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Polinização    Transporte do pólen liberado pelas anteras para o estigma do gineceu damesma planta ou de outro indivíduo. ...
SUMÁRIOI.Informações Gerais        I.1. Áreas Municipais        I.2. Situação Geográfica        I.3. Altitude e Localizaçã...
XV.1. Situações em que não é Necessária a Autorização do Poder Público              MunicipalXVI. PROGRAMAS DO PLANO DE AR...
I. INFORMAÇÕES GERAISI.1. Áreas Municipais      Área do Município 501 Km²      Área Urbana = 743,20 ha      Área Rural = 4...
O subtipo Cwa grada para Cwb, clima mesotérmico de inverno seco, comverão, próximo aos limites dos estados de São Paulo e ...
I.10. Meio Biológico / Vegetação         A vegetação nativa predominante na região é Floresta EstacionalSemidecidual e alg...
II. INTRODUÇÃO      Desde muito tempo, o homem vem trocando o meio rural pelo meio urbano.As cidades foram crescendo, na m...
III. OBJETIVO- Arborizar o município de Aguaí;- Melhorar a qualidade de vida da população aguaiana.- Planejar a arborizaçã...
V. O VALOR DE UMA ÁRVORE       Pode-se atribuir às árvores um valor sentimental, cultural ou histórico. Algunsdeles são va...
VI. ANÁLISE DO LOCAL VERSUS CARACTERÍSTICAS DA PLANTA       A escolha das espécies se dá em função das características e p...
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OBS: Sob rede elétrica é possível o plantio de árvores de grande porte desde que amuda não seja plantada no alinhamento da...
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VII.3. Grande Porte:      São aquelas cuja altura na fase adulta ultrapassa 8 metros de altura e o raio de copa é superior...
Copaíba       Copaífera            cerradão    Nov-mar/       Jul-set/ seco    grande   arredondada   Avenidas,           ...
Jequitibá     Cariniana           nativa    Out-dez/         Ago-set/seco     grande   arredondada   Avenidas,         Fru...
Pinange      Koelreuteria        Formasa e   Dez-abr/         Maio-jun       grande   arredondada   Avenidas,         Raiz...
VIII.     AÇÕES DO PLANEJAMENTO DO PROJETO DE ARBORIZAÇÃO       Formação de uma equipe responsável pelo projeto de arboriz...
IX.2. Plantio da muda no local definitivo  As mudas devem ser sadias, selecionadas no viveiro e apresentar características...
ser amparada por tutor, quando necessário, fixando-se a ele por amarrio de sisal ousimilar, em forma de oito deitado, perm...
Mudas superiores a 4,00m devem ser amparadas por três tutores, que deverãoser pontiagudos na sua extremidade inferior para...
Sugestão para Irrigação:           •   No verão, jogue água a cada dois dias, caso não esteja chovendo;           •   Na e...
• O Plano Municipal de Arborização Urbana;      • A solução dos problemas que possam ter ocorrido durante o plantio anteri...
Tabela 3: Distanciamento                                          Características Máximas da Espécie Distância Mínima em R...
XIII.   PARÂMETROS         PARA      A   ARBORIZAÇÃO    DE   ÁREAS        LIVRES           PÚBLICAS       Para efeito de a...
O posicionamento da árvore não deverá obstruir a visão dos usuários em relação aplacas de identificação e sinalizações pré...
XIV.   MANEJO       Após o plantio inicia-se o período de manutenção e conservação, quandodeverá se cuidar da irrigação, d...
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  1. 1. PLANO DIRETOR DE Arborização UrbanaDepartamento de Desenvolvimento Econômico Divisão de Agricultura e Meio Ambiente Março 2010
  2. 2. PREFEITURA MUNICIPAL DE AGUAÍ Gutemberg Adrian de Oliveira PrefeitoDIVISÃO DE AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE Wilson Francisco Braga Martucci GerenteDIVISÃO DE AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE Alex Sandro Cunha Biazoto GerentePLANO MUNICIPAL DE Arborização Urbana Urbana
  3. 3. Apresentação Todos os povos do planeta vivem hoje, em maior ou menor grau, oinesgotável dilema relativo a duas preocupações vitais: a escassez deenergia e de recursos naturais. Com o avanço do conhecimento científico acerca dos sistemasnaturais, o advento de movimentos sociais e da utilização de meios decomunicação em massa voltados para uma conscientização geral, tem sidogradativamente derrubado o “mito” de uma natureza infinita e damoderna tecnologia como solução para todos os problemas, o que aolongo do tempo fundamentou uma economia linear contrária àcomplexidade dos ciclos naturais. Desse modo, a sociedade humana encontra-se “encurralada” entre anecessidade de avançar no progresso, e fazer com que os recursos doplaneta resistam e forneçam subsistência a esse progresso, tornando-seainda disponíveis às gerações futuras. Apesar de verídica, essa realidade mostra-se ainda distante. Oscaminhos alternativos que permitem conjugar desenvolvimentosocioeconômico ambientalmente sustentável já são percebidos pormuitos, mas executados por poucos. E nesse contexto, a sociedade iniciaum processo de reflexão sobre as questões ambientais a partir de suaspercepções sobre as alterações no ambiente, e consequentemente em suaqualidade de vida. Assim, os que habitam a cidade se conscientizam daimportância da gestão ambiental através da ocorrência de momentosdesagradáveis como a falta de água e de energia, o calor excessivo, e ainexistência de espaços de lazer. A elevada concentração humana noespaço urbano sugere particular atenção. Neste meio, ondeoportunidades econômicas e culturais se estabelecem constituídobasicamente por edificações residenciais e comerciais, e áreas destinadas acirculação de pessoas, conduções e mercadorias, existe a necessidade dereforçar a arborização urbana, afim de, amenizar os impactos causadospela expansão urbana. Diante disso, a Prefeitura de Aguaí através de suas secretariasmunicipais, assume o papel de agente responsável pela implantação do
  4. 4. sistema municipal de gestão ambiental e vem por meio deste, apresentaro “Plano Diretor de Arborização Urbana” do município. Com esta publicação, espera-se contribuir para incentivar o debatee uma ação mais harmônica dos vários agentes sociais, na busca demelhor qualidade de vida na cidade, estimulando a melhoria daarborização urbana, preservação de referenciais regionais, com avalorização de espécies nativas. Identificam-se como as principais causas de conflitos: o uso deespécies inadequadas, o não-atendimento de alguns princípios técnicosbásicos, a inexistência de Planos Municipais de Arborização e,principalmente, a falta de comunicação sistemática entre vários agentesdo meio urbano – as empresas, poderes públicos municipais e acomunidade. Neste contexto, o ambiente urbano e sua arborização destacam-secomo prioridade. A Prefeitura Municipal de Aguaí entende a arborizaçãocomo um patrimônio ambiental de todos é um fator de valorização e depromoção da qualidade de vida. A ênfase na vegetação nativa representa uma contribuição nosentido da melhoria da biodiversidade e da valorização de referenciaisecológicos e paisagísticos. A Prefeitura Municipal de Aguaí espera, com esta publicação,contribuir para difusão de conhecimentos e fortalecer a comunicação nospoderes públicos e com a população e, assim incentivar a expansãoordenada da arborização para a melhoria do meio ambiente, da estética,da segurança e da qualidade de vida no meio urbano.
  5. 5. GLOSSGLOSSÁRIOAcúleo – Estrutura de origem epidérmica com aspecto de espinho, encontrada em caules,como, por exemplo, na roseira, e nas folhas.Adubação Processo de adição ao solo de substâncias, produtos ou organismos, quecontenham elementos essenciais ao desenvolvimento de plantas que são cultivadas.Adubação de Manutenção Prática de adubação utilizada para atender às exigênciasnutricionais da planta sem afetar o seu nível de produção.Adubo Orgânico Adubo constituído essencialmente por elementos naturais (matériaorgânica decomposta, esterco, dentre outros), isto é, sem o acréscimo de produtos químicos.Aeração Re oxigenação da água com a ajuda do ar. A taxa de oxigênio dissolvido, expressaem porcentagem de saturação, é uma característica representativa de certa massa de água ede seu grau de poluição.Aeração do Solo Processo através do qual é efetuada a troca de gases entre o ar do solo e oar atmosférico. Solos bem arejados apresentam ar de composição semelhante ao daatmosfera logo acima da superfície, sendo que solos com arejamento deficiente, geralmenteapresentam taxa muito elevada de CO2, e, em conseqüência, uma baixa percentagem deoxigênio em relação à atmosfera. A velocidade de aeração depende em muito do volume e dacontinuidade dos poros do solo.Arbusto Vegetal lenhoso possuidor de um pequeno tronco, com ramificações desde a base,e apresentando altura compreendida entre 3 5m.Árvore Vegetal lenhoso, dotado de tronco robusto, via de regra com um sistema de ramosdivaricados de primeira ordem, a partir de certo nível, de onde se dispõem as ramificaçõesda copa.Biodiversidade Total de genes, espécies e ecossistemas de uma região. A biodiversidadegenética refere se à variação dos genes dentro das espécies, cobrindo diferentes populaçõesda mesma espécie ou a variação genética dentro de uma população. A diversidade deecossistemas refere se à variedade de ecossistemas de uma dada região. A diversidade
  6. 6. cultural humana também pode ser considerada parte da biodiversidade, pois algunsatributos das culturas humanas representam soluções aos problemas de sobrevivência emdeterminados ambientes. A diversidade cultural manifesta se pela diversidade de linguagem,crenças religiosas, práticas de manejo da terra, arte, música, estrutura social e seleção decultivos agrícolas, dentre outros.Caducidade Processo de adaptação de um vegetal através do qual as folhas caem antes debrotarem novas folhas, permitindo deste modo que seja conservada água durante a estaçãodesfavorável, seja a fria (hibernação) seja a seca (estivação).Caducifólio Vegetal que perde as folhas durante o período climático desfavorável.Capoeira Vegetação secundária que nasce após a derrubada das florestas primárias. MorfológicasCaracterísticas Morfológicas são os aspectos que distinguem visualmente as espécies umasdas outras, tais como a forma, a cor, o tamanho de flores, folhas, frutos, etc.Caule Porção do vegetal que se apresenta ordinariamente aérea, podendo, contudo, sersubmersa ou subterrânea, sendo que neste caso existem três categorias: o rizoma, otubérculo e o bulbo.Colar – Parte inferior da inserção de um galho, que também exerce função importante nacicatrização da base do galho podado. Pode apresentar saliência, indicando preparo daárvore para perda de galho.Colo – Parte intermediária entre o tronco e as raízes da árvore, que fica em contato com asuperfície do solo.Compostagem Método de tratamento dos resíduos sólidos (lixo) através da fermentação damatéria orgânica contida nos mesmos, conseguindo se a sua estabilização, sob a forma deum adubo denominado composto. Na compostagem sobram normalmente cerca de 50% deresíduos.Controle Biológico – controle pela presença e ação natural de outros seres vivos, nãofazendo uso de produtos químicos estranhos àquele ambiente.Controle Mecânico – retirada da praga fazendo uso das mãos ou de ferramentas.
  7. 7. Coriácea – Folha cuja consistência lembra couro.Coroamento Processo que consiste na remoção das herbáceas ao redor da muda deespécies arbóreas ou arbustivas plantadas em covas. Normalmente tal processo é efetuadoem um raio não superior a 50 cm em volta da muda.Costão Trecho da costa que penetra em direção ao oceano, terminando abruptamente emforma de escarpa.Crista – Parte superior da inserção de um galho no tronco, com importante papel nacicatrização da base do galho podado.Decídua Qualidade apresentada por uma comunidade vegetal, em que 50% ou mais deseus indivíduos perdem todas as suas folhas ou parte delas, por um determinado período detempo, em resposta a condições climáticas desfavoráveis.Diâmetro da Copa – É o comprimento entre dois pontos extremos da copa de uma árvore.Imagine uma linha reta que una esses dois pontos, passando pelo centro da copa. Oscomprimentos dessa linha é o diâmetro de copa.Estuário Corpo aquoso litorâneo que apresenta circulação mais ou menos restrita, porémainda mantendo se ligado ao oceano aberto. Muitos estuários correspondem adesembocaduras fluviais afogadas, sendo que outros são apenas canais que drenam zonaspantanosas costeiras. Com base no processo físico dominante pode ser de dois tiposprincipais: estuários dominados por marés, onde se formam os depósitos estuarinospropriamente ditos e onde a dinâmica da corrente fluvial predomina sobre a marinha e,conseqüentemente, sobre os processos deposicionais associados.Fenologia Estudo das relações entre os processos biológicos e o clima, como o que ocorrena brotação, frutificação e floração nas plantas.Fiação aérea convencional ou cabo nu – fios da rede elétrica, telefônica e/ou TV a cabo,sustentados por cabo.Fiação aérea isolada/multiplexada e protegida/compacta – os fios de transmissão elétricapodem ser isolados totalmente por cobertura emborrachada especial ou podem sercompactos com distanciadores ocupando menos espaço aéreo e com maior proteção do que
  8. 8. a fiação convencional. Esse tipo de fiação não entra em curto circuito quando em contatocom galhos de árvores.Fitossanitário – diz respeito às condições de saúde das plantas.Floração Denominação aplicada ao desabrochamento dos botões florais.Gema Apical – Protuberância no caule ou nos ramos de uma planta, que dá origem a folhas,flores e a outros ramos. Pode ser lateral ou apical.Manguezal Ecossistema litorâneo que ocorre em terrenos baixos sujeitos à ação das marése localizados em áreas relativamente abrigadas, tais como baías, estuários e lagunas. Sãonormalmente constituídos de vasas lodosas recentes, às quais se associam uns tiposparticulares de flora e fauna.Meio Ambiente Conjunto dos agentes físicos, químicos, biológicos e dos fatores sociaissusceptíveis de exercerem um efeito direto ou mesmo indireto, imediato ou em longo prazo,sobre todos os seres vivos, inclusive o homem.Meristemas sãos os tecidos das plantas que asseguram o seu crescimento.Os meristemasconsistem em células indiferenciadas com capacidade de divisão contínua.Mesofauna – invertebrados habitantes do solo, de tamanho intermediário entre amicrofauna e a macrofauna. São responsáveis por fazer a decomposição inicial da matériaorgânica (folhas, galhos, fezes de animais, etc) existentes no solo. Exemplos: minhocas,pequenos besouros, formigas, vermes de vida livre, etc.Mesófita Planta que vive em locais que apresentam luz difusa e umidade média.Microorganismos – organismos microscópios como bactérias, fungos e protozoários que nosolo exercem a função de decomposição final da matéria orgânica, tornando disponível osnutrientes químicos (nitrogênio, fósforo, potássio, magnésio, calcário, sódio, etc.) para asraízes das plantas.Perenifólia Planta ou comunidade vegetal em que o processo de queda de folhas se dá deforma paulatina, na mesma proporção do surgimento de folhas novas, nunca ficandototalmente desprovida de folhagem.
  9. 9. Polinização Transporte do pólen liberado pelas anteras para o estigma do gineceu damesma planta ou de outro indivíduo. Os tipos de polinização são: autopolinização epolinização cruzada.Recuo Frontal – distância entre a edificação e o limite do terreno com a calçada.Restinga Massa arenosa, disposta paralelamente à costa, e que permanece elevada acimada maré mais alta (barreira).Torrão – porção de terra que contém as raízes que são formadas no viveiro em uma lata ounum saco plástico. No momento do plantio o que é enterrado é exatamente o torrão. FlorestalViveiro Florestal Denominação aplicada a uma determinada superfície do terreno que édestinada a produzir plantas sadias e vigorosas, para posterior utilização nas plantações.Pode ser provisório ou permanente.
  10. 10. SUMÁRIOI.Informações Gerais I.1. Áreas Municipais I.2. Situação Geográfica I.3. Altitude e Localização I.4. Topografia I.5. Clima I.6. Precipitação I.7. Temperatura I.8. Evapotranspiração I.9. Ventos Predominantes I.10. Meio Biológico / VegetaçãoII. INTRODUÇÃOIII. OBJETIVOIV.JUSTIFICATIVAV.O VALOR DE UMA ÁRVOREVI.ANÁLISE DO LOCAL VERSUS CARACTERÍSTICAS DA PLANTAVII.ESCOLHENDO O QUE PLANTAR VII.1. Porte Pequeno VII.2. Porte Médio VII.3. Porte GrandeVIII.AÇÕES DO PLANEJAMENTO DO PROJETO DE ARBORIZAÇÃOIX. PLANTIO DE ÁRVORES IX.1. Abertura de Covas e Preparo do local IX.2. Plantio da muda no local definitivo IX.3. Protetores e Condutores das Mudas IX.4. Irrigação IX.5. Tratamento fitossanitário IX.6. Manutenção IX.7. Adubação ComplementarX.REPOSIÇÃO DE MUDAS E RENOVAÇÃO DE ÁRVORESXI. FATORES ESTÉTICOSXII. DISTÂNCIAS MÍNIMAS ENTRE ASÁRVORES E OS EQUIPAMENTOS URBANOS PRESENTES NAS CALÇADASXIII. PARÂMETROS PARA A ARBORIZAÇÃO DE ÁREAS LIVRES PÚBLICASXIV. MANEJO a) Poda de Formação b) Poda de Limpeza c) Poda de elevação da base da copa d) Poda de contenção XIV.1. Época de Poda XIV.2. Podas de árvores em logradouros públicos XIV.3. Poda de raiz XIV.4. Avifauna e poda XIV.5. Ferramentas adequadas para serviços de poda XIV.6. Extração de Árvores Urbanas XIV.7. Resíduos do Manejo da Arborização UrbanaXV.AUTORIZAÇÃO DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL
  11. 11. XV.1. Situações em que não é Necessária a Autorização do Poder Público MunicipalXVI. PROGRAMAS DO PLANO DE ARBORIZAÇÃO URBANA XVI.1 Programa Adote uma PraçaXVII. AÇÕES DE PLANEJAMENTO DO PLANO MUNICIPAL DE ARBORIZAÇÃO URBANA XVII.1 Formação da equipe responsável pelo projeto XVII.2 Relações dos locais a ser plantados XVII.3. Cadastro de Arborização XVII.4. Divulgação para Arborização XVII.5. Parcerias em projetos e ações de arborização urbana XVII.6. Cronograma do Projeto de Arborização UrbanaXVIII. Considerações finaisXIX. ConclusãoXX. Referencia Bibliográficas
  12. 12. I. INFORMAÇÕES GERAISI.1. Áreas Municipais Área do Município 501 Km² Área Urbana = 743,20 ha Área Rural = 46.593,30 háI.2. Situação Geográfica Situado na zona geográfica do Nordeste PaulistaI.3. Altitude e Localização Altitude Máxima: 820 m Altitude Mínima: 580 m Altitude Média 660 m Latitude Sul: 22º 04’ Longitude Oeste: 46º 58’I.4. Topografia PlanaI.5. ClimaTemperado. Segundo a classificação climática de Koppen, que está fundamentada nosvalores médios da temperatura do ar e precipitação pluviométrica, pertence aoGrupo C (mesotérmico) que apresenta 4 subdivisões: Cwa, Cwb, Cfa e Cfb,caracterizadas por pequenas variações pluviométricas e de temperatura. Dois tiposestão presentes na área: Cwa e Cwb. O tipo Cwa – mesodérmico de inverno seco, com verões quentes e estaçãochuvosa no verão, temperatura média do mês mais frio inferior a 18º C e do mêsmais quente superior a 23º C. O total das chuvas do mês mais seco é inferior a 30mm. O índice pluviométrico varia entre 1.100 a 1.700 mm diminuído a precipitaçãode leste para oeste. A estação seca ocorre entre os meses de abril e setembro,sendo julho o mês que atinge a máxima intensidade. O mês mais chuvoso oscilaentre janeiro e fevereiro, enquanto que o mês mais quente apresenta temperaturaentre 22º C 24º C. Este clima é predominantemente e está presente na área de ocorrência daDepressão Periférica, estendendo-se até a linha divisória dos estados de São Pauloe Minas Gerais, na região de Aguaí.
  13. 13. O subtipo Cwa grada para Cwb, clima mesotérmico de inverno seco, comverão, próximo aos limites dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Abrange partede São Paulo e toda região sul mineira. Neste Clima a temperatura do mês maisquente não atinge 22º C, situando-se o índice pluviométrico entre 1.300 a 1.700 mm.O período mais seco também é julho, mês que ocorrem normalmente as mais baixastemperaturas médias (em torno de 16º C). A estação seca estende-se de maio asetembro, atingindo a evaporação índices baixos devido ao abrandamento datemperatura neste período. O mês mais chuvoso é, em geral janeiro, quando o totaldas chuvas atinge mais de dez vezes as do mês de julho. É também denominado de“clima tropical de altitude”, pois é característico de terras altas. Sua diferenciação dotipo anterior (Cwa) é através da temperatura, que não ultrapassa os 22º C no mêsmais quente, ao contrário daquele em que se situa entre 22º C a 24º C. O mês mais seco é julho com totais pluviométricos acima de 30 mm. O mêsmais chuvoso é janeiro. O índice pluviométrico desse tipo climático varia entre 1100e 1700 mm.I.6. Precipitação Índice Pluviométrico Médio Anual (mm): 1.500 mm/ano No período de outubro a março, ocorrem 80% do total das chuvas anuais,restando 20% para o semestre de abril e setembro. As máximas de chuva ocorremnos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, e as mínimas, nos meses de junho,julho e agosto.I.7. Temperatura Temperatura Máxima: 32ºC Temperatura Mínima: 14ºC Temperatura Média: 23ºC Temperatura Média/Mínima: 16ºC Temperatura Média/Máxima: 30ºCI.8. Evapotranspiração A evapotranspiração foi calculada segundo Thorntwaite, sendo obtido paraesta bacia o volume de 980 mm / ano.I.9. Ventos Predominantes Os ventos predominantes, são os alíseos que tem velocidade média de 5,4Km/h, podendo atingir até 7 Km/h nos meses de máxima.
  14. 14. I.10. Meio Biológico / Vegetação A vegetação nativa predominante na região é Floresta EstacionalSemidecidual e algumas parcelas da Floresta Ombrófila Densa, onde existemespécies como dos gêneros Hymenaea (Jatobá), Copaífera (Óleo de Copaíba),Peltophorum (Canafístula), Tabebuia SP (Ipê), inga SP (Ingá), além de indivíduoscaducifólios como Cedrela, Cariniana e Parapiptadenia. A região da área urbana do município é uma área de tensão ecológica quantoà distribuição regional da vegetação. Chama-se área de tensão ecológica o contatoentre regiões fitoecológicas diferentes, através da interpenetração de seusambientes, caracterizando uma mistura de espécies, formando agrupamentosflorísticos de difícil separação. Em nossa região ocorre a Formação Montana, que é a que apresenta maiornúmero de agrupamentos remanascentes na área abrangida pelos ambientes daFloresta Estacional Semidecidual. Ela ocorre nas altitudes entre 500 a 1.500 m,revestindo os diques de diabásio da Formação Serra Geral na Bacia do Paraná, esobre o relevo dissecado do embasamento de litologia variada. Nestas áreas as espécies mais freqüentes do estado dominante são peroba(Aspidosperma sp), angico (Piptadenia sp), jequitibá (Cariniana sp), canelas (Ocoteasp e Nectandra sp) e sapucaia (Lecythis sp). Estas áreas, apesar de já sofreremgrande intervenção, ainda guardam as características naturais primitivas da outroraexuberante floresta que cobriu extensas áreas, e que atualmente foi praticamentesubstituída por pastagens e vegetação secundária sem palmeiras. As áreas que integram os ambientes de tensão ecológica entre as regiões dasavana e da floresta estacional semidecidual são aquelas que estão sob influênciado clima estacional. A savana está representada pela formação arbórea aberta,caracterizada pela grande ocorrência de nanofanerófitas como a sucupira-branca(Pterodon sp), angico-veremelho (Piptadenia sp), pau-terra (Qualea sp), pimenta-de-macaco (Xylopia sp) e barbatimão (Stryphnodendron sp), faveira(Dimorphandramollis), murici (Byrsonima sp) e lixeira (Curatella americana). Afloresta estacional semi decidual está representada pela ocorrência dasmacrofanerófitas como a peroba-rosa (Aspidosperma sp), jequitibá-rosa (Carinianasp), e cedro-rosa (Cedrela sp) e das mesofanerófitas óleo-de-copaíba (Copaifera sp)e canelas (Ocotea sp e Nectandra sp). Atualmente, face à intensa ação antrópica nesses ambientes, a cobertura
  15. 15. II. INTRODUÇÃO Desde muito tempo, o homem vem trocando o meio rural pelo meio urbano.As cidades foram crescendo, na maioria das vezes de forma muito rápida edesordenada, sem um planejamento adequado de ocupação, provocando váriosproblemas que interferem na qualidade de vida do homem que vive na cidade. A arborização, como um todo, tem sido de grande importância na melhoriadas condições de vida nos centros urbanos. Dê modo geral observa-se que oreflorestamento é de suma importância para a vida humana e do planeta. A diversidade florística da vegetação é um aspecto essencial quando se tratade arborização, pois mantém as características da vegetação nativa, além de evitaro ataque de pragas e doenças. Daí, a importância de se saber que árvore plantar, deacordo com as espécies que ocorrem na região. As árvores plantadas no meio urbano proporcionam relevantes benefíciosambientais às comunidades, tais como: Sombreamento; Melhoria do clima urbano, com redução da temperatura e liberação de umidade para o ar (frescor); Conforto Microclimático; Amenizam conseqüências indesejáveis da insolação direta; Maior equilíbrio ecológico, pois as árvores fornecem abrigo e alimentos para muitos seres vivos; Seqüestro de CO2 e produção de oxigênio, reduzindo a poluição do ar; Amenização da poluição sonora; Saneamento Ambiental; Melhoram o solo por meio de suas raízes e folhas; Diminuem a força da água da chuva que cai no solo; Regularização Hídrica e Controle de Poluição; Barreiras Vegetais; Controle de redução da biodiversidade; Controle de Vetores; Controle Ambiental nas Edificações; Controle da Poluição Visual; Ornamentação em formas e cores; Criam lugares agradáveis para encontros, descanso e brincadeira... O sucesso do projeto de arborização é diretamente proporcional aocomprometimento e à participação da população local.
  16. 16. III. OBJETIVO- Arborizar o município de Aguaí;- Melhorar a qualidade de vida da população aguaiana.- Planejar a arborização e as futuras intervenções urbanas no município;- Incentivar a participação popular nas ações de arborização.IV. JUSTIFICATIVA O município de Aguaí apresenta acelerado crescimento demográfico, queconjugado a outras variáveis do espaço urbano, contribui de forma significativa nasalterações dos elementos climáticos. De acordo com Furtado e Mello Filho (1999),todos os elementos paisagísticos devem ser cuidadosamente tratados a fim detrazer benefícios que interferirão no projeto integrado, visando a melhoria daqualidade do ar, o sombreamento da edificação e adjacências, o controle daventilação e da umidade. A maior parte da carga térmica de uma edificação provémda radiação solar e da temperatura do ar exterior, sendo necessário um rigorosocontrole dos elementos micro climáticos para eliminar um excesso de energia quetornaria inóspito o ambiente construído. Outro fator importante que envolve a arborização urbana é o vinculo à saúdedas pessoas, contribuindo com bem estar de todas as comunidades e também comtodas outras espécies envolvidas. Através deste projeto pretende-se ordenar a arborização para evitar futurosproblemas de quebra de galhos, trinca em residências, danos no passeio público eoutros transtornos que motivam os moradores circunvizinhos a solicitar constantespodas ou corte de árvores, ficando troncos secos no lugar da meia lua e diminuindocada vez mais a metragem quadrada de copa de árvore por habitante.
  17. 17. V. O VALOR DE UMA ÁRVORE Pode-se atribuir às árvores um valor sentimental, cultural ou histórico. Algunsdeles são valores subjetivos e, portanto difíceis de quantificar. A maioria daspessoas considera o fator estético como sendo o principal na arborização urbana emvirtude da aparência das árvores serem diretamente perceptível, ao contrário dosdemais benefícios. As alterações que as árvores sofrem em função das estações doano fazem com que estas se apresentem ora com flores, ora sem folhas. Estasmodificações são importantes para a renovação da paisagem urbana. Elementoscomo a textura, estrutura, forma e cor, inerentes às árvores, alteram o aspecto dacidade, quebrando a monotonia e a frieza típica das construções. Outras qualidades que podem ser atribuídas às árvores urbanas é seu poderde interferir em micro-climas e de reduzir a poluição, os ruídos e a temperatura. Aestes atributos, associam-se as contribuições sociais, que podem ser definidas comosaúde física e mental, as opções de recreação propiciadas pela arborização e oaumento do valor das propriedades em função da existência de árvores ou áreasverdes. Você sabia? Uma árvore isolada de grande porte se estiver em boas condições, podetranspirar até 400 litros de água em um dia, enriquecendo a umidade do ar. Estima-se que um pequeno maciço de árvores e copas frondosas pode gerarum ambiente sombreado com até 3ºC a menos de temperatura em relação aoambiente ao redor. A vegetação gera menos aquecimento do ar e de objetos próximos porquereflete apenas 10 a 20% da radiação, enquanto que as superfícies artificiais podemrefletir até 50% da radiação interior. Maciços de árvores são até 40% mais eficientes do que campos gramadospara funcionar como zonas de amortecimento, ou seja, barreiras contra dispersãode poluentes. Cientistas sociais e ecólogos comprovam que as famílias passam maistempo de folga juntas e têm mais relações sociais com seus vizinhos quandomoram próximas a áreas verdes. Como se pode observar são muitas as vantagens da arborização, porémpoucas cidades brasileiras possuem um planejamento nesse sentido, o que podeocasionar problemas como o plantio de espécies em locais inadequados, que podemao invés de trazer benefícios à população, gerar transtornos e desconfortos.
  18. 18. VI. ANÁLISE DO LOCAL VERSUS CARACTERÍSTICAS DA PLANTA A escolha das espécies se dá em função das características e peculiaridadesde cada local, com relação à ocorrência de fiação aérea, tubulação subterrânea eíndice de fertilidade e profundidade do solo. São utilizadas preferencialmenteespécies nativas da região de implantação, com características especiais paraArborização Urbana. A partir da análise do local, serão escolhidas as espécies adequadas para oplantio no logradouro público, bem como será definido o seu espaçamento.Para efeito da aplicação destas normas, as espécies são caracterizadas como:• nativas ou exóticas de pequeno porte (até 5,0m de altura) ou arbustivasconduzidas;• nativas ou exóticas de médio porte (5 a 10 m de altura);
  19. 19. • nativas ou exóticas de grande porte (> que 10 m de altura)As espécies devem estar adaptadas ao clima, ter porte adequado ao espaçodisponível, ter forma e tamanho de copa compatíveis com o espaço disponível. • certo • errado As espécies devem preferencialmente dar frutos pequenos, ter florespequenas e folhas coriáceas pouco suculentas, não apresentar princípios tóxicosperigosos, apresentar rusticidade, ter sistema radicular que não prejudique ocalçamento e não ter espinhos. É aconselhável, evitar espécies que tornem
  20. 20. necessária a poda freqüente, tenham cerne frágil ou caule e ramos quebradiços,sejam suscetíveis ao ataque de cupins, brocas ou agentes patogênicos. O uso de espécies de árvores frutíferas, com frutos comestíveis pelo homem,deve ser objeto de projeto específico. A utilização de novas espécies, ou daquelas que se encontra emexperimentação, deve ser objeto também de projeto específico, devendo seudesenvolvimento ser monitorado e adequado às características do local de plantio. As mudas a serem plantadas em vias públicas deverão obedecer àsseguintes características mínimas: • altura: 1,30m; • D.A.P. (diâmetro a altura do peito): 0,03 m; • altura da primeira bifurcação: 0,8 m; • ter boa formação; • ser isenta de pragas e doenças; • ter sistema radicular bem formado e consolidado nas embalagens; • ter copa formada por 3 (três) pernadas (ramos) alternadas; • o volume do torrão, na embalagem, deverá conter de 15 a 20 litros de substrato; •embalagem de plástico, tecido de aniagem ou jacá de fibra vegetal.
  21. 21. Tabela 1: Classificação de mudas conforme Portaria 02/DEPAVE/90CLASSE ALTURA (m) DIÂMETRO DO VOLUME DA FUSTE (cm) EMBALAGEM (l) A 0,20 a 0,70 * 1 B 0,70 a 1,50 * 2a5 C 1,50 a 2,00 Maior ou igual a 1 5 a 12 D 2,00 a 3,00 Maior ou igual a 2 12 a 20 E Acima de 3,00 Maior ou igual a 5 >20 Para o plantio de árvores em vias públicas, os passeios deverão ter a larguramínima de 2,40m em locais onde não é obrigatório o recuo das edificações emrelação ao alinhamento, e de 1,50m nos locais onde esse recuo for obrigatório.Em passeios com largura inferior a 1,50m não é recomendável o plantio de árvores.
  22. 22. Em passeios com largura igual ou superior a 1,50 m e inferior a 2,00 m, recomenda-se apenas o plantio de árvores de pequeno porte.Em passeios com largura igual ou superior a 2,00 m e inferior a 2,40 m, poderão serplantadas árvores de pequeno e médio porte com altura até 8,00 m.OBS: sob rede elétrica, recomenda-se apenas o plantio de árvores de pequenoporte.Em passeios com largura igual ou superior a 2,40 m e inferior a 3,00 m, poderão serplantadas árvores de pequeno, médio ou grande porte, com altura até 12,0 m.OBS: Sob rede elétrica, recomenda-se apenas o plantio de árvores de pequenoporte.Em passeios com largura superior a 3,00 m, poderão ser plantadas árvores depequeno, médio ou grande porte com altura superior a 12,00 m.
  23. 23. OBS: Sob rede elétrica é possível o plantio de árvores de grande porte desde que amuda não seja plantada no alinhamento da rede e que a copa das árvores sejaconduzida precocemente, através do trato cultural adequado, acima dessa rede. O posicionamento da árvore no passeio público com largura “P” superior a1,80 m deverá admitir a distância “d”, do eixo da árvore até o meio fio, e “d” deveráser igual a uma vez e meia o raio “R” da circunferência circunscrita à base de seutronco, quando adulta, não devendo “d” ser inferior a trinta centímetros ( d= 1,5X R ed maior ou igual a 30 cm ).
  24. 24. Na calçada onde existe rede elétrica, as árvores a serem plantadas devemser espécies de pequeno porte, obedecendo aos recuos necessários. Na calçadaonde não existe a rede elétrica, podem-se utilizar espécies de médio porte,adequadas à paisagem local e ao espaço disponível. 2,00 m ,6,00 m, 2,00 m 3,00 m, 6,00 m, 3,00 m 2,00 m, 8,00 m, 2,00 m 3,00 m, 10,00 m, 3,00 m VII. ESCOLHENDO O QUE PLANTAR É preciso escolher as espécies que serão plantadas em função do espaçodisponível e do resultado que se quer obter com a árvore adulta. Por exemplo, paraestacionamentos amplos, podemos optar por espécies de grande porte, de folhasperenes que ofereçam sombra durante o ano todo e de frutos pequenos e leves quenão ofereçam riscos aos automóveis.
  25. 25. Para a escolha da espécie adequada, a árvore deve conter certas características,como:• Estar adaptada ao clima do local destinado;• Ser espécie nativa da vegetação local (origem da espécie);• Ter raízes profundas. Sistema radicular adequado;• Possuir porte adequado ao espaço disponível;• Apresentar tronco único e copa bem definida;• Apresentar rusticidade;• Dar frutos pequenos e silvestres, ou seja, frutos que não sejam comerciais;• Dar flores pequenas, pouco suculentas e com cores vivas;• Ter folhas preferencialmente pequenas e não coriáceas (duras);• Ter desenvolvimento rápido;• Não apresentar princípios tóxicos acentuados, ou seja, apresentar baixa toxicidade;• Não apresentar princípios alérgicos;• Não possuir espinhos. Deve-se evitar espécies que necessitem de poda freqüente, que tenhamtronco frágil, caule e ramos quebradiços, que sejam suscetíveis ao ataque de pragas(brocas, cupins, cochonilhas etc.) e doenças. Para ajudar nessa escolha, foi construída uma lista de espécies indicadaspara a arborização urbana em Aguaí: • Nome popular e científico; • Porte da arvore; • Tipo de copa; • Indicações de onde plantar. Essa listagem, apresentada a seguir, foi construída com base em pesquisas ena experiência de técnicos dedicados ao planejamento e manejo da arborização deAguaí. Não deve ser tomada como única fonte de pesquisa, pois há muitas outrasespécies que podem e devem ser utilizadas.
  26. 26. VII.1. Porte Pequeno: São aquelas cuja altura na fase adulta atinge entre 4 e 5 metros e o raio de copa fica em torno de 2 a 3 metros. São espéciesapropriadas para calçadas estreitas (< 2,5m), com presença de fiação aérea e ausência de recuo predial. Temos como exemplos:Nome Nome Origem Floração Frutificação Porte Copa Indicações Observaçõespopular científicoAleluia, Senna mata Dez-abr/ Mai-ago/ seco pequeno arredondada calçadas Crescimentopau-fava macranthera amarelo rápidoAlgodão – Hysbiscus mata ago-jan/ Fev-abr / seco pequeno arredondada Calçadas,do - brejo permambucensia amarelo praças, parquesAraçá Psidium mata Jun-dez / Set- mar / pequeno arredondada Praças, parques cattleianum branca carnosoAstrapéia Dombeya wallichii exótica Set-jan / seco pequeno arredondada Calçadas, Crescimento branca praças, parques rápido, rústica, melíferaCalistemon Callistemon exótica Jun-set / Ano todo/seco pequeno pendente Calçadas, Rústica, viminalis vermelha praças, parques ornamentalCalistemon Callistemon exótica vermelha seco pequeno pendente Calçadas, “imperialis” praçasCambuci campomanesia mata Ago-nov / Jan- fev/ pequeno arredondada Calçadas, Frutos comestíveis branca carnoso praças, parquesCambuí Myrciaria mata Nov-dez / Jan-mar/ pequeno arredondada Calçadas, Atrai aves branca carnoso praças, parquesCanudo – Mabea fistulifrra serrdão Jan –abr / Set – out / seco pequeno arredondada Calçadas, Crescimento lento,de - pito vermelha praças, parques melíferaCapororoc Rapanea Mata, Jun-jul Out-dez pequeno arredondada Calçadas, Atrai avesa – do - guianensis cerrado avenidas,cerrado praças, parques,Caputuna - Metrodorea nigra nativa Set – Nov/ Mar – abr/ seco pequeno arredondada Calçadas, Atrai aves, preferepreta rosa escuro avenidas, sombra praças, parques,Cerejeira – Hexachalamysn nativa Ago-set / Set-out / carnos pequeno arredondada Praças, parques Atrai avesdo – rio edulis brancograndeFruto – de Allophyllus edulis mata Set-nov / Nov – dez / pequeno arredondada Calçadas, Atrai aves– pombo, creme carnoso praçasmurta -brancaGrevilea Grevillea banksii exótica Ano todo/ seco pequeno arredondada Calçadas, Atrai beija-floranã vermelho praçasGrumixam Eugenia nativas Set-nov / Nov-dez/ pequeno arredondada Calçadas, Fruto comestívela brasiliensis branca carnoso avenidas,
  27. 27. praças, parquesGuaçatong Casearia mata Jun-ago/ Set-nov/ seco pequeno arredondada Calçadas, Atrai Avesa sylvestris branca praçasGuaraiuva Savia dictyocarpa mata Out-nov Jan-fev / seco pequeno arredondada Calçadas, praçasIpê Tabebuia nativa Ago-set / Set- Nov / seco pequeno arredondada Calçadas,amarelo chrysotricha amarelo avenidas, praças, parquesIpê roxo Tabebuia nativa Jun-ago/ Ago-nov/ seco pequeno arredondada Calçadas,anão avellanedae var. rosa escura avenidas, paulensis praças, parquesManacá - Tibouchina nativa No-fev/ lilás Fev-mar / seco pequeno arredondada Calçadas,da - serra mutabilis avenidas, praças, parquesPata – de - Bauhinia forfficata nativa Mar – mai/ Jul – ago/seco pequeno arredondada Calçadas,vaca branca avenidas, praças, parquesPata – de – Bauhinia Exótica Ou-dez/ seco pequeno arredondada Calçadasvaca rosa monandra rosa claroPata – de – Bauhinia purpurea Exótica Mar – ago / seco pequeno arredondada Calçadasvaca roxa roxoPau cigarra Senna multijuga nativa Dez-abr / Abr- jun / seco pequeno arredondada CalçadasRabo - de - Stifftia crysantha nativa Jul-set / Set-nov / seco pequeno arredondada Calçadas, Crescimento lentocutia amarelo praçasResedá Lagerstroemia exótica Nov-fev / Mar-jun / seco pequeno arredondada Calçadas, Muito ornamentalextremoso indica branca, rosa avenidas, praçasSuinã Erythrina speciosa nativa Jun-set / Out – Nov / seco pequeno arredondada Praças, parques vermTarumã - Vitex polygama nativa Out-nov / Jan-abr / pequeno arredondada Calçadas, Atrai faunado - branco carnoso avenidas,cerrado praças, parques
  28. 28. VII.2. Porte Médio:São aquelas cuja altura na fase adulta atinge de 5 a 8 metros e o raio de copa varia em torno de 4 a 5 metros. São apropriadaspara calçadas largas (> 2,5m), com ausência de fiação aérea e presença de recuo predial. Podemos citar como exemplos:Nome Nome Origem Floração Frutificação Porte Copa Indicações Observaçõepopular científico sAçoita - Luehea divaricata cerrado Dez-fev / Maio – ago / seco Médio arredondada Praças,cavalo rosada parquesAldrago Pterocarpus cerrado Out-dez/ Maio-jul/seco Médio arredondada Calçadas, violaceus creme avenidas, praças, parquesAlfeneiro – Ligustrum exótico Out-fev / carnoso Médio arredondada Calçadas, Resistentedo - japão lucidum branco avenidas, praçasAmarelinh Helietta apiculata mata Nov-dez / Mar-maio/ seco Médio arredondada Calçadas,o amarelo avenidas, praças, parquesAmoreira Morus nigra exótica Jul-ago/ Vermelho a Médio pendente Praças, Atrai aves creme preto/carnoso parquesAngelim - Andira Fraxinifolia mata Nov – dez / Fev-abr/seco Médio arredondada Praças,doce rosa parquesAraçarana Calyptranthes Cerrado, Mar-abr / Jun-jul / carnoso Médio arredondada Praças, Muito bonita clusiifolia mata branca parquesAroeira Schinus molle Mata Ago-nov / Fev – mar /seco Médio pendente Calçadas,salsa creme praças, parquesAroira - Schinus nativa Set-jan / Jan-jul / seco Médio arredondada Calçadas, Atrai aves, podepimenteira terebinthifolius branca praças, causar alergia parquesBico - de - Machaerium nativa Nov – fev / Abr-jul / seco Médio arredondada Calçadas, Plantapato aculeatum roxa praças, espinhenta parquesCalicarpa Callicarpa exótica Fev-abr / carnosa Médio arredondada Calçadas, Crescimento reevesii roxa praças, rápido, rústica parquesCanela Ocotea velutina mata Abr- mai / Set-out / carnoso Médio arredondada Praças, Atrai avesamarela creme parquesCanela Endlicheria mata Jan-mar Mai-jul médio arredondada Caçadas,aveni Odorcheirosa paniculata carnoso das,praça caracteristico parquesCapororoc Rapanea nativa Mai-jun Out-dez médio arredondada Calçadas, Atrai avesa ferruginea creme Avenidas
  29. 29. Praças parquesCaqui do Matayba mata Set-nov Dez-jan médio arredondada Calçadas Atrai avesmato, eleagnoids Creme Creme AvenidasOlho-de esverdead esverdeada Praçasboi parquesCássia Cássia exótica Set-dez Out-jan médio pendente Calçadasimperial fistula amarela seco Avenidas Praças parquesCatiguá Trichilia hirta mata Out-nov Mai-jun médio arredondada Calçada Ameaçada de creme seco Avenidas Extinção Parques Atrai aves praçasCatiguá Trichilia mata Ago-out Jan-març médio arredondada Calçadas Atrai avesvermelho claussenii creme carnoso Avenidas Parques praçasFolha de Ouratea Mata Out-nov Nov-jan médio arredondada Calçadas Atrai avescastanha castanaefolia cerrado amarela carnoso Avenidas Crescimento Parques rápido praçasIngá do Ingá nativa Ago-nov Dez-fev médio arredondada Praças e Atrai avesbrejo uruguensis branca carnoso parquesIngá verde Ingá nativa Ago-dez Nov-fev médio arredondada Avenidas Fruto comestívelIngá mirim laurina branca carnoso Praças Atrai aves parquesIpe Tabebuia nativa Ago-set Set-out médio arredondada Calçadasamarelo caraiba amarela seco Avenidas Praças parquesIpe Tabebuia nativa Ago-set Out-nov médio arredondada Calçadas,aveniamarelo umbellata amarela seco dasdo brejo ParquesIpe Tabebuia nativa Ago-nov Out-dez médio arredondada Calçadasamarelo serratifolia amarela seco Avenidas PraçasIpe Tabebuia nativa Ago-out A partir de out médio arredonda Calçadasamarelo Róseo-alba branca seco da Avenidas Praças parquesJambo Syzzygium exótica Jul-nov Dez-abr médio arredonda Calçadas Frutoamarelo jambos Branca carnoso da Praças Comestível esverdead parques aromático
  30. 30. Jambo Syzzygium exótica Ago-fev Jan-mai médio piramidal Calçadas Frutovermelho malaccensis Rosa carnoso Avenidas comestível púrpura Praças parquesJatobá do Hymenaea cerrado Dez-fev Ago-set médio arredonda Praças Frutocerrado stigonocarpa creme seco da parques comestívellofantera Lophanthera Floresta Fev-mai Set-out médio piramidal Calçadas lactescens amazoni amarela seco Avenidas ca Praças parquesmagnólia Magnólia exótica Jul-dez Nov-jan médio arredonda Avenidas Flores grandiflora branca carnoso da Praças perfumadas parquesMagnólia Michelia exótica Dez-fev Fev-out médio piramidal Calçadas Atrai avesamarela champaca Amarelo seco Avenidas Flores alaranjada Praças perfumadas parquesMaria Guapira nativa Jul-out Nov-fev médio arredonda Calçadas Atrai avesmole opposita verde carnoso da Avenidas Praças parquesMarinheiro Guarea nativa Dez-març Nov-dez médio arredonda Praças, Atrai aves, guidonia branca seco da parques Prefere terrenoscamboatã Mal drenadosMirindiba Lafoensia nativa A partir de Set-nov médio arredonda Calçadas glyptocarpa Jun-branca seco da Avenidas vinho Parques praçasMulungu Erytrina nativa Jun-nov Set-nov médio arredonda Praças e Beira rio falcata vermelha seco da parquesMulungu Erytrina nativa Jul-set Set-out médio arredonda Avenidas Muito mulungu alaranjada seco da Praças ornamental parques Atrai beija florOiti Licania nativa Jun-set Jan-mar médio arredonda Calçadas tomentosa branca carnoso da Avenidas Praças parquesPata de Bauhinia exótica Out-jan Jul-ago médio arredonda calçadasvaca variegata Branca rosa seco daPata de vaca Bauhinia exótica Mai-jul médio arredonda Calçadas Não blakeana Vermelho da Parques frutifera arroxeado praçasPau-brasil Caesalpinia nativa Set-out Nov-jan médio arredonda Calçadas Desenvolve-se echinata amarelo seco da Praças Melhor parques Na sombra
  31. 31. Pau Vochysia nativa Nov-mar Ago-set médio arredonda Praças CrescimentoDe tucano tucanorum amarela seco da parques lentoPau-terra Qualea nativa Nov-dez Set-out médio arredonda Calçadasmirim parviflora lilás seco da Avenidas Praças parquesPeito do Tapiria nativa Ago-dez Jan-mar médio arredonda Praças Atrai avespombo guianensis creme carnoso da parquesPitangueira Eugenia nativa Ago-nov Out-jan médio arredonda Calçadas Atrai fauna uniflora branca carnoso da parquesTamanqueiro Aegiphila nativa Dez-jan/ creme Fev-abr médio arredonda sellowianaQuaresmeira Tibouchina nativa Jun-ago Jun-ago médio arredonda Calçadas Atria granulosa Dez-mar Abr-mai da Avenidas borboleta Rosa roxo seco Parques praçaQuereltéria Koelreteria exótica Mar-mai Mai-jun médio arredonda Calçadas paniculata salmão seco da Avenidas Praças parquesResedá de Lagerstroemia exótica Out-dez Mar-jun médio arredonda Calçadas CrescimentoFolha speciosa rosa seco da Avenidas rápidograuda praçasSabão de Sapindus mata Abr-jun Set-out médio arredonda Calçadas Frutosoldado saponaria creme seco da Avenidas Urticante, Parques Crescimento praças moderadoSapateiro Pera nativa Jan-mar Out-jan médio arredonda Calçadas Atria avestobocuva glabrata amarelo seco da Praças parquesUvaia Eugenia nativa Ago-set Set-jan médio arredonda Praças Atria fauna pyriformis branca carnoso da parques
  32. 32. VII.3. Grande Porte: São aquelas cuja altura na fase adulta ultrapassa 8 metros de altura e o raio de copa é superior a 5 metros. Estas espéciesnão são apropriadas para plantio em calçadas. Deverão ser utilizadas prioritariamente em praças, parques e quintais grandes.Dentre elas, podemos citar:Nome Nome Origem Floração Frutificação Porte Copa Indicações Observaçõespopular científicoAlecrim – Holocalyx mata Out-nov / Dez-fev / grande arredondada Calçadas, Crescimento lentode - balansae branca carnoso avenidas,campinas praças, parquesAlmecega Protium mata Ago - set Nov-dez / grande arredondada Praças, parques hetaphyllum carnosAmendoim Platypodium Mata, Set – nov / Set – out / seco grande arredondada Praças, parques– do - elegans cerradão amarelocampoCabreúva – Myrocarpus Mata Set-out/ Nov-dez / seco Grande arredondada Praças, parques Flores melíferasamarelo frondosus verde- amareloCabreúva - Myroxylon mata Jul-set/ Out-nov / seco grande arredondada Praças, parquesvermelho peruiferum brancaCamboatá Cupania vernalis mata Mar-mai/ Set-dez/ grande arredondada Praças, parques Frutos creme carnoso comestíveis, atrai aves, melíferaCanela – Poeccilanthe mata Fev-mai/ Jun-jul grande arredondada Praças,do brejo parviflora benth roxa avenidas, praçasCanela Nectandra mata Jun-set / Nov-ago grande arredondada Praças, parques Frutos atraemferrugem megapotamica creme avesCanafístula Peltophorum mata Dez-fev / Mar – abr/ seco grande arredondada Avenidas, Muito ornamental dubium amarelo praças, parquesCanela Ocotea odorífera mata Ago – set Abr-jun / seco grande arredondada Praças, parques Odorsassafrás /creme característicoCanjarana Cabralea mata Set-out / Ago – nov / seco grande arredondada Praças, parques Atrai aves canjerana brancaCassia Cassia javanica exótica Out-jan/ rosa Nov-fev/ seco grande pendente Avenidas,javanesa, praças, parquescássiarosaCedro Cedrella fissilis mata Ago- Jun-ago/ seco grande arredondada Praças, parques set/cremeChichá Sterculia chicha mata Nov-mar/ Mai-set / seco grande arredondada Praças, parques Atrai aves amarelo
  33. 33. Copaíba Copaífera cerradão Nov-mar/ Jul-set/ seco grande arredondada Avenidas, langsdorffii branca praças, parquesCoração- Poecilanthe mata Out-nov / Jun-jul / seco grande arredondada Avenidas,de-negro parviflora branca praças, parquesCorticeira- Cybistax brasil Dez-mar/ Mai-out grande arredondada praças Madeira fraca,da-serra verde folhas caducasCorrupita, Corroupita Região Set-mar/ Dez- grande arredondada Praças, parques Muito ornamentalabricó-de- guianensis amazônica vermelho mar/carnoso flor no caule,macaco exala odor, fruto muito grandeDedaleiro Lafoensia pacari nativa Out-dez/ Abr-jun/seco grande arredondada Praças, parques branco amareloEmbrira- Lonchocarpus nativa Out-jan/ Jul/ ago grande arredondada Praças, parquesde-sapo muehlbergianus branca-lilásFalso- Lonchocarpus mata Dez-jan/ Jul-ago/seco grande arredondada Avenidas, Adaptado atimbó, guilleminianus creme praças, parques terrenos pobres eingá-bravo secosFarinha Albizia hassslerii mata Out- Set-out / seco grande arredondada Avenidas, Crescimentoseca jan/creme praças, parques rápidoFaveira, Pterodon cerrado Set-nov/rosa Jun-ago/ seco grande arredondada Calçadas, Crescimento lentosucupira emarginatus avenidas,lisa praças, parquesGenipapo Genipa americana mata Out-dez/ Nov- grande arredondada Praças, parques Fruto comestível branca dez/carnosoGuarantã Esenbeckia mata Set-jan/ Jul-ago/ seco grande arredondada Avenidas, Suscetível à seca leiocarpa creme praças, parquesGuaritá Astronium nativa Ago-nov / Dez-fev/ Grande arredondada Praças, parques Atrai aves graveolens branca carnosoIpê Tabebuia ochacea nativa Jul-ago/ Set-out/seco grande arredondada Avenidas,amarelo amarelo praças, parquesIpê Tabebuia vellossi nativa Jul-set/ Out-nov/ seco grande arredondada Avenidas, Flor símbolo doamarelo do amarelo praças, parques BrasilbrejoIpê rosa Tabebuia exótica Ago-out/rosa Set/seco grande arredondada Calçadas, pentaphylla claro avenidas, praças, parquesIpê roxo da Tabebuia mata Jul-ago/roxo Ago-nov/seco grande arredondada Avenidas,mata avellanedae praças, parquesIpê roxo Tabebuis nativa Maio- Set-out/seco grande arredondada Calçadas,bolo impertiginosa ago/rosa avenidas, praças, parquesIpê -roxo Tabebuia nativa Mai-jul/rosa Ago-set/seco grande arredondada Avenidas, heptahylla praças, parquesJacarandá Machaeruim nativa Out-dez/ Ago-set/seco grande arredondada Avenidas, villosum creme praças, parquesJatobá Hymenaea mata Out-dez/ Jullo-ago/ grande arredondada Praças, parques Fruto comestível courbaril branca vagem
  34. 34. Jequitibá Cariniana nativa Out-dez/ Ago-set/seco grande arredondada Avenidas, Frutos comestívelbranco estrellensis branco praças, parquesJequitibá Carinina legalis nativa Dez- Ago-set/ seco grande arredondada Praças, parquesrosa fev/brancaJerivá Syagrus nativa Set-mar Fev-ago/ grande Caule único Avenidas, Atrai aves romanzoffiana carnoso praças, parquesLouro Cordia trichotoma nativa Abr-jul/ Jul-set/seco grande arredondada Avenidas,pardo branca praças, parquesMelaleuca Melaleuca exótico Out-dez/ seco grande colunar Praças, parques Muito ornamental leucadendron branca amareladaMonguba Pachira aquático nativa Set- Abr-jun/seco grande arredondada Avenidas, nov/creme praças, parquesMulungu Erythrina verna nativa Ago-set/ Out-nov grande arredondada Avenidas, Folhas atraem vermelho praças, parques aves, crescimento lentoNó-de- Physocalymma nativa Ago-set / Set-out / seco grande piramidal Avenidas,porco, scaberrimum lilás praças, parquesresedánacionalOlho – de - Ormosia arborea naticva Out-nov/lilás Set-out/seco grande arredondada Avenidas,cabra praças, parquesPaineira CHorisia speciosa nativa Mar-mai/ Ago-set/seco grande arredondada Praças, parques rosaPau d’alho Gallesia nativa Fev- Set-out/seco grande arredondada Praças, parques integrifolia abr/brancaPau mulato Calycophyllum nativa Jun- Out-nov/ seco grande colunar Praças, parques Tronco ornamental spruceanum jul/branca nativaPau - ferro Caesalpinia nativa Out-fev/ Jul-out/ seco grande arredondada Avenidas, Tronco ornamental leiostachya amarelo praças, parquesPau- Balfourodendrom nativa Set- Ago-set/seco grande arredondada Praças, parquesmarfim riedelianum nov/cremePau - Platycyamus nativa Fev-abr/ lilás Ago-set/seco grande arredondada Calçadas, Bastantepereira regnellii avenidas, ornamental, rápido praças, parques crescimentoPau-rei Pterigota nativa Jul-out/ Jun-ago/seco grande arredondada Praças, parques brasiliensis marraom claroPau-ripa Luetzelburgia nativa Dez-fev/ Mar-mai/seco grande arredondada Praças, parques Ameaçada de auriculata vermelho extinçãoPau-terra, Qualea parviflora nativa Out-jan/mai- Ago-set/seco grande arredondada Calçadas,jundiaí jun/branco avenidas, praças, parquesPeroba Aspidosperma nativa Set-nov Ago-set/seco grande arredondada Calçadas,poca polyneuron avenidas, praçasPeroba Aspidosperma nativa Out- Ago-set/seco grande arredondada Praças, parques Ameaçada derosa polyneuron nov/creme extinção
  35. 35. Pinange Koelreuteria Formasa e Dez-abr/ Maio-jun grande arredondada Avenidas, Raiz superficial, paniculata ilhas amarelo praças, parques ornamentalPindaiva Duguetia nativa Out-nov/ Mar-mai/ grande arredondada Calçadas, Atria fauna, lancealata marrom carnoso avenidas, crescimento lento praças, parquesPinha-do- Talauma ovata nativa Out-dez/ Ago-set/seco grande arredondada Praças, parques Prefere terrenosbrejo branca mal drenadosSapucaia Lecythis pisonis nativa Set-out/ lilás Ago-set/seco grande arredondada Praças, parques Frutos muito grandesSibipiruna Caesalpina nativa Jn-set/verm Ou-nov/seco grande arredondada Praças, parques Atria beijar-flor peltophoroidesSombreiro Clitoria nativa Set-mar/lilás Mai-jul/seco grande arredondada Praças, fairchildiana avenidas, parquesOiti Licania tomentosa Pe,Pi até Jun-set / Jan - mar grande arredondada Praças, Crescimento lento (Benth.) Fristsch Mg branca avenidas, a médio, atria parques fauna em geral
  36. 36. VIII. AÇÕES DO PLANEJAMENTO DO PROJETO DE ARBORIZAÇÃO Formação de uma equipe responsável pelo projeto de arborização urbana,sendo composta por técnicos ou até mesmo por voluntários da comunidade emgeral, com responsabilidades, experiência e capacitação específica.IX. PLANTIO DE ÁRVORESIX.1. Abertura de Covas e Preparo do local; A cova deve ter dimensões mínimas de 0,60 x 0,60 x 0,60 m, devendo conter,com folga, o torrão. Deve ser aberta de modo que a muda fique centralizada,prevendo a manutenção da faixa de passagem de 1,20m. Caso o solo esteja muitocompactado ou com restos de entulho de construções, podem-se aumentar asdimensões. As covas podem ser circulares, com diâmetro e profundidade de 0,60 m. Todo entulho decorrente da quebra de passeio para abertura de cova deveser recolhido, e o perímetro da cova deve receber acabamento após o término doplantio. O solo de preenchimento da cova deve estar livre de entulho e lixo, sendo queo solo inadequado – compactado, ou com excesso de entulho – deve ser substituídopor outro, com constituição, porosidade, estrutura e permeabilidade adequadas aobom desenvolvimento da muda plantada. O solo ao redor da muda deve ser preparado de forma a criar condições paraa captação de água, e sempre que as características do passeio público permitem,deve ser mantida área não impermeabilizada em torno das árvores na forma decanteiro, faixa ou soluções similares. Porém, em qualquer situação deve ser mantidaárea permeável de, no mínimo, 0,60 m de diâmetro ao redor da muda. Normalmente, as vias públicas possuem solo de baixa fertilidade, devido àcompactação e restos de entulho acumulados, sendo impróprio para o plantio. Deve-se retirar a terra do local e substituí-la por terra de boa qualidade, preparada comesterco de curral ou composto orgânico, em partes iguais. Se possível, fazer umaanálise química do solo do local da cova para avaliar e indicar a adubação maisadequada. Sugestão de adubação orgânica da cova: 10 litros de esterco de curral curtido ou 5 litros de esterco de galinha ou 1 litro de torta de mamona para 1 m³ de terra, ou seja, de 100 % da terra retirada da cova, separa-se 2/3 e mistura com 1/3 de adubo orgânico. Sugestão de adubação inorgânico da cova: 200 gramas de 4 - 14 – 8 (Nitrogênio: Fósforo: Potássio) ou 400 gramas de superfosfato simples, para 40 Kg de terra.
  37. 37. IX.2. Plantio da muda no local definitivo As mudas devem ser sadias, selecionadas no viveiro e apresentar característicassaudáveis, como: • Vigor; • Rusticidade; • Resistência a intempéries, pragas e doenças; • Caule único sem ramificações laterais; • Altura mínima de 1,30m, livre de ramos; • Embalagem adequada. O plantio das mudas em áreas públicas deve ser feito no período de chuvas, depreferência pela manhã, ou, no final da tarde, e nunca em horário que o sol esteja muitoforte, dando-se preferência aos dias nublados. Em princípio, a embalagem da muda, se for biodegradável, não deve ser retirada.Corta-se o fundo da embalagem, aparam-se as raízes com tesoura de poda, coloca-se amuda com cuidado dentro da cova e acrescenta-se a terra aos poucos. Antes de colocara muda dentro da cova, a mesma deve ter sua quantidade de folhas reduzida à metadede modo a evitar perda de água por transpiração, assim como estar bem centralizadadentro da cova. Se necessário, deve-se amparar a muda com tutor. O colo deve ficar no mesmonível da superfície; dependendo das condições da muda, o enterramento pode causarmorte futura. Fixar o tutor com a muda utilizando sisal ou outro material similar, de formaque fique um oito deitado. A muda deve ser assentada na cova, de maneira que não fiquem espaços vazios.A cova já fechada deve, na superfície, ter as bordas elevadas; o solo, ao redor da muda,deve ser preparado de forma a criar condições que possibilitem a permanência da águada chuva. Este processo é denominado de embaciamento ou coroamento de contenção.Após o plantio, a muda deve ser irrigada até sua completa consolidação. O canteiro ideal para um bom desenvolvimento de árvores situadas em viaspúblicas deve ter uma superfície suficiente que permita a entrada da água da chuva,aeração do solo e futuras adubações. Este espaço deve ter no mínimo 1m² de área(essa dimensão será variável, conforme o sistema radicular da espécie, base do tronco),e ser preferencialmente coberto por gramado, livre da presença de ervas daninhas.Determina-se que a distância entre a muda e o meio fio deva ser de 50 cm. A muda deve ser retirada da embalagem com cuidado e apenas no momentodo plantio. O colo da muda deve ficar no nível da superfície do solo. A muda deve
  38. 38. ser amparada por tutor, quando necessário, fixando-se a ele por amarrio de sisal ousimilar, em forma de oito deitado, permitindo, porém, certa mobilidade. A muda deve ser irrigada até sua completa consolidação.IX.3. Protetores e Condutores das Mudas Para evitar danos à muda plantada, utiliza-se alguns tipos de protetores paraajudar no desenvolvimento da planta até que esta atinja sua fase jovem. Tutores: devem ser fincados no fundo da cova, ao lado do torrão, sem prejudicar o desenvolvimento das raízes. Os tutores servem para direcionar e sustentar a planta, fazendo com que a mesma não perca o seu prumo. Podem ser de madeira ou de bambu e ter as seguintes dimensões: • Altura maior que 2,30 m, ficando no mínimo 0,50 cm até 1,0 m enterrado; • Deve ter largura e espessura de 0,04 m x 0,04 m ± 0,01 m, podendo a secção ser retangular ou circular, com a extremidade inferior pontiaguda para melhor fixação ao solo; • Acima do nível do solo, a altura deve ultrapassar o topo da muda; • Diâmetro: maior ou igual a 0,40cm. • As palmeiras e mudas com altura superior a 4,00 m devem ser amparadas por 03 (três) tutores;
  39. 39. Mudas superiores a 4,00m devem ser amparadas por três tutores, que deverãoser pontiagudos na sua extremidade inferior para serem fixados ao solo com maisfirmeza. Gradis ou Protetores: cuja utilização é preconizada em áreas urbanas para evitar danos mecânicos como a de animais, possíveis vandalismos e depredações - principalmente ao tronco das árvores até sua completa consolidação. Existem os mais diversos modelos, com seção quadrada, triangular e circular, podendo ser feitos de madeira ou bambu. Devem atender às seguintes especificações: a) Ter uma área aberta, de maneira a não abafar as mudas, possibilitando a livre penetração dos raios solares e o suficiente arejamento, garantindo seu adequado desenvolvimento b) Altura mínima, acima do nível do solo, de 1,60 m; c) A área interna deve permitir inscrever um círculo com diâmetro maior ou igual a 0,38 m; d) As laterais devem permitir os tratos culturais; e) Os protetores devem permanecer, no mínimo, por 02 (dois) anos, sendo conservados em perfeitas condições; f) Projetos de veiculação de propaganda nos protetores devem ser submetidos à apreciação dos órgãos competentes.IX.4. Irrigação A vegetação deve ser irrigada abundantemente, sempre que necessário,principalmente nos períodos de estiagem.
  40. 40. Sugestão para Irrigação: • No verão, jogue água a cada dois dias, caso não esteja chovendo; • Na estação seca, jogue água todos os dias • Procure aguar pela manhã ou final da tarde; • Evite o excesso de água, pois pode ser prejudicial.IX.5. Tratamento fitossanitário O tratamento fitossanitário deverá ser efetuado sempre que necessário, deacordo com diagnóstico técnico e orientado pela legislação vigente sobre o assunto.Este avaliará as mudas e emitirá um diagnóstico técnico, indicando o produto adequadopara cada caso. Por exemplo: ataque de formigas, de cochonilhas, pulgões, lagartas,erva de passarinho, entre outros. Quando houver ataque de brocas, deve-se analisar emque partes do vegetal a broca atacou, pois é preciso retirar toda a parte atacada. Se aárvore estiver totalmente atacada será preciso erradicá-la e substituí-la por outra.IX.6. Manutenção Após o plantio, inicia-se a fase de manutenção e conservação. As mudasplantadas devem ser regularmente observadas para que se possa avaliar o seudesenvolvimento e tomar as medidas necessárias para a correção de distorções nocrescimento das mesmas. Assim, deve-se verificar se está ocorrendo ataque de pragas e doenças,ramificações indesejáveis, observar as condições dos gradis, tutores e amarrios,para que os mesmos sejam substituídos caso estejam danificados.IX.7. Adubação Complementar Caso a muda esteja fraca, pode ser que esteja precisando de algum nutriente,sendo necessário realizar uma adubação. Esse problema deve ser resolvido comorientação de um técnico habilitado, que indicará o adubo correto a ser utilizado.X. REPOSIÇÃO DE MUDAS E RENOVAÇÃO DE ÁRVORES A reposição das mudas é essencial para manter e alcançar o efeitopaisagístico necessário. Recomenda-se que o replantio seja feito sempre quehouver perda de mudas, utilizando-se a mesma espécie que foi plantadaanteriormente ou outra espécie que seja adequada ao local e à região. As árvores antigas plantadas em vias públicas que estiverem apresentandosinais de degeneração por senescência, características de risco de queda, danos aopatrimônio público, deformidade ou enfraquecimento por doenças, ataque de pragas,podas sucessivas ou acidentes devem ser removidas por transplante e substituídaspor outra espécie adaptada à região. Na renovação do plantio deve-se observar:
  41. 41. • O Plano Municipal de Arborização Urbana; • A solução dos problemas que possam ter ocorrido durante o plantio anterior; • As espécies nativas adequadas ao local.XI. FATORES ESTÉTICOS Não se recomenda, em nenhuma circunstância, a caiação ou pintura dasárvores, pois se trata de uma prática inadequada e que deve ser abolida. É proibida a fixação de publicidade em árvores, pois além de ser antiestética,tal prática prejudica a vegetação, conforme define a legislação vigente, Artigo n.º 108da Lei n.º 858 de 31 de Dezembro de 1975 que Institui o Código de Postura doMunicípio de Aguaí. No caso do uso de “Placas de Identificação” de mudas de árvores, essasdeverão ser amarradas com material extensível, em altura acessível à leitura,devendo ser substituída conforme necessário. Não se recomenda, sob o ponto de vista fitossanitário, a utilização de enfeitese iluminação, como por ocasião de festas natalinas. Recomendando-se, porém, enquanto não regulamentado, que quando dessaprática, sejam tomados os devidos cuidados para evitar ferimentos à árvore, bemcomo a imediata remoção desses enfeites ao término dos festejos.XII. DISTÂNCIAS MÍNIMAS ENTRE AS ÁRVORES E OS EQUIPAMENTOS URBANOS PRESENTES NAS CALÇADAS Antes de verificar as distâncias mínimas é interessante atentar para as alturas deserviços públicos. Tabela 2: Alturas de Serviços Públicos Serviços Altura Poste 9 a 12 m Condutor de Baixa Tensão 7,30 m Condutor de Alta Tensão 8,20 a 9,40 m Fio de Telefone 5,40 m Como regra geral para o plantio de árvores em calçadas pode ser adotadas as seguintes dimensões mínimas.
  42. 42. Tabela 3: Distanciamento Características Máximas da Espécie Distância Mínima em Relação a: Pequeno Médio Porte Grande Porte PorteEsquina (referenciada ao ponto de encontro dos alinhamentos dos 5,00 m 5,00 m 5,00 m lotes da quadra em que se situa) Iluminação pública (1) (1) (1) e (2) Postes 3,00 m 4,00 m 5,00 m (2) Placas de identificação e (3) (3) (3) sinalizações Equipamentos de segurança 1,00 m 2,00 m 3,00 m (hidrantes) Instalações subterrâneas (gás, água, energia, telecomunicações 1,00 m 1,00 m 1,00 m esgoto, drenagem) Ramais de ligações subterrâneas 1,00 m 3,00 m 3,00 m Mobiliário urbano (bancas, 2,00 m 2,00 m 3,00 m cabines, guaritas, telefones) Galerias 1,00 m 1,00 m 1,00 mCaixas de inspeção (boca-de-lobo, boca-de-leão, poço-de-visita, 2,00 m 2,00 m 3,00 m bueiros, caixas de passagem) Fachadas de edificação 2,40 m 2,40 m 3,00 mGuia rebaixada, gárgula, borda de faixa de pedestre 1,00 m 2,00 m 1,50R (5) Transformadores 5,00 m 8,00 m 12,00 m Espécies arbóreas 5,00 (4) 8,00 (4) 12,00 (4)Notas:(1) Evitar interferências com cone de iluminação.(2) Sempre que necessário, a copa de árvores de grande porte deverá serconduzida (precocemente), através do trato cultural adequado, acima das fiaçõesaéreas e da iluminação pública.(3) A visão dos usuários não deverá ser obstruída.(4) Caso as espécies arbóreas sejam diferentes, poderá ser adotada a médiaaritmética.(5) Uma vez e meia o raio da circunferência circunscrita à base do tronco da árvore,quando adulta, medida em metros.
  43. 43. XIII. PARÂMETROS PARA A ARBORIZAÇÃO DE ÁREAS LIVRES PÚBLICAS Para efeito de aplicação dessas normas, são caracterizadas como áreaslivres públicas praças, áreas remanescentes de desapropriação, parques e demaisáreas verdes destinadas à utilização pública.A distância mínima em relação aos diversos elementos de referência existentes emáreas livres públicas deverá obedecer a correspondência abaixo especificada.Tabela 4: Distâncias de Serviços Públicos Distância Mínima (m) para Árvores de: Pequeno Porte Médio Porte Grande Porte Instalações 1,0 1,0 1,0 SubterrâneasMobiliário Urbano 2,0 2,0 3,0 Galerias 1,0 1,0 1,0 Caixas de 2,0 2,0 3,0 Inspeção Guia rebaixada, 1,0 2,0 3,0 faixas de travessiaTransformadores 5,0 8,0 12,0 Vias Públicas - - 5,0 Nos locais onde já exista arborização, o projeto luminotécnico deve respeitar asárvores, adequando postes e luminárias às condições locais. Nos locais onde nãoexiste iluminação nem arborização, deverá ser elaborado, pelos órgãos envolvidos,projeto integrado.
  44. 44. O posicionamento da árvore não deverá obstruir a visão dos usuários em relação aplacas de identificação e sinalizações pré-existentes para orientação ao trânsito. Tabela 5: Plantio de árvores em passeio públicoLargura “P” Características Distância “d” do Eixo Porte das dos Máximas da das Árvores ao meio Árvores sobPasseios (m) Espécie altura fio em relação ao raio Fiação máxima “h” “R” da Circunferência (m) circunscrita na base da árvore (m) P<1,50 - - -1,50≤P<1,80 Pequeno porte d = (P – 1,20)/2 (1) Pequeno porte h = 5,001,80≤P<2,40 Pequeno porte d≥0,30 Pequeno porte h = 5,002,00≤P<2,40 Médio porte d≥0,30 e d = 1,50R Pequeno porte h = 8,002,40≤P<3,00 Médio e Grande d≥0,30 e d = 1,50R Pequeno porte porte h = 12,00 (2) P≥3,00 Grande porte (2) e (3) h > 12,00Notas:(1) A cova deverá ter seção retangular de 2d x 0,60 m quando não houverpossibilidade de utilização de grelhas ou pisos drenantes.(2) Evitar interferências com cone de iluminação.(3) Sempre que necessário, a copa de árvores de grande porte deverá serconduzida (precocemente), através do trato cultural adequado, acima das fiaçõesaéreas e da iluminação pública.As árvores deverão ser plantadas de forma que suas copas não venham a interferirno cone de luz projetado pelas luminárias públicas.
  45. 45. XIV. MANEJO Após o plantio inicia-se o período de manutenção e conservação, quandodeverá se cuidar da irrigação, das adubações de restituição, das podas, damanutenção da permeabilidade dos canteiros ou faixas, de tratamento fitossanitárioe, por fim, e se necessário, da renovação do plantio, seja em razão de acidentes oumaus tratos. As podas de limpeza e formação nas mudas plantadas deverão ser realizadasda seguinte forma: a- Poda de Formação: retirada dos ramos laterais ou “ladrões” da muda, para conferir à árvore uma forma adequada durante o seu desenvolvimento; b- Poda de Limpeza: remoção de galhos secos ou doentes. Nesta poda, procura-se serrar os galhos sempre rentes ao tronco ou rente aos galhos mais grossos de onde partem. A poda de limpeza é importante para reduzir a disponibilidade de alimento para cupins, diminuindo sua infestação na cidade; c- Poda de elevação da base da copa: tem a finalidade de remover galhos pendentes ou que interfiram com demais usos nos passeios e áreas públicas. Também deve ser feito com critério, sem causar o desequilíbrio da árvore; d- Poda de contenção: serve para conter a copa da árvore abaixo dos fios elétricos e telefônicos. Este tipo de poda não é recomendado para espécies de grande porte, podendo comprometer a saúde e longevidade da árvore. É importante saber que esse tipo de poda requer manutenção constante, tendo em vista que o crescimento da árvore mantém-se enquanto ela estiver viva.

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