SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 4
Baixar para ler offline
Práticas e Modelos de Auto-Avaliação de
                                         Bibliotecas Escolares                      Sessão 5




                                       Síntese da Sessão:

O Modelo de Auto‐Avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias
                ‐
                  de operacionalização (Parte I)

Foram objectivos desta sessão:

•   Compreender como é que a auto-avaliação pode ser concretizada para demonstrar a
    contribuição da BE para o ensino e aprendizagem e a missão e objectivos da escola.


•   Ganhar familiaridade com o processo de auto-avaliação adoptado pelo Modelo de Auto-
    avaliação RBE e capacitar para a sua aplicação.


•   Conhecer as técnicas e instrumentos propostos, o modo como se organizam e podem ser
    usados



A actividade solicitada estruturou-se da seguinte forma:
a) Pediu-se que escolhessem, em alternativa, um dos seguintes Domínios/Subdomínios: A.2.
    (Promoção da Literacia da Informação); B. (Leitura e Literacia) ou C.1. (Apoio a Actividades
    Livres, Extra-Curriculares e de Enriquecimento Curricular)

b) Em seguida, que escolhessem no Domínio/Subdomínio seleccionado dois Indicadores, um que
    considerassem de Processo e outro que considerassem de Impacto/Outcome, e analisassem
    detalhadamente esses indicadores.

c) E que, usando como pano de fundo a vossa biblioteca ou, nessa impossibilidade, uma qualquer
    biblioteca à vossa escolha, estabelecessem um Plano de Avaliação em profundidade daqueles
    dois Indicadores, recorrendo ao Texto da Sessão e ao Documento Basic Guide To Program
    Evaluation.


A existência desta sessão e desta actividade revelou-se extremamente importante por ter
constituído uma oportunidade dos formandos abordarem mais uma vez o modelo, mas desta feita
numa perspectiva prática, de operacionalização. Tal como era referido no texto da sessão,
Práticas e Modelos de Auto-Avaliação de
                                         Bibliotecas Escolares                        Sessão 5

pretendia-se que se elaborasse um Plano de Avaliação que procurasse responder aos seguintes
aspectos: “Problema/Diagnóstico; Identificação do objecto da avaliação; Tipo de avaliação de
medida a empreender; Métodos e instrumentos a utilizar; Intervenientes; Calendarização;
Planificação da recolha e tratamento de dados; Análise e comunicação da informação; Limitações,
Levantamento de necessidades (recursos humanos, financeiros, materiais,…), etc.”. “O ponto de
partida devia derivar de uma primeira avaliação diagnóstica breve, da indicação de uma área de
interesse já identificada em processos de avaliação anteriores, da selecção de uma área de
interesse ou considerada prioritária face às metas da própria escola e que se pretende reforçar, do
conhecimento geral dos pontos fracos e fortes da biblioteca ou de uma recomendação externa (da
RBE, da Inspecção, do Grupo de Trabalho Concelhio/SABE, etc).”


Nesta sessão, quatro dos actuais 32 formandos, não apresentaram o trabalho proposto ( Graça
Caldeira, Lurdes Silva, Mª Cristina Rosa e Mª Leonor Pereira. Duas colegas entregaram o trabalho
com um ligeiro atraso ( Isabel Miguéis e Rita Fernandes) mas este ainda foi aceite porque foi
colocado no fórum antes da abertura da nova sessão.


A forma como cada um apresentou o seu Plano foi variada. Uns optaram pela execução de uma
grelha, outros optaram por uma apresentação em texto corrido ( a apresentação do Plano de
Avaliação não estava condicionada a nenhuma formalidade específica), mas quase todos
apresentaram uma planificação e/ou calendarização das actividades previstas inerentes ao
lançamento da avaliação, de enquadramento, diagnóstico, reconhecimento do problema e objecto
da avaliação, identificação dos factores críticos aplicáveis, selecção dos métodos e técnicas a
utilizar, levantamento de necessidades/recursos necessários, intervenientes no processo,
aplicação dos instrumentos identificados para a recolha de dados, limitações, recolha e análise dos
dados, interpretação, síntese e comunicação dos resultados, apesar de se servirem, muitas vezes,
de terminologias diferentes mas que apontavam para o mesmo tipo de elementos.


Por outro lado, também foi diferente a abordagem micro ou macro utilizada por uns e por outros,
sem que uma contradiga ou impeça a outra. Por exemplo, quando no Modelo, no Indicador B1 se
identifica como factor de sucesso, a organização de actividades de promoção de leitura e se
remete na Recolha de evidências para os registos dessas actividades, o que se solicita à BE no final
do processo global de auto-avaliação do Domínio não é apenas que diga que organizou as ditas
Práticas e Modelos de Auto-Avaliação de
                                         Bibliotecas Escolares                      Sessão 5

actividades, mas que as identifique, apontando as evidências (dados) que lhe permitem sustentar
o seu valor em termos de desempenho da BE. Isto implica um planeamento dessas actividades
onde à partida se incorpore desde logo a preocupação da sua avaliação, através da recolha de
evidências que, somadas a outras, darão um retrato geral do trabalho da BE em relação com este
indicador. Se quisermos dar outro exemplo, desta feita sobre um indicador de impacto, como o
B3, o mesmo se lhe aplica. Não basta referir genericamente que os alunos desenvolveram as
competências a ou b. Devem identificar-se as actividades concretas que foram realizadas em
relação com esse objectivo e os dados que se conseguiu recolher que atestam que essas
competências foram efectivamente desenvolvidas. Isto significa que para avaliar um indicador,
temos que utilizar como “matéria-prima” actividades concretas e evidências concretas (tangíveis).
São elas que, no seu conjunto, nos permitirão no final fazer determinadas afirmações e
estabelecer juízos em relação ao seu valor. É por isso que os dois níveis de abordagem não vivem
um sem o outro, um sistemático, alicerçado no trabalho do dia-a-dia e nas actividades que vamos
desenvolvendo ao longo do ano, outro de colocação em perspectiva de tudo o que fizemos e
realizámos, de síntese e de construção de uma visão global, sobre a qual somos capazes de
reflectir e ajuizar fundamentadamente.
Daqui resulta, que ambas as abordagens se revelaram válidas e foram aceites, sendo certamente
muito provável que quem optou por uma estrutura mais macro ou ampla, já realizou
provavelmente algum trabalho de testagem do modelo, em que se apoiou, ou seguiu uma linha
mais teórica, sobretudo centrada nos documentos de apoio, do mesmo modo que, quem optou
por uma abordagem mais micro, o fez certamente com base nalguma actividade ou projecto
concreto da sua BE.


Nesta sessão pedia-se que escolhessem um indicador de “processo” e outro indicador de
“impacto”. Alguns formandos não especificaram concretamente se os indicadores que tinham
escolhido eram de processo ou de impacto. Para ajudar no esclarecimento de dúvidas que possam
estar relacionadas com esta distinção podemos dizer que, geralmente, os indicadores de processo
remetem para uma redacção do tipo: A BE desenvolve, colabora, assegura, realiza, etc…, enquanto
os indicadores de impacto fazem uso de expressões como: Os alunos revelam, aplicam,
estabelecem, desenvolvem, usam, participam, etc.
Práticas e Modelos de Auto-Avaliação de
                                         Bibliotecas Escolares                      Sessão 5

Uma outra fragilidade detectada em alguns trabalhos prende-se com o facto de alguns dos Planos
propostos se restringirem muito à indicação dos indicadores, factores críticos de sucesso, acções
de melhoria e até mesmo estabelecimento de níveis de desempenho (impossíveis de prever à data
da execução do Plano, uma vez que decorrem do próprio processo de avaliação), decalcando,
deste modo, em grande medida as tabelas do Modelo, que não configuram, como é natural, um
Plano de Avaliação.


Finalmente é de referir a maior adesão ao domínio B. Nove formandos optaram por trabalhar o
domínio A e sete formandos centraram a sua atenção no domínio C. Pensamos que é importante
que numa formação deste tipo os trabalhos sejam diversificados porque a partilha não será tão
profícua se todos trabalharem o mesmo domínio.


Posto isto, desejamos, como habitualmente, a continuação de um bom trabalho! E Felicitamos,
mais uma vez, os formandos pelo empenho demonstrado.


Os formadores


Carlos Pinheiro
Helena Araújo

Novembro de 2009

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Mais procurados (9)

Sessao Workshop T3 Dez09
Sessao Workshop T3 Dez09Sessao Workshop T3 Dez09
Sessao Workshop T3 Dez09
 
Sessao Workshop T2 Dez09
Sessao Workshop T2 Dez09Sessao Workshop T2 Dez09
Sessao Workshop T2 Dez09
 
Sessao 20 Workshop 1
Sessao 20 Workshop 1Sessao 20 Workshop 1
Sessao 20 Workshop 1
 
Guia e texto da sessão
Guia e texto da sessãoGuia e texto da sessão
Guia e texto da sessão
 
Maabe tarefa 6ª sessão
Maabe  tarefa 6ª sessãoMaabe  tarefa 6ª sessão
Maabe tarefa 6ª sessão
 
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010Intro e-guia-aval-part ii-nov2010
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010
 
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010Intro e-guia-aval-part ii-nov2010
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010
 
Tarefa 4 Guião
Tarefa 4 Guião Tarefa 4 Guião
Tarefa 4 Guião
 
Sessão nº2
Sessão nº2Sessão nº2
Sessão nº2
 

Destaque

El poder de la mente y el pensamiento
El poder de la mente y el pensamientoEl poder de la mente y el pensamiento
El poder de la mente y el pensamientoEuler Ruiz
 
Apresentação de peças especiais aspacer
Apresentação de peças especiais   aspacerApresentação de peças especiais   aspacer
Apresentação de peças especiais aspacerCamila Márcia Contato
 
Prof(a) Luis Carlos / ATMOSFERA
Prof(a) Luis Carlos / ATMOSFERAProf(a) Luis Carlos / ATMOSFERA
Prof(a) Luis Carlos / ATMOSFERACarlaRosario
 
Resistencia de materiales
Resistencia de materialesResistencia de materiales
Resistencia de materialesEuler Ruiz
 
7ªD Gabriela E Juliana(A)
7ªD Gabriela E Juliana(A)7ªD Gabriela E Juliana(A)
7ªD Gabriela E Juliana(A)Valeria POIE
 
Colegios digitales hoy
Colegios digitales hoyColegios digitales hoy
Colegios digitales hoydiorca26
 
ApresentaçãO Ilsc Toronto Pré Embarque
ApresentaçãO Ilsc Toronto   Pré EmbarqueApresentaçãO Ilsc Toronto   Pré Embarque
ApresentaçãO Ilsc Toronto Pré EmbarqueSpeak Up Idiomas
 
Pwp s4- lectura en voz alta
Pwp s4- lectura en voz altaPwp s4- lectura en voz alta
Pwp s4- lectura en voz altaJulio Begazo
 
Design aplicado na Educação à Distância
Design aplicado na Educação à DistânciaDesign aplicado na Educação à Distância
Design aplicado na Educação à DistânciaCoradini Lucas, PMP
 
Insttitucion educativa ciudad de asis las tic´s 1
Insttitucion educativa ciudad de asis las tic´s 1Insttitucion educativa ciudad de asis las tic´s 1
Insttitucion educativa ciudad de asis las tic´s 1krdonax
 
Enp huiii unidad 2, 2.5 imperio napoleónico
Enp huiii unidad 2, 2.5 imperio napoleónicoEnp huiii unidad 2, 2.5 imperio napoleónico
Enp huiii unidad 2, 2.5 imperio napoleónicoAurelio Mendoza Garduño
 
METODO CIENTIFICO
METODO CIENTIFICOMETODO CIENTIFICO
METODO CIENTIFICOEuler Ruiz
 
TanviSharma_MBA_Resume_
TanviSharma_MBA_Resume_TanviSharma_MBA_Resume_
TanviSharma_MBA_Resume_Tanvi Sharma
 

Destaque (20)

Ipad
IpadIpad
Ipad
 
El poder de la mente y el pensamiento
El poder de la mente y el pensamientoEl poder de la mente y el pensamiento
El poder de la mente y el pensamiento
 
Actividad 2
Actividad 2Actividad 2
Actividad 2
 
Palestra inta
Palestra intaPalestra inta
Palestra inta
 
Apresentação de peças especiais aspacer
Apresentação de peças especiais   aspacerApresentação de peças especiais   aspacer
Apresentação de peças especiais aspacer
 
Prof(a) Luis Carlos / ATMOSFERA
Prof(a) Luis Carlos / ATMOSFERAProf(a) Luis Carlos / ATMOSFERA
Prof(a) Luis Carlos / ATMOSFERA
 
Reglamento
ReglamentoReglamento
Reglamento
 
SessãO 8 FóRum2 Grupo3
SessãO 8 FóRum2 Grupo3SessãO 8 FóRum2 Grupo3
SessãO 8 FóRum2 Grupo3
 
Resistencia de materiales
Resistencia de materialesResistencia de materiales
Resistencia de materiales
 
7ªD Gabriela E Juliana(A)
7ªD Gabriela E Juliana(A)7ªD Gabriela E Juliana(A)
7ªD Gabriela E Juliana(A)
 
Colegios digitales hoy
Colegios digitales hoyColegios digitales hoy
Colegios digitales hoy
 
ApresentaçãO Ilsc Toronto Pré Embarque
ApresentaçãO Ilsc Toronto   Pré EmbarqueApresentaçãO Ilsc Toronto   Pré Embarque
ApresentaçãO Ilsc Toronto Pré Embarque
 
Pwp s4- lectura en voz alta
Pwp s4- lectura en voz altaPwp s4- lectura en voz alta
Pwp s4- lectura en voz alta
 
Design aplicado na Educação à Distância
Design aplicado na Educação à DistânciaDesign aplicado na Educação à Distância
Design aplicado na Educação à Distância
 
Producto 16
Producto 16Producto 16
Producto 16
 
Insttitucion educativa ciudad de asis las tic´s 1
Insttitucion educativa ciudad de asis las tic´s 1Insttitucion educativa ciudad de asis las tic´s 1
Insttitucion educativa ciudad de asis las tic´s 1
 
Enp huiii unidad 2, 2.5 imperio napoleónico
Enp huiii unidad 2, 2.5 imperio napoleónicoEnp huiii unidad 2, 2.5 imperio napoleónico
Enp huiii unidad 2, 2.5 imperio napoleónico
 
PROFESSORES
PROFESSORESPROFESSORES
PROFESSORES
 
METODO CIENTIFICO
METODO CIENTIFICOMETODO CIENTIFICO
METODO CIENTIFICO
 
TanviSharma_MBA_Resume_
TanviSharma_MBA_Resume_TanviSharma_MBA_Resume_
TanviSharma_MBA_Resume_
 

Semelhante a Sintese Da Sessao 5 Drelvt 2

Semelhante a Sintese Da Sessao 5 Drelvt 2 (20)

Guia
GuiaGuia
Guia
 
Guia e texto_da_sessao_5
Guia e texto_da_sessao_5Guia e texto_da_sessao_5
Guia e texto_da_sessao_5
 
Guia e texto da sessão
Guia e texto da sessãoGuia e texto da sessão
Guia e texto da sessão
 
Guia oper i-5_nov2010
Guia oper i-5_nov2010Guia oper i-5_nov2010
Guia oper i-5_nov2010
 
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010[1]
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010[1]Intro e-guia-aval-part ii-nov2010[1]
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010[1]
 
Sessão4 guia oper-i_5_nov2010
Sessão4 guia oper-i_5_nov2010Sessão4 guia oper-i_5_nov2010
Sessão4 guia oper-i_5_nov2010
 
Tarefa 4 Isabel
Tarefa 4 IsabelTarefa 4 Isabel
Tarefa 4 Isabel
 
Sessão 6
Sessão 6Sessão 6
Sessão 6
 
Sessao Workshop T2 Dez09
Sessao Workshop T2 Dez09Sessao Workshop T2 Dez09
Sessao Workshop T2 Dez09
 
Sessao Workshop T2 Dez09
Sessao Workshop T2 Dez09Sessao Workshop T2 Dez09
Sessao Workshop T2 Dez09
 
SessâO 8 Guia E Texto
SessâO 8 Guia E TextoSessâO 8 Guia E Texto
SessâO 8 Guia E Texto
 
Sessao Workshop T2 Dez09
Sessao Workshop T2 Dez09Sessao Workshop T2 Dez09
Sessao Workshop T2 Dez09
 
Sessao Workshop T2 Dez09
Sessao Workshop T2 Dez09Sessao Workshop T2 Dez09
Sessao Workshop T2 Dez09
 
Sessao Workshop T2 Dez09
Sessao Workshop T2 Dez09Sessao Workshop T2 Dez09
Sessao Workshop T2 Dez09
 
Sessao Workshop T2 Dez09
Sessao Workshop T2 Dez09Sessao Workshop T2 Dez09
Sessao Workshop T2 Dez09
 
Intro e-guia-aval-docx
Intro e-guia-aval-docxIntro e-guia-aval-docx
Intro e-guia-aval-docx
 
Sintese Da Sessao 7 Drelvt 2
Sintese Da Sessao 7 Drelvt 2Sintese Da Sessao 7 Drelvt 2
Sintese Da Sessao 7 Drelvt 2
 
Intro e-guia-aval alexandra-lopes
Intro e-guia-aval alexandra-lopesIntro e-guia-aval alexandra-lopes
Intro e-guia-aval alexandra-lopes
 
Intro e-guia-aval alexandra-lopes
Intro e-guia-aval alexandra-lopesIntro e-guia-aval alexandra-lopes
Intro e-guia-aval alexandra-lopes
 
Guia Da Unidade 7
Guia Da Unidade 7Guia Da Unidade 7
Guia Da Unidade 7
 

Mais de FilipaNeves

Contos de José Fanha
Contos de José FanhaContos de José Fanha
Contos de José FanhaFilipaNeves
 
Are you happy.jpg
Are you happy.jpgAre you happy.jpg
Are you happy.jpgFilipaNeves
 
Actividades_sessão1
Actividades_sessão1Actividades_sessão1
Actividades_sessão1FilipaNeves
 
Directrizes da UNESCO/IFLA 02
Directrizes da UNESCO/IFLA 02Directrizes da UNESCO/IFLA 02
Directrizes da UNESCO/IFLA 02FilipaNeves
 
Accoes Futuras[1]
Accoes Futuras[1]Accoes Futuras[1]
Accoes Futuras[1]FilipaNeves
 
Comentario Relatorios
Comentario RelatoriosComentario Relatorios
Comentario RelatoriosFilipaNeves
 
Sessao 8 2aparte
Sessao 8 2aparteSessao 8 2aparte
Sessao 8 2aparteFilipaNeves
 
Mod Auto Avaliacao
Mod Auto AvaliacaoMod Auto Avaliacao
Mod Auto AvaliacaoFilipaNeves
 
Plano De Av Sessao5
Plano De  Av Sessao5Plano De  Av Sessao5
Plano De Av Sessao5FilipaNeves
 
Sintese Sessao4 O Modelo De Auto Avaliacao No Contexto Da Escola Drelvt2
Sintese Sessao4 O Modelo De Auto Avaliacao No Contexto Da Escola Drelvt2Sintese Sessao4 O Modelo De Auto Avaliacao No Contexto Da Escola Drelvt2
Sintese Sessao4 O Modelo De Auto Avaliacao No Contexto Da Escola Drelvt2FilipaNeves
 
Sintese Desafios Oportunidades Drelvt2
Sintese Desafios Oportunidades Drelvt2Sintese Desafios Oportunidades Drelvt2
Sintese Desafios Oportunidades Drelvt2FilipaNeves
 
Oficina De FormaçãO
Oficina De FormaçãOOficina De FormaçãO
Oficina De FormaçãOFilipaNeves
 
Tabela Matriz Sessao2[1]
Tabela Matriz Sessao2[1]Tabela Matriz Sessao2[1]
Tabela Matriz Sessao2[1]FilipaNeves
 
Proposta Workshop_MAABE
Proposta Workshop_MAABEProposta Workshop_MAABE
Proposta Workshop_MAABEFilipaNeves
 

Mais de FilipaNeves (20)

Contos de José Fanha
Contos de José FanhaContos de José Fanha
Contos de José Fanha
 
Sintese
SinteseSintese
Sintese
 
Are you happy.jpg
Are you happy.jpgAre you happy.jpg
Are you happy.jpg
 
Actividades_sessão1
Actividades_sessão1Actividades_sessão1
Actividades_sessão1
 
Directrizes da UNESCO/IFLA 02
Directrizes da UNESCO/IFLA 02Directrizes da UNESCO/IFLA 02
Directrizes da UNESCO/IFLA 02
 
SemanaLeitura
SemanaLeituraSemanaLeitura
SemanaLeitura
 
Accoes Futuras[1]
Accoes Futuras[1]Accoes Futuras[1]
Accoes Futuras[1]
 
Tabela D.1
Tabela D.1Tabela D.1
Tabela D.1
 
Comentario Relatorios
Comentario RelatoriosComentario Relatorios
Comentario Relatorios
 
Sessao 7quadro
Sessao 7quadroSessao 7quadro
Sessao 7quadro
 
Sessao 8 2aparte
Sessao 8 2aparteSessao 8 2aparte
Sessao 8 2aparte
 
Sessao 8a
Sessao 8aSessao 8a
Sessao 8a
 
Mod Auto Avaliacao
Mod Auto AvaliacaoMod Auto Avaliacao
Mod Auto Avaliacao
 
Plano De Av Sessao5
Plano De  Av Sessao5Plano De  Av Sessao5
Plano De Av Sessao5
 
Sintese Sessao4 O Modelo De Auto Avaliacao No Contexto Da Escola Drelvt2
Sintese Sessao4 O Modelo De Auto Avaliacao No Contexto Da Escola Drelvt2Sintese Sessao4 O Modelo De Auto Avaliacao No Contexto Da Escola Drelvt2
Sintese Sessao4 O Modelo De Auto Avaliacao No Contexto Da Escola Drelvt2
 
Sintese Desafios Oportunidades Drelvt2
Sintese Desafios Oportunidades Drelvt2Sintese Desafios Oportunidades Drelvt2
Sintese Desafios Oportunidades Drelvt2
 
Oficina De FormaçãO
Oficina De FormaçãOOficina De FormaçãO
Oficina De FormaçãO
 
Tabela Matriz Sessao2[1]
Tabela Matriz Sessao2[1]Tabela Matriz Sessao2[1]
Tabela Matriz Sessao2[1]
 
Maabe 4ªSessao
Maabe 4ªSessaoMaabe 4ªSessao
Maabe 4ªSessao
 
Proposta Workshop_MAABE
Proposta Workshop_MAABEProposta Workshop_MAABE
Proposta Workshop_MAABE
 

Sintese Da Sessao 5 Drelvt 2

  • 1. Práticas e Modelos de Auto-Avaliação de Bibliotecas Escolares Sessão 5 Síntese da Sessão: O Modelo de Auto‐Avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias ‐ de operacionalização (Parte I) Foram objectivos desta sessão: • Compreender como é que a auto-avaliação pode ser concretizada para demonstrar a contribuição da BE para o ensino e aprendizagem e a missão e objectivos da escola. • Ganhar familiaridade com o processo de auto-avaliação adoptado pelo Modelo de Auto- avaliação RBE e capacitar para a sua aplicação. • Conhecer as técnicas e instrumentos propostos, o modo como se organizam e podem ser usados A actividade solicitada estruturou-se da seguinte forma: a) Pediu-se que escolhessem, em alternativa, um dos seguintes Domínios/Subdomínios: A.2. (Promoção da Literacia da Informação); B. (Leitura e Literacia) ou C.1. (Apoio a Actividades Livres, Extra-Curriculares e de Enriquecimento Curricular) b) Em seguida, que escolhessem no Domínio/Subdomínio seleccionado dois Indicadores, um que considerassem de Processo e outro que considerassem de Impacto/Outcome, e analisassem detalhadamente esses indicadores. c) E que, usando como pano de fundo a vossa biblioteca ou, nessa impossibilidade, uma qualquer biblioteca à vossa escolha, estabelecessem um Plano de Avaliação em profundidade daqueles dois Indicadores, recorrendo ao Texto da Sessão e ao Documento Basic Guide To Program Evaluation. A existência desta sessão e desta actividade revelou-se extremamente importante por ter constituído uma oportunidade dos formandos abordarem mais uma vez o modelo, mas desta feita numa perspectiva prática, de operacionalização. Tal como era referido no texto da sessão,
  • 2. Práticas e Modelos de Auto-Avaliação de Bibliotecas Escolares Sessão 5 pretendia-se que se elaborasse um Plano de Avaliação que procurasse responder aos seguintes aspectos: “Problema/Diagnóstico; Identificação do objecto da avaliação; Tipo de avaliação de medida a empreender; Métodos e instrumentos a utilizar; Intervenientes; Calendarização; Planificação da recolha e tratamento de dados; Análise e comunicação da informação; Limitações, Levantamento de necessidades (recursos humanos, financeiros, materiais,…), etc.”. “O ponto de partida devia derivar de uma primeira avaliação diagnóstica breve, da indicação de uma área de interesse já identificada em processos de avaliação anteriores, da selecção de uma área de interesse ou considerada prioritária face às metas da própria escola e que se pretende reforçar, do conhecimento geral dos pontos fracos e fortes da biblioteca ou de uma recomendação externa (da RBE, da Inspecção, do Grupo de Trabalho Concelhio/SABE, etc).” Nesta sessão, quatro dos actuais 32 formandos, não apresentaram o trabalho proposto ( Graça Caldeira, Lurdes Silva, Mª Cristina Rosa e Mª Leonor Pereira. Duas colegas entregaram o trabalho com um ligeiro atraso ( Isabel Miguéis e Rita Fernandes) mas este ainda foi aceite porque foi colocado no fórum antes da abertura da nova sessão. A forma como cada um apresentou o seu Plano foi variada. Uns optaram pela execução de uma grelha, outros optaram por uma apresentação em texto corrido ( a apresentação do Plano de Avaliação não estava condicionada a nenhuma formalidade específica), mas quase todos apresentaram uma planificação e/ou calendarização das actividades previstas inerentes ao lançamento da avaliação, de enquadramento, diagnóstico, reconhecimento do problema e objecto da avaliação, identificação dos factores críticos aplicáveis, selecção dos métodos e técnicas a utilizar, levantamento de necessidades/recursos necessários, intervenientes no processo, aplicação dos instrumentos identificados para a recolha de dados, limitações, recolha e análise dos dados, interpretação, síntese e comunicação dos resultados, apesar de se servirem, muitas vezes, de terminologias diferentes mas que apontavam para o mesmo tipo de elementos. Por outro lado, também foi diferente a abordagem micro ou macro utilizada por uns e por outros, sem que uma contradiga ou impeça a outra. Por exemplo, quando no Modelo, no Indicador B1 se identifica como factor de sucesso, a organização de actividades de promoção de leitura e se remete na Recolha de evidências para os registos dessas actividades, o que se solicita à BE no final do processo global de auto-avaliação do Domínio não é apenas que diga que organizou as ditas
  • 3. Práticas e Modelos de Auto-Avaliação de Bibliotecas Escolares Sessão 5 actividades, mas que as identifique, apontando as evidências (dados) que lhe permitem sustentar o seu valor em termos de desempenho da BE. Isto implica um planeamento dessas actividades onde à partida se incorpore desde logo a preocupação da sua avaliação, através da recolha de evidências que, somadas a outras, darão um retrato geral do trabalho da BE em relação com este indicador. Se quisermos dar outro exemplo, desta feita sobre um indicador de impacto, como o B3, o mesmo se lhe aplica. Não basta referir genericamente que os alunos desenvolveram as competências a ou b. Devem identificar-se as actividades concretas que foram realizadas em relação com esse objectivo e os dados que se conseguiu recolher que atestam que essas competências foram efectivamente desenvolvidas. Isto significa que para avaliar um indicador, temos que utilizar como “matéria-prima” actividades concretas e evidências concretas (tangíveis). São elas que, no seu conjunto, nos permitirão no final fazer determinadas afirmações e estabelecer juízos em relação ao seu valor. É por isso que os dois níveis de abordagem não vivem um sem o outro, um sistemático, alicerçado no trabalho do dia-a-dia e nas actividades que vamos desenvolvendo ao longo do ano, outro de colocação em perspectiva de tudo o que fizemos e realizámos, de síntese e de construção de uma visão global, sobre a qual somos capazes de reflectir e ajuizar fundamentadamente. Daqui resulta, que ambas as abordagens se revelaram válidas e foram aceites, sendo certamente muito provável que quem optou por uma estrutura mais macro ou ampla, já realizou provavelmente algum trabalho de testagem do modelo, em que se apoiou, ou seguiu uma linha mais teórica, sobretudo centrada nos documentos de apoio, do mesmo modo que, quem optou por uma abordagem mais micro, o fez certamente com base nalguma actividade ou projecto concreto da sua BE. Nesta sessão pedia-se que escolhessem um indicador de “processo” e outro indicador de “impacto”. Alguns formandos não especificaram concretamente se os indicadores que tinham escolhido eram de processo ou de impacto. Para ajudar no esclarecimento de dúvidas que possam estar relacionadas com esta distinção podemos dizer que, geralmente, os indicadores de processo remetem para uma redacção do tipo: A BE desenvolve, colabora, assegura, realiza, etc…, enquanto os indicadores de impacto fazem uso de expressões como: Os alunos revelam, aplicam, estabelecem, desenvolvem, usam, participam, etc.
  • 4. Práticas e Modelos de Auto-Avaliação de Bibliotecas Escolares Sessão 5 Uma outra fragilidade detectada em alguns trabalhos prende-se com o facto de alguns dos Planos propostos se restringirem muito à indicação dos indicadores, factores críticos de sucesso, acções de melhoria e até mesmo estabelecimento de níveis de desempenho (impossíveis de prever à data da execução do Plano, uma vez que decorrem do próprio processo de avaliação), decalcando, deste modo, em grande medida as tabelas do Modelo, que não configuram, como é natural, um Plano de Avaliação. Finalmente é de referir a maior adesão ao domínio B. Nove formandos optaram por trabalhar o domínio A e sete formandos centraram a sua atenção no domínio C. Pensamos que é importante que numa formação deste tipo os trabalhos sejam diversificados porque a partilha não será tão profícua se todos trabalharem o mesmo domínio. Posto isto, desejamos, como habitualmente, a continuação de um bom trabalho! E Felicitamos, mais uma vez, os formandos pelo empenho demonstrado. Os formadores Carlos Pinheiro Helena Araújo Novembro de 2009