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Meditação X Estresse

Flávia Cremonesi
Flávia Cremonesi
Flávia CremonesiSócio proprietário na PéNaCultura - Educação, Meio Ambiente e Cidadania em Fundação Julita

Projeto de pesquisa apresentado para obtenção de título de Especialista em Biologia Molecular e Citogenética

Meditação X Estresse

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INTITUTO DE PESQUISA E ENSINO EM SAÚDE


                     DE SÃO PAULO


                  Flávia Cremonesi de Oliveira




                            Título


CARACTERIZAÇÃO DO EFEITO DA MEDITAÇÃO NA CONCENTRAÇÃO

SOROLÓGICA   DO     HORMÔNIO         CORTISOL        PELA      TÉCNICA         DE

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                                      Curso de Biologia Molecular e Citogenética
                                               Pelo Instituto de Pesquisa e Ensino
                                                           em Saúde de São Paulo




                         SÃO PAULO


                              2006
Índice:

   Resumo                               3
1.
   Introdução                           4
2.
   Objetivos                            8
3.
   Materiais e Métodos                  8
4.
      4.1 Materiais                     8
      4.2 Metodologia                   9
            4.2.1 Coleta do Material    9
            4.2.2 Metodologia Técnica   11
5. Orçamento                            12
6. Cronograma                           14
7. Referências Bibliográficas           15




                                             2
1. Resumo

  O estresse é hoje uma desordem comum na sociedade capitalista em que vivemos, nas últimas
  décadas, a expressiva mudança em todos os níveis da sociedade passou a exigir do ser humano
  uma grande capacidade de adaptação. O estresse é uma reação bioquímica e comportamental que
  têm sua origem na reação de lutar-ou-fugir, uma expressão do instinto de conservação e comporta
  três fases consecutivas: alarme, resistência e esgotamento; é na última fase, onde há o déficit das
  reservas energéticas e que começam a falhar os mecanismos de adaptação, nesta fase, podem surgir
  doenças como hipertensão arterial, úlcera péptica, artrites, lesões no miocárdio, etc. As pesquisas
  relacionam que em concentrações elevadas o cortisol, um hormônio esteróide glicocorticóide, age
  como o principal agente do estresse. Medidas devem ser tomadas para que haja uma reeducação
  preventiva desta desordem abrangendo a população geral e também uma mudança na conduta
  fragmentada da medicina, buscando uma aplicação holística desta ciência. A meditação é uma
  técnica Oriental milenar e apesar de existirem variações destas técnicas, todas conduzem a um
  estado de atenção e relaxamento profundo. Atualmente cresce o interesse científico por estas
  técnicas, que vêm provando ter eficácia nos tratamentos de ansiedade generalizada, pânico, pânico
  com agorafobia, pressão sangüínea, entre outras. O objetivo deste trabalho é a caracterização do
  efeito da meditação na concentração do cortisol na circulação sangüínea de um grupo de pessoas
  praticantes de meditação e um grupo controle. Serão colhidas amostras de sangue dos dois grupos
  antes de depois da meditação. As amostras serão analisadas quantitativamente usando a técnica de
  radioimunoensaio e a radiotividade medida com um contador de cintilação gama calibrado para
  Iodo 125. Paralelamente, será aplicado um questionário para analisar estados de humor antes e
  após a meditação e relaxamento.




                                                                                                   3
2. Introdução


  Nas últimas décadas, a expressiva mudança em todos os níveis da sociedade passou a exigir do ser
  humano uma grande capacidade de adaptação. As pessoas encontram-se em freqüentes situações
  de conflito diante da grande exigência imposta pela mudança nos ritmos da economia e do
  mercado. Conseqüentemente, as extremas necessidades de adaptações acabam por expor às
  emoções de ansiedade, angústia e desestabilização emocional.

  A síndrome da tensão crônica foi descrita pela primeira vez por Selye, na década de 30 e está
  associada à constante exposição a situações de estresse, que pode causar efeitos físicos adversos
  pela liberação hormonal (rev. Cabral et al, 1997; Braz, 2001).

  Há algum tempo a ciência tem conhecimento de que o estresse crônico, denunciado pelo hormônio
  cortisol, debilita o sistema imunológico e o corpo fica mais suscetível ás infecções (Kraft, 2006).

  O estresse é uma reação bioquímica e comportamental que tem sua origem na reação de lutar-ou-
  fugir, uma expressão do instinto de conservação. Como a vida atual apresenta muitos desafios,
  tensões e fatores estressantes, tanto física quanto psicologicamente, esta reação tende a se repetir
  com freqüência, desencadeando a síndrome da tensão crônica (Cabral at al , 1997; Braz, 2001, ).

  Cabral et al (1997) e Elias (2001), descreveram a ocorrência do Estresse, a qual comportava três
  fases sucessivas: reação de alarme, de resistência e de esgotamento. Após a fase de esgotamento,
  observava o surgimento de algumas doenças, tais como a úlcera péptica, hipertensão arterial,
  artrites, lesões miocárdicas, fadiga, falta de ar, dor de cabeça, redução da imunidade, diarréias,
  distúrbios do sono, perda/ganho de peso, ansiedade, depressão, dores crônicas entre outras. Estas
  desordens ocorrem na fase de esgotamento, onde começam a falhar os mecanismos de adaptação e
  ocorre déficit das reservas de energia.

  O estímulo agudo do estresse provoca a secreção no hipotálamo do hormônio “corticotrophin
  releasing hormone” (CRH), que por sua vez determina a liberação de ACTH da adeno-hipófise,
  além de outros neuro-hormônios e peptídeos cerebrais, como as beta-endorfinas, STH, prolactina
  etc (Cabral et al, 1997). O ACTH desencadeia a síntese e a secreção de glicocorticóides pelo
  córtex da supra-renal. Estabelece-se então um mecanismo de feedback negativo com os
  glicocorticóides atuando sobre o eixo hipotálamo-hipofisário (Cabral et al, 1997; Lodish at al,
  2002; Constanzo, 1999, Braz, 2001).

  Os principais sinais fisiológicos das emoções são decorrentes da estimulação do sistema nervoso
  simpático, que recebe estimulação mediante fatores estressores. Esta ativação prepara o organismo

                                                                                                        4
para luta ou a fuga. A composição dos hormônios liberados em situações de estresse suprime o
sistema imunológico, além de causar efeitos sobre o organismo como a constrição dos vasos
periféricos, o aumento da pressão sangüínea e da freqüência cardíaca, com conseqüente irrigação
dos músculos e do cérebro em detrimento da irrigação das vísceras, dilatação dos bronquíolos, a
inibição da contração da bexiga e dilatação pupilar (Vilela, 2006; Simon, 2006, Cabral at al 1997,
Elias, 2001).

O sistema nervoso central e o sistema imunológico compartilham um hormônio fundamental para
esta interação, trata-se do hormônio liberador da corticotropina (CRH). Produzido pelo hipotálamo
e várias outras regiões do cérebro, ele une as respostas ao estresse e imunológicas. O hipotálamo
libera o CRH num circuito especializado da corrente sanguínea, que conduz o hormônio à hipófise,
localizada logo abaixo do cérebro. O CRH faz a hipófise liberar o hormônio adenocorticotrópico
(ACTH), levando a glândula supra-renal a produzir o cortisol, o mais conhecido hormônio do
estresse (Sternberg e Gold, 2005, Cabral at al, 1997).

Hormônios são substâncias químicas secretadas na circulação sangüínea em pequenas quantidades
e levados até os tecidos-alvo, onde produz uma resposta fisiológica. São sintetizados e secretados
por células endócrinas. Os hormônios esteróides são sintetizados a partir do colesterol e ao
contrário dos hormônios protéicos, são lipofílicoss e não ficam armazenados, sendo liberados
conforme são sintetizado e têm ação lenta, demandando horas (Vulcani, 2004; Junqueira e
Carneiro, 1999; Constanzo, 1999).

Um grupo importante de hormônios liberados em resposta ao estresse é o dos glicocorticóides.
secretados pela glândula adrenal, eles muitas vezes agem como sua prima mais famosa, a
epinefrina (também conhecida como adrenalina). Ela age em segundos; os glicorticóides apóiam
esta atividade ao longo de minutos ou horas (Sapolsky, 2005, Cabral at al, 1997).

O cortisol aumenta freqüência e a intensidade dos batimentos cardíacos, sensibiliza os vasos
sangüíneos à ação da noradrenalina (um hormônio similar à adrenalina) e afeta muitas funções
metabólicas, que ajudam o corpo a enfrentar uma situação estressante. Além disso o cortisol é um
potente imuno-regulador e agente antiinflamatório, cujo papel é crucial para evitar que o sistema
imune reaja exageradamente a danos e lesões nos tecidos (Sternberg e Gold, 2005; Cabral at al,
1997, Elias, 2001).

O sistema cerebral de resposta ao estresse é ativado em situações de perigo. O sistema imunológico
responde automaticamente aos patógenos e as moléculas desconhecidas. Os dois são os principais
recursos do corpo para manter o equilíbrio dinâmico do meio interno, denominado homeostase.
Parte substancial da máquina celular humana se dedica à sua manutenção. Quando a homeostase é
                                                                                                5
perturbada ou ameaçada, um repertório de respostas moleculares, celulares e comportamentais é
acionado para neutralizar as forças perturbadoras e restabelecer o equilíbrio dinâmico. Estas
respostas podem ser específicas para um invasor ou estresse definido, ou generalizadas e não
específicas quando a ameaça à homeostase ultrapassa um certo limiar. As respostas adaptativas
podem se transformar em fatores estressantes capazes de causar doenças (Sternberg e Gold, 2005;
Cabral et al, 1997; Constanzo, 1999).

A função do sistema imunológico é barrar patógenos estranhos ao corpo e reconhecer e destruir
aqueles que penetram sua barreira. É também neutralizar toxinas potencialmente perigosas,
facilitar o reparo de tecidos danificados e eliminar células anormais. Essas respostas são tão
poderosas que requerem regulação constante, para não serem excessivas ou indiscriminadas, e se
manterem eficazes. Quando o sistema imunológico se desregula, surgem doenças inflamatórias,
auto-imunes ou síndromes de imunodeficiência (Sternberg e Gold, 2005).

Sternberg e Gold (2005) descreve os sistema imunológico como vários tipos de glóbulos brancos
(leucócitos), encontrados no baço, timo, gânglios linfáticos e circulantes na corrente sangüínea,
que são comandados pelo cérebro e pelos hormônios, de forma indireta, e de forma direta pelos
nervos e neuroquímicos.

Cabral at al (1997) e Braz (2001) explicam a relação existente entre o estresse e o câncer: o
estresse pode aumentar a exposição do indivíduo a carcinógenos, permitir a expressão de um
potencial genético latente por meio de mudança hormonal e bloquear as células imunológicas. É
possível predizer a doença baseando-se na quantidade de estresse pelas pessoas na vida cotidiana.

Segundo Sternberg e Gold (2005) e Delmonte (1984), nosso estado mental pode influenciar a
forma como resistimos ou nos recuperamos de processos inflamatórios ou infecciosos.

Relaxamento é um ato de equilíbrio da natureza contra o excesso de reações lutar-ou-fugir,
constituindo-se de uma série de mudanças internas que ocorrem quando a mente e o corpo se
tranqüilizam (Golemam, 2005). Algumas técnicas podem ser utilizadas para evocar este potencial,
como o relaxamento, a respiração profunda, meditação, yoga, mantras, visualizações de imagens,
entre outras. O objetivo da utilização destas técnicas é o equilíbrio e não a supressão da emoções,
buscando um destacamento do cotidiano, do corpo e das preocupações mais imediatas do viver.
(Valle, 2001).

A meditação é uma técnica Oriental milenar e apesar de existirem variações destas técnicas, todas
conduzem a um estado de atenção e relaxamento profundo. Meditação e relaxamento são coisas
diferentes: em essência, a meditação é o esforço para reexercitar a atenção. É isso que dá a
meditação os efeitos incomparáveis de obtenção de conhecimentos, aumento da concentração e
                                                                                         6
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Meditação X Estresse

  • 1. INTITUTO DE PESQUISA E ENSINO EM SAÚDE DE SÃO PAULO Flávia Cremonesi de Oliveira Título CARACTERIZAÇÃO DO EFEITO DA MEDITAÇÃO NA CONCENTRAÇÃO SOROLÓGICA DO HORMÔNIO CORTISOL PELA TÉCNICA DE RADIOIMUNOENSAIO COM MEDIÇÃO DA RADIOTIVIDADE Projeto de Pesquisa para a Conclusão do Curso de Biologia Molecular e Citogenética Pelo Instituto de Pesquisa e Ensino em Saúde de São Paulo SÃO PAULO 2006
  • 2. Índice: Resumo 3 1. Introdução 4 2. Objetivos 8 3. Materiais e Métodos 8 4. 4.1 Materiais 8 4.2 Metodologia 9 4.2.1 Coleta do Material 9 4.2.2 Metodologia Técnica 11 5. Orçamento 12 6. Cronograma 14 7. Referências Bibliográficas 15 2
  • 3. 1. Resumo O estresse é hoje uma desordem comum na sociedade capitalista em que vivemos, nas últimas décadas, a expressiva mudança em todos os níveis da sociedade passou a exigir do ser humano uma grande capacidade de adaptação. O estresse é uma reação bioquímica e comportamental que têm sua origem na reação de lutar-ou-fugir, uma expressão do instinto de conservação e comporta três fases consecutivas: alarme, resistência e esgotamento; é na última fase, onde há o déficit das reservas energéticas e que começam a falhar os mecanismos de adaptação, nesta fase, podem surgir doenças como hipertensão arterial, úlcera péptica, artrites, lesões no miocárdio, etc. As pesquisas relacionam que em concentrações elevadas o cortisol, um hormônio esteróide glicocorticóide, age como o principal agente do estresse. Medidas devem ser tomadas para que haja uma reeducação preventiva desta desordem abrangendo a população geral e também uma mudança na conduta fragmentada da medicina, buscando uma aplicação holística desta ciência. A meditação é uma técnica Oriental milenar e apesar de existirem variações destas técnicas, todas conduzem a um estado de atenção e relaxamento profundo. Atualmente cresce o interesse científico por estas técnicas, que vêm provando ter eficácia nos tratamentos de ansiedade generalizada, pânico, pânico com agorafobia, pressão sangüínea, entre outras. O objetivo deste trabalho é a caracterização do efeito da meditação na concentração do cortisol na circulação sangüínea de um grupo de pessoas praticantes de meditação e um grupo controle. Serão colhidas amostras de sangue dos dois grupos antes de depois da meditação. As amostras serão analisadas quantitativamente usando a técnica de radioimunoensaio e a radiotividade medida com um contador de cintilação gama calibrado para Iodo 125. Paralelamente, será aplicado um questionário para analisar estados de humor antes e após a meditação e relaxamento. 3
  • 4. 2. Introdução Nas últimas décadas, a expressiva mudança em todos os níveis da sociedade passou a exigir do ser humano uma grande capacidade de adaptação. As pessoas encontram-se em freqüentes situações de conflito diante da grande exigência imposta pela mudança nos ritmos da economia e do mercado. Conseqüentemente, as extremas necessidades de adaptações acabam por expor às emoções de ansiedade, angústia e desestabilização emocional. A síndrome da tensão crônica foi descrita pela primeira vez por Selye, na década de 30 e está associada à constante exposição a situações de estresse, que pode causar efeitos físicos adversos pela liberação hormonal (rev. Cabral et al, 1997; Braz, 2001). Há algum tempo a ciência tem conhecimento de que o estresse crônico, denunciado pelo hormônio cortisol, debilita o sistema imunológico e o corpo fica mais suscetível ás infecções (Kraft, 2006). O estresse é uma reação bioquímica e comportamental que tem sua origem na reação de lutar-ou- fugir, uma expressão do instinto de conservação. Como a vida atual apresenta muitos desafios, tensões e fatores estressantes, tanto física quanto psicologicamente, esta reação tende a se repetir com freqüência, desencadeando a síndrome da tensão crônica (Cabral at al , 1997; Braz, 2001, ). Cabral et al (1997) e Elias (2001), descreveram a ocorrência do Estresse, a qual comportava três fases sucessivas: reação de alarme, de resistência e de esgotamento. Após a fase de esgotamento, observava o surgimento de algumas doenças, tais como a úlcera péptica, hipertensão arterial, artrites, lesões miocárdicas, fadiga, falta de ar, dor de cabeça, redução da imunidade, diarréias, distúrbios do sono, perda/ganho de peso, ansiedade, depressão, dores crônicas entre outras. Estas desordens ocorrem na fase de esgotamento, onde começam a falhar os mecanismos de adaptação e ocorre déficit das reservas de energia. O estímulo agudo do estresse provoca a secreção no hipotálamo do hormônio “corticotrophin releasing hormone” (CRH), que por sua vez determina a liberação de ACTH da adeno-hipófise, além de outros neuro-hormônios e peptídeos cerebrais, como as beta-endorfinas, STH, prolactina etc (Cabral et al, 1997). O ACTH desencadeia a síntese e a secreção de glicocorticóides pelo córtex da supra-renal. Estabelece-se então um mecanismo de feedback negativo com os glicocorticóides atuando sobre o eixo hipotálamo-hipofisário (Cabral et al, 1997; Lodish at al, 2002; Constanzo, 1999, Braz, 2001). Os principais sinais fisiológicos das emoções são decorrentes da estimulação do sistema nervoso simpático, que recebe estimulação mediante fatores estressores. Esta ativação prepara o organismo 4
  • 5. para luta ou a fuga. A composição dos hormônios liberados em situações de estresse suprime o sistema imunológico, além de causar efeitos sobre o organismo como a constrição dos vasos periféricos, o aumento da pressão sangüínea e da freqüência cardíaca, com conseqüente irrigação dos músculos e do cérebro em detrimento da irrigação das vísceras, dilatação dos bronquíolos, a inibição da contração da bexiga e dilatação pupilar (Vilela, 2006; Simon, 2006, Cabral at al 1997, Elias, 2001). O sistema nervoso central e o sistema imunológico compartilham um hormônio fundamental para esta interação, trata-se do hormônio liberador da corticotropina (CRH). Produzido pelo hipotálamo e várias outras regiões do cérebro, ele une as respostas ao estresse e imunológicas. O hipotálamo libera o CRH num circuito especializado da corrente sanguínea, que conduz o hormônio à hipófise, localizada logo abaixo do cérebro. O CRH faz a hipófise liberar o hormônio adenocorticotrópico (ACTH), levando a glândula supra-renal a produzir o cortisol, o mais conhecido hormônio do estresse (Sternberg e Gold, 2005, Cabral at al, 1997). Hormônios são substâncias químicas secretadas na circulação sangüínea em pequenas quantidades e levados até os tecidos-alvo, onde produz uma resposta fisiológica. São sintetizados e secretados por células endócrinas. Os hormônios esteróides são sintetizados a partir do colesterol e ao contrário dos hormônios protéicos, são lipofílicoss e não ficam armazenados, sendo liberados conforme são sintetizado e têm ação lenta, demandando horas (Vulcani, 2004; Junqueira e Carneiro, 1999; Constanzo, 1999). Um grupo importante de hormônios liberados em resposta ao estresse é o dos glicocorticóides. secretados pela glândula adrenal, eles muitas vezes agem como sua prima mais famosa, a epinefrina (também conhecida como adrenalina). Ela age em segundos; os glicorticóides apóiam esta atividade ao longo de minutos ou horas (Sapolsky, 2005, Cabral at al, 1997). O cortisol aumenta freqüência e a intensidade dos batimentos cardíacos, sensibiliza os vasos sangüíneos à ação da noradrenalina (um hormônio similar à adrenalina) e afeta muitas funções metabólicas, que ajudam o corpo a enfrentar uma situação estressante. Além disso o cortisol é um potente imuno-regulador e agente antiinflamatório, cujo papel é crucial para evitar que o sistema imune reaja exageradamente a danos e lesões nos tecidos (Sternberg e Gold, 2005; Cabral at al, 1997, Elias, 2001). O sistema cerebral de resposta ao estresse é ativado em situações de perigo. O sistema imunológico responde automaticamente aos patógenos e as moléculas desconhecidas. Os dois são os principais recursos do corpo para manter o equilíbrio dinâmico do meio interno, denominado homeostase. Parte substancial da máquina celular humana se dedica à sua manutenção. Quando a homeostase é 5
  • 6. perturbada ou ameaçada, um repertório de respostas moleculares, celulares e comportamentais é acionado para neutralizar as forças perturbadoras e restabelecer o equilíbrio dinâmico. Estas respostas podem ser específicas para um invasor ou estresse definido, ou generalizadas e não específicas quando a ameaça à homeostase ultrapassa um certo limiar. As respostas adaptativas podem se transformar em fatores estressantes capazes de causar doenças (Sternberg e Gold, 2005; Cabral et al, 1997; Constanzo, 1999). A função do sistema imunológico é barrar patógenos estranhos ao corpo e reconhecer e destruir aqueles que penetram sua barreira. É também neutralizar toxinas potencialmente perigosas, facilitar o reparo de tecidos danificados e eliminar células anormais. Essas respostas são tão poderosas que requerem regulação constante, para não serem excessivas ou indiscriminadas, e se manterem eficazes. Quando o sistema imunológico se desregula, surgem doenças inflamatórias, auto-imunes ou síndromes de imunodeficiência (Sternberg e Gold, 2005). Sternberg e Gold (2005) descreve os sistema imunológico como vários tipos de glóbulos brancos (leucócitos), encontrados no baço, timo, gânglios linfáticos e circulantes na corrente sangüínea, que são comandados pelo cérebro e pelos hormônios, de forma indireta, e de forma direta pelos nervos e neuroquímicos. Cabral at al (1997) e Braz (2001) explicam a relação existente entre o estresse e o câncer: o estresse pode aumentar a exposição do indivíduo a carcinógenos, permitir a expressão de um potencial genético latente por meio de mudança hormonal e bloquear as células imunológicas. É possível predizer a doença baseando-se na quantidade de estresse pelas pessoas na vida cotidiana. Segundo Sternberg e Gold (2005) e Delmonte (1984), nosso estado mental pode influenciar a forma como resistimos ou nos recuperamos de processos inflamatórios ou infecciosos. Relaxamento é um ato de equilíbrio da natureza contra o excesso de reações lutar-ou-fugir, constituindo-se de uma série de mudanças internas que ocorrem quando a mente e o corpo se tranqüilizam (Golemam, 2005). Algumas técnicas podem ser utilizadas para evocar este potencial, como o relaxamento, a respiração profunda, meditação, yoga, mantras, visualizações de imagens, entre outras. O objetivo da utilização destas técnicas é o equilíbrio e não a supressão da emoções, buscando um destacamento do cotidiano, do corpo e das preocupações mais imediatas do viver. (Valle, 2001). A meditação é uma técnica Oriental milenar e apesar de existirem variações destas técnicas, todas conduzem a um estado de atenção e relaxamento profundo. Meditação e relaxamento são coisas diferentes: em essência, a meditação é o esforço para reexercitar a atenção. É isso que dá a meditação os efeitos incomparáveis de obtenção de conhecimentos, aumento da concentração e 6
  • 7. capacidade de relacionar-se com empatia. A meditação é, porém, mais usada como uma técnica rápida e fácil de relaxamento (Goleman, 2005). Existem técnicas que suscitam uma resposta de relaxamento, que parece desempenhar um papel na redução das respostas corporais ao estresse. Entretanto a resposta de relaxamento não é automática como a resposta de luta e fuga. Seu desenvolvimento exige prática com determinadas técnicas mentais, antes de poder ser evocada para evitar o estresse. (Elias, 2001) Uma rápida recuperação do estresse é uma característica típica dos que costumam meditar (Goleman, 2005). Em 1992, Kabat-Zinn et al, concluiu que um programa de técnicas de meditação pode reduzir efetivamente sintomas de ansiedade e pânico e pode auxiliar a manter estas reduções em pacientes com ansiedade generalizada, pânico e pânico com agorafobia; ele verificou também que a meditação consciente, junto com a yoga, reduziu a necessidade do uso de analgésicos e diminuiu a dor em quem sofria de problemas crônicos (Goleman, 2005). Segundo Poyares et al (2005)e Demonte (1984), alguns autores defendem que tanto a acupuntura, como a prática de yoga e meditação aumentariam a secreção de melatonina com melhora da insônia e ansiedade. Programas realizados em Harvard e na Universidade de Massachusetts indicam sucesso no uso da meditação com centenas de hipertensos. E um simpósio no Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue recomendou que, para as pessoas que têm ou estão no limite da hipertensão, deve ser usado, primeiramente, o tratamento sem remédios. Eles só devem ser receitados se esse tipo de tratamento não der certo (Goleman, 2005). Segundo Ornish (2005), a meditação foi utilizada como uma das técnicas no controle do estresse, num conjunto de 93 voluntários com câncer na próstata, com PSA variando de 4 a 10 ng/ml. Os resultados demonstraram uma diminuição de 4% do PSA do grupo experimental e aumentou 6% no grupo de controle. A importância da execução desta pesquisa, é a de esclarecer o papel da meditação na regulação dos níveis de cortisol circulantes, já que este hormônio em níveis elevados, está associado ao aparecimento e agravamento do estresse a as doenças co-relacionadas. Também é de extrema importância que se conheça métodos alternativos para controle do estresse, e os estudos vêm evidenciando que as práticas de meditação possui propriedades anti-estresse , anti-hipertensiva e auxilia na melhora da resposta imune. Na determinação do cortisol livre, será utilizado o método radioimunológico que emprega anticorpo altamente específico. Esta técnica é sensível para detectar níveis mínimos de cortisol como de 5 picogramas por decilitro (ng/d) no volume da amostra sorológica equivalente a 0,1ml 7
  • 8. (Silva, 2002). 3. Objetivos O objetivo desta pesquisa é o de fazer um estudo comparativo dos níveis do hormônio cortisol livre soro sanguíneo de pessoas praticantes de meditação (GE), utilizando um grupo controle de pessoas não praticantes (GC). Esse estudo buscará analisar comparativamente os níveis do hormônio livre no soro do sangue colhido de todos participantes (GE e GC) antes da meditação e a outra amostra de soro será colhido após meditação do grupo de meditadores (GE) e relaxamento do grupo controle (GC). É também objetivo deste estudo, fazer uma análise dos questionários preenchidos pelos participantes para confrontá-los com os dados obtidos das amostras. 4. Materiais e Métodos 4.1. Materiais Os materiais necessários para para a análise quantitativa do hormônio cortisol no soro sangüíneo são: Impressora HP Deskjet 1920 ; ● Pacote 500 folhas de papel sulfite; ● Vale lanche; ● Vale transporte; ● Freezer; ● Seringas; ● Agulhas; ● Garrotes; ● Luvas descartáveis; ● Pacote de algodão; ● Alcool etílico 70 %; ● Tubos secos; ● Geladeira; ● Freezer; ● 8
  • 9. Centrífuga Bio-Eng – Be 4000; ● Micropipetas de precisão com capacidade de 20 uL; ● Pipetador semi-automático para dispensação exata de 500 uL; ● Pipeta com dispensação positiva para 1000 uL (extração); ● Dispensador de reagente para 1mL (lavagem) e 5 mL (extração); ● Água destilada; ● Diclorometano, NaOH 0,1 M; ● Tampão Tris-HCL 0,1 M pH 7,4 com 0,2% de BSA; ● Gás nitrogênio; ● Agitador tipo Vortex; ● Papel absorvente; ● Banho de água (+37° C); ● Tubos-teste plásticos descartáveis; ● Parafilme; ● Contador de Cintilação gama calibrado para Iodo 125; ● Kit para Radioimunoensaio, contendo: ● Tubos revestidos (Anticorpos policlonais de coelho para cortisol fixados no fundo do ● tubo); 125 I-CORTISOL (Cortisol marcado com I 125 em tampão Tris 0,08%, Timerosal, NaN3, ● aditivo de cor vermelha); Padrões 0 a 4 liofilizados (Soro humano e 0,1% de azida sódica e Kathon – 0 / 20 / 75 / ● 500 / 2000 nmol/L. Cortisol de referência para controle positivo; ● Colchonetes; ● Aparelho de Som com CD; ● CD's com músicas de relaxamento. ● 4.2. Metodologia 4.2.1 Coleta do Material: O experimento será conduzido no Departamento de Biologia Molecular e no Departamento de Psicobiologia (onde outras pesquisas sobre Meditação estão sendo conduzidas) da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina. 9
  • 10. A pesquisa quantitativa será feita com a participação de dois grupos: 1. Grupo de Estudo (GE) – participarão 50 pessoas de idade entre 30 a 40 anos, que não possua hábitos como, fumo, álcool ou uso de qualquer entorpecente. Também não serão aceitos indivíduos que façam uso regularmente de medicamentos e hormônios. Neste grupo, somente participarão os indivíduos que sejam praticantes de Meditação. 2. Grupo Controle (GC) – participarão 50 pessoas de idade entre 30 a 40 anos, que não possua hábitos como, fumo, álcool ou uso de qualquer entorpecente. Também não serão aceitos indivíduos que façam uso regularmente de medicamentos e hormônios. Neste grupo, os indivíduos não deverão conhecer as técnicas de meditação. Metodologia adaptada de Goleman (2005) e Vieira (2002). Previamente, será feita uma divulgação em escolas de Meditação e Yoga, convidando aos alunos praticantes à participarem do experimento, também será divulgado na Universidade Federal de São Paulo e nas proximidades, com a intenção de recrutar as pessoas que participarão do grupo controle. A seleção será feita com uma entrevista prévia, onde serão selecionados os perfis supracitados. Após seleção, será feita uma palestra para esclarecimentos a respeito da pesquisa e uma carta de autorização será entregue para cada participante, por fim serão agendadas as datas para o experimento (Braz, 2001). Os dados preenchidos pelos questionários serão armazendos e ao fim da análise de todas amostras, as informações declaradas pelos participantes serão confrontadas com os resultados de suas amostras. Os dois grupos de 50 serão subdivididos em 5 subgrupos de 10 pessoas de cada grupo, totalizando 20 pessoas por dia, estas serão submetidas a um questionário de avaliação (dados gerais e também serão questionados sobre como se sentem, estressados, ansiosos, tranqüilos, alegres), depois será feita a primeira coleta de sangue periférico por punção venosa e a amostra será dispensada em tubos secos e serão armazenados à -20° C. Depois da coleta, o grupos GE e GC serão conduzidos a uma sala espaçosa com colchonetes individuais para deitarem e ao som de músicas instrumentais buscarem o relaxamento (indivíduos não praticantes de meditação) e meditação (indivíduos praticantes) (metodologia adaptada de 10
  • 11. Goleman, 2005). O procedimento será iniciado as 7:00hs da manhã, pois devido ao ritmo circadiano, entre 7 e 8 horas da manhã, ocorrem os maiores picos de cortisol no sangue (Protocolo CIS Bio International, 2006), a duração da meditação e relaxamento será de 45 minutos (procedimento adaptado de Goleman, 1998). Ao fim será repetida a colheita do sangue periférico por punção venosa e a amostra será dispensada em tubos secos identificados e serão armazenados à - 20° C e posteriormente, as amostras serão divididas em lotes para as futuras análises. Os participantes deverão relatar no mesmo questionário inicial o estado emocional que se encontram após a meditação/relaxamento. Serão distribuídos os vale-lanches e os vale-transportes para então serem dispensados. Metodologia adaptada de Fernades, 2006. Todos os participantes terão acesso aos resultados da pesquisa via email ou carta. 4.2.2 Medologia Técnica Após coleta de todos os grupos, totalizando 200 amostras, será iniciado a pesquisa com a técnica de radioimunoensaio com contador de cintilação gama calibrado para Iodo 125. O material armazenado a -20° C será descongelado e centrifugado a 3.200 RPM por 10 minutos. O soro da amostra será separado e será utilizado de acordo protocolo relatado abaixo. O ensaio para calibração requer o seguinte grupo de tubos: Grupo de padrões, para estabelecer a curva de calibração (contém concentrações de 0, 20, ● 75, 500, 2000 nmol/L); Grupo T, para a determinação da atividade total; ● Grupo de referência, para os controles externos (o cortisol para controle positivo será ● doado pelo setor de Bioquímica da UNIFESP) ; Grupo Sx, para o teste das amostras; ● Grupo S para controle negativo. ● Todos os reagentes devem ser aquecidos à temperatura ambiente (18 a 25° C) por no mínimo 30 minutos antes do uso. A dispensação dos reagentes é também realizado à temperatura ambiente. 11
  • 12. Trinta minutos antes dos primeiros ensaios, os padrões serão reconstituídos com 0,5 mL de água destilada e os frascos serão invertidos suavemente para que haja a mistura e a completa dissolução do material liofilizado . O ensaio será realizado em duplicatas para o grupo de padrões, controles positivo e negativo e amostras. Será dispensado 20 uL dos padrões, controles e amostras a serem ensaiadas nos tubos revestidos marcados correspondentes. A cada tubo (inclusive o Tubo T) serão adicionados 500uL de 125 I- cortisol. Os tubos serão agitados levemente no Vortex e serão incubados por 2 horas a 37° C, deverão estar cobertos com parafilme. Após o período de incubação, o líquido de cada tubo de ensaio será dispensado e a parte superior dos tubos serão firmemente batidas contra em um papel absorvente (exceto Tubo T). Os tubos serão lavados uma vez com 1 mL de água destilada, agitando a estante com as mãos, e após este procedimento, os tubos serão esvaziados e novamente batidos firmemente no papel absorvente. Os tubos serão deixados virados para baixo durante 2 – 3 minutos (exceto Tubo T). A radioatividade remanescente ligada nos tubos com um contador de cintilação gama calibrado para Iodo 125. (Protocolo CIS Bio International, 2006). 5. Orçamento Descrição Quantidade Valor Contador de Cintilação gama 1 R$ 8.000,00 calibrado para Iodo 125 Pipeta com dispensação positiva 1 R$1387,50 para 1000 uL (extração) Dispensador de reagente para 1 R$988,00 1mL (lavagem) e 5 mL (extração) Agitador tipo Vortex 1 R$ 440,00 Impressora Jato de Tinta HP 1 R$155,00 DeskJet 1920 Centrígura Hettich Mikro 110V 1 R$ 6835,68 Micropipeta 5-50uL 1 R$ 500,00 12
  • 13. Descrição Quantidade Valor Micropipeta 100-1000uL 1 R$ 500,00 Micropipeta 1-5mL 1 R$ 500,00 Papel absorvente 1 caixa R$4,60 Tubos-teste plásticos 2 Caixas com 500 R$10,00 descartáveis Parafilme 1 Caixa R$ 90,00 Água destilada 100 L R$ 267,00 Tubos Secos Caixa com 500 R$ 7,70 Diclorometano, NaOH 0,1M 10 L R$ 300,00 Tampão Tris-HCL 0,1 M pH 7,4 10 L R$ 1000,00 com 0,2% de BSA Papel Sulfite Pacote com 500 folhas R$9,00 Colchonete 25 R$ 450,00 Scalp23 300 R$ 411,00 Garrote 1,0 m R$ 1,10 Álcool Etílico 70GL 10 L R$ 32,90 Seringa 10 mL 3 pacote com 100 R$ 59,10 Luva Latex de Procedimento 7 caixas R$ 105,00 Algodão Hidrófilo Topz 5 caixa 25g R$ 8,25 Sub Total Permanente R$ 19.306,18 Sub Total Consumo R$ 2.755,65 Total Geral R$ 22.061,83 6. Cronograma 13
  • 14. Apresentamos na figura 1 o diagrama de Gantt com o cronograma de atividades e o relacionamento entre as etapas do projeto dividido entre as semanas de execução. Fig.1 – Cronograma do Projeto Segue um detalhamento de cada etapa do cronograma de atividades: Revisão Bibliográfica: 03/07/2006 a 03/08/2006 Elaboração de folder de convite: 03/08/2006 a 10/08/2006 Elaboração do questionário: 03/08/2006 a 10/08/2006 Distribuição dos convites: 10/08/2006 a 29/08/2006 Entrevista dos participantes: 29/08/2006 a 12/09/2006 Cadastro em banco de dados: 12/09/2006 a 27/09/2006 Coleta de sangue: 27/09/2006 a 03/09/2006 Realização do Radioimunoensaio:03/10/2006 a 01/12/2006 Análise e correlacionamento dos dados: 01/12/2006 a 02/02/2007 Relatório de conclusão: 02/02/2007 a 02/03/2007 Divulgação dos resultados: 02/03/2007 a 09/03/2007 14
  • 15. 7. Referências Bibliográficas BRAZ,M.M. Aprendendo com o Câncer de Mama: Percepções e Emoções de Pacientes e Profissionais de Fisioterapia. Dissertação de Mestrado – Universidade Federal de Santa Catarina, 2001, 100p. CABRAL, A.P.T., LUNA, J.F., SOUZA, K.N., MACEDO, L.M., MENDES, M.G.A.,MEDEIROS, P.A.S., GOMES, R.M. O Estresse e as Doenças Psicossomáticas.. Revista de Psicofisiologia, 1 (1) , Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biológicas - Universidade Federal de Minas Gerais, p. 3-12, 1997. CONSTANZO, L.S. Fisiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., p. 309-359, 1999. DELMONTE, M.M. Biochemical Indices Associated With Meditation Practice: A Literature Review. Neuroscience & Biobehavioral Reviews. v. 9, p.557-561, Julho, 1984. ELIAS, A.C.A., Relaxamento Mental, Imagens Mentais e Espiritualidade na Re-significação da Dor Simbólica da Morte de Pacientes Terminais. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências Médicas – Universidade Estadual de Campinas, 2001, 278p. FERNANDES, A.M.C. Representação Social da Dor por Doentes de Fibromialgia.Dissertação de Mestrado – Universidade de São Paulo, 2003, 183p. GOLEMAN, D. A Arte da Meditação. 2.Ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2005, 41p. JUNQUEIRA, L.C., CARNEIRO, J. Histologia Básica. 9.Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1999, 427p. KABAT-ZINN, J., MASSION, A.O., KRISTELLER, J., PETERSON, L.G., FLETCHER, K.E., PBERT, L., LENDERKING, W.R., SANTORELLI, S.F. Effectiveness of a meditation-based stress reduction program in the treatment of anxiety disortders. Am J Psychiatry n. 149, p. 936-943, 1992. KRAFT, U. Esgotamento Total. Revista Viver Mente e Cérebro – Scientific American, n.161, p. 61-67, 2006. LODISH, H., BERK, A., ZIPURSKY, S.L., MATSUDAIRA, P., BALTIMORE, D., DARNELL, J. Biologia Celular e Molecular. 4.Ed., Editora Revinter Ltda, 2002, 1084p. ORNISH, D., WEIDNER, G., FAIR, W. R., MARLIN, R., PETTENGILL, E.B., RAISIN, C.J., DUNN-ENKE, S., CRUTCHFIELD, L., JACOBS, F.N., BARNARD, R.J., ARONSON, W.J., McCORMAC, P., McKNIGHT, D.J., FEIN, J.D., DNISTRIAN, A.M., WEINSTEIN, J., NGO, T.H., MENDELL, N.R., CARROL, P.R. Intensive Lifestyle Changes May Affect the Progression of Prostate Cancer.The Journal of Urology. vol.174, p. 1065-1070, Setembro, 2005. POYARES, D., TAVARES, S., JUNIOR, L.R.P., BARROS-VIEIRA, S. Hipnoindutores e insônia. Revista Brasileira de Psiquiatria, n.27, p. 2-7, 2005. SAPOLSKY, R.M. Memórias Estressadas. Revista Viver Mente & Cérebro – Scientific American, n.146, p.24-29, 2005. SILVA, M.L. Valores de Referência de Cortisol Salivar para Avaliação Adrenal em Crianças Menores de Três Anos, sem Patologias. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual Paulista, 15
  • 16. 2002, 98p. SIMON, H.B. Trabalho Mata?. Revista Viver Mente & Cérebro – Scientific American, n.161, p.68-72, 2006. STERNBERG, E.M., GOLD, P.W. A Interação corpo-mente nas doenças. Scientific American – Edição Especial: Segredos da Mente, n. 4, p.84-91, 2005. VALLE, E. Neurociências e Religião: Interfaces. Revista de Estudos da Religião, PUC – São Paulo. n. 3, 2001, 23p. VULCANI, V.A.S. Matrizes de Colágeno para liberação controlada de Progesterona. Dissertação de Mestrado,Universidade de São Paulo, 2004, 118p. CIS bio international. Instruções de Uso: Cort-CT2. Filial Schering S.A, 2006, 3p. 16