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Aprender a ler e escrever altera a forma de funcionamento do cérebro

  1. 1. Aprender a ler e escrever altera aforma de funcionamento do cérebroPesquisa mapeou, por meio de ressonância magnética, atividade cerebral de analfabetose de alfabetizados na infância e na idade adulta e descobriu que área dedicada aoreconhecimento facial se torna especialista no reconhecimento de palavras11 de janeiro de 2011 | 0h 00Lígia Formenti e Alexandre Gonçalves - O Estado de S.PauloAs mudanças provocadas pelo aprendizado da leitura não se limitam à melhorana qualidade de vida. Estudo conduzido pelo Centro Internacional deNeurociências da Rede Sarah, com a colaboração de cientistas de Portugal,França e Bélgica, demonstra que aprender a ler e escrever altera a forma defuncionamento do cérebro.Antonio Milena/AE-3/1/2009Adaptação. De acordo com neurocientistas, hábito da leitura cria novas conexões cerebrais"Há uma mudança nas redes neuronais da visão e da linguagem", afirma LúciaBraga, presidente da Rede Sarah e coordenadora do trabalho. Os resultadosindicam que o cérebro faz um rearranjo de suas funções ao iniciar o aprendizadoda leitura.
  2. 2. Uma área inicialmente dedicada ao reconhecimento facial se torna "especialista"no reconhecimento de palavras. Isso, no entanto, não significa que alfabetizadospercam a capacidade de identificar rostos. Muito embora, nos testes, osanalfabetos apresentaram um desempenho superior aos alfabetizados noreconhecimento de faces.
  3. 3. "Outras pesquisas precisam ser realizadas. Mas a nossa suspeita é de que, empessoas alfabetizadas, o reconhecimento de rostos em parte seja transferidopara outra região cerebral", disse Lúcia Braga.Estímulos. A pesquisa analisou exames de ressonância magnética feitos em 63voluntários. O grupo, formado por brasileiros e portugueses, teve a atividadecerebral mapeada enquanto era submetido a estímulos, como ouvir frases, verpalavras, rostos e outras imagens. Dos voluntários, 10 eram analfabetos, 22haviam sido alfabetizados na idade adulta e outros 31 aprenderam a ler eescrever ainda na infância.Os exames mostraram que o grupo de pessoas alfabetizadas apresentou umaatividade mais acentuada nas áreas do córtex associadas à visão.Além disso, pesquisadores notaram que houve também um aumento dasrespostas do cérebro relacionadas à identificação de fonemas. "Isso de certaforma explica por que analfabetos não conseguem fazer a supressão do som deuma palavra: como anana de banana", contou Lúcia.As mudanças nas redes neurais foram identificadas nas pessoas escolarizadasdesde a infância e naquelas que aprenderam a ler na fase adulta."Os ganhos foram evidenciados nos dois grupos", explicou a coordenadora dapesquisa.Essa "adaptação" do cérebro é explicada por Lúcia. "A escrita é algorelativamente novo na história da humanidade para ter influenciado umamudança genética", disse. A saída encontrada pelo cérebro foi reciclar áreasanteriormente reservadas a outras funções para atender às novas demandas."Quanto mais estudamos, mais conexões cerebrais nós temos", completa.Para Lúcia, os resultados do trabalho reforçam a importância da leitura, umaespécie de "musculação", para o cérebro. "Vemos isso diariamente no trabalhode reabilitação feito no Sarah. Os resultados do trabalho são muito mais rápidosem pessoas que têm cérebro exercitado do que as que não têm."A Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação é especializada em tratamento epesquisa sobre paralisia cerebral, espinha bífida, traumatismo craniano,acidente vascular cerebral, doenças neuromusculares e problemas ortopédicos.Ao todo, nove unidades integram a rede - um hospital e um CentroInternacional de Neurociências e Reabilitação, em Brasília, e unidadeshospitalares em mais sete capitais.Tópicos: , Vida, Versão impressa

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