ÍNDICE
I. INTRODUÇÃO.........................................................................................................
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I. INTRODUÇÃO
Um dos factores que causam maiores problemas de toxicidade em solos com pH
abaixo de 5,0 é a elevada conce...
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II. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1. FACTORESQUIMICOS QUE AFECTAM NO
CRESCIMENTOE PRODUTIVIDADE DA PLANTA
2.1.1. Elementos tóx...
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termo pH (potencial hidrogeniônico) define a acidez ou alcalinidade, os solos
possuem pH variando de 3,0 à 9,0. Essa var...
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estádio de desenvolvimento das plantas (AYERSE WESTCOT, 1991). Apesar
da existência de variabilidade genética para toler...
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Os matérias ainda pouco decompostos influenciam as propriedades físicas do
solo, como a densidade aparente, com tudo, te...
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2.1.6. Mineralogia
Nos primeiros estágios de meteorização ocorre libertação de grandes
quantidades de iões cálcio, magné...
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III. CONCLUSÃO
De acordo com os objectivos traçados conclui-se que a matriz do solo e formada
por matérias sólidos, orgâ...
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IV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ELIZABETH P.Stell, Segredos para um solo fértil, Publicações Europa-
America, 2006, 35-pp...
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  1. 1. ÍNDICE I. INTRODUÇÃO........................................................................................................ 1 1.1. OBJETIVOS. ..................................................................................................... 1 1.1.1. Geral: .............................................................................................................. 1 1.1.2. Específicos:..................................................................................................... 1 II. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA................................................................................ 2 2.1. FACTORES QUIMICOS QUE AFECTAM NO CRESCIMENTO E PRODUTIVIDADE DA PLANTA ............................................................................. 2 2.1.1. Elementos tóxicos (sintomas de toxidez)........................................................... 2 2.1.2. Reação do solo (pH)........................................................................................... 2 2.1.3. Salinidade........................................................................................................... 3 2.1.4. Matéria orgânica ................................................................................................ 4 2.1.5. Disponibilidade de nutrientes ............................................................................ 5 2.1.6. Mineralogia ........................................................................................................ 6 III. CONCLUSÃO ....................................................................................................... 7 IV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................. 8
  2. 2. 1 I. INTRODUÇÃO Um dos factores que causam maiores problemas de toxicidade em solos com pH abaixo de 5,0 é a elevada concentração de alumínio (Al) disponível, constituindo um factor limitante ao crescimento das plantas. A presença do alumínio reduz o crescimento e o desenvolvimento das raízes e diminui a absorção de nutrientes, o que é desfavorável para o desenvolvimento de plantas sensíveis a esse elemento. Isso afecta a produção agrícola que, para obter altos rendimentos, necessita de substratos que possibilitem o desenvolvimento das raízes sem obstáculos químicos e/ou físicos. (ECHART; CAVALLI-MOLINA, 2001). No entanto, algumas espécies possuem a capacidade de tolerar altas concentrações desse metal, devido a sua complexibilidade com ácidos orgânicos exsudados pelo sistema radicular e ao genótipo vegetal que pode promover a capacidade de adequar a condições físico-químicas adversas, minimizando os problemas causados pela baixa produtividade em solos ácidos. (FREITAS et al., 2006; NOLLA et al., 2007). Espécies e variedades são diferentes devido aos efeitos causados pelo alumínio e, por isso, torna-se uma vantagem seleccionar razões mais tolerantes, constituindo uma técnica viável por ser rápida, eficiente e adequada, proporcionando melhor adaptação dos vegetais ao ambiente e condições para que mantenham níveis elevados de produtividade (MARTINS et al., 2006b). 1.1.OBJETIVOS. 1.1.1. Geral:  Debruçar meticulosamente os factores químicos que afectam no crescimento e produtividade da planta. 1.1.2. Específicos:  Esclarecer minuciosamente a matriz do solo.  Falar sobre os elementos tóxicos (sintomas da toxidez).  Averiguar a disponibilidade de nutrientes.  Meditar a influência do pH no solo.
  3. 3. 2 II. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1. FACTORESQUIMICOS QUE AFECTAM NO CRESCIMENTOE PRODUTIVIDADE DA PLANTA 2.1.1. Elementos tóxicos (sintomas de toxidez) Em solos ácidos, um factor relevante é a alta solubilidade de metais pesados, e o Al se avoluma por prevalecer nas soluções presentes nesse tipo de ambiente e toxidez aos vegetais. As raízes apresentam engrossamento e amarelamento nas pontas, degeneradas, tortuosas, com ramificações secundárias, escuras em parte pela oxidação de compostos fenólicos e sem pelos absorventes. Além disso, quando expostas a há desintegração dos tecidos da epiderme e de porções externas do córtex nos ápices das raízes, ficando as células enrugadas e em casos de maior gravidade colapsadas. Há também redução no tamanho da coifa e desarranjo do tecido meristemático, além de formação de protoxilema e endoderme em regiões próximas ao ápice radicular com altos teores de lignina. Na parte aérea, por sua vez, há acúmulo de fenóis solúveis, maior nas plantas sensíveis, que podem ser resultantes da ligação entre alumínio e boro. (FOY, 1974; BEN et al., 1976; CODOGNOTTO et al., 2002; PEIXOTO et al., 2007). Os trabalhos de Miguel et al (2008) em Brachiaria ruziziensis demonstraram alguns desses sintomas. Os autores relataram que o aumento nas doses de alumínio (0, 15, 30, 45 e 60 ppm) provocou decréscimos significativos para as variáveis: incrementos do crescimento da parte aérea e do número de perfilhos, matéria verde da parte aérea e das raízes e matéria seca da parte aérea e matéria seca das raízes. No entanto, o incremento do sistema radicular foi mais elevado nas maiores concentrações de alumínio, o que contraria a tendência geral nos estudos envolvendo tolerância ao alumínio. 2.1.2. Reação do solo (pH) Por este aspecto podemos dizer que a Biologia e a Química andam juntas no que diz respeito ao crescimento de plantas. O desenvolvimento da vida vegetal é uma área biológica, mas elementos necessários para que ela aconteça como pH do meio, por exemplo é químico. Comecemos por definir a acidez dos solos. O
  4. 4. 3 termo pH (potencial hidrogeniônico) define a acidez ou alcalinidade, os solos possuem pH variando de 3,0 à 9,0. Essa variação é decorrente da região em que está localizado, solos ácidos são aqueles de regiões húmidas, como margem de rios e pântanos (pH <6,5), são conhecidos como argilosos. Já as regiões ricas em calcário possuem solos alcalinos (pH> 7). Como a acidez pode interferir na qualidade das plantações? Em geral, as plantas preferem a faixa de pH neutro (de 6,0 à 6,8), este é o chamado ponto de equilíbrio no qual as maiorias dos nutrientes permanecem disponíveis às raízes. Solos muito ácidos não são férteis, uma alternativa para corrigir este inconveniente consiste em realizar queimadas após grande exploração do solo. Em geral, quando se realiza lavouras contínuas o solo se desgasta, o que dá origem à acidez. A correcção é possível pelo fato das cinzas produzidas pelo fogo serem alcalinas e por isso neutralizam o pH. Mas existe um impasse para o procedimento acima, ele contribui para a produção de poluentes atmosféricos (aumento de CO2). Apresentamos aqui uma segunda opção: adição da base CaO (Óxido de cálcio) ao solo. Veja a equação que demonstra o processo: 22 )(OHCaOHCaO  Óxido de cálcio é mais conhecido como cal viva, ele se une à água presente no solo e dá origem a uma base como produto: Ca(OH)2. A substância alcalina diminui a acidez do solo. Agora você já sabe como os agricultores preparam o solo considerando a química presente, são estes os cuidados que garantem verduras frescas e saudáveis em nossas mesas. 2.1.3. Salinidade Diversos trabalhos têm evidenciado o efeito negativo dos iões que contribuem para a salinidade do solo (principalmente Na e Cl) sobre processos fisiológicos importantes para o crescimento das plantas (YAHYA, 1998; BETHKEEDREW, 1992). Os efeitos desses iões estão relacionados ao efeito osmótico, que induz condição de estresse hídrico às plantas e ao efeito tóxico directo, principalmente sobre os sistemas enzimáticos e de membranas. O limite de tolerância depende da concentração do sal em solução, do tempo de exposição, bem como do
  5. 5. 4 estádio de desenvolvimento das plantas (AYERSE WESTCOT, 1991). Apesar da existência de variabilidade genética para tolerância à salinidade (SHANNONE GRIEVE, 1998), os mecanismos bioquímicos e fisiológicos que contribuem para essa tolerância ainda são pouco conhecidos (MANSOURet al., 2003). Um dos mecanismos comumente citado para tolerância à salinidade tem sido a capacidade das plantas em acumular iões no vacúolo e, ou, solutos orgânicos de baixo peso molecular no citoplasma, em um processo denominado de ajustamento osmótico, que pode permitir a manutenção da absorção de água e da turgescência celular (HOPKINS, 1999). Outro mecanismo de tolerância pode estar relacionado a diferenças na absorção, transferência e, ou, acumulação de iões Na e Cl. Para LACERDA et al. (2001), por exemplo, em variedades de sorgo sensíveis à salinidade observam-se maiores taxas de absorção e transferência de Na e Cl para a parte aérea e maior acúmulo desses íons nas folhas fisiologicamente activas. Indirectamente, o menor crescimento das plantas, devido à salinidade, também tem sido atribuído à redução na absorção de alguns dos principais nutrientes, estando o Ca e o K entre os mais bem documentados. Redução na concentração de K, sob estresse salino, é um complicador adicional para o crescimento das plantas visto que, em algumas situações, esse elemento é o principal nutriente a contribuir para o decréscimo do potencial osmótico, uma estratégia necessária à absorção de água nessas circunstâncias (JESCHKEet al., 1986; MARSCHNER, 1995). 2.1.4. Matéria orgânica A matéria orgânica é a sua aliada no grande acto de equilibrar os nutrientes. Ela fornece, muitos senão mesmo todos, os nutrientes menores que as plantas necessitam, frequentemente no de forma equilibradamente correcta, acrescidos de pequenas quantidades de todos nutrientes principais. Ela liberta lentamente os nutrientes, satisfazendo as necessidades das plantas e ajudando a prevenir uma sobredosagem. Finalmente a matéria orgânica assegura a sua disponibilidade ao ajudar a manter o correcto equilíbrio da acidez, crescimento e desenvolvimento das plantas.
  6. 6. 5 Os matérias ainda pouco decompostos influenciam as propriedades físicas do solo, como a densidade aparente, com tudo, tem uma superfície especifica baixa, não tendo grande capacidade de adsorção, pelo que não influencia muito as propriedade químicas do solo. Húmus é grandemente responsável pela agregação das argilas, conferindo uma estrutura estável ao solo. Aumenta a capacidade de retenção de agua e nutrientes do solo, e fornece nutrientes como azoto, fósforo e enxofre as plantas, à medida que sofre decomposição, e ainda energia e composto carbonados para os organismos hipotróficos. Parte da matéria orgânica perdesse na forma de dióxido de carbono devido a respiração dos organismos, sendo necessárias adições constantes para manter o nível existente no solo. 2.1.5. Disponibilidade de nutrientes A maioria dos nutrientes provem das rochas que foram alteradas ate se tornarem material original dos solos e finalmente partículas minerais. A matéria orgânica fornece muitos dos nutrientes necessários além do azoto, o qual raramente ocorre em forma mineral. A matéria orgânica é os restos de animais e plantas, a qual contem muitos elementos químicos diferentes nas suas células. À medida que os microrganismos decompõem a matéria orgânica, estes elementos são devolvidos ao solo. Os nutrientes podem também ser aplicados ao solo como fertilizantes, calcário e outro produtos rochosos, ou compostos. Os nutrientes tende ser dissolvidos na água do solo antes que as raízes das plantas possam absorve-los. A água que se agarra as partículas do solo e que preenche parcialmente os poros dissolve os nutrientes e transporta-os através do solo. Quanto a sua indisponibilidade eles pode ser temporariamente retirados pelas raízes das plantas para serem utilizados na produção de novas folhas e rebento. Quando as plantas morrem e se decompõem, esses nutrientes são devolvidos ao solo. O esgotamento de nutrientes ocorre apenas se as plantas forem colhidas e completamente removidas de um dado local. Os organismos do solo e os microrganismos também removem nutrientes, mas, tal como com as plantas, isto é temporário. Os elementos nas suas células são finalmente devolvidos ao solo quando eles morrem.
  7. 7. 6 2.1.6. Mineralogia Nos primeiros estágios de meteorização ocorre libertação de grandes quantidades de iões cálcio, magnésio, potássio e sódio dos minerais primários. Estes iões perdem-se em partes por lixiviação, mas a partir de certa altura são retirados por adsorçao nos minerais secundários entretanto formados, como o ilite ou a montmorilonite. A formação do solo continua quando as plantas se instala nos produtos da meteorização física e química das rochas. As plantas fornecem compostos orgânicos através dos exsudados radiculares e dos tecidos mortos, que vão alimentar organismos do solo.
  8. 8. 7 III. CONCLUSÃO De acordo com os objectivos traçados conclui-se que a matriz do solo e formada por matérias sólidos, orgânicos ou minerais, que variam quanto à sua composição química, tamanho e forma. Dentro das substancias minerais têm maior expressão os óxidos de silício, alumínio, magnésio, e ferro. Alguns solos, sobretudo das regiões mais áridas, podem ainda possuir uma elevada quantidade dos carbonatos, sulfatos ou cloretos. As crescentes preocupações quanto a manutenção ou se possível melhoria da qualidade das plantas estão conduzindo a que se atribuam particular interesse a um grupo de elementos, vulgarmente chamados metais pesados onde se incluem, para alem de cobre e o zinco já referidos a propósito dos micronutrientes, o cádmio, cromo, o chumbo, o níquel e o mercúrio. Embora todos aqueles elementos, por terem uma densidade superior a 4.5g/cm-3, devam considerar-se metais pesados os cinco últimos são normalmente considerados mais fitotóxicos.
  9. 9. 8 IV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ELIZABETH P.Stell, Segredos para um solo fértil, Publicações Europa- America, 2006, 35-pp. AMARILIS de Varennes, Produtividade dos solos e ambientes, Escola editora, Lisboa, 2003, 33-pp. Antónia 2000 manual de fertilização das culturas, Ed. INIA-Laboratorio Químico Agrícola Rebelo da Silva, 221 pp. Carranca c 2000 Principais processo de ciclo de Azoto numa agricultura sustentável. Avaliação através do Marcador 15N. EAN, Oeiras, Portugal, 1880pp. Tan KH 1998 Principles of Soil Chemistry. Marcel Dekker Inc. New York, USA, 5210pp.

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