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A 3ª GUERRA MUNDIAL E OS RESPONSÁVEIS POR SUA ECLOSÃO
Fernando Alcoforado*
Este artigo visa demonstrar que quatro grandes atores são responsáveis pelo aumento das
tensões internacionais no mundo que podem fazer com que haja a eclosão da 3ª Guerra
Mundial. Estes atores são os seguintes: 1) Governo dos Estados Unidos que busca evitar
a perda de sua hegemonia no mundo ameaçada pela Rússia e pela China, respectivamente,
nos campos militar e econômico; 2) Indústria bélica dos Estados Unidos que busca
expandir a venda de armas com a disseminação de guerras no mundo para incrementar
seus lucros; 3) ONU que se mantém passiva e inoperante na busca a paz mundial, e, 4)
Grandes potências capitalistas lideradas pelos Estados Unidos que podem desencadear
uma nova guerra mundial para impedir a debacle do sistema capitalista mundial.
A contribuição do governo dos Estados Unidos à eclosão da 3ª Guerra mundial
O governo dos Estados Unidos é um dos atores responsáveis pela eclosão da 3ª Guerra
Mundial porque promove desde 1990 a expansão da OTAN (Organização do Tratado do
Atlântico Norte) na Europa até as fronteiras da Rússia que se completaria com a
incorporação da Ucrânia à aliança militar ocidental, bem como promove nova versão
Ásia-Pacífico da OTAN para fazer frente à China na Ásia. Isto se deve ao fato de a Rússia
e a China se constituírem em obstáculo à dominação mundial dos Estados Unidos,
respectivamente, do ponto de vista militar e econômico. O governo dos Estados Unidos
contribuiu para a expansão da OTAN na Europa com a atração dos países que integraram
o antigo Pacto de Varsóvia criado pela União Soviética após a 2ª Guerra Mundial. A
OTAN foi criada no contexto da Guerra Fria, em 1949 tendo como seu principal objetivo
conter a expansão do socialismo na Europa ocidental. A OTAN tem como um de seus
pilares garantir a segurança de seus países-membros, que pode ocorrer de forma
diplomática ou com o uso de forças militares. Os países-membros da OTAN fornecem
parte de seu contingente militar para eventuais ações desse porte, uma vez que a
organização não possui força militar própria. A OTAN é o braço armado dos Estados
Unidos e seus aliados europeus na Europa para combater seu inimigo, a Rússia.
A OTAN contava até a dissolução da União Soviética em 1989 com 16 países: 1)
Alemanha; 2) Bélgica; 3) Canadá; 4) Dinamarca; 5) Espanha; 6) Estados Unidos; 7)
França; 8) Grécia; 9) Holanda; 10) Islândia; 11) Itália; 12) Luxemburgo; 13) Noruega;
14) Portugal; 15) Turquia; 16) Reino Unido. A OTAN se expandiu, após o fim da União
Soviética, atraindo mais 14 países que integraram o sistema socialista do leste europeu
como Albânia, Bulgária, Croácia, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia,
Lituânia, Macedônia, Montenegro, Polônia, República Tcheca e Romênia. Com a adesão
desses países iniciou-se o cerco da Rússia que se completaria com a incorporação da
Ucrânia à OTAN (Figura 1). O cerco da Rússia aumentou ainda mais com a recente
adesão da Suécia e da Finlândia à OTAN. É preciso entender que a tentativa de
incorporação da Ucrânia à OTAN levaria inevitavelmente à reação da Rússia como está
acontecendo.
O bombardeio da Sérvia na ex-Iugoslávia em 1999 mostrou de forma nítida quanto a
estratégia de cerco organizada pelos Estados Unidos e seus aliados, através do avanço
programado da OTAN nas zonas antigamente controladas pela União Soviética, podia
representar um perigo para a soberania da Rússia. A chegada de Vladimir Putin ao poder
2
em 2000 na Rússia iria modificar radicalmente esse quadro geopolítico, até então muito
desfavorável para os russos, porque marcou o início da recuperação geopolítica da Rússia,
cuja posição tinha sido muito enfraquecida durante o governo Ieltsin na década de 1990.
Putin considerou que a China poderia ajudá-la na sua resistência às ambições geopolíticas
dos Estados Unidos tanto na Europa Oriental, quanto no Cáucaso ou na Ásia Central. A
Organização da Cooperação de Xangai (Shanghai Cooperation Organization – SCO) foi
criada em 2001 para estabelecer uma aliança entre a Rússia e a China em termos militares.
A ação belicosa do governo dos Estados Unidos e dos países da União Europeia contra a
Rússia com a expansão da OTAN está sendo complementada com a adoção de sanções
econômicas e financeiras contra o governo da Rússia para levá-lo à bancarrota e contribuir
para a derrubada de Wladimir Putin do poder. Todas estas ações do governo dos Estados
Unidos e aliados europeus contribuem para que Putin possa radicalizar para salvar a
Rússia e a si próprio. A eclosão da 3ª Guerra Mundial poderá ocorrer se a asfixia
econômica e financeira da Rússia ameaçar desestabilizar o poder de Putin internamente.
Putin já está considerando as sanções econômicas e financeiras a ela impostas pelos
Estados Unidos e União Europeia como uma declaração de guerra. Por sua vez, a linha
vermelha para a OTAN intervir no conflito é se a Rússia ameaçar algum de seus Estados
membros quando a aliança militar ocidental será obrigada a defender qualquer Estado
membro que seja atacado de acordo com o Artigo 5 da OTAN. Esta situação pode ocorrer
a qualquer momento dada a proximidade territorial entre a Rússia e os países da OTAN.
Cabe observar que a Rússia e os Estados Unidos têm conjuntamente mais de 8 mil ogivas
nucleares. Os riscos são extremamente elevados para a humanidade.
Figura 1- O cerco da Rússia pela OTAN na Europa
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-60129112
3
Para barrar a ascensão da China como potência hegemônica do planeta, a estratégia
militar norte-americana está centrada na região Ásia-Pacífico. Como aliado dos Estados
Unidos, o Japão colabora com a estratégia norte-americana de “cerco” da China
reforçando seu poder militar. Outro objetivo da estratégia militar norte-americana é
tambem pressionar a aliança da Rússia com a China desenvolvendo as ações da OTAN
na Europa e com o reforço de suas bases militares no Japão, Coréia do Sul e Diego Garcia
e da Frota do Pacífico. Para lidar com esta situação, a China adotou 6 estratégias: 1)
alcançar níveis elevados de crescimento econômico para ultrapassar os Estados Unidos;
2) elevar continuamente sua participação no comércio internacional para liderá-lo; 3)
retirar dos Estados Unidos a liderança econômica e militar na Ásia, o que significa atingir
o cerne do poder norte-americano na região; 4) impedir a Índia de se constituir como polo
autônomo de atração econômica na Ásia, possivelmente em alinhamento com os Estados
Unidos; 5) tornar-se potência imprescindível para a paz no golfo Pérsico entre persas (Irã)
e árabes (particularmente a Arábia Saudita) com o declínio da influência dos Estados
Unidos nesta região; e, 6) reforçar a aliança econômica e militar com a Rússia.
Está bastante evidente a estratégia militar do governo dos Estados Unidos de criar nova
versão Ásia-Pacífico da OTAN para combater a China. A nova versão Ásia-Pacífico da
OTAN surge, também, para fazer frente ao sistema de defesa da China na Ásia (Figura
2). A nova versão Ásia-Pacífico da OTAN tende a acirrar o conflito do governo dos
Estados Unidos contra a China da mesma forma que a OTAN faz com relação à Rússia.
Figura 2- Sistema de defesa da China na Ásia
Fonte: https://www.naval.com.br/blog/2021/03/28/especialistas-da-rand-dizem-que-forcas-dos-eua-
costumam-perder-ao-defender-taiwan-durante-jogos-de-guerra-de-mesa/
O risco da eclosão da 3ª Guerra Mundial fica colocada como uma possibilidade real de
acontecer, inclusive com o uso de armas nucleares [1]. A Figura 3 apresenta os países
que possuem armas nucleares no mundo. Cabe observer que, desde 2019, existem
aproximadamente 3.750 ogivas nucleares ativas e 13.890 ogivas nucleares totais
no mundo [2]. Atualmente há 12.705 armamentos nucleares pertencentes a nove países:
Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido, Paquistão, Índia, Israel e Coreia do
4
Norte. Rússia e Estados Unidos têm 90% das armas nucleares do mundo. Juntos, todos
os países da OTAN que têm armas nucleares possuem 6.065 ogivas, enquanto a Rússia
tem 5.997.
Figura 3- Países com armas nucleares
Fonte: https://rr.sapo.pt/especial/mundo/2022/02/28/armas-nucleares-quantas-existem-e-quantos-paises-
as-tem/274403/
A contribuição da indústria bélica dos Estados Unidos à eclosão da 3ª Guerra
Mundial
A indústria bélica dos Estados Unidos busca expandir a venda de armas com a
disseminação de guerras no mundo para incrementar seus lucros. Com 102 guerras em
seu "currículo" belicoso, os Estados Unidos são, provavelmente, um dos países mais
envolvidos em ações militares do mundo que começou com a anexação de terras do
México a seu território. Não é coincidência que os Estados Unidos sejam um dos países
que mais se beneficiam economicamente de confrontos armados, já que as maiores
exportadoras de armas do mundo são norte-americanas. Para além da venda de munição
e armas, os Estados Unidos monetiza, também, com contratos de segurança e treinamento
militar, o que faz com que muitos membros do Congresso estadunidense entendam as
guerras como uma máquina de emprego e dinheiro para o país. A paz, para os Estados
Unidos, poderia lhe custar muito caro.
Não há dúvidas que a indústria bélica dos Estados Unidos patrocina guerras como a da
Ucrânia como promoveu outras guerras no passado para auferir lucros. A produção
recorde de armamentos, cada vez mais letais e cirúrgicos, necessita ser posta para
funcionar na prática. Pudessem ser exibidos à luz do dia, veríamos que os principais
patrocinadores dessa guerra fratricida é a indústria bélica, de ambos os lados das
trincheiras. E pensar que a macabra tecnologia que fabrica esses moedores de carne
humana é desenvolvida por ex-alunos das melhores universidades do planeta, sendo que
muitas dessas máquinas da morte são financiadas graças aos impostos pagos pela
população civil. Nas mãos de celerados, essas tecnologias mortíferas acabam
promovendo o show de horrores que as emissoras de TV transmitem ao vivo e a cores. O
que o mundo assiste agora em tempo real é ao show da morte de sempre. Fica evidente
que, enquanto houver indústria bélica no mundo, as guerras continuarão a proliferar em
5
todo o planeta. A paz no mundo só acontecerá quando houver o desarmamento de todos
os países e a cessação da fabricação de armas.
Dos 10 maiores fabricantes de armas do mundo, seis são norte-americanos, sendo cinco
deles líderes da indústria bélica mundial como mostra o quadro a seguir:
Fonte: https://www.poder360.com.br/internacional/100-maiores-empresas-de-armas-venderam-us-531-
bilhoes-em-2020/
A contribuição da ONU à eclosão da 3ª Guerra Mundial
A Organização das Nações Unidas (ONU) nasceu dos escombros da II Guerra,
representando as aspirações da humanidade por paz e segurança. A missão
da ONU consiste em fomentar a paz entre as nações, cooperar com o desenvolvimento
sustentável, monitorar o cumprimento dos Direitos Humanos e das liberdades
fundamentais e organizar reuniões e conferências em prol desses objetivos. No momento
de sua criação, a opinião pública depositava na ONU grande esperança de que ela
cumpriria sua missão fundamental de fomentar a paz entre as nações. No entanto, a ONU
não tem contribuído no sentido de fomentar a paz mundial por sua postura passiva desde
o fim da 2ª Guerra Mundial e, ao contrário, está colaborando para seu acirramento no caso
da guerra na Ucrânia com as resoluções contra a Rússia aprovadas pela Assembleia Geral,
incluindo a expulsão deste país do Conselho dos Direitos Humanos. Criada para manter a
segurança internacional, a ONU fracassa na própria inoperância.
A ONU tem uma estrutura gigantesca, de orçamento bilionário. A imobilidade categórica
e a inoperância explícita da organização de orçamento bilionário são, também, reflexo de
sua cúpula de poder - o Conselho de Segurança. Formado por Estados Unidos, Grã-
Bretanha, França, China e Rússia que permanece imutável desde sua fundação não
6
reconhecendo a ascensão econômica de países como Japão, Alemanha e Índia entre
outros. Como as questões de poder também eram relevantes surgiu o mecanismo do veto,
considerado o principal responsável pela paralisia frequente do Conselho de Segurança e
da própria ONU. Até agora, as ações da ONU estão restritas a inúmeras censuras
diplomáticas e sanções econômicas. Massacres e crises internacionais desgastam a
imagem da instituição. A escalada da 3ª Guerra Mundial está em curso e não há nenhuma
iniciativa da ONU voltada para impedir sua eclosão.
A contribuição das grandes potências capitalistas lideradas pelos Estados Unidos à
eclosão da 3ª Guerra Mundial
O sistema capitalista mundial caminha inevitavelmente para seu fim em meados do século
XXI quando a taxa de lucro global e a taxa de crescimento do Produto Mundial Bruto
alcançarão o valor zero [3]. Além disso, o capitalismo evoluirá com as características de
entropia [5] ao apresentar a tendência universal de evoluir para uma crescente desordem
e autodestruição até o seu fim em meados do século XXI. Este cenário levará ao fim do
processo de acumulação do capital confirmando a tendência de que o capitalismo não
perdurará para sempre como modo de produção, como muitos pensam, porque ele terá o
mesmo destino de outros modos de produção que desapareceram, como é o caso do
escravismo no século V e do feudalismo no século XIV [4].
A decadência do sistema capitalista mundial se concretiza, portanto, no fato de a taxa de
lucro global (Figura 4) e a taxa de crescimento do Produto Mundial Bruto (Figura 3)
apresentarem tendência de declínio até alcançarem o valor zero em meados do século
XXI e o capitalismo evoluir apresentando entropia com crescente desordem e
autodestruição até chegar ao seu fim como aconteceu com os modos de produção
escravista e feudal. A Figura 1 apresenta a evolução da taxa de lucro do sistema capitalista
mundial de 1869 a 2007 apontando seu declínio neste período [6].
Figura 4- Taxa de lucro mundial
Fonte: MAITO, Esteban Ezequiel. The tendency of the rate of profit to fall since the nineteenth century and
a world rate of profit. In: Roberts, M. & Carchedi, G. World in Crisis: a global analysis of Marx’s law of
profitability. Chicago: Haymarket, 2018.
7
Se for considerada a evolução da taxa de lucro do sistema capitalista mundial do período
1869- 1947 e, for mantida a tendência de queda desta taxa de lucro no período mais
recente, 1947- 2007, a taxa de lucro do sistema capitalista mundial tenderia para o valor
igual a zero em 2037.
Michael Roberts, economista, co-editor, entre outros livros, como "The Great Recession:
a Marxist View", "The Long Depression" e "Marx 200: a Review of Marx's Economics
200 years after his Birth", e autor do blog "The Next Recession"
(https://thenextrecession.wordpress.com), afirma em seu artigo Acabou o impulso de
globalização?[12], que a última onda de globalização começou a diminuir pouco antes
do início dos anos 2000, quando a lucratividade global passou a recuar, tal como mostra
a Figura 5 abaixo para a taxa de lucro médio dos países do G20 que é composto pelos
seguintes países: Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia,
Indonésia, Itália, Japão, República da Coreia, México, Rússia, Arábia Saudita, África do
Sul, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.
Figura 5- Taxa de lucro média dos países do G20 (%)
Fonte: https://aterraeredonda.com.br/acabou-o-impulso-de-globalizacao/
A Figura 5 mostra que existe uma tendência de queda da taxa de lucro médio dos países
do G20 de 1968 a 2019. A Figura 5 confirma as conclusões extraídas da Figura 4 de que
tendência declinante da taxa de lucro global ao considerar os dados da taxa de lucro médio
dos países do G20 de 1998 a 2019.
A Figura 6 apresenta a evolução do Produto Mundial Bruto de 1961 a 2007 apontando
seu declínio neste período [13]. Se for mantida a tendência de queda na taxa de
crescimento do Produto Mundial Bruto nos próximos anos, esta taxa alcançará o valor
zero em 2053.
8
Figura 6- Taxas de crescimento real do Produto Bruto Mundial e dos Produtos
Financeiros (derivativos)
Fonte: BEINSTEIN, Jorge. Rostos da crise: Reflexões sobre o colapso da civilização burguesa. Disponível
no website <http://resistir.info/crise/beinstein_04nov08_p.html>, 2008.
Conclui-se, pelo exposto, que o sistema capitalista mundial ficaria inviabilizado em
meados do século XXI (2037 ou 2053) quando cessará o processo de acumulação do
capital com as taxas de lucro global e de crescimento da economia mundial alcançando o
valor zero. A tendência decrescente das taxas de lucro no sistema capitalista mundial
mostra o caráter histórico, transitório do modo de produção capitalista e o conflito que se
estabelece com as possibilidades de continuar seu desenvolvimento. Assim, as bases da
teoria de Marx apresentadas em sua obra O Capital estão sendo confirmadas [7, 8 e 9].
Karl Marx previu que a taxa de lucro tenderá a cair no longo prazo, década após década.
Não só haverá altos e baixos em cada ciclo de “boom” e crise, mas também haverá uma
tendência à queda no longo prazo, tornando cada “boom” mais curto e cada queda mais
profunda.
Além dos sinais de decadência representados pela queda da taxa de lucro mundial e da
taxa de crescimento do Produto Bruto Mundial que alcançarão o valor zero em meados
do século XXI, outro sinal importante de decadência do capitalismo é a gigantesca dívida
global, que alcançou US$ 275 trilhões em 2020 em dívidas governamentais, corporativas e
domésticas, quase três vezes o Produto Bruto Mundial, que seconstituiemumabombaprestes
aexplodir [10] (Figura 7).
9
Figura 7- Dívida global de 2013 a 2020
Fonte: https://www.intellinews.com/attack-of-the-debt-tsunami-global-debt-soars-to-a-new-all-time-high-
196972/
A Figura 8 apresenta a evolução da dívida global das famílias (household), das empresas
não financeiras (non-financial corporate), do governo (government) e do setor financeiro
(financial) e total em 2003, 2008, 2013 e 2018 [11].
Figura 8- Dívida global de 2003 a 2018
Fonte: ALVES, José Eustáquio Diniz. A dívida global atinge US$ 247 trilhões: uma bomba prestes à
explodir? Disponível no website <https://jornalggn.com.br/crise/a-divida-global-atinge-us-247-trilhoes-
uma-bomba-prestes-a-explodir/>, 06/08/2018.
O Institute of International Finance (IIF) afirma que a dívida global era inferior a US$
100 trilhões em 2003, atingiu US$ 177,7 trilhões em 2008, US$ 209,4 trilhões em 2013
e US$ 247,2 trilhões em 2018. A dívida mundial subiu quase US$ 150 trilhões em 15
anos. Cerca de US$ 10 trilhões a cada ano. Os níveis de endividamento das famílias, dos
setores corporativos não financeiros e do governo atingiram US$ 186,5 trilhões no
10
primeiro trimestre de 2018. A dívida do setor financeiro subiu para um recorde de US$
60,6 trilhões. O crescimento econômico mundial está sendo sustentado no crédito e no
endividamento. A dívida dos mercados emergentes subiu para um recorde de US$ 58,5
trilhões no primeiro trimestre de 2018 – mais de 84% desde o início da crise mundial em
2008. Nos últimos 5 anos, a dívida do governo subiu mais acentuadamente no Brasil,
Arábia Saudita, Nigéria e Argentina, de acordo com o IIF [11].
Pelo exposto, fica demonstrado que o sistema capitalista mundial é um sistema que opera
de acordo com o princípio da entropia porque evolui com uma tendência universal de
evoluir para uma crescente desordem e autodestruição [6]. Esta situação é demonstrada
pela tendência de queda da taxa de lucro global e da taxa de crescimento do Produto Bruto
Mundial que alcançarão o valor zero em meados do século XXI, bem como pelo
endividamento excessivo dos países do mundo especialmente, Estados Unidos, China e
Japão que é insustentável. A imprevisibilidade do capitalismo resulta do fato de ser um
sistema que opera caoticamente, sem planejamento e controle.
Diante deste cenário catastrófico para o sistema capitalista mundial, os governantes das
grandes potências capitalistas sob a liderança dos Estados Unidos poderão recorrer à 3ª
Guerra Mundial para superar suas crises e dar sobrevida ao capitalismo no mundo como
ocorreu com a eclosão da 1ª e da 2ª Guerra Mundial. A análise da Figura 4 permite
constatar que a taxa de lucro global que estava em declínio desde 1869 até 1911,
aumentou de 1911 a 1918 com os investimentos realizados pelas grandes potências
capitalistas beligerantes durante a 1ª Guerra Mundial. Com o fim da 1ª Guerra Mundial,
a tendência de declínio da taxa de lucro global teve continuidade de 1923 a 1929, quando
ocorreu a quebra na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Os investimentos realizados pelas
grandes potências capitalistas beligerantes durante a 2ª Guerra Mundial fez com que a
taxa de lucro global se elevasse de 1930 a 1945. Com o fim da 2ª Guerra Mundial, houve
a retomada do declínio da taxa de lucro global de 1945 a 1950. De 1950 a 1965 houve
gigantescos investimentos na reconstrução dos países que tiveram suas infraestruturas
destruídas pela guerra razão pela qual aconteceu o crescimento da taxa de lucro global.
De 1965 a 1983 houve continuidade da tendência de queda da taxa de lucro global que
foi atenuada de 1983 a 2007 com o processo de globalização da economia. A partir de
2008 teve início a grande recessão que perdura até o presente momento e contribui para
a queda da taxa de lucro global conforme mostra a Figura 5. A 3ª Guerra Mundial pode
ser utilizada pelos estrategistas do capitalismo mundial como a estratégia de revitalização
do sistema capitalista mundial diante do fracasso da globalização como solução para
elevar a taxa de lucro global.
Conclusões
1. A ação belicosa do governo dos Estados Unidos e dos países da União Europeia contra
a Rússia com a expansão da OTAN está sendo complementada com a adoção de
sanções econômicas e financeiras contra o governo da Rússia para levá-lo à
bancarrota e contribuir para a derrubada de Wladimir Putin do poder. Todas estas
ações do governo dos Estados Unidos e aliados europeus contribuem para que Putin
possa radicalizar para salvar a Rússia e a si próprio. A eclosão da 3ª Guerra Mundial
poderá ocorrer se a asfixia econômica e financeira da Rússia ameaçar desestabilizar o
poder de Putin internamente.
2. Para barrar a ascensão da China como potência hegemônica do planeta, a estratégia
militar norte-americana está centrada na região Ásia-Pacífico. Como aliado dos
11
Estados Unidos, o Japão colabora com a estratégia norte-americana de “cerco” da
China reforçando seu poder militar.
3. Está bastante evidente a estratégia militar do governo dos Estados Unidos de criar
nova versão Ásia-Pacífico da OTAN para combater a China. A nova versão Ásia-
Pacífico da OTAN tende a acirrar o conflito do governo dos Estados Unidos contra a
China da mesma forma que a OTAN faz com relação à Rússia.
4. O risco da eclosão da 3ª Guerra Mundial fica colocada como uma possibilidade real
de acontecer, inclusive com o uso de armas nucleares.
5. Não há dúvidas que a indústria bélica dos Estados Unidos patrocina guerras como a
da Ucrânia como promoveu outras guerras no passado para auferir lucros. A produção
recorde de armamentos, cada vez mais letais e cirúrgicos, necessita ser posta para
funcionar na prática. Dos 10 maiores fabricantes de armas do mundo, seis são norte-
americanos, sendo cinco deles líderes da indústria bélica mundial.
6. A Organização das Nações Unidas (ONU) nasceu dos escombros da II Guerra,
representando as aspirações da humanidade por paz e segurança. A missão
da ONU consiste em fomentar a paz entre as nações, cooperar com o desenvolvimento
sustentável, monitorar o cumprimento dos Direitos Humanos e das liberdades
fundamentais e organizar reuniões e conferências em prol desses objetivos. No
entanto, a ONU não tem contribuído no sentido de fomentar a paz mundial ao assumir
uma postura passiva desde o fim da 2ª Guerra Mundial e, ao contrário, está
colaborando para seu acirramento no caso da guerra na Ucrânia com as resoluções
contra a Rússia aprovadas pela Assembleia Geral, incluindo a expulsão deste país do
Conselho dos Direitos Humanos.
7. O sistema capitalista mundial caminha inevitavelmente para seu fim em meados do
século XXI quando a taxa de lucro global e a taxa de crescimento do Produto Mundial
Bruto alcançarão o valor zero. As bases da teoria de Karl Marx apresentadas em sua
obra O Capital estão sendo confirmadas. Outro sinal importante de decadência do
capitalismo é a gigantesca dívida global, que alcançou US$ 275 trilhões em 2020 em dívidas
governamentais, corporativas e domésticas, quase três vezes o Produto Bruto
Mundial, que seconstituiemumabombaprestesaexplodir.
8. O sistema capitalista é um sistema que opera de acordo com o princípio da entropia
porque evolui com uma tendência universal de evoluir para uma crescente desordem
e autodestruição. Esta situação é demonstrada pela tendência de queda da taxa de
lucro global e da taxa de crescimento do Produto Bruto Mundial que alcançarão o
valor zero em meados do século XXI, bem como pelo endividamento excessivo dos
países do mundo especialmente, Estados Unidos, China e Japão que é insustentável.
9. Diante deste cenário econômico catastrófico para o sistema capitalista mundial, os
governantes das grandes potências capitalistas sob a liderança dos Estados Unidos
poderão recorrer à 3ª Guerra Mundial para dar sobrevida ao capitalismo no mundo
como ocorreu com a eclosão da 1ª e da 2ª Guerra Mundial.
REFERÊNCIAS
1. MALHEIRO, João. Armas nucleares. Quantas existem e quantos países as têm?
Disponível no website <https://rr.sapo.pt/especial/mundo/2022/02/28/armas-
nucleares-quantas-existem-e-quantos-paises-as-tem/274403/>, 2022.
12
2. PODER 360. Rússia e EUA têm 90% das armas nucleares do mundo. Disponível
no website <https://www.poder360.com.br/europa-em-guerra/russia-e-eua-tem-90-
das-armas-nucleares-do-mundo/>.
3. ALCOFORADO, Fernando. Como inventar o futuro para mudar o mundo.
Curitiba: Editora CRV, 2019.
4. EDUCABRAS. A história dos modos de produção. Disponível no website
<https://www.educabras.com/ensino_medio/materia/geografia/sistemas_economicos/aul
as/a_historia_dos_modos_de_producao>.
5. GEORGESCU-ROEGEN, Nicholas. The Entropy Law and the Economic Process.
Cambridge: Harvard University Press, 1971.
6. MAITO, Esteban Ezequiel. The tendency of the rate of profit to fall since the nineteenth
century and a world rate of profit. In: Roberts, M. & Carchedi, G. World in Crisis: a
global analysis of Marx’s law of profitability. Chicago: Haymarket, 2018.
7. MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro I. 1. ed. São Paulo:
Boitempo, 2013.
8. MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro II. 1. ed. São Paulo:
Boitempo, 2015.
9. MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro III, volume I. 2. ed. São
Paulo: Nova Cultural, 1985.
10. BEN ARIS. Attack of the Debt Tsunami: global debt soars to a new all-time high.
Disponível no website <https://www.intellinews.com/attack-of-the-debt-tsunami-global-
debt-soars-to-a-new-all-time-high-196972/>.
11. ALVES, José Eustáquio Diniz. A dívida global atinge US$ 247 trilhões: uma
bomba prestes à explodir? Disponível no website <https://jornalggn.com.br/crise/a-
divida-global-atinge-us-247-trilhoes-uma-bomba-prestes-a-explodir/>, 06/08/2018.
12. ROBERTS, Michael. Acabou o impulso de globalização? Disponível no website
<https://aterraeredonda.com.br/acabou-o-impulso-de-globalizacao/>.
13. BEINSTEIN, Jorge. Rostos da crise: Reflexões sobre o colapso da civilização
burguesa. Disponível no website
<http://www.resistir.info/crise/beinstein_04nov08_p.html>, 2008.
* Fernando Alcoforado, 82, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema
CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, da SBPC- Sociedade Brasileira para o
Progresso da Ciência e do IPB- Instituto Politécnico da Bahia, engenheiro e doutor em Planejamento
Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor
nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de
sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric
power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED-
Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário
do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor
a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o
Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese
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de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003),
Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI
ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary
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Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe
Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável-
Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio
Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora
CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no
Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que
Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba,
2017), Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-
autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) e A humanidade
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  • 1. 1 A 3ª GUERRA MUNDIAL E OS RESPONSÁVEIS POR SUA ECLOSÃO Fernando Alcoforado* Este artigo visa demonstrar que quatro grandes atores são responsáveis pelo aumento das tensões internacionais no mundo que podem fazer com que haja a eclosão da 3ª Guerra Mundial. Estes atores são os seguintes: 1) Governo dos Estados Unidos que busca evitar a perda de sua hegemonia no mundo ameaçada pela Rússia e pela China, respectivamente, nos campos militar e econômico; 2) Indústria bélica dos Estados Unidos que busca expandir a venda de armas com a disseminação de guerras no mundo para incrementar seus lucros; 3) ONU que se mantém passiva e inoperante na busca a paz mundial, e, 4) Grandes potências capitalistas lideradas pelos Estados Unidos que podem desencadear uma nova guerra mundial para impedir a debacle do sistema capitalista mundial. A contribuição do governo dos Estados Unidos à eclosão da 3ª Guerra mundial O governo dos Estados Unidos é um dos atores responsáveis pela eclosão da 3ª Guerra Mundial porque promove desde 1990 a expansão da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Europa até as fronteiras da Rússia que se completaria com a incorporação da Ucrânia à aliança militar ocidental, bem como promove nova versão Ásia-Pacífico da OTAN para fazer frente à China na Ásia. Isto se deve ao fato de a Rússia e a China se constituírem em obstáculo à dominação mundial dos Estados Unidos, respectivamente, do ponto de vista militar e econômico. O governo dos Estados Unidos contribuiu para a expansão da OTAN na Europa com a atração dos países que integraram o antigo Pacto de Varsóvia criado pela União Soviética após a 2ª Guerra Mundial. A OTAN foi criada no contexto da Guerra Fria, em 1949 tendo como seu principal objetivo conter a expansão do socialismo na Europa ocidental. A OTAN tem como um de seus pilares garantir a segurança de seus países-membros, que pode ocorrer de forma diplomática ou com o uso de forças militares. Os países-membros da OTAN fornecem parte de seu contingente militar para eventuais ações desse porte, uma vez que a organização não possui força militar própria. A OTAN é o braço armado dos Estados Unidos e seus aliados europeus na Europa para combater seu inimigo, a Rússia. A OTAN contava até a dissolução da União Soviética em 1989 com 16 países: 1) Alemanha; 2) Bélgica; 3) Canadá; 4) Dinamarca; 5) Espanha; 6) Estados Unidos; 7) França; 8) Grécia; 9) Holanda; 10) Islândia; 11) Itália; 12) Luxemburgo; 13) Noruega; 14) Portugal; 15) Turquia; 16) Reino Unido. A OTAN se expandiu, após o fim da União Soviética, atraindo mais 14 países que integraram o sistema socialista do leste europeu como Albânia, Bulgária, Croácia, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Macedônia, Montenegro, Polônia, República Tcheca e Romênia. Com a adesão desses países iniciou-se o cerco da Rússia que se completaria com a incorporação da Ucrânia à OTAN (Figura 1). O cerco da Rússia aumentou ainda mais com a recente adesão da Suécia e da Finlândia à OTAN. É preciso entender que a tentativa de incorporação da Ucrânia à OTAN levaria inevitavelmente à reação da Rússia como está acontecendo. O bombardeio da Sérvia na ex-Iugoslávia em 1999 mostrou de forma nítida quanto a estratégia de cerco organizada pelos Estados Unidos e seus aliados, através do avanço programado da OTAN nas zonas antigamente controladas pela União Soviética, podia representar um perigo para a soberania da Rússia. A chegada de Vladimir Putin ao poder
  • 2. 2 em 2000 na Rússia iria modificar radicalmente esse quadro geopolítico, até então muito desfavorável para os russos, porque marcou o início da recuperação geopolítica da Rússia, cuja posição tinha sido muito enfraquecida durante o governo Ieltsin na década de 1990. Putin considerou que a China poderia ajudá-la na sua resistência às ambições geopolíticas dos Estados Unidos tanto na Europa Oriental, quanto no Cáucaso ou na Ásia Central. A Organização da Cooperação de Xangai (Shanghai Cooperation Organization – SCO) foi criada em 2001 para estabelecer uma aliança entre a Rússia e a China em termos militares. A ação belicosa do governo dos Estados Unidos e dos países da União Europeia contra a Rússia com a expansão da OTAN está sendo complementada com a adoção de sanções econômicas e financeiras contra o governo da Rússia para levá-lo à bancarrota e contribuir para a derrubada de Wladimir Putin do poder. Todas estas ações do governo dos Estados Unidos e aliados europeus contribuem para que Putin possa radicalizar para salvar a Rússia e a si próprio. A eclosão da 3ª Guerra Mundial poderá ocorrer se a asfixia econômica e financeira da Rússia ameaçar desestabilizar o poder de Putin internamente. Putin já está considerando as sanções econômicas e financeiras a ela impostas pelos Estados Unidos e União Europeia como uma declaração de guerra. Por sua vez, a linha vermelha para a OTAN intervir no conflito é se a Rússia ameaçar algum de seus Estados membros quando a aliança militar ocidental será obrigada a defender qualquer Estado membro que seja atacado de acordo com o Artigo 5 da OTAN. Esta situação pode ocorrer a qualquer momento dada a proximidade territorial entre a Rússia e os países da OTAN. Cabe observar que a Rússia e os Estados Unidos têm conjuntamente mais de 8 mil ogivas nucleares. Os riscos são extremamente elevados para a humanidade. Figura 1- O cerco da Rússia pela OTAN na Europa Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-60129112
  • 3. 3 Para barrar a ascensão da China como potência hegemônica do planeta, a estratégia militar norte-americana está centrada na região Ásia-Pacífico. Como aliado dos Estados Unidos, o Japão colabora com a estratégia norte-americana de “cerco” da China reforçando seu poder militar. Outro objetivo da estratégia militar norte-americana é tambem pressionar a aliança da Rússia com a China desenvolvendo as ações da OTAN na Europa e com o reforço de suas bases militares no Japão, Coréia do Sul e Diego Garcia e da Frota do Pacífico. Para lidar com esta situação, a China adotou 6 estratégias: 1) alcançar níveis elevados de crescimento econômico para ultrapassar os Estados Unidos; 2) elevar continuamente sua participação no comércio internacional para liderá-lo; 3) retirar dos Estados Unidos a liderança econômica e militar na Ásia, o que significa atingir o cerne do poder norte-americano na região; 4) impedir a Índia de se constituir como polo autônomo de atração econômica na Ásia, possivelmente em alinhamento com os Estados Unidos; 5) tornar-se potência imprescindível para a paz no golfo Pérsico entre persas (Irã) e árabes (particularmente a Arábia Saudita) com o declínio da influência dos Estados Unidos nesta região; e, 6) reforçar a aliança econômica e militar com a Rússia. Está bastante evidente a estratégia militar do governo dos Estados Unidos de criar nova versão Ásia-Pacífico da OTAN para combater a China. A nova versão Ásia-Pacífico da OTAN surge, também, para fazer frente ao sistema de defesa da China na Ásia (Figura 2). A nova versão Ásia-Pacífico da OTAN tende a acirrar o conflito do governo dos Estados Unidos contra a China da mesma forma que a OTAN faz com relação à Rússia. Figura 2- Sistema de defesa da China na Ásia Fonte: https://www.naval.com.br/blog/2021/03/28/especialistas-da-rand-dizem-que-forcas-dos-eua- costumam-perder-ao-defender-taiwan-durante-jogos-de-guerra-de-mesa/ O risco da eclosão da 3ª Guerra Mundial fica colocada como uma possibilidade real de acontecer, inclusive com o uso de armas nucleares [1]. A Figura 3 apresenta os países que possuem armas nucleares no mundo. Cabe observer que, desde 2019, existem aproximadamente 3.750 ogivas nucleares ativas e 13.890 ogivas nucleares totais no mundo [2]. Atualmente há 12.705 armamentos nucleares pertencentes a nove países: Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido, Paquistão, Índia, Israel e Coreia do
  • 4. 4 Norte. Rússia e Estados Unidos têm 90% das armas nucleares do mundo. Juntos, todos os países da OTAN que têm armas nucleares possuem 6.065 ogivas, enquanto a Rússia tem 5.997. Figura 3- Países com armas nucleares Fonte: https://rr.sapo.pt/especial/mundo/2022/02/28/armas-nucleares-quantas-existem-e-quantos-paises- as-tem/274403/ A contribuição da indústria bélica dos Estados Unidos à eclosão da 3ª Guerra Mundial A indústria bélica dos Estados Unidos busca expandir a venda de armas com a disseminação de guerras no mundo para incrementar seus lucros. Com 102 guerras em seu "currículo" belicoso, os Estados Unidos são, provavelmente, um dos países mais envolvidos em ações militares do mundo que começou com a anexação de terras do México a seu território. Não é coincidência que os Estados Unidos sejam um dos países que mais se beneficiam economicamente de confrontos armados, já que as maiores exportadoras de armas do mundo são norte-americanas. Para além da venda de munição e armas, os Estados Unidos monetiza, também, com contratos de segurança e treinamento militar, o que faz com que muitos membros do Congresso estadunidense entendam as guerras como uma máquina de emprego e dinheiro para o país. A paz, para os Estados Unidos, poderia lhe custar muito caro. Não há dúvidas que a indústria bélica dos Estados Unidos patrocina guerras como a da Ucrânia como promoveu outras guerras no passado para auferir lucros. A produção recorde de armamentos, cada vez mais letais e cirúrgicos, necessita ser posta para funcionar na prática. Pudessem ser exibidos à luz do dia, veríamos que os principais patrocinadores dessa guerra fratricida é a indústria bélica, de ambos os lados das trincheiras. E pensar que a macabra tecnologia que fabrica esses moedores de carne humana é desenvolvida por ex-alunos das melhores universidades do planeta, sendo que muitas dessas máquinas da morte são financiadas graças aos impostos pagos pela população civil. Nas mãos de celerados, essas tecnologias mortíferas acabam promovendo o show de horrores que as emissoras de TV transmitem ao vivo e a cores. O que o mundo assiste agora em tempo real é ao show da morte de sempre. Fica evidente que, enquanto houver indústria bélica no mundo, as guerras continuarão a proliferar em
  • 5. 5 todo o planeta. A paz no mundo só acontecerá quando houver o desarmamento de todos os países e a cessação da fabricação de armas. Dos 10 maiores fabricantes de armas do mundo, seis são norte-americanos, sendo cinco deles líderes da indústria bélica mundial como mostra o quadro a seguir: Fonte: https://www.poder360.com.br/internacional/100-maiores-empresas-de-armas-venderam-us-531- bilhoes-em-2020/ A contribuição da ONU à eclosão da 3ª Guerra Mundial A Organização das Nações Unidas (ONU) nasceu dos escombros da II Guerra, representando as aspirações da humanidade por paz e segurança. A missão da ONU consiste em fomentar a paz entre as nações, cooperar com o desenvolvimento sustentável, monitorar o cumprimento dos Direitos Humanos e das liberdades fundamentais e organizar reuniões e conferências em prol desses objetivos. No momento de sua criação, a opinião pública depositava na ONU grande esperança de que ela cumpriria sua missão fundamental de fomentar a paz entre as nações. No entanto, a ONU não tem contribuído no sentido de fomentar a paz mundial por sua postura passiva desde o fim da 2ª Guerra Mundial e, ao contrário, está colaborando para seu acirramento no caso da guerra na Ucrânia com as resoluções contra a Rússia aprovadas pela Assembleia Geral, incluindo a expulsão deste país do Conselho dos Direitos Humanos. Criada para manter a segurança internacional, a ONU fracassa na própria inoperância. A ONU tem uma estrutura gigantesca, de orçamento bilionário. A imobilidade categórica e a inoperância explícita da organização de orçamento bilionário são, também, reflexo de sua cúpula de poder - o Conselho de Segurança. Formado por Estados Unidos, Grã- Bretanha, França, China e Rússia que permanece imutável desde sua fundação não
  • 6. 6 reconhecendo a ascensão econômica de países como Japão, Alemanha e Índia entre outros. Como as questões de poder também eram relevantes surgiu o mecanismo do veto, considerado o principal responsável pela paralisia frequente do Conselho de Segurança e da própria ONU. Até agora, as ações da ONU estão restritas a inúmeras censuras diplomáticas e sanções econômicas. Massacres e crises internacionais desgastam a imagem da instituição. A escalada da 3ª Guerra Mundial está em curso e não há nenhuma iniciativa da ONU voltada para impedir sua eclosão. A contribuição das grandes potências capitalistas lideradas pelos Estados Unidos à eclosão da 3ª Guerra Mundial O sistema capitalista mundial caminha inevitavelmente para seu fim em meados do século XXI quando a taxa de lucro global e a taxa de crescimento do Produto Mundial Bruto alcançarão o valor zero [3]. Além disso, o capitalismo evoluirá com as características de entropia [5] ao apresentar a tendência universal de evoluir para uma crescente desordem e autodestruição até o seu fim em meados do século XXI. Este cenário levará ao fim do processo de acumulação do capital confirmando a tendência de que o capitalismo não perdurará para sempre como modo de produção, como muitos pensam, porque ele terá o mesmo destino de outros modos de produção que desapareceram, como é o caso do escravismo no século V e do feudalismo no século XIV [4]. A decadência do sistema capitalista mundial se concretiza, portanto, no fato de a taxa de lucro global (Figura 4) e a taxa de crescimento do Produto Mundial Bruto (Figura 3) apresentarem tendência de declínio até alcançarem o valor zero em meados do século XXI e o capitalismo evoluir apresentando entropia com crescente desordem e autodestruição até chegar ao seu fim como aconteceu com os modos de produção escravista e feudal. A Figura 1 apresenta a evolução da taxa de lucro do sistema capitalista mundial de 1869 a 2007 apontando seu declínio neste período [6]. Figura 4- Taxa de lucro mundial Fonte: MAITO, Esteban Ezequiel. The tendency of the rate of profit to fall since the nineteenth century and a world rate of profit. In: Roberts, M. & Carchedi, G. World in Crisis: a global analysis of Marx’s law of profitability. Chicago: Haymarket, 2018.
  • 7. 7 Se for considerada a evolução da taxa de lucro do sistema capitalista mundial do período 1869- 1947 e, for mantida a tendência de queda desta taxa de lucro no período mais recente, 1947- 2007, a taxa de lucro do sistema capitalista mundial tenderia para o valor igual a zero em 2037. Michael Roberts, economista, co-editor, entre outros livros, como "The Great Recession: a Marxist View", "The Long Depression" e "Marx 200: a Review of Marx's Economics 200 years after his Birth", e autor do blog "The Next Recession" (https://thenextrecession.wordpress.com), afirma em seu artigo Acabou o impulso de globalização?[12], que a última onda de globalização começou a diminuir pouco antes do início dos anos 2000, quando a lucratividade global passou a recuar, tal como mostra a Figura 5 abaixo para a taxa de lucro médio dos países do G20 que é composto pelos seguintes países: Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, República da Coreia, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. Figura 5- Taxa de lucro média dos países do G20 (%) Fonte: https://aterraeredonda.com.br/acabou-o-impulso-de-globalizacao/ A Figura 5 mostra que existe uma tendência de queda da taxa de lucro médio dos países do G20 de 1968 a 2019. A Figura 5 confirma as conclusões extraídas da Figura 4 de que tendência declinante da taxa de lucro global ao considerar os dados da taxa de lucro médio dos países do G20 de 1998 a 2019. A Figura 6 apresenta a evolução do Produto Mundial Bruto de 1961 a 2007 apontando seu declínio neste período [13]. Se for mantida a tendência de queda na taxa de crescimento do Produto Mundial Bruto nos próximos anos, esta taxa alcançará o valor zero em 2053.
  • 8. 8 Figura 6- Taxas de crescimento real do Produto Bruto Mundial e dos Produtos Financeiros (derivativos) Fonte: BEINSTEIN, Jorge. Rostos da crise: Reflexões sobre o colapso da civilização burguesa. Disponível no website <http://resistir.info/crise/beinstein_04nov08_p.html>, 2008. Conclui-se, pelo exposto, que o sistema capitalista mundial ficaria inviabilizado em meados do século XXI (2037 ou 2053) quando cessará o processo de acumulação do capital com as taxas de lucro global e de crescimento da economia mundial alcançando o valor zero. A tendência decrescente das taxas de lucro no sistema capitalista mundial mostra o caráter histórico, transitório do modo de produção capitalista e o conflito que se estabelece com as possibilidades de continuar seu desenvolvimento. Assim, as bases da teoria de Marx apresentadas em sua obra O Capital estão sendo confirmadas [7, 8 e 9]. Karl Marx previu que a taxa de lucro tenderá a cair no longo prazo, década após década. Não só haverá altos e baixos em cada ciclo de “boom” e crise, mas também haverá uma tendência à queda no longo prazo, tornando cada “boom” mais curto e cada queda mais profunda. Além dos sinais de decadência representados pela queda da taxa de lucro mundial e da taxa de crescimento do Produto Bruto Mundial que alcançarão o valor zero em meados do século XXI, outro sinal importante de decadência do capitalismo é a gigantesca dívida global, que alcançou US$ 275 trilhões em 2020 em dívidas governamentais, corporativas e domésticas, quase três vezes o Produto Bruto Mundial, que seconstituiemumabombaprestes aexplodir [10] (Figura 7).
  • 9. 9 Figura 7- Dívida global de 2013 a 2020 Fonte: https://www.intellinews.com/attack-of-the-debt-tsunami-global-debt-soars-to-a-new-all-time-high- 196972/ A Figura 8 apresenta a evolução da dívida global das famílias (household), das empresas não financeiras (non-financial corporate), do governo (government) e do setor financeiro (financial) e total em 2003, 2008, 2013 e 2018 [11]. Figura 8- Dívida global de 2003 a 2018 Fonte: ALVES, José Eustáquio Diniz. A dívida global atinge US$ 247 trilhões: uma bomba prestes à explodir? Disponível no website <https://jornalggn.com.br/crise/a-divida-global-atinge-us-247-trilhoes- uma-bomba-prestes-a-explodir/>, 06/08/2018. O Institute of International Finance (IIF) afirma que a dívida global era inferior a US$ 100 trilhões em 2003, atingiu US$ 177,7 trilhões em 2008, US$ 209,4 trilhões em 2013 e US$ 247,2 trilhões em 2018. A dívida mundial subiu quase US$ 150 trilhões em 15 anos. Cerca de US$ 10 trilhões a cada ano. Os níveis de endividamento das famílias, dos setores corporativos não financeiros e do governo atingiram US$ 186,5 trilhões no
  • 10. 10 primeiro trimestre de 2018. A dívida do setor financeiro subiu para um recorde de US$ 60,6 trilhões. O crescimento econômico mundial está sendo sustentado no crédito e no endividamento. A dívida dos mercados emergentes subiu para um recorde de US$ 58,5 trilhões no primeiro trimestre de 2018 – mais de 84% desde o início da crise mundial em 2008. Nos últimos 5 anos, a dívida do governo subiu mais acentuadamente no Brasil, Arábia Saudita, Nigéria e Argentina, de acordo com o IIF [11]. Pelo exposto, fica demonstrado que o sistema capitalista mundial é um sistema que opera de acordo com o princípio da entropia porque evolui com uma tendência universal de evoluir para uma crescente desordem e autodestruição [6]. Esta situação é demonstrada pela tendência de queda da taxa de lucro global e da taxa de crescimento do Produto Bruto Mundial que alcançarão o valor zero em meados do século XXI, bem como pelo endividamento excessivo dos países do mundo especialmente, Estados Unidos, China e Japão que é insustentável. A imprevisibilidade do capitalismo resulta do fato de ser um sistema que opera caoticamente, sem planejamento e controle. Diante deste cenário catastrófico para o sistema capitalista mundial, os governantes das grandes potências capitalistas sob a liderança dos Estados Unidos poderão recorrer à 3ª Guerra Mundial para superar suas crises e dar sobrevida ao capitalismo no mundo como ocorreu com a eclosão da 1ª e da 2ª Guerra Mundial. A análise da Figura 4 permite constatar que a taxa de lucro global que estava em declínio desde 1869 até 1911, aumentou de 1911 a 1918 com os investimentos realizados pelas grandes potências capitalistas beligerantes durante a 1ª Guerra Mundial. Com o fim da 1ª Guerra Mundial, a tendência de declínio da taxa de lucro global teve continuidade de 1923 a 1929, quando ocorreu a quebra na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Os investimentos realizados pelas grandes potências capitalistas beligerantes durante a 2ª Guerra Mundial fez com que a taxa de lucro global se elevasse de 1930 a 1945. Com o fim da 2ª Guerra Mundial, houve a retomada do declínio da taxa de lucro global de 1945 a 1950. De 1950 a 1965 houve gigantescos investimentos na reconstrução dos países que tiveram suas infraestruturas destruídas pela guerra razão pela qual aconteceu o crescimento da taxa de lucro global. De 1965 a 1983 houve continuidade da tendência de queda da taxa de lucro global que foi atenuada de 1983 a 2007 com o processo de globalização da economia. A partir de 2008 teve início a grande recessão que perdura até o presente momento e contribui para a queda da taxa de lucro global conforme mostra a Figura 5. A 3ª Guerra Mundial pode ser utilizada pelos estrategistas do capitalismo mundial como a estratégia de revitalização do sistema capitalista mundial diante do fracasso da globalização como solução para elevar a taxa de lucro global. Conclusões 1. A ação belicosa do governo dos Estados Unidos e dos países da União Europeia contra a Rússia com a expansão da OTAN está sendo complementada com a adoção de sanções econômicas e financeiras contra o governo da Rússia para levá-lo à bancarrota e contribuir para a derrubada de Wladimir Putin do poder. Todas estas ações do governo dos Estados Unidos e aliados europeus contribuem para que Putin possa radicalizar para salvar a Rússia e a si próprio. A eclosão da 3ª Guerra Mundial poderá ocorrer se a asfixia econômica e financeira da Rússia ameaçar desestabilizar o poder de Putin internamente. 2. Para barrar a ascensão da China como potência hegemônica do planeta, a estratégia militar norte-americana está centrada na região Ásia-Pacífico. Como aliado dos
  • 11. 11 Estados Unidos, o Japão colabora com a estratégia norte-americana de “cerco” da China reforçando seu poder militar. 3. Está bastante evidente a estratégia militar do governo dos Estados Unidos de criar nova versão Ásia-Pacífico da OTAN para combater a China. A nova versão Ásia- Pacífico da OTAN tende a acirrar o conflito do governo dos Estados Unidos contra a China da mesma forma que a OTAN faz com relação à Rússia. 4. O risco da eclosão da 3ª Guerra Mundial fica colocada como uma possibilidade real de acontecer, inclusive com o uso de armas nucleares. 5. Não há dúvidas que a indústria bélica dos Estados Unidos patrocina guerras como a da Ucrânia como promoveu outras guerras no passado para auferir lucros. A produção recorde de armamentos, cada vez mais letais e cirúrgicos, necessita ser posta para funcionar na prática. Dos 10 maiores fabricantes de armas do mundo, seis são norte- americanos, sendo cinco deles líderes da indústria bélica mundial. 6. A Organização das Nações Unidas (ONU) nasceu dos escombros da II Guerra, representando as aspirações da humanidade por paz e segurança. A missão da ONU consiste em fomentar a paz entre as nações, cooperar com o desenvolvimento sustentável, monitorar o cumprimento dos Direitos Humanos e das liberdades fundamentais e organizar reuniões e conferências em prol desses objetivos. No entanto, a ONU não tem contribuído no sentido de fomentar a paz mundial ao assumir uma postura passiva desde o fim da 2ª Guerra Mundial e, ao contrário, está colaborando para seu acirramento no caso da guerra na Ucrânia com as resoluções contra a Rússia aprovadas pela Assembleia Geral, incluindo a expulsão deste país do Conselho dos Direitos Humanos. 7. O sistema capitalista mundial caminha inevitavelmente para seu fim em meados do século XXI quando a taxa de lucro global e a taxa de crescimento do Produto Mundial Bruto alcançarão o valor zero. As bases da teoria de Karl Marx apresentadas em sua obra O Capital estão sendo confirmadas. Outro sinal importante de decadência do capitalismo é a gigantesca dívida global, que alcançou US$ 275 trilhões em 2020 em dívidas governamentais, corporativas e domésticas, quase três vezes o Produto Bruto Mundial, que seconstituiemumabombaprestesaexplodir. 8. O sistema capitalista é um sistema que opera de acordo com o princípio da entropia porque evolui com uma tendência universal de evoluir para uma crescente desordem e autodestruição. Esta situação é demonstrada pela tendência de queda da taxa de lucro global e da taxa de crescimento do Produto Bruto Mundial que alcançarão o valor zero em meados do século XXI, bem como pelo endividamento excessivo dos países do mundo especialmente, Estados Unidos, China e Japão que é insustentável. 9. Diante deste cenário econômico catastrófico para o sistema capitalista mundial, os governantes das grandes potências capitalistas sob a liderança dos Estados Unidos poderão recorrer à 3ª Guerra Mundial para dar sobrevida ao capitalismo no mundo como ocorreu com a eclosão da 1ª e da 2ª Guerra Mundial. REFERÊNCIAS 1. MALHEIRO, João. Armas nucleares. Quantas existem e quantos países as têm? Disponível no website <https://rr.sapo.pt/especial/mundo/2022/02/28/armas- nucleares-quantas-existem-e-quantos-paises-as-tem/274403/>, 2022.
  • 12. 12 2. PODER 360. Rússia e EUA têm 90% das armas nucleares do mundo. Disponível no website <https://www.poder360.com.br/europa-em-guerra/russia-e-eua-tem-90- das-armas-nucleares-do-mundo/>. 3. ALCOFORADO, Fernando. Como inventar o futuro para mudar o mundo. Curitiba: Editora CRV, 2019. 4. EDUCABRAS. A história dos modos de produção. Disponível no website <https://www.educabras.com/ensino_medio/materia/geografia/sistemas_economicos/aul as/a_historia_dos_modos_de_producao>. 5. GEORGESCU-ROEGEN, Nicholas. The Entropy Law and the Economic Process. Cambridge: Harvard University Press, 1971. 6. MAITO, Esteban Ezequiel. The tendency of the rate of profit to fall since the nineteenth century and a world rate of profit. In: Roberts, M. & Carchedi, G. World in Crisis: a global analysis of Marx’s law of profitability. Chicago: Haymarket, 2018. 7. MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro I. 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2013. 8. MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro II. 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2015. 9. MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro III, volume I. 2. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1985. 10. BEN ARIS. Attack of the Debt Tsunami: global debt soars to a new all-time high. Disponível no website <https://www.intellinews.com/attack-of-the-debt-tsunami-global- debt-soars-to-a-new-all-time-high-196972/>. 11. ALVES, José Eustáquio Diniz. A dívida global atinge US$ 247 trilhões: uma bomba prestes à explodir? Disponível no website <https://jornalggn.com.br/crise/a- divida-global-atinge-us-247-trilhoes-uma-bomba-prestes-a-explodir/>, 06/08/2018. 12. ROBERTS, Michael. Acabou o impulso de globalização? Disponível no website <https://aterraeredonda.com.br/acabou-o-impulso-de-globalizacao/>. 13. BEINSTEIN, Jorge. Rostos da crise: Reflexões sobre o colapso da civilização burguesa. Disponível no website <http://www.resistir.info/crise/beinstein_04nov08_p.html>, 2008. * Fernando Alcoforado, 82, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e do IPB- Instituto Politécnico da Bahia, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese
  • 13. 13 de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017), Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co- autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) e A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021).