O escravo gaúcho

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O escravo gaúcho

  1. 1. Anúncios de compra e de venda de escravos publicados, na cidade de Desterro, no Jornal O Despertador de 26 de janeiro de 1864
  2. 5. ESCRAVO Aquele que esta sujeito a um senhor, propriedade dele considerado uma MERCADORIA
  3. 11. ESCRAVIDAO ANTIGA
  4. 14. ESCRAVIDAO NO BRASIL COLONIAL
  5. 18. Exploração ou Trabalho escravo ? <ul><li>Em pleno século XXI existem no mundo 27 milhões de ESCRAVOS; </li></ul>
  6. 19. E no Rio Grande do Sul Como foi a Escravidão
  7. 21. O Escravo Gaúcho Resistência e Trabalho
  8. 22. América Colonial Tráfico Negreiro
  9. 23. <ul><li>O Brasil foi o pais mais Escravista </li></ul><ul><li>Durou aproximadamente 300 anos; </li></ul><ul><li>Foi o último pais a abolir a escravidão; </li></ul>
  10. 24. <ul><li>As razões da escravidão Colonial foram economicas e Históricas; </li></ul><ul><li>Contexto Mercantil; </li></ul>
  11. 25. <ul><li>Descoberta das boas condições do solo no litoral brasileiro </li></ul><ul><li>O açucar era produto valioso; </li></ul><ul><li>Problema esta na mão de obra para trabalhar na colonia </li></ul>
  12. 26. Solução Utilizar o Escravo africano que já era utilizado em outras colônias portuguesas
  13. 27. <ul><li>O trabalho Escravo era compatível com os objetivos de acumulação colonial </li></ul>
  14. 28. <ul><li>Embarcava na Africa em tumbeiro; </li></ul><ul><li>A viagem era Horrivel dilacerava – FISICA e PSICOLOGICAMENTE </li></ul><ul><li>Escravizado em terra estrangeira era mais facilmente dominado </li></ul>
  15. 29. Os escravos eram capturados na África
  16. 30. Colocados e Tumbeiros - Navios Negreiros
  17. 33. Tráfico de Escravos <ul><li>Durante os Séculos XVI À XIX foi o meio essencial das metrópoles se apropriarem da riqueza produzidas nas Américas </li></ul><ul><li>Durante quatro séculos 9 a 15 milhões de homens e mulheres foram arrancados do continente Negro; </li></ul>
  18. 38. Escravismo colonial
  19. 39. <ul><li>Escravismo Colonial esta ligado ao Tráfico Negreiro; </li></ul><ul><li>O homem escravizado era reduzido à situação de verdadeiro animal trabalhador; </li></ul><ul><li>O escravismo pretendia que produzisse o Maximo e consumisse o mínimo – HOMEM MAQUINA </li></ul>
  20. 40. HOMEM- MÁQUINA
  21. 43. O Negro no Rio Grande do Sul
  22. 44. <ul><li>O Africano desde o início da ocupação do litoral gaúcho no século XVIII quando da fundação de Rio Grande </li></ul><ul><li>Na colônia do Sacramento o contrabando de escravos era comum este era vendido para a Região do Prata </li></ul><ul><li>O Africano escravizado foi a principal mercadoria vendida na Colônia do Sacramento ; </li></ul>
  23. 45. A origem africana do negro Sulino <ul><li>Eram escravos novos ou crioulos </li></ul><ul><li>Crioulos: nascidos no Brasil; </li></ul><ul><li>Novos: Trazidos recentemente da África; </li></ul>
  24. 46. Primórdios da Escravidão no Rio Grande do Sul – Onde Trabalhavam <ul><li>Edificações; </li></ul><ul><li>Lavouras </li></ul><ul><li>Na retirada do Couro do gado </li></ul><ul><li>Servidores doméstico; </li></ul><ul><li>Campeiros; </li></ul>
  25. 47. Peão Negro Escravo – tropa de Mula para Sorocaba –Aquarela Debret
  26. 48. A industria do Charque <ul><li>A partir de 1780 com a produção de Charque a nível industrial é que se estruturou no Sul um Forte pólo Escravista; </li></ul><ul><li>Surgem as CHARQUEADAS; </li></ul>
  27. 50. CHARQUEADAS <ul><li>Nome que os brasileitos dão, no estado do RS, à área da propriedade rural em que era produzido o Charque (onde se &quot;charqueia&quot; a carne) : uma quantidade de galpões cobertos, onde a carne salgada era exposta para o processo de desidratação. </li></ul><ul><li>Conhecido também como SALADEIRO , em especial no URUGUAI; </li></ul>
  28. 51. CHARQUE <ul><li>Palavra de origem QUICHUA ( antigo idioma Peruano ) e significa - Carne seca; </li></ul><ul><li>O charque era produzido por ESCRAVOS para alimentar ESCRAVOS ; </li></ul>
  29. 52. CHARQUEADAS <ul><li>Ao contrário do que possa parecer, nas charqueadas não se criavam bois . Haviam raras exceções, como a Charqueada da Graça, mas essa criação não dava conta da produção total do charque. </li></ul><ul><li>O gado , matéria-prima, era proveniente de toda a campanha riograndense , introduzido em Pelotas através do Passo do Fragata e vendido na Tablada, grande local dos remates na região das Três Vendas. </li></ul>
  30. 54. <ul><li>A safra era sazonal e durava de novembro a abril . As charqueadas tinham em média 80 escravos ; </li></ul><ul><li>Eram seis meses de trabalhos que podiam chegar a 16 HORAS DIÁRIAS ; </li></ul><ul><li>Isso transforma o Trabalho ESCRAVO nas CHARQUEADAS um INFERNO para o NEGRO; </li></ul>
  31. 56. A Importância para ECONMIA riograndense <ul><li>As CHARQUEADAS impulsionaram o desenvolvimento ECONOMICO e CULTURAL do Estado através do TRABALHO ESCRAVO; </li></ul>
  32. 57. O trabalho Escravo nas Charqueadas
  33. 58. <ul><li>A Produção do Charque exigia um trabalho intenso, pesado e prolongado </li></ul>
  34. 60. Charqueada São Jõao
  35. 61. Pelotas <ul><li>Localização privilegiada PROXIMA AOS REBANHOS DE GADO e ao PORTO DE RIO GRANDE tornou-se o grande centro charqueador gaúcho </li></ul><ul><li>Grande pólo ESCRAVISTA; </li></ul>
  36. 63. O Mito da Abolição da Escravidão no Rio Grande do Sul <ul><li>1884 – ( 1888 lei Áurea ) – os Escravos pelotenses foram libertos –SOB A OBRIGAÇÃO DE TRABALHAR SETE ANOS GRATUITAMENTE; </li></ul><ul><li>Pelotas possuía 5.000 escravos </li></ul><ul><li>2000 escravos trabalhando nas charqueadas; </li></ul>
  37. 64. Prosperidade de Pelotas no século XIX TEATRO SETE DE ABRIL
  38. 65. Interior do Teatro de Pelotas
  39. 66. Interior do Teatro Sete de Abril- Pelotas

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