Ascensão classes c e d

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Ascensão classes c e d

  1. 1. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  2. 2. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  3. 3. Com R$ 381,2 bilhões para gastar em 2010, as famílias com renda mensal de até R$ 1,5 mil se tornaram o objeto do desejo de empresas de vários segmentos. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  4. 4. Henrique Flory, presidente do Grameen Bank, no Itaim Paulista, bairro localizado no extremoleste de São Paulo – é a periferia da cidade.Flory está atrás de negócios. Em vez de percorrer as regiões nobres da capital paulista, eleprefere as zonas afastadas. Sua empresa, o Grameen Bank, quer atrair a clientela que não estáacostumada a entrar numa agência tradicional. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  5. 5. Henrique Flory, presidente do Grameen Bank, no Itaim Paulista, bairro localizado no extremoleste de São Paulo – é a periferia da cidade.Flory está atrás de negócios. Em vez de percorrer as regiões nobres da capital paulista, eleprefere as zonas afastadas. Sua empresa, o Grameen Bank, quer atrair a clientela que nãoestá acostumada a entrar numa agência tradicional. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  6. 6. O “banco dos pobres”, o Grameen está de olho na camada da população classificada pelosespecialistas como classe D.Um contingente formado por 64 milhões de brasileiros que têm renda mensal familiarentre um e três salários mínimos. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  7. 7. O “banco dos pobres”, o Grameen está de olho na camada da população classificada pelosespecialistas como classe D.Um contingente formado por 64 milhões de brasileiros que têm renda mensal familiarentre um e três salários mínimos. Segundo um estudo feito com exclusividade para a DINHEIRO pela consultoria DataPopular, especializada no mercado de baixa renda, em 2010 os integrantes da classeD vão gastar R$ 381,2 bilhões. É dinheiro grosso, que representa mais do queo valor disponível para o consumo na classe A (R$ 216,1 bilhões) e naclasse B (R$ 329,5 bilhões). Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  8. 8. Como são em maior número, os membros da classe D gerammaior escala financeira. Com o aumento da oferta de crédito, essa turma, que até poucotempo atrás vivia à margem do sedutor mundo do consumo, finalmentefoi às compras. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  9. 9. O fenômeno da classe D é resultado de uma impressionante transformação social do País.Nos últimos anos, mais de 19 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza paraingressar na nova classe emergente.“São pessoas ansiosas por fazer parte do mercado de consumo”, diz Renato Meirelles, quecoordenou o trabalho da Data Popular.Para comprar bens, elas precisam de crédito. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  10. 10. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  11. 11. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  12. 12. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  13. 13. Se dividirmos a sociedade em 5 grupos conforme a renda, teremos aschamadas CLASSES ECONÔMICAS.Desde a A (a mais rica) até a E (a mais pobre) Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  14. 14. FONTE: http://www.estadao.com.br FONTE: ABEP (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa)FONTE: IBGE Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  15. 15. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  16. 16. Não é o crescimento econômico de um país que acaba com a pobreza,mas, sim, o desenvolvimento da nação. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  17. 17. Não é o crescimento econômico de um país que acaba com a pobreza,mas, sim, o desenvolvimento da nação.Desenvolver-se significa reduzir as desigualdades entre ricos e pobres,que constituem a principal razão da fome. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  18. 18. O médico e geógrafo pernambucano Josué de Castro, um dos maioresestudiosos da questão da fome no Brasil, já dizia, nos anos 1940, em seulivro Geografia da Fome: Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  19. 19. O médico e geógrafo pernambucano Josué de Castro, um dos maioresestudiosos da questão da fome no Brasil, já dizia, nos anos 1940, em seulivro Geografia da Fome:“Crescer economicamente é relativamente fácil. Difícil édesenvolver um país. Tanto é que a fome e a miséria persistemno mundo, apesar de a humanidade ter todos os recursos –tecnológicos, científicos e financeiros – para exterminá-las”. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  20. 20. JOSUÉ DE CASTRO - 1946 "O subdesenvolvimento não é, como muitos pensam equivocadamente, insuficiência ou ausência de desenvolvimento. O subdesenvolvimento é um produto ou um subproduto do desenvolvimento, uma derivação inevitável da exploração econômica colonial ou neocolonial, que continua se exercendo sobre diversas regiões do planeta". Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  21. 21. Ele é autor de frases emblemáticas que serviram para popularizar as injustiças que o fenômenotrouxe, e ainda traz, a milhões de indivíduos do planeta Terra:-"Denunciei a fome como flagelo fabricado pelos homens, contra outroshomens”;-“Só há um tipo verdadeiro de desenvolvimento: o desenvolvimento dohomem”.-“Metade da população brasileira não dorme porque tem fome; a outrametade não dorme porque tem medo de quem está com fome”; Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  22. 22. AS ORIGENS HISTÓRICAS DO SUBDESENVOLVIMENTO.Durante as fases I e II do capitalismo estabeleceram-se as bases da relação de dominação e dedependência entre as metrópoles europeias e suas colônias na América, na África e na Ásia,reveladas por meio da Divisão Internacional do Trabalho (DIT). Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  23. 23. AS ORIGENS HISTÓRICAS DO SUBDESENVOLVIMENTO.As metrópoles mercantes (Inglaterra, França, Portugal, Espanha, entre outras) passaram aexplorar os recursos econômicos que havia nas colônias, sobretudo minérios, especiarias,produtos agrícolas tropicais.(resquício da colonização  Latifúndios atualmente) Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  24. 24. AS ORIGENS HISTÓRICAS DO SUBDESENVOLVIMENTO.Dessa maneira as metrópoles enriqueceram à custa da exploração das riquezas retiradas de suascolônias, o que permitiu a acumulação de capital suficiente para impulsionar a atividadeindustrial nos atuais países desenvolvidos.Colocando essas nações na vanguarda do desenvolvimento econômico, tecnológico e social. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  25. 25. AS ORIGENS HISTÓRICAS DO SUBDESENVOLVIMENTO.As colônias, por sua vez, permaneceram durante séculos sob o domínio político eeconômico das metrópoles, exportando matérias-primas e importando produtosmanufaturados/industrializados. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  26. 26. AS ORIGENS HISTÓRICAS DO SUBDESENVOLVIMENTO.As colônias, por sua vez, permaneceram durante séculos sob o domínio político eeconômico das metrópoles, exportando matérias-primas e importando produtosmanufaturados/industrializados. A economia de muitos países africanos ainda tem como base a exportação de produtos agrícolas primários para os países europeus. Na foto ao lado, membro de uma comunidade rural trabalhando na colheita do cacau, na Costa do Marfim. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  27. 27. Segundo dados recentes do IBGE (2009):os 10% de brasileiros mais ricos detêm 43% de toda a renda nacional;os 10% mais pobres vivem com apenas 1% da renda nacional Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  28. 28. Segundo dados recentes do IBGE (2009):os 10% de brasileiros mais ricos detêm 43% de toda a renda nacional;os 10% mais pobres vivem com apenas 1% da renda nacionalEsse é um quadro muito grave de concentração, com raízes históricas. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  29. 29. Segundo dados recentes do IBGE (2009):os 10% de brasileiros mais ricos detêm 43% de toda a renda nacional;os 10% mais pobres vivem com apenas 1% da renda nacionalEsse é um quadro muito grave de concentração, com raízes históricas. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  30. 30. A má distribuição de renda no Brasil tem causas históricas. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  31. 31. A má distribuição de renda no Brasil tem causas históricas.Quase metade das terras cultivadas no país são grandes propriedades (acima de mil hectares),que estão na posse de apenas 1% dos proprietários, segundo o IBGE.Somada ao modelo de agricultura para exportação, essa estrutura cria pobreza no campo e oêxodo rural. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  32. 32. A má distribuição de renda no Brasil tem causas históricas.Aconteceu tardiamente no Brasil e ficou quase todo o século XX no Sudeste e no Sul,concentrando a riqueza. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  33. 33. A má distribuição de renda no Brasil tem causas históricas.A rápida urbanização decorrente do êxodo rural e da industrialização atraiu muita gente para ascidades, que estavam despreparadas: o resultado são favelas e as carências urbanas, como faltade escolas, hospitais, moradias e transporte. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  34. 34. A má distribuição de renda no Brasil tem causas históricas.A falta de instrução mantém o trabalhador mal remunerado, com dificuldade para ascenderprofissionalmente.O acesso ao ensino para parcelas maiores da população é uma das causas da melhoria da renda. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  35. 35. Um estudo realizado pelo Banco Mundial em 1995, em 192 países, demonstrou que apenas umapequena parte do crescimento econômico (16%) é resultado doinvestimento físico (máquinas, edificações e infraestrutura). Enquanto as condições ambientaisda região (disponibilidade de recursos hídricos, fertilidade dos solos, reservas minerais)contribuíram com 20%, boa parcela do crescimento (64%) ocorreu em função do investimentoem capital humano e social.-16%  Capital Físico-20%  Características Naturais/ambientais-64%  Investimento Humano Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  36. 36. soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a“A pensar fundo na questão, eu diria que ler articular bem suas demandas, a fincar sua posição nodevia ser proibido. mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.(…)Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os É preciso compreender que ler para se enriquecerhomens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégiode suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A concedido apenas a alguns, jamais àqueles queleitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas,que lhe fora destinado no corpo social. (…) em metrôs, ou no silêncio da alcova… Ler deve ser coisaLer realmente não faz bem. A criança que lê pode rara, não para qualquer um.se tornar um adulto perigoso, Afinal de contas, a leitura é uminconformado com os problemas do poder, e o poder é para poucos.mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é aforma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poderincontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a linguagem da submissão. Para executar ordens, aleitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o palavra é inútil.encerram.(…) Além disso, a leitura promove a comunicação deLer pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o dores, alegrias, tantos outros sentimentos… Ahomem crie atalhos para caminhos que devem, leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo onecessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. individual e público, o secreto, o próprio. A leituraPode estimular a imaginação de forma a levar o ser ameaça os indivíduos, porque os faz identificar suahumano além do que lhe é devido.(…) história a outras histórias. Torna-os capazes de pode gerar seresLer pode ser um problema, compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, ahumanos conscientes demais dos leitura devia ser proibida.seus direitos políticos em um mundo Ler pode tornar o homemadministrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem perigosamente humano…”nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e (O texto é da escritora mineira Guiomar de Grammon, os grifos são meus)organizar a sociedade se todos os seres humanos Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  37. 37. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  38. 38. QUEM TEM FOME TEM PRESSA (BETINHO) Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  39. 39. QUEM TEM FOME TEM PRESSA (BETINHO) Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  40. 40. QUEM TEM FOME TEM PRESSA (BETINHO) de acordo com Betinho, ética é o conjunto de princípios e valores que guiam e orientam as relações humanas. O primeiro código de ética que se tem notícia, são os dez mandamentos. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  41. 41. QUEM TEM FOME TEM PRESSA (BETINHO) “A realidade não choca, o que impressiona é haver um massacre e você não querer saber.” “Nos acostumamos a achar natural as desigualdades que existem, mas isso não é natural” “O grande erro da esquerda no passado foi achar que as mudanças ocorreriam e depois a cultura vinha a reboque. Agora se sabe que a cultura é o motor que vai impulsionar todo o resto” Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  42. 42. Um dos mais tradicionais indicadores de comparação de desempenho da economia nacional é oPIB – Produto Interno Bruto.Para calculá-lo, são considerados os bens produzidos dentro das fronteiras nacionais (produtosagrícolas, minérios, eletrodomésticos, automóveis, etc.) além das atividades comerciais e deserviços. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  43. 43. Um dos mais tradicionais indicadores de comparação de desempenho da economia nacional é oPIB – Produto Interno Bruto.Para calculá-lo, são considerados os bens produzidos dentro das fronteiras nacionais (produtosagrícolas, minérios, eletrodomésticos, automóveis, etc.) além das atividades comerciais e deserviços. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  44. 44. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa que engloba trêsdimensões: riqueza, educação e esperança média pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia Apresentação elaborada de vida.
  45. 45. Criado em 1990 e divulgado anualmente no Relatório deDesenvolvimento Humano, da Organização das Nações Unidas (ONU), oIDH mede o bem-estar da população do planeta, traduzindo emnúmeros a qualidade de vida da população dos países do mundo.O índice funciona como uma régua, em que o valor mínimo é 0 e omáximo, 1. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  46. 46. Assim, a partir de 1990, o desenvolvimento humano de uma naçãopassou a ser obtido pela média de 3 indicadores – o PNUD (Programadas Nações Unidas para o Desenvolvimento) dá o mesmo peso a todosos indicadores - , de renda, de educação e de saúde. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  47. 47. O índice de renda de um país é calculado a partir do PIB per capita: a renda total dividida pelonúmero de habitantes.O índice é calculado por meio do dólar PPC (paridade do poder de compra), uma taxa em que seconverte a moeda de cada nação para que se possa compará-la, tomando como base o dólarnorte-americano, mas levando em conta o efetivo poder de compra do dinheiro, ou seja, o quese consegue comprar com certa quantidade da moeda em cada país.A fórmula de cálculo da renda adotado pelo Pnud faz com que tenha um grande peso oaumento médio dos rendimentos da população em nações mais pobres, mesmo aumentospequenos – bem mais peso do que melhorias de renda em países ricos Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  48. 48. Esse índice é calculado a partir de dois indicadores: a taxa de alfabetização de pessoas acima de15 anos(capazes de ler e escrever um bilhete) e a taxa de matrícula bruta em todos os níveis deensino (considerando a faixa etária esperada para cada um desses níveis).Nessa conta, o país ideal tem 100% da população alfabetizada e dentro da escola, como é o casoda Austrália, Finlândia, Dinamarca, Nova Zelândia e Grécia. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  49. 49. O índice Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  50. 50. O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) até 1 (desenvolvimento humanototal), sendo os países classificados deste modo: Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  51. 51. O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) até 1 (desenvolvimento humanototal), sendo os países classificados deste modo: 0 e 0,499, é considerado baixo – país de-Quando o IDH de um país está entredesenvolvimento baixo (subdesenvolvido) Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  52. 52. O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) até 1 (desenvolvimento humanototal), sendo os países classificados deste modo: 0 e 0,499, é considerado baixo – país de-Quando o IDH de um país está entredesenvolvimento baixo (subdesenvolvido) 0,500 e 0,799, é considerado médio – país-Quando o IDH de um país está entrede desenvolvimento médio (em desenvolvimento) Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  53. 53. O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) até 1 (desenvolvimento humanototal), sendo os países classificados deste modo: 0 e 0,499, é considerado baixo – país de-Quando o IDH de um país está entredesenvolvimento baixo (subdesenvolvido) 0,500 e 0,799, é considerado médio – país-Quando o IDH de um país está entrede desenvolvimento médio (em desenvolvimento) 0,800 e 0,899, é considerado elevado – país-Quando o IDH de um país está entrede desenvolvimento alto (em desenvolvimento) Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  54. 54. O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) até 1 (desenvolvimento humanototal), sendo os países classificados deste modo: 0 e 0,499, é considerado baixo – país de-Quando o IDH de um país está entredesenvolvimento baixo (subdesenvolvido) 0,500 e 0,799, é considerado médio – país-Quando o IDH de um país está entrede desenvolvimento médio (em desenvolvimento) 0,800 e 0,899, é considerado elevado – país-Quando o IDH de um país está entrede desenvolvimento alto (em desenvolvimento) 0,900 e 1, é considerado muito elevado – país-Quando o IDH de um país está entrede desenvolvimento muito alto (desenvolvido) Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  55. 55. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  56. 56. Distribuição de empresas no território brasileiro – início da década de 2000 Onde há maior concentração de empresas? Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  57. 57. O Coeficiente de Gini é uma medida de desigualdade desenvolvida pelo estatístico italiano Conrrado GiniUtilizada para calcular a desigualdade de distribuição de renda . 0 corresponde à completaEle consiste em um número entre 0 e 1, ondeigualdade de renda (onde todos têm a mesma renda) e 1corresponde à completa desigualdade (onde uma pessoa tem todaa renda, e as demais nada têm). Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  58. 58. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  59. 59. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  60. 60. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  61. 61. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  62. 62. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  63. 63. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  64. 64. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  65. 65. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  66. 66. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  67. 67. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  68. 68. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  69. 69. Segundo ele, a instituição, que começa a funcionar oficialmente em junho, vai liberar valoresque variam de R$ 300 a R$ 1,5 mil. Para pegar o dinheiro, o interessado sequer precisacomprovar renda, um dos entraves que impedem a bancarização da classe D. Segundo o estudoda Data Popular, que fez também uma mapeamento completo desse público (leia quadros aolongo desta reportagem), 51% dos brasileiros da classe D trabalham na informalidade. Eles nãotêm holerite, mas às vezes têm mais dinheiro do que os colegas com carteira assinada.O primeiro banco privado a descobrir as classes menos abastadas foi o Bradesco. Nos anos 50,Amador Aguiar, um de seus fundadores, tomou uma decisão ousada. Naquela época, apenas os“bacanas”, como eram chamadas as pessoas com dinheiro, tinham acesso aos gerentes debanco, que ficavam como que escondidos em salas no fundo da agência. Em Marília, no interiorde São Paulo, Aguiar trouxe os funcionários para a frente do banco. Sua ideia era fazer com queos gerentes estivessem acessíveis.Uma medida simples assim foi o estopim para transformar o Bradesco na instituição financeiraprivada mais popular do Brasil. Meio século depois, a instituição decidiu reforçar sua presençajunto a esse universo. Para atrair os integrantes da classe D, reduziu a exigência cadastral.“Eliminamos a comprovação de renda e o valor mínimo de depósito para os correntistas”, dizOdair Afonso Rebelato, diretor-executivo do Bradesco e responsável pela área de contaspopulares da instituição. Segundo o executivo, o banco também lançou um pacote de tarifasmais em conta. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  70. 70. Afinal, esse cliente dá lucro? Rebelato diz que sim. De um total de 21 milhões de clientes doBradesco, 37% são da classe D. É esse grupo que alavanca alguns produtos como a carteira deempréstimo pessoal, feito diretamente no caixa eletrônico.Hoje existem 5,5 milhões de correntistas com empréstimos de até R$ 500. “Os bancos que nãoapostarem na classe D vão ficar de fora do segmento que deve puxar o crescimento do País nospróximos anos”, aposta o executivo. O Bradesco está disposto mesmo a não perder essa corrida.Em junho passado, comprou, por R$ 1,4 bilhão, o banco Ibi, que opera a carteira de produtosfinanceiros de 15 redes varejistas como a C&A e o Makro Atacadista.A aquisição do Ibi permitiu ao Bradesco o acesso a uma carteira composta de 22 milhões declientes, dos quais 70% têm renda de um salário-mínimo. Boa parte deles jamais teve conta embanco ou uma poupança. Mas nem por isso podem ser vistos como alijados do sistemafinanceiro. “Os clientes, mesmo em comunidades periféricas como Heliópolis, em São Paulo, eRocinha, no Rio de Janeiro, exigem serviços similares aos dos clientes abonados”, diz..Um dos dados mais interessantes revelados pelo estudo da Data Popular diz respeito àimportância que a autoestima tem para as pessoas que fazem parte da classe D. Ela querreceber no banco o mesmo tratamento que seu colega mais rico recebe num bairro nobre. Épor isso também que ela gasta às vezes até mais do que pode – e do que precisa – paraadquirir produtos caros e exibi-los aos familiares, aos vizinhos, aos colegas de trabalho. Separa a classe média ter uma televisão de plasma é algo banal, para quem está mais embaixona pirâmide significa um sinal claro de ascensão social.Moradora do Jardim São Luís, região carente da zona sul de São Paulo, a cabeleireira AltinaCristina dos Santos, de 35 anos, viu seu padrão de vida subir na medida em que crescia a rendamédia e a vaidade da vizinhança. Depois de ter largado o emprego de auxiliar de escritório paracuidar dos filhos – são quatro com Apresentação elaborada pela Professora– ela fezLOPES, disciplina de Atualidades/Geografiae idade entre 7 e 19 anos FERNANDA um curso de cabeleireira
  71. 71. O dinheiro do marido, José Salvador, é reservado para as contas do mês e a alimentação. A listade desejos atendidos inclui uma tevê de plasma de 52 polegadas e um computador, recém-adquirido para a filha Jenifer, de 14 anos. Para fazer render o orçamento, Altina exerce umcontrole espartano sobre os gastos. Não empresta nenhum de seus três cartões de crédito, umdeles com limite de R$ 12 mil, contrariando uma prática comum entre as pessoas de baixarenda.Altina dá preferência às lojas que cobram o mesmo valor à vista e a prazo. “A taxa de juros émuito elevada e a gente acaba pagando duas mercadorias para levar uma”, justifica. Mais que opreço, o que determina a escolha da marca é a qualidade, aferida por meio da indicação devizinhos ou pelo porte do fabricante. Isso lhe dá a sensação de que, em caso de problemas, nãohaverá dificuldade para achar uma assistência técnica ou trocar o produto.Os dados confirmam a força consumidora da Classe D e seu desejo de comprar todo tipo deproduto, desde itens frugais como sucos prontos, detergentes líquidos, cremes para cabelo eamaciantes de roupas, até artigos sofisticados, como telefone celular, computador e automóvel. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  72. 72. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  73. 73. Os números impressionam. A classe D vai responder por 33% de todos os computadores queserão vendidos no Brasil em 2010. Há uma lógica na busca obsessiva por esse artigo. Segundo oestudo, os integrantes da classe D fazem planos de longo prazo e valorizam enormemente aeducação.. “A maioria dessas famílias é chefiada por mulheres e elas entendem que mandar ofilho para a faculdade funciona como um atalho para ampliar a renda”, diz Meirelles, da DataPopular. Daí o grande interesse pelo computador. O equipamento é visto como um instrumentocapaz de manter as crianças em casa, além de ajudar nas tarefas estudantis.Disposta a surfar neste fenômeno, a Positivo Informática lançou uma linha de computadorespopulares, hoje vendidos por R$ 799, incluindo o monitor. Só que as vendas decepcionaram.“Pensávamos que este seria o carro-chefe da marca, mas não foi isso que aconteceu”, contaHélio Rotenberg, presidente do Grupo Positivo. O executivo encomendou uma série depesquisas para entender o fenômeno. “Esse consumidor busca o equipamento mais sofisticadoque a sua renda pode comprar. Ele não quer ser identificado como alguém que compra coisa depobre.”O raciocínio também explica, entre outras coisas, por que a cabeleireira Altina comprou umatevê de 52 polegadas e não uma de 42 polegadas, o modelo mais vendido do mercado. Paraampliar a participação na faixa baixa da pirâmide social, o Positivo reformulou sua estratégiacom duas novas linhas de produtos: o PC Família e o PC TV. Máquinas cheias de recursos edesign bonito, mas com tutoriais que ensinam o passo-a-passo do mundo da informática (comoabrir uma conta de email, por exemplo). O PC TV tem inclusive placa de captura de vídeo. “Elefunciona como a segunda tevê da família”, destaca Rotenberg. Lançar um computador maissofisticado destinado à baixa renda foi uma decisão acertada. Essas linhas, cujo preço gira emtorno de R$ 1,2 mil, já responde por metade das vendas de PCs da marca. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  74. 74. O produto já se tornou um caso de sucesso dentro da companhia. Em seis meses foramcomercializados 21 milhões de chips com esse perfil de tarifa, sendo 11 milhões pré-pagos. Essainiciativa revela que para ser competitivo nessa camada de renda é preciso ter preço e escala deprodução. Segundo Fábio Bruggioni, diretor-executivo da Telefônica, a empresa fez uma amplapesquisa sobre os hábitos de consumo dos integrantes da classe D que culminou na criação depacotes que oferecem algum tipo de controle ao consumidor: preço fixo ou senha para ligaçõesde longa distância e para celular.Hoje, cerca de 30% dos 11,2 milhões de clientes da operadora dispõe de serviços com algumtipo de controle “Com isso, os clientes podem se planejar melhor”, afirma Bruggioni. O mesmoerá feito na Internet. Até o final deste mês começa a funcionar a Banda Larga Popular. Aassinatura mensal custará R$ 29,80, quase metade do menor valor cobrado pelo serviçoconvencional do Speedy. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  75. 75. Na escalada social dos emergentes, nada é tão importante quanto a educação. Segundo apesquisa, os integrantes da classe D já têm mais representantes nas escolas privadas de ensinofundamental que os do topo da pirâmide. Por isso mesmo, essa área tende a ser rentável paraempresas que apostarem nesse filão, como fez a paulistana Eurodata. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  76. 76. A escola, que mantém cursos de inglês e de informática, nasceu em 1995, mas descobriu umaforma de ganhar dinheiro de forma mais veloz a partir de 2005, quando direcionou o foco aosemergentes. Seu segredo: preço competitivo e localização estratégica das filiais, em áreascentrais das capitais e bairros periféricos de grande densidade populacional. O alvo são osjovens de baixa renda que esperam dar um salto na vida profissional mesmo sem cursar umauniversidade.Atualmente, a rede possui 250 mil alunos – o dobro em relação a 2005. Na Eurodata, amensalidade custa a partir de R$ 110, incluindo o material didático. No curso superior tambémexistem opções acessíveis. Na Universidade Nove de Julho (Uninove), de São Paulo, é possívelgraduar-se como tecnólogo pagando R$ 149 por mês. Nunca foi tão barato ter diplomauniversitário.Colaborou Nicolas Vidal Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  77. 77. Entrevista:“Quem gosta de minimalismo é rico”Publicitário com MBA em estratégia de negociação, Renato Meirelles se tornou um especialistaem consumidores emergentes. À frente da Data Popular ele faz estudos e pesquisas sobre oshábitos dessa parcela da população?Que conselho o sr. daria para as empresas que desejam conquistar o consumidor da classe D?O grande desafio é traduzir de forma clara e objetiva as virtudes de cada produto e serviço.Levará vantagem as empresas que souberem criar um canal de comunicação com viéseducativo, ajudando esses consumidores a se inserir neste novo universo de produtos e serviçosque até então ele não tinha acesso.Tem algum segredo para tornar a comunicação mais eficiente?Sem dúvida. Além da clareza, é preciso destacar que esse consumidor gosta de cores fortes evaloriza os símbolos da cultura popular. Quem gosta de minimalismo é rico.O que motiva esse consumidor a optar por determinado produto ou serviço?Eles são fiéis às marcas que conseguem se mostrar competitivas em termos de custo e que têmuma boa qualidade. Afinal, seu rendimento médio ainda é baixo e não deixa margem para erros.Quais setores deverão ser beneficiados neste ano pelo crescimento do consumo da classe D?Eu aposto naqueles que abrem as portas à ascensão social: informática, educação e produtos debeleza.No estudo elaborado pela Data Popular para a DINHEIRO, o que mais chamou a atenção?Foi o fato de a classe D ser a que mais se apropria dos ganhos gerados pelo crescimento do PIB edo aumento do salário mínimo. E isso explica por que esse contingente é mais otimista emrelação ao futuro que os demais integrantes da pirâmide social. LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA
  78. 78. http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/5820_DESCUBRA+A+CLASSE+D+A+LETRA+DO+DINHEIRO Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  79. 79. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  80. 80. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  81. 81. Nos últimos dez anos, quase 40 milhões de brasileiros emergiram para a classe C, constituindo achamada nova classe média, cuja renda familiar média é de quase R$ 2.300 (veja quadro ao finalda reportagem). Até 2014, são esperados outros dez milhões. “Os emergentes são mulheres,negros e jovens”, diz Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto de pesquisas Data Popular.“Eles já são a maioria dos alunos das universidades e dos clientes de cartão de crédito.” SegundoMeirelles, esse brasileiro passou a ter poder de compra com o fim da inflação, a partir de 1994.“O Plano Real foi importante para dar acesso”, diz. “Mas não distribuiu renda, que foi um legadodo governo Lula.” Criada em 1979 já com foco na construção popular, a MRV foi uma dasempresas que mais se beneficiaram desse fenômeno.Seu faturamento saiu de R$ 120 milhões, em 2005, para R$ 4 bilhões no ano passado. Hoje, aconstrutora figura entre as três maiores do setor, ao lado da PDG Realty, também voltada para aclasse média, e a Cyrela. Assim como a MRV, redes varejistas como o Magazine Luiza e a CasasBahia, a operadora de turismo CVC e a americana Procter & Gamble também souberam tirarproveito desse momento como poucas. “Nós já nascemos com esse público”, diz GuilhermePaulus, fundador e presidente do conselho da CVC. “Em 1972, quando começamos, fazíamosexcursões rodoviárias para metalúrgicos do ABC.” Embora também venda para clientes dasclasses A e B, a maior parte do seu público é formada pela classe C. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  82. 82. Nos últimos dez anos, quase 40 milhões de brasileiros emergiram para a classe C, constituindo achamada nova classe média, cuja renda familiar média é de quase R$ 2.300 (veja quadro ao finalda reportagem). Até 2014, são esperados outros dez milhões. “Os emergentes são mulheres,negros e jovens”, diz Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto de pesquisas Data Popular.“Eles já são a maioria dos alunos das universidades e dos clientes de cartão de crédito.” SegundoMeirelles, esse brasileiro passou a ter poder de compra com o fim da inflação, a partir de 1994.“O Plano Real foi importante para dar acesso”, diz. “Mas não distribuiu renda, que foi um legadodo governo Lula.” Criada em 1979 já com foco na construção popular, a MRV foi uma dasempresas que mais se beneficiaram desse fenômeno.Seu faturamento saiu de R$ 120 milhões, em 2005, para R$ 4 bilhões no ano passado. Hoje, aconstrutora figura entre as três maiores do setor, ao lado da PDG Realty, também voltada para aclasse média, e a Cyrela. Assim como a MRV, redes varejistas como o Magazine Luiza e a CasasBahia, a operadora de turismo CVC e a americana Procter & Gamble também souberam tirarproveito desse momento como poucas. “Nós já nascemos com esse público”, diz GuilhermePaulus, fundador e presidente do conselho da CVC. “Em 1972, quando começamos, fazíamosexcursões rodoviárias para metalúrgicos do ABC.” Embora também venda para clientes dasclasses A e B, a maior parte do seu público é formada pela classe C. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  83. 83. Foi por meio da operadora de Paulus que muitos brasileiros conheceram Porto Seguro e BuenosAires ou viajaram de avião ou de navio pela primeira vez. “Ajudamos a desmistificar a ideia deque viajar é um item supérfluo ou de luxo.” Há 15 anos, quando a DINHEIRO nascia, a CVC tinha17 lojas. Hoje são 700. E essa expansão vertiginosa deve ser 100% creditada ao fenômeno danova classe média, segundo o empresário. Há empresas que apostaram na classe média antesmesmo de ela existir enquanto tal. É o caso da Casas Bahia. Quando o imigrante Samuel Kleindesembarcou no Brasil, no começo dos anos 1950, o País era, basicamente, dividido entre ricose pobres.Klein, que fez uma opção preferencial pela baixa renda, acompanhou a evolução do seu públicoao longo do tempo, especialmente nos últimos anos, especializando-se no comércio deeletroeletrônicos e móveis. “Antes, o que interessava era o preço e a pechincha”, diz MichaelKlein, presidente do conselho da Viavarejo, holding que abriga as marcas Casas Bahia e PontoFrio, e filho de Samuel. De acordo com ele, os consumidores das classes populares buscamqualidade e marca. “Com mais renda disponível, mais informação e mais poder de decisão, osclientes ficaram mais exigentes”, afirma Klein. Se a Casas Bahia sempre foi um nomereconhecido pela massa, o mesmo não se podia dizer da americana Procter & Gamble, até opassado recente.Em 2001, suas fraldas Pampers, por exemplo, eram compradas apenas pelo topo da pirâmide esua participação de mercado não passava de 5%. Foi, então, que a P&G resolveu mandar seusexecutivos bater às portas dos consumidores de classe C. “Essa imersão abriu muito a nossacabeça”, diz Gabriela Onofre, diretora de assuntos corporativos da companhia. “Começamos aentender a verticalização do produto.” Para atingir esse estrato da população, que ganhava cadavez mais corpo, a P&G passou a criar versões básicas Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografiaem Apresentação elaborada pela para todos os seus produtos – de sabão
  84. 84. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  85. 85. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  86. 86. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  87. 87. Classe D é a bola da vezConsumidores com R$ 381 bilhões no bolso passam a comprar cada vez maisPor Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing | 16/03/2010sylvia@mundodomarketing.com.br19 milhões de brasileiros deixam as classes DE http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/pesquisa/1 3376/classe-d-e-a-bola-da-vez.htmlClasse C domina o país com mais de 101 milhões de pessoasSÃO PAULO, PRNewswire -- As classes DE estão em grande ascensão no Brasil: cerca de 19 milhões de brasileiros migraram para a classe C em 2010, que passou a ser a maior do país, com mais de 101 milhões de pessoas, 53% da população. É o que aponta O Observador 2011, pesquisaencomendada pela Cetelem BGN à IpsosPublicAffairs. Com isso, abrem-se novas oportunidadesno mercado de crédito, segundo o presidente da Cetelem BGN, Marcos Etchegoyen. Houve umamudança da pirâmide social que, hoje, é como um losango: tem 25% da população nas classes DE(47,9 milhões) e uma classe C mais ampla que as classes AB (42,19 milhões, 21% da população) eDE somadas. A pesquisa indica também que o brasileiro está otimista com o país e para o ano de 2011, que espera mais crescimento (60%), mais consumo (53%), mais crédito (52%) e o PIB em alta (39%). As classes DE, por sua vez, se dizem "entusiasmadas" com o Brasil de hoje.O contentamento geral com o país está em elevação: o Brasil foi o mais bem avaliado em 2010entre os 13 países em que a pesquisa é realizada, ressalta o vice-presidente da empresa,Miltonleise Carreiro Filho. Mais de 50% dos brasileiros acreditam que o padrão de vida, asituação financeira, a capacidade de compras para o lar e os investimentos vão crescer em 2011.RENDA MÉDIA O ano de 2010 foi de grandeelaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia as Apresentação aumento da renda média dos brasileiros de todas
  88. 88. http://www.google.com.br/imgres?q=ascens%C3%A3o+classe+d&um=1&hl=pt- BR&tbo=d&biw=1280&bih=717&tbm=isch&tbnid=EQdCF5AfoRJjHM:&imgrefurl=http://www.mundodom arketing.com.br/reportagens/pesquisa/13376/classe-d-e-a-bola-da- vez.html&docid=jrVYnHj0noExXM&imgurl=http://www.mundodomarketing.com.br/images/materias/clas seD.jpg&w=600&h=861&ei=MQsYUYCeCO- w0AHWw4GYDQ&zoom=1&ved=1t:3588,r:20,s:0,i:147&iact=rc&dur=1455&sig=111815728119848789611 &page=2&tbnh=196&tbnw=136&start=16&ndsp=21&tx=70&ty=113Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  89. 89. Depois de todas as atenções voltadas para a classe C, chega a hora da classe D. Com R$ 381bilhões para gastar em 2010 e expectativa de que a massa de renda ultrapasse a da classe Bainda este ano, é na D que o mercado encontra novos consumidores. Com o perfil de consumodiferente de todas as outras classes sociais, já que não pode arriscar e precisa fazer o orçamentorender, as famílias da base da pirâmide aparecem como um desafio para o mercado, mas podemser uma grande oportunidade para as empresas que conseguirem entendê-las.Com uma cesta de produtos ainda reduzida, se comparada ao consumo das outras classes, essesconsumidores estão em ascensão. O número de categorias consumidas passou de 21, em 2002,para 34, em 2009, segundo o estudo Tendências da Maioria, realizado pelo Datafolha/DataPopular e obtida com exclusividade pelo Mundo do Marketing. Entre os produtos que entrarampara a lista de compras recentemente estão suco pronto, massa instantânea, detergente líquido,molho de tomate, creme de cabelo e amaciante de roupa. Esse número tende a crescer e não selimita ao consumo de massa.Em 2010, estes consumidores pretendem adquirir computador, geladeira, moto, carro e viagensde avião. O segredo para vender para eles está em desvendar as diferenças e característicasdesta classe, que muitas vezes se assemelham às da classe C. Saem na frente as marcas queapoiarem este consumidor no momento em que ele ingressa no mercado de consumo.“O consumidor de classe D está sendo apresentado agora ao universo das marcas. Aquelas quesouberem ensiná-lo que marca não é apenas status, mas que funciona como avalista dequalidade de um produto, tendem Apresentação elaborada pela desse público”, aponta Renato Meirelles, a ter a fidelidade Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  90. 90. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  91. 91. Em ascensão, classe D mostra sua caraTamanho da fonte: A- A+Aumento da renda, maximização do número de parcelas e do crédito bancário e a queda dastaxas de juros podem explicar o poder de compra da chamada Classe D (veja infográfico sobre asclasses sociais). Até o final de 2012, a Classe D deve consumir R$409 bilhões. Essa considerávelparcela da população chama cada vez mais a atenção das empresas e consome bens deconsumo duráveis, como eletrodomésticos.As compras são feitas, sobretudo, a prazo. O computador com acesso à internet, os trêsaparelhos de televisão, o DVD, a geladeira, o fogão, a cafeteira, o micro-ondas e a máquina delavar de Sônia Maria Vasconcelos Silva, 55, cambista de jogo do bicho, foram adquiridos pormeio de compras parceladas. “Eu sempre compro parcelado, mas no máximo de cinco vezes. Émais rápido pra pagar”, conta a mulher, que mora com mais seis pessoas e sustenta a casasozinha.A TV 32’’ de Sônia foi paga em dez parcelas. “Foi R$1.480. Eu sempre quis uma assim”, diz. Hádez anos ela mora de aluguel, o que equivale à despesa de R$600 mensais. A renda não é fixa,mas levando em consideração o número de pessoas que residem com Sônia, pode-se afirmarque fazem parte de uma família Classe D, atraída às lojas pelos prazos a perder de vista.Os prazos largos de pagamento são reflexo de uma nova postura do mercado, que representalucratividade. “As lojas disponibilizam esseselaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia Apresentação prazos para compras no cartão de crédito externo,
  92. 92. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  93. 93. Erradicar a miséria é possívelO governo Dilma terá uma meta-síntese: zerar o número de brasileiros abaixo da linha depobreza. E ela acredita que isso pode ser alcançado até 2014Por Rosenildo Gomes FerreiraDe Getúlio Vargas a Luiz Inácio Lula da Silva, todos os presidentes da República chegaram aopoder com um objetivo. O primeiro deles implantou as leis trabalhistas. Juscelino Kubitschekinteriorizou o desenvolvimento econômico, com a construção de Brasília.Collor tentou, com apenas um ippon, aniquilar a inflação. Essa tarefa acabou sendoconseguida por Fernando Henrique, o presidente do Plano Real. Lula, por sua vez, foi quemmais apostou na inclusão social. E Dilma Rousseff? Bem, a primeira mulher a ocupar o cargomais importante da nação tem objetivos bem concretos para seu mandato. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  94. 94. O principal deles é acabar com a extrema pobreza, jargão usado pelos economistas para falar demiséria. E não parece ser uma tarefa impossível. Estudos do Instituto de Pesquisa EconômicaAplicada (Ipea) indicam que é possível eliminar essa chaga social até 2016 – ao todo, são 18milhões de brasileiros nessa condição.Dilma, porém, se mostra mais ambiciosa. Acredita que dá para finalizar a tarefa já em 2014.“Mantido o padrão de distribuição de renda e crescimento econômico do governo Lula, aprevisão do Ipea é factível. Contudo, acho que devemos ser mais ousados”, afirma. Trata-se deuma grande evolução nesse debate.Especialmente quando o confrontamos com as correntes majoritárias do pensamentoeconômico das décadas de 1970 e 1980 que pregavam ser necessário, primeiro, ampliar o bolopara depois dividi-lo. Nos últimos oito anos, ficou claro que havia alternativa. O fim da inflação ea adoção de políticas sociais mais vigorosas fizeram emergir um contingente de novosconsumidores, que faziam parte da classe C. São mais de 42 milhões de brasileiros, oequivalente a uma Espanha, que até bem pouco tempo atrás estavam à margem do consumo.Com mais dinheiro no bolso, eles trataram de mobiliar a casa, investir na educação dos filhos econsumir itens até então inimagináveis. Viajar de avião deixou de ser um sonho distante.Estudo da consultoria Data Popular indica que 54% das pessoas que usaram esse meio detransporte, em 2009, pertenciam à classe C. E mais. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  95. 95. O estudo aponta que 2,4 milhões de brasileiros de baixa renda deverão entrar em um avião pelaprimeira vez em 2011. “A classe C é o motor do crescimento do Brasil”, aponta Renato Meirelles,sócio-diretor da Data Popular, empresa de pesquisa especializada em consumo popular.O setor de aviação, na verdade, é uma das últimas atividades a se beneficiar do voraz apetite daclasse C. A maior abertura do crédito também abriu as portas desse mundo para os integrantesde um nível abaixo da pirâmide: a classe D. Mais importante que beneficar pessoas individual-mente, a ampliação da renda teve impacto direto no desenvolvimento da economia.Os setores industrial, comercial e de serviços cresceram graças a brasileiros como a paulistanaAltina Cristina dos Santos, 36 anos. Casada e mãe de três filhos, ela exibe orgulhosa ocomputador que deu de presente ao caçula. Mas quem enfeita a sala de sua casa, no Jardim SãoLuís, periferia da zona sul de São Paulo, é uma vistosa tevê de plasma de 50 polegadas. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  96. 96. Paga em suaves prestações. Esses mimos foram obtidos com o dinheiro ganho no salão debeleza improvisado que ela montou no quintal da residência. “Minha vida melhorou muito nosúltimos anos”, diz Altina, que, agora, atende uma clientela limitada para poder passar maistempo com o netinho que acaba de nascer.Os números mostram que existem milhares de Altinas espalhadas pelo País. Gente que sebeneficiou de uma política de distribuição de renda que começou a ser tocada de forma maisvigorosa a partir do governo Lula. No período 1985-2010, o gasto social subiu de 13% do PIBpara 23%. "Trata-se de um patamar semelhante ao de países ricos. Mas ainda há muito a serfeito”, destaca Márcio Pochmann, presidente do Ipea.O economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas,concorda. Defende, no entanto, uma abordagem mais vigorosa, que priorize apenas quem estáabaixo da linha da miséria. “O governo, em todas as esferas, poderia ter feito muito mais, casotivesse focado suas ações sociais somente na base da pirâmide”, pontua Neri. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  97. 97. Pelas contas do economista, o custo demedidas desse porte é plenamente aceitável:“Bastaria destinar R$ 21 bilhões por ano aprogramas de complementação de renda”, diz http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/399o economista. Independentemente da 28_ERRADICAR+A+MISERIA+E+POSSIVELfórmula, existe um consenso de que essa luta épossível. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  98. 98. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  99. 99. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  100. 100. http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/39393_40+ANOS+EM+QUATRO40 anos em quatro?Mineira, Dilma quer seguir o modelo de JK na presidência. O que significa gastar bilhões paramodernizar a infraestruturaPor Guilherme QueirozMineiro de Diamantina, Juscelino Kubitschek chegou à Presidência da República em 1956amparado pelo ambicioso Plano de Metas e a promessa de fazer o Brasil crescer “50 anos em 5”com investimentos massivos em energia e transporte. Mineira de Belo Horizonte, Dilma Rousseffquer agora aplicar o mesmo binômio para alavancar o crescimento da economia brasileira noséculo 21. Seu plano é o PAC 2, um compêndio de R$ 1,59 trilhão em projetos até 2014.No setor energético, são R$ 465,5 bilhões para explorar a camada pré-sal, com reservasestimadas entre 15 e 20 bilhões de barris de petróleo, e entregar 54 usinas hidrelétricas,incluindo a conclusão de grandes obras como as de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, e deBelo Monte, no rio Xingu. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  101. 101. Para o transporte, há R$ 104,5 bilhões em investimentos para oito mil quilômetros de novasrodovias e o mais ousado dos projetos: a construção do trem de alta velocidade entre São Pauloe o Rio de Janeiro, orçado em R$ 34 bilhões. Dilma pretende vencer os “pontos deestrangulamento” para a economia crescer de forma sustentável.Um plano que, se der certo, pode gerar até 2,83 milhões de empregos e dinamizar a economiaonde houver um canteiro de obras e operários trabalhando. “O próximo governo vai ter deaumentar significativamente os investimentos em infraestrutura”, dizia Antônio Palocci, um doscoordenadores da campanha de Dilma, em encontros com empresários.A afirmação decorre de uma realidade inapelável. Sede da Copa do Mundo de 2014 e daOlimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, o Brasil deve passar por uma transformação inédita notransporte público. Será preciso, por exemplo, ampliar os aeroportos, hoje saturados, paraacomodar uma demanda de até 159 milhões de passageiros e que pode ficar ainda maior.“Temos um planejamento para uma alta de 8,5% ao ano. E já estamos crescendo a taxas de20%”, relata Ronaldo Jenkins, diretor técnico do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas. Paraatender ao movimento crescente, a Infraero já lançou um plano de R$ 6,4 bilhões e as primeirasobras devem sair do papel no início de 2011. “Estamos executando várias etapas: estudostécnicos, abertura de licitação e realização de obras, como o pátio de aeronaves de Guarulhos”,disse à DINHEIRO Jaime Parreira, diretor de engenharia da Infraero. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  102. 102. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  103. 103. Não são apenas os aeroportos que dão sinais de saturação. O aumento nas importações e aelevada demanda por commodities agrícolas e minerais lançaram luz sobre a falta decapacidade dos portos, por onde escoam 96% das exportações brasileiras, de atenderem àdinâmica de uma economia aquecida.Para reverter o quadro, o PAC 2 prevê R$ 4,8 bilhões em investimentos para os terminaisportuários e aquaviários até 2014, por onde passam apenas 13% da carga transportada no País.A estimativa é elevar esse percentual para 29% até 2022, com ganhos de produtividade para asexportações brasileiras. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  104. 104. “Podemos ter uma redução de 15% no custo do frete na soja produzida em Mato Grosso”,explica Fernando Fialho, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).Com mais e melhores estradas, portos e aeroportos, o Brasil comportaria maiores taxas decrescimento. Poderia ainda corrigir uma deficiência histórica da economia brasileira: a falta decompetitividade em relação a outras economias de seu porte.Essa tarefa passa pela simplificação do labirinto tributário brasileiro. “Sempre que se pergunta aranking de competitividade do Banco Mundial, o Brasil está em 58ª posição entre as 139 naçõesavaliadas. Em relação ao peso da carga tributária, porém, o País despenca para a últimacolocação. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  105. 105. Remover os tributos sobre investimentos seria um bom começo. Desde 2003, os recursosalocados no setor de infraestrutura saltaram de R$ 58,2 bilhões para os atuais R$ 121,9 bilhõesao ano. Embora marquem um notável avanço para os padrões brasileiros, ainda é pouco paraum País que pretende crescer na casa de 6%. Estima-se que para que a economia se expandasem atolar nos gargalos estruturais, seriam necessários pelo menos R$ 161 bilhões.Ao contrário de JK, porém, Dilma assumirá o governo com o caminho rumo ao crescimento. Aindústria naval, por exemplo, renasceu das cinzas com 240 encomendas avaliadas em R$ 10,4bilhões nos últimos cinco anos. Decadente há décadas, a malha ferroviária ressurge com três milquilômetros de trilhos em construção. “O Brasil está num caminho que o colocará numasituação de privilégio no contexto mundial”, resume Osvaldo Kacef, diretor de desenvolvimentoeconômico da Comissão Econômica da América Latina (Cepal). Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  106. 106. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  107. 107. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  108. 108. http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/39928_ERRADICAR+A+MISERIA+E+POSSIVELChargeshttp://www.nanihumor.com/2010/05/tiras-bancos-descobrem-classe-d.html Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia
  109. 109. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA LOPES, disciplina de Atualidades/Geografia

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