DIRETRIZES brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria – 2007. Jornal Brasileiro de Pneumologia,
Ribeirã...
Pneumonia Adquirida na
Comunidade
• A pneumonia adquirida na comunidade é uma
das infecções do trato respiratório inferior...
Raios-X Simples de CPP
• Na suspeita: radiografia de tórax, pode confirmar o
diagnóstico e melhorar a decisão de tratament...
Epidemiologia
• A maioria das crianças têm de 4 a 6 IRA por ano.
• Destas, 2-3% evoluem para pneumonia.
• Pneumonia: 80 % ...
No Brasil
DATASUS [www.datasus.gov.br]. Brasil: Ministério da Saude SINASC – Sistema de informações sobre
nascidos vivos. ...
Epidemiologia
• A incidência de PAC com diagnóstico clínico e
confirmado por radiografia de tórax foi de 5,66 na cidade
de...
Epidemiologia
• As IRA representam uma das cinco principais causas de
óbito em crianças <5 anos de idade nos países em
des...
Epidemiologia
Etiologia
• O patógeno NÃO é identificado em até
60% dos casos de pneumonia.
• Conhecer o perfil etiológico orientar a
ter...
•Michelow IC, Olsen K, Lozano J, Rollins NK, Duffy LB, Ziegler T et al. Epidemiology and clinical characteristics of
commu...
Estudos no Brasil
• Grisi SJ. Pneumonias bacterianas agudas. In: Rosov T, editor. Doenças pulmonares em pediatria: diagnós...
Estudos no Brasil
• SP: avaliação do aspirado pulmonar para identificação do
agente etiológico, estudo com 102 crianças de...
Estudos no Brasil
• Os vírus predominam nos primeiros anos e vão
deixando lugar para as bactérias Chlamydia
pneumoniae e M...
Aspectos Clínicos
• As pneumonias NÃO se apresentam de
maneira uniforme, nem quanto aos dados
da história, sintomas e exam...
Aspectos Clínicos
• Na PAC, o quadro clínico pode ser mais
grave, a febre mais elevada, a prostração
mais evidente e a tos...
Aspectos Clínicos
• Os quadros virais podem apresentar febre
superior a 39 °C, mas após a diminuição da
temperatura com an...
Aspectos Clínicos
• A TAQUIPNÉIA com ou sem dispnéia é mais
encontrada nos casos de PAC, sendo este o
sintoma mais importa...
FIQUE ALERTA!!
• A tosse é um dos sintomas mais encontrados nas doenças
respiratórias, não sendo específica da PAC.
• Outr...
Aspectos Clínicos
• A presença de retração intercostal é um sinal
de gravidade da doença e seu achado é
indicativo de inte...
Ausculta Pulmonar
• A ausculta pulmonar varia de acordo com o padrão
anatômico e a extensão da pneumonia.
• Deve ser reali...
Aspectos Clínicos
• O frêmito tóraco-vocal estará
– Aumentado nos casos de consolidação e
– Diminuído nos derrames pleurai...
Aspectos Clínicos
• À semelhança da sintomatologia,
podemos ter exame físico negativo até a
identificação da
Clássica sínd...
Clínica + Complementação
• A radiografia de tórax é utilizada no
diagnóstico de pacientes com suspeita de
pneumonia.
• A u...
Relembrando...
A suspeita clínica de PAC ocorre
na presença de
TOSSE,
TAQUIPNÉIA sem sibilância,
TEMPERATURA elevada (febr...
Gravidade da PAC
DIAGNÓSTICO
RADIOLOGIA
• Confirma o diagnóstico de PAC;
• Avalia a extensão do processo;
• Identifica complicações.
– Baixa acurácia e...
VÍRUS X BACTÉRIAS
• PNM Virais
– Espessamentos
brônquicos e
peribrônquicos,
– Infiltrados intersticiais,
– Adenopatia hila...
PNM Viral
PNM Bacteriana
PNM por M. pneumoniae
Mycoplasma pneumoniae pode apresentar-se com padrão viral (pré-
escolar), bacteriano (adolescentes e...
EXAMES LABORATORIAIS
INESPECÍFICOS
• Leucograma Global e
diferencial
– Contagem de leucócitos,
neutrófilos e bastões
pouco...
EXAMES LABORATORIAIS
ESPECÍFICOS
• Hemocultura
– Dx etiológico bacteriano.
– Baixa taxa de isolamento
Associada a outros
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EXAMES LABORATORIAIS
ESPECÍFICOS
• Testes invasivos
– Punção aspirativa
– LBA
– Pctes em UTI ou que
não respondem ao tto.
...
EXAMES LABORATORIAIS
ESPECÍFICOS
• Citobacteriologia do escarro
– Gram e Cultura
– Auxilia no dx etiológico > 25 pmn/campo...
Exames para M. pneumoniae
• Fixação do Complemento
– Pesquisa IgG: aparece em 3 semanas
– 2 coletas com intervalo de 2 sem...
Exames para Chlamydia spp.
• Fixação de complemento,
• Imunofluorescência indireta,
• ELISA,
• Microimunofluorescência,
• ...
TRATAMENTO HOSPITALAR
• Oxigenoterapia
– SatO2 < 92%
– Gemência, taquipnéia, cianose
– Tiragem subcostal grave
– Dificulda...
TRATAMENTO HOSPITALAR
• Administração de líquidos
– VO preferencialmente
– IV: DEEC grave, choque séptico, se VO não
pode ...
TRATAMENTO HOSPITALAR
• Antibioticoterapia IV
– Idade < 2 meses: Penicilina Cristalina, Ampicilina + Gentamicina
ou Amicac...
TRATAMENTO AMBULATORIAL
• Administração de líquidos VO
• Antitérmicos e analgésicos
• ATB: Amoxicilina, Penicilina Procaín...
Complicações e Falha Terapêutica
QUANDO SUSPEITAR?
Complicações
• Se a criança permanece com febre ou clinicamente
instável após 48-72 h da admissão por pneumonia,
deve-se p...
Complicações
• Questões que devem ser respondidas:
– o diagnóstico de pneumonia está correto?
– o curso clínico é mais pro...
Principais Complicações da PAC
• DERRAME PLEURAL
• PNEUMATOCELE
• ABSCESSO PULMONAR
• Outras complicações da PAC são:
– at...
Derrame Pleural
• Em crianças, o derrame pleural é a complicação
mais freqüente da pneumonia bacteriana.
• No Brasil, ocor...
Derrame Pleural
• QC semelhante ao da PAC não complicada,
exceto pela presença presença de febre por um
período maior ante...
Derrame Pleural
• A presença de derrame pleural indica a necessidade do
exame do líquido quando houver a possibilidade de
...
Derrame Pleural
• Toda criança com derrame pleural a ser puncionado
deve ser hospitalizada.
• Todos os casos devem ser tra...
Pneumatocele
• É uma cavidade pulmonar cística de paredes
finas.
• A pneumatocele pode ocorrer em pneumonias
bacterianas d...
Pneumatocele
• Na maioria das vezes, as pneumatoceles
têm involução espontânea, num período
de tempo que pode variar de se...
Abscesso Pulmonar
• Corresponde a uma área de cavitação do parênquima
pulmonar resultante de necrose e supuração.
• Geralm...
RESISTÊNCIA DO
PNEUMOCOCO A PENICILINA
• CIM até 1 µg/mL: sensíveis
• CIM entre 1 e 2 µg/mL: resistência
intermediária
• C...
PREVENÇÃO
• Desnutrição
• Baixo peso ao nascer
• Desmame precoce
• Tabagismo passivo
• Vacinação incluindo Influenza e ant...
DIRETRIZES brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria – 2007. Jornal Brasileiro de Pneumologia,
Ribeirã...
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  1. 1. DIRETRIZES brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria – 2007. Jornal Brasileiro de Pneumologia, Ribeirão Preto, v. 33, supl. 1, p. s31-s50, abr. 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/jbpneu/v33s1/02.pdf Ddo. Odirlei J. Titon Dda. Monique Marinho INTERNATO DE PEDIATRIA E PUERICULTURA DO CURSO DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE POSITIVO
  2. 2. Pneumonia Adquirida na Comunidade • A pneumonia adquirida na comunidade é uma das infecções do trato respiratório inferior. • A historia relatada pela mãe ou cuidador é semelhante ao da bronquite aguda, bronquiolite e outras afecções respiratórias. • O quadro clínico é semelhante, independente do agente etiológico: “3 T´s” (Tosse, Febre e Dificuldade Respiratória).
  3. 3. Raios-X Simples de CPP • Na suspeita: radiografia de tórax, pode confirmar o diagnóstico e melhorar a decisão de tratamento. • É aceitável que os critérios clínicos sugeridos pela OMS e pela Organização Pan-americana de Saúde sejam seguidos. • Grau de evidência B
  4. 4. Epidemiologia • A maioria das crianças têm de 4 a 6 IRA por ano. • Destas, 2-3% evoluem para pneumonia. • Pneumonia: 80 % das morte por IRA. • Incidência em < 5ª (estimativa mundial): – 0,29 episódio/ano; – 150,7 milhões de casos novos (incidência); – 7 a 13% - hospitalização pela gravidade (11 a 20 mi).
  5. 5. No Brasil DATASUS [www.datasus.gov.br]. Brasil: Ministério da Saude SINASC – Sistema de informações sobre nascidos vivos. Sistema de informações sobre mortalidade.
  6. 6. Epidemiologia • A incidência de PAC com diagnóstico clínico e confirmado por radiografia de tórax foi de 5,66 na cidade de Goiânia–GO. • Na cidade de São Paulo, 0,35 casos/1000 crianças necessitaram internação por PAC. • Ocorreu uma redução do número de hospitalizações entre 1998 e 2005 (571.301 para 403.219). • 80% das crianças internadas tinham <5 anos. – faixa etária de maior vulnerabilidade para PAC.
  7. 7. Epidemiologia • As IRA representam uma das cinco principais causas de óbito em crianças <5 anos de idade nos países em desenvolvimento. • Sendo responsáveis por cerca de 3 milhões de mortes/ano. • No Brasil: 2ª causa de óbito em crianças <5 anos em muitos estados. • A mortalidade por PAC nas crianças <5 anos apresentou uma redução no período de 1996 a 2003, (6.41 para 5.39).
  8. 8. Epidemiologia
  9. 9. Etiologia • O patógeno NÃO é identificado em até 60% dos casos de pneumonia. • Conhecer o perfil etiológico orientar a terapêutica. • Os agentes encontrados são diferentes para cada faixa etária.
  10. 10. •Michelow IC, Olsen K, Lozano J, Rollins NK, Duffy LB, Ziegler T et al. Epidemiology and clinical characteristics of community-acquired pneumonia in hospitalized children. Pediatrics. 2004;113(4):701-7. •Korppi M, Heiskanen-Kosma T, Jalonen E, et al. Aetiology of community-acquired pneumonia in children treated in hospital. Eur J Pediatr. 1993;152(1):24-30. •Heiskanen-Kosma T, Korppi M, Jokinen C, Kurki S, Heiskanen L, Juvonen H et al. Etiology of childhood pneumonia: serologic results of a prospective, population-based study. Pediatr Infect Dis J. 1998;17(11):986-91.
  11. 11. Estudos no Brasil • Grisi SJ. Pneumonias bacterianas agudas. In: Rosov T, editor. Doenças pulmonares em pediatria: diagnóstico e tratamento. São Paulo: Atheneu; 1999. p. 204-14. • Ejzenberg B Fernandes VO, Rodrigues Neto AJ, Baldacci ER, Grisi SJ, Bellizia L et al. Infecções por vírus, bactériase mycoplasma pneumoniae em 42 crianças internadas compneumonia aguda. Pediatria. (S. Paulo) 1986;8:141-7.
  12. 12. Estudos no Brasil • SP: avaliação do aspirado pulmonar para identificação do agente etiológico, estudo com 102 crianças de 1 mês a 11,5 anos de idade. • A positividade de 61,8; destes – 23,5% para Streptococcus pneumoniae e – 15,6% para Haemophilus influenzae. – Bacilos gram-negativos foram mais prevalentes (9,8%) que Staphylococcus aureus (1% do total). • A mesma distribuição das bactérias ocorreu em todas as faixas etárias. • Os dados obtidos nos estudos nacionais reproduzem os dados mundiais.
  13. 13. Estudos no Brasil • Os vírus predominam nos primeiros anos e vão deixando lugar para as bactérias Chlamydia pneumoniae e Mycoplasma pneumoniae a partir do final do período pré-escolar. • Até três dias após o nascimento provavelmente se trata de pneumonia adquirida intra-útero. • Streptococcus do Grupo B, organismos Gram negativos e Listeria monocytogenes.
  14. 14. Aspectos Clínicos • As pneumonias NÃO se apresentam de maneira uniforme, nem quanto aos dados da história, sintomas e exame físico. • A PAC costuma ser precedida por um quadro de IVAs. • Sinais e sintomas do quadro viral bacteriano.
  15. 15. Aspectos Clínicos • Na PAC, o quadro clínico pode ser mais grave, a febre mais elevada, a prostração mais evidente e a tosse mais produtiva. • A pneumonia afebril não é freqüente e é mais encontrada em crianças até os 3 meses de idade. • A intensidade da febre e o comportamento do quadro febril podem nos ajudar na distinção clínica.
  16. 16. Aspectos Clínicos • Os quadros virais podem apresentar febre superior a 39 °C, mas após a diminuição da temperatura com anti-térmicos ou banhos térmicos, apresenta uma grande melhora do estado geral. • Nas infecções bacterianas a prostração se mantêm. • Toxemia, palidez e cianose acompanham a prostração e mostram relação com a gravidade do caso.
  17. 17. Aspectos Clínicos • A TAQUIPNÉIA com ou sem dispnéia é mais encontrada nos casos de PAC, sendo este o sintoma mais importante no seu diagnóstico. • Quanto menor for a criança, mais perceptível será a dificuldade ventilatória. • A taquipnéia, na presença de febre, deve ser reavaliada após a diminuição da temperatura.
  18. 18. FIQUE ALERTA!! • A tosse é um dos sintomas mais encontrados nas doenças respiratórias, não sendo específica da PAC. • Outras manifestações clínicas, tais como irritabilidade, cefaléia, redução do apetite e vômitos podem ser relatados. • O meningismo pode ser encontrado nas PAC de acometimento dos segmentos posteriores. • A dor pleurítica, com respiração entrecortada e posição antálgica, pode ocorrer no derrame pleural. • A dor abdominal (15%) caracteriza derrame pleural mais diafragmático, não sendo infreqüente o diagnóstico de pneumonias com base em uma radiografia de abdômen.
  19. 19. Aspectos Clínicos • A presença de retração intercostal é um sinal de gravidade da doença e seu achado é indicativo de internamento. • O batimento de asas nasais pode ser observado, assim como a presença de um estridor expiratório contínuo, decorrente do fechamento das cordas vocais com intuito de elevar a pressão expiratória final, o que é um sinal de gravidade.
  20. 20. Ausculta Pulmonar • A ausculta pulmonar varia de acordo com o padrão anatômico e a extensão da pneumonia. • Deve ser realizada após a inspeção torácica. • Em crianças, é freqüente o comprometimento brônquico com estertores finos, médios e grossos. • À ausculta, o murmúrio vesicular poderá estar diminuído na condensação por pneumonia, como também nas grandes atelectasias e nos derrames pleurais.
  21. 21. Aspectos Clínicos • O frêmito tóraco-vocal estará – Aumentado nos casos de consolidação e – Diminuído nos derrames pleurais. • À palpação e à percussão podem-se identificar condensações, derrames extensos (sinal de Signorelli com macicez na coluna vertebral nos indica derrame pleural), enquanto que a coluna normal à percussão nos indica atelectasia com expansão do pulmão oposto.
  22. 22. Aspectos Clínicos • À semelhança da sintomatologia, podemos ter exame físico negativo até a identificação da Clássica síndrome da condensação: – frêmito tóraco-vocal aumentado, – macicez e – estertores crepitantes com sopro tubário.
  23. 23. Clínica + Complementação • A radiografia de tórax é utilizada no diagnóstico de pacientes com suspeita de pneumonia. • A utilidade clínica do diagnóstico da radiografia deve ser acoplada ao diagnóstico clínico com exame físico, que sempre deve anteceder qualquer exame laboratorial ou radiológico.
  24. 24. Relembrando... A suspeita clínica de PAC ocorre na presença de TOSSE, TAQUIPNÉIA sem sibilância, TEMPERATURA elevada (febre).
  25. 25. Gravidade da PAC
  26. 26. DIAGNÓSTICO
  27. 27. RADIOLOGIA • Confirma o diagnóstico de PAC; • Avalia a extensão do processo; • Identifica complicações. – Baixa acurácia e baixa sensibilidade (S) para diferenciar vírus e bactérias. – Não deve ser solicitada para o controle de cura de PAC!!! – Raio-X Simples de Tórax – CPP – PA e P. Diretrizes brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria - 2007
  28. 28. VÍRUS X BACTÉRIAS • PNM Virais – Espessamentos brônquicos e peribrônquicos, – Infiltrados intersticiais, – Adenopatia hilar e parahilar, – Hiperinsuflação, – Atelectasia. • PNM Bacterianas – Padrão alveolar segmentar ou lobar, – Broncograma aéreo, – Abscessos, – Pneumatoceles, – Derrame pleural – Espessamento pleural Diretrizes brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria - 2007
  29. 29. PNM Viral PNM Bacteriana
  30. 30. PNM por M. pneumoniae Mycoplasma pneumoniae pode apresentar-se com padrão viral (pré- escolar), bacteriano (adolescentes e escolares) ou ambos. Infiltrado retículo-nodular restritos a um lobo são comuns. Diretrizes brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria - 2007
  31. 31. EXAMES LABORATORIAIS INESPECÍFICOS • Leucograma Global e diferencial – Contagem de leucócitos, neutrófilos e bastões pouco valor na etiologia. – Não deve ser rotina em tto ambulatorial, apenas para pctes internados. – Eosinofilia pode sugerir C. trachomatis • PCR – Valor normal: ≤ 6 mg/L. – Viral: 21,5 mg/L a 60,3 mg/L – Bacteriana: 53,9 mg/L a 126,0 mg/L – Não deve ser usada na rotina não faz dx etiológico. Diretrizes brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria - 2007
  32. 32. EXAMES LABORATORIAIS ESPECÍFICOS • Hemocultura – Dx etiológico bacteriano. – Baixa taxa de isolamento Associada a outros dados é valiosa. – Solicitacão rotineira para pctes hospitalizados • Pesquisa de vírus respiratório – Coleta precoce – Orienta o controle de infecção hospitalar e limita o uso inapropriado de ATB – Métodos rápidos e com alta sensibilidade e especificidade (E): Antígeno viral e isolamento viral. Diretrizes brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria - 2007
  33. 33. EXAMES LABORATORIAIS ESPECÍFICOS • Testes invasivos – Punção aspirativa – LBA – Pctes em UTI ou que não respondem ao tto. • Testes de Aglutinação do Látex – Rápido – Amostra de urina e líquido pleural – Não sofre influência de ATB até 5 dias de uso Diretrizes brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria - 2007
  34. 34. EXAMES LABORATORIAIS ESPECÍFICOS • Citobacteriologia do escarro – Gram e Cultura – Auxilia no dx etiológico > 25 pmn/campo e < 10 céls epiteliais/campo. – Um único patógeno = Dx. – Pode haver contaminação por germes de orofaringe. – Não usados de rotina. Diretrizes brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria - 2007
  35. 35. Exames para M. pneumoniae • Fixação do Complemento – Pesquisa IgG: aparece em 3 semanas – 2 coletas com intervalo de 2 semanas elevação dos títulos em 4x confirma dx. – Se > 1:80, apenas 1 coleta é necessária • ELISA – IgM: aparece em 7-10 dias. – 1 coleta – S = 92% e E = 98% Diretrizes brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria - 2007
  36. 36. Exames para Chlamydia spp. • Fixação de complemento, • Imunofluorescência indireta, • ELISA, • Microimunofluorescência, • Reação em cadeia da polimerase. – IgA: podem ou não se elevarem – IgG: dosada na fase aguda ou covalescência – IgM: faz dx. Diretrizes brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria - 2007
  37. 37. TRATAMENTO HOSPITALAR • Oxigenoterapia – SatO2 < 92% – Gemência, taquipnéia, cianose – Tiragem subcostal grave – Dificuldade de deglutição pela dificuldade respiratória ** Oximetria periférica. ** Oxigênio contínuo mantendo SatO2 entre 92 e 94%. Diretrizes brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria - 2007
  38. 38. TRATAMENTO HOSPITALAR • Administração de líquidos – VO preferencialmente – IV: DEEC grave, choque séptico, se VO não pode ser utilizada. • Nutrição – VO – SNG cuidar com calibre e velocidade de administração Diretrizes brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria - 2007
  39. 39. TRATAMENTO HOSPITALAR • Antibioticoterapia IV – Idade < 2 meses: Penicilina Cristalina, Ampicilina + Gentamicina ou Amicacina – Idade < a 5 anos + PNM extensa + MEG: Oxacilina + Cloranfenicol ou Cefalosporina de 3°geração. – 6 a 18 anos Penicilina Cristalina ou Macrolídeos. ** VO após 2 dias de estabilização do quadro ** Sibilos e IR broncodilatadores e CTC. Diretrizes brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria - 2007
  40. 40. TRATAMENTO AMBULATORIAL • Administração de líquidos VO • Antitérmicos e analgésicos • ATB: Amoxicilina, Penicilina Procaína ou Macrolídeos – Podem ser suspensos 3 a 5 dias após desaparecimento dos sintomas. Diretrizes brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria - 2007
  41. 41. Complicações e Falha Terapêutica QUANDO SUSPEITAR?
  42. 42. Complicações • Se a criança permanece com febre ou clinicamente instável após 48-72 h da admissão por pneumonia, deve-se pesquisar complicações, sendo a mais freqüente o derrame pleural. • Do ponto de vista terapêutico, o derrame é considerado como não complicado (não necessita drenagem) ou complicado (necessita procedimento cirúrgico complementar - toracostomia). • Os derrames parapneumônicos não complicados apresentam evolução clínica favorável com a antibioticoterapia apropriada e serão reabsorvidos à medida que a pneumonia regride.
  43. 43. Complicações • Questões que devem ser respondidas: – o diagnóstico de pneumonia está correto? – o curso clínico é mais prolongado que o habitual? – o tratamento instituído está adequado? – a etiologia é por um patógeno atípico ou resistente ao tratamento? • A resposta clínica deve ocorrer com 48-72 h; • A redução da febre e da dispnéia deve ocorrer e no caso da não resposta clínica devem ser procurados os motivos de falha, tais como – escolha inadequada do antibiótico, – a dose errada ou – complicações da pneumonia adquirida na comunidade.
  44. 44. Principais Complicações da PAC • DERRAME PLEURAL • PNEUMATOCELE • ABSCESSO PULMONAR • Outras complicações da PAC são: – atelectasias, pneumonia necrosante, pneumotórax, fístula broncopleural, hemoptise, septicemia e bronquiectasia.
  45. 45. Derrame Pleural • Em crianças, o derrame pleural é a complicação mais freqüente da pneumonia bacteriana. • No Brasil, ocorre em torno de 40% das crianças hospitalizadas por pneumonias. • Os principais agentes etiológicos são os mesmos encontrados em pneumonias não complicadas: – Streptococcus pneumoniae (64%), – Haemophilus influenzae (7%) e – Staphylococcus aureus (15%).
  46. 46. Derrame Pleural • QC semelhante ao da PAC não complicada, exceto pela presença presença de febre por um período maior antes da admissão. • Ao exame físico podem-se observar murmúrio vesicular diminuído, macicez à percussão e postura antálgica (pseudoescoliose). • A presença de derrame deve ser considerada em todo paciente com pneumonia. – principalmente, se houver falha de resposta após 48- 72h de tratamento adequado.
  47. 47. Derrame Pleural • A presença de derrame pleural indica a necessidade do exame do líquido quando houver a possibilidade de toracocentese. • Se o líquido não for purulento, a análise bioquímica (pH, glicose) pode identificar características de empiema e direcionar à necessidade de drenagem. • Líquidos fétidos indicam a presença de anaeróbios. • A detecção de pus estabelece o diagnóstico de empiema que requer drenagem
  48. 48. Derrame Pleural • Toda criança com derrame pleural a ser puncionado deve ser hospitalizada. • Todos os casos devem ser tratados com antibiótico intravenoso com cobertura para S. pneumoniae, que é o agente mais freqüente. • Quando possível, a escolha do antibiótico deve ser guiada por um estudo microbiológico. • Deve-se considerar a possibilidade de S. aureus como agente freqüente em crianças menores de um ano de idade com quadro toxêmico e fatores de risco associados como, por exemplo, lesões cutâneas infectadas.
  49. 49. Pneumatocele • É uma cavidade pulmonar cística de paredes finas. • A pneumatocele pode ocorrer em pneumonias bacterianas de qualquer etiologia. • Embora seja mais caracteristicamente causada por estafilococos, nota-se sua maior freqüência nas pneumonias por Streptococcus pneumoniae.
  50. 50. Pneumatocele • Na maioria das vezes, as pneumatoceles têm involução espontânea, num período de tempo que pode variar de semanas até mais de um ano. • O tratamento das pneumatoceles deve ser conservador na maioria dos pacientes.
  51. 51. Abscesso Pulmonar • Corresponde a uma área de cavitação do parênquima pulmonar resultante de necrose e supuração. • Geralmente, radiografias de tórax em posteroanterior (paciente sentado ou em pé) e perfil são suficientes para o diagnóstico. • Os antibióticos isoladamente resolvem de 80% a 90% dos abscessos pulmonares em crianças. • A duração do tratamento depende da evolução clínico- radiológica. • O tratamento clínico resolve a maioria dos casos de abscesso pulmonar.
  52. 52. RESISTÊNCIA DO PNEUMOCOCO A PENICILINA • CIM até 1 µg/mL: sensíveis • CIM entre 1 e 2 µg/mL: resistência intermediária • CIM ≥ 4 µg/mL: alta resistência – S. pneumoniae resistentes: 14, 6B e 23F ** Relevância questionada para infecções fora do SNC ** Não há diferença na frequência de complicações e no desfecho clínico ** Susceptibilidade intermediária responde bem a penicilinas Diretrizes brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria - 2007
  53. 53. PREVENÇÃO • Desnutrição • Baixo peso ao nascer • Desmame precoce • Tabagismo passivo • Vacinação incluindo Influenza e anti- pneumocócica • Suplementação de minerais e vitamina A não reduz mortalidade nem tempo de internação. Diretrizes brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria - 2007
  54. 54. DIRETRIZES brasileiras em pneumonia adquirida na comunidade em pediatria – 2007. Jornal Brasileiro de Pneumologia, Ribeirão Preto, v. 33, supl. 1, p. s31-s50, abr. 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/jbpneu/v33s1/02.pdf Ddo. Odirlei J. Titon Dda. Monique Marinho INTERNATO DE PEDIATRIA E PUERICULTURA DO CURSO DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE POSITIVO OBRIGADO

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