Aula de geografia de 18 de março de 2013

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Aula de geografia de 18 de março de 2013

  1. 1. Geografia e TerritórioArquiteturaUAL18 de março.2012Luís Marqueslcmarques@ihru.pt UAL - Março de 2007
  2. 2. Geografia e Território (Paisagem) Fatores Abióticos Fatores Bióticos Fatores Antrópicos InteraçõesRiscos Naturais Tecnológicos/Antrópicos MistosInstrumentos de Gestão TerritorialTecnologias de Informação Geográfica e Gestãodo TerritórioTécnicas de Construção SustentávelContributos para a Sustentabilidade do Território
  3. 3. • Análise espacial do território - Geossistema – Fatores Abióticos / Bióticos / Antrópicos • Geomorfologia • Hidrografia • Climatologia • Interação sistémica• Riscos ambientais / antrópicos / mistos• Instrumentos de Gestão Territorial• Tecnologias de Informação Geográfica (TIG)• Técnicas de Construção Sustentável• Contributos para a Sustentabilidade do Território
  4. 4. Conceptualização do Território como o Geossistema Geomorfologia + Clima + Hidrografia Flora + Solo + Fauna Potencial Ecológico Exploração Biológica GEOSSISTEMA Acção Antrópica ou humana
  5. 5. Análise do território (SIG) – Componentes da Paisagem (exemplos) Relevo Hidrografia Vegetação Elementos Artificiais
  6. 6. Análise do território (SIG) Relevo Abióticos Hidrografia Vegetação Elementos Artificiais
  7. 7. Análise do território (SIG) - Abióticos
  8. 8. Análise do território (SIG) - Abióticos
  9. 9. Análise do território (SIG) Relevo Hidrografia Vegetação Bióticos Elementos Artificiais
  10. 10. Análise do território (SIG) - Bióticos
  11. 11. Análise do território (SIG) - Bióticos
  12. 12. Análise do território (SIG) Relevo Hidrografia Vegetação Elementos Artificiais Antrópicos
  13. 13. Análise do território (SIG) - Antrópicos
  14. 14. Análise do território (SIG) - Antrópicos
  15. 15. Fatores abióticos do território• Geomorfologia• Hidrologia• Climatologia
  16. 16. Geomorfologia
  17. 17. A litologia condiciona o comportamento de variáveis como: morfologia, tipode solos, permeabilidade, coberto vegetal, etc. ar eias as e Dun Granitos i tos Sien Gabros s os, Calcário Co nglomerad
  18. 18. O solo: camada superior da crosta terrestre, constitui um recurso vital e, em grande medida, não renovável, sujeito a ameaças crescentes como resultado de várias atividades humanas. O solo assegura várias funções essenciais, sendo, por isso, necessário protegê- lo, para que haja desenvolvimento sustentável. Solo ricoSolo pobre
  19. 19. O relevo é um indicador do funcionamento ecológico da paisagem e por conseguinteuma componente fundamental para a interpretação do território.
  20. 20. A exposição das vertentes assume grande significado ecológico, pois determinadiretamente a radiação solar, temperatura, humidade e indiretamente, o confortobioclimático (fauna, flora e o Homem). Festo N Festo Exposições Quentes
  21. 21. O declive é um dos principais elementos restritivo às actividades humanas e aosprocessos físicos. Este é o factor determinante nas taxas de perda de solo, portanto éum óptimo descritor da morfologia do terreno.Estudos mostram que a perda de solo aumenta com o incremento do declive, visto queo escoamento potencia as capacidades de desagregação e transporte.Na análise da erosão do solo, os declives aparecem como um dos mais importantesparâmetros morfológicos a considerar.
  22. 22. Fisiografia
  23. 23. A análise fisiográfica, fundamental para o estudo do território, fornece uma leituraclara e imediata das principais formas e ecossistemas definidores do modelado dapaisagem, como sejam as linhas de festo e os talvegues.Linhas de festo são aquelas que unem os pontos mais elevados do terreno e que,como tal, dividem planos de drenagem distintos, sendo por isso igualmente designadaspor linha de separação de águas.Talvegues são linhas que unem os pontos de cota mais baixa do terreno, para asquais drenam as águas de escorrência superficial, pelo que correspondem, geralmente,a zonas húmidas, associadas à acumulação destas águas. Festo Festo Talvegue
  24. 24. Hidrografia
  25. 25. Montijo .As bacias hidrográficas são unidadesterritoriais de caráter estratégico na o Te jo Rigestão dos recursos naturais.A rede hidrográfica é muitoimportante para a compreensão doterritório, quanto à sua modelação,trocas de energia e constituição dascomunidades bióticas, uma vez que aágua é o fator ambiental que maior . Pinhal Novoinfluência tem na sua distribuição. Rio TejoDepende de outros fatores ambientais Linhas de Água Canaiscomo sejam o tipo de solo ou o declive. # Limite da Bacia Toponímia
  26. 26. Climatologia
  27. 27. Clima como fator de ordenamento do território• Posição geográfica• Latitude Condicionantes do clima• Relevo
  28. 28. Movimento de translação da Terra“A energia solar constitui a verdadeira causade quase todos os processos físicos equímicos que ocorrem na Terra, responsáveispelas condições meteorológicas, pelascirculações oceânicas, pela modelação dacrosta terrestre e praticamente por todos osfenómenos biológicos” (Pinto Peixoto, 1981). Rotação
  29. 29. Posição do sol ao longodas estações do ano
  30. 30. Análise climáticaMovimentos de massas de ar Imagem de satélite de 16 de março de 2013 (20:00 UTC) – Fonte: NOAA
  31. 31. Análise climáticaMovimentos de massas de ar Imagem de satélite de 16 de março de 2013 (21:00 UTC) – Fonte: NOAA
  32. 32. Análise climáticaMovimentos de massas de ar Imagem de satélite de 16 de março de 2013 (22:00 UTC) – Fonte: NOAA
  33. 33. Análise climáticaMovimentos de massas de ar Imagem de satélite + radar de 16 de março de 2013 (23:00 UTC) – Fonte: NOAA
  34. 34. Análise climáticaPrecipitação atmosférica“Chama-se precipitação à deposição, no Globo Terrestre,de água, no estado líquido ou sólido, proveniente daatmosfera (Retallack, 1981 a; WMO, 1966). Em certasregiões é importante considerar também a água que passada atmosfera para a terra por condensação do vapor deágua (geada) sobre superfícies arrefecidas, e ainda a águaque resulta da interceção das gotas de água das nuvens (onevoeiro é uma nuvem que toca no solo ou no mar) peloscorpos existentes à superfície do globo.” Fonte: "Atlas do Ambiente Digital - IA"
  35. 35. Análise climáticaTemperaturaParâmetro condicionador do sistemabiótico, uma vez que tem um efeitodecisivo nos processos vitais,influenciando a atividade das plantase dos animais. A distribuição dascomunidades vegetais naturais e dasplantas cultivadas está estritamentedependente do parâmetrotemperatura. Fonte: "Atlas do Ambiente Digital - IA"
  36. 36. Análise climáticaInsolaçãoTempo de sol descoberto numdeterminado local e durante um dadointervalo de tempo, sendo expressoem horas. Fonte: "Atlas do Ambiente Digital - IA"
  37. 37. Análise climáticaRadiação solarAssume importância vital para osseres vivos, influenciando um grandenúmero de processos biológicos(fotossíntese, transpiração,germinação das sementes) e adistribuição das comunidadesvegetais. Fonte: "Atlas do Ambiente Digital - IA"
  38. 38. Análise climáticaRadiação Solar Global Fonte: "Atlas do Ambiente Digital - IA"
  39. 39. Interação sistémica
  40. 40. 1 - Sistema vertenteEm permanente equilíbrio dinâmico, que depende de dois tipos de processos:movimentos individuais de partículas e movimentos em massa, podendo ambos serlentos ou rápidos. Intemperismo – Processos físicos ou químicos de alteração/ desagregação da rocha Percolação – Processo de filtragem Juntas e acamamento – onde É mais fácil a desagregação de material (falhas ou quebras)
  41. 41. Os MOVIMENTOS INDIVIDUAIS DE PARTÍCULAS integram: a queda deblocos, o “splash”, os “pipkrakes” ou “agulhas de gelo”, a formação de ravinas por açãoda escorrência. • “SPLASH” - Decorre do impacto das gotas de chuva no solo, atuando fundamentalmente ao nível da sua desagregação. • RAVINAMENTOS - A concentração da escorrência leva à formação de sulcos na superfície da vertente graças à sua ação de transporte das partículas de solo desagregadas.
  42. 42. Os MOVIMENTOS EM MASSA integram como principais processos osdeslizamentos, os movimentos solifluxivos, os desabamentos, os desmoronamentos e asescoadas ou fluxos de detritos (debrisflow) e de lama (mudflow), assumindo um grau deprofundidade e velocidades variáveis. • DESLIZAMENTO (SLIDE) - Constitui um movimento em massa de solo ou rocha ao longo de uma vertente, sendo determinante para a sua ocorrência a existência de planos de rutura. • ESCOADA OU FLUXO DE DETRITOS (DEBRISFLOW) - Caracteriza-se pela deslocação de uma massa de materiais muito heterométricos, integrando materiais finos como areia, silte e argila, e grosseiros, calhaus e blocos, assim como uma quantidade variável de água. A água determina a componente fluida e viscosa da massa afetada, sendo responsável pela saturação dos solos e detritos.
  43. 43. 2 - Ilha de calor urbanoÁrea da cidade em que a temperatura do ar ou da superfície émais elevada do que no campo circundante.
  44. 44. Ilha de calor noturna de Lisboa: Temperaturas normalizadas da atmosferareferentes a noites com vento Norte moderado (Andrade, 2003).
  45. 45. 3 - Conforto bioclimático Prová vel in solaçãTemperatura ºC 47,5ºC o 31% Limit 32ºC e d e tr 95% abalh o de 47,5ºC inten sidad 20% e mo d. 27,5ºC 93% 27,5ºC 30% Conf. 65% 20ºC 0ºC - congelação Humidade %
  46. 46. Riscos
  47. 47. Riscos e ordenamento do território Conceitos: Perigo - Processo (ou ação) natural, tecnológico ou misto suscetível de produzir perdas e danos identificados (ANPC, 2009). Risco - Probabilidade de ocorrência de um processo (ou ação) perigoso e respetiva estimativa das suas consequências sobre pessoas, bens ou ambiente, expressas em danos corporais e/ou prejuízos materiais e funcionais, diretos ou indiretos (ANPC 2009). Consequência ou Dano Potencial - Prejuízo ou perda expectável num elemento Potencial (C) ou conjunto de elementos expostos, em resultado do impacto de um processo (ou ação) perigoso natural, tecnológico ou misto, de determinada severidade (ANPC 2009).
  48. 48. RiscosO risco é a probabilidadede um evento adversopoder acontecer,multiplicado pela suamagnitude.Risco biofísico estárelacionado comacontecimentosgeofísicos extremosresponsáveis por certosdanos comoconsequência dossistemas naturais.
  49. 49. Riscos (ANPC*, 2009):Riscos Naturais - os que resultam do funcionamento dos sistemas naturais (e.g.,sismos, movimentos de massa em vertentes, erosão do litoral, cheias e inundações);Riscos Tecnológicos/Antrópicos - os que resultam de acidentes, frequentementesúbitos e não planeados, decorrentes da atividade humana (e.g., cheias e inundações porrutura de barragens, acidentes no transporte de mercadorias perigosas, emergênciasradiológicas);Riscos Mistos - os que resultam da combinação de ações continuadas da atividadehumana com o funcionamento dos sistemas naturais (e.g., incêndios florestais,contaminação de cursos de água e aquíferos, degradação e contaminação dos solos).*ANPC – Associação Nacional de Proteção Civil
  50. 50. Riscos Naturais - que resultam do funcionamento dos sistemas naturais. Refletemdireta ou indiretamente as alterações no clima, na dinâmica litoral, na dinâmica fluvial, nosubstrato (litologia e solos), etc. Riscos de erosão (declives, litologia, permeabilidade, densidade de drenagem e ocupação do solo, entre outros) Movimentos de massa em vertentes; Erosão do litoral; Cheias e inundações; Sismos...
  51. 51. Os principais Riscos Naturais:• Condições meteorológicas adversas - nevoeiros, nevões, ondas de calor/frio,secas;• Hidrologia – cheias e inundações (efémeras, progressivas, galgamento costeiro, portsunami);• Geodinâmica interna – sismos, atividade vulcânica, radioatividade natural;• Geodinâmica externa - movimentos de massa em vertentes (desabamentos,deslizamentos e outros); Erosão costeira: destruição de praias e sistemas dunares;Recuo e instabilidade de arribas, colapso de cavidades subterrâneas naturais;
  52. 52. Risco de Terramoto/Tsunami (Sendai – Japão) 15-05-2008
  53. 53. Riscos (Sendai – Japão) 11-03-2011
  54. 54. Riscos (Sendai – Japão) 11-03-2011
  55. 55. Riscos (Aeroporto - Sendai, Japão) 15-05-2008
  56. 56. Riscos (Aeroporto - Sendai, Japão) 11-03-2011
  57. 57. Riscos (Lisboa 1755) Risco Sísmico dos Solos (Lisboa) Segurança face à RSS (Lisboa)
  58. 58. Riscos Tecnológicos/Antrópicos – os que resultam de acidentes, frequentementesúbitos e não planeados, decorrentes da atividade humana / diretamente relacionadoscom a atividade humanaExemplos: Pressão humana (Densidade populacional, de edifícios, outros…) Poluição (do ar, do solo, da água, sonora, …) Incêndios (florestais, urbanos…)
  59. 59. Os principais Riscos Tecnológicos /Antrópicos:• Transportes - Acidentes rodoviários, ferroviários, fluviais e aéreos; Acidentes notransporte terrestre de mercadorias perigosas; Acidente com transporte marítimo deprodutos perigosos;• Vias de comunicação e infraestruturas - Colapso de túneis, pontes e outrasinfraestruturas; Acidentes em infraestruturas fixas de transporte de produtos perigosos(oleodutos e gasodutos); Cheias e inundações por rutura de barragens; Colapso degalerias e cavidades de minas;• Atividade industrial e comercial - Acidentes em áreas e parques industriais;Acidentes que envolvam substâncias perigosas; Degradação e contaminação dos soloscom substâncias NBQ (Nuclear, Biológico ou Químico); Acidentes em instalações decombustíveis, óleos e lubrificantes; Acidentes em estabelecimentos de fabrico e dearmazenagem de produtos explosivos; Acidentes em estabelecimentos de atividadessujeitas a licença ambiental; Incêndios e colapsos em centros históricos e em edifícioscom elevada concentração populacional; Poluição atmosférica grave com partículas egases; Emergências radiológicas;
  60. 60. Riscos tecnológicos:Queda da Ponte Hintze Ribeiro 4/3/2001 Angola (N. do porto de Luanda), 2006 MIGHTY SERVANT 3Golfo do México, EUA, 2010 Kolontár e Devecser, Hungria, 2010
  61. 61. Riscos Tecnológicos / AntrópicosChiado, Lisboa, Ago. 1988
  62. 62. Riscos Mistos - resultam da combinação de ações continuadas da atividade humanacom o funcionamento dos sistemas naturaisOs principais riscos mistos:• Relacionados com a atmosfera - Incêndios florestais;• Relacionados com a água - Degradação e contaminação de: Aquíferos, Águassuperficiais;• Relacionados com o solo - Degradação e contaminação dos solos; Erosão hídrica dossolos;
  63. 63. Riscos mistos - Problemas ambientais e alterações climáticas Exemplos: Emissão de Gases com Efeito de Estufa (GEE) e alterações climáticasA maioria do aumento médio datemperatura verificado desde meadosdo século XX, também designado poraquecimento global, é muitoprovavelmente resultado das atividadeshumanas, sobretudo devido à queimade combustíveis fósseis edesflorestação, que têm aumentadoa quantidade de GEE, excedendomuitas vezes os valores limites,tolerados por diversos organismos.
  64. 64. Riscos mistos - Problemas ambientais e alterações climáticas Exemplos: Emissão de Gases com Efeito de Estufa (GEE) e alterações climáticas As alterações climáticas poderão ocasionar ou agravar fenómenos meteorológicos irregulares e/ou extremos (tempestades, ciclones, inundações, seca, entre outros), não só quanto à intensidade, mas também ao aumento da sua frequência. Como consequência, afectam todo o sistema terrestre: degelo, o aumento do nível médio do mar, recursos marinhos e costeiros; a disponibilidade de água, a infiltração, erosão, fertilidade, produtividade e uso do solo; incidência de doenças, perca da biodiversidade; o funcionamento natural dos habitats e ecossistemas, migrações, disponibilidade de alimento, entre outros.
  65. 65. Riscos mistos - Problemas ambientais e alterações climáticas Exemplos: 3. Emissão de Gases com Efeito de Estufa (GEE) e alterações climáticasEstas consequências originam maisdesequilíbrios em todo o sistemaclimático, potenciando o seu graude perigosidade e risco.Por outro lado, o aumentopopulacional e a fixação em áreas queanteriormente estavam inabitadasduplicam o risco e avulnerabilidade a estesfenómenos, com consequênciasgraves para a infraestrutura, os bensmateriais, a saúde e a natureza.
  66. 66. Alterações climáticas - Desaparecimentode glaciares (Bergsetbreed – Noruega) 1998 2001 2004 2007 2007 2008
  67. 67. Alterações climáticas - Desaparecimentodas calotes polares e glaciares
  68. 68. Alterações climáticas – Incêndios na Austrália Fev. 2009
  69. 69. Alterações climáticas – Incêndios em Portugal – verão de 2003
  70. 70. Erosão costeira (EUA)
  71. 71. Efeitos dos GEE
  72. 72. Pressão construtiva Luanda ( Estrada do Golfo / Viana / Kikuxi - 2001)
  73. 73. Pressão construtiva Luanda ( Estrada do Golfo/Viana/Kikuxi - 2005)
  74. 74. Pressão construtiva Luanda ( Estrada do Golfo/Viana/Kikuxi - 2010)
  75. 75. Pressão construtiva Luanda (Porto - 2000)
  76. 76. Pressão construtiva Luanda (Porto - 2005)
  77. 77. Pressão construtiva Luanda (Porto - 2010)
  78. 78. Riscos de erosão costeira Costa de Caparica, 1995
  79. 79. Costa de Caparica 2001
  80. 80. Costa de Caparica 2007
  81. 81. Costa de Caparica 2009
  82. 82. Costa de Caparica (Evolução 1995-2011 : 16 anos) 2011 0 m ~ 25
  83. 83. Costa de Caparica20072011
  84. 84. Pressão construtiva no litoral – Troia 2003
  85. 85. Pressão construtiva no litoral – Troia 2009
  86. 86. Pressão construtiva - Faro - Faro Construção clandestina 2004 QL: processo administrativo/loteamento – 1970 Integração Paisagística – 1989/1991 Plano G. de I.P. – 1990 Quinta Shopping – 2000; renovado 2009; Conrad 2011Ilha de Faro: Sistema de ilhas-barreira daRia Formosa; Construção da ponte rodoviária na década de 50intensificou a forte ocupação, que tem destruído o cordão dunar.
  87. 87. Construção ilegal e pressão construtiva - Faro 2009Alteração na dinâmica sedimentar da Ria Formosa;Destruição do cordão dunar e do Sistema de ilhas-barreira.
  88. 88. Região Autónoma da Madeira – 20 de Fevereiro de 2010 Precipitação intensa, deslizamentos, derrocadas...O crescimento urbano é fenómeno geral. Ele representa uma característica dodesenvolvimento de qualquer povo. Passar a viver em aglomerados de dimensão tal que setraduza em vantagens coletivas — poder dispor de água corrente, de saneamento, de escolase serviços de saúde, ter mais fácil acesso à cultura e às....
  89. 89. 1.2. Desenvolvimento e urbanismo — problemas madeirensesNos últimos cinquenta anos, a população do concelho do Funchal— onde se concentra a maior parte da população urbana daIlha da Madeira — duplicou: com 50 milhares em 1911, atingeatualmente a ordem dos 100 mil, para mais e não para menos,isto é, 1/3 da população insular total.Mas este crescimento processou-se, do ponto de vista urbano,como resultado de adições sucessivas, ao sabor do acaso, isto é,sem obedecer a qualquer planeamento. Em consequência disso,depara-se atualmente com uma situação que é urgente remediar,devendo criar-se simultaneamente as condições para que a expansãofutura se processe em termos aceitáveis.Esta expansão será determinada pela evolução socioeconómica.O fraco desenvolvimento atual do Arquipélago obriga a preveralterações profundas, quer na atividade económica, quer nosindicadores demográficos, culturais e outros.
  90. 90. Câmara de Lobos 1890
  91. 91. Câmara de Lobos (presente)
  92. 92. Câmara de Lobos (presente)
  93. 93. Funchal 1952
  94. 94. Cronologia Funchal #1
  95. 95. 15 Fev. 2003
  96. 96. 25 Fev. 2004
  97. 97. 07 Out. 2006
  98. 98. 31 Dez. 2007
  99. 99. Cronologia Funchal #2
  100. 100. 15 Fev. 2003
  101. 101. 25 Fev. 2004
  102. 102. 07 Out. 2006
  103. 103. 31 Dez. 2007
  104. 104. Riscos de Cheias e inundações
  105. 105. Instrumentos de Gestão Territorial (IGT)• Estudam a ação humana no território• Contribuem para o correto ordenamento do território• Previnem o risco• ...
  106. 106. Os Instrumentos de Gestão Territorial (IGT) são um conjunto de documentosaprovados pelo Decreto-Lei n.º 380/99 de 22 de Setembro que têm como objetivos oestabelecimento do regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial (RJIGT), onde sedefinem algumas das principais regras sobre o planeamento e ordenamento do territóriode Portugal.Os IGT foram já alterados por duas vezes para desta maneira melhor desempenharem assuas tarefas de regulamentação. A primeira foi através do Decreto-Lei n.º 310/2003 de 10 deDezembro e o segundo foi o Decreto-Lei n.º 316/2007 de 19 de Setembro.
  107. 107. Nome Sigla Características NívelPrograma Nacional da Política de PNPOT Estabelece as maiores e mais importantes decisões a serem tomadas na gestão NacionalOrdenamento do Território do ordenamento do território português. Está acima de todos os outros IGT complementando-os. É um elemento de cooperação com planos semelhantes na UE relativos ao Ordenamento do Território da União.Planos sectoriais PS Planos relativos a diversas áreas da administração central tais como Nacional transportes, comunicações, saúde, cultura ou ambiente.Planos Especiais de Ordenamento PEOT Estabelecem a salvaguarda de recursos e valores naturais e o regime de gestão Nacionaldo Território compatível com a utilização sustentável do território.Plano de Ordenamento da Orla POOC Definição de restrições relativas à costa de modo a salvaguardar as EspecialCosteira características do litoral. Abrange águas marítimas costeiras e interiores, respetivos leitos e margens e faixas de proteção.Plano de Ordenamento de Áreas POAP Garante a proteção e preservação de áreas com valor de património natural. EspecialProtegidas Este aplica-se a Reservas Naturais, Parques Nacionais, Parques Naturais e Paisagens Protegidas.Plano de Ordenamento de POAAP Define as utilizações de águas públicas e da ocupação das zonas de proteção EspecialAlbufeiras de Águas Públicas associadas ás albufeiras.Plano de Ordenamento dos POE Visa a proteção das águas, leitos e margens dos ecossistemas que as habitam, EspecialEstuários assim como a valorização social, económica e ambiental da orla terrestre envolvente.Planos Regionais de Ordenamento PROT Definem os objetivos relativos ao planeamento do território ao nível da região Regionaldo Território (equivalem aproximadamente às NUTS II), assentando num modelo de organização do território regional. Surgem da fragmentação do PNPOT e dos planos setoriais e constituem o quadro de referências dos PIMOT e PMOTPlanos Intermunicipais de PIMOT Elemento conciliador entre PMOT de municípios adjacentes/vizinhos. Têm MunicipalOrdenamento do Território como principal função a articulação socioeconómica dos municípios envolvidos no plano. São elaborados pelas câmaras municipais envolvidas e postos em prática após aprovação das CCDR (Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional).
  108. 108. Nome Sigla Características NívelPlanos Municipais de PMOT Planos que definem os principais objetivos relativos ao município. Define a MunicipalOrdenamento do Território utilização do solo municipal de modo a que a organização de redes e sistemas urbanos seja feita a uma escala aceitável.Plano Director Municipal PDM Define os usos e atividades do solo municipal através do estabelecimento de Municipal classes e categorias dos vários tipos de edificações. Abrange desde edifícios residenciais até estações de recolha de resíduos.Plano de Urbanização PU Fornece o quadro de referência para a aplicação de políticas urbanas tais como Municipal o regime de uso do solo e os critérios de transformação do território.Plano de Pormenor PP Definição detalhada da ocupação de qualquer área específica do território Local municipal.
  109. 109. Tecnologias de Informação Geográfica e a Gestão do Território• Ferramentas fundamentais para a aquisição, análise e gestão do território (ex: Open GIS Consortium; Directiva 2007/2/EC do parlamento e Concelho Europeu (INSPIRE); DL 180/2009 relativo a Informação Geográfica) – Dados muitas vezes em tempo real (do produtor/sensor ao utilizador)• Contribuem para a minimização dos impactes negativos da ação humana• Contribuem para o correto ordenamento do território
  110. 110. Informação GeográficaAtualmente com o avanço tecnológico, especialmente no que concerne aos múltiplos sistemas deobservação da Terra, a capacidade de processamento de dados digitais e o desenvolvimento deredes de partilha de conhecimento, como a internet, a obtenção de dados em quantidade equalidade, tornou-se mais célere.
  111. 111. Informação Geográfica Digital A Informação Geográfica no formato Digital (IGD), assume um papel preponderante, considerando o potencial de propagação de dados, aumentando a interação entre entidades e regiões, reduzindo custos na aquisição, tratamento e visualização de informação, possibilitando a produção de cartografia e sistemas de gestão (muitas vezes em tempo real), respondendo atempadamente às necessidades e exigências atuais de gestão do território.200120062010+3D
  112. 112. Tecnologias de Informação Geográfica (TIG)O termo TIG procura abranger todo o tipo de plataformas e sistemas informáticos utilizados noprocessamento de Informação Geográfica.Exemplos:1. Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS)2. Deteção Remota (DR)3. Sistemas de Informação Geográfica (SIG)
  113. 113. Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS)Os Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS,como o GPS - Americano, GLONASS - Russo, GALILEO -Europeu e o COMPASS - Chinês) permitem, através dautilização de aparelhos recetores de GNSS(presentemente generalizados com a sua integração emsmartphones), a localização in situ, dos resultados obtidos,minimizando os custos na determinação da posição deobjetos.
  114. 114. Deteção RemotaO recurso à Deteção Remota (DR) possibilita a obtenção de dados à distância sobre um determinado objeto,área ou fenómeno, através da captura por um dispositivo ou sensor a bordo de uma plataforma (e.g. aviãoou satélite).Os constantes aperfeiçoamentos das resoluções espacial, radiométrica, espetral e temporal e dos algoritmosde classificação, tem vindo a permitir gradualmente a maior consistência dos dados, a aquisição periódica e amaior cobertura espacial a custos relativamente baixos. GeoEye 1 SPOT 5 (Système Probatoire dObservation de la Terre) Fonte: GeoEye Fonte: CNES (Centre National d‘Etudes Spatiales )
  115. 115. Sistemas de Informação Geográfica (SIG)Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) poderão ser definidos como “Um conjunto integradode hardware, software, dados geográficos e pessoal técnico, designado para capturar, armazenar,atualizar, manipular, analisar e disponibilizar todos os tipos de informação georreferenciada” (INHS,s/d)“...aplicam a tecnologia informática a tarefas de captura, armazenamento, manipulação, análise,modelação e visualização de informações sobre a superfície terrestre e a distribuição defenómenos. Emergiram como uma forma distinta de utilização do computador, com a sua própriaindústria do software e variedade de produtos” (Goodchild, 2001).
  116. 116. Sistemas de Informação Geográfica (SIG) Os SIG são particularmente relevantes para a gestão do território e o apoio à decisão, uma vez que permitem a análise e avaliação em tempo útil,de elevadas quantidades de dados multidisciplinares, relacionáveis entre si(através de uma referência espacial), tornando possível executar um elevadonúmero de tarefas, que até à algum tempo atrás eram morosas.Ao estabelecer a intersecção entre os dados espaciais atuais e a cartografia antiga, possibilitam areconstituição histórica através da produção de nova informação (retrospetiva) georreferenciada,obtida pelo cruzamento entre os dados históricos e os atuais.
  117. 117. Sistemas de Informação Geográfica 2D/3D/4D Cartografia Analógica (ex:Cartografia Histórica) DigitalSistemas de Informação Geográfica 2D
  118. 118. Sistemas de Informação Geográfica 3D z y x
  119. 119. Sistemas de Informação Geográfica 3D + tempo (4D) 2003 2008 2013
  120. 120. Visualização de cartografia histórica georreferenciada Lisboa (1858) Evolução da cidade e da frente ribeirinha Fonte: GEO (Filipe Folque)
  121. 121. Vila Viçosa (1763)Visualização de Cartografia Histórica Localização in situ de edifícios e estruturas Fonte: GEAEM / DGIEE
  122. 122. Vila Viçosa 1763
  123. 123. Vila Viçosa 1763
  124. 124. Vila Viçosa 1763
  125. 125. Vila Viçosa 1763
  126. 126. Vila Viçosa 1763
  127. 127. Vila Viçosa 1998
  128. 128. Coord. (HGDLx)X: 262000Y: 202107 N Vila Viçosa 1998
  129. 129. Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA) Integração da informação a diversos níveis Fonte: IHRU/SIPA
  130. 130. Técnicas de construção sustentável• Utilizam a técnica (inteligência) para melhorar o desempenho das edificações• Reduzem o desperdício (economizam recursos, potenciam o conforto humano e a qualidade ambiental)• Potenciam a rentabilidade económica (ex: possibilidade de venda de energia à rede)
  131. 131. Termoreguladores microclimáticos Situação no Verão e no Inverno Inverno / verão
  132. 132. Termoreguladores microclimáticosSem protecção solar Com protecção solar Inverno / verão Um exemplo INETI em Lisboa
  133. 133. Termoreguladores microclimáticosÁrvores de folha caduca Aquecimento no Inverno Arrefecimento no Verão
  134. 134. Termoreguladores microclimáticosEspelho de água Ventilação
  135. 135. Termoreguladores microclimáticos Árvores de folha Caduca (a Oeste) N Espelho de águaÁrvores defolha perene (a Sul) Arrefecimento no Verão / aquecimento no Inverno
  136. 136. Termoreguladores microclimáticosParede de Trombe Técnicas Construtivas
  137. 137. Uso eficiente da água Captação de água Depósito de água
  138. 138. Uso eficiente da energia – Produção Fotovoltaica
  139. 139. Uso eficiente da energia – Produção aerogeradores
  140. 140. Uso eficiente da energia Menores custos Melhor ambiente Mais saúdeAumento da qualidade de vida
  141. 141. Eficiência Energética em EdifíciosForam publicados em Diário da República (DR 67 - Série I - A) trêsdiplomas que transpõem parcialmente para a ordem jurídica nacional aDiretiva n.º 2002/91/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 deDezembro, relativa ao desempenho energético dos edifícios.Estes diplomas contemplam importantes alterações legislativas e doshábitos de projeto no setor dos edifícios, tais como:- A aprovação da criação do Sistema Nacional de Certificação Energética eda Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (D.L. n.º 78/2006);- O Regulamento dos Sistemas Energéticos de Climatização dos Edifícios(RSECE) (D.L. n.º 79/2006);- O Regulamento das Características do Comportamento Térmico deEdifícios (RCCTE) (D.L. n.º 80/2006).
  142. 142. Modelo de Certificação Energéticapara Edifícios
  143. 143. Eco-ArquitecturaO exemplo de Gaudi (entre outros)
  144. 144. Eco-Arquitectura O exemplo de GaudiNinho de térmitas Sagrada Família / Casa Batló
  145. 145. Eco-Arquitectura O exemplo de Gaudi
  146. 146. Eco-Arquitectura O exemplo de Gaudi
  147. 147. Eco-Arquitectura O exemplo de Gaudi
  148. 148. Contributos para a sustentabilidade do território• Utilizar a técnica (inteligência) para melhorar o desempenho das cidades e das populações (maior qualidade do ambiente, da saúde e da economia)• Reduzir o desperdício (economizam recursos, potenciam o conforto humano e a qualidade ambiental)• Melhorar a justiça social (equidade)
  149. 149. Contributos para a sustentabilidade do território Cidades: Passado/Atualidade• Combustível fóssil• Poluição• Alimentos do exterior• Desequilíbrios sociais• Uso intensivo dematérias primas• Desperdício Energia Água Resíduos• ...
  150. 150. Contributos para a sustentabilidade do território Cidades: Atualidade/Futuro• Fontes energéticasdiversificadas• Melhor ambiente• Alimentos produzidoslocalmente• Maior cultura ediversidade• Maior mobilidade• Menor desperdício Energia Água Resíduos• Maior economia• ...
  151. 151. Contributos para a sustentabilidade doReduzir território Reutilizar Reciclar
  152. 152. Contributos para a sustentabilidade do território
  153. 153. Contributos para a sustentabilidade do território+Economia (combustível, infraestruturas e espaço)+Saúde (exercício e qualidade do ar)+Ambiente (menos poluição e espaçoImpermeabilizado na cidade)
  154. 154. Contributos para a sustentabilidade do territórioCentral Park, NY Conceitos:(séc. XIX: 1857) Green necklaceFrederick Law Green beltOlmsted Greenway Parque …Lisboa: Passeio público(séc. XVIII: 1764)Reinaldo Manueldos SantosAv. Liberdade (séc. XIX) Parque Ed. VII, Lisboa
  155. 155. Contributos para a sustentabilidade do território
  156. 156. Contributos para a sustentabilidade do território
  157. 157. Contributos para a sustentabilidade do território+Economia (produção de alimentos e sua distribuição)+Saúde (produtos biológicos e que melhoram a qualidade do ar urbano)+Cultura (aprender a cultivar os próprios alimentos e a valorizar o solo)+Ambiente (menor impermeabilização do território, maior aproveitamento do espaço)
  158. 158. Contributos para a sustentabilidade do territórioRoof gardens) vertical gardens)
  159. 159. Contributos para a sustentabilidade do território
  160. 160. Contributos para a sustentabilidade do território
  161. 161. Contributos para a sustentabilidade do território
  162. 162. Cuidados a ter em conta quando se executa um projeto:• Análise biofísica (abiótica e biótica) da área de implantação (posição geográfica,clima, exposição, relevo, declive, hidrografia, habitats, espécies autóctones, …)• Estudo preliminar (seleção dos materiais construtivos, redução de impacteambiental)• Características gerais / necessidades do utilizador (qual o consumo de energia, água,aquecimento, etc..)• Análise aos Instrumentos de Gestão do Território (análise do risco natural,tecnológico e misto)• Acessibilidade / mobilidade (transporte coletivo e alternativo)• Sustentabilidade ambiental e económica (dispositivos economizadores / redução dedesperdício / estudo de insolação, inércia e isolamento térmico / eficiência energética econforto / ventilação e qualidade do ar diurno e noturno / uso racional da água...)• Contributo para a sustentabilidade do território (3 R’s, acessibilidade,termorreguladores...)•…

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