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Resposta endocrino imunológica ao trauma cirúrgico

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  1. 1. REMIT Dr. Fernando de Oliveira Dutra
  2. 2. Definição A resposta orgânica ao trauma ou estresse é uma resposta fisiológica a um insulto, que pode se tornar patológica dependendo da intensidade e duração da agressão, mas que tem como objetivo final restaurar a homeostasia. Resposta Endócrina e Inmunológica ao trauma • O corpo busca energia concentrando o fluxo sanguineo, energia e oxigênio.
  3. 3. Desencadeantes Redução da PA Redução do volume arterial e venoso Conteúdo arterial de oxigênio Mudanças na osmolaridade Modificações do pH Dor Ansiedade Mediadores tóxicos (infecção, injúria tecidual)
  4. 4. História Em 1942, David Cuthbertson definiu duas fases da resposta metabólica ao trauma •Ebb e Flow
  5. 5. Fases de Cuthbertson Fase Ebb: Fases de baixo fluxo • Ocorre imediatamente após a agressão e dura até 2 ou 3 dias • Instabilidade hemodinâmica • Débito cardíaco diminui • Resistência vascular aumenta • Volume circulatório se encontra depletado
  6. 6. Fases de Cuthbertson Fase Flow: Fases de refluxo • Inicia-se após a Ebb (4-5 dias) • Estado hiperdinâmico • Aumento da temperatura • Proteólise acentuada • Lipólise • Catabolismo
  7. 7. Classificação Fluxo sanguineo O2 Glicose
  8. 8. Glicose Infecção e Trauma •SNC •Área lesada (Ferida operatória)
  9. 9. De onde vem a Glicose Mobiliza glicose do fígado e músculos •Fígado •Glicogenólise (Glicogênio hepático) •Gliconeogênese hepática (inicia quando a glicose esta acabando)
  10. 10. Fases de Recuperação Cirúrgica Fase Adrenérgica-Corticoide Fase Anabólica Precoce Fase Anabólica Tardia
  11. 11. Fase Adrenérgica-Corticoide Todos os hormônios liberados são contra-insulínicos e a insulina esta inibida Dura 4-8 dias BN negativado Paciente tende a emagrecer e reter liquidos
  12. 12. Fase Anabólica Precoce BN começa a se igualar ao catabolismo A glicose começa a estabilizar e regular a homeostase
  13. 13. Fase Anabólica Tardia Volta a ganhar peso
  14. 14. Como o organismo faz isso??? Hormônios • FO (fibras aferentes) • Hipotálamo (lib. CRV) • Hipófise • GH • ACTH • Supra-renal (Cortisol) • Catecolaminas • Mineralocorticoides (Aldosterona) • Prolactina • TSH • ADH Inmunológica • Interleucinas • IL - 1 • IL – 2 • TNF
  15. 15. Cortisol Tira glicose da Músculo Tira glicose da Gordura
  16. 16. Cortisol Músculo Proteólise Glutamina e Alanina • São utilizados na gliconeogênese
  17. 17. Cortisol Gordura Lipólise Glicerol e Ácidos graxos • São utilizados na gliconeogênese
  18. 18. Hormônios contra insulínicos Cortisol • Proteólise e Glicólise (gliconeogênese) Catecolaminas • Glicogenólise hepática e Lipólise Glucagon • Gliconeogênese (faz tudo ao contrário da insulina)
  19. 19. Hormônios contra insulínicos ADH • Reabsorção de água pelos rins • Glicogenólise • Gliconeogênese Aldosterona • Reabsorção de Na • Eliminação de K+ e H+
  20. 20. Aumenta a liberação de glicose GH •Lipólise •Aumento da resistência periférica ao açúcar
  21. 21. Balanço nitrogenado NEGATIVO Gliconeogênese Aminoácidos • Glicose • Amônia
  22. 22. Alterações Clínicas Íleo Adinâmico • Resposta excessiva das catecolaminas e opióides endógenos Oligúria funcional • ADH Alcalose mista • Aldosterona, drenagem nasogástrica, hiperventilação
  23. 23. Alterações Clínicas Aum. Temperatura • Fatores humorais (IL-1) Anorexia • TNF alfa (caquexina) Aumento da Glicemia • Elevação glucagon, cortisol, catecolaminas e GH
  24. 24. Resposta no Jejum 12-24h – degrada glicogênio (glicogenólise) Após 48h - Gliconeogênese – Proteína e gordura • Prejudicial • Após 2 dias Utiliza mais ácidos graxos (beta oxidação) • Forma uma nova molécula de energia (corpos cetônicos)
  25. 25. Como Prevenir a CETOSE SG 500ml = 25g de glicose 2000ml SG 5% = 100g de glicose • Hipotônico Diluir Sódio e Potássio para transformar em soro isotônico • NaCl 20% 5ml • KCl 19,1% 10ml
  26. 26. Como Prevenir a CETOSE Cirurgia Minimamente invasiva Menor incisão Anestesia epidural Diminuição da ansiedade Redução do jejum pré-operatório
  27. 27. Conclusão • Quando limitada: BOA • Disponibiliza glicose (tecidos nobres) • Mantém fluxo sanguíneo (tecidos nobres) • Disponibiliza aminoácidos e glicose (cicatrização) • Retém líquido / sem alterar osmolaridade • Inflamação local (defesa)
  28. 28. Conclusão • Ao extremo: PÉSSIMA • Hipercatabolismo protéico • Intolerância periférica à glicose • Isquemia renal e intestinal • SIRS e falência orgânica multissistêmica • Imunossupressão e apoptose • “ciclo vicioso”
  29. 29. Fim Resposta catabólica mais intensa – maior consumo de proteínas Proteólise descontrolada – consome proteínas diafragma – prejuízo da dinâmica respiratória Lipólise persistente – formação de microêmbolos gordurosos – piora a perfusão tecidual Estímulo adrenérgico aumentado – vasoconstricção microcirculação mantida – má perfusão tecidual
  30. 30. FIM

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