Globalização, choque das civilizações e fim da

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Globalização, choque das civilizações e fim da

  1. 1. TEMA: O mundo pós-Guerra Fria
  2. 2. Conceito, “Aldeia Global”, o Paradoxo da Globalização e Redes
  3. 3.  CONCEITO: Processo de homogeneização dos métodos produtivos a partir das possibilidades apresentadas pela conectividade entre produto, matéria e mercado, ocorrida pela ótica da maximização dos lucros, tendo consequências culturais. Quanto mais intensas as relações entre diferentes áreas no aspecto econômico, mais tendem essas áreas a serem padronizadas (processo da homogeneização), uma vez que o contato entre produto, matéria e mercado influencia as mesmas a transformarem seus métodos de produção, de modo que exista maior lucratividade e intensificação dessas próprias relações. Essa transformação tende a ocorrer em todas as áreas nas quais ocorre o fenômeno da globalização, fazendo com que nessas áreas também exista um contato cultural intenso, cujos primórdios são as relações econômicas.
  4. 4.  Cunhado por Marshall McLuhan, o termo “Aldeia Global” alude a um mundo completamente globalizado, ou seja, no qual as relações interlocais chegariam a um nível tão avançado que se falaria em cultura e economia “globais”, não regionais ou nacionais. Esse pensamento de McLuhan remete ao processo de homogeneização característico da globalização, ou seja, na tendência desse fenômeno em tornar as nações e regiões cada vez mais similares quanto á economia e cultura. Uma vez que o processo de globalização torna-se completamente abrangente, pode- se falar no mundo como uma verdadeira “Aldeia Global”, já que os limites político-geográficos passam a não possuir expressão efetiva da realidade. Hebert Marshal McLuhan, professor e filósofo canadense.
  5. 5.  CONCEITO: A globalização homogeneiza, entretanto causa heterogeneização. Mesmo que compreendida por um fenômeno universal, a globalização é, de certo modo, restritiva. Esse processo trata, a princípio, da padronização dos meios produtivos, porém esse aspecto só abrange as áreas que proporcionam aumento de lucros para os agentes da globalização. As áreas que não são vistas como potenciais para o investimento na conectividade, portanto, são negligenciadas (excluídas) do meio de interligação entre as demais. Dessa forma, explica-se porque certas áreas, mesmo que dentro do mesmo país, demonstram tanta disparidade quanto á outras no que diz respeito a avanço tecnológico e produtivo: as áreas mais atraentes possuem maior conectividade com a modernização do que as menos vantajosas.
  6. 6.  CONCEITO: Sistema de certa abrangência espacial dotada de interconexão entre lugares tidos como estratégicos para o interesse econômico. Redes são demonstrações espaciais das áreas de maior conectividade no mundo. Elas são geralmente demarcadas em escalas de nível global, ou seja, aponta relações internacionais, e também são indicadas por linhas. As redes são utilizadas para diversos campos de conexão entre áreas, desde que as mesmas tenham por visão primordial o lucro econômico. Rede de representação da BBC, canal televisivo americano.
  7. 7. De acordo com Samuel Huntington
  8. 8.  Cunhada por Samuel P. Huntington, a teoria do “Mundo das Civilizações” é uma proposta de compreensão do mundo após o fim da URSS e o rompimento com a balança bipolar de poder que imperou por aproximadamente quatro décadas. Huntington baseava-se na ideia de que os conflitos do século XXI envolveriam as civilizações, e os Estados deixariam de protagonizar futuros conflitos. Nessa visão, os Estados deixam de possuir o papel central na política internacional à medida que as civilizações conflituosas tornam-se mais importantes. Obviamente, os Estados continuam como atores dos conflitos, entretanto baseiam-se em suas respectivas ideologias civilizacionais. A Guerra Fria, por exemplo, teria sido fruto de um Choque das Civilizações (o que deu título ao seu livro, publicado em 1993). Huntington não se aprofunda no conceito concreto de “civilizações”, apenas aponta-as como “regiões que agrupam similaridades historico-culturais”, e argumenta a existência de 8 das mesmas.
  9. 9. • Ocidental • Latina • Ortodoxa • Islâmica • Africana • Sínica • Budista • Hindu • JaponesaRelações intercivilizacionaissegundo Huntington – quantomais tênue a linha entre osgrupos, menos conflituosa é arelação entre as mesmas.
  10. 10.  Dentre as críticas à regionalização de Huntington, as principais são: Frágil definição do conceito de “civilização”; Em resposta à essa crítica, Huntington afirmou que seu objetivo ultrapassa o limite do conceito de uma civilização em si, e se aprofunda no estudo de como a divisão de grupos no globo poderia acarretar no contexto de futuros conflitos ao longo do século XXI. Tendência etnocentrista ao enxergar as civilizações com uma ótica ocidental; É perceptível o modo como Huntington divide o globo em gruposdiversos, porém fundamentando-se na visão ocidental dos grupos socioculturais. Argumentação de uma impermeabilidade civilizacional. Edward Said foi responsável por essa crítica em seu livro “Orientalismo”, e eleacusa Huntington de estar errado no que diz respeito às relações culturais entrecivilizações. Said afirma ser óbvio que as civilizações estão em constante trocacultural, ao passo que Huntington crê que o contrário é um fato e por isso eventosconflituosos acontecem, a exemplo do Choque das Civilizações.
  11. 11. De acordo com Francis Fukuyama
  12. 12.  Publicada em 1989 como artigo, e depois em 1992 como livro (“O Fim da História e o Último Homem”), a teoria de Francis Fukuyama consiste na hipótese de que, em um futuro quase utópico, ‘todos os Estados adotarão, cedo ou tarde, o modelo democrático liberal, e, portanto, não acontecerão mais as mudanças de governo (revoluções)’. Isso ocorreria porque, quando a democracia Dahlsiana se torna implantada por completo, a sociedade desfrutará de um sistema perfeito. Tratando-se de um modelo liberal, haveria a escolha do Mercado em detrimento do Governo, e portanto o “triunfo da Razão“ levaria á soluções de problemas de forma diplomática em todo o mundo – a Paz Perpétua entre Estados e o consequente “fim” da História. A teoria de Fukuyama é considerada utópica porque se fundamenta no conceito Democrático estabelecido por Robert Dahl, que, por sua vez, também considera- se utópico.
  13. 13.  Dentro de “O Fim da História”, o autor, Fukuyama, estabelece três principais desafios para a concretização de sua teoria: OS ESTADOS FALIDOS: Segundo Fukuyama, os Estados Falidos (que perderam a soberania sobre seu próprioterritório) seriam problemas na adoção de modelos democráticos liberais justamenteporque não possuem compromisso com as instituições, que poderiam ajudar na adoçãodo sistema. O NACIONALISMO: Mesmo que a ausência de conflitos entre Estados existisse, seria possível que a própriapopulação de um país, em movimento de resistência nacionalista, manifestasse-se contraa adoção da democracia liberal, o que pressionaria o Governo a abandonar o sistema. O FUNDAMENTALISMO: A herança cultural de um povo ou de um Estado que se recusa a sair dos limites de suadoutrina (seja ela religiosa ou cultural) pode oferecer resistência, também, ao rumo doFim da História de Fukuyama.

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