1º Congresso Nacional de Psicogerontologia

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  • Envelhecimento patológico – alterações resultantes dos traumas e doenças que ocorreram ao longo do ciclo vital. Infelizmente, a maioria dos idosos apresentam o envelhecimento considerado patológico, ou seja, associado a doenças, disfunções ou deficiências e incapacidades.
    No envelhecimento usual – os indivíduos apresentam já prejuízos significativos mas não qualificados como doentes
    No envelhecimento “bem sucedido” - a perda fisiológica é mínima, com preservação da função mesmo em idade avançada. O processo de envelhecimento é “puro” no sentido em que é isento dos danos causados por hábitos e estilos de vida inadequados ou de risco, ambientes inapropriados ou doenças.
  • O envelhecimento biológico aumenta a vulnerabilidade da pessoa às agressões orgânicas. Por outro lado, embora seja um processo cujos efeitos são visíveis mas cujo o mecanismo interno permanece, em grande medida, desconhecido.
  • Note-se que o evitamento de doença e incapacidade, refere-se não apenas à presença ou ausência de doença, mas igualmente à presença ou ausência de fatores de risco propiciadores de doença e incapacidade.
    Sendo que estes três fatores funcionam segundo uma perspetiva hierárquica: a ausência de doença torna mais fácil a manutenção do funcionamento físico e mental e este por sua vez, facilita embora não garante um envolvimento ativo com a vida.
    Desta forma para que se possa falar de um envelhecimento “bem sucedido” é necessário que a pessoa se informe sobre a diminuição natural de determinadas funções para que se possa adaptar à limitações naturais da sua idade.
    Se não houver um ajustamento psíquico, as alterações do envelhecimento biológico predomina, podendo tornar a velhice repleta de tristeza e perdas. Aqui continuando a na ausência de patologia não podemos considerar que se esta perante um caso de envelhecimento bem sucedido.
  • O termo ativo, segundo a OMS refere-se à
  • Os 4 domínios mais afetados no envelhecimento
  • Existem duas perspetivas dominantes que pretendem explicar os défices cognitivos encontrados em sujeitos idosos saudáveis.
    1 – Enquadrando esta primeira citação e para quem não esteja por dentro da avaliação Neuropsicológica, algumas das provas utilizadas para avaliar o desempenho, entre sujeitos jovens e idosos, tem tempo estipulado para a sua execução. E isto pode a duas situações, ou não tem a cotação completa, porque dentro do tempo estipulado não conseguiu alcançar o nível de desempenho desejado, ou então, mesmo tendo concluindo a prova, o facto de ter demorado mais tempo do aquele considerado necessário, sofre uma penalização na sua cotação. Mas se for feita uma avaliação qualitativa dos desempenhos, portanto em termos do resultado final, não é possível identificar diferenças significativas entre jovens e idosos.
    2 – Aqui estaríamos a falar ao nível da adequação e sofisticação das estratégias utilizadas para a resolução dos problemas com que o sujeito se depara.
  • Independentemente da modalidade em que esse estímulo é apresentado.
    Atenção dividida – Sequência de Letras e Números da WAIS-III e Trail Making Tes (Part B)
  • As queixas subjetivas de memória nem sempre são indicadores fidedignos do status cognitivo em idosos saudáveis.
    Muitas vezes estas queixas e dificuldades são sentidas, pois o sujeito não faz a tal adaptação entre a componente psicológica e biológica do envelhecimento, ou seja, estes sujeitos, muitas vezes não fazem ou não aceitam as limitações cognitivas próprias da idade.
    Nas situações em que à queixa subjetiva corresponde um declínio objetivamente identificável, este muitas vezes está associado a sintomatologia depressiva, e esta muita vezes acontece no seguimento da interrupção abrupta da vida ativa e anão preparação para entrar na reforma num ritmo de vida mais calmo e com menos solicita
    No fim…..
    Percebe-se também que as queixas subjetivas de memória ocorrem na presença
  • Ao contrário do que acontecia com a capacidade atencional, que o desempenho dos sujeitos, eram independente da modalidade sensorial em que o estímulo é apresentado, nas provas de memória, a modalidade em que o estímulo é apresentado influencia a
  • Demonstrando ganhos mesmo durante a 6 e por vezes até a 7ª década de vida
  • No entanto estes dois termos são frequentemente utilizados como equivalentes, sendo muito difícil distingui-los na prática.
    Mas ainda assim o treino cognitivo pode ser entendido como sendo o conjunto das tarefa que tem por objetivo melhorar ou manter uma determinada função, por exemplo a memória, e a estimulação cognitiva como o plano composto pelos treino da memória da atenção e assim sucessivamente.
  • Em estimulação cognitiva existem três conceitos centrais, que devem ser tomados em consideração…..
    Que se sabe influenciarem uns aos outros e que por sua vezes vão influenciar os objetivos estipulados para o plano de estimulação.
  • Sabe-se por exemplo que sujeitos sem escolaridade, têm pouca familiaridade com muito dos materiais (o lápis) e conteúdos utilizados tanto na avaliação neuropsicológica como depois nos programas de estimulação
    Por exemplo, o facto de nunca terem trabalhado de maneira formal a conceção tridimensional dos objetos e a sua rotação do espacial, faz com que estes sujeitos obtenham piores resultados na nomeação de objetos representados em fotografia ou em desenho, ou seja, representados bidimensionalmente comparativamente com a nomeação desse objeto quando apresentado 3D.
  • Uma boa capacidade de aprendizagem é um dos mecanismos através dos quais podemos melhorar o nosso desempenho cognitivo e comportamental.
  • Estrutura Modular: permite estimular as funções a um nível básico de dificuldade indo até processos mais complexos, utilizando mais do que uma modalidade sensorial
    2. Interação terapeuta-cliente-computador: O computador não substitui em altura alguma o terapeuta, servindo apenas como uma ferramenta motivacional no processo de estimulação. A relação terapeuta-cliente é indispensável, sendo fundamental que no inicio de cada sessão seja feito em conjunto uma avaliação da sessão anterior, perceber as dificuldades sentidas e se deve alterar o tipo de exercício ou não e no final de cada sessão perceber o tipo de dificuldades sentidas, e qual a avaliação que o paciente faz do seu próprio desempenho.
    3. Ajuste do grau de dificuldade – a complexidade e dificuldade das tarefas aumenta gradualmente à medida que o sujeito vai conseguindo executar as tarefas com sucesso, mas é possível programar a tarefa para iniciar em qualquer nível de dificuldade. Especialmente importante nos sujeitos que integram o plano de estimulação não para recuperar determinada função, mas para desafio das capacidades cognitivas.
    4. Medição dos resultados – é fornecido um feedback ao individuo em diversas etapas da tarefa, sempre que erra, sempre que muda de nível de dificuldade ou quando não o consegue fazer e no final da sessão é apresentado um gráfico com o seu desempenho ao longo daquela sessão. Todos os gráficos são armazenados é possível ter uma perspetiva da evolução do sujeito ao longo do processo de estimulação.
  • Gostaria agora de vos apresentar breve um artigo de 2011, em que os autores fazem uma análise e comparação das metodologias e resultados obtidos entre 14 estudos de estimulação cognitiva em idosos saudáveis. E o objetivo de vos apresentar este artigo é por um lado mostrar que já foram dados alguns passos no sentido de se criar um corpo teórico robusto no campo da estimulação cognitiva, mas que ainda existem muitas limitações, que é ainda difícil comparar resultados devido às diversas metodologias e que ainda nos falta compreender muitos aspetos da estimulação cognitiva.
  • Quanto à dimensão da amostra, o estudo que recrutou menos sujeitos tinha 42 indivíduos e dois estudos utilizaram 2832,
    A média de idade varia entre os 66,8 e os 79,7 anos.
    O numero de anos de escolaridade entre os 3,4 anos e os 16,3 anos
    O número de sessões de estimulação por semana varou ente 1 e 5 sessões por semana
    O momento de follow up variou do 1 mês após conclusão da estimulação até 2 anos após a conclusão do plano estimulação
    Quanto às funções trabalhadas 9 estudos debruçaram-se sobre a memória
  • Quanto à dimensão da amostra, o estudo que recrutou menos sujeitos tinha 42 indivíduos e dois estudos utilizaram 2832,
    A média de idade varia entre os 66,8 e os 79,7 anos.
    O numero de anos de escolaridade entre os 3,4 anos e os 16,3 anos
    O número de sessões de estimulação por semana varou ente 1 e 5 sessões por semana
    O momento de follow up variou do 1 mês após conclusão da estimulação até 2 anos após a conclusão do plano estimulação
    Quanto às funções trabalhadas 9 estudos debruçaram-se sobre a memória
    6 sobre Funções executivas
    7 Atenção e 4 Velocidade de processamento
  • Quanto à dimensão da amostra, o estudo que recrutou menos sujeitos tinha 42 indivíduos e dois estudos utilizaram 2832,
    A média de idade varia entre os 66,8 e os 79,7 anos.
    O numero de anos de escolaridade entre os 3,4 anos e os 16,3 anos
    O número de sessões de estimulação por semana varou ente 1 e 5 sessões por semana
    O momento de follow up variou do 1 mês após conclusão da estimulação até 2 anos após a conclusão do plano estimulação
    Quanto às funções trabalhadas 9 estudos debruçaram-se sobre a memória
    6 sobre Funções executivas
    7 Atenção e 4 Velocidade de processamento
  • Quanto à dimensão da amostra, o estudo que recrutou menos sujeitos tinha 42 indivíduos e dois estudos utilizaram 2832,
    A média de idade varia entre os 66,8 e os 79,7 anos.
    O numero de anos de escolaridade entre os 3,4 anos e os 16,3 anos
    O número de sessões de estimulação por semana varou ente 1 e 5 sessões por semana
    O momento de follow up variou do 1 mês após conclusão da estimulação até 2 anos após a conclusão do plano estimulação
    Quanto às funções trabalhadas 9 estudos debruçaram-se sobre a memória
    6 sobre Funções executivas
    7 Atenção e 4 Velocidade de processamento
  • Quanto à dimensão da amostra, o estudo que recrutou menos sujeitos tinha 42 indivíduos e dois estudos utilizaram 2832,
    A média de idade varia entre os 66,8 e os 79,7 anos.
    O numero de anos de escolaridade entre os 3,4 anos e os 16,3 anos
    O número de sessões de estimulação por semana varou ente 1 e 5 sessões por semana
    O momento de follow up variou do 1 mês após conclusão da estimulação até 2 anos após a conclusão do plano estimulação
    Quanto às funções trabalhadas 9 estudos debruçaram-se sobre a memória
    6 sobre Funções executivas
    7 Atenção e 4 Velocidade de processamento
  • 1 ponto – foram encontradas melhorias de desempenho em todos os estudos
    A possibilizada de generalização, que consiste na possibilidade de aplicar no nosso dia-a-dia, as competências trabalhadas e desenvolvidas na plano de estimulação. Sendo que este é o principal objetivo de qualquer plano de estimulação e reabilitação Neuropsicológica.
    Apenas três dos estudos analisados aplicaram algum tipo de instrumento para avaliar o impacto subjetivo do plano de reabilitação. É então importante que seja integrado no protocolo um instrumento de avaliação da autoestima, autoconfiança e atividade de vida diária antes e após o plano de estimulação
    Por outro lado, não se chegou ainda a um consenso de qual o melhor instrumento para avaliar a generalização das competencias
  • A maior dos estudos que integraram esta analise utilizaram para estabelecer o perfil Neuropsicológico destes sujeitos, escalas pouco sensíveis nomeadamente mini mental exame state e apenas um dos estudos aplicou uma bateria Neuropsicológica como medida objetiva da eficácia do programa de estimulação e neste foi possível identificar um efeito de generalização.
  • 1º Congresso Nacional de Psicogerontologia

    1. 1. 1º Congresso Nacional de Psicogerontologia Estimulação Cognitiva no Cérebro Envelhecido Filipa Brito – Unidade de Neuropsicologia CHPL
    2. 2. Envelhecimento • Demográfica – envelhecimento demográfico das populações verifica-se na maioria dos países desenvolvidos devido a diversos fatores, nomeadamente à diminuição da natalidade, fecundidade e mortalidade e ao aumento da esperança média de vida. 2 perspetivas: • Individual – modificações biológicas e psicossociais que ocorrem com o passar dos anos.
    3. 3. Envelhecimento «….o Envelhecimento apresenta várias alterações tanto a nível psicológico como biológico, que se sucedem de forma gradual, ao longo do ciclo vital e, como consequência não é possível delimitar uma data exata para que a pessoa possa ser considerada velha.» Spar & La Rue 2005
    4. 4. Envelhecimento «A idade cronológica não é um bom critério para se estudar o envelhecimento, seja qual for o ponto de vista considerado, uma vez que o número de anos que um individuo vive não nos dá qualquer informação sobre a qualidade da sua vida, a sua experiência psicológica e social ou mesmo a sua saúde.» Paúl & Fonseca, 2001
    5. 5. Envelhecimento
    6. 6. Envelhecimento Normal “Bem sucedido” Lezak, Howieson & Loring, 2004
    7. 7. Envelhecimento 3 componentes do envelhecimento •Componente biológica – vulnerabilidade crescente e donde resulta uma maior probabilidade de morrer; •Componente psicológica – capacidade de autorregulação do indivíduo (tomar decisões e fazer opções, nomeadamente) face ao processo de senescência •Componente social – relativo aos papéis sociais apropriados às expectativas da sociedade para este nível etário; Paúl & Fonseca, 2001
    8. 8. Envelhecimento Normal “Bem sucedido” • Capacidade para manter três comportamentos ou características • Baixo risco de doença e de incapacidades • Funcionamento físico e mental elevado • Envolvimento/compromisso ativo com a vida Rowe & Khan, 1998
    9. 9. Envelhecimento Envelhecimento “bem sucedido” Envelhecimento ativo 1. “O processo pela qual se otimizam as oportunidades de bem-estar físico, social e mental durante toda a vida com o objetivo de aumentar a esperança de vida saudável, a produtividade e a qualidade de vida na velhice”. 2. Ótica preventiva 3. Participação contínua nas questões sociais, económicas, culturais, espirituais e civis, e não apenas à capacidade de o individuo estar fisicamente ativo ou de fazer parte da força de trabalho. OMS, 2002
    10. 10. Envelhecimento Ativo Tardif & Simard, 2011 • Principais Domínios: • Nutrição • Atividade física • Interações Sociais • Atividade cognitiva
    11. 11. Envelhecimento e Défices Cognitivos
    12. 12. Envelhecimento e Défices Cognitivos Orientação Velocidade de processamento Motricidade Atenção Linguagem Gnosias Memória Atividade pré-frontal
    13. 13. Envelhecimento e Défices Cognitivos • Os défices cognitivos encontrados em sujeitos idosos, podem ser explicados por défices ao nível da velocidade de processamento da informação e da velocidade psicomotora. • Existência de uma disfunção ao nível dos circuitos frontais que permite explicar os défices os défices encontrados. Lezak, Howieson & Loring, 2004
    14. 14. Envelhecimento e Atenção Consoante a natureza da tarefa Atenção divida Atenção sustentada / Concentração Deteção do Estímulo Lezak, Howieson & Loring, 2004
    15. 15. Envelhecimento e Memória Associado a estratégias pouco eficazes de retenção e evocação da informação Quando é necessário manipular/ organizar mentalmente a informação a reter (memória de trabalho) Lezak, Howieson & Loring, 2004 Relembrar informação, enquanto desempenham outra tarefa
    16. 16. Envelhecimento e Memória Memória verbal Lezak, Howieson & Loring, 2004 Memória visual
    17. 17. Envelhecimento e Habilidade Visuo- construtiva Tarefas visuo-construtivas apenas quando o tempo é contabilizado. Cópia de desenhos simples Lezak, Howieson & Loring, 2004
    18. 18. Envelhecimento e Atividade Pré-frontal Capacidade de resolução de problemas não familiares e estruturalmente complexos. Distinção da informação relevante da informação irrelevante Tarefas de formação de conceitos, inibição, abstração e flexibilidade cognitiva. Lezak, Howieson & Loring, 2004
    19. 19. Envelhecimento e Défices Cognitivos
    20. 20. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva
    21. 21. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva Treino Cognitivo vs Estimulação Cognitiva Termo que em Português melhor se aproxima do objetivo «….ajudar os indivíduos a melhorar o desempenho das atividades de vida diária, de um modo a não necessitarem da assistência de outra pessoa ou, pelo menos a minimizar a necessidade de assistência externa.» Guerreiro, 2005
    22. 22. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva Reserva cognitiva Escolaridade Neuroplasticidade
    23. 23. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva • Iliteracia afeta o desenvolvimento das capacidades cognitivas, estratégias de processamento e a organização funcional; • Sujeitos com baixa escolaridade, obtém piores desempenhos mesmo em tarefas cujas funções recrutadas se acreditava não serem influenciadas pela escolaridade • Memória espacial • Digit Span • Atenção (tarefas de cancelamento) • Cópia de estímulos simples • Escolaridade
    24. 24. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva • Qualidade da escolaridade • Ex: fez a 4ª classe mas ia apenas uma vez por semana à escola e atualmente pouco sabe escrever e/ou ler; • Bagagem Cultural – riqueza das experiências pessoais, profissionais e sociais. • Escolaridade
    25. 25. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva • Capacidade do cérebro de mudar e alterar a sua estrutura (ramificações dendríticas e sinapses) em resposta a estímulos externos e internos, provocando consequentemente alterações comportamentais • Neuroplasticidade
    26. 26. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva • Reserva Cognitiva – capacidade de ativação progressiva de redes neuronais em resposta a contingências crescentes. Educação estratificada em = ou < de 9 anos e > de 9 anos Ocupação: trabalhador não-especializado (ex. dona de casa) vs trabalho especializado (gestor, oficial técnico superior.) Educação estratificada em = ou < de 9 anos e > de 9 anos Score obtido no Vocabulário da WAIS. Sujeitos com 5 ou mais pontos são considerados como tendo “alta reserva” e os com 4 ou menos pontos como “baixa reserva”. 
    27. 27. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva Técnicas informatizadas de estimulação cognitiva RehaCom
    28. 28. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva • Permite controlar várias variáveis (tempo de exposição ao estímulo e tempo de reação) • A recolha e análise dos dados é facilitada • Os estímulos apresentados são mais atrativos (motivação) • Oferece um feedback rápido e correto dos desempenhos • Ajuste rápido das tarefas e do nível de dificuldade Vantagens
    29. 29. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva • Dificuldade em adequar os programas a cada paciente, alguns programas mostram-se muito inflexíveis e rígidos • Pouca familiaridade com o uso do computador pode provocar respostas de ansiedade • Escasso poder de individualização nas estimulações • Elevado custo Desvantagens
    30. 30. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva Treino Comportamento Reativo Treino do comportamento reativo, através da reação a estímulos visuais 6 níveis de dificuldade
    31. 31. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva Treino de Atenção – Vigilância A tarefa consiste em vigiar no monitor uma linha de objetos e retirar o objeto que apresentem um ou mais detalhes diferentes dos objetos exemplo 15 níveis de dificuldade
    32. 32. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva Treino Atenção Visuo-Espacial Bidimensional Figuras Bi-Dimensionais, para o treino de relações posicionais. Deve selecionar a figura idêntica á figura de comparação. A figura a ser selecionada encontra-se numa rotação diferente.
    33. 33. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva Treino Atenção/ Concentração Escolher a figura da matriz que é idêntica à da figura localizada à direita 24 níveis de dificuldade
    34. 34. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva Treino Atenção Dividida Requer que se acompanhe vários aspetos de uma situação simultaneamente (deve regular a velocidade e responder a um conjunto de sinais). 14 níveis de dificuldade
    35. 35. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva Treino Memória Topológica Consiste em memorizar a posição de cartas e quando as figuras desaparecem, deve lembrar-se em que posição estava cada carta 12 níveis de dificuldade
    36. 36. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva Treino Memória de Faces Reconhecer e decidir se já viu esta pessoa antes ou não (nome, profissão e número de telefone). 21 níveis de dificuldade
    37. 37. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva Treino Memória de Palavras Capacidade para reconhecer palavras individuais. Após a visualização das palavras, vão surgindo palavras no monitor e terá que reconhecer as palavras que estavam presentes na fase de aprendizagem
    38. 38. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva Treino de Memória de Figuras Treino indicado para a memória de trabalho. Após a fase de aprendizagem surgem palavras e terá que identificar as que correspondem ás figuras apresentadas 9 níveis de dificuldade
    39. 39. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva Treino Memória Verbal Após ler uma história/noticia deverá responder a questões acerca da historia que acabou de ler. 10 níveis de dificuldade
    40. 40. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva Treino Atividade Pré-frontal (Compras) Treino de situações em que o paciente deve fazer compras num supermercado. O objetivo é melhorar o planeamento de tarefas concretas e realísticas. 18 níveis de dificuldade
    41. 41. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva Treino Atividade Pré-frontal – Registo Diário Planear a ordem pela qual deverá executar um conjunto de atividades referentes à vida quotidiana 55 níveis de dificuldade
    42. 42. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva Treino Atividade Pré-frontal – Raciocínio Lógico Completar sequências de símbolos que são construídos de forma lógica 23 níveis de dificuldade
    43. 43. Eficácia dos Programas de Estimulação Cognitiva
    44. 44. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva
    45. 45. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva • Comparação de 14 estudos de Estimulação Cognitiva em Idosos Saudáveis (de 2001 a 2011). • DataBase: PsycINFO e PUBMED • Key-words: Cognitive Training, Cognitive Stimulation; Elderly and Aging • Critérios de Inclusão: 1)- Envolver pelo menos um grupo ou condição controlo; 2)- ser aplicado algum tipo de estimulação/treino cognitivo em idosos saudáveis; 3)- Incluir pelo menos dois momentos de avaliação (pré e pós treino cognitivo); 4)- análise comparativa dos resultados intra- sujeitos, inter-sujeitos ou inter-grupos (p ≤ 0,05).
    46. 46. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva N Idade Escolaridade Tempo de duração Semana Sessões Follow up (Mês) Função cognitiva trabalhada 82 79,7 9,8 1 – 4 6 6 e 9 mês Atenção, Memória e Raciocínio 2832 73,6 5,9 5 – 6 10 12 e 24 Memória, Raciocínio e V. processamento 47 66,8 3,4 8 8 - M. Episódica, Atenção 49 78,7 3,9 14 14 6 Memória 42 - - 8 8 - Evocação de Memoria Serial 49 78,7 3,9 14 14 6 Comp. Estratégico 236 64 – 75 - 2 3 + P. casa 4 e 12 - 487 75,3 15,7 8 40 - Processamento informação 2832 73,6 5,9 56 10 60 Memória, Raciocínio e V. processamento 182 70,9 16,3 8 – 10 40 – 50 3 Memória Verbal e V. processamento 62 69,4 - 8 8 1 Atenção Seletiva 88 71,0 - 3 6 - Atenção 238 74,4 8,3 104 108 - Atenção/Orientação 133 76,9 8,4 7 14 9 Atenção/Orientação, M. MT FE VP Abst. c
    47. 47. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva N Idade Escolaridade Tempo de duração Semana Sessões Follow up (Mês) Função cognitiva trabalhada 82 79,7 9,8 1 – 4 6 6 e 9 mês Atenção, Memória e Raciocínio 2832 73,6 5,9 5 – 6 10 12 e 24 Memória, Raciocínio e V. processamento 47 66,8 3,4 8 8 - M. Episódica, Atenção 49 78,7 3,9 14 14 6 Memória 42 - - 8 8 - Evocação de Memoria Serial 49 78,7 3,9 14 14 6 Comp. Estratégico 236 64 – 75 - 2 3 + P. casa 4 e 12 - 487 75,3 15,7 8 40 - Processamento informação 2832 73,6 5,9 56 10 60 Memória, Raciocínio e V. processamento 182 70,9 16,3 8 – 10 40 – 50 3 Memória Verbal e V. processamento 62 69,4 - 8 8 1 Atenção Seletiva 88 71,0 - 3 6 - Atenção, 238 74,4 8,3 104 108 - Atenção/Orientação 133 76,9 8,4 7 14 9 Atenção/Orientação, M. MT FE VP Abst.
    48. 48. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva N Idade Escolaridade Tempo de duração Semana Sessões Follow up (Mês) Função cognitiva trabalhada 82 79,7 9,8 1 – 4 6 6 e 9 mês Atenção, Memória e Raciocínio 2832 73,6 5,9 5 – 6 10 12 e 24 Memória, Raciocínio e V. processamento 47 66,8 3,4 8 8 - M. Episódica, Atenção 49 78,7 3,9 14 14 6 Memória 42 - - 8 8 - Evocação de Memoria Serial 49 78,7 3,9 14 14 6 Comp. Estratégico 236 64 – 75 - 2 3 + P. casa 4 e 12 - 487 75,3 15,7 8 40 - Processamento informação 2832 73,6 5,9 56 10 60 Memória, Raciocínio e V. processamento 182 70,9 16,3 8 – 10 40 – 50 3 Memória Verbal e V. processamento 62 69,4 - 8 8 1 Atenção Seletiva 88 71,0 - 3 6 - Atenção, 238 74,4 8,3 104 108 - Atenção/Orientação 133 76,9 8,4 7 14 9 Atenção/Orientação, M. MT FE VP Abst.
    49. 49. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva N Idade Escolaridade Tempo de duração Semana Sessões Follow up (Mês) Função cognitiva trabalhada 82 79,7 9,8 1 – 4 6 6 e 9 mês Atenção, Memória e Raciocínio 2832 73,6 5,9 5 – 6 10 12 e 24 Memória, Raciocínio e V. processamento 47 66,8 3,4 8 8 - M. Episódica, Atenção 49 78,7 3,9 14 14 6 Memória 42 - - 8 8 - Evocação de Memoria Serial 49 78,7 3,9 14 14 6 Comp. Estratégico 236 64 – 75 - 2 3 + P. casa 4 e 12 - 487 75,3 15,7 8 40 - Processamento informação 2832 73,6 5,9 56 10 60 Memória, Raciocínio e V. processamento 182 70,9 16,3 8 – 10 40 – 50 3 Memória Verbal e V. processamento 62 69,4 - 8 8 1 Atenção Seletiva 88 71,0 - 3 6 - Atenção, 238 74,4 8,3 104 108 - Atenção/Orientação 133 76,9 8,4 7 14 9 Atenção/Orientação, M. MT FE VP Abst.
    50. 50. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva N Idade Escolaridade Tempo de duração Semana Sessões Follow up (Mês) Função cognitiva trabalhada 82 79,7 9,8 1 – 4 6 6 e 9 mês Atenção, Memória e Raciocínio 2832 73,6 5,9 5 – 6 10 12 e 24 Memória, Raciocínio e V. processamento 47 66,8 3,4 8 8 - M. Episódica, Atenção 49 78,7 3,9 14 14 6 Memória 42 - - 8 8 - Evocação de Memoria Serial 49 78,7 3,9 14 14 6 Comp. Estratégico 236 64 – 75 - 2 3 + P. casa 4 e 12 - 487 75,3 15,7 8 40 - Processamento informação 2832 73,6 5,9 56 10 60 Memória, Raciocínio e V. processamento 182 70,9 16,3 8 – 10 40 – 50 3 Memória Verbal e V. processamento 62 69,4 - 8 8 1 Atenção Seletiva 88 71,0 - 3 6 - Atenção, 238 74,4 8,3 104 108 - Atenção/Orientação 133 76,9 8,4 7 14 9 Atenção/Orientação, M. MT FE VP Abst.
    51. 51. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva Resultados e Discussão •Resultados preliminares promissores (memória, atenção, funções executivas e velocidade de processamento), mais ainda pouco robustos; •Não avalia a generalização das competências adquiridas Questionário de autoestima e autoconfiança Questionário de atividade de vida diária instrumentais e básicas
    52. 52. Envelhecimento e Estimulação Cognitiva • Durabilidade das competências adquiridas Uniformizar os períodos de follow up Postura pró-ativa dos participantes ou não • Avaliação Neuropsicológica completa pré e pós estimulação cognitiva • Diversidade de metodologias utilizadas e funções cognitivas estimuladas Quais as melhores técnicas Intervenções prescritas
    53. 53. Obrigada pela vossa atenção! filipa.r.brito@gmail.com
    54. 54. Bibliografia • Lezak, M., Howieson, D., & Loring, D. (2004). Neuropsychological Assessment, (4th ed.). U.S.A, New York: Oxford University Press; • Guerreiro, M. (2005). Terapêutica não Farmacológica da Demência. In Castro-Caldas, A. & Mendonça (Eds.), A Doença de Alzheimer e outras Demências em Portugal (p. 121- 148). Lisboa: Lidel; • Paúl, C., & Fonseca, A. (2001). Psicossociologia da Saúde. Lisboa, Climepsi Editores; • Rowe, J., & Khan R. Successful ageing. New York: DTP Health; 1998; • Spar, J., & La Rue, A. (2005). Guia Prático de Psiquiatria Geriátrica. Lisboa, Climepsi Editores

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