O que se deve entender por pobres de espírito

10.178 visualizações

Publicada em

Ainda hoje, muito se fala sobre tal ensinamento, no entento, tal ensino, como tantos outros, resta ainda incompreendido pelos homens.

Publicada em: Espiritual
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
10.178
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
166
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
200
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

O que se deve entender por pobres de espírito

  1. 1. Hoje é quarta-feira, 27 de junho de 2012 Agora mesmo são 08:59 h.
  2. 2. As Bem-aventuranças com que o Mestre Jesus preambulou o Sermãoda Montanha constituem, sem dúvida alguma, uma mensagem divinaaos homens de todas as raças e de todas as épocas, destinada a servir-lhes de roteiro, rumo à perfeição. E logo na primeira Aventurança, Eleafirmou: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é oreino dos céus”. Ainda hoje muito se fala sobre tal ensinamento. Noentanto, tal ensino, como tanto outros, resta ainda incompreendidopelos homens.
  3. 3. Para ilustrar esse estudo de total ausência de vaidade e desligamentodas coisas transitórias da Terra, fomos buscar no livro Pontos eContos, ditado pelo Irmão X, uma passagem intitulada “Olá, meuirmão”. É a história de Cipriano Neto, homem de grande inteligência,homem da literatura, que se encontrava agora no mundo espiritualfalando para uma pequena assembleia de desencarnados. Ciprianocontava sua experiência de vida para ajudar e esclarecer aquelesirmãos que estavam ali reunidos.
  4. 4. Ele, então, conta que, na sua última experiência na carne, passou poruma prova difícil, e ralado pelas dores chegou à Doutrina Espírita.Saciado pela água viva de santas consolações, resolveu servir aoEspiritismo através da palavra ou da pena. Seduzido pela beleza daDoutrina, descobriu sobre a caridade. Porém, a sua decisão não sefiliava senão à vaidade. Fazia as palestras como se o Espiritismonecessitasse dele. Admitia, no fundo, que a sua presença honravasobremaneira o auditório.
  5. 5. Desse modo, alardeava suma importância às suas palestras novas.Certa ocasião, estando com seus amigos, eis que surge oElpídio, velho conhecido seu. Sapatos rotos, calçasremendadas, cabelos despenteados, rosto suarento, abeirou-se dele eestendeu-lhe a destra, exclamando alegre: - Olá, meu irmão! Fiqueimuito satisfeito com a sua palestra! Cipriano, deverashumilhado, respondeu à saudação efusiva de Elpídiosecamente, meneando levemente a cabeça. Desapontado, Elpídiodespediu-se e seguiu seu caminho.
  6. 6. Cipriano achou um desaforo semelhante homem do povo chama-lo deirmão, ali, em plena Avenida, diante dos seus amigos da literatura.Estaria, então, obrigado a relacionar-se com toda espécie de gente?Revoltado, voltou à aspereza antiga e só cuidava da Doutrinaconfinando-se a reduzido circuito doméstico. Retornando à vidaespiritual, e em meio a um aglomerado de espíritos, viu alguém quenão lhe era estranho às suas relações individuais, era oElpídio, integralmente transformado, evidenciando nobre posiçãoespiritual.
  7. 7. Cipriano aproximou-se, envergonhado. Quis dizer qualquer coisa quelhe revelasse a angústia, mas, obedecendo a impulso que jamais soubeexplicar, apenas repetiu as antigas palavras dele: - Olá, meu irmão!Elpídio, longe de retribuir o gesto grosseiro outrora recebido deCipriano, abriu-lhe os braços exclamando com sincera alegria:- Olá, meu amigo, que satisfação!
  8. 8. Nessa história, nós já podemos identificar quem é o pobre de espíritoe quem tem grandes dificuldades para sê-lo.Isso também acontece conosco, porque temos grande dificuldade desermos “Elpídios”, mas também temos grande facilidade de sermos“Ciprianos”. Nós carregamos essas dificuldades, e estamos aqui naTerra justamente para modificarmos isso. Então, vamos buscar dentrodaquilo que a Doutrina Espírita nos apresenta as informações parapodermos entender o que é ser “pobre de espírito” e, principalmente,saber qual o caminho que devemos seguir para sermos Elpídio.
  9. 9. Quando Jesus pregou o Sermão da Montanha, que define o caráter doverdadeiro discípulo, suas palavras iniciais foram diretas ao coração,mas muitos ouvintes não O ouviram, porque nunca passaram do pontode partida. Mesmo hoje, a maior parte da mensagem do Evangelho caiem ouvidos surdos, de homens arrogantes.Na passagem evangélica narrada por Mateus (V, 3), Jesus vem nosfalar que são bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é oReino dos Céus.
  10. 10. Difícil, porém, é a compreensão desse preceito, e de como nostornarmos pobres de espírito, para vencermos o homem orgulhoso queainda somos. O Mestre não quis dizer que seriam bem-aventurados osque tivessem pouca inteligência, os ignorantes, os de baixa condição,os obscuros. Essa pobreza de espírito está associada à humildade,àqueles que não têm orgulho, àqueles que sabem quem são e àquelesque se autoconhecem. Àqueles que não se envaidecem pelo quesabem e que nunca exibem o que têm.
  11. 11. Aí está a humildade. O humilde sabe de onde ele veio, porque estáaqui e sabe para onde ele vai. Por isso, ele não se supervaloriza. Sema humildade, nenhuma virtude se mantém. Os humildes toleram emsua singeleza, suportam as injustiças. Pobres de espírito são os bons,que sabem amar a Deus e ao próximo, tanto quanto a si próprios. Paraestes é que Jesus disse: - “Bem-aventurados os pobres de espírito,porque deles é o Reino dos Céus”. Muita Paz!

×