAs seguintes recomendações foram extraídas da participação dos assistentes.3.3.1. Recomendação 1. Promover uma alteração de paradigmaPerante a perceção da profundidade e multiplicidade das crises no mundo, a observação mais recorrentefoi a necessidade de modificar a sociedade, a economia e as formas de vida atuais. Isto foi exposto como anecessidade de reformular o paradigma sobre o qual está construído o mundo.Uma mudança de paradigma não é mais do que uma mudança de pensamento, a substituição de uma formade pensar por outra de uma racionalidade superior. Uma das consequências das crises é que obrigam arepensar situações, problemas e respostas e a procurar alternativas de maior efetividade, eficácia e eficiência.A profundidade da crise e a racionalidade mais básica indicam que está na hora de alterar os padrõesde comportamento e pensamento das sociedades humanas, de gerir rigorosamente o crescimento e oconsumo. Nada na história da humanidade permite afirmar que estas alterações sejam possíveis. Geralmenteos modelos obsoletos mantêm-se até ao seu esgotamento e autodestruição. No entanto, nunca antes associedades humanas estiveram melhor preparadas nem contaram com tantos meios e capacidades comohoje para se automodificarem. Só o tempo dirá se somos capazes de o fazer.3.3.2 Recomendação 2. Criar a Agência Mundial da ÁguaA indiscutível importância da água para a vida torna imprescindível a existência de um organismo ao maisalto nível que atue como referente global da gestão hídrica.No sistema das Nações Unidas existem 25 agências e comissões que, direta ou indiretamente, trabalham notema, o que resulta num setor fragmentado e com duplicidade de funções.No ano de 2008, como conclusão da Expo Zaragoza, o governo de Espanha comprometeu-se a apoiar paradar impulso à criação da Agência Mundial da Água. Neste sentido o Pabellón Puente da Expo Zaragozaregistava entre os seus conteúdos expositivos dois temas destacados:• A necessidade de unificar, a nível global, o enfoque, a discussão e as ações referentes aos recursos hídricosnuma só agência.• A urgência de reconhecer a nível mundial a Água como um Direito Humano.No ano de 2010 o reconhecimento do Direito Humano à Água pela Assembleia das Nações Unidas confirmoua importância das iniciativas.Como se manifestou durante o Fórum de Lisboa, existe um grande interesse de Portugal em relação àmaterialização desta iniciativa e ao compromisso manifesto de apoio.Entre as funções principais desta Agência estariam:• Propor um quadro normativo mundial acerca dos recursos hídricos, especialmente no que se refere abacias hidrográficas transnacionais.• Disseminar efetivamente a informação hídrica que gera o sistema de NNUU.• Apoiar e assistir os países no levantamento de informação hídrica e na criação de sistemas de informaçãocoerentes e estandardizados.• Promover modelos de gestão da água de maior racionalidade que os atuais, com enfase na gestão sistémicae na planificação multissetorial.• Promover a difusão e o intercâmbio eficaz e global de boas práticas, lições aprendidas, modelos e processosreproduzíveis, experiências que tenham alcançado o êxito e recomendações, através de um centro própriode documentação e transferência sobre água.• Impulsionar a educação, os princípios e os valores que suscitem uma cultura de sustentabilidade. 17
  16. 16. FÓRUM MUNDIAL LISBOA 213.3.3 Recomendação 3. Criação de um Centro Mundial de Desenvolvimento Sustentável.O termo Desenvolvimento Sustentável implica um conceito complexo cuja utilização requer maiorespecificidade no seu uso quanto às condições de fronteira e ao horizonte de tempo, onde se aplicar oconceito. O qualificativo “sustentável”, aplicado a um fenómeno de crescimento como é o desenvolvimento,sem quantificadores de tempo ou quantidade, implica um aumentar sem fim. Significa que o que está emcrescimento se estenderá a um tamanho infinito. A contrastar com isto está o tamanho finito dos recursos,dos ecossistemas, do meio ambiente e da Terra, a frase Desenvolvimento Sustentável parece ser um oximoro.O desenvolvimento das nações, como era entendido até hoje, obedece a um modelo comparativo. Naausência de uma conceptualização clara, universalmente partilhada, e de uma escala de proporcionalidadeque permita qualificar cada caso específico, para medir o grau de desenvolvimento de um país recorre-se a um ranking de comparação à cabeça do qual se encontram os países de maiores rendimentos percapita, e cuja caraterística é o seu elevado nível de consumo. De facto, associa-se, sem grande erro, onível de desenvolvimento de um país com o seu consumo. A última finalidade do desenvolvimento dasnações parecer ser o tornar-se grande consumidor de bens, de recursos naturais e de serviços. Conceberuma redução geral e consensual do consumo é uma tarefa sem esperança na realidade de um sistemaeconómico que privilegia o crescimento acima da sustentabilidade, num mundo em que os países de menordesenvolvimento desejam para si os níveis de bem-estar material do mundo desenvolvido e dificilmentevão renunciar à opção do crescimento económico.Tudo isto leva à compreensão da necessidade de estudar o fenómeno do desenvolvimento, do crescimentoe do consumo com maior profundidade. Não é possível continuar a usar o adjetivo da sustentabilidadecomo parte da retórica política. É necessário redefinir conceitos a partir das constrangedoras realidadesatuais e formular novas teorias com base na racionalidade. Se a sustentabilidade não for possível, o planetaestá inevitavelmente condenado. Se a sustentabilidade for possível, é nosso dever entendê-la, construir ummodelo de relações causais que a administre e adequá-lo às formas sociais.Propõem-se a adoção da Carta da Terra como instrumento para a educação no DesenvolvimentoSustentável, como parte do novo paradigma para a sociedade global do século XXI e como linha de baseética e democrática.A recomendação 1 assinala a necessidade de mudar os paradigmas atuais. A recomendação 3 implica acriação de um centro pensante, sob orientação das NNUU, onde se analise e valorize as opções alternativas,os custos sociais e económicos e as consequências no tempo.3.3.4 Recomendação 4. Promover a Cultura como pilar central da Sustentabilidade.Define-se Cultura como o conjunto de padrões de comportamento instalados numa sociedade. Ospadrões culturais de uma sociedade são multidimensionais e formam uma estrutura que quando é sólida,e está corretamente munida, não perdura apenas no tempo mas também, eventualmente, possibilita aautoadaptação a mudanças no ambiente.A cultura é o resultado de somas históricas e a sua formação obedece à acumulação de padrões decomportamentos que respondem ao meio. Este processo não é outra coisa senão uma dinâmica deadaptação que vai construindo a história de um grupo humano.Existem na história exemplos de culturas que perduraram por milénios (China, Egito faraónico) e quesucumbiram por incapacidade de adaptação às mudanças e de culturas que não souberam manter asua identidade por excesso de adaptação (Roma). De qualquer forma o fenómeno cultural requer umamanutenção constante tendo em vista a alta ou baixa adaptabilidade do grupo social. Isto justifica aexistência na sociedade de um elemento com capacidade para avaliar a validade de determinados padrões eprincipalmente para conceber novos modelos culturais e para os instalar na sociedade através da educação.18
  17. 17. SOBRE ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVELA cultura ocidental, em termos gerais o paradigma vigente, já mostra sinais de incompatibilidade com asmudanças. É possível detetar nela padrões de comportamento disfuncionais que ameaçam derrubar todaa estrutura social, económica e política. É necessário, desde a ótica de mudança de paradigma, apurar asdisfuncionalidades e substitui-las por uma cultura focada na adaptação às mudanças e à sustentabilidade.Uma cultura de sustentabilidade é um conjunto de padrões que deveriam definir o que fazer e como fazerem relação a:• Avaliação dos recursos e conhecimento da sua importância.• Dispor de informação oportuna e pertinente sobre a realidade dos recursos e do meio natural.• Um paradigma de pensamento que não esteja focado no consumo.• Consciência da responsabilidade social e individual no que se refere à importância dos cuidados para como meio natural e à necessidade imperiosa de enquadrar o crescimento no conceito de sustentabilidade.A criação e implantação a nível global de uma cultura baseada nestes valores seria a melhor herança moralpara as gerações futuras.Lisboa, dezembro de 2011 19
  18. 18. FORO MUNDIAL LISBOA 21 FORO MUNDIAL LISBOA 21 SOBRE AGUA, ENERGÍA Y DESARROLLO SOSTENIBLE RESUMEN EJECUTIVO Versión Español LISBOA 24 Y 25 DE OCTUBRE 2011 SOCIEDAD DE GEOGRAFIA DE LISBOA20
  19. 19. RESUMEN DEL DOCUMENTO FINAL1. DESCRIPCIÓN GENERAL DEL FORO MUNDIAL LISBOA 21Los días 24 y 25 de Octubre de 2011 se realizó en Lisboa, Portugal, el Foro Mundial Lisboa 21 sobre Agua,Energía y Desarrollo Sostenible.El Foro Mundial Lisboa 21, se planteó como una propuesta a las instituciones y la sociedad civil de las ideasbásicas para un desarrollo racional. El objetivo central era crear conciencia sobre la problemática de lasostenibilidad del desarrollo, centrando el debate en los elementos básicos Agua y Energía y buscandorecoger las experiencias de los últimos 20 años.El evento se realizó en la Sociedad de Geografía de Lisboa, Portugal con la participación de más de 650personas. El programa constó de ocho mesas redondas y cinco sesiones paralelas, en las cuales expusieronsus criterios y posiciones expertos, instituciones y empresas.1.1. ORGANIZACIÓN DEL FOROOrganizadoresFundación Gulbenkian, Fundación EDP, ACEGE, Universidad Católica Portuguesa, Instituto Portugués deCorporate Governance, Instituto de Empreendedorismo Social, Cámara de Comercio e Industria Luso-Española, Agencia para la Energía ADENE, Water Assessment & Advisory Global Netowork (WASA-GN),Instituto de Estudios Económicos, Club de Excelencia en Sostenibilidad, Universidad San Pablo CEU,Fundación ADECCO, FOES, Foro Soria 21 Para el Desarrollo Sostenible.PatrocinadoresFundación EDP, Fundación Calouste Gulbenkian, Fundación Wellington, Fundación ACS, ENDESA, CEMEX,Banco BIC, Fundación Montepío, SAPO, REN, WIN Energy, ENCE.ColaboradoresSIEMENS, Fundación MAPFRE, Banco Espíritu Santo (BES), Banco Santander TOTTA, Banco Popular, SRS FOCUSMATTERS, VOLVO, Fundación Luso, MARSH, Fundación GALP Energía, Agreda.ApoyoSociedad de Geografía de Lisboa, Delta Cafés, PARTEX, CONDÉ NAST, LIPOR, About Media, Uría & Menéndez– Proença de Carvalho, FULCRO, LABORLA, SKIPSO, SPECTACOLOR, ALSTOM, El Corte Inglés, REPSOL, GreenMedia, GAMESAMedia PartnersDiario económico, Vida Económica, IMPRESA, TVI, Agua & Ambiente, NATURLINK1.2. TEMAS DEL FOROPrograma principalMesa 1: El Agua. Situación actual global y perspectivas futurasMesa 2: La Crisis mundial del agua. Necesidades globales de soluciónMesa 3: El Agua como elemento vertebrador. El caso de la Península IbéricaMesa 4: El Futuro de la EnergíaMesa 5: Retos energéticos en los países desarrollados y países emergentes 21
  20. 20. FORO MUNDIAL LISBOA 21Mesa 6: Las necesidades energéticas del desarrollo sostenibleMesa 7: Agua y Energía. Educación y cultura de sostenibilidadMesa 8: La importancia de la Comunicación en el debate de los recursos hídricos y energéticos a nivel globalSesiones ParalelasSesión 1: Energía para el DesarrolloSesión 2: Eficiencia y SostenibilidadSesión 3: Sostenibilidad e innovación social en las organizacionesSesión 4: Iniciativa, Educación y ResponsabilidadSesión 5: Cultura. Cuarto pilar de la Sostenibilidad2. GuÍas y documentos previos del Foro.2.1. RESUMEN DE LOS LINEAMIENTOS PARA LOS PONENTES.Mesa 1. El Agua, situación actual gLobal y perspectivas futurasLa primera mesa debería establecer las bases generales del debate. Es importante que los participantesperciban la existencia de una situación crítica del agua en el mundo. El debate debe dirigirse hacia elplanteamiento de acciones globales para mitigar esta situación dentro del marco de la sostenibilidad deldesarrollo. Resulta más importante la discusión de los conceptos sobre los cuales se ha construido el proceso,que el debate sobre temas locales, no porque estos no sean relevantes, sino por la dimensión planetaria quehan alcanzado los problemas.Mesa 2. La Crisis mundial del agua. Necesidades globales de soluciónSi es posible entender las causas de la situación crítica del agua en el mundo será posible también plantearsoluciones. En el momento actual, el debate sobre la crisis del agua gira en torno a temas que van desde laproblemática de la gobernabilidad hasta el planteamiento que todo se reduce a una falta de infraestructurahídrica. En el fondo el tema central es otro y está más relacionado con lo que se entiende por desarrollo ysobre si es posible la sostenibilidad de un modelo basado en el consumo creciente de recursos limitados.Mesa 3. El Agua como elemento vertebrador. El caso de la PENÍNSULA IbéricaEl agua es naturalmente un elemento vertebrador que, a partir de la cuenca hidrográfica, da forma no sóloa los sistemas ecológicos sino también modela los sistemas sociales y culturales. El problema principal estámenos relacionado con la dicotomía entre conflicto y cooperación y más con el cómo repensar la gestión delos recursos hídricos con sistemas políticos artificiales que se superponen y fragmentan a los sistemas naturalesdonde reside el agua. Los problemas del agua entre España y Portugal son un objeto interesante de estudioque muestra tanto encuentros como desencuentros y puede ser adecuado para ejemplificar no solo lo que sedebe hacer o no hacer en la gestión de aguas transfronterizas, sino también para convertirlo en un espacio dereflexión sobre cómo hacer y qué mecanismos operativos pueden aplicarse para la gestión compartida.Mesa 4. El Futuro de la EnergíaEl tema más importante en el debate mundial es actualmente el futuro de la energía. La situación actual, lasreservas del planeta, las consecuencias del agotamiento de los combustibles fósiles y las opciones posibleso las fuentes energéticas del futuro son temas de máximo interés. El mundo actual aumenta continuamente22
  21. 21. SOBRE AGUA, ENERGÍA Y DESARROLLO SOSTENIBLEel consumo de energía y no es difícil percibir que la situación es todo menos sostenible. Es hora de pensar enalternativas. Una posible opción a considerar para el futuro, si se quiere mantener el crecimiento actual, pareceser la energía nuclear. El tema central entonces se traslada al debate sobre si queremos mantener el esquemabusiness as usual y aceptar los riesgos inherentes o repensar los paradigmas de desarrollo y crecimiento.Mesa 5. RETOS ENERGÉTICOS EN LOS PAÍSES DESARROLLADOS Y PAÍSES EMERGENTESEl tema es particularmente importante a la luz de la crisis económica que preocupa a los países industrializados.Su solución no es previsible en un corto plazo y en relación a los retos y las presiones que este desarrolloexplosivo puede generar en el sector energético. Este proceso, basado en la aplicación escrupulosa de lasreglas del mercado, ha permitido el crecimiento de países que están enfocados en un proceso de produccióny crecimiento económico, primando estos factores sobre los elementos básicos de sostenibilidad.Mesa 6. Las necesidades energéticas del desarrollo sostenibleEl tema de fondo hace referencia a las fuentes y al suministro de energía necesaria para desencadenarun proceso de desarrollo y a las restricciones que imponen la escasez de petróleo y el cambio climáticogenerado por la emisión de CO2 a la atmósfera. Desde el punto de vista energético las opciones de solucióna las contradicciones conceptuales entre desarrollo y sostenibilidad no son muchas: o una modificaciónradical del modelo de crecimiento y consumo o un cambio del tipo y fuente de energía por una más barata,más limpia y más abundante que posibilite continuar con la tendencia actual. Actualmente, todas las fuentesde energía renovable juntas, suministran algo más del 15% del consumo mundial.Mesa 7. Agua y Energía. Educación y cultura de sostenibilidadLa Educación, como herramienta para la creación y mantenimiento de un conjunto de patrones culturalesque favorezcan la sostenibilidad, debe ser la prioridad de las políticas públicas y de interés para la sociedaden general. El término Cultura debe enfocarse hacia los patrones de comportamiento de un conjunto socialy centrar el debate en la posibilidad de desarrollar esos patrones culturales orientados a la sostenibilidad.Mesa 8. LA IMPORTANCIA DE LA COMUNICACIÓN EN EL DEBATE DE LOS RECURSOS HÍDRICOS YENERGÉTICOS A NIVEL GLOBALLa participación de los usuarios en la gestión del agua (segundo principio de la Declaración de Dublín)implica que debe existir una base informativa suficiente que posibilite esa participación. El tema en discusiónincluye entonces, las necesidades de los usuarios, a los medios de comunicación masiva y las herramientasnecesarias para convertir el proceso en algo permanente, sostenido y adecuadamente gestionado. En elcampo energético la comunicación deberá responder a las necesidades de información de los usuariosen relación a las condiciones de oferta y demanda y a la necesidad de hacer transparentes las decisionespolíticas sobre el sector.2.2. RESUMEN DE LAS DIRECTRICES PARA LOS MODERADORESMesa 1. El Agua, situación actual GLOBAL y perspectivas futurasResulta importante que los participantes (público y ponentes) perciban la existencia de una situación críticadel agua en el mundo y que el debate se dirija hacia el planteamiento de acciones globales para mitigar estasituación en un marco de sostenibilidad. Para entender la naturaleza de la crisis es necesario considerar lossiguientes elementos:• El agua es abundante pero los recursos hídricos son limitados.• Las distribuciones del agua y de la población en el mundo no son uniformes. 23
  22. 22. FORO MUNDIAL LISBOA 21• El consumo de agua es proporcional a la población, pero el crecimiento del consumo es mayor que el dela población• Para plantear soluciones debemos entender las causas.Mesa 2. La Crisis mundial del agua. Necesidades globales de soluciónLa crisis mundial del agua es el resultado de un desequilibrio entre la oferta de agua del medio natural y lademanda de la sociedad. Este desequilibrio es el resultado de la interacción del Hombre con el Medio enun entorno físico y en un marco de gestión del agua. La crisis del agua es un fenómeno multidimensionalque involucra elementos físicos del medio natural, elementos culturales y sociales, todos los cuales seinterrelacionan y entrelazan como causas y efectos.• Crecimiento de la población y aumento de la demanda• Contaminación del recurso• Cambio climáticoLa crisis del agua ha sido calificada como una crisis de gobernabilidad. Este concepto, involucra muchosaspectos hasta ahora no considerados en la gestión del agua e implica que hay una forma virtuosa degobernarla, basada en la capacidad de formular políticas con efectividad, administrar recursos con eficienciay proveer servicios con eficacia.Enfrentarse a la crisis es una tarea compleja que requiere repensar nuestros patrones de comportamiento yprincipalmente nuestras formas habituales de pensamiento.La velocidad de crecimiento la demanda de agua acerca ésta a la disponibilidad del recurso. Se puede serralentizar el crecimiento de la demanda con la aplicación de nuevas tecnologías y la racionalización de lospatrones de consumo aunque no se puede evitar completamente. La cercanía y gravedad de la crisis delagua parecen indicar que es necesario un cambio más profundo, un cambio de paradigma. Un cambio deparadigma no es más que un cambio de pensamiento, la sustitución de una forma de pensar por otra quese adecue mejor a los cambios en el entorno con un mayor nivel de racionalidad.Mesa 3. El Agua como elemento vertebrador. El caso de la PENÍNSULA IbéricaEl agua es un elemento dinámico y cambiante cíclicamente. El agua en el mundo sigue un patróncirculatorio dependiente de las variables climáticas como temperatura, radiación y vientos. Está asociada auna estructura física, la cuenca que es el receptáculo de captación y el cauce natural de circulación de lasaguas. La cuenca es una realidad hidrológica, pero es también una unidad natural territorial, social, ecológicay económica a partir de la cual se puede entender y planificar el desarrollo de una sociedad. El agua puedeser tanto una fuente de conflicto como una fuente de cooperación y hay ejemplos de ambos casos a lolargo de la historia. Sin embargo el mundo parece ir entendiendo lentamente que los cursos de agua, másque fronteras divisorias entre países son elementos de unión y que la cooperación produce más beneficiosque el conflicto.En el caso de la Península Ibérica el planteamiento de los ponentes debería referirse, aunque noexclusivamente, a los siguientes temas:• La Directiva Marco del Agua en Europa• El modelo de gestión integrada de los recursos transfronterizos.• La planificación hidrológica y la obligación de realizarla instituida por la Directiva Marco• Los Planes de Desarrollo Hídrico concertados.• La problemática de las cuencas compartidas entre España y Portugal y la asimetría de países aguas arribao aguas abajo.• Los acuerdos transfronterizos entre España y Portugal y los principios de gestión que incorporan.24
  23. 23. SOBRE AGUA, ENERGÍA Y DESARROLLO SOSTENIBLESe sugiere explorar la posibilidad de administración de los recursos hídricos compartidos a través deConfederaciones Binacionales de Cuenca.Mesa 4. El Futuro de la EnergíaExiste una relación directa y evidente entre energía y desarrollo. A partir de la Revolución Industrial elprogreso y crecimiento de las sociedades humanas ha estado condicionado, en forma cada vez más intensapor el consumo de energía y asociado a un proceso de cambio paulatino de las fuentes energéticas.La situación actual de la energía puede apreciarse por los siguientes valores: El 84% proviene de fuentes norenovables. El 61% de fuentes de energía primaria que emiten CO2 y son contaminantes. El 3% de fuentestiene una alta dependencia del agua. El 12% de energía primaria es renovable, no contaminantes, con unadependencia alta del agua.La producción de biocombustibles tiene una baja eficiencia y consume casi tanta energía, en términosde combustible, transporte, pesticidas y fertilizantes, como la que genera. Además se emplean tierraspotencialmente utilizadas en la producción de alimentos, se generan déficits en la producción de éstos y,consecuentemente, aumentos de sus precios.La extracción de petróleo es una actividad industrial que requiere energía. Para extraer un barril de petroleo serequiere gastar una cantidad de energía que sea equivalente a menos de un barril de petroleo para que estaextracción sea rentable. A mediados del siglo XIX, los campos petrolíferos en explotaión tenían una relación de1 a 50. Por cada barril de petroleo invertido en la explotación se obtenían 50. Actualmente esta relación (tasade retorno energético) es del orden de 1 a 5. Es previsible que en un futuro relativamente próximo el petróleo,del cual se obtiene el 33% de la energía consumida en el mundo, deba sustituirse por otra fuente energética.Mesa 5. RETOS ENERGÉTICOS EN PAÍSES DESARROLLADOS Y EMERGENTESDesde la década anterior el mundo ha sido espectador de un cambio notable en el equilibrio mundial conla aparición de los países emergentes, economías en desarrollo, que en un período de tiempo relativamentecorto han mostrado un crecimiento explosivo. Cuatro de estos países (China, Rusia, Brasil e India), los másgrandes en territorio y población, destacan por las altísimas tasas de crecimiento de sus economías y poruna dinámica productiva imparable. Se estima que en las próximas dos décadas el producto interior brutode los países emergentes se incrementará un 5.3 % anual, frente a un 2.5% de los países de la OACDE.Como consecuencia de este crecimiento los países emergentes serán en ese lapso de tiempo, los principalesconsumidores de energía. (Fuente: EIA. World Energy Outlook. 2011).Retos de los Países desarrollados• Deslindar y asumir los grados de responsabilidad en la generación de contaminantes y las implicacionespara los países emergentes.• Asumir el liderazgo mundial en la reformulación del modelo económico-industrial actual.• Cambiar el esquema de transferencia industrialRetos de los países emergentes• Estructurar el crecimiento de sus economías en base a consideraciones globales de sostenibilidad• Definir y planificar en forma responsable el futuro energético• Repensar la opción de haber asumido un modelo de desarrollo basado en la insostenibilidadMesa 6. LAS NECESIDADES ENERGÉTICAS DEL DESARROLLO SOSTENIBLEUna de las características de los países desarrollados es su alto nivel de consumo. Desarrollo Sostenibleimplica restricciones y condiciones que establecen reglas para el crecimiento y el consumo.Actualmente el término Desarrollo Sostenible es cuestionado y su utilización requiere una mayor 25
  24. 24. FORO MUNDIAL LISBOA 21especificación de las condiciones de contorno y del horizonte temporal. Se puede entender que eltérmino desarrollo sostenible implica aumentar sin fin. Esto significa que lo que está creciendo tenderáa un tamaño desmedido. Contrastado esto con el tamaño finito de los recursos, los ecosistemas, el medioambiente y la Tierra, la frase Desarrollo Sostenible parece ser un oxímoron.Desde el punto de vista energético las opciones de solución a las contradicciones conceptuales entredesarrollo y sostenibilidad no son muchas; o un cambio radical del modelo de crecimiento y consumo oun cambio del tipo y fuente de energía por una más barata, más limpia y con menor tasa de agotamientoque posibilite continuar con la tendencia actual. Todas las energías renovables juntas apenas alcanzan al15% del total consumido actualmente. Algunas de estas fuentes renovables tienen escasa posibilidad desustituir totalmente a los combustibles fósiles. La opción de energía nuclear tiene posibilidades ciertas desustitución parcial a medio plazo de los mismos y sin mayores dificultades técnicas, aunque con los riesgosinherentes a su utilización.Mesa 7. AGUA Y ENERGÍA. EDUCACIóN Y CULTURA DE SOSTENIBILIDADPara plantear soluciones debemos intentar entender las causas de los problemas. El agua y la energía son lasdos variables más importantes de la función de desarrollo y la forma como se manejen puede hacer que lasostenibilidad sea una entelequia inalcanzable o un paradigma posible.Si definimos la Cultura como el conjunto de patrones de comportamiento instalado en una sociedad humanapodemos apreciar que los tres orígenes de la insostenibilidad, consumo, crecimiento y comportamiento,son en gran medida, rasgos culturales. Como cualquier otro rasgo, pueden ser modificados a través dela educación como instrumento de cambio. Podemos definir los modelos culturales que favorezcan lasostenibilidad e intentar implantarlos en la sociedad.Una cultura de sostenibilidad es un conjunto de patrones que definen qué hacer y cómo hacer en relación a:• Valoración de los recursos y conocimiento de su importancia.• Disponer de información oportuna y pertinente sobre la realidad de los recursos y el medio natural.• Un paradigma de pensamiento que no esté orientado al consumo.• Conciencia de la responsabilidad social e individual en cuanto a la importancia del cuidado del medionatural y de la necesidad imperiosa de enmarcar el crecimiento en el concepto de sostenibilidad.Los patrones culturales de una sociedad son multidimensionales y forman una estructura, que cuando essólida y está correctamente armada puede perdurar en el tiempo. En este conjunto son reconocibles endiferentes latitudes, culturas y religiones elementos culturales asociados a la valoración del aguaMesa 8. LA IMPORTANCIA DE LA COMUNICACIÓN EN EL DEBATE DE LOS RECURSOS HÍDRICOS YENERGÉTICOS A NIVEL GLOBALEn Enero de 1992 se celebró en Dublín, Irlanda, la Conferencia Internacional sobre el Agua y el MedioAmbiente (CIAMA) como reunión preparatoria para la Conferencia de las Naciones Unidas sobre el MedioAmbiente y el Desarrollo (CNUMAD) que se desarrolló en Río de Janeiro en junio de 1992. Como conclusiónde la reunión se adoptó la Declaración de Dublín sobre Agua y Desarrollo Sostenible, consistente en cuatroprincipios recomendados para la gestión del agua, que desde entonces han constituido los elementosrectores de la administración de los recursos hídricos.El segundo principio de la mencionada Declaración específica que:“El aprovechamiento y la gestión del agua debe inspirarse en un planteamiento basado en la participación de losusuarios, los planificadores y los responsables de las decisiones a todos los niveles.”La participación de los usuarios, tal como está planteada en la Declaración de Dublín, es un proceso que sólopuede darse si existe una base de comunicación preestablecida y operativa.26
  25. 25. SOBRE AGUA, ENERGÍA Y DESARROLLO SOSTENIBLELa estructura del sector energético difiere de la del sector hídrico. En un caso, la gestión está enfocada a laexplotación y en el otro hacia la administración del recurso. Difieren también en la naturaleza del bien yen la propiedad legal del recurso. Sin embargo la importancia del tema y el efecto que tiene en el sectordoméstico, también implica la necesidad de un proceso de comunicación dirigido a informar al consumidorde decisiones y situaciones que pueden afectar profundamente su economía y nivel de vida.En ambos casos, aunque con diferentes intensidades, el papel de los directivos del sector debe incorporar unanueva apertura hacia el interlocutor-usuario. Ésta debe traducirse en la instalación permanente de canalesy medios de comunicación, mecanismos y metodologías que posibiliten la circulación de información verazy oportuna y la participación efectiva en las decisiones del sector.3. Conclusiones y recomendaciones del Foro Mundial Lisboa 21Las siguientes son las conclusiones extraídas de las ponencias e intervenciones realizadas durante el Foro.3.1 DECLARACIÓN FINAL DEL FORO AGUA, ENERGÍA Y DESARROLLO SOSTENIBLE• Todos los participantes reconocen y consideran urgente llevar a cabo un cambio de paradigma despuésde analizar que el actual modelo de desarrollo está agotado y no es sostenible. También reconocen que enla actualidad existe una falta de liderazgo a nivel local, regional y mundial.• Se ha identificado que los problemas vinculados al agua y la energía tienen un paralelismo ya que elnúmero de personas sin acceso a servicios básicos de agua es el mismo que al de energía considerando laspeculiaridades de ambos ámbitos.• El crecimiento de la población y los 7000 millones de personas con las que se cuentan en el mundohacen que la población urbana ya sea una mayoría a partir del 2011 y que los problemas del actual modeloseguirán deteriorando la calidad de vida de la población por falta de servicios básicos accesibles.• Se adopta la Cultura como 4º pilar de la sostenibilidad al ser la mejor herencia moral de la sociedad, paracohesionar e inspirar un cambio de actitud en bien de un progreso inteligente• Se reconoce que la crisis de gobernabilidad que atraviesa el agua, es el resultado de la falta de gestoresy políticos idóneos y se pide a los países crear autoridades de agua al más alto nivel, de igual manerahabiéndose identificado que más de 25 agencias de ONU se dedican a temas de agua dando señalescontradictorias y equivocadas en muchos casos, se pide a los países la creación de una sola Agencia Mundialdel Agua en la ONU para garantizar coherencia y mejorar la gobernabilidad del agua• La Meta del milenio relativa el agua (7) se observa que no se va a cumplir el año 2015 y que en muchoscasos el número de personas sin accesos al saneamiento seguro se ha incrementado y que por la tanto estaes la segunda vez que fracasa una Década dedicada al agua potable y Saneamiento (la primera Década fue1980-1990)• Se reconoce que el desarrollo y la innovación tecnóloga, son la garantía para buscar mejores formas detransformar la energía y se considera que la alternativa nuclear requiere mayor discusión y análisis, por lo quese propone seguir el debate en los ámbitos especializados.• Se recomienda la creación de un Centro Mundial que permita analizar y estudiar el desarrollo sostenible yque lleve a cabo un monitoreo de los avances del conocimiento, vinculando a la sociedad civil; además deadoptar la Carta de la Tierra como documento para la educación en un desarrollo sostenible.• Se concluyó que la actual universidad es un formador de soluciones para problemas del siglo pasado porlo que requerimos que la universidad cambie su enfoque de la formación y la investigación y responda a losproblemas del siglo 21 27
  26. 26. FORO MUNDIAL LISBOA 21• Finalmente se reconoció que los actuales medios de comunicación deben reinventarse para cumplir su rolde formador de opinión de forma veraz y transparente.Lisboa 25 de octubre 20113.2. CONCLUSIONES3.2.1 La Ideología del DesarrolloAl finalizar el siglo pasado se impuso en el mundo un modelo de mercado y un paradigma que prometíaque, de seguir estos las recetas del mercado y la globalización, el mundo encontraría la solución a todossus problemas. Casi veinte años después el mundo se encuentra aún lejos de la solución a sus problemascrónicos, con nuevos problemas adicionales y con crisis globales de energía, recursos hídricos y calentamientoglobal. Todo parece indicar que la ideología del desarrollismo era un mito basado en una falsa premisa: queel mundo y los recursos naturales eran infinitos e inagotables.El nivel de desarrollo actual de la tecnología, derivado de la alianza de la ciencia con el mercado, tiene unnivel de impacto tan alto en el imaginario colectivo que hace suponer que la tecnología puede ser unasolución inmediata a las crisis. Descubrimientos de nuevos materiales y, tecnologías parecen estar siemprea la vuelta de la esquina para dar solución a los problemas de la humanidad. Siempre y cuando se puedapagar el precio de mercado de estos ingenios. Pero la crisis del agua, particularmente, es poco sensible ala tecnología y en este campo el único avance que podría tener un impacto inmediato sobre los estadoscríticos actuales seria el descubrimiento de una fuente de energía limpia, barata e inagotable.Mientras esto no suceda, las crisis se agudizarán en forma sostenida. Convendría recordar las palabras de AlbertEinstein sobre la energía nuclear: “El mundo que hemos creado como resultado de un nivel de pensamiento, hagenerado problemas que no podemos resolver con ese mismo nivel de pensamiento…Para que la humanidadpueda sobrevivir, necesitaremos una manera substancialmente nueva de pensar y aprender”.3.2.2 La Sostenibilidad del DesarrolloEn 1987, fue presentado oficialmente el Informe Brundtland (Our Common Future, Brundtland 1987),elaborado para Comisión Mundial de Naciones Unidas para el Medioambiente y el Desarrollo. En esteinforme aparece por primera vez el término Desarrollo Sostenible y con él algunos conceptos que esnecesario repensar a la luz del tiempo transcurrido:Desarrollo sostenible es desarrollo que satisface las necesidades del presente sin comprometer la posibilidad deque futuras generaciones satisfagan sus propias necesidades.Este desarrollo sostenible sólo puede ser alcanzado si población y crecimiento están en armonía con el siemprecambiante potencial productivo de los ecosistemas.El tema no es solamente el número de personas, sino la relación de ese número de personas con los recursosdisponibles. Pasos urgentes son necesarios para limitar las tasas extremadas de crecimiento poblacional.En 1968 un grupo de 105 científicos, y políticos de 30 países se reunión en Roma, Italia para reflexionar sobreel crecimiento de la sociedad. En 1972 el grupo, ya conocido como el Club de Roma publicó un resultadode sus primeras reflexiones, el libro “Los Límites del Crecimiento” (The Limits to Growth), cuya conclusiónprincipal fue la siguiente:“si el actual incremento de la población mundial, la industrialización, la contaminación, la producción dealimentos y la explotación de los recursos naturales se mantiene sin variación, se alcanzarán los límites absolutosde crecimiento en la tierra durante los próximos cien años”.La versión simplificada de esta conclusión puede leerse como:“No puede haber un crecimiento poblacional, económico e industrial ilimitado en un planeta de recursoslimitados”.28
  27. 27. SOBRE AGUA, ENERGÍA Y DESARROLLO SOSTENIBLEEl imperativo actual es encontrar las formas y los medios para que el crecimiento de las naciones sea acordecon los recursos naturales.3.3 RECOMENDACIONESLas siguientes recomendaciones fueron extraídas de la participación de los asistentes.3.3.1. Recomendación 1. Promover un cambio de paradigmaAnte la percepción de la profundidad y multiplicidad de las crisis en el mundo, la observación más recurrentefue la necesidad de modificar la sociedad, la economía y las formas de vida actuales. Esto ha sido planteadocomo la necesidad de reformular el paradigma sobre el cual está construido el mundo.Un cambio de paradigma no es más que un cambio de pensamiento, la sustitución de una forma de pensarpor otra de una racionalidad superior. Una de las consecuencias de las crisis es que obligan a repensarsituaciones, problemas y respuestas y a buscar alternativas de mayor efectividad, eficacia y eficiencia.La profundidad de la crisis y la racionalidad más básica indican que es hora de cambiar los patrones decomportamiento y pensamiento de las sociedades humanas, gestionar rigurosamente el crecimientoy el consumo. Nada en la historia de la humanidad permite afirmar que estos cambios sean posibles.Generalmente los modelos obsoletos se han mantenido hasta su agotamiento y autodestrucción. Sinembargo nunca antes las sociedades humanas han estado mejor preparadas ni han contado con tantosmedios y capacidades como hoy para auto- modificarse. Sólo el tiempo dirá si somos capaces de hacerlo.3.3.2 Recomendación 2. Crear la Agencia Mundial del AguaLa indiscutible importancia del agua para la vida hace imprescindible la existencia de un organismo del másalto nivel que actúe como referente global de la gestión hídrica.En el sistema de Naciones Unidas existen 25 agencias y comisiones que directa o indirectamente trabajan enel tema, lo cual resulta en un sector fragmentado y con duplicidad de funciones.El año 2008, como conclusión de la Expo Zaragoza se comprometió el apoyo del gobierno de España paradar impulso a la creación de la Agencia Mundial del Agua. En este sentido el Pabellón Puente de la ExpoZaragoza registraba entre sus contenidos expositivos dos temas destacados:• La necesidad de unificar a nivel global la el enfoque, la discusión y las acciones referidas a los recursoshídricos en una sola agencia• La urgencia de reconocer a nivel mundial el Agua como un Derecho Humano.El año 2010 el reconocimiento del Derecho Humano al Agua por la Asamblea de Naciones Unidas confirmóla importancia de las iniciativas.Como se manifestó durante el Foro de Lisboa, existe un gran interés de Portugal hacia la materialización deesta iniciativa y el compromiso manifiesto de apoyo.Entre las funciones principales de esta Agencia estarían:• Proponer un marco normativo mundial sobre los recursos hídricos, especialmente en referencia a cuencastransnacionales.• Diseminar efectivamente la información hídrica que genera el sistema de NNUU.• Apoyar y asistir a los países en el levantamiento de información hídrica y en la creación de sistemas deinformación coherentes y estandarizados.• Promover modelos de gestión del agua de mayor racionalidad que los actuales, con énfasis en la gestiónsistémica y la planificación multisectorial.• Promover la difusión y el intercambio eficaz y global de buenas prácticas, lecciones aprendidas, modelos 29
  28. 28. FORO MUNDIAL LISBOA 21y procesos reproducibles, experiencias que hayan alcanzado el éxito y recomendaciones, a través de uncentro propio de documentación y transferencia sobre agua.• Impulsar la educación, los principios y los valores que, susciten una cultura de sostenibilidad.3.3.3 Recomendación 3. Creación de un Centro Mundial de Desarrollo Sostenible.El término Desarrollo Sostenible implica un concepto complejo cuya utilización requiere mayor especificaciónde su uso, en cuanto a las condiciones de contorno y el horizonte temporal en los que se aplica el concepto.El calificativo “sostenible”, aplicado a un fenómeno de crecimiento como es el desarrollo, sin cuantificadoresde tiempo o cantidad implica aumentar sin fin. Significa que lo que está creciendo tenderá a un tamañoinfinito. Contrastado esto con el tamaño finito de los recursos, los ecosistemas, el medio ambiente y la Tierra,la frase Desarrollo Sostenible parece ser un oxímoron.El desarrollo de las naciones, como se entiende hoy, obedece a un modelo comparativo. En ausencia deuna conceptualización clara, universalmente compartida y de una escala de proporcionalidad que permitacalificar cada caso específico, para medir el grado de desarrollo de un país se recurre a un ranking a lacabeza del cual se encuentran los países de mayor renta per cápita, y cuya característica es su elevadonivel de consumo. De hecho se asocia, sin gran error, el nivel de desarrollo de un país con el de su consumo.La finalidad última del desarrollo de las naciones parece ser el convertirse en grandes consumidores debienes, recursos naturales y servicios. Plantear una reducción general y consensuada del consumo resultauna tarea sin esperanza en la realidad de un sistema económico que prioriza el crecimiento por encima dela sostenibilidad, en un mundo en el cual los países de menor desarrollo desean los niveles de bienestarmaterial del mundo desarrollado y difícilmente van a renunciar a la opción del crecimiento económico.Todo esto lleva a la comprensión de la necesidad de estudiar el fenómeno del desarrollo, el crecimiento yel consumo con más profundidad. No es posible seguir usando el adjetivo de la sostenibilidad como partede la retórica política. Es necesario redefinir conceptos a partir de las abrumadoras realidades actuales yformular nuevas teorías sobre la base de la racionalidad. Si la sostenibilidad no es posible, el planeta estácondenado irremisiblemente. Si la sostenibilidad es posible, es nuestro deber entenderla, construir unmodelo de relaciones causales que la genere y adecuar las formas sociales al mismo.Se plantea la adopción de la Carta de la Tierra como instrumento para la educación en Desarrollo Sostenible,como parte del nuevo paradigma para la sociedad global del siglo XXI y como línea de base ética ydemocrática.La recomendación 1 señala la necesidad de cambiar los paradigmas actuales. La recomendación 3 implicala creación de un centro pensante, dependiente de NNUU, desde el cual se analicen y valoren las opcionesalternativas, los costes sociales y económicos y las consecuencias futuras.3.3.4 Recomendación 4. Promover a la Cultura como pilar central de la Sostenibilidad.Se define Cultura como el conjunto de patrones de comportamiento instalados en una sociedad. Lospatrones culturales de una sociedad son multidimensionales y forman una estructura, que cuando essólida y está correctamente armada no sólo perdura en el tiempo sino que eventualmente posibilita la autoadaptación a cambios en el entorno.La cultura es el resultado de sumas históricas y su formación obedece a la acumulación de patrones decomportamiento que responden al medio. Este proceso, no es otra cosa que una dinámica de adaptaciónque va construyendo la historia de un grupo humano.Existen en la historia ejemplos de culturas que perduraron por milenios (China, Egipto faraónico) y quesucumbieron por incapacidad de adaptarse a los cambios y de culturas que no supieron mantenersu identidad por exceso de adaptación (Roma). De todas formas el fenómeno cultural requiere un30
  29. 29. SOBRE AGUA, ENERGÍA Y DESARROLLO SOSTENIBLEmantenimiento constante según la alta o baja adaptabilidad del grupo social. Esto merece la existencia en lasociedad de un elemento con capacidad de evaluar la validez de determinados patrones y principalmentede diseñar nuevos modelos culturales para instalarlos en la sociedad a través de la educación.La cultura occidental, en términos generales el paradigma vigente, muestra ya señales de incompatibilidadcon los cambios. Es posible detectar en ella patrones de comportamiento disfuncionales que amenazancon derrumbar toda la estructura social, económica y política. Es necesario, desde la óptica del cambio deparadigma, tamizar las disfuncionalidades y sustituirlas por una cultura enfocada hacia la adaptación a loscambios y a la sostenibilidad.Una cultura de sostenibilidad es un conjunto de patrones que deberían definir qué hacer y cómo hacer enrelación a:• Valoración de los recursos y conocimiento de su importancia.• Disponer de información oportuna y pertinente sobre la realidad de los recursos y el medio natural.• Un paradigma de pensamiento que no esté enfocado en el consumo.• Conciencia de la responsabilidad social e individual en cuanto a la importancia del cuidado del medionatural y de la necesidad imperiosa de enmarcar el crecimiento en el concepto de sostenibilidad.La creación e implantación a nivel global de una cultura basada en estos valores sería la mejor herenciamoral para las generaciones futuras.Lisboa, Diciembre de 2011 31
  30. 30. WORLD FORUM LISBON 21 WORLD FORUM LISBON 21 ON WATER, ENERGY AND SUSTAINABLE DEVELOPMENT EXECUTIVE SUMMARY English Version LISBON 24TH AND 25TH OCTOBER 2011 GEOGRAPHIC SOCIETY OF LISBON32
  31. 31. EXECUTIVE SUMMARY1. OVERVIEW OF THE LISBON WORLD FORUM 21The Lisbon 21 World Forum on Water, Energy and Sustainable Development was held at the GeographicSociety of Lisbon (Portugal) on October 24th and 25th, 2011.The Lisbon 21 World Forum was conceived as a proposal for bringing together institutions and civil societyto raise general social awareness of the problems of sustainable development. The debate focused on Waterand Energy and compared experiences on these two commodities over the last 20 years.More than 650 attendees participated at this event. It was structured as a central programme with eightround tables and five parallel sessions. Experts, institutions and businesses expounded their criteria andopinions.1.1. ORGANISATION OF THE FORUMOrganisersFundación Gulbenkian, Fundación EDP, ACEGE, Universidade Católica Portuguesa, Instituto Portuguesde Corporate Governance, Instituto de Emprendedorismo Social, Cámara de Comercio e Industria Luso-Española, Agencia para la Energía ADENE, Water Assessment & Advisory Global Network (WASA-GN), Institutode Estudios Económicos, Club de Excelencia en Sostenibilidad, Universidad San Pablo CEU, FundaciónADECCO, FOES, Foro Soria 21 para el Desarrollo Sostenible.SponsorsFundación EDP, Fundación Calouste Gulbenkian, Fundación Wellington, Fundación ACS, ENDESA, CEMEX,Banco BIC, Fundación Montepío, SAPO, REN, WIN ENERGY, ENCE.CollaboratorsSIEMENS, Fundación MAPFRE, Banco Espíritu Santo (BES), Banco Santander TOTTA, Banco Popular, SRS FOCUSMATTERS, VOLVO, Fundación Luso, MARSH, Fundación GALP Energía, Agreda.SupportSociedade de Geografía de Lisboa, Delta Cafés, PARTEX, CONDÉ NAST, LIPOR, About Media, Uría & Menéndez– Proença de Carvalho, FULCRO, LABORLA, SKIPSO, SPECTACOLOR, ALSTOM, El Corte Inglés, REPSOL, GreenMedia, GAMESAMedia PartnersDiario Económico, Vida Económica, IMPRESA, TVI, Agua &Ambiente, NATURLINK1.2. FORUM TOPICSMain programmeTable 1: Water: the global situation today and the outlook for the futureTable 2: The worldwide water crisis: Needs for a global solutionTable 3: Water as the core element: The example of the Iberian PeninsulaTable 4: The future of energyTable 5: Energy challenges in developed and emerging nationsTable 6: Energy needs for sustainable development 33
  32. 32. WORLD FORUM LISBON 21Table 7: Water and energy: Education and culture in sustainabilityTable 8: The importance of communication in the debate on water and energy resources at a global levelParallel sessionsSession 1: Energy for DevelopmentSession 2: Efficiency and SustainabilitySession 3: Sustainability and social innovation in organisationsSession 4: Initiative, Education and ResponsibilitySession 5: Culture: the fourth pillar of Sustainability2. Guides and preliminary Forum documents2.1. SUMMARY OF THE GUIDELINES FOR SPEAKERSTable 1. Water: the global situation today and the outlook for the futureThe first round table was instrumental to set the groundwork for general debates. It was important forparticipants to feel how critical the water situation is in the world and for the debate to focus on globalactions to mitigate this situation. The discussion on the concepts underlying the process was even moreimportant than the debate on local topics, not because the latter are not important but because of theglobal dimensions the problems have reached.Table 2. The worldwide water crisis: Needs for a global solutionIf it is possible to understand the causes behind the critical situation of water in the world, it must alsobe possible to come up with solutions. At present, the debate on the water crises is dwelling on subjectsranging from governance problems to the consideration that the stumbling block to progress is the lackof waterworks infrastructure. However, the real issue is related to what is meant by development and towhether a model can be sustainable if it is based on ever-increasing consumption of finite resources.Table 3. Water as the core element: The example of the Iberian PeninsulaWater is a core element that naturally shapes ecosystems as well as social and cultural systems alike. Themain problem is not the dichotomy between conflict and cooperation, but rethinking how to manage waterresources with artificial political systems that superimpose and fragment natural systems of which water isonly a part. Water issues between Spain and Portugal pose an interesting case study that shows ups anddowns; they can not only illustrate what to do and avoid in managing water across borders, but serve toreflect on water management sharing and pertinent operative mechanisms to apply.Table 4. The future of energyThe most important global debate today is on the future of energy: what current reserves amount to, howlong the planet can rely on depleting resources, what the consequences of running out of fossil fuels wouldbe and what possible options or future energy sources could replace those. The world today displays an ever-growing demand for energy, and it is not hard to see that this energy system is anything but sustainable. Thetime has come to think about energy alternatives; should the current growth in demand continue, a part offuture scenarios seems to be the nuclear energy. The main dilemma is then whether we wish to maintain the“business as usual” trends with acceptance of the inherent risks, or to re-think our paradigms of developmentand growth.34
  33. 33. ON WATER, ENERGY AND SUSTAINABLE DEVELOPMENTTable 5. ENERGY CHALLENGES IN DEVELOPED AND EMERGING NATIONSThis topic is particularly important in the light of the economic downturn facing many industrial countries,the solution to which cannot be anticipated in the short term. This situation confronts the energy sectorwith challenges and risks and might trigger social unrest and conflict. Based on the unwavering applicationof market rules, this process has allowed countries to grow unchecked, favouring the economic throughputand results above the basic social and environmental sustainable values.Table 6. Energy needs for sustainable developmentThe energy resources and conversion technologies needed to trigger an environmentally friendlydevelopment process are at the core of this debate. The restrictions set by the oil exhaustion and by theclimate change induced by CO2 emissions into the atmosphere is a prime consideration. The optionsavailable to solve the conceptual contradictions between development and sustainability are limited: eithera radical change in the model of growth and consumption, or shifting to a cleaner and in exhaustible sourceof energy to stay on the current direction. Currently, all sources of renewable energy together amount tolittle more than 15% of the energy used worldwide.Table 7. Water and energy: Education and culture in sustainabilityAs a tool for creating and maintaining a set of cultural values, favouring sustainability, education mustbecome a priority in public policy. The term “culture” should focus on the behaviour patterns of the society.The debate should aim at the possibility of developing cultural patterns focussed on sustainability.Table 8. THE IMPORTANCE OF COMMUNICATION IN THE DEBATE ON WATER AND ENERGY RESOURCESAT A GLOBAL LEVELUser participation in how water is managed (the second principle in the Declaration of Dublin) impliesthat there should be a large enough computer database to make this participation possible. The issue athand thus involves the users’ needs, the mass media and the tools needed to give the process an initialmomentum that can be sustained and adequately managed. In the energy field, communications shouldemphasize the users’ need for information on conditions of supply and demand and the transparency ofpolicy decisions and regulatory measures.2.2. SUMMARY OF GUIDELINES FOR MODERATORSTable 1. Water, the global situation today and the outlook for the futureIt is important for participants (listeners and speakers alike) to feel how critical the water situation is in theworld. The debate should address global actions to mitigate this situation within a sustainability framework.The following issues are essential to understand the nature of the crisis:• Water is abundant, but water resources are limited• Water is not distributed evenly among the population of the world regions• The use of water is proportional to the population, but the increment rate of its use is greater than thegrowth rate of population• To pose solutions one first need understand the causesTable 2. The worldwide water crisis: Needs for a global solutionThe worldwide water crisis is the result of an imbalance between the water supply and its demand by citizen.This imbalance arises from the way “man” and “nature” interact in the physical world as well as from thewater management framework. The water crisis is a multi-dimensional phenomenon that involves physical 35
  34. 34. WORLD FORUM LISBON 21elements of the natural environment, as well as cultural and social elements. All of them are interrelated, andtheir causes and effects are interwoven.• Population growth and increased demand• Water pollution• Climate changeThe water crisis has been qualified as a crisis of governability. This concept involves many dimensions notyet considered in water management. It implies that there are prospects for governing water based on thecapacity to devise effective policies and administrate tools and to provide quality services.Facing the crisis head-on is a complex task that requires rethinking our patterns of behaviour.The speed at which the water supply approaches the unmet water demand limits can be slowed down byapplying new technologies and rationalising the patterns of use. The nearness and severity of the water crisisindicates that a deeper change is needed, a paradigm shift.Table 3. Water as the CORE element: The example of the Iberian PeninsulaWater is a dynamic and cyclic element. Water in the world flows depending on climate variables such astemperature, sunlight and winds. Water flow is associated with a physical structure, the basin, which is theholding vessel and natural route for water circulation. Basins are a hydrological reality, but they are also partof a natural territorial, social, ecological and economic unit on which the understanding and developmentof a society should be based. Water can be a source of conflict as well as one of cooperation, and bothextremes have been well documented throughout history. However, the world seems to be slowly learningthat waterways, more than lines dividing countries, are unifying elements, and that cooperation producesgreater returns than conflict.In the case of the Iberian Peninsula, the arguments of the speakers should refer, but not be limited, to thefollowing topics:• The Framework Directive of Water in Europe• The integrated management model of cross-border resources.• Hydrological planning and the obligation to do so as instituted by the Framework Directive• The accorded Water Development Plans• Troubles with shared basins between Spain and Portugal and the asymmetry of upstream and downstreamcountries• Cross-border agreements between Spain and Portugal and the management principles they containIt is suggested to explore the possibility of administrating the shared water resources by means of bi-lateralWater Basin Confederations.Table 4. The Future of EnergyThere is a direct and visible relationship between energy and development. Ever since the IndustrialRevolution, progress and growth of human societies has been conditioned more and more intensely byenergy use and associated with a process of gradual shift in energy sources.84% of the primary energy currently comes from fossil non-renewable sources 12% is generated fromrenewable sources that are non-polluting but are highly dependent on water.Bio-fuel production is in its infancy, inefficient and energy intensive. Furthermore, the share of arable land togrow energy crops which otherwise could potentially be producing food is significant; this might generatedeficits in the food production chain and consequently increase food prices.Pumping oil from wells is an energy-intensive industrial activity. In the mid 1800s, the oil fields in use hadan energy ratio of 1:50. For every barrel of oil spent, the return was 50 barrels. Today, this energy ratio has36
  35. 35. ON WATER, ENERGY AND SUSTAINABLE DEVELOPMENTdropped to 1:5. It is therefore to be expected that in the relatively near future, 33% of the energy from oil willhave to be found from some other source.Unconventional oil and gas reserves could moderately improve this perspective.Table 5. ENERGY CHALLENGES IN DEVELOPED AND EMERGING NATIONSOver the last decade, the world has witnessed a notable change in the geo-strategic balance due to theemergence of developing economies that have undergone a large population explosion in a relativelyshort time. Four of those nations (China, Russia, Brazil and India), the largest in size and in population, arenoteworthy for their very rapidly growing economies and unstoppable dynamics of production. Accordingto estimates, over the next twenty years the gross domestic product of emerging countries will grow at anaverage annual rate of 5.3%, in contrast to 2.5% for the OECD nations. Emerging economies will become thelargest users of energy in that period of time. (Source: EIA. World Energy Outlook. 2011).Challenges for Developed Nations• Accept some degree of responsibility for CO2 emissions• Accept global leadership in reformulating the current industrial-economic model• Change the patterns of technology transferChallenges for Emerging Nations• Adapt their economic growth within clear sustainability targets• Define and plan the future energy system in a responsible manner• Learn from previous mistakes of developed countriesTable 6. ENERGY NEEDS FOR SUSTAINABLE DEVELOPMENTOne of the characteristics of developed nations is their high level of consumption. Development is asynonym for growth. Sustainable development involves restrictions and conditions that set limits on growthand soaring consumption.The term “sustainable development” is currently under question, and its use requires greater specificationin terms of boundary conditions and the time frame involved. The term sustainable development can bemisconstrued as implying endless growth. This would mean that the growing entity would end up becomingextremely large. When contrasted with the finite size of our resources, ecosystems, the environment and theEarth, the term Sustainable Development seems to be an oxymoron.From the energy point of view, the options available for solutions to the conceptual contradictions betweendevelopment and sustainability are few: either a radical change in the model of growth and consumption, orchanging to a cleaner and almost inexhaustible source of energy to stay on the current direction. All renewableenergies together hardly account for 15% of the total current energy consumption and cannot replace fossilfuels in the medium-term. Nuclear energy seems to be a sensible option to substitute a significant share offossil generation in the medium term with no technical problems, but with its associated risks.Table 7. WATER AND ENERGY: EDUCATION AND CULTURE IN SUSTAINABILITYTo propose solutions one first must understand the causes. Water and energy are the two most importantcommodities enabling development. The way in which they are both managed is far from sustainable.Culture is defined as the set of behavioural patterns immanent in a human society. Cultural traits can bemodified by education as an instrument of change. Education models should promote sustainability as asocial value.A culture of sustainability should insist on:• Valuing resources and understanding their importance 37

×