Modos ventilatórios

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Modos ventilatórios

  1. 1. Instituto Amazonense de Aprimoramento e Ensino em Saúde Fisioterapia Intensiva Neonatal e Pediátrica Modalidades Ventilatórias Convencionais e Parâmetros iniciais de admissão em UTI. Valéria Serejo Cunha Cavalcante Manaus – AM Outubro de 2013.
  2. 2. Instituto Amazonense de Aprimoramento e Ensino em Saúde Fisioterapia Intensiva Neonatal e Pediátrica Valéria Serejo Cunha Cavalcante Modalidades Ventilatórias Convencionais e Parâmetros iniciais de admissão em UTI. Trabalho apresentado ao Prof. Dr. Daniel Xavier, da disciplina Estágio em Terapia Intensiva, do Curso de Fisioterapia Intensiva Neonatal e Pediátrica. Manaus – AM Outubro de 2013. 2
  3. 3. Instituto Amazonense de Aprimoramento e Ensino em Saúde Fisioterapia Intensiva Neonatal e Pediátrica SUMÁRIO Introdução .............................................................................................4 Definição de Ventilação Mecânica Invasiva ................................................5 Modos Ventilatórios Convencionais ...........................................................5 Modo Ventilatório VCV ...............................................................................6 Modo Ventilatório PCV ...............................................................................7 Ventilação Mandatória Intermitente- SIMV................................................7 Parâmetros Inicias de Admissão em UTI em VM.......................................10 Conclusão ..................................................................................................13 Referência Bibliográfica .............................................................................14 3
  4. 4. Instituto Amazonense de Aprimoramento e Ensino em Saúde Fisioterapia Intensiva Neonatal e Pediátrica 1- Introdução Durante o decorrer do trabalho iremos falar a respeito das Modalidades Ventilatórias Convencionais utilizadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e os parâmetros iniciais de ajustes no momento da admissão do paciente , permitindo assim; identificarmos as principais modalidades quanto sua classificação e características de cada modo ventilatório. 4
  5. 5. Instituto Amazonense de Aprimoramento e Ensino em Saúde Fisioterapia Intensiva Neonatal e Pediátrica 2- Ventilação Mecânica Invasiva É um método de suporte ventilatório e não uma terapia curativa, visando aliviar a dificuldade respiratória. Objetivos: Melhorar das trocas gasosas: Reverter a Hipoxemia Atenuar a acidose respiratória Atenuar a dificuldade respiratória: Diminuir o consumo de oxigênio relacionado a respiração; Reverter à fadiga muscular respiratória 3- Modalidades Ventilatórias Convencionais É o processo pelo qual o ventilador pulmonar mecânico determina,seja parcial ou totalmente, como e quando os ciclos respiratórios mecânicos são ofertados ao paciente. O modo determina substancialmente o padrão respiratório do paciente durante a ventilação mecânica. Modos convencionais de ventilação mecânica: 1234- A/C, VCV – Assistido/controlador com ciclagem volume. A/C, PCV – Assitido/controlado com pressão constante, ciclado a tempo. PSV – Ventilação com pressão de suporte. SIMV – Ventilação mandatória intermitente sincronizada. 5
  6. 6. Instituto Amazonense de Aprimoramento e Ensino em Saúde Fisioterapia Intensiva Neonatal e Pediátrica 3.1 -Modo Ventilatório com Controle de Volume - VCV A/C Ventilação assisto-controlada a volume é um modo de ventilação no qual o ventilador libera uma pressão positiva para um volume corrente pré-determinado. Ela será assistida em resposta ao esforço do paciente ou controlada para uma frequência pré-determinada caso o paciente não apresente nenhum esforço respiratório. O modo controlado é iniciado por tempo e o assistido é por pressão ou fluxo (formas mais comum de disparo). Então, um nível de sensibilidade, uma frequência respiratória mínima, uma taxa e curva de fluxo inspiratório e um volume corrente devem ser programados. A pressão de pico varia de acordo com as mudanças das impedâncias do sistema respiratório (pressões elástica e resistiva do SR) e do esforço respiratório do paciente. INDICAÇÃO Este modo ventilatório é geralmente utilizado como de suporte ventilatório inicial na maioria dos casos admitidos na UTI em virtude de podermos assegurar a ventilação alveolar. Alguns profissionais preferem os modos mistos ou espontâneos como SIMV com PSV ou mesmo PSV isolada, nestes casos o paciente deve estar com o "drive" ventilatório preservado e uma monitorização ventilatória constante deve ser mantida. 6
  7. 7. Instituto Amazonense de Aprimoramento e Ensino em Saúde Fisioterapia Intensiva Neonatal e Pediátrica 3.2 -Modo Ventilatório Assisto-controlada- PCV: Ventilação assisto-controlada por pressão - PCV é um modo ventilatório que delibera uma inspiração para uma pressão pré-determinada em resposta ao esforço do paciente (ventilação assistida)ou mediante uma frequência respiratória (FR) programada, caso o paciente não apresente esforço respiratório (ventilação controlada). Este modo pode ser iniciado por tempo (controlado), em função da FR ajustada, ou por pressão / fluxo (assistido), em função do esforço inspiratório do paciente, que é percebido pela sensibilidade do respirador. Em ambos, uma FR mínima, uma sensibilidade e um tempo inspiratório devem ser programados. 3.3 - Modo Ventilatório PSV (Ventilação por Pressão de Suporte) Consiste no oferecimento de nível pré-determinado de pressão positiva e constante nas vias aéreas do paciente, aplicada apenas durante a fase inspiratória, após o ventilador “reconhecer” o início de uma inspiração espontânea. Ciclagem do ventilador acontece por fluxo. A fase inspiratória termina quando o cai a 25% do pico máximo no início da inspiração. O modo PSV costuma ser usado no pré-desmame, onde se reduz a PS gradualmente avaliando-se a capacidade do paciente se adaptar a níveis cada vez mais baixos até que um valor mínimo seja atingido, habitualmente entre 7 a 10cmh2o. 3.4 - Ventilação Mandatória Intermitente (SIMV) Combina os modos A/C com períodos de ventilação espontânea.Nos intervalos das respirações mandatórias, o paciente pode iniciar respirações espontâneas, cujos volumes dependem do grau de esforço respiratório do indivíduo. 7
  8. 8. Instituto Amazonense de Aprimoramento e Ensino em Saúde Fisioterapia Intensiva Neonatal e Pediátrica Em intervalos regulares o ventilador libera um volume ou uma pressão previamente determinados. Fora destes ciclos o paciente ventila através do circuito do ventilador. 3.4.1 - Vantagens do modo Ventilatório SIMV: Melhora sincronismo paciente- ventilador; Menor necessidade de sedação Menor índice de alcalose respiratória Manutenção da resistência muscular possibilitada pela respiração espontânea. 8
  9. 9. Instituto Amazonense de Aprimoramento e Ensino em Saúde Fisioterapia Intensiva Neonatal e Pediátrica Características dos Modos Ventilatórios Convencionais Tabela 1. Principais características dos modos ventilatórios básicos. Características dos modos VCV / PCV /PSV e SIMV 9
  10. 10. Instituto Amazonense de Aprimoramento e Ensino em Saúde Fisioterapia Intensiva Neonatal e Pediátrica Parâmetros iniciais de Admissão em UTI A modalidade inicial da ventilação mecânica deve ser preferencialmente assitidocontrolada. Os parâmetrosdeverão ser ajustados inicialmente como protocolo a seguir: * FiO2 : 100%. (Recomenda-se que no início do suporte ventilatório seja ofertado o valor máximo deconcentração de oxigênio, que posteriormente deverá ser adequado de acordo com o quadro do paciente, reduzindoFiO2 mais segura, em torno de 50% objetivando uma concentração deO2suficiente para manter uma SpO2 >90%.). O Volume Corrente dependerá também do conhecimento da doença de base podendo variar como nos casos de SARA, DPOC: 10
  11. 11. Instituto Amazonense de Aprimoramento e Ensino em Saúde Fisioterapia Intensiva Neonatal e Pediátrica Pressão Inspiratória : PEEP : Pressão Controlada = 15 Ajuste da Frequência respiratória (FR) : Ajustada de acordo com a doença de base e interação do paciente. FR – manter a relação I : E de 1: 2 Usar de 12 a 14 irpm em geral.Desenvolvimento de Auto- PEEP Monitorizar a PaCO2 pela gasometria arterial. Fluxo: Velocidade com que determinado volume de gás é movimentado em um período de tempo. 11
  12. 12. Instituto Amazonense de Aprimoramento e Ensino em Saúde Fisioterapia Intensiva Neonatal e Pediátrica Fluxo inspiratório:40-60l/min ou manter a relação I/E desejada . Relação I;E Ventilação Espontânea – 1 : 1,5 – 1 : 2  Dependerão do VC, FR e Fluxo Inspiratório Sensibilidade: Utilizada na modalidade A/C, SIMV, PSV; .Esforço do paciente para deflagrar o ventilador. Pode ser a Pressão ou Fluxo: Pressão: - 0,5 a – 2,0 cmH2O Fluxo: 04 a 06 l/min (+ sensível) 12
  13. 13. Instituto Amazonense de Aprimoramento e Ensino em Saúde Fisioterapia Intensiva Neonatal e Pediátrica Conclusão: A ventilação mecânica invasiva é um suporte ventilatório que visa melhorar a condição respiratória ou insuficiência respiratória, contribuindo para a melhora das trocas gasosas e facilitando e atenuando a dificuldade respiratória. E dentro da ventilação mecânica temos os modos ventilatórios convencionais: A/C, VCV – Assistido/controlador com ciclagem volume, A/C, PCV – Assitido/controlado com pressão constante, ciclado a tempo,PSV – Ventilação com pressão de suporte e SIMV – Ventilação mandatória intermitente sincronizada. Cada um desses modos ventilatórios será utilizado de forma com o aspecto respiratório do paciente e os parâmetros gasométricos quanto a participação do paciente no ciclo respiratório e ventilador mecânico e o ventilador mecânico terá alguns ajustes iniciais de Fio2, FR,VC,Peep,Fluxo,Sensibilidade..possibilitando um melhor suporte ventilatório. 13
  14. 14. Instituto Amazonense de Aprimoramento e Ensino em Saúde Fisioterapia Intensiva Neonatal e Pediátrica Bibliografia: 1- Chatburn RL. Classification of Ventilator Modes: Update and Proposal for Implementation. RespiratoryCare, 2007; 52(3): 301-323. 2- II Consenso Brasileirode Ventilação Mecânica; 3- Sarmento.George. Fisioterapia em UTI, São Paulo : Ed. Atheneu, 2010. 4- http://www.xlung.net/manual-de-vm/modos-ventilatorios-basicos 5- Consenso Brasileiro de Ventilação Mecânica 14

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