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unidade 0416A literatura, o brincar e o aprendera língua e outros conteúdoscurricularesAndrea Tereza Brito FerreiraEster C...
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unidade 0418Levantamentos de larga escala sobre operfil do leitor brasileiro têm reveladoque a escola é um espaço importan...
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unidade 0420A princesa está chegando!Texto: Yu Yeong-SoImagem: Park So-HyeonEditora: Callis“A princesa está chegando!” con...
unidade 04 21Na obra observa-se a intenção de ensinar habilidades matemáticas de medição, princi-palmente da área de retân...
unidade 0422Brincando com dobradurasTexto: Thereza ChemelloImagem: Vagner Vargas e Solange MazzaroEditora: GlobalExemplo 2...
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unidade 04 25tivas quantidades, o modo de preparo, orendimento da receita, entre outras coisas.À medida que o leitor vai s...
unidade 0426Ao utilizar esta receita, é necessário interpretar as informações contidas no texto para opreparo da mesma, mo...
unidade 04 27ReferênciasCOLOMER, Teresa. Andar entre livros. A leitura literária na escola. São Paulo: Global,2007.LIMA, A...
unidade 0428Atividades lúdicas:hora de aprender, hora de avaliar?Existe hora mais séria na escola que a daavaliação? É pos...
unidade 04 29intervir. A dimensão processual significaque durante todo o processo poderão haver(re)orientações do ensino p...
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unidade 04 31os jogos, de um modo ou outro, auxiliam odesenvolvimento social dos alunos, pois aojogar é preciso obedecer a...
CompartilhandoOensinodaMatemática,assimcomoodosdemaiscomponentescurriculares,éprevistonaLei9.394/96,queestabeleceasdiretri...
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unidade 0440Sugestões de atividades com os livroscitados nesta unidade“A princesinha está chegando”O próprio livro inclui ...
unidade 04 41“Brincando com dobraduras”O professor pode inserir a leitura deste livro num projeto que tenha como produto a...
unidade 0442“Brinque-book com as crianças na cozinha”Brincar de cozinha é um tema comum da infância. Na sala de aula, pode...
Aprendendo maisJogos e brincadeiras na educação infantil.BARBOSA, S. L; BOTELHO, H. S. Jogos e brincadeiras na educação in...
unidade 0444Pontos de psicologia do desenvolvimento.BARROS, Célia da Silva Guimarães. Pontos de psicologia do desenvolvime...
unidade 04 45Sugestões de atividades para osencontros em grupo1º momento (4 horas)1 – Ler texto para deleite: “Bis”, de Ri...
unidade 04462º momento (4 horas)1 – Ler texto para deleite: “Adivinha, adivinhão”, recontado por Ana MariaMachado, no livr...
unidade 04 472 – Reler, em pequenos grupos, o relato de experiência da professora Lidiane (p. 10);relacionar a experiência...
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  1. 1. Pacto Nacionalpela Alfabetizaçãona Idade CertaMinistério da EducaçãoSecretaria de Educação BásicaDiretoria de Apoio à Gestão EducacionalBrasília 2012VAMOS BRINCAR DEREINVENTAR HISTÓRIASAno 03Unidade 04
  2. 2. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃOSecretaria de Educação Básica – SEBDiretoria de Apoio à Gestão EducacionalDados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)Centro de Informação e Biblioteca em Educação (CIBEC)_______________________________________________________________________________Brasil. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto nacional pela alfabetização na idade certa : vamos brincar de reinventarhistórias : ano 03, unidade 04 / Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica,Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. -- Brasília : MEC, SEB, 2012. 47 p. ISBN 978-85-7783-105-0 1. Alfabetização. 2. Educação lúdica. 3. Brincadeiras educativas. 4. Jogos pedagógicos. I. Título.CDU 37.014.22_______________________________________________________________________________Tiragem 134.158 exemplaresMINISTÉRIO DA EDUCAÇÃOSECRETARIA DE EDUCAÇÃO BÁSICAEsplanada dos Ministérios, Bloco L, Sala 500CEP: 70047-900Tel: (61)20228318 - 20228320
  3. 3. SumárioVAMOS BRINCAR DE REINVENTAR HISTÓRIASIniciando a conversa 05Aprofundando o tema 06A criança que brinca, aprende? 06A literatura, o brincar e o aprender a línguae outros conteúdos curriculares 16Atividades lúdicas:hora de aprender, hora de avaliar? 28Compartilhando 32Direitos de aprendizagem de Matemática 32Lista de Obras dos Acervos Complementaresdo PNLD 2010 e 2013 que favorecem a reflexãosobre conceitos matemáticos 38Sugestões de atividades com os livroscitados nesta unidade 40Aprendendo mais 43Sugestões de leitura 43Sugestões de atividades para os encontros em grupo 45
  4. 4. VAMOS BRINCAR DE REINVENTAR HISTÓRIASUNIDADE 4 | Ano 3Autoras dos textos da seção Aprofundando o tema:Andrea Tereza Brito Ferreira, Ester Calland de Sousa Rosa, Margareth Brainer, RosinaldaTeles e Tícia Cassiany Ferro Cavalcante.Autora do relato de experiência e depoimentos:Lidiane Valéria de Jesus Silva.Leitores críticos e apoio pedagógico:Alfredina Nery, Ana Márcia Luna Monteiro, Andrea Tereza Brito Ferreira, CybelleMontenegro Souza, Erika Souza Vieira , Evani da Silva Vieira, Maria Thereza Didier, PriscilaAngelina da Costa Santos, Rochelane Vieira de Santana, Severino Rafael da Silva, TelmaFerraz Leal e Yarla Suellen Nascimento Alvares.Produção dos quadros de direitos de aprendizagem:Rosinalda Teles.Revisor:Adriano Dias de Andrade.Projeto gráfico e diagramação:Ana Carla Silva, Luciana Salgado, Susane Batista e Yvana Alencastro.Ilustrações:Airton Santos.Capa:Anderson Lopes, Leon Rodrigues, Ráian Andrade e Túlio Couceiro.
  5. 5. Iniciando a conversaÉ comum ouvir professores dizendo que as demandas curriculares progressivamente vãotomando o tempo da brincadeira em sala de aula. Esse argumento também justifica, mui-tas vezes, o abandono da “hora da história” ou dos momentos de “leitura deleite”. Esse, defato, não é um dilema fácil de resolver. Por isso, neste caderno, apresentamos aos profes-sores algumas maneiras de assegurar que a brincadeira continue presente em suas salas,sem que isso signifique deixar de tratar de conteúdos fundamentais para as crianças quejá estão em seu terceiro ano de escolarização.Assim, nesta Unidade, trataremos do tema geral: “Vamos brincar de reinventar histó-rias”. Para tanto, nosso caderno terá um bloco teórico composto por três segmentos.Inicialmente vamos reafirmar que brincar e aprender andam juntos, para em seguidaargumentar que a literatura pode ser um elo entre ludicidade e aprendizagem curricular.Por fim, apresentaremos algumas ideias sobre a relação entre avaliação da aprendizageme estratégias de ensino envolvendo jogos e brincadeiras. Neste caderno você também iráencontrar o relato de uma sequência didática realizada no ano 3.Desse modo, os objetivos dessa unidade são:• conhecer a importância do uso de jogos e brincadeiras no processo de apropriação doSistema de Escrita Alfabética (SEA), analisando jogos e planejando aulas em que os jogossejam incluídos como recursos didáticos;• compreender a importância de organizar diferentes agrupamentos em sala de aula,adequando os modos de organização da turma aos objetivos pretendidos;• compreender e desenvolver estratégias de inclusão de crianças com deficiência visual,auditiva, motora e intelectual, bem como crianças com distúrbios de aprendizagem nocotidiano da sala de aula;• conhecer os recursos didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação e planejarsituações didáticas em que tais materiais sejam usados.
  6. 6. Aprofundando o temaO início do século XX foi marcado porinovações tecnológicas e pedagógicas queobjetivavam tornar o processo educativomais eficiente e mais significativo para oindivíduo. A criança ganha então destaqueno modelo educacional que passa a seramplamente defendido por educadoresque criticavam o quanto a escola estavadissociada da vida e que, portanto, nãoatendia às reais necessidades de quema frequentava. Desse modo, o ideário da“escola ativa” introduziu no pensamentoeducacional a defesa de que a escola devebuscar reproduzir o ambiente naturalvivido na casa e na rua. John Dewey, porexemplo, defendia, já nos anos 1920, que“o jogo faz o ambiente natural da criança,ao passo que as referências abstratas eremotas não correspondem ao interesseda criança” (apud ALMEIDA, 2003, p.24).O desafio que se colocava, então, era o deassegurar, no ambiente escolar, condiçõesde aprendizagem que respeitassem asinclinações naturais da infância, e dentreelas, a necessidade de brincar.Em contraste com a afirmação de que ascrianças não se interessam por assuntosabstratos e remotos, vários pesquisadoresda psicologia mostraram, em seus estudossobre a infância, que é possível conciliaros interesses das crianças pelo jogo e pelabrincadeira e os objetivos de ensino daescola. Isto porque a brincadeira propor-ciona à criança o envolvimento em situ-ações favoráveis à aquisição de regras, àexpressão de seu imaginário, à apropriaçãoe exploração do meio e esses são aspectosimportantes na aquisição de conhecimen-tos (ROMERA et al, 2007; LEAL, ALBU-QUERQUE e LEITE, 2005).Jean Piaget (apud ALMEIDA, 2003), porexemplo, se refere ao jogo como uma im-portante atividade na educação das crian-A criança que brinca, aprende?Ester Calland de Sousa RosaMargareth BrainerTícia Cassiany Ferro Cavalcante
  7. 7. unidade 04 07ças, uma vez que lhes permite o desenvol-vimento afetivo, motor, cognitivo, social emoral e também favorece a aprendizagemde conceitos. Em suas palavras: “os jogosnão são apenas uma forma de desafogo ouentretenimento para gastar a energia dascrianças, mas meios que enriquecem odesenvolvimento intelectual” (p.25). De-fende, então, que as crianças, ao jogarem,tanto se esforçam em acomodar o que énovo e desconhecido às suas estruturasmentais quanto assimilam novas informa-ções e modos de resolver situações.Na perspectiva sócio-histórica elaboradapor Vygotsky e seus colaboradores, a esco-la, seus conteúdos e as relações pedagógi-cas nela realizadas podem desempenharuma função de andaime que impulsiona odesenvolvimento infantil. Dessa forma, éimportante propor desafios para todas ascrianças para que possam avançar no seuaprendizado. A apropriação do repertóriode brincadeiras e jogos que constituem opatrimônio cultural, bem como as ativida-des lúdicas, são um bom caminho para queas crianças, em interação com pares e utili-zando estratégias cognitivas, desenvolvamas funções mentais superiores associadasao pensamento e à linguagem.Vygotsky(apudKISHIMOTO,2005)indica,ainda,arelevânciadebrinquedosebrinca-deirascomoindispensáveisparaacriaçãodesituaçõesimaginárias,erevelaqueoimagináriosósedesenvolvequandosedispõedeexperiênciasquesereorganizam.Segundoele,acriança,pormeiodabrinca-deira,reproduzodiscursoexternoeointer-naliza,construindoseuprópriopensamen-to.Aobrincar,elamovimenta-seembuscadeparceriaenaexploraçãodeobjetos,comunica-secomseuspares,seexpressaatravésdemúltiplaslinguagens,descobreregrasetomadecisões.Assim,desenvolvedimensõesquetambémsãoimportantesnoaprendizadodosconhecimentosescolares.Complementarmente, Leontiev (apudLEAL, ALBUQUERQUE E LEITE, 2005)explica que o jogo é a atividade principalda criança, através do qual esta aprendeos papéis do adulto e suas relações com omundo. Isso porque a criança, ao dominaras regras de um jogo, domina seu própriocomportamento, aprendendo a controlá-loe subordiná-lo a um propósito definido.Aindanocampodasteoriassobreainfância,encontraremosautoresquedefendemobrincarcomomododeexpressãopeculiardascriançasequeidentificamnabrincadei-raoportunidadesparaodesenvolvimentointegral.Aoobservarsistematicamentecriançasbrincando,HenriWallon(apudBARBOSAEBOTELHO,2008)chamouaatençãoparaofatodequenessescontextosascriançasdesenvolvemváriashabilidadescorporais,afetivas,cognitivasquecon-tribuemparaaquisiçõesfundamentaisàpessoa.Brincandoeinteragindocompares,pormeiodejogoseoutrasatividadeslúdicas,
  8. 8. unidade 0408ascriançastêmoportunidadedeincre-mentarsuascapacidadesdememorização,enumeração,socialização,articulação,entreoutras.Comodecorrênciadopensamentowalloniano,educadorespassaramavalorizarosmomentosemqueascriançasesponta-neamenteinteragemecriamsuasbrinca-deiras,passandoareconhecerquemuitasaprendizagenspodemocorrer,mesmoquandonãoháinterferênciadoadulto.Poroutrolado,umprofessoratentoaossinaisco-municativosdascriançasenquantobrincampodepromoversituaçõesdeaprendizagemsistemáticaaoseinserirnocontextodabrincadeira.Oacompanhamentodebebês,aindanoberçário,temevidenciadooquantoasbrincadeirasqueocorremporiniciativadasprópriascriançaspodemseraproveita-daspelasprofessorasparaapoiarodesen-volvimentodalinguagem,damotricidade,daexpressãoemocional(RAMOSeROSA,2012).Istodemonstra umaprecocidadeinfantilnoqueserefereàaprendizagemnainteraçãoeemsituaçõeslúdicas.Osestudosnocampodapsicologiainfantiltambémnoslevamadefenderqueosjogoseasbrincadeirasfavorecemodomíniodashabilidadesdecomunicação,nassuasváriasformas,facilitandoaautoexpressão.Muitospesquisadores,inclusive,consideramaaçãolúdicacomometacomunicação,ouseja,apossibilidadedeacriançapensarsobreseupróprioagirepensar,bemcomocompre-enderopensamentoealinguagemdooutro(BITTENCOURTeFERREIRA,2002).Essacompreensãoreforçaaideiadequeobrincarrepresenta,portanto,umaferra-mentapoderosanoprocessoeducativoequeestáemtempodepensarmos,maisdetida-mente,sobreaimportânciadosjogosebrin-cadeirasparaacriança,eemcomoutilizá-losparamotivarefacilitaraaprendizagem.Umadasmaiorescontribuiçõesdoses-tudospsicogenéticoséaapresentaçãodeevidênciascontundentesdequeascriançasreinventamseusobjetosdeaprendizagem.Quandosãoapresentadas,porexemplo,aosistemadigestivo,naauladeciências,maisdoquesimplesmentememorizarosdiferen-tesórgãosenvolvidos,ascriançassepergun-tam:afinaloqueaconteceentreaentradadoalimentonabocaeoquesaideexcrementosnobanheiro?Emestudosrealizadosaindanosanos1980,psicólogosouviramdiferen-tesexplicaçõesdecriançasnafaixade7,8anosdeidadeacercadoprocessodigestivo.Ficouevidentequeelastêmumaformamuitopeculiardepensarsobreesteesobreoutrosconteúdosensinadosnaescola(CARRAHER,1989).Assim,quandoiniciamoestudodosistemadigestivoestabelece-seumconfrontoentreoquejá“sabem”eoquevãoaprender,oquenemsempreconfirmasuashipótesesiniciais.Aaprendizagemdoconteúdoescolarpode,dessemodo,envolverprocessosdedescobertaedeconfrontodeopiniõesentreosestudantes.Omodocomoesseconteúdoéabordadonaescola,portanto,podeoportuni-zarsituaçõessimilaresàquelasvividaspelascriançasenquantobrincam.
  9. 9. unidade 04 09Seareinvençãodosobjetosdoconheci-mentoescolarestápresentenopensamen-toinfantil,comoevidenciamdiferentesestudosnocampodapsicologiacognitiva,reinventartambéméumacaracterísticaprópriadoatodebrincar.Aobrincarem,ascriançasreinventamformasdeinteragir,reinventamregrasdeconvivência,reinven-tamarealidade(físicaesocial).recheando-adeimaginação.Nestesentido,semprequebrincam,apren-dem.Enaescola,tambémpodeserassim?Seobservarmoscriançasbrincandoveremosquemuitasvezesabrincadeiraenvolvemo-mentosdeimpasses,desuperaçãodelimiteseenfrentamentodedesafios.Nãoé,por-tanto,somenteumcampodefacilidades,deprazerdesprovidodeesforço,perseverança,empenho...Poroutrolado,seentendermosqueoesforçoempreendidonoatodeapren-derpodetrazer,juntocomele,aalegriadadescoberta,tambémaaprendizagempodeterumadimensãolúdica,brincante.Se o brincar se caracteriza essencialmentepela invenção, é preciso reinventar nossasformas de atuar na escola para garantir queo tempo e espaço da brincadeira deixem deser vistos apenas como “recreio” e ganhemlegitimidade dentro da sala de aula.NorelatodaprofessoraLidianeValériadeJesusSilva,daEscolaMunicipalGovernadorMiguelArraes,emRecife,encontramosumbomexemplodecomotrabalhar,nasaladeaula,tendocomoprincípioagarantiadotempoedoespaçoparaolúdico,articula-doclaramenteaseusobjetivosdeensino.Partindodotemageral“Vamosbrincardereinventarhistórias”,adocenterealizouumasériedeatividades,tendocomoobjeti-vosgeraisqueascrianças:• vivenciem brincadeiras, jogos e cançõesque envolvam tradições culturais de suavivência e de outras gerações;• reconheçam as brincadeiras antigascomo manifestações culturais.Para os diferentes componentes curri-culares, a professora estabeleceu comoobjetivos:• compreender a funcionalidade daescrita;• reconhecer as especificidades dediferentes gêneros textuais, comopoema e letra de música;• ampliar e enriquecer o vocabulário;• apropriar-se do Sistema de EscritaAlfabética;• produzir trabalhos de arte utilizandoa linguagem do desenho e da pintura;• participar de diversas situações deintercâmbio social;• refletir sobre unidades de medidade tempo: múltiplos do ano, década,século, milênio e sistema monetário;• refletir sobre o valor posicional dosnúmeros;• resolver situações problemas.
  10. 10. unidade 0410Vejamos como a professora descreve o que ocorreu em sala de aula:“Para introduzir o tema “Vamos brincar de reinventar histórias” a turma ouviu amúsica “Criança não trabalha” (Arnaldo Antunes e Paulo Tatit – CD Palavra Cantada,Canções Curiosas). Após ouvir a canção e interpretá-la, escrevemos com o alfabetomóvel o nome dos brinquedos e brincadeiras que apareciam na música, depoiscontamos o número de letras e sílabas dessas palavras. Ainda escreve-mos uma lista com o nome das brincadeiras preferidas da turma. Havia na lista as palavras “pipa” e “pião” e como um aluno havia chama-do atenção para a semelhança entre o som das sílabas iniciais das duaspalavras, aproveitei a oportunidade e pedi que dissessem outras palavrasiniciadas por PI e as registrei, sempre questionando os alunos sobrequais letras deveriam usar para escrever as palavras ditadas por eles: piada,pia, picada. Não havia planejado, ou seja, não estava previsto na sequência, maslembrei do jogo “Bingo das sílabas iniciais” e brincamos com o grupo, o que foimuito divertido, porque eles ajudaram uns aos outros chamando a atenção docolega quando este não havia percebido que na sua cartela havia uma figura cujonome iniciava com a sílaba chamada. Neste dia, eles tiveram como dever de casaentrevistar os pais e avós a respeito de suas brincadeiras e brinquedos preferi-dos, de que material eram feitos e onde costumavam brincar.Dando continuidade ao trabalho com brinquedos e brincadeiras, apresentei umacesta com brinquedos antigos e brinquedos novos (boneca de pano, carrinho demadeira, boneco Mané-gostoso, pião, rói-rói, peteca) e deixei que escolhessem eJogos
  11. 11. unidade 04 11brincassem com o que quisessem. Ambos os tipos de brinquedos chamaram aatenção da turminha que brincou bastante.Logo questionei sobre quais brinquedos seus pais e avós teriam brincadoquando crianças, resgatando a entrevista realizada, e registrando no quadro. Apresentei imagens de brinquedos antigos, de 1912 aos dias atuais, chamandoa atenção para os materiais de que eram feitos e, também, para o fato de queum século teria se passado entre sua confecção e os dias atuais. Pedi, então,que registrassem no ábaco de tampinhas de refrigerante as datas em que foramconstruídos alguns brinquedos, identificando o milhar, a centena, a dezena ea unidade, pois as crianças tinham dificuldade em relacionar o número ao seuvalor posicional.Mantendo o clima lúdico, expus alguns brinquedos com um valor fixado. En-treguei a cada criança uma caixinha simulando um presente contendo papéis,imitando cédulas com valores diferentes. Questionei o grupo sobre o brin-quedo mais caro e o mais barato e se com o valor que ele tinha qual brinquedopoderia ser comprado e quanto receberia de troco.Depois fomos ao parque brincar com os brinquedos: pulamos corda, rodamos
  12. 12. unidade 0412pião, jogamos peteca, brincamos de pega-pega e pulamos amarelinha. Ao voltarmos para sala, brincamos com pega-varetas seguindo a regra de quecada cor correspondia a uma pontuação diferente e eles teriam que fazer cálcu-los de adição para saber quem havia sido o vencedor.Com o objetivo de cultivar o clima de brincadeira apresentei à turma o poema“Jogo de bola”, de Cecília Meireles, e pedi para localizarem a palavra BOLA, regis-trar número de letras, de sílabas e destacar as rimas do poema. Também respon-demos algumas perguntas de interpretação de texto. Questionei, ainda, sobre suas
  13. 13. unidade 04 13experiências sobre jogar bola: onde brincam e com quem costumam brincar.Depois disso, apresentei a tela “Futebol” de Portinari.Fizemos uma leitura dessa tela: O que os meninos estão fazendo? Onde vocêsimaginam que eles estão? Quantos meninos estão representados na tela?O que não aparece na pintura, mas que vocês acham que deveria aparecer?Quais semelhanças e diferenças existem entre a tela de Portinari e as brin-cadeiras de futebol de vocês? Em seguida foi solicitado que fizessem umdesenho partindo das impressões causadas pela tela:Como estávamos nos despedindo do primeiro semestre tivemos uma aulaespecial com pipoca, refrigerante e uma sessão de cinema com o filme “ToyStory 3”. Eles comentaram o filme, o que gostaram e o que não gostaram, qualfinal dariam ao filme. E, por fim, pedi que imaginassem um brinquedo para asBoneca que varre a casa Robô que voa com controle remoto
  14. 14. unidade 0414crianças do futuro e escrevessem o nome dele.A leitura da sequência de atividades realizadas em torno do tema “Vamos brincar dereinventar historias” nos mostra como a professora Lidiane integrou as diferentesbrincadeiras e jogos aos seus objetivos de ensino relativos aos componentes curricula-res Língua Portuguesa, Artes, História e Matemática.”ReferênciasALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. São Paulo,Loyola, 2003.BARBOSA, S. L; BOTELHO, H. S. Jogos e brincadeiras na educação infantil.Centro Universitário de Lavras, 2008. Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/11853/1/jogos-e-brincadeiras-na-educacao-infantil/pagina1.html. Acesso em:19 mar. 2009BITTENCOURT, Glaucimar; FERREIRA, Mariana Denise Moura. A importância dolúdico na Alfabetização. 2002. Disponível em: www.nead.unama.br/bibliotecavir-tual/monografias/IMPORTANCIA_LUDICO.pdf.Acesso em: 8 mar. 2009CARRAHER, David. Educação tradicional e educação moderna. In: CARRAHER, Terezi-Carro que voa
  15. 15. unidade 04 15nha Nunes (Org.) Aprender pensando. Petrópolis:Vozes, 1989.KISHIMOTO, Tizuko Morchida (Org.). Jogo, brinquedo, brincadeira e educação.São Paulo: Cortez, 2005.LEAL, Telma Ferraz; ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de; LEITE, Tânia MariaRios. Jogos: alternativas didáticas para brincar alfabetizando (ou alfabetizar brincando?).In: Morais; Artur Gomes; Albuquerque, Eliana Borges Correia de; e Leal, Telma Ferraz(Org.). Alfabetização: apropriação do Sistema de Escrita Alfabética. 1 ed. Belo Hori-zonte: Autêntica, 2005, v. 1, p. 111-132.RAMOS, Tacyana Karla; ROSA, Ester Calland de Sousa. Os saberes e as falas dosbebês e suas professoras. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.ROMERA, Liana et al. O lúdico no processo pedagógico da educação infantil: importante,porém ausente. Movimento, Porto Alegre, v.13, n. 02, p.131-152, maio/agosto de 2007.
  16. 16. unidade 0416A literatura, o brincar e o aprendera língua e outros conteúdoscurricularesAndrea Tereza Brito FerreiraEster Calland de Sousa RosaRosinalda TelesOensinodaLiteraturaseopõeaoensinodocomponente curricularHistória?Épossí-velaprenderosconteúdosdocomponentecurricularLínguaPortuguesaenquantoselêumcontoouumapoesia?Ciências,Mate-mática,Artesestãopresentesnoacervodelivrosquecompõemabibliotecadaescola?Livrodeliteraturaébrinquedo?Responder a essas questões nem sempre éfácil quando o professor tem como desafioorganizar sua prática cotidiana em sala deaula. Ainda mais porque a resposta a essasindagações implica pensar o ensino e suasfinalidades escolares, ou seja, reinventarnossa história como educadores.Desde a invenção da tipografia, uma dasmaneiras mais comuns de apropriar-sede informações é por meio dos livros. Écomum a humanidade registrar suas des-cobertas em livros, por meio de linguagemespecífica a cada área de conhecimento.Nestecaderno,defendemosqueaeduca-çãoliterária(COLOMER,2007),ouseja,afamiliarizaçãocomdiferentestextoseobrasquecompõemoacervoliterárionãosigni-ficaroubartempodasaulasdeHistória,deGeografia,deCiênciasoudeMatemática.Pelocontrário,podeserumcaminhoparapreservaroespaçoeotempodabrincadeiranasaladeaulaesimultaneamenteapre-sentarosconteúdoscurriculares.Apesqui-sadoraespanholaTeresaColomer(2007)nosofereceumargumentocontundenteemdefesadaliteraturanocurrículoescolar:“[...] A educação literária servepara que as novas gerações in-cursionem no campo do debatepermanente sobre a cultura, naconfrontação de como foramconstruídas e interpretadas asideias e os valores que a configu-ram. Por conseguinte, trata-sede desenvolver uma capacidadeinterpretativa, que permita tantouma socialização mais rica e lúci-
  17. 17. unidade 04 17da dos indivíduos como a experi-mentação de um prazer literárioque se constrói ao longo do pro-cesso.” (Colomer, 2007, p.29)Alguns escritores, quando escrevem suasautobiografias, nos revelam o quanto olivro pode ser brinquedo na mão e na ima-ginação de crianças. Este é o depoimento,por exemplo, de Lygia Bojunga Nunes (em“Livro: um encontro”), quando nos diz queos livros eram inicialmente transforma-dos por sua imaginação em tijolos, paraconstruir suas casinhas de brinquedo,para só depois virarem histórias. Tambémo poeta mato-grossense Manoel de Barros(em suas “Infâncias:memórias inventa-das”) nos conta que apren-deu, desde bem pequeno, abrincar de “polir palavras”enquanto lia, o que persistiudepois na escrita de seus li-vros. João Ubaldo Ribeiro (emseu relato “Memória de Livros”, disponívelem: http://www.releituras.com/joaou-baldo_memoria.asp), por sua vez, lembracom vivacidade as férias na casa da avó,recheadas de guloseimas e de histórias deaventuras compradas na banca de revistas.No relato desses escritores, ler e brincar seconfundem em suas memórias de infância.Por outro lado, algumas experiênciascurriculares (ROGERS e SOTER, 1997;RAPHAEL e AU, 1998) apontam para ocaráter integrador do ensino de literatura,que permite transitar entre os componen-tes curriculares e a sensibilização estética.Aqui é bom lembrar, com Soares (1999),que o texto literário é um texto para emo-cionar, para divertir, para dar prazer. Esseprazer relaciona-se à experiência estéticavivenciada pelo leitor ao lê-lo. Mas a lite-ratura também é repleta de informaçõesacerca do mundo que nos cerca e tambémsobre as relações humanas. Neste sentido,proporquealiteraturaseintegreaoensinodos diferentes componentes curricularesnão significa reduzir a leitura literáriaa um mero desencadeador temático dealgum conteúdo escolar e sim aproveitara densidade e riqueza do acervo literáriopara agregar conhecimentos e novos olha-res sobre o que está sendo estudado.
  18. 18. unidade 0418Levantamentos de larga escala sobre operfil do leitor brasileiro têm reveladoque a escola é um espaço importante paraapresentar autores e livros aos estudantes.Porém, a presença dos livros de literaturana escola não significa que eles sejam lidosnesse espaço respeitando-se as caracte-rísticas e funções de um texto literário.Segundo Soares (1999), uma escolarizaçãoadequada da literatura requer a conside-ração de que os objetivos de leitura e deestudo de um texto literário são específicosdesse tipo de texto e, por isso, deve privile-giar conhecimentos, habilidades e atitudesnecessários à formação de um bom leitorde literatura: a análise do gênero textual,dos recursos de expressão e de recriação darealidade, das figuras do autor e do narra-dor, a interpretação de analogias e metáfo-ras, a identificação de recursos estilísticose poéticos, enfim, o “estudo” daquilo que étextual e daquilo que é literário.Hojeasescolasbrasileirasrecebemdife-renteslivrosselecionadosparaintegraremosprogramasdogovernofederal.OProgra-maNacionalBibliotecanaEscola–PNBEdisponibilizaaosalunoseprofessoreslivrosdeliteraturaque,emanosalternados,temcomofocoaeducaçãoinfantileassériesini-ciaisdoensinofundamental.JáoProgramaNacionaldoLivroDidático–ObrasComple-mentaresdistribuiacervosquetêmcomocaracterísticaabordaralgumconteúdoconcernenteaoscomponentescurricularesdosanosiniciaisdoensinofundamental.O caráter amplo desses programas assegu-ra que o livro – tanto de literatura quantooutras obras dirigidas às crianças – cheguede forma regular nas escolas públicasbrasileiras. No entanto, a presença deacervos na escola não garante que estessejam plenamente integrados às práticascotidianas. Para que essa integração ocorraé preciso, inclusive, que se repense o quesão os materiais que servem para apoiaro ensino. Sabemos que os livros didáticosjá adquiriram esse status no cotidianoescolar e é preciso que outros livros tam-bém ganhem esse espaço. Nessa direção, épreciso conhecer o que está disponível noacervo para selecionar o que pode integraro planejamento de ensino.Contribuindo nessa direção, Lima e Teles(2012) analisaram a integração da Ma-temática nas obras dos Acervos Comple-mentares do PNLD 2010. Baseando-se naclassificação dos autores Shih e Giorgis(2004) e a partir da leitura de cada umadas 150 resenhas contidas no manualdos acervos complementares, as autoras,empregando como critério “palavras” ou“termos” relativos à Matemática, identifi-caram 20 obras que permitem a exploraçãoda Matemática.No conjunto das obras investigadas, foramidentificados os três modos de integraçãoapontados por Shih e Giorgis (2004):livros nos quais a Matemática serve debase para a história, livros nos quais com-
  19. 19. unidade 04 19preender Matemática é essencial para secompreender a história e livros nos quais aMatemática emerge naturalmente da his-tória. Na análise realizada pelas autoras,identificou-se que há obras que apresen-tam características de uma única categoriae outras que apresentam características demais de uma das categorias propostas.Nos Acervos Complementares, além deexistirem livros de histórias infantis, hátambém livros instrucionais. Nos livrosTitulo do livroA princesa estáchegando!As três partes.Tô dentro,tô fora...Brincando dedobraduras.A Matemáticaserve de basepara a históriaXCompreendera Matemática éessencialpara secompreender ahistóriaXA Matemáticaemergenaturalmenteda históriaXXA Matemáticaextrapola ouniverso dotextoXinstrucionais, Lima e Teles (2012) ob-servaram características diferentes dasapontadas na classificação dos autoresShih e Gioris (2004). Por isso considera-ram uma quarta categoria de integração deconceitos matemáticos em livros infantis.Nessa categoria a Matemática extrapola ouniverso do texto e passa ao universo davida do leitor. O Quadro a seguir mostraa classificação de alguns livros que foramapresentados como exemplos.
  20. 20. unidade 0420A princesa está chegando!Texto: Yu Yeong-SoImagem: Park So-HyeonEditora: Callis“A princesa está chegando!” conta a mobilização daspessoas de um vilarejo para arrumar o local onde aprincesa Rita ficará hospedada. Como ela é acostumadaa utilizar sempre as maiores coisas, a situação fica umpouco mais difícil. Sob a orientação do avô de Rita, oshabitantes da cidade escolhem os objetos maiores emelhores para compor o seu quarto. Para tanto, medema área de vários objetos retangulares, usando unidadesnão convencionais e sem a utilização de fórmulas.Exemplo 1: A princesa está chegando!
  21. 21. unidade 04 21Na obra observa-se a intenção de ensinar habilidades matemáticas de medição, princi-palmente da área de retângulos. Neste exemplo é importante compreender a Matemáticautilizada pelos personagens para entender a história. Desse modo, nesta obra, tanto amatemática serve de base para a história, pois o texto parece ter sido escrito para ensinartais conteúdos, como é necessário compreender a Matemática para entender a história.Com a leitura do livro “As três partes”, vamos conhecer a história de três figuras geométricas,triângulo, retângulo e trapézio. Geradas a partir da decomposição de um hexágono, que represen-tava uma casa, elas vão compondo diferentes seres e objetos e vão parar no apartamento de umasenhora, onde a brincadeira continua. Sem valorização excessiva de terminologias, a obra promoveuma exploração inicial das figuras geométricas.As três partesTexto e Imagem: Edson Luiz KozminskiEditora: Ática
  22. 22. unidade 0422Brincando com dobradurasTexto: Thereza ChemelloImagem: Vagner Vargas e Solange MazzaroEditora: GlobalExemplo 2: “As três partes”Neste outro exemplo, também apresentado por Lima e Teles (2012), a obra conta ahistória da casa que se divide em três partes e resolve se transformar em outras coisas,para só depois voltar a ser casa. Nela percebe-se que a Matemática emerge da história pormeio das conexões feitas pelo leitor. Os conceitos matemáticos são mobilizados de modoque não são explícitos. Há, na realidade, um jogo em que é por meio de inferências que sechega ao reconhecimento de figuras geométricas.Dobrar, dobrar e dobrar... e, de repente, um animal formar!“Brincando com dobraduras” é um livro que nos ensina a criar diversos animais, casas, flores e ob-jetos. A construção de cada dobradura é explicada por meio de desenhos e algumas indicações queauxiliam a criança a começar a entender a simbologia relativa às dobraduras. Com esse material, aGeometria vira uma diversão, e aprendemos, também, sobre diferentes tipos de papel.
  23. 23. unidade 04 23Asautorasapontamquenaobra“Brincandocomdobraduras”épossívelvivenciaraMate-máticaenquantoserealizaasatividadespráticasdeconfecçãodedobraduras.Nessaação,aMatemáticasaidocontextodotextodolivroepassaaintegrar-senaturalmenteàvidareal,pormeiodamanipulaçãodepapelduranteamontagemdedobraduras.Exemplo 3: “Brincando com dobraduras”
  24. 24. unidade 0424Era uma vez um menino travesso...Texto e Imagem: Bia VillelaEditora: Escala EducacionalA partir da história de um garoto que tem muitosamigos, gosta de animais de estimação e toca violino,“Era uma vez um menino travesso...” busca explorar, deforma lúdica, o número no seu significado de quanti-dade. A obra trabalha, ainda, com algumas represen-tações de um mesmo número (em algarismos hindu-arábicos, por extenso) e apresenta diversos conjuntoscom a quantidade em foco, tanto no rodapé quanto nafigura central das páginas.NasobrasinvestigadasdosAcervosComplementares,Lima(2012)constatoudiferentesgênerostextuais,oquecaracterizaacolaboraçãoparaodesenvolvimentodosprocessosin-dissolúveisdeletramentoedealfabetização.Porexemplo,naobra“Eraumavezummeninotravesso...”quearticulaogênerohistória(conto)comoCampodosNúmeroseOperações,oleitortemaoportunidadedeobservarasonoridadedotexto,deveragrafiadaspalavraseaomesmotempointerpretarasinformaçõesmatemáticas.Asinformaçõessãodirecionadasaquantidadesdeelementospresentesnasilustrações.Além dessa articulação entre o componen-te curricular Matemática e temas diversos,pode-se também perceber relações clarasentre o ensino dos componentes curricula-res Matemática e Língua Portuguesa.Lima (2012), ao analisar a articulaçãoentre Gêneros Textuais e Campos Matemá-ticos nas obras dos Acervos Complementa-res aponta as seguintes finalidades para oslivros: auxiliar no processo de alfabetiza-ção e de formação do leitor e proporcionaro ensino-aprendizagem de conteúdoscurriculares. A alfabetização e a formaçãodo leitor compõem uma mesma finalidade,uma vez que atualmente esses processossão considerados indissociáveis. SegundoSilva e Morais (2011, p.15),“[...] os discursos mais recentessobre o ensino inicial da leiturae da escrita assumem a indis-sociabilidade dos processos deletramento e alfabetização, de-fendendo o desenvolvimento depráticas significativas de leiturae produção de textos de dife-rentes gêneros (letramento) e avivência de situações de refle-xão sobre o Sistema de EscritaAlfabética (alfabetização).”
  25. 25. unidade 04 25tivas quantidades, o modo de preparo, orendimento da receita, entre outras coisas.À medida que o leitor vai se familiarizan-do com a forma que as informações estãoorganizadas no texto, ele vai percebendoa função dos elementos matemáticos dotexto. Isso tudo contribui para a formaçãode leitor, que atualmente precisa interagircom vários gêneros de textos em suas prá-ticas sociais. Essa formação de leitor, porsua vez, também coopera para a compreen-são da Matemática.Lima (2012) também aponta a articulaçãodo gênero receita culinária com o Campodas Grandezas e Medidas na obra “Brin-que-book com as crianças na cozinha”. Naleitura da obra, o professor pode direcio-nar os leitores a observarem uma caracte-rística peculiar desse gênero textual que éa presença de verbos no imperativo. Alémdisso, é possível verificar que o texto éorganizado de um modo específico, em quesão mostradas, numa sequência inva-riante, várias informações tais como: osingredientes necessários e as suas respec-No exemplo a seguir, Lima (2012) discute a partir da receita de Torta Preguiçosa de Maçãque para preparar a receita é preciso saber quais são os ingredientes e as quantidadesnecessárias. Ao ler cada item listado, o leitor percebe que é indicada a quantidade doingrediente. Durante a organização dos ingredientes da receita é necessário contá-los oumedi-los. Também é necessário saber quanto tempo o alimento passará no forno e a qualtemperatura. Todas essas informações estão no texto, inclusive a ordem e o modo comoos ingredientes são dispostos no recipiente.Brinque-book com as crianças na cozinhaTexto: Gilda de AquinoImagem: Estela SchauffertEditora: Brinque-BookApresentando a arte de cozinhar como algo praze-roso, “Brinque-book com as crianças na cozinha” trazreceitas simples e investe na orientação dos cuidadosque se deve ter, ao preparar comidas, de modo a evitaracidentes e contaminações. O livro é rico em infor-mações matemáticas, principalmente para o campode grandezas e medidas. Há variedade nas grandezastratadas e se incluem unidades convencionais e nãoconvencionais, padronizadas e não padronizadas.
  26. 26. unidade 0426Ao utilizar esta receita, é necessário interpretar as informações contidas no texto para opreparo da mesma, mobilizando conhecimentos relativos à estrutura específica do gêne-ro textual e os relativos à Matemática.É claro que não é o texto em si que assegura tal abordagem. É na ação planejada peloprofessor, que precisa estabelecer seus objetivos de ensino e as metas de aprendizagempara seus alunos, que tanto o livro de literatura quanto outros livros disponíveis em salade aula podem compor um programa curricular que tem a ludicidade como princípiocentral.Exemplo 4: “Brinque-book com as crianças na cozinha”
  27. 27. unidade 04 27ReferênciasCOLOMER, Teresa. Andar entre livros. A leitura literária na escola. São Paulo: Global,2007.LIMA, Andrea Paula Monteiro e TELES, Rosinalda. Um estudo sobre a presença deconceitos matemáticos nas obras dos acervos complementares do PNLD 2010. Anaisdo II Simpósio Internacional de Pesquisa em Educação Matemática (SIPEMAT). Fortale-za, CE, 2012.LIMA, Andréa Paula Monteiro. AcervoscomplementaresdoPNLD2010: um estudo sobrea relação entre matemática e gêneros textuais. Dissertação de Mestrado em EducaçãoMatemática e Tecnológica. UFPE: Recife, 2012.RAPHAEL, Taffy E.; AU, Kathryn H. Literature-basedinstruction: reshaping the curricu-lum. Christopher-Gordon Publishers: Nova Iorque, 1998.ROGERS, Theresa; SOTER, Anna O. Readingacrosscultures: teaching literature In adiverse society. Teachers College Press: Nova Iorque, 1997.SHIH, Jeffrey C. e GIORGIS, Cyndi. Building the Mathematics and Literature Connec-tion through Children’s Responses. TeachingChildrenMathematics, p.328-333, fev.2004.SILVA, Alexsandro e MORAIS, Artur Gomes. Brincando e Aprendendo: os jogos compalavra no processo de alfabetização. In: Leal, Telma e Silva, Alexsandro (orgs). RecursosdidáticoseensinodaLínguaPortuguesa: computadores, livros ... e muito mais. Recife:Editora CRV, 2011, cap 1, p. 13 –26.SOARES, Magda. A escolarização da literatura infantil e juvenil. In: BRANDÃO, HelianaMaria Brina; MACHADO, Maria Zélia Versiani (Orgs.) Aescolarizaçãodaleituraliterária.Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
  28. 28. unidade 0428Atividades lúdicas:hora de aprender, hora de avaliar?Existe hora mais séria na escola que a daavaliação? É possível avaliar as criançasenquanto brincam? Aqui vale conversarcom colegas da Educação Infantil paradescobrir o quanto eles conseguem avaliarao observarem de forma atenta as brin-cadeiras infantis. Novamente o tema da“reinvenção” nos parece apropriado paraajudar a pensar.Nesta seção, vamos apresentar algumasreflexões sobre as possibilidades deavaliação da aprendizagem de conteúdosescolares – Matemática, Língua Portugue-sa, Artes, História... envolvendo todas ascrianças (sem e com deficiência).O surgimento de novas concepções sobreensino-aprendizagem reflete diretamenteno entendimento sobre a avaliação naprática escolar. De acordo com Ferreira eLeal (2007), ela passa a ser vista como omeio mais indicado para regular e adaptara programação do ensino às necessidades edificuldades do aluno. A avaliação forma-tiva, como o próprio nome revela, buscaconsiderar os diferentes percursos no pro-cesso de aprendizagem, privilegiando-seAndrea Tereza Brito FerreiraEster Calland de Sousa RosaRosinalda Telesos conhecimentos que os alunos trazem, oque se pretende aprender, o que os alunosjá aprenderam, mas principalmente o queeles ainda precisam aprender. Surge, por-tanto, uma preocupação com a progressãodo conhecimento de maneira adaptada aosconteúdos a serem ensinados e às diferen-tes realidades dos alunos, ou melhor, coma recriação e adaptação do currículo.Essa forma de entendimento da avaliaçãoimplica em uma prática docente diferen-ciada daquela pautada nos moldes tradi-cionais anteriormente vivenciados. Asprovas com respostas objetivas, para teremseus acertos quantificados, dão lugar adiferentes dispositivos didáticos que ofe-reçam informações sobre o andamento doprocesso de apropriação do conhecimentoe podem orientar a ação pedagógica. Deacordo com Perrenoud (1999), a principaldiferença no processo avaliativo, segundoessa perspectiva formativa reguladora sãoas suas funções diagnóstica, processual,descritiva e qualitativa. Na perspectiva dediagnóstico, avalia-se em princípio o que jáé capaz de fazer para saber que habilidadesos alunos apresentam, ou não, para poderNa Unidade 1 aavaliação em umaperspectiva inclu-siva é um tema dediscussão.
  29. 29. unidade 04 29intervir. A dimensão processual significaque durante todo o processo poderão haver(re)orientações do ensino para possibi-litar uma aprendizagem mais efetiva. Asfunções descritiva e qualitativa têm comoobjetivos descrever o processo de constru-ção do conhecimento e analisá-lo com basena qualidade dos avanços conseguidos.A partir dessas concepções, Albuquer-que, Morais e Leal (2007) afirmam que,diferentemente das práticas tradicionais,busca-se, por meio da avaliação, compre-ender e registrar, nessa perspectiva, oprogressivo domínio da compreensão eprodução de textos, por meio do desenvol-vimento de atividades nos eixos da leitura,escrita e oralidade e também a avaliaçãodo desenvolvimento do aluno no processode apropriação do SEA. Na perspectiva daavaliação diagnóstica, o erro é visto comoparte do processo de construção das hipó-teses sobre o que os textos representam erevelam do nível de conhecimento sobre aescrita em que os alunos estão, possibili-tando ao professor entender e intervir nasaprendizagens a serem ainda construídaspor meio de diferentes atividades quelevem os alunos a refletirem, por exemplo,que se escreve com letras e não com nú-meros, que uma palavra tem mais sílabasque outras, que algumas palavras come-çam com os mesmos sons, que na grafiade determinadas sílabas coloca-se maisalgumas letras que outras etc. Ao pensar-mos na avaliação do desenvolvimento dashabilidades de leitura e produção de textonessa fase inicial, podemos considerar seo aluno compreende os textos lidos pelaprofessora e consegue apreender o sentidoglobal, se lê textos curtos com autonomia,se demonstra interesse em ler, entreoutras habilidades. Nesse processo, muitasatividades podem ser desenvolvidas demaneira lúdica e atrativa, dentre elas ojogo e a brincadeira, envolvendo, inclusiveas atividades com leitura e escrita.Nessa perspectiva de avaliação relativa aocomponente curricular Língua Portuguesa,o instrumento mais indicado é o registrodas observações sobre as realizações dosalunos durante todo o processo. As ativida-des de leitura e escrita, quando avaliadas,ganham novas finalidades, não mais amera classificação dos alunos. De acordocom Albuquerque, Morais e Leal (2007)é fundamental o registro do processo deaprendizagem, porém, mais importante é asua utilização para reorganizar e diversifi-car as ações que integram a rotina escolar.
  30. 30. unidade 0430Muitas atividades lúdicas, como jogos ebrincadeiras, incluem atividades relacio-nadas a diversas áreas de conhecimento,que podem ser aproveitadas como pontode partida para o ensino e consequente-mente como suporte para a avaliação. Noentanto, o professor que pretenda utilizaro lúdico em sua sala de aula deve saber quecabe a ele o planejamento, a organizaçãodo ambiente e dos materiais e principal-mente ter conhecimento de seus alunos(BARROS, 1998). Este deve ter, também,consciência exata da funcionalidademotivadora do lúdico e sua contribuição nodesenvolvimento dos seus alunos. O jogopode ou não ter objetivos pedagógicos, masse for usado em sala de aula para fins deensino é necessário que o professor tenhaem mente qual(is) conceito(s), qual(is)habilidade(s)equaisprocedimentospode-rão ser desenvolvidos por meio do jogo ecomo o mesmo será conduzido (individual-mente, em duplas, em pequenos grupos oucom o grupo classe; com ou sem uso de re-cursos auxiliares – como lápis e papel, ma-terial manipulativo, calculadora etc.), demodo a propiciar melhores condições deaprendizagem. Para que o melhor proveitodo jogo ocorra é importante considerar aadequação do jogo para a faixa etária dosalunos, para o conhecimento já consolida-do pelos estudantes e os conceitos que sedeseja desenvolver por intermédio dele, otempo necessário para a atividade, o papelque os alunos e o professor desempenha-rão e, também, como se dará a avaliação doefeito do jogo no aprendizado.No ensino da Matemática, por exemplo,Gitirana, Teles e Bellemain (no prelo) des-tacam que tem sido muito frequente, nosúltimos anos, a ênfase dada, nos trabalhosvoltados para o ensino-aprendizagem daMatemática, à questão da resolução deproblemas. Verdade é que essa ciênciacresce e aprofunda-se alimentada por umaprofusão de problemas, originários de ou-tras ciências ou criados dentro do próprioedifício da matemática. Assim, nada maisapropriado a uma perspectiva construtivado saber matemático do que aquela queprivilegia a problematização permanente esistemática. Os jogos matemáticos forne-cem uma excelente oportunidade para quesejam explorados aspectos importantesdessa problematização. Como exemplo,lembram que a observação precisa dosdados, a identificação das regras, a procurade uma estratégia, o emprego de analogias,a redução a casos mais simples, a variaçãodas regras etc., são indicações contidas nachamada “Heurística do Pólya” e podemser exercitadas de forma natural nos jogos.Dependendo do jogo, habilidades denatureza física, social e cognitiva podemser desenvolvidas. Alguns jogos envolvemmovimentos e/ou deslocamentos, o quepode auxiliar o desenvolvimento físico dosalunos, bem como compreensões de natu-reza geométrica plana e/ou espacial. Todos
  31. 31. unidade 04 31os jogos, de um modo ou outro, auxiliam odesenvolvimento social dos alunos, pois aojogar é preciso obedecer a regras, respeitara vez de jogar, saber ganhar e aceitar quese perdeu.Acompanhar as crianças em seus momen-tos lúdicos pode ser uma ótima oportu-nidade para conhecer seu grupo, o quesabem, como se relacionam e como intera-gem para resolver situações problema.ReferênciasALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia; MORAIS, Artur Gomes de; LEAL, Telma Ferraz.Alfabetização: apropriação do Sistema de Escrita Alfabética. Belo Horizonte: Autênti-ca, 2007.BARROS, Célia da Silva Guimarães. Pontos de Psicologia do Desenvolvimento.São Paulo: Perspectiva, 1998.FERREIRA, Andrea e LEAL, Telma. Avaliação na escola e ensino da Língua Portuguesa:introdução ao tema. In: MARCUSCHI, Beth; SUASSUNA, Lívia. (Orgs) Avaliação emlíngua portuguesa: contribuições para a prática pedagógica. Belo Horizonte: Autênti-ca, 2007.GITIRANA, Verônica; TELES, Rosinalda; BELLEMAIN, Paula Baltar; (Orgs). Jogos comsucata na educação matemática. Livro produzido no âmbito do Projeto Rede (noprelo)LEAL, Telma Ferraz; ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de; LEITE, Tânia MariaRios. Jogos: alternativas didáticas para brincar alfabetizando (ou alfabetizar brincando?).In: Morais; Artur Gomes; Albuquerque, Eliana Borges Correia de; e Leal, Telma Ferraz(Org.). Alfabetização: apropriação do Sistema de Escrita Alfabética. 1 ed. Belo Hori-zonte: Autêntica, 2005, v. 1, p. 111-132.PERRENOUD, Philip. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens. PortoAlegre: Artmed, 1999.
  32. 32. CompartilhandoOensinodaMatemática,assimcomoodosdemaiscomponentescurriculares,éprevistonaLei9.394/96,queestabeleceasdiretrizesebasesdaeducaçãonacional.Noartigo32,porexemplo,épropostoqueénecessáriogarantir“odesenvolvimentodacapacidadedeaprender,tendocomomeiosbásicosoplenodomíniodaleitura,daescri-taedocálculo”.Parataldomínio,diferentesconhecimentosecapacidadesdevemserapropriadospelascrianças.Os documentos curriculares elaborados,sobretudo, pelas secretarias de educação,definem os princípios gerais do trabalhopedagógico e as concepções acerca dosobjetos de ensino. Em muitos desses docu-mentos, são estabelecidos alguns direitosde aprendizagem fundamentais. Dessemodo, não pretendemos apresentar, nosquadros a seguir, um currículo único parao ensino de Matemática nos três pri-meiros anos do ensino fundamental.Direitos de aprendizagemde MatemáticaA Resolução nº 7,de 14 de dezem-bro de 2010, doConselho Nacionalde Educação, quefixa DiretrizesCurriculares Nacio-nais para o EnsinoFundamental de 9 anos, pode ser lidano caderno do ano1, Unidade 8.Apenas apontamos, a partir de diferentesdocumentos, como os Referenciais Cur-riculares Nacionais da Educação Infantil,Parâmetros Curriculares Nacionais epropostas curriculares de secretariasestaduais e municipais de educação, o quecompreendemos como principais direi-tos de aprendizagem das crianças nestesanos de escolaridade, com a finalidade deestabelecer o debate acerca de como seconstitui o ensino da Matemática no ciclode alfabetização. Não somos exaustivosnesta empreitada. Há, certamente, outrosdireitos de aprendizagem relacionados aesta área de conhecimento.O ensino de Matemática, de acordo comdocumentos oficiais brasileiros, estáorganizado em quatro campos (blocos oueixos): números e operações; espaço eforma (geometria, pensamento geométri-co); grandezas e medidas e; tratamentoda informação (estatística). Os conhe-
  33. 33. unidade 04 33cimentos relativos a estes campos nãodevem ser trabalhados na escola de modofragmentado, deve haver articulação entreeles. Também não serão esgotados emum único momento da escolaridade, maspensados numa perspectiva em espiral, ouseja, os temas são retomados e ampliadosNÚMEROS E OPERAÇÕES - Identificar os números em diferentescontextos e funções; utilizar diferentes estratégias para quanti-ficar, comparar e comunicar quantidades de elementos de umacoleção, nas brincadeiras e em situações nas quais as criançasreconheçam sua necessidade. Elaborar e resolver problemas deestruturas aditivas e multiplicativas utilizando estratégias pró-prias como desenhos, decomposições numéricas e palavras.I A AGEOMETRIA - Explicitar e/ou representar informalmente a posiçãode pessoas e objetos, dimensionar espaços, utilizando vocabulá-rio pertinente nos jogos, nas brincadeiras e nas diversas situaçõesnas quais as crianças considerarem necessário essa ação, por meiode desenhos, croquis, plantas baixas, mapas e maquetes, desen-volvendo noções de tamanho, de lateralidade, de localização, dedirecionamento, de sentido e de vistas. Descrever, comparar eclassificar verbalmente figuras planas ou espaciais por caracte-rísticas comuns, mesmo que apresentadas em diferentes disposi-ções (por translação, rotação ou reflexão), descrevendo a transfor-mação com suas próprias palavras.I A AGRANDEZAS E MEDIDAS - Comparar grandezas de mesma natu-reza, por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos demedida adequado com compreensão do processo de medição edas características do instrumento escolhido. Fazer estimativas;reconhecer cédulas e moedas que circulam no Brasil.I A ATRATAMENTO DA INFORMAÇÃO - Ler, interpretar e transpor in-formações em diversas situações e diferentes configurações (dotipo: anúncios, gráficos, tabelas, propagandas), utilizando-as nacompreensão de fenômenos sociais e na comunicação, agindo deforma efetiva na realidade em que vive. Formular questões, cole-tar, organizar, classificar e construir representações próprias paraa comunicação de dados coletados.I A ADireitos gerais de aprendizagem: Síntese Ano 2 Ano 3Ano 1I - Introduzir; A - Aprofundar; C - Consolidar.ao longo dos anos de escolarização. Assim,a maioria destes direitos de aprendizagemdeverá ser abordada nos anos 1, 2 e 3, semainda ser consolidada, pois continuará aser retomada e ampliadas em todo ensinofundamental.
  34. 34. unidade 0434Identificar números nos diferentes contextos em que se encon-tram, em suas diferentes funções: indicador da quantidade deelementos de uma coleção discreta (cardinalidade); medida degrandezas (2 quilos, 3 dias, etc); indicador de posição (númeroordinal); e código (número de telefone, placa de carro etc.).Utilizar diferentes estratégias para quantificar e comunicarquantidades de elementos de uma coleção, nas brincadeiras eem situações nas quais as crianças reconheçam sua necessidade:contagem oral, pareamento, estimativa e correspondência deagrupamentos; comunicar quantidades, utilizando a linguagemoral, a notação numérica e/ou registros não convencionais.Associar a denominação do número a sua respectiva representa-ção simbólica.Identificar posição de um objeto ou número numa série, explici-tando a noção de sucessor e antecessor.Comparar ou ordenar quantidades por contagem; pela formulação dehipóteses sobre a grandeza numérica, pela identificação da quantida-de de algarismos e da posição ocupada por eles na escrita numérica.Identificar regularidades na série numérica para nomear, ler eescrever números menos frequentes.Utilizar calculadora para produzir e comparar escritas numéricas.Resolver e elaborar problemas com os significados de juntar, acres-centar quantidades, separar e retirar quantidades, utilizando estraté-gias próprias como desenhos, decomposições numéricas e palavras.Reconhecer frações unitárias usuais (um meio, um terço, um quar-to e um décimo) de quantidades contínuas e discretas em situaçãode contexto familiar, sem recurso à representação simbólica.Reconhecer termos como dúzia e meia dúzia; dezena e meiadezena; centena e meia centena, associando-os às suasrespectivas quantidades.Resolver e elaborar problemas aditivos envolvendo os significadosde juntar e acrescentar quantidades, separar e retirar quantidades,comparar e completar quantidades, em situações de contexto fami-liar e utilizando o cálculo mental ou outras estratégias pessoais.Resolver e elaborar problemas de multiplicação em linguagemverbal (com o suporte de imagens ou materiais de manipulação), en-volvendo as ideias de adição de parcelas iguais, elementos apresen-tados em disposição retangular, proporcionalidade e combinatória.Resolver e elaborar problemas de divisão em linguagem ver-bal (com o suporte de imagens ou materiais de manipulação),envolvendo as ideias de repartir uma coleção em partes iguais e adeterminação de quantas vezes uma quantidade cabe em outra.Contar em escalas ascendentes e descendentes de um em um, dedois em dois, de cinco em cinco, de dez em dez, etc., a partir dequalquer número dado.III/AI/AIIIIIIIII/AAACCAAAAIAAAACCCCCCCACAAANúmeros e operações Ano 2 Ano 3Ano 1
  35. 35. unidade 04 35Explicitar e/ou representar informalmente a posição de pessoas eobjetos, dimensionar espaços, utilizando vocabulário pertinentenos jogos, nas brincadeiras e nas diversas situações nas quais ascrianças considerarem necessário essa ação, por meio de dese-nhos, croquis, plantas baixas, mapas e maquetes, desenvolvendonoções de tamanho, de lateralidade, de localização, de direciona-mento, de sentido e de vistas.Descrever, comparar e classificar verbalmente figuras planas ouespaciais por características comuns, mesmo que apresentadasem diferentes disposições (por translação, rotação ou reflexão),descrevendo a transformação com suas próprias palavras.Usar rotação, reflexão e translação para criar composições (porexemplo: mosaicos ou faixas decorativas, utilizando malhas qua-driculadas).Identificar e descrever a localização e a movimentação de objetosno espaço, identificando mudanças de direções e considerandomais de um referencial.Estabelecer comparações entre objetos do espaço físico e objetosgeométricos — esféricos, cilíndricos, cônicos, cúbicos, piramidais,prismáticos — sem uso obrigatório de nomenclatura.Perceber semelhanças e diferenças entre cubos e quadrados, para-lelepípedos e retângulos, pirâmides e triângulos, esferas e círculos.Construir e representar formas geométricas planas, reconhecendoe descrevendo informalmente características como número delados e de vértices.Descrever e classificar figuras espaciais iguais (congruentes),apresentadas em diferentes disposições, nomeando-as (cubo,bloco retangular ou paralelepípedo, pirâmide, cilindro e cone).IIIIAAAAIIIICCCCAAAAGeometria Ano 2 Ano 3Ano 1
  36. 36. unidade 0436Comparar comprimento de dois ou mais objetos por comparaçãodireta (sem o uso de unidades de medidas convencionais) paraidentificar: maior, menor, igual, mais alto, mais baixo, mais compri-do, mais curto, mais grosso, mais fino, mais largo, etc.Comparar grandezas de mesma natureza, por meio de estratégiaspessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos — fitamétrica, balança, recipientes de um litro, etc.Leitura de horas, comparando relógios digitais e de ponteiros.Fazer e utilizar estimativas de medida de tempo e comprimento.Comparar intuitivamente capacidades de recipientes de diferen-tes formas e tamanhos.Selecionar e utilizar instrumentos de medida apropriados àgrandeza a ser medida (por exemplo: tempo, comprimento, massa,capacidade), com compreensão do processo de medição e dascaracterísticas do instrumento escolhido.Relação entre unidades de tempo — dia, semana, mês, bimestre,semestre, ano.Identificação dos elementos necessários para comunicar o resul-tado de uma medição e produção de escritas que representemessa medição.Reconhecer cédulas e moedas que circulam no Brasil e de possí-veis trocas entre cédulas e moedas em função de seus valores emexperiências com dinheiro em brincadeiras ou em situações deinteresse das crianças.Identificar ordem de eventos em programações diárias, usandopalavras como: antes, depois.Identificar unidades de tempo — dia, semana, mês, bimestre,semestre, ano — e utilizar calendários.IIIIIIIIII/A/CIA/CA/CA/CA/CA/CAAAACCCCCGrandezas e medidas Ano 2 Ano 3Ano 1
  37. 37. unidade 04 37Ler, interpretar e transpor informações em diversas situações ediferentes configurações (do tipo: anúncios, gráficos, tabelas, pro-pagandas), utilizando-as na compreensão de fenômenos sociais ena comunicação, agindo de forma efetiva na realidade em que vive.Formular questões sobre aspectos familiares que gerem pesqui-sas e observações para coletar dados quantitativos e qualitativos.Coletar, organizar, classificar, ordenar e construir representaçõespróprias para a comunicação de dados coletados.Interpretar e elaborar listas, tabelas simples, tabelas de duplaentrada, gráfico de barras para comunicar a informação obtida,identificando diferentes categorias.Produção de textos escritos a partir da interpretação de gráficose tabelas.Resolver e elaborar problema a partir das informações de umgráfico.IIIAAAIIICAAAAATratamento da informação Ano 2 Ano 3Ano 1
  38. 38. unidade 0438Quadro 1: Acervos Complementares do PNLD 2010Lista de Obras dos AcervosComplementares do PNLD 2010 e2013 que favorecem a reflexão sobreconceitos matemáticosTitulo Editora Publicação Autor0102030405060708091011121314151617A princesa está chegandoAs três partesBarangandão arco-ÍrisBrincando com dobradurasBrinque- book com as crianças nacozinhaClact... clact... clact...Contagem regressivaContando com o relógioDesenhando animaisDesenhando facesEra uma vez um meninotravessoEram 3Folclore brasileiro infantilFugindo das garras do gatoHistórias de contarO presente de aniversário do marajáO valor de cada umCallisÁticaPeirópolisGaiaBrinqueBookAbrilGirafinhasScipionePanda BooksPanda BooksEducacionalGloboGirassolCallisGloboBrinqueBookFTD20092009200820082005200820082003200820072006200820062008200820062008Yu Yeong-SoEdson Luiz KozminskiAdelson Murta Filho(Adelci)Thereza ChemelloGilda de AquinoLiliana e MicheleIacoccaKay WoodwardNilson José MachadoEd EmberleyEd EmberleyBia VillelaGuto LinsCélia Ruiz IbámezChoi Yun-JeongAna Paula PerovanoJames RumfordMartins R. Teixeira181920Só um minutinho: um conto de es-perteza num livro de contarTô dentro, tô fora...Uma incrível poção mágicaFTDFormatoCallis200820052009Yuyi MoralesAlcySin Ji-Yun
  39. 39. unidade 04 39Quadro 2: Acervos Complementares do PNLD 2013Titulo Editora Publicação Autor010203040506070809101112131415161718Quem vai ficar com o pêssego?Beleléu e os númerosNunca conte com ratinhosLivro dos números, bichos efloresTem alguma coisa embaixodo cobertor!Animais e opostosA economia de MariaApostando com o monstroUsando as mãos: contandode cinco em cincoAssim ou assado?Quem ganhou o jogo? Explo-rando a adição e a subtraçãoEra uma vez... 1, 2, 3Almanaque Maluquinho – praque dinheiro?Os filhotes do vovô corujaPés na areia –contando de dez em dezIrmãos gêmeosPoemas problemasO pirulito do patoCallisPIASociedadeFilhas de SãoPauloEdelbra GráficaLTDAEdelbra GráficaLTDAFTDUDPEditora do BrasilCallisMecaSaraiva S/A Li-vreiros EditoresRichmond Edu-caçãoLemosEditorial – MEGloboCallisMecaCallisEditora do BrasilScipione201020112011201120112011201020082011201120112010201120102011200820112003Yoon Ah-HaePatrício DugnaniSilvana D´AngeloCléo BusattoEun-Joong KimSebastiano RanchettiTelma GuimarãesCastro AndradeKyoung Hwa KimMichael DahlAlcyRicardo DreguerAlison JayZiraldoEun Hee NaMichael DahlYoung So YooRenata BuenoNílson José Machado
  40. 40. unidade 0440Sugestões de atividades com os livroscitados nesta unidade“A princesinha está chegando”O próprio livro inclui no final um encarte com várias sugestões de atividades que envol-vem a relação entre área e perímetro e a utilização de unidades de medida não padroni-zadas. Além disso, explora a relação entre o número que representa a medida e a unidadeescolhida. O professor pode, após a leitura, propor que os alunos realizem algumas me-dições utilizando unidades variadas, registrem em forma de tabela e depois comparemse os números obtidos são iguais ou diferentes e como eles variam em função da unidadeescolhida. No componente curricular Língua Portuguesa, pode-se explorar, por exemplo,a recontagem da história ou a criação de um novo final. O estímulo a que a criança leia olivro também é importante, pois a maioria das crianças do terceiro ano já podem realizarleitura autônoma e esta obra favorece tal prática.“As três partes”A partir do contexto da história das três partes, o professor pode propor que os alunosconstruam as figuras propostas. À medida que o professor lê o livro poderá instigar a aná-lise das propriedades e características das figuras citadas na história. O que mais tem trêspartes? A sala pode ser dividida em grupos com a tarefa de fazer figuras com três partescom os componentes propostos no livro. Ganha o jogo quem conseguir formar mais figu-ras de três partes. A obra, além de possibilitar a reflexão sobre conceitos matemáticostambém propicia o desenvolvimento de habilidades de leitura de imagens.
  41. 41. unidade 04 41“Brincando com dobraduras”O professor pode inserir a leitura deste livro num projeto que tenha como produto aconfecção de um livro artesanal pela turma. É interessante chamar a atenção das criançaspara as peculiaridades do texto instrucional e como esses elementos contribuem paraassegurar o sucesso na confecção das dobraduras. Outra possibilidade é que as criançasescolham, em grupos, alguma figura para confeccionar seguindo as instruções do livro.Depois, podem propor novos objetos utilizando a mesma técnica. Quem sabe, então,elaborar instruções para essas novas figuras e trocar entre os colegas. Essa atividade tam-bém pode virar um jogo que consiste na confecção de “objetos enigmáticos” propostospelos colegas que elaboram as instruções do passo a passo das dobraduras, sem indicarqual a figura que será formada. Como se trata de figuras geométricas, será importanteincluir desenhos nas instruções, assim como faz o livro. O livro estimula a leitura autô-noma pelas crianças, familiarizando-as com textos instrucionais. As crianças, ao confec-cionarem as dobraduras, leem com uma finalidade clara, favorecendo-se, desse modo, aaprendizagem de identificação das finalidades de textos de diferentes gêneros.“Era uma vez um menino travesso”Quais as travessuras mais comuns na turma? Vamos fazer uma lista dessas travessuras?Essa lista pode se transformar no conteúdo de uma brincadeira em que cada criança deveescrever numa cartela: Minha maior travessura foi ______________________. Em seguida, as cartelassão embaralhadas e um jogador pega uma cartela e tenta adivinhar quem é o seu autor.Ganha o jogo quem adivinhar o maior número de travessos. Outro destaque que pode serdado ao livro é a brincadeira em torno das rimas. O livro relata a vida de um menino, seusamigos e animais de estimação, com versos como, por exemplo: Tinha dois bichinhosde estimação. Um era um passarinho. O outro era um cachorrão. Uma brincadeira comrimas pode ser proposta, embaralhando os versos escritos em cartelas e pedindo queduplas de alunos reconstruam o texto na sequência numérica que aparece no texto. Umavariante pode ser que as duplas produzam seus próprios livros escrevendo rimas envol-vendo, quem sabe, quantificações mais complexas que as apresentadas no livro.
  42. 42. unidade 0442“Brinque-book com as crianças na cozinha”Brincar de cozinha é um tema comum da infância. Na sala de aula, pode integrar dife-rentes projetos ou sequências didáticas envolvendo hábitos alimentares de diferentesregiões ou países, recomendações sanitárias na manipulação de alimentos, alimentaçãosaudável, reaproveitamento de comida... Vale também associar com outras leituras eaproveitar para aprofundar o tema pesquisando outros materiais disponíveis na biblio-teca, com foco em algum dos temas tratados. Brincar de elaborar “receitas malucas”também pode ser divertido, ao mesmo tempo em que as crianças aprendem a escrever ogênero receita. Também é um excelente recurso para explorar grandezas e suas medidas.A partir das receitas o professor poderá, por exemplo, identificar as grandezas envolvidasna receita e suas respectivas medidas convencionais ou não.Nos acervos das Obras Complementares 2013, encontramos também a obra “Para comercom os olhos” que pode tornar essa brincadeira ainda mais saborosa. Inspirados nesselivro, as crianças podem escrever e ilustrar seu “livro de receitas favoritas” e preparar umlançamento festivo para os pais, com direito a degustações...Para comer com os olhosAutor(a): Renata Sant’annaEditora: Marcelo Duarte ComunicaçõesO livro traz como temática o alimento representado por obrasde vários artistas de diferentes gêneros e contextos históri-cos e culturais, de nomes instituídos pela história da arte atégrafiteiros, desde Warhol e Lichtenstein passando por LedaCatunda e Vik Muniz até Arcimboldo e Cézanne. Partindo doprincípio de que “Os artistas têm muitas ideias para trans-formar coisas comuns em objetos artísticos”, a obra é umconvite para a formação de leitores de arte, através do exer-cício da imaginação como a possibilidade de criar e recriar omundo. Traz ainda referências dos artistas e um glossário.
  43. 43. Aprendendo maisJogos e brincadeiras na educação infantil.BARBOSA, S. L; BOTELHO, H. S. Jogos e brincadeiras na educação infantil.Centro Universitário de Lavras, 2008. Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/11853/1/jogos-e-brincadeiras-na-educacao-infantil/pagina1.html. Acesso em: 19 mar. 2009Literatura: ensino fundamental.PAIVA, Aparecida; MACIEL, Francisca; COSSON, Rildo. (Coord.). Literatura: ensinofundamental. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica,2010. (Coleção Explorando o ensino. V. 20) Disponível em: www.portal.mec.gov.br1.2.Asautorasdiscutemaimportânciadosjogosebrincadeirasnaetapadaeducaçãoinfantil,trazendocomofundamentaçãoosestudosnaáreadapsicologiadodesenvolvimento,comênfasenopensa-mentodePiaget,VygotskyeWallon. Aperspectivaédefenderolúdicocomointegrantedapráticapedagógica,emespecialpeloseupotencialeducativo.Aobrincar,ascriançasdesenvolvemsuaidentidadeculturalediferentesaspectosdapersonalidade–motricidade,afetoecognição.Nestacoletâneadetextossãotratadosváriostemasrelacionadosaoensinodaliteraturanaescola.Sãodestacadososespaçosdaliteraturanabibliotecaenasaladeaula,osacervosdisponíveisnaescola,aimportânciadoprofessorenquantomediadordasleiturasliterárias.Diferentesformasdemediaçãodetextossãodiscutidospelosautores,muitasvezestrazen-doexemplosderelatosdeprofessoressobreatividadesdesenvolvidasemsaladeaula.Sugestões de leitura
  44. 44. unidade 0444Pontos de psicologia do desenvolvimento.BARROS, Célia da Silva Guimarães. Pontos de psicologia do desenvolvimento.São Paulo: Perspectiva, 1998.Jogo, brinquedo, brincadeira e educação.KISHIMOTO, Tizuko Morchida (Org.). Jogo, brinquedo, brincadeira e educação.São Paulo: Cortez, 2005.3.4.Estudos em psicologia do desenvolvimento ajudam a compreender o papel do jogo e dabrincadeira na vida das crianças. Nesta obra, que aborda diversos tópicos da psicologiada infância, o leitor poderá encontrar referenciais para compreender como o brincar estáintegrado ao desenvolvimento infantil. Ao tratar de temas como o desenvolvimento psi-cossexual e moral, a obra contribui para refletir sobre diferentes dimensões da criança eseu processo de crescimento.Jogo?Brinquedo?Brincadeira?Sinônimos?Nestaobra,aautoraprocuradiferenciaressestermos,apontandoimplicaçõesdessadistinçãoparaaorganizaçãodoensino.Quandopublicada,em1997,aobratrouxeumaênfaseeolhardocampodaeducaçãoparaumdebateantesconcentradonapsicologiadodesenvolvimentoounasciênciasdosdesportos.Estaobratemsidoumareferênciaimportanteprincipalmentenocampodaeducaçãoinfantil,porémtrazreflexõesimportantestambémparaprofessoresdeanosiniciaisdoensinofun-damental.Umdestaqueestánoblocodecapítulosquetratamdecriançascomdeficiências.
  45. 45. unidade 04 45Sugestões de atividades para osencontros em grupo1º momento (4 horas)1 – Ler texto para deleite: “Bis”, de Ricardo da Cunha Lima, ilustrações LuizMaia. Acervo PNBE Obras Complementares 2013 .2 - Ler coletivamente a seção “Iniciando a conversa”.3 – Listar, no grande grupo, atividades lúdicas mais frequentes nas salas do ano 3; dis-cutir sobre as aprendizagens que essas atividades oportunizam nas diferentes áreas deconhecimento.4 – Realizar a leitura compartilhada do texto 1 (A criança que brinca, aprende?). Discutirsobre a questão proposta no título; socializar experiências, em pequenos grupos, de situ-ações em sala de aula que confirmam que as crianças aprendem enquanto brincam.5 - Planejar uma aula, inserindo situações lúdicas de aprendizagem do Sistema de EscritaAlfabética ou ortografia e Matemática; socializar os planejamentos.Tarefas(paracasaeescola)- Realizar a aula planejada, anotando as impressões sobre a participação e aprendizagemdas crianças.- Ler uma das obras sugeridas na seção “Sugestões de leitura”; elaborar uma questão a serdiscutida no encontro seguinte (escolher coletivamente a obra a ser lida).
  46. 46. unidade 04462º momento (4 horas)1 – Ler texto para deleite: “Adivinha, adivinhão”, recontado por Ana MariaMachado, no livro “Histórias à Brasileira: a donzela guerreira e outras”.2 - Socializar as aulas vivenciadas com base no planejamento elaborado no encontroanterior; discutir: As atividades foram lúdicas?3–Ler,deformacompartilhadaotexto2(Aliteratura,obrincareoaprenderalínguaeou-trosconteúdoscurriculares);analisarasreflexõessobreousodoslivrosdoacervodeObrasComplementaresquetratamdequestõesenvolvendoconhecimentosmatemáticos.4- Planejar uma atividade de leitura de um livro do acervo do PNBE.5 - Assistir ao programa “Jogos e brincadeiras”, do Programa Pró-letramento.
  47. 47. unidade 04 472 – Reler, em pequenos grupos, o relato de experiência da professora Lidiane (p. 10);relacionar a experiência aos quadros de “Direitos de aprendizagem” de Matemática ede Língua Portuguesa (metade da turma relaciona aos quadros de Matemática e a outrametade aos de Língua Portuguesa); socializar as reflexões.3 – Ler de modo compartilhado o texto 3 (Atividades lúdicas: hora de aprender, horade avaliar?); registrar as principais ideias do texto.4 - Discutir as questões relativas ao texto escolhido dentre os sugeridos na seção“Sugestões de leitura”.Tarefas (para casa e escola)- Realizar aula com base no planejamento elaborado no item 4 do segundomomento, com uma obra do PNBE .- Analisar os quadros de “Direitos de aprendizagem” e observar o que foi trabalhadoem sala de aula até esta etapa.- Realizar a avaliação das crianças e preencher o quadro de “Acompanhamento deaprendizagem” para discussão no próximo encontro.3º Momento (4 horas)1 – Ler texto para deleite: “O que dizem as palavras”, de Nani.

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