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1.2.3. Patogenia:       A uréia quando alcança o rúmen sofre ação da urease e é entãodesdobrada em amônia e dióxido de car...
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1.3.1. Efeitos ambientais:        Deve ser evitado o despejo do produto em: cursos de água, esgoto esolo, o que poderá tor...
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A distribuidora de combustíveis Total foi a primeira a inaugurar naAlemanha dois postos experimentais em que os motoristas...
4.0. Referências bibliográficas:      http://pt.wikipedia.org/wiki/Ureia      http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/stor...
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Trabalho amida - obtenção e aplicação ambiental

  1. 1. 1. Uso da amida em alimentação animal de ruminantes e em combustível: As amidas são compostos orgânicos nitrogenados, podem serencontradas na fase sólida ou líquida. Na sua forma mais simples ela édenominada de metanamida, enquanto amidas com cadeias carbônicas maisextensas são sólidas e incolores. As amidas apresentam o grupo funcionalamida: O ║ ─ C ─ NH2 1.1. Uréia: A amida mais conhecida é a Uréia, que foi o primeiro composto a serobtido em laboratório, é um sólido cristalino à temperatura ambiente. A Ureia éum composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula (NH2)2CO, com um pontode fusão de 132,7 °C, contém 46% de nitrogênio e possui um equivalenteprotéico de 287% (46 x 6,25). Foi descoberta por Roule em 1773, e Prout(1818) Tóxica, a ureia forma-se principalmente no fígado, sendo filtrada pelosrins e eliminada na urina ou pelo suor, onde é encontrada abundantemente;constitui o principal produto terminal do metabolismo protéico no ser humano enos demais mamíferos. Em quantidades menores, está presente no sangue, nalinfa, nos fluidos serosos, nos excrementos de peixes e de muitos outrosanimais inferiores. Altamente azotado, o nitrogênio da ureia (que constitui amaior parte do nitrogênio da urina), é proveniente da decomposição das célulasdo corpo e também das proteínas dos alimentos. A ureia também está presenteno mofo dos fungos, assim como nas folhas e sementes de numerosos
  2. 2. legumes e cereais. É solúvel em água e em álcool, e ligeiramente solúvel eméter. A Uréia é usada dentre outras coisas, como adubo (fertilizante) e naprodução de polímeros e medicamentos. 1.2. Intoxicação por uréia em bovinos 1.2.1. Definição: É um processo agudo de intoxicação, causada pelo consumo de uréiapor animais não adaptados ou em grandes quantidades no caso de animais jáadaptados, que se caracterizam por falta de coordenação motora, tremoresmusculares, colapso e morte. 1.2.2.Etiologia: A uréia é utilizada como fonte protéica de baixo custo na produção derações para bovinos confinados e também como fator de incentivo ao consumode forragens volumosas de baixa qualidade. A toxidez da uréia é maisfreqüente quando esta é fornecida em grandes quantidades ou devido à faltade homogeneidade da mistura. Outros fatores que podem contribuir para aintoxicação são a deficiência de carboidratos digestíveis na ração, a baixaqualidade da forragem consumida ou debilidade orgânica do animal porfraqueza ou jejum.
  3. 3. 1.2.3. Patogenia: A uréia quando alcança o rúmen sofre ação da urease e é entãodesdobrada em amônia e dióxido de carbono, sendo a amônia utilizada comofonte de nitrogênio para síntese de proteínas pelos microorganismos ruminais. A maioria dos autores acredita que o mecanismo de intoxicação agudaem ruminantes seja decorrente do excesso de amônia absorvido que excede acapacidade detoxicadora do fígado e tamponante do sangue. Isto ocorreprincipalmente em pH elevado, devido à grande quantidade de amôniapresente, quando há então aumento da permeabilidade da parede ruminal.Alguns autores acreditam que o verdadeiro causador da intoxicação seja oácido oxálico, que é liberado pelo carbamato de amônia, após certas reaçõesem pH elevado. A quantidade de uréia necessária para provocar o quadro deintoxicação depende de diversos fatores, principalmente velocidade deingestão, pH do rúmen e grau de adaptação do animal. Geralmente, níveis de0,45 a 0,50 g de uréia/kg PV, ingeridos num curto espaço de tempo, provocamintoxicação em animais não adaptados. 1.2.4. Sintomas Clínicos: Normalmente, os sintomas se iniciam 20 a 30 minutos após a ingestãoda uréia, podendo, em alguns animais, este período se prolongar em até 1hora. Apatia, tremores musculares e da pele, salivação excessiva, micção edefecação freqüentes, respiração acelerada, fata de coordenação, doresabdominais, enrijecimento dos membros anteriores, prostração, tetania,
  4. 4. convulsões, colapso circulatório, asfixia e morte são os sinais clínicos daintoxicação. Podendo ocorrer timpanismo em alguns casos. 1.2.5. Achados de Necropsia: Podem ser observadas irritação excessiva do rúmen, cheiro de amônia,congestão e edema pulmonar, hemorragias endo e epicárdicas, abomasiteleve, congestão e degeneração do rim e fígado. 1.2.6. Tratamento: O tratamento deve ser feito rapidamente, através do uso de ácidosfracos (vinagre ou ácido acético a 5% V/V, 3 a 6 l/animal adulto, a cada 6 ou 8horas) que além de baixar o pH, diminuindo a hidrólise da uréia, formamcompostos com a amônia (acetato de amônia), reduzindo assim sua absorção.Devem ser tomados os devidos cuidados para se evitar uma possível falsa via,ao se forçar a ingestão, se possível utilizar sonda oroesofágica. Oesvaziamento do rúmen, através de abertura cirúrgica na fossa paralombar,mostrou-se superior ao ácido acético para o tratamento de casos experimentaisde intoxicação por uréia. A água gelada em grandes quantidades (20-40l/animal) também pode ser usada para reduzir a temperatura ruminal e diminuir
  5. 5. a ureálise. Outros medicamentos poderão ser usados para alívio dos sintomas,tais como, soluções de cálcio e magnésio, soluções de glicose e laxativos. 1.2.7. Prevenção: A adoção de um correto esquema de adaptação gradual do animal adietas com uréia, assim como uma correta homogeneização da mistura são asmedidas mais indicadas para a prevenção do problema. Recomenda-se umperíodo de adaptação de duas a quatro semanas, em função do nível e formade fornecimento da uréia. O total de uréia não deve exceder a 3% doconcentrado ou 1% da matéria seca da ração. Animais que ficam mais de trêsdias sem receber uréia, devem passar por um novo período de adaptação,visto que a tolerância é perdida rapidamente pelo fígado (biossíntese de uréia aníveis desejados). Animais em jejum, fracos ou com dietas pobres em proteínae energia também são mais susceptíveis. 1.3. Perigos na manipulação da uréia: O contato com o produto poderá causar irritação e queimaduras nosolhos. A aspiração do pó pode causar irritação respiratória, produzindo espirrose tosses. Em contato direto com a pele causa irritação, produzindo coceira evermelhidão. Em contato com os olhos pode causar irritação, lacrimejamento,dor e queimaduras.
  6. 6. 1.3.1. Efeitos ambientais: Deve ser evitado o despejo do produto em: cursos de água, esgoto esolo, o que poderá torná-los impróprios para o consumo humano e de animais.O vazamento de alta concentração do produto causa danos à vegetação. É incompatível com oxidantes fortes. Pode reagir violentamente comalumínio, amônia, boro, cálcio, carbonetos de zinco, fósforo, halogenados,alógenos, índio, níquel, lítio, nitrato de amônia, paládio, perclorato de amônio,potássio, sódio e urânio. 1.3.2. Visão Geral de Emergências: Manter as pessoas afastadas. Impedir a entrada e isolar a área derisco. Evitar o contato com o líquido. Adicionar a água com cuidado, até o pHficar neutro. Separar quaisquer sólidos e líquidos insolúveis e adicioná-los paradisposição como resíduos perigosos. As reações de neutralização produzemcalor e fumos, que devem ser rigorosamente controlados. 2.0 Uso de uréia em caminhões na Alemanhã para reduzirpoluição do ar. A indústria automobilística européia achou uma solução inusitada paradiminuir a poluição nas estradas européias: misturar uréia ao óleo diesel doscaminhões.
  7. 7. Os caminhões que trafegam pela Europa tiveram que obedecer anormas mais rígidas de proteção ao meio-ambiente desde de 2007. Em 2007 entrou em vigor uma nova lei da União Européia que limitaainda mais a emissão de poluentes por parte de caminhões pesados. A solução encontrada pelas montadoras foi misturar uréia aocombustível dos caminhões. A substância é encontrada na urina humana, mastambém pode ser fabricada industrialmente. 2.1. Processo: Misturada ao diesel, a uréia libera amoníaco em um catalisador, queneutraliza grande parte do poluente óxido de nitrogênio, expelido peloscaminhões. Stefan Pischinger, especialista em motores de combustão daUniversidade Técnica de Aachen, na Alemanha, afirma que a tecnologia éeficiente.“O uso de uréia é um método testado e aprovado há muito tempo”, dizPischinger. “Já é usado, por exemplo, para diminuir a poluição de usinastermoelétricas.” Segundo ele, o único problema para o uso nos caminhões é que asubstância tem que ser carregada em um tanque adicional. Pischinger prevê que um método parecido poderá ser usado para reduzira emissão de poluentes de carros. 2.2. Experiência
  8. 8. A distribuidora de combustíveis Total foi a primeira a inaugurar naAlemanha dois postos experimentais em que os motoristas de caminhõespodem encher seus tanques de uréia – um em Berlim e outo em Stuttgart. Reiner Schutz, porta-voz da Total na Alemanha, disse à BBC Brasil queos postos ainda não venderam muita uréia, mas que esta fase experimental éimportante para testar a venda do aditivo, que precisa de uma bomba extraespecial e tem que ser mantida a uma temperatura de -13ºC (treze grausnegativos). A indústria automobilística também se prepara para a mudança. Em setembro, na feira IAA de caminhões e utilitários em Frankfurt, váriosmodelos de caminhões com tanque de uréia deverão ser apresentados amaioria deles com uma autonomia de cerca de 8.000 km. Hans Thomas Ebner, da Associação da Indústria Automobilística Alemã,disse à BBC Brasil que as montadoras estão certas de que o método vai seraceito pelas empresas de transporte e pelos motoristas. “Em pouco tempo, postos com bombas de uréia poderão serencontrados em toda a Europa”, diz Ebner. 3.0 Conclusão: Podemos perceber que a função amida no composto uréia desempenhafuncionalidades distintas, porém se usada de maneira correta pode ocasionarum bem maior, sendo que o seu mau uso pode ocasionar sériasconsequências, seja de saúde, ao meio ambiente. O importante é saber utilizar de forma correta e consciente o que todocomposto químico pode nos oferecer.
  9. 9. 4.0. Referências bibliográficas: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ureia http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2004/07/040719_ureiamcro.shtml http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1519566X2003000200022&script=sci_arttext&tlng=es http://www.cetesb.sp.gov.br

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