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Câmbio, Salários e Acordo Nacional - Luiz Carlos Bresser Pereira

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Luiz Carlos Bresser-Pereira, ex-ministro da fazenda e Professor Emérito da FGV, participou do seminário: Brasil do Diálogo, da Produção e do Emprego realizado no dia 26/05/2011 no Moinho Santo Antônio em São Paulo.

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Câmbio, Salários e Acordo Nacional - Luiz Carlos Bresser Pereira

  1. 1. Câmbio, Salários e Acordo NacionalFIESP, CUT, Força Sindical, Sindicatosdos Metalúrgicos de São Paulo e do ABC, 25.5.11
  2. 2. Por que estamos reunidos aqui hoje?• Por que FIESP, CUT, Força Sindical, Sindicatos dos Metalúrgicos de São Paulo e do ABC realizam uma reunião histórica hoje em São Paulo?• Porque compreenderam que o Brasil precisa de um Pacto Nacional e Popular para o Desenvolvimento.
  3. 3. Mas por que precisaria o Brasil de um pacto social• que sirva de base para uma estratégia nacional de desenvolvimento?• Leio todos os dias nos jornais afirmações de economistas estrangeiros que a economia brasileira cresce maravilhosamente.• O governo não está tão otimista, mas se sente feliz em ser um BRIC.
  4. 4. Na verdade,• - a economia brasileira não logrou estabilidade financeira: a perspectiva de crise está ainda longe, mas está no horizonte.• - o crescimento brasileiro é medíocre, quando comparado com os países asiáticos dinâmicos.• - e o desenvolvimento industrial é uma tragédia: o país passa por lenta e implacável desindustrialização.
  5. 5. Quais as duas causas políticas?• - a dependência de nossas elites, que aceitam subordinadamente as recomendações e pressões vindas do Norte ou do “Ocidente”• - a falta de um Acordo Nacional unindo trabalhadores, empresários industriais e governo.
  6. 6. Só um acordo nacional• -pode dar força ao governo para que ele tome as medidas de política econômica necessárias para colocar o Brasil na rota do crescimento com estabilidade;• -pode viabilizar a formação da estratégia nacional de desenvolvimento (e de competição internacional) no seio da qual a se definirão as políticas econômicas e sociais necessárias.
  7. 7. Nos últimos 10 anos houve avanços importantes nessa direção• - o consenso de Washington e suas propostas neoliberais fracassaram e foram desmoralizadas• - percebeu-se que os populistas não são apenas os keynesianos vulgares que defendem déficits públicos mas também os ortodoxos que defendem déficits em conta corrente (“poupança externa”)• - políticas de governo, ainda que tímidas, refletiram esses avanços.
  8. 8. Percebeu-se que a prioridade não é apenas a inflação, é também o desenvolvimento• - que não basta combater a inflação com o necessário ajuste fiscal• É necessário também:• -colocar os juros em níveis internacionais e• -colocar a taxa de câmbio no equilíbrio competitivo ou industrial.
  9. 9. Mas a ortodoxia tem ainda um último argumento:seria impossível administrar câmbio e juros, porque-perderíamos o controle da inflação (falso)-seria impossível administrar o câmbio controlando as entradas de capital (falso)-não haveria apoio da sociedade para as políticas que o governo teria que adotar.
  10. 10. Acordo nacional• É essa falta relativa de apoio que se procura aqui sanar com um acordo nacional.• Porque todos sabemos que a depreciação do câmbio implica Maior crescimento e emprego mas uma queda temporária dos salários e aumento temporário da inflação
  11. 11. Eu creio que vale a pena para os trabalhadores fazer essa troca• porque• os custos serão pequenos e de curta duração.• Masos ortodoxos e os interesses estrangeiros estão amedrontando a sociedade e o governo com a ameaça da volta da inflação e uma forte queda dos salários.
  12. 12. Os dois gráficos a seguir• Resumem as duas previsões:• Ou a pessimista, que nos condena a instabilidade financeira, taxas medíocres de crescimento, e desemprego relativamente elevado• Ou a realista que abre perspectivas para o Brasil dobrar crescimento com estabilidade e aumento sustentado dos salários.
  13. 13. 2.500 Consequencias de uma depreciação de 30% sobre o salário real Cenário pessimista2.000 Taxa de Crescimento Médio 2011-2018: 6,5%1.500 Taxa de Crescimento Médio 2004-2010: 3%1.000 6 anos 500 Cenário Pessimista Crescimento Normal Cenário Pessimista 0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 3.000 Consequencias de uma depreciação de 30% sobre o salário real 2.500 Cenário otimista Taxa de Crescimento Médio 2011-2018: 7,5% 2.000 1.500 Taxa de Crescimento Médio 2004-2010: 3% 1.000 3 anos 500 Crescimento Normal Cenário Otimista 0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

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