Palestra de Efeitos Biológicos das Radiações Ionizantes

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Um resumo dos efeitos biológicos das radiações, suas definições, causas, e uma descrição dos principais acidentes.

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Palestra de Efeitos Biológicos das Radiações Ionizantes

  1. 1. ROTEIRO  Tipos de radiações ionizantes;  Interação das radiações com a matéria;  Limites e doses;  Efeito biológicos;  Tipos de lesões e doenças;  Acidentes nucleares.
  2. 2. INTRODUÇÃO    Logo após a descoberta do raios X (1895), da radioatividade (1898), dentre outros, as fontes de radiação passaram a ser amplamente utilizadas na medicina; Posteriormente, formam constatados efeitos biológicos danosos da radiação; As exposições prolongadas deveriam ser evitadas e que medidas de prevenção deveriam ser tomadas.
  3. 3. RADIAÇÕES?  ELETROMAGNÉTICAS: Não possuem massa e se propagam com a velocidade de 300.000km/s, para qualquer valor de sua energia. Ex: luz, microondas, raios X e radiação gama.  PARTÍCULAS: Apresentam massa, carga elétrica e magnética. Ex: radiação alfa, radiação beta.
  4. 4. RADIAÇÕES IONIZANTES
  5. 5. IONIZAÇÃO DO ÁTOMO O átomo recebe energia suficiente para arrancar o elétron do seu orbital.
  6. 6. INTERAÇÃO DA RADIAÇÃO  DNA
  7. 7. TIPOS DE RADIAÇÕES IONIZANTES  Raios X;  Raios gama;  Partículas Alfa;  Partículas Beta.
  8. 8. RAIOS X vs RAIOS γ  RX  Raios γ
  9. 9. FONTES DE RADIAÇÕES IONIZANTES NO AMBIENTE HOSPITALAR  Raios • • • • X: Radiodiagnóstico; Enfermarias, C.Cirúrgico e UTI’s; Radioterapia; Hemodinâmica.  Raios γ: • Medicina Nuclear; • Radioterapia.
  10. 10. APLICAÇÕES MÉDICAS
  11. 11. NORMAS E DIRETRIZES – NE-3.01 (junho/1988);  CNEN – NE-3.02 (agosto/1988);  CNEN • IAEA: Agência Internacional de Energia Atômica; • ICRP: Comissão Internacional de Proteção Radiológica; • ICRU: Comissão Internacional de Unidades (Medidas)  CENEN – NN-3.01 (janeiro/2005). Radiológicas.
  12. 12. EFEITOS BIOLÓGICOS PODEM SER: • Morte da célula (necrose); • Mau funcionamento da célula, que é restrito à célula em questão, ou seja, não é passado às linhagens seguintes (efeitos somáticos); • Alteração permanente da célula, que é passada às linhagens seguintes (efeitos genéticos).
  13. 13. EFEITOS BIOLÓGICOS  DOSE ABSORVIDA: • Estocásticos ou determinísticos.  TEMPO DE MANIFESTAÇÃO: • Imediatos e tardios.  NÍVEL DO DANO: • Somáticos e genéticos.
  14. 14. EFEITOS BIOLÓGICOS  DETERMINÍSTICOS: • Aparecem quando a dose atinge ou ultrapassa um limiar de dose; • Aumenta cuja gravidade aumenta com o aumento da dose; • Ex.: Anemias (leucemia), cataratas, radiodermites, esterilidade, , etc
  15. 15. EFEITOS BIOLÓGICOS  DETERMINÍSTICO
  16. 16. EFEITOS BIOLÓGICOS  ESTOCÁSTICOS O grau de severidade do efeito independe da dose recebida. São efeitos tardios que aparecem apenas após um período de latência. O qual pode variar de alguns anos a algumas décadas. Ex.: Carcinogênese
  17. 17. EFEITOS BIOLÓGICOS  IMEDIATOS: Ocorrem em um período de horas até semanas após a irradiação. Ex.: Eritema, queda de cabelos, necrose de tecido, esterilidade temporária ou permanente, alterações no tecido sangüíneo.
  18. 18. EFEITOS BIOLÓGICOS  TARDIOS: Efeitos ocorrem vários meses ou anos após a exposição à radiação: Ex.: Catarata, câncer, anemia aplástica, etc
  19. 19. EFEITOS BIOLÓGICOS  SOMÁTICO - Não são transmitidos a linhagem seguinte.  GENÉTICOS - São transmitidos aos descendentes dos indivíduos irradiados. Esses efeitos podem surgir quando os órgãos reprodutores são expostos a radiação.
  20. 20. EFEITOS BIOLÓGICOS  TERATOGÊNICOS Podem ocorrer a partir da exposição de embriões ou fetos à radiação.
  21. 21. SÍNDORME AGUDA DAS RADIAÇÕES (SAR) É conjunto de sintomas e sinais clínicos conseqüente a uma irradiação do corpo total, desenvolvida por um curto período de tempo (segundos a minutos).  Caracterizada por distúrbios funcionais e orgânicos, com reflexos em praticamente todos os sistemas do corpo.
  22. 22. SÍNDORME AGUDA DAS RADIAÇÕES (SAR)  SÍNDROME PRODRÔMICA;  Náuseas, vômitos, anorexia, diarréia, mal-estar generalizado.
  23. 23. SÍNDORME AGUDA DAS RADIAÇÕES (SAR)  SÍNDROME HEMATOPOIÉTICA;  Leucopenia, trombocitopenia e anemia.
  24. 24. SÍNDORME AGUDA DAS RADIAÇÕES (SAR)  SÍNDROME  Náuseas GASTROINTESTINAL; persistentes, diarréia sanguinolenta. vômitos e
  25. 25. SÍNDORME AGUDA DAS RADIAÇÕES (SAR)  SÍNDROME  Náuseas GASTROINTESTINAL; persistentes, diarréia sanguinolenta. vômitos e
  26. 26. SÍNDORME AGUDA DAS RADIAÇÕES (SAR)  SÍNDROME SISTEMA NERVOSO CENTRAL;  Distúrbios neurológicos, intensos, com estupor, coma e convulsões. MORTE EM POUCAS HORAS.
  27. 27. PROTEÇÃO RADIOLÓGICA  Proteger o Homem contra dos detrimentos das Radiações Ionizantes;  Permitir à sociedade dos benefícios de usufruir das Radiações Ionizantes;  Estimar com suficiente exatidão o relacionamento: Dose X Efeitos nocivos
  28. 28. PRINCÍPIOS BÁSICOS:  JUSTIFICAÇÃO  OTIMIZAÇÃO  LIMITAÇÃO DA PRÁTICA; DA DOSE; DE DOSES INDIVIDUAIS;  PREVENÇÃO DE ACIDENTES.
  29. 29. JUSTIFICAÇÃO DA PRÁTICA •  Nenhuma prática ou fonte adscrita a Todo fumante deve realizar uma radiografia de tórax por ano; deve ser autorizada a uma prática • Uma paciente produza sofreu um acidente de menos que grávida suficiente benefício carro e está com suspeita de TCE, deverá a para o indivíduo exposto ou para fazer sociedade, de modo a compensar o uma TC com urgência. ser causado. detrimento que possa
  30. 30. OTIMIZAÇÃO DA DOSE  Estabelece que as instalações e as práticas devem ser planejadas, implantadas e executadas de modo que a magnitude das doses individuais, o número de pessoas expostas e a probabilidade de exposições acidentais sejam tão baixos quanto razoavelmente exeqüíveis (ALARA).
  31. 31. LIMITAÇÃO DE DOSES INDIVIDUAIS  Os limites de doses individuais são valores de dose efetiva ou de dose equivalente, estabelecidos para exposição ocupacional e exposição do público decorrentes de práticas controladas, cujas magnitudes não devem ser excedidas.
  32. 32. LIMITAÇÃO DE DOSES INDIVIDUAIS
  33. 33. ACIDENTES NUCLEARES  ACIDENTE • • NUCLEAR DE CHERNOBYL (1986); Abril de 1986 ocorre o maior acidente da história (até agora), quando explode um dos quatro reatores da usina nuclear soviética de Chernobyl. Após uma manobra equivocada um dos quatro reatores superaqueceu causando a explosão.
  34. 34. ACIDENTES NUCLEARES  ACIDENTE NUCLEAR CHERNOBYL (1986); • • • DE Chernobyl liberou para a atmosfera 400 vezes mais material radioativo que a bomba de Hiroshima. 22 mil morreram em conseqüência do acidente; Mais 100 mil sofreram danos permanentes. Somente na Ucrânia;
  35. 35. ACIDENTES NUCLEARES  ACIDENTE NUCLEAR CHERNOBYL (1986); • DE 31 pessoas morreram imediatamente após a explosão;
  36. 36. ACIDENTES NUCLEARES  ACIDENTE NUCLEAR CHERNOBYL (1986); • • DE 3 milhões necessitam da ajuda do Estado em decorrência do acidente e; Em algumas regiões da Bielo-Rússia, os casos de câncer de tireóide multiplicaram-se por 50. (Reuters, Ansa e DPA)
  37. 37. ACIDENTES NUCLEARES nuclear de Goiânia – Césio137 (1987). Setembro de 1987, cápsula de césio abandonada no Instituto Goiano de Radioterapia foi recolhida por dois catadores; Rompida a marretada e vendida a um ferro-velho;  Acidente • •
  38. 38. ACIDENTES NUCLEARES nuclear de Goiânia – Césio137 (1987). A descontaminação produziu cerca de 10 ton de lixo contaminado (roupas, móveis, animais, árvores, restos de solo, etc); Enterrados e protegidos por paredes de 40cm de espessura.  Acidente • •
  39. 39. ACIDENTES NUCLEARES  Acidente nuclear Césio137 (1987). de Goiânia “O maior acidente radiológico do mundo.” –
  40. 40. "Boa tarde, meus camaradas. Todos vocês sabem que houve um inacreditável erro – o acidente na usina nuclear de Chernobyl. Ele afetou duramente o povo soviético, e chocou a comunidade internacional. Pela primeira vez, nós confrontamos a força real da energia nuclear, fora de controle." Mikhail Gorbachev.
  41. 41. PERGUNTAS E RESPOSTAS: O uso de radiação ionizante em medicina é benéfica à saúde humana? Sim  Existem riscos do uso da radiação ionizante na medicina? Sim
  42. 42. PERGUNTAS E RESPOSTAS: O que pode ser feito para reduzir os riscos da radiação nos procedimentos diagnósticos? A principal ferramenta é a proteção radiológica do paciente. Equipamentos modernos e treinamento de pessoal, permite a exposição do paciente à níveis aceitáveis, assegurando uma alta taxa benefício/risco.
  43. 43. PERGUNTAS E RESPOSTAS:  Existem situações em que as investigações radiológicas diagnósticas deveriam ser evitadas? Sim Exposição deliberada de seres humanos com o objetivo único de demonstração, treinamento ou outros fins que contrariem o princípio da justificação.
  44. 44. PERGUNTAS E RESPOSTAS:  Existem situações em que as investigações radiológicas diagnósticas deveriam ser evitadas? Sim Exames radiológicos para fins empregatícios ou periciais, exceto quando as informações a serem obtidas possam ser úteis à saúde do indivíduo;
  45. 45. PERGUNTAS E RESPOSTAS:  Existem situações em que as investigações radiológicas diagnósticas deveriam ser evitadas? Sim Exames de rotina de tórax para fins de internação hospitalar, exceto quando houver justificativa no contexto, considerado-o os métodos alternativos.
  46. 46. ASPECTOS PRÁTICOS A SEREM LEMBRADOS As Radiações ionizantes assim como outras formas de energia, produzem benefícios e malefícios. Cabe aos profissionais envolvidos minimizar os malefícios e intensificar os benefícios, assim a qualidade dos procedimentos será amplamente observada.
  47. 47. SITES  www.cenen.gov.br;  www.ird.gov.br;  www.conter.gov.br;  www.crtrrj.gov.br;  http://www.nuclear.radiologia.nom.br
  48. 48. Referências bibliográficas  BISPO, Josemilson - Cuidados e Riscos na Exposição à Radiação Ionizante - (Físico Médico);  CANEVARO, Lúcia - Curso Básico de Proteção Radiológica Em Radiodiagnóstico (IRD);  Scaff, Luiz A. M. Bases Físicas da Radiologia, Sarvier ;  BIASOLI Jr, Antônio - TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS, Rubio
  49. 49. fladislau@gmail.com fabianorxtc@hotmail.com

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