SlideShare uma empresa Scribd logo
Metazoários
O que são metazoários?
Qual é a sua origem?
• Metazoários são todos os animais
multicelulares.
• Dividem-se entre 1. Mesozoa (filo único);
2. Parazoários (filos Porifera e Placozoa)
e 3. Eumetazoa.
Origem dos Metazoários - Hipóteses
• Há 3 principais hipóteses para explicar a origem
dos metazoários:
1.Surgimento através da forma sincicial de um
ciliado. (Limites – membranas – surgiram
posteriormente).
2.Metazoários são polifiléticos, derivados de mais
de um grupo de organismos unicelulares.
3.Através de uma forma flagelada colonial, nas
quais células se tornaram cada vez mais
especializadas.
• ...sendo esta última a que é melhor aceita...
Origem dos animais
• Proposta por Haeckel (1874)
• Ancestral do clado animal: um protista de um único
flagelo, colonial – próximo aos coanoflagelados.
• Colônia passou por Especialização Funcional:
algumas células começaram a se especializar –
para movimento, para nutrição, para reprodução...
• A diferenciação celular era coordenada por
moléculas reguladoras. Grupo de células
coordenadas evoluiu tornando-se animais.
Colônias de
coanoflagelados
Quaissãoosprincipais
gruposdeanimais?
Estima-se que exista 8,7 milhoes de espécies animais no mundo, sendo 6,5 milhões
terrestres e 2,2 milhões (~ 25% do total) de oceanos.
86% de todas as espécies na terra e 91% das espécies do mar ainda precisam ser
descobertas, investigadas, catalogadas. Mora et al. (2011, PloS Biology)
Filogenia dos animais
Quais carateres devem ser usados?
• Carateres do ancestral não devem ser usados pois estão
presentes em quase todos os animais.
• Uso de caracteres derivados. Bom ex.: padrões de
desenvolvimento embrionário.
Resumindo, a diversidade animal
Animais com:
2 camadas embrionárias
simetria radial
PARAZOA
Porifera
• As esponjas representam filo de organismos de organização
mais simples. São os mais simples entre os animais.
• Apresentam um grande número de canais e poros
minúsculos, formando um grande sistema de
filtragem/alimentação. (Dependem disso, pois são sésseis).
• Alimentam-se por filtração, bombeando a água através das
paredes do corpo.
Latim: portador de poros
Porifera
• Não possuem tecido verdadeiro, células até apresentam certo grau de
independência.
• Algumas células especializadas, mas não organizadas, formando
órgãos verdadeiros.
• Podem apresentar simetria radial ou sem simetria.
• São sésseis, 8.000 espécies marinhas, 150 de água doce (nenhuma
terrestre).
• São abundantes em todos os mares.
Latim: portador de poros
• Tem ampla variedade de tamanho (de poucos milímetros de
largura a 2 metros de altura) e formas (copo, tubo, crostas)
porque estão em diferentes ambientes (profundos,
superficiais, com ação de ondas...).
• A maioria das espécies é hermafrodita, reproduzem
sexuadamente com liberação de espermatozóides na água.
Fertilização é interna.
• Embriões são livre – natantes.
• Reproduzem assexuadamente por brotamento ou
fragmentação
Tubular
Encrustante Forma
variável
digitiforme
Perfurante
Porifera - estrutura
• Água é bombeada pelo
batimento de células
especializadas para
alimentação. Essas mesmas
células, coanócitos, retem as
partículas sem seleção
(fagocitose) - protistas, detritos
orgânicos, bactérias, outros
organismos planctonicos.
• A esponja tem a forma de um tubo ou saco, muitas vezes
ramificado, com a extremidade fechada presa ao substrato.
•Há 2 tipos de aberturas do corpo: óstio - As paredes são perfuradas
por muitas cavidades microscópicos para permitir que a água flua para
dentro do corpo trazendo oxigênio e alimento. Ósculo – cavidade
grande na(s) extremidade(s) aberta(s).E ainda a cavidade interior é a
espongiocele.
Tipos de sistemas de canais
• Asconóides – mais simples, tubulares.
• Siconóides – forma maior da Asconoide, parede do corpo
mais espessa e mais complexa (com mais canais radiais).
• Leuconóides – Mais complexa, com ósculos numerosos.
Há canais inalantes e exalantes (com acesso ao ósculo).
Células de um porífero
• Mesenquima – matriz gelatinosa
onde organizam-se células.
• Pinacócito – célula achatada que
cobre superfície exterior e parte da
interna. Célula mais próxima de um
tecido verdadeiro.
• Arqueócito – células ameboides que
se deslocam no mesenquima.
Podem fagocitar partículas na
pinacoderme, receber partículas dos
coanócitos para digestão. Podem se
diferenciar em qualquer um dos tipos
celulares.
• Esclerócito – secretam espículas.
• Coanócito – células que forram os
canais e câmaras flageladas. Metade
fica embebida no mesenquima,
metade fica exposta.
Visão microscópica da parede de um porífero
Classificação Porifera
• Classe Calcarea
– Possui espículas de carbonato de cálcio que
forma franja ao redor do ósculo.
– Nos canais, há espículas aculeiformes ou
com 3 ou 4 raios.
– Todas são marinhas.
Classificação Porifera
• Classe Hexactinellida
– Possui espículas de carbonato de cálcio que
forma franja ao redor do ósculo.
– Espículas silicosas de 6 raios, estendendo-se
em ângulos retos de um ponto central.
– Corpo frequentemente cilíndrico ou em forma
de funil. Siconóide simples ou leuconóide.
– Todas são marinhas, maioria de águas
profundas.
Classificação Porifera
• Classe Dermospongiae
– Espículas silicosas.
– Sistema de canais leuconóide
– 1 família de água doce, demais são marinhas
Animais com:
2 camadas embrionárias
simetria radial
EUMETAZOA
CNIDARIA
• Também podem ser chamados por Coelenterata (filo).
• Considerados organismos próximos aos basais de
metazoários.
• Há fosseis com mais de 700 milhões de anos.
• São conhecidas 9.400 espécies. Todas aquáticas, quase
todas marinhas.
• Preferem águas mais quentes, como as tropicais.
• Representados pelos pólipos (boca para baixo, fase
assexuada) e águas vivas (boca para cima, fase sexuada) - 2
padrões corporais básicos. Ambos podem ser móveis!
• Podem ser pequenas (como 5 mm) ou gigantescas – 75 m.
Grego: urtiga
Cnidaria – interações ecológicas
• Cnidários participam de interações características:
• Servem de alimento para moluscos, platelmintos.
• Hidróides e anêmonas x gastrópodes.
• Algas x hidras (água doce) e corais de recifes.
• Anêmonas x peixes.
Embranquecimento de corais.
Dimorfismo e Polimorfismo em Cnidaria
• Pólipo
– Forma hidróide, geralmente tubulares com boca cercada
por tentáculos em 1 das extremidades.
– Extremidade aboral geralmente fica presa ao substrato
por disco pedal.
– Podem viver isoladamente ou em colônia.
– Nas colônias, indivíduos podem ter formas e funções
(alimentação, defesa, reprodução) diferentes.
• Medusa
– Geralmente livre-natante, corpo forma de guarda chuva ou de sino.
– Boca geralmente no lado côncavo, há tentáculos ao redor da borda
do sino.
– 1 das classes – Anthozoa – das anêmonas do mar e corais são
sempre medusoides (não há dimorfismo).
Pólipo x Medusa
• Vantagens de ter as 2 fases.
• São realmente diferentes (morfologicamente)?
CNIDARIA
• Há tecidos especializados: boca do cnidário conecta-se a uma
bolsa de fundo cego: cavidade gastrovascular.
• A abertura da boca também funciona como ânus.
• Parede do corpo formada por 2 camadas distintas: epiderme
(ectoderma) e gastroderme (endoderma). A gastroderme forra a
cavidade gastrovascular.
• Cavidade gastrovascular tem função de digestão
externa, trocas gasosas, circulação e atua como
esqueleto hidrostático (por difusão).
Grego: urtiga
CNIDARIA – Estrutura Corpo
Entre ambas camadas há mesogléia (matriz gelatinosa,
contem secreções translúcidas, células nervosas e musculares,
sem organização de tecido). Fluido da mesogléia sustenta
corpo.
Possuem células epiteliais, com fibras musculares que
permitem que animais se movam.
Músculos são integrados por redes nervosas simples.
CNIDARIA – Ciclo de Vida
Fase polipo
Fase medusa
Rede nervosa em Cnidaria
• Não há concentração de células nervosas, um
Sistema Nervoso Central.
• É difuso, com um conjunto de células nervosas
na base da epiderme e outro na gastroderme.
• Impulsos nervosos são transmitidos de célula a
outra por liberação de neurotransmissores.
CNIDARIA – Estruturas urticantes
São organismos carnívoros, capturam suas presas
através de toxinas.
Ao redor da boca há um anel de tentáculos com
células urticantes, os cnidoblastos, capazes de liberar
um minúsculo espinho, o nematocisto que pode conter
toxina ou material mucoso.
Há mais de 20 tipos de nematocistos, tem
importante função taxonômica.
Os que não injetam veneno acoplam à presa como
se fossem molas, e as imobiliza.
A grande maioria dos cnidários é carnívora, toxinas
são responsáveis por imobilizar a presa (pode
imobilizar animais até do tamanho de um rato).
Tipos de
nematocistos
Reprodução• Pode ser sexuada
– Ciclo complexo, envolvendo as fases polipoide e medusoide.
– Animais dioicos ou monóicos.
– Larva nada até encontrar bom substrato, quando se torna
pólipo.
– Cresce, absorve os tentáculos e se divide horizontalmente pra
formar discos que se tornarão jovens medusas.
– Medusas seguem o ciclo até amadurecimento, pólipos podem
continuar produzindo medusas de tempos em tempos.
– Gônadas ficam na gastroderme, gametas
são liberados na estação reprodutiva
(fecundação externa)
• Pode ser assexuada
– Regeneração, brotamento, divisão
binária...
Classificação
• 4 classes:
Classificação
• Cubozoa
– Solitários,
– Fase de pólipo reduzida, medusas campanuliformes
quadradas em corte transversal,
– Tentáculos que saem de cada aresta do sino,
– 16 espécies, todas marinhas.
– Toxina perigosa (até fatal) aos humanos.
Classificação
• Scyphozoa
– Solitários,
– Fase de pólipo reduzida ou ausente,
– Medusas campanuliformes, sem véu
– Mesogléia muito aumentada,
– Há aproximadamente 200 espécies, todas marinhas.
Classificação
• Anthozoa
– aproximadamente 6.500 espécies marinhas sésseis; é a maior
classe de Cnidaria.
– exclusivamente polipóide; as anêmonas são solitárias, porém
nos Anthozoa predominam as formas coloniais e fixas;
– pólipos diferem dos pólipos de outras classes de Cnidaria em
várias características:
– a superfície oral expande-se em um disco oral, com boca oval
ou em forma de fenda no centro, e tentáculos periféricos ocos;
– a boca conduz a uma faringe em forma de tubo. Em um ou dois
ângulos da boca e da faringe, forma-se um sulco densamente
ciliado o sifonóglifo, que direciona a corrente de água para a
cavidade gastrovascular.
Classificação
• Hydrozoa
– 3.000 espécies, maioria marinhos e coloniais. Os
únicos cnidários de água doce são hidrozoários;
– existem espécies polipóides ou medusóides, maioria
exibe as duas formas no ciclo de vida;
– notáveis pelo polimorfismo acentuado colônias,
variedade de formas e ambientes colonizados.
Animais com:
3 camadas embrionárias
Protostomados
Acelomados
Platelmintos Filo Platyhelminthes
• Animais compridos, triploblásticos, acelomados, bilaterais e sem
apêndices.
• Ancestral com características semelhantes aos Cnidaria (inclusive
mesogléia, substituída pelo parênquima).
• São conhecidas aproximadamente 20.000 espécies.
• Há tecidos verdadeiros, com órgãos organizados em sistemas.
• Corpo achatado dorsoventralmente com aberturas oral e genital
(não há ânus), geralmente na superfície ventral; afilado (forma folha)
ou alongado (forma de fita);
• Corpo pode ter de alguns milímetros até muitos metros de
comprimento (tênias).
Grego: verme chato
Platelmintos Filo Platyhelminthes
• Podem ter forma livre ou parasitária:
– Forma livre, classe Turbelaria, vivem em água doce ou marinha
(maioria) ou ambientes terrestre úmidos.
– Demais classes são parasitas (Cestoda, Trematoda e Monogea).
• Planárias são detritívoras, necrófagas e principalmente predadoras.
• Reprodução pode ser assexuada (regeneração) ou sexuada
Platelmintos - Estrutura
• Epiderme é celular ou sincicial, ciliada, e contem órgãos adesivos.
– ...membros de grupos de parasitas não possuem cílios.
• Também podem conter Rabditos, que formam o envoltório mucoso e
protetor do corpo (quando há perda de água).
• Abaixo da membrana basal existem fibras musculares, que podem
ser circulares, longitudinais e diagonais.
• Como são acelomados, espaços entre órgãos são preenchidos com
mesênquima (ou parênquima).
Corte transversal de uma planária.
• Parênquima – conjunto de
células derivadas do
mesoderme preenche
espaços entre músculos e
órgãos viscerais. Essas
células são porções não
contráteis de células
musculares.
Platelmintos – Estrutura Alimentar
• Sistema digestório tem boca, faringe e intestino, exceto dos
cestódeos (parasitas, não tem sistema digestório).
• Boca se abre em faringe muscular.
• Intestino ramificado (geralmente em forma de Y ou mais ramificado),
fundo cego (“cavidade gastrovascular”).
• São carnívoras, alimentando-se de pequenos crustáceos,
nematódes, rotíferos e insetos.
• Detectam alimento a certa distância, através de quimiorreceptores.
• Secreções intestinais contêm enzimas proteolíticas, para alguma
digestão extracelular. Há também digestão intracelular por células
fagocitárias da gastroderme.
Padrão intestinal de 2 turbelários.
Platelmintos – Excreção
• Órgãos de osmorregulação com células flama, ligadas
por ductos excretores.
• Células flama: forma caliciforme, com conjunto de
flagelos que localizam-se na face interna do cálice.
• Batimentos dos flagelos impulsionam o fluido nos ductos
coletores (pressão negativa).
• Dutos esvaziam em nefridioporos (número variado) ou
em bexiga excretora, com 1 poro terminal.
Platelmintos - Estrutura
• Possuem encéfalo (gânglio cerebral) com cordões nervosos
longitudinais (1- 5 pares), subjacentes à camada muscular.
– Platelmintos mais derivados possuem menos cordões.
• Há órgãos sensoriais simples
– Ocelos – manchas sensíveis à luz.
– Células táteis e quimiorreceptoras – sobre o corpo do animal.
– Estatocistos – órgãos de equilíbrio.
REPRODUÇÃO
• Quase todas as espécies são hermafroditas (Monóicas), porém auto
fecundação é rara. Há copulação mútua, fertilização interna.
• Reprodução assexuada é por fissão e por regeneração.
Platelmintos - Parasitismo
• Trematódeos
– Endoparasitos de vertebrados, usando invertebrados como
vetores.
– Possuem órgãos de adesão, como ganchos e ventosas,
maior capacidade reprodutiva.
– Exs.
Schistosoma spp.
Problema de locais sem
tratamento de esgoto.
• Cestódeos
– Endoparasitos de
vertebrados.
– Possuem corpos longos
e achatados.
– A superfície tem
projeções diminutas que
aumentam a eficiência
de absorver nutrientes
pelo tegumento.
– Exs. Taenia spp.
Platelmintos - Parasitismo
Verme maduro forma-
se em 2-3semanas.
Classificação
• Classe Turbelaria
– Geralmente de vida livre,
– Cobertos por epiderme ciliada,
– Boca geralmente ventral, algumas vezes
próxima ao centro do corpo.
– Maioria hermafrodita, alguns reproduzem por
fissão.
Classificação
• Classe Trematoda
– Parasitas de todas as classes de vertebrados.
– Corpo coberto por tegumento sincicial aciliado.
– Corpo forma cilíndrica ou de folha.
– Geralmente com ventosas oral e ventral.
– Canal alimentar, geralmente, com 2 ramificações
principais.
– Geralmente monoico.
Schistosoma
Classificação
• Classe Monogea
– Corpo coberto por tegumento sincicial aciliado.
– Parasitas, principalmente brânquias e superfície externa de
peixes.
– Corpo forma cilíndrica ou de folha.
– Com diferentes órgãos de adesão (ganchos, ventosas ou
braçadeiras), muitas vezes combinados.
– Monoicos.
– Geralmente 1 único hospedeiro
Classificação
• Classe Cestoda
– Corpo coberto por tegumento sincicial aciliado.
– Parasitas de vertebrados (Taenia, entre outras.)
– Corpo forma de fita.
– Com diferentes órgãos de ancoragem (ganchos, ventosas -
Escolex), muitas vezes combinados.
– Sem órgãos digestivos.
– Monoicos.
– Geralmente 1 único hospedeiro
Resumindo, a diversidade animal

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Introdução à morfofisiologia comparada do sistema nervoso
Introdução à morfofisiologia comparada do sistema nervosoIntrodução à morfofisiologia comparada do sistema nervoso
Introdução à morfofisiologia comparada do sistema nervosoCaio Maximino
 
EvoluçãO Dos Invertebrados
EvoluçãO Dos InvertebradosEvoluçãO Dos Invertebrados
EvoluçãO Dos InvertebradosThiago Faria
 
Subfilo Miriápodes
Subfilo Miriápodes Subfilo Miriápodes
Subfilo Miriápodes MarianeSGS
 
Noções Básicas de Sistemática Filogenética (USP/Univesp)
Noções Básicas de Sistemática Filogenética (USP/Univesp)Noções Básicas de Sistemática Filogenética (USP/Univesp)
Noções Básicas de Sistemática Filogenética (USP/Univesp)Guellity Marcel
 
2EM #04 Artrópodes: fisio
2EM #04 Artrópodes: fisio2EM #04 Artrópodes: fisio
2EM #04 Artrópodes: fisioProfessô Kyoshi
 
Filo dos moluscos 7º ano
Filo dos moluscos   7º anoFilo dos moluscos   7º ano
Filo dos moluscos 7º anojrz758
 
Filo annelida Aula 4
Filo annelida Aula 4Filo annelida Aula 4
Filo annelida Aula 4Henrique Zini
 
Deuterostomia (seres vivos I)
Deuterostomia (seres vivos I)Deuterostomia (seres vivos I)
Deuterostomia (seres vivos I)Henrique Morais
 
Stramenopila (diatomáceas e algas pardas) e excavata (giárdias, tricomonas, t...
Stramenopila (diatomáceas e algas pardas) e excavata (giárdias, tricomonas, t...Stramenopila (diatomáceas e algas pardas) e excavata (giárdias, tricomonas, t...
Stramenopila (diatomáceas e algas pardas) e excavata (giárdias, tricomonas, t...Guellity Marcel
 
Tabela comparativa do reino animal.pdf
Tabela comparativa do reino animal.pdfTabela comparativa do reino animal.pdf
Tabela comparativa do reino animal.pdfPatriciaDaSilvaMunho
 
Reino Vegetal
Reino VegetalReino Vegetal
Reino Vegetaltheus19
 

Mais procurados (20)

Introdução à morfofisiologia comparada do sistema nervoso
Introdução à morfofisiologia comparada do sistema nervosoIntrodução à morfofisiologia comparada do sistema nervoso
Introdução à morfofisiologia comparada do sistema nervoso
 
Nematelmintos
NematelmintosNematelmintos
Nematelmintos
 
Os aminiota: Répteis
Os aminiota: RépteisOs aminiota: Répteis
Os aminiota: Répteis
 
EvoluçãO Dos Invertebrados
EvoluçãO Dos InvertebradosEvoluçãO Dos Invertebrados
EvoluçãO Dos Invertebrados
 
Moluscos e anelideos
Moluscos e anelideosMoluscos e anelideos
Moluscos e anelideos
 
Subfilo Miriápodes
Subfilo Miriápodes Subfilo Miriápodes
Subfilo Miriápodes
 
Pr+ütica filo nematoda
Pr+ütica filo nematodaPr+ütica filo nematoda
Pr+ütica filo nematoda
 
Organelas slides
Organelas slidesOrganelas slides
Organelas slides
 
Noções Básicas de Sistemática Filogenética (USP/Univesp)
Noções Básicas de Sistemática Filogenética (USP/Univesp)Noções Básicas de Sistemática Filogenética (USP/Univesp)
Noções Básicas de Sistemática Filogenética (USP/Univesp)
 
2EM #04 Artrópodes: fisio
2EM #04 Artrópodes: fisio2EM #04 Artrópodes: fisio
2EM #04 Artrópodes: fisio
 
Filo dos moluscos 7º ano
Filo dos moluscos   7º anoFilo dos moluscos   7º ano
Filo dos moluscos 7º ano
 
Filo annelida Aula 4
Filo annelida Aula 4Filo annelida Aula 4
Filo annelida Aula 4
 
Tardigrada slides
Tardigrada slidesTardigrada slides
Tardigrada slides
 
Ciclo celular
Ciclo celularCiclo celular
Ciclo celular
 
Deuterostomia (seres vivos I)
Deuterostomia (seres vivos I)Deuterostomia (seres vivos I)
Deuterostomia (seres vivos I)
 
Répteis
 Répteis Répteis
Répteis
 
05 te zoologia-filo.nemertea
05 te zoologia-filo.nemertea05 te zoologia-filo.nemertea
05 te zoologia-filo.nemertea
 
Stramenopila (diatomáceas e algas pardas) e excavata (giárdias, tricomonas, t...
Stramenopila (diatomáceas e algas pardas) e excavata (giárdias, tricomonas, t...Stramenopila (diatomáceas e algas pardas) e excavata (giárdias, tricomonas, t...
Stramenopila (diatomáceas e algas pardas) e excavata (giárdias, tricomonas, t...
 
Tabela comparativa do reino animal.pdf
Tabela comparativa do reino animal.pdfTabela comparativa do reino animal.pdf
Tabela comparativa do reino animal.pdf
 
Reino Vegetal
Reino VegetalReino Vegetal
Reino Vegetal
 

Semelhante a Animais primitivos

Poríferos e cnidários
Poríferos e cnidáriosPoríferos e cnidários
Poríferos e cnidáriosDaniela Motta
 
7º ano cap 14 cnidários 2012
7º ano  cap 14 cnidários 20127º ano  cap 14 cnidários 2012
7º ano cap 14 cnidários 2012ISJ
 
Porferos e celenterados_-_2011
Porferos e celenterados_-_2011Porferos e celenterados_-_2011
Porferos e celenterados_-_2011ISJ
 
7º ano cap 14 porferos e celenterados
7º ano cap 14 porferos e celenterados7º ano cap 14 porferos e celenterados
7º ano cap 14 porferos e celenteradosISJ
 
fdocumentos.tips_aula-de-zoologia-invertebrados-power-point.ppt
fdocumentos.tips_aula-de-zoologia-invertebrados-power-point.pptfdocumentos.tips_aula-de-zoologia-invertebrados-power-point.ppt
fdocumentos.tips_aula-de-zoologia-invertebrados-power-point.pptDanielMedina333918
 
Moluscos
MoluscosMoluscos
Moluscosletyap
 
Moluscos
MoluscosMoluscos
Moluscosletyap
 
Aula de Zoologia - Invertebrados (Power Point)
Aula de Zoologia - Invertebrados (Power Point)Aula de Zoologia - Invertebrados (Power Point)
Aula de Zoologia - Invertebrados (Power Point)Bio
 
Poriferos cnidarios 2m
Poriferos cnidarios 2mPoriferos cnidarios 2m
Poriferos cnidarios 2mLaguat
 
Trabalho de biologia características gerais dos seres vivos
Trabalho de biologia características gerais dos seres vivosTrabalho de biologia características gerais dos seres vivos
Trabalho de biologia características gerais dos seres vivosAlessandra Miranda
 

Semelhante a Animais primitivos (20)

Poríferos e cnidários
Poríferos e cnidáriosPoríferos e cnidários
Poríferos e cnidários
 
7º ano cap 14 cnidários 2012
7º ano  cap 14 cnidários 20127º ano  cap 14 cnidários 2012
7º ano cap 14 cnidários 2012
 
Porferos e celenterados_-_2011
Porferos e celenterados_-_2011Porferos e celenterados_-_2011
Porferos e celenterados_-_2011
 
7º ano cap 14 porferos e celenterados
7º ano cap 14 porferos e celenterados7º ano cap 14 porferos e celenterados
7º ano cap 14 porferos e celenterados
 
AULA-13.ppt
AULA-13.pptAULA-13.ppt
AULA-13.ppt
 
fdocumentos.tips_aula-de-zoologia-invertebrados-power-point.ppt
fdocumentos.tips_aula-de-zoologia-invertebrados-power-point.pptfdocumentos.tips_aula-de-zoologia-invertebrados-power-point.ppt
fdocumentos.tips_aula-de-zoologia-invertebrados-power-point.ppt
 
Moluscos
MoluscosMoluscos
Moluscos
 
Moluscos
MoluscosMoluscos
Moluscos
 
Aula de Zoologia - Invertebrados (Power Point)
Aula de Zoologia - Invertebrados (Power Point)Aula de Zoologia - Invertebrados (Power Point)
Aula de Zoologia - Invertebrados (Power Point)
 
Poriferos cnidarios 2m
Poriferos cnidarios 2mPoriferos cnidarios 2m
Poriferos cnidarios 2m
 
Protozoa
ProtozoaProtozoa
Protozoa
 
Zoologiainvertebrados 131019203941-phpapp02
Zoologiainvertebrados 131019203941-phpapp02Zoologiainvertebrados 131019203941-phpapp02
Zoologiainvertebrados 131019203941-phpapp02
 
Filo Nematoda
Filo Nematoda Filo Nematoda
Filo Nematoda
 
Poliferos e Cnidários.pptx
Poliferos e Cnidários.pptxPoliferos e Cnidários.pptx
Poliferos e Cnidários.pptx
 
Biologia
BiologiaBiologia
Biologia
 
Biologia
BiologiaBiologia
Biologia
 
Celenterados
CelenteradosCelenterados
Celenterados
 
Invertebrados marinhos 1o b
Invertebrados marinhos 1o bInvertebrados marinhos 1o b
Invertebrados marinhos 1o b
 
Poríferos e cnidários 3C- 2015
Poríferos e cnidários 3C- 2015Poríferos e cnidários 3C- 2015
Poríferos e cnidários 3C- 2015
 
Trabalho de biologia características gerais dos seres vivos
Trabalho de biologia características gerais dos seres vivosTrabalho de biologia características gerais dos seres vivos
Trabalho de biologia características gerais dos seres vivos
 

Mais de Fabio Santos Nery (18)

Mollusca
MolluscaMollusca
Mollusca
 
Arthropoda 2
Arthropoda 2Arthropoda 2
Arthropoda 2
 
Arthropoda 1
Arthropoda 1Arthropoda 1
Arthropoda 1
 
fusão nuclear
fusão nuclearfusão nuclear
fusão nuclear
 
universo
universouniverso
universo
 
O universo
O universo O universo
O universo
 
curva de aquecimento do naftaleno
 curva de aquecimento do naftaleno curva de aquecimento do naftaleno
curva de aquecimento do naftaleno
 
calcular a concentração e preparo de uma solução
calcular a concentração e preparo de uma soluçãocalcular a concentração e preparo de uma solução
calcular a concentração e preparo de uma solução
 
Calculo de Concentrações e Preparação de Soluções
Calculo de Concentrações e Preparação de SoluçõesCalculo de Concentrações e Preparação de Soluções
Calculo de Concentrações e Preparação de Soluções
 
Lei de Lavoisiere Estequiometriade Reações Químicas
Lei de Lavoisiere Estequiometriade Reações QuímicasLei de Lavoisiere Estequiometriade Reações Químicas
Lei de Lavoisiere Estequiometriade Reações Químicas
 
Teste cálculo 1
Teste cálculo 1Teste cálculo 1
Teste cálculo 1
 
Teste calculo 1
Teste calculo 1Teste calculo 1
Teste calculo 1
 
filo molusca
filo moluscafilo molusca
filo molusca
 
Teste calculo
Teste calculoTeste calculo
Teste calculo
 
Teste calculo1
Teste calculo1Teste calculo1
Teste calculo1
 
Teste calculo
Teste calculoTeste calculo
Teste calculo
 
Limite
LimiteLimite
Limite
 
reptios escamados
reptios escamadosreptios escamados
reptios escamados
 

Animais primitivos

  • 2. O que são metazoários? Qual é a sua origem? • Metazoários são todos os animais multicelulares. • Dividem-se entre 1. Mesozoa (filo único); 2. Parazoários (filos Porifera e Placozoa) e 3. Eumetazoa.
  • 3. Origem dos Metazoários - Hipóteses • Há 3 principais hipóteses para explicar a origem dos metazoários: 1.Surgimento através da forma sincicial de um ciliado. (Limites – membranas – surgiram posteriormente). 2.Metazoários são polifiléticos, derivados de mais de um grupo de organismos unicelulares. 3.Através de uma forma flagelada colonial, nas quais células se tornaram cada vez mais especializadas. • ...sendo esta última a que é melhor aceita...
  • 4. Origem dos animais • Proposta por Haeckel (1874) • Ancestral do clado animal: um protista de um único flagelo, colonial – próximo aos coanoflagelados. • Colônia passou por Especialização Funcional: algumas células começaram a se especializar – para movimento, para nutrição, para reprodução... • A diferenciação celular era coordenada por moléculas reguladoras. Grupo de células coordenadas evoluiu tornando-se animais. Colônias de coanoflagelados
  • 5. Quaissãoosprincipais gruposdeanimais? Estima-se que exista 8,7 milhoes de espécies animais no mundo, sendo 6,5 milhões terrestres e 2,2 milhões (~ 25% do total) de oceanos. 86% de todas as espécies na terra e 91% das espécies do mar ainda precisam ser descobertas, investigadas, catalogadas. Mora et al. (2011, PloS Biology)
  • 6. Filogenia dos animais Quais carateres devem ser usados? • Carateres do ancestral não devem ser usados pois estão presentes em quase todos os animais. • Uso de caracteres derivados. Bom ex.: padrões de desenvolvimento embrionário.
  • 8. Animais com: 2 camadas embrionárias simetria radial PARAZOA
  • 9. Porifera • As esponjas representam filo de organismos de organização mais simples. São os mais simples entre os animais. • Apresentam um grande número de canais e poros minúsculos, formando um grande sistema de filtragem/alimentação. (Dependem disso, pois são sésseis). • Alimentam-se por filtração, bombeando a água através das paredes do corpo. Latim: portador de poros
  • 10. Porifera • Não possuem tecido verdadeiro, células até apresentam certo grau de independência. • Algumas células especializadas, mas não organizadas, formando órgãos verdadeiros. • Podem apresentar simetria radial ou sem simetria. • São sésseis, 8.000 espécies marinhas, 150 de água doce (nenhuma terrestre). • São abundantes em todos os mares. Latim: portador de poros
  • 11. • Tem ampla variedade de tamanho (de poucos milímetros de largura a 2 metros de altura) e formas (copo, tubo, crostas) porque estão em diferentes ambientes (profundos, superficiais, com ação de ondas...). • A maioria das espécies é hermafrodita, reproduzem sexuadamente com liberação de espermatozóides na água. Fertilização é interna. • Embriões são livre – natantes. • Reproduzem assexuadamente por brotamento ou fragmentação Tubular Encrustante Forma variável digitiforme Perfurante
  • 12. Porifera - estrutura • Água é bombeada pelo batimento de células especializadas para alimentação. Essas mesmas células, coanócitos, retem as partículas sem seleção (fagocitose) - protistas, detritos orgânicos, bactérias, outros organismos planctonicos. • A esponja tem a forma de um tubo ou saco, muitas vezes ramificado, com a extremidade fechada presa ao substrato. •Há 2 tipos de aberturas do corpo: óstio - As paredes são perfuradas por muitas cavidades microscópicos para permitir que a água flua para dentro do corpo trazendo oxigênio e alimento. Ósculo – cavidade grande na(s) extremidade(s) aberta(s).E ainda a cavidade interior é a espongiocele.
  • 13. Tipos de sistemas de canais • Asconóides – mais simples, tubulares. • Siconóides – forma maior da Asconoide, parede do corpo mais espessa e mais complexa (com mais canais radiais). • Leuconóides – Mais complexa, com ósculos numerosos. Há canais inalantes e exalantes (com acesso ao ósculo).
  • 14. Células de um porífero • Mesenquima – matriz gelatinosa onde organizam-se células. • Pinacócito – célula achatada que cobre superfície exterior e parte da interna. Célula mais próxima de um tecido verdadeiro. • Arqueócito – células ameboides que se deslocam no mesenquima. Podem fagocitar partículas na pinacoderme, receber partículas dos coanócitos para digestão. Podem se diferenciar em qualquer um dos tipos celulares. • Esclerócito – secretam espículas. • Coanócito – células que forram os canais e câmaras flageladas. Metade fica embebida no mesenquima, metade fica exposta. Visão microscópica da parede de um porífero
  • 15. Classificação Porifera • Classe Calcarea – Possui espículas de carbonato de cálcio que forma franja ao redor do ósculo. – Nos canais, há espículas aculeiformes ou com 3 ou 4 raios. – Todas são marinhas.
  • 16. Classificação Porifera • Classe Hexactinellida – Possui espículas de carbonato de cálcio que forma franja ao redor do ósculo. – Espículas silicosas de 6 raios, estendendo-se em ângulos retos de um ponto central. – Corpo frequentemente cilíndrico ou em forma de funil. Siconóide simples ou leuconóide. – Todas são marinhas, maioria de águas profundas.
  • 17. Classificação Porifera • Classe Dermospongiae – Espículas silicosas. – Sistema de canais leuconóide – 1 família de água doce, demais são marinhas
  • 18. Animais com: 2 camadas embrionárias simetria radial EUMETAZOA
  • 19. CNIDARIA • Também podem ser chamados por Coelenterata (filo). • Considerados organismos próximos aos basais de metazoários. • Há fosseis com mais de 700 milhões de anos. • São conhecidas 9.400 espécies. Todas aquáticas, quase todas marinhas. • Preferem águas mais quentes, como as tropicais. • Representados pelos pólipos (boca para baixo, fase assexuada) e águas vivas (boca para cima, fase sexuada) - 2 padrões corporais básicos. Ambos podem ser móveis! • Podem ser pequenas (como 5 mm) ou gigantescas – 75 m. Grego: urtiga
  • 20. Cnidaria – interações ecológicas • Cnidários participam de interações características: • Servem de alimento para moluscos, platelmintos. • Hidróides e anêmonas x gastrópodes. • Algas x hidras (água doce) e corais de recifes. • Anêmonas x peixes. Embranquecimento de corais.
  • 21. Dimorfismo e Polimorfismo em Cnidaria • Pólipo – Forma hidróide, geralmente tubulares com boca cercada por tentáculos em 1 das extremidades. – Extremidade aboral geralmente fica presa ao substrato por disco pedal. – Podem viver isoladamente ou em colônia. – Nas colônias, indivíduos podem ter formas e funções (alimentação, defesa, reprodução) diferentes. • Medusa – Geralmente livre-natante, corpo forma de guarda chuva ou de sino. – Boca geralmente no lado côncavo, há tentáculos ao redor da borda do sino. – 1 das classes – Anthozoa – das anêmonas do mar e corais são sempre medusoides (não há dimorfismo).
  • 22. Pólipo x Medusa • Vantagens de ter as 2 fases. • São realmente diferentes (morfologicamente)?
  • 23. CNIDARIA • Há tecidos especializados: boca do cnidário conecta-se a uma bolsa de fundo cego: cavidade gastrovascular. • A abertura da boca também funciona como ânus. • Parede do corpo formada por 2 camadas distintas: epiderme (ectoderma) e gastroderme (endoderma). A gastroderme forra a cavidade gastrovascular. • Cavidade gastrovascular tem função de digestão externa, trocas gasosas, circulação e atua como esqueleto hidrostático (por difusão). Grego: urtiga
  • 24. CNIDARIA – Estrutura Corpo Entre ambas camadas há mesogléia (matriz gelatinosa, contem secreções translúcidas, células nervosas e musculares, sem organização de tecido). Fluido da mesogléia sustenta corpo. Possuem células epiteliais, com fibras musculares que permitem que animais se movam. Músculos são integrados por redes nervosas simples.
  • 25. CNIDARIA – Ciclo de Vida Fase polipo Fase medusa
  • 26. Rede nervosa em Cnidaria • Não há concentração de células nervosas, um Sistema Nervoso Central. • É difuso, com um conjunto de células nervosas na base da epiderme e outro na gastroderme. • Impulsos nervosos são transmitidos de célula a outra por liberação de neurotransmissores.
  • 27. CNIDARIA – Estruturas urticantes São organismos carnívoros, capturam suas presas através de toxinas. Ao redor da boca há um anel de tentáculos com células urticantes, os cnidoblastos, capazes de liberar um minúsculo espinho, o nematocisto que pode conter toxina ou material mucoso. Há mais de 20 tipos de nematocistos, tem importante função taxonômica. Os que não injetam veneno acoplam à presa como se fossem molas, e as imobiliza. A grande maioria dos cnidários é carnívora, toxinas são responsáveis por imobilizar a presa (pode imobilizar animais até do tamanho de um rato). Tipos de nematocistos
  • 28. Reprodução• Pode ser sexuada – Ciclo complexo, envolvendo as fases polipoide e medusoide. – Animais dioicos ou monóicos. – Larva nada até encontrar bom substrato, quando se torna pólipo. – Cresce, absorve os tentáculos e se divide horizontalmente pra formar discos que se tornarão jovens medusas. – Medusas seguem o ciclo até amadurecimento, pólipos podem continuar produzindo medusas de tempos em tempos. – Gônadas ficam na gastroderme, gametas são liberados na estação reprodutiva (fecundação externa) • Pode ser assexuada – Regeneração, brotamento, divisão binária...
  • 30. Classificação • Cubozoa – Solitários, – Fase de pólipo reduzida, medusas campanuliformes quadradas em corte transversal, – Tentáculos que saem de cada aresta do sino, – 16 espécies, todas marinhas. – Toxina perigosa (até fatal) aos humanos.
  • 31. Classificação • Scyphozoa – Solitários, – Fase de pólipo reduzida ou ausente, – Medusas campanuliformes, sem véu – Mesogléia muito aumentada, – Há aproximadamente 200 espécies, todas marinhas.
  • 32. Classificação • Anthozoa – aproximadamente 6.500 espécies marinhas sésseis; é a maior classe de Cnidaria. – exclusivamente polipóide; as anêmonas são solitárias, porém nos Anthozoa predominam as formas coloniais e fixas; – pólipos diferem dos pólipos de outras classes de Cnidaria em várias características: – a superfície oral expande-se em um disco oral, com boca oval ou em forma de fenda no centro, e tentáculos periféricos ocos; – a boca conduz a uma faringe em forma de tubo. Em um ou dois ângulos da boca e da faringe, forma-se um sulco densamente ciliado o sifonóglifo, que direciona a corrente de água para a cavidade gastrovascular.
  • 33. Classificação • Hydrozoa – 3.000 espécies, maioria marinhos e coloniais. Os únicos cnidários de água doce são hidrozoários; – existem espécies polipóides ou medusóides, maioria exibe as duas formas no ciclo de vida; – notáveis pelo polimorfismo acentuado colônias, variedade de formas e ambientes colonizados.
  • 34. Animais com: 3 camadas embrionárias Protostomados Acelomados
  • 35. Platelmintos Filo Platyhelminthes • Animais compridos, triploblásticos, acelomados, bilaterais e sem apêndices. • Ancestral com características semelhantes aos Cnidaria (inclusive mesogléia, substituída pelo parênquima). • São conhecidas aproximadamente 20.000 espécies. • Há tecidos verdadeiros, com órgãos organizados em sistemas. • Corpo achatado dorsoventralmente com aberturas oral e genital (não há ânus), geralmente na superfície ventral; afilado (forma folha) ou alongado (forma de fita); • Corpo pode ter de alguns milímetros até muitos metros de comprimento (tênias). Grego: verme chato
  • 36. Platelmintos Filo Platyhelminthes • Podem ter forma livre ou parasitária: – Forma livre, classe Turbelaria, vivem em água doce ou marinha (maioria) ou ambientes terrestre úmidos. – Demais classes são parasitas (Cestoda, Trematoda e Monogea). • Planárias são detritívoras, necrófagas e principalmente predadoras. • Reprodução pode ser assexuada (regeneração) ou sexuada
  • 37. Platelmintos - Estrutura • Epiderme é celular ou sincicial, ciliada, e contem órgãos adesivos. – ...membros de grupos de parasitas não possuem cílios. • Também podem conter Rabditos, que formam o envoltório mucoso e protetor do corpo (quando há perda de água). • Abaixo da membrana basal existem fibras musculares, que podem ser circulares, longitudinais e diagonais. • Como são acelomados, espaços entre órgãos são preenchidos com mesênquima (ou parênquima). Corte transversal de uma planária. • Parênquima – conjunto de células derivadas do mesoderme preenche espaços entre músculos e órgãos viscerais. Essas células são porções não contráteis de células musculares.
  • 38. Platelmintos – Estrutura Alimentar • Sistema digestório tem boca, faringe e intestino, exceto dos cestódeos (parasitas, não tem sistema digestório). • Boca se abre em faringe muscular. • Intestino ramificado (geralmente em forma de Y ou mais ramificado), fundo cego (“cavidade gastrovascular”). • São carnívoras, alimentando-se de pequenos crustáceos, nematódes, rotíferos e insetos. • Detectam alimento a certa distância, através de quimiorreceptores. • Secreções intestinais contêm enzimas proteolíticas, para alguma digestão extracelular. Há também digestão intracelular por células fagocitárias da gastroderme. Padrão intestinal de 2 turbelários.
  • 39. Platelmintos – Excreção • Órgãos de osmorregulação com células flama, ligadas por ductos excretores. • Células flama: forma caliciforme, com conjunto de flagelos que localizam-se na face interna do cálice. • Batimentos dos flagelos impulsionam o fluido nos ductos coletores (pressão negativa). • Dutos esvaziam em nefridioporos (número variado) ou em bexiga excretora, com 1 poro terminal.
  • 40. Platelmintos - Estrutura • Possuem encéfalo (gânglio cerebral) com cordões nervosos longitudinais (1- 5 pares), subjacentes à camada muscular. – Platelmintos mais derivados possuem menos cordões. • Há órgãos sensoriais simples – Ocelos – manchas sensíveis à luz. – Células táteis e quimiorreceptoras – sobre o corpo do animal. – Estatocistos – órgãos de equilíbrio. REPRODUÇÃO • Quase todas as espécies são hermafroditas (Monóicas), porém auto fecundação é rara. Há copulação mútua, fertilização interna. • Reprodução assexuada é por fissão e por regeneração.
  • 41. Platelmintos - Parasitismo • Trematódeos – Endoparasitos de vertebrados, usando invertebrados como vetores. – Possuem órgãos de adesão, como ganchos e ventosas, maior capacidade reprodutiva. – Exs. Schistosoma spp. Problema de locais sem tratamento de esgoto.
  • 42. • Cestódeos – Endoparasitos de vertebrados. – Possuem corpos longos e achatados. – A superfície tem projeções diminutas que aumentam a eficiência de absorver nutrientes pelo tegumento. – Exs. Taenia spp. Platelmintos - Parasitismo Verme maduro forma- se em 2-3semanas.
  • 43. Classificação • Classe Turbelaria – Geralmente de vida livre, – Cobertos por epiderme ciliada, – Boca geralmente ventral, algumas vezes próxima ao centro do corpo. – Maioria hermafrodita, alguns reproduzem por fissão.
  • 44. Classificação • Classe Trematoda – Parasitas de todas as classes de vertebrados. – Corpo coberto por tegumento sincicial aciliado. – Corpo forma cilíndrica ou de folha. – Geralmente com ventosas oral e ventral. – Canal alimentar, geralmente, com 2 ramificações principais. – Geralmente monoico. Schistosoma
  • 45. Classificação • Classe Monogea – Corpo coberto por tegumento sincicial aciliado. – Parasitas, principalmente brânquias e superfície externa de peixes. – Corpo forma cilíndrica ou de folha. – Com diferentes órgãos de adesão (ganchos, ventosas ou braçadeiras), muitas vezes combinados. – Monoicos. – Geralmente 1 único hospedeiro
  • 46. Classificação • Classe Cestoda – Corpo coberto por tegumento sincicial aciliado. – Parasitas de vertebrados (Taenia, entre outras.) – Corpo forma de fita. – Com diferentes órgãos de ancoragem (ganchos, ventosas - Escolex), muitas vezes combinados. – Sem órgãos digestivos. – Monoicos. – Geralmente 1 único hospedeiro