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COMPORTAMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL E DO VO2 Max
       INDIRETO EM IDOSOS HIPERTENSOS APÓS EXERCÍCIOS
                                      RESISTIDOS
      Behavior blood of pressure and indirect vo2 max in elderly hypertensive
                                   resistance exercise.

      CINTIA TEIXEIRA ROSSATO MORA [a], JONE FABIANA PESSATTO DOS SANTOS [b]
                            VANDA ALVES DE SOUZA SAITO [c]


[a]
      Professora do curso de Fisioterapia da Faculdade Anglo Americano de Foz do Iguaçu
(FAAFI), Foz do Iguaçu – PR, Brasil, e-mail: cintiatr.mora@gmail.com
[b]
      Graduanda em Fisioterapia na Faculdade Anglo Americano de Foz do Iguaçu (FAAFI), Foz
do Iguaçu – PR, Brasil, e-mail: fabipessatto@hotmail.com
[c]
      Graduanda em Fisioterapia na Faculdade Anglo Americano de Foz do Iguaçu (FAAFI), Foz
do Iguaçu – PR, Brasil, e-mail: vanda_alvessouza@hotmail.com



Resumo

Introdução: Os idosos constituem a parcela da população que mais cresce em todo o
mundo, e o próprio envelhecimento pode estar relacionado ao maior desenvolvimento
da hipertensão arterial. Objetivo: Avaliar os efeitos de exercícios resistidos em idosos
hipertensos, em relação à pressão arterial, consumo máximo de oxigênio (VO2 máx) e distância
percorrida através do teste de caminhada de seis minutos (TC6). Materiais e Métodos: Foram
selecionados 29 idosos de ambos os sexos, com média de idade de 68,17 (±5,52) anos,
participantes de atividade física, sendo estes, divididos em 2 grupos, um grupo experimental
(G1) com 17 indivíduos e outro grupo controle (G2) com 12 indivíduos, onde o G1 foi
submetido a um protocolo de exercícios resistidos com carga de 50% de 10 RM, associados à
prática da atividade física. Os idosos foram avaliados antes e depois do programa de exercícios,
que teve duração de 4 semanas, por 30 minutos, três vezes por semana. Resultados: Houve
melhora significante da pressão arterial sistólica (p=0,0137) e diastólica (p= 0,0003), VO2 máx
(p=0,0185) e da distância percorrida (p=0,0151) entre pré e pós período de aplicação no grupo
experimental. Na comparação entre os grupos também houve melhora significativa no VO2
máx (p=0,0010) pressão arterial sistólica (p=0,0021) e diastólica (p=0,0247) e a distância
percorrida     (p=0,0001). Conclusão: Os exercícios resistidos com 50% de 10 RM
proporcionaram uma melhora da pressão arterial, do VO2 máx e da distância percorrida nos
idosos hipertensos.
[P]
Palavras-chave: Hipertensão. Idoso. Exercício. Consumo de oxigênio.
Abstract

Introduction: The elderly constitute the portion of the fastest growing population worldwide,
making it more prone to developing hypertension that are characteristic of aging. Objective: To
evaluate the effects of resistance training in elderly hypertensive patients in relation to blood
pressure and maximal oxygen uptake (VO2max) and distance traveled through the test of six-
minute walk test (6MWT). Materials and Methods: We selected 29 patients of both sexes with a
mean age of 68.17 (± 5.52) years, participating in physical activity, the latter being divided into
two groups, one experimental group (G1) with 17 individuals and one control group (G2) with
12 individuals, where the G1 was subjected to a resistance exercise protocol with a load of 50%
of 10 RM, associated with physical activity. The elderly were assessed before and after the
exercise program, which lasted 4 weeks, 30 minutes, three times a week. Results: There was
significant improvement in systolic blood pressure (p = 0.0137) and diastolic (p = 0.0003), VO2
max (p = 0.0185) and distance traveled (p = 0.0151) between pre and post application period
in the experimental group. In the comparison between groups was also significant improvement
in VO2 max (p = 0.0010), systolic blood pressure (p = 0.0021) and diastolic (p = 0.0247) and
distance (p = 0.0001). Conclusion: Resistance exercises with 50% of 10 RM provided an
improvement in blood pressure, VO2 max and distance covered in the elderly hypertensive.


Keywords: Hypertension. Elderly. Task Oxygen consumption.




INTRODUÇÃO


        Os idosos constituem a parcela da população que mais cresce em todo o mundo.
No Brasil, o envelhecimento populacional tem ocorrido de forma rápida e acentuada,
segundo projeções, chegará ao ano 2020 com mais de 26,3 milhões, representando
quase 12,9% da população total (1).
        As alterações próprias do envelhecimento tornam o indivíduo mais propenso ao
desenvolvimento de hipertensão arterial sistêmica (HAS), sendo essa a principal doença
crônica dessa população. Estima-se que a hipertensão arterial acometa 50% das pessoas
com 60 anos ou mais (2), e aproximadamente 22% da população brasileira acima de
vinte anos, sendo responsável por 80% dos casos de acidente cérebro vascular, 60% dos
casos de infarto agudo do miocárdio e 40% das aposentadorias precoces, além de
significar um custo de 475 milhões de reais gastos com 1,1 milhões de internações por
ano (3), assim, logo percebe-se a gravidade desta doença silenciosa.
        Uma das estratégias para a redução da pressão arterial de repouso é a prática
regular de atividades físicas. Diversos estudos têm comprovado um efeito benéfico do
treinamento físico, tanto aeróbio quanto de força sobre os níveis de pressão arterial (PA)
de repouso. Esses efeitos podem ocorrer como uma adaptação crônica ao treinamento
ou como uma redução dos níveis pressóricos depois de uma sessão de exercícios,
denominada hipotensão pós-exercícios (4).
       A hipotensão pós-exercícios já foi amplamente relatada após sessões de
exercícios aeróbicos. Mas recentemente, surgiram estudos procurando demonstrar esse
efeito após exercícios resistidos, sendo, entretanto, contraditórios os resultados em
normotensos, parecendo, então, que sujeitos hipertensos são mais suscetíveis à
ocorrência de hipotensão pós-exercícios (5).
       O teste de caminhada de seis minutos (TC6) é um teste submáximo consagrado
mundialmente, ocorrendo uma correlação linear entre a distância total percorrida e o
consumo máximo de oxigênio (VO2 máx), obtido no teste. O TC6 apresenta-se como
uma opção de baixo custo e bem tolerado, além de possibilitar ao paciente determinar
a velocidade e a necessidade de realizar pausas, o que é uma vantagem adicional em
idosos (6). Este teste avalia a distância máxima que um participante caminha durante
seis minutos, ao longo de um percurso. Ao sinal indicativo, o participante caminha a
maior distância possível, sem correr, em volta do percurso, quantas vezes ele conseguir,
dentro do limite de tempo de 6 minutos (7).
       A análise destas variáveis, busca proporcionar uma associação dos exercícios
aeróbicos com exercícios musculares resistidos, podendo atuar não somente na
hipertensão arterial, mas na capacidade funcional no que se refere à potencialidade para
desempenhar as atividades de vida diária (AVDs).
       O presente estudo tem por objetivo geral, verificar através do TC6 o
comportamento do VO2 máx, e avaliar os valores da pressão arterial antes e após o
programa de exercícios resistidos em idosos hipertensos.


MATERIAIS E MÉTODOS


       Amostra
       Faziam parte desta amostra indivíduos idosos encaminhados por médicos com
diagnóstico de hipertensão arterial, que participavam de atividade física, na faixa etária
de 60 anos ou mais, de ambos os gêneros. Foram excluídos os voluntários que
apresentaram hipertensão ainda não controlada, e que não apresentavam condições de
realizar o TC6, por alterações ortopédicas ou neurológicas.
       Todos os indivíduos foram esclarecidos e orientados quanto à natureza e ao
significado do estudo proposto e assinaram o termo de Consentimento Livre e
Esclarecido, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da
Faculdade Assis Gurgacz, sob Protocolo 143/2010. Este estudo foi realizado no Centro
Escola Bairro Professor Pedro Zanatta, na cidade de Foz do Iguaçu.
       Os participantes foram divididos de acordo com o horário que praticavam
atividades físicas, em dois grupos, sendo o G1 o grupo experimental e o G2 controle. O
grupo experimental foi acompanhado por 4 semanas, no período de 27 de outubro a 26
de novembro, três vezes por semana em dias alternados, com duração de 30 minutos
cada atendimento, que ocorria sempre após 30 minutos de atividades físicas com
educador físico.
       O grupo controle manteve as atividades físicas com o educador físico durante
uma hora, três vezes por semana.


       Avaliação


       Através de uma ficha foram coletados os dados dos participantes, tais como,
nome completo, idade, sexo, tempo de pratica de atividade física, a fim de analisar o
perfil dos grupos, além desta avaliação inicial, foi realizado o TC6, antes e após o
período de intervenção.
       O TC6 foi realizado da seguinte forma: dois avaliadores devidamente treinados
orientaram cada idoso, a percorrer a maior distância possível em um corredor de 30
metros sinalizado com cone, um avaliador acompanhou o idoso durante o teste, ao
longo de 6 minutos. Durante o teste foi verificada, a freqüência cardíaca (FC), saturação
periférica de oxigênio (SpO2) e escala de Borg no 2º, 4º e no 6º minuto de caminhada e
após o 1º, 3º e 6º minutos de repouso. No TC6 a instrução foi caminhar o mais rápido
possível e o indivíduo determinou a velocidade da caminhada. A PA, FC, SpO2 e escala
de Borg foram mensurados no início do teste (após 5 minutos de repouso sentado) e
logo ao final do teste. Para a coleta de dados referente às variáveis FC, SpO2 foi
utilizado oxímetro de dedo da marca registrada Onyx e para aferir a PA foi utilizado
estetoscópio e esfigmomanômetro marca registrada Premium. Neste trabalho foram
utilizadas as equações de referência propostas por Enright & Sherrill (8,9).
       O TC6 foi realizado 48 horas antes de iniciar as atividades e 48 horas após a
finalização do período de intervenções em ambos os grupos, para a verificação do VO2
indireto foi utilizada a seguinte fórmula baseada no TC6 (velocidade x 0,1+3,5).
Os exercícios realizados pelo grupo G1 foram feitos com uma carga determinada
através do teste de 10 RM, utilizando 50% desta carga. Para a determinação de 10
repetições máximas, foram realizados deslocamentos de um peso por toda a extensão do
movimento articular por 10 vezes, sem que este pudesse realizar a 11º repetição.
       Os participantes foram instruídos quanto aos tipos de exercícios realizados e
tiveram acompanhamento durante estas atividades pelos pesquisadores, sendo
orientados a não realizarem manobra de valsalva durante os exercícios, e sim a
respiração diafragmática. Para maior segurança dos pacientes, a PA foi monitorado
antes e após os exercícios.


Protocolo de Atendimento


       O protocolo de atendimento foi elaborado baseando-se em exercícios de fácil
execução e nos princípios do método Kabat (10), com movimentos em diagonal, a fim
de favorecer a funcionalidade durante os exercícios. A resistência utilizada foi 50% do
teste de 10 RM.
       Todos os exercícios foram realizados em duas séries de 15 repetições, em ambos
os membros. (Figura 01)
1) Exercícios em diagonais de Kabath de membros superiores: paciente ira ter uma
   tornozeleira adaptada no punho, saído de uma adução, flexão e rotação interna para
   uma abdução, extensão e rotação externa, bilateral (ADLER, BECKERS e BUCK,
   1999).
2) Abdução e adução horizontal de membro superior.
3) Extensão de joelhos com uma tornozeleira, com o paciente sentado em uma cadeira
   com as costas bem apoiadas realizando extensão de joelho, utilizando toda a
   amplitude possível. Retornando até formar um ângulo de 90º nas articulações dos
   joelhos.
4) Abdução e adução dos MMII com tornozeleira: paciente em pé, apoiando-se numa
   barra de apoio com uma tornozeleira realizando abdução e adução.
5) Extensão do quadril com uma tornozeleira: paciente em pé, apoiando-se numa barra
   de apoio com uma tornozeleira, realizando extensão do quadril.
6) Marcha estacionaria 5 minutos, com tornozeleira.
Figura 01. Protocolo de atendimento


       Análise estatística


       Os dados obtidos foram analisados por meio de comparações de seus percentuais
por categoria ou pelo cálculo de suas médias, e desvios-padrões. As variáveis entre os
grupos por meio do teste de Wilcoxon Matched Pairs test. As comparações das
variáveis com distribuição não paramétricas foram feitas por meio do teste Mann-
Whitney test, para descrever a relação entre as variáveis antes e após a intervenção. Os
testes estatísticos foram considerados significantes para um erro alfa de 5% (p < 0,05).
Os cálculos foram realizados no software Statistica® (versão 3.2, 32 – bit for Windows)
(Versão Created July 10 2009).
RESULTADOS


       Foram acompanhados 29 indivíduos, sendo que destes, 17 participaram do grupo
experimental (G1), e 12 do grupo controle (G2). Os grupos G1 e G2 apresentaram
média de idade de 68±5, 68±4 anos, índice de massa corporal (IMC) de 27±4, 26±2
Kg/m2 e tempo de atividade de 10±11, 12±7 meses, respectivamente (Tabela 01). Os
participantes apresentavam perfil de não tabagistas, tendo 3 participantes do G1 que
haviam tido acidente vascular encefálico a 3 meses. Em relação ao perfil observa-se que
os grupos estudados foram homogêneos, sem diferença estatística entre os grupos
quanto à idade, altura, peso, IMC e tempo de atividade física.


          Tabela 01. Perfil dos grupos em médias e desvio padrão
           Características                             G1 (n=17)   G2 (n=12)
           Idade (anos)                                  68,5±5      68±4
           Sexo, H/M                                      5/12        4/8
           Altura (m)                                   1,59±0,7   1,58±0,10
           Peso (Kg)                                     69±13       66±6
           IMC (Kg/m2)                                    27±4      26±2,5
           Tempo de atividade física (meses)             10±11       12±7
          IMC: índice de massa corporal.


       Na avaliação inicial, o G1 apresentou resultado do TC6 uma distância percorrida
de 417± 64,07 m e na avaliação final foi de 480±63 m, sendo que a média do predito da
distância foi de 425±58 m e o G2 caminhou 436,5± 57,86 m antes e na avaliação final
caminhou 395±38 m com o predito de 461±66 m, em relação a metragem inicial e final
do G2 observou que teve uma diminuição e um aumento no G1. A diferença pré e pós
do VO2 máx do G1 foi de 1,23±0,08 e do G2 de -0,66±0,94. Havendo uma diferença
significativa estatística entre os grupos.
       Em relação à PA, observa-se que o grupo controle apresentava valores inferiores
que o grupo experimental, após o treinamento a PAS do G1 diminuiu enquanto que a do
G2 apresentou um pequeno aumento, já em relação à PAD houve uma diminuição em
ambos os grupos.
       Os valores após o treinamento do G1 apresentaram melhora no desempenho do
TC6, aumento do VO2 máx indireto, e diminuição da PAS e PAD, já o grupo controle
demonstrou uma diminuição da distância percorrida, piora do VO2 máx e ainda um
aumento da pressão arterial.
Ao relacionar os valores pré e pós-intervenção, observou-se diferença
  estatisticamente significativa em relação aos valores do TC6, VO2 máx, PAS e PAD no
  G1, quando comparados estas variáreis entre o grupo experimental e o controle também
  foi observado significância estatística (Tabela 02).

    Tabela 02. Variáveis avaliadas pré e pós intervenção em médias e desvio padrão
                                                  Diferença entre                                Diferença
                                                   Pré e Pós G1                                  entre Pré e
                         G1 (n=17)                                          G2 (n=12)            Pós G2
                    Pré              Pós                                Pré            Pós
  TC6 (m)      417,2±64,07       480±63,91* 59,29 + 36,58*         436,5±57,86 395,8±38,33 -47+ 65,42*
  VO2 máx
(ml/kg/min) 10,23±0,94          11,35±1,08* -1,23 ± 0,08*          10,58±0,75 10,16± 0,68 0,66± 0, 94
    PAS
  (mmHg)       143,5±10,26        130±17,49* -14,70 +14,90*        125,8±8,62 127,5±10,10 2,50 +10,10
    PAD
  (mmHg)        96,5±9,04          81,8±9,84* -15,88 + 14,57*       88,3±8,97        85,8± 8,62 1,66 +9,86
  TC6: Teste de caminhada de seis minutos; VO2: consumo de oxigênio; Pré: antes do tratamento; Pós:
 depois do tratamento; PAS: pressão arterial sistólica; PAD: pressão arterial diastólica; *p < 0,05 quando
 comparados pré e pós intra grupo;

                   Na PAS o G1 apresentou uma média de 143,5±10,26mmhg antes e
  depois 130±17,49mmhg, e no G2 125,8±8,62mmhg antes e 127,5± 10,10mmhg depois,
  e na PAD G1 teve resultado 96,5±9,04mmhg antes e 81,8±9,84mmhg depois, o G2
  antes 88,3±8,97mmhg e depois 85,8± 8,62mmhg apresentando diferenças significantes
  estatisticamente entre os grupos pré e pós-intervenções.

  DISCUSSÃO
                             *




           Idosos que realizam atividades físicas periodicamente têm melhor independência
  funcional e melhor qualidade de vida do que aqueles sedentários, modificações no estilo
  de vida têm o potencial de prevenir a hipertensão (11,12).
           Neste estudo os voluntários eram praticantes de atividades físicas sendo que
  apresentavam média de IMC de 27±4 kg/m2, estando eutróficos, segundo Cervi, (13),
  que utiliza valores recomendados para adultos e idosos.
           Para avaliar a capacidade funcional destes idosos foi utilizado o TC6 que foi
  bem tolerado por eles. Como durante o TC6 não houve intercorrências, nos parâmetros
  avaliados     antes    e       pós-teste,   apesar   de   apresentarem      variação     significativa
  estatisticamente, não trouxeram grande variação que pudessem trazer riscos para os
  idosos, sendo esse um método de avaliação seguro (14, 15,16).
Na avaliação inicial, o G1 apresentou resultado do TC6 uma distância percorrida
de 417± 64,07 m e na avaliação final foi de 480±63 m sendo que o predito foi 425±58
m observando que no início estava abaixo do predito e no final acima,         e o G2 de
436,5± 57,86 e na avaliação final de 395±38 com o predito de 461±66 m, em relação a
metragem inicial e final do G2 observou que teve uma diminuição significativa isto,
podendo estar relacionado, ao não controle de suas presença as atividades pelas
pesquisadoras. Baseado nos resultados encontrados, o teste de caminhada de seis minutos é
um teste reprodutível e sensível ao avaliar a capacidade funcional de sedentários de
diferentes faixas etárias (17).
        A distância obtida no TC6 apresenta forte correlação com o VO2 max (18),
sendo este em média do G1 de 10,23±0,94 no início e no final 1,35±1,08 havendo uma
diferença estatística, e do G2 no início foi de 10,58±0,75 e no final de 10,16± 0,68 onde
não teve diferença. Na comparação entre os grupos à diferença foi significativa, G1
1,23±0,08 e no G2 foi 0,66±0,94, sendo valor de p=0,0010.
        A inclusão de exercícios resistidos em idosos hipertensos atuou de forma a
complementar a atividade física já realizada. Confirmando o posicionamento oficial, do
American College of Sports Medicine, que ressalta a importância de incluir o
treinamento resistido em um programa de prevenção, tratamento e controle da
hipertensão arterial (HA) (19, 20), ainda a prática regular de atividades físicas é parte
primordial das condutas não medicamentosas de prevenção e tratamento da HÁ (21).
        Para a determinação da carga ideal de treinamento, foi utilizado o teste de 10
RM e utilizado a carga de 50 a 60% de 10 RM, indo de encontro com as VI Diretrizes
Brasileiras de Hipertensão Arterial, que recomendam que os exercícios resistidos
“sejam realizados entre 2 e 3 vezes por semana, por meio de 1 a 3 séries de 8 a 15
repetições (22)”. Sendo seguidas estas recomendações para a realização desta pesquisa.
        Os exercícios resistidos de intensidade leve (40% a 60% da carga voluntária
máxima), com um número maior de repetições também parecem ter efeito benéfico na
PA, além dos benefícios comprovados sobre o sistema osteomuscular, podem, portanto,
ser prescritos para o hipertenso desde que estejam associados aos exercícios aeróbios
(23).
        A carga utilizada para os exercícios foi de 50% do teste de 10 RM, indo de
encontro a um estudo que demonstrou que a realização de exercícios resistidos a uma
intensidade de 80% da carga voluntaria máxima (CVM) promoveu aumento da PAS e
manutenção da PAD; porém, quando a mesma atividade foi realizada a 50% da CVM, a
PAS não se alterou pós exercícios, mas foi seguida de diminuição da PAD pós exercício
(24, 25).
       Os resultados obtidos entre os grupos demonstram a diminuição estatisticamente
significativa da PAS (P=0,0021) e PAD (P=0,0247) no grupo experimental maior que
no grupo controle, após a execução do protocolo de exercícios resistidos durante 12
atendimentos. Tais resultados corroboram com os dados encontrados por outro autor
(26), em uma revisão mais recente, com estudos sobre o efeito do exercício (aeróbio e
resistido, principalmente dinâmico) na PA em pacientes hipertensos, sugerindo que o
treinamento resistido (TR), de moderada intensidade, é capaz de reduzir a PA.
       Vários estudos e metanálises recentes mostram importante redução nos níveis de
pressão arterial clínica em pacientes hipertensos após um período de treinamento físico,
sendo observada redução pressórica de até 11 mmhg para a pressão sistólica e 8 mmhg
para a pressão diastólica (19,26,27). O exercício resistido tem se inserido
progressivamente em programas de prevenção e reabilitação cardiovascular (28).
       Em relação ao grupo controle não foi encontrado a mesma correlação, podendo
estar também associada à falta de controle da freqüência das atividades supervisionadas,
o que ocorreu com o grupo tratado, com o incentivo das pesquisadoras.
       Desse modo o treinamento resistido é um exemplo de exercício físico de baixo
custo, que traz efeitos benéficos ao praticante, com resultados fisiológicos que reduzem
os malefícios dos efeitos deletérios advindos com a idade, otimizando a qualidade de
vida (29, 30).


CONCLUSÃO


       A prática das atividades físicas associadas aos exercícios resistidos em pacientes
idosos hipertensos promoveu uma diminuição significativamente estatística da pressão
arterial, aumento da distância percorrida associada à melhora do consumo de oxigênio
no teste de caminhada de seis minutos, e demonstrou-se segura para os pacientes
estudados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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no diagnóstico e no tratamento. Rev Bras Hipertensão. [acesso em 20 de abr. 2010].
Disponível em: http://www.acemfc.org.br/modelo1/down/hipertensao_arterial.pdf
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Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2003 utilizando o método Grade of
Membership Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 24(3): 535-546, mar, 2008.

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Rio de Janeiro, 22(2): 285-294, fev, 2006.

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Efeitos de exercícios resistidos na pressão arterial e VO2 máx de idosos hipertensos

  • 1. COMPORTAMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL E DO VO2 Max INDIRETO EM IDOSOS HIPERTENSOS APÓS EXERCÍCIOS RESISTIDOS Behavior blood of pressure and indirect vo2 max in elderly hypertensive resistance exercise. CINTIA TEIXEIRA ROSSATO MORA [a], JONE FABIANA PESSATTO DOS SANTOS [b] VANDA ALVES DE SOUZA SAITO [c] [a] Professora do curso de Fisioterapia da Faculdade Anglo Americano de Foz do Iguaçu (FAAFI), Foz do Iguaçu – PR, Brasil, e-mail: cintiatr.mora@gmail.com [b] Graduanda em Fisioterapia na Faculdade Anglo Americano de Foz do Iguaçu (FAAFI), Foz do Iguaçu – PR, Brasil, e-mail: fabipessatto@hotmail.com [c] Graduanda em Fisioterapia na Faculdade Anglo Americano de Foz do Iguaçu (FAAFI), Foz do Iguaçu – PR, Brasil, e-mail: vanda_alvessouza@hotmail.com Resumo Introdução: Os idosos constituem a parcela da população que mais cresce em todo o mundo, e o próprio envelhecimento pode estar relacionado ao maior desenvolvimento da hipertensão arterial. Objetivo: Avaliar os efeitos de exercícios resistidos em idosos hipertensos, em relação à pressão arterial, consumo máximo de oxigênio (VO2 máx) e distância percorrida através do teste de caminhada de seis minutos (TC6). Materiais e Métodos: Foram selecionados 29 idosos de ambos os sexos, com média de idade de 68,17 (±5,52) anos, participantes de atividade física, sendo estes, divididos em 2 grupos, um grupo experimental (G1) com 17 indivíduos e outro grupo controle (G2) com 12 indivíduos, onde o G1 foi submetido a um protocolo de exercícios resistidos com carga de 50% de 10 RM, associados à prática da atividade física. Os idosos foram avaliados antes e depois do programa de exercícios, que teve duração de 4 semanas, por 30 minutos, três vezes por semana. Resultados: Houve melhora significante da pressão arterial sistólica (p=0,0137) e diastólica (p= 0,0003), VO2 máx (p=0,0185) e da distância percorrida (p=0,0151) entre pré e pós período de aplicação no grupo experimental. Na comparação entre os grupos também houve melhora significativa no VO2 máx (p=0,0010) pressão arterial sistólica (p=0,0021) e diastólica (p=0,0247) e a distância percorrida (p=0,0001). Conclusão: Os exercícios resistidos com 50% de 10 RM proporcionaram uma melhora da pressão arterial, do VO2 máx e da distância percorrida nos idosos hipertensos. [P] Palavras-chave: Hipertensão. Idoso. Exercício. Consumo de oxigênio.
  • 2. Abstract Introduction: The elderly constitute the portion of the fastest growing population worldwide, making it more prone to developing hypertension that are characteristic of aging. Objective: To evaluate the effects of resistance training in elderly hypertensive patients in relation to blood pressure and maximal oxygen uptake (VO2max) and distance traveled through the test of six- minute walk test (6MWT). Materials and Methods: We selected 29 patients of both sexes with a mean age of 68.17 (± 5.52) years, participating in physical activity, the latter being divided into two groups, one experimental group (G1) with 17 individuals and one control group (G2) with 12 individuals, where the G1 was subjected to a resistance exercise protocol with a load of 50% of 10 RM, associated with physical activity. The elderly were assessed before and after the exercise program, which lasted 4 weeks, 30 minutes, three times a week. Results: There was significant improvement in systolic blood pressure (p = 0.0137) and diastolic (p = 0.0003), VO2 max (p = 0.0185) and distance traveled (p = 0.0151) between pre and post application period in the experimental group. In the comparison between groups was also significant improvement in VO2 max (p = 0.0010), systolic blood pressure (p = 0.0021) and diastolic (p = 0.0247) and distance (p = 0.0001). Conclusion: Resistance exercises with 50% of 10 RM provided an improvement in blood pressure, VO2 max and distance covered in the elderly hypertensive. Keywords: Hypertension. Elderly. Task Oxygen consumption. INTRODUÇÃO Os idosos constituem a parcela da população que mais cresce em todo o mundo. No Brasil, o envelhecimento populacional tem ocorrido de forma rápida e acentuada, segundo projeções, chegará ao ano 2020 com mais de 26,3 milhões, representando quase 12,9% da população total (1). As alterações próprias do envelhecimento tornam o indivíduo mais propenso ao desenvolvimento de hipertensão arterial sistêmica (HAS), sendo essa a principal doença crônica dessa população. Estima-se que a hipertensão arterial acometa 50% das pessoas com 60 anos ou mais (2), e aproximadamente 22% da população brasileira acima de vinte anos, sendo responsável por 80% dos casos de acidente cérebro vascular, 60% dos casos de infarto agudo do miocárdio e 40% das aposentadorias precoces, além de significar um custo de 475 milhões de reais gastos com 1,1 milhões de internações por ano (3), assim, logo percebe-se a gravidade desta doença silenciosa. Uma das estratégias para a redução da pressão arterial de repouso é a prática regular de atividades físicas. Diversos estudos têm comprovado um efeito benéfico do treinamento físico, tanto aeróbio quanto de força sobre os níveis de pressão arterial (PA) de repouso. Esses efeitos podem ocorrer como uma adaptação crônica ao treinamento
  • 3. ou como uma redução dos níveis pressóricos depois de uma sessão de exercícios, denominada hipotensão pós-exercícios (4). A hipotensão pós-exercícios já foi amplamente relatada após sessões de exercícios aeróbicos. Mas recentemente, surgiram estudos procurando demonstrar esse efeito após exercícios resistidos, sendo, entretanto, contraditórios os resultados em normotensos, parecendo, então, que sujeitos hipertensos são mais suscetíveis à ocorrência de hipotensão pós-exercícios (5). O teste de caminhada de seis minutos (TC6) é um teste submáximo consagrado mundialmente, ocorrendo uma correlação linear entre a distância total percorrida e o consumo máximo de oxigênio (VO2 máx), obtido no teste. O TC6 apresenta-se como uma opção de baixo custo e bem tolerado, além de possibilitar ao paciente determinar a velocidade e a necessidade de realizar pausas, o que é uma vantagem adicional em idosos (6). Este teste avalia a distância máxima que um participante caminha durante seis minutos, ao longo de um percurso. Ao sinal indicativo, o participante caminha a maior distância possível, sem correr, em volta do percurso, quantas vezes ele conseguir, dentro do limite de tempo de 6 minutos (7). A análise destas variáveis, busca proporcionar uma associação dos exercícios aeróbicos com exercícios musculares resistidos, podendo atuar não somente na hipertensão arterial, mas na capacidade funcional no que se refere à potencialidade para desempenhar as atividades de vida diária (AVDs). O presente estudo tem por objetivo geral, verificar através do TC6 o comportamento do VO2 máx, e avaliar os valores da pressão arterial antes e após o programa de exercícios resistidos em idosos hipertensos. MATERIAIS E MÉTODOS Amostra Faziam parte desta amostra indivíduos idosos encaminhados por médicos com diagnóstico de hipertensão arterial, que participavam de atividade física, na faixa etária de 60 anos ou mais, de ambos os gêneros. Foram excluídos os voluntários que apresentaram hipertensão ainda não controlada, e que não apresentavam condições de realizar o TC6, por alterações ortopédicas ou neurológicas. Todos os indivíduos foram esclarecidos e orientados quanto à natureza e ao significado do estudo proposto e assinaram o termo de Consentimento Livre e
  • 4. Esclarecido, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Faculdade Assis Gurgacz, sob Protocolo 143/2010. Este estudo foi realizado no Centro Escola Bairro Professor Pedro Zanatta, na cidade de Foz do Iguaçu. Os participantes foram divididos de acordo com o horário que praticavam atividades físicas, em dois grupos, sendo o G1 o grupo experimental e o G2 controle. O grupo experimental foi acompanhado por 4 semanas, no período de 27 de outubro a 26 de novembro, três vezes por semana em dias alternados, com duração de 30 minutos cada atendimento, que ocorria sempre após 30 minutos de atividades físicas com educador físico. O grupo controle manteve as atividades físicas com o educador físico durante uma hora, três vezes por semana. Avaliação Através de uma ficha foram coletados os dados dos participantes, tais como, nome completo, idade, sexo, tempo de pratica de atividade física, a fim de analisar o perfil dos grupos, além desta avaliação inicial, foi realizado o TC6, antes e após o período de intervenção. O TC6 foi realizado da seguinte forma: dois avaliadores devidamente treinados orientaram cada idoso, a percorrer a maior distância possível em um corredor de 30 metros sinalizado com cone, um avaliador acompanhou o idoso durante o teste, ao longo de 6 minutos. Durante o teste foi verificada, a freqüência cardíaca (FC), saturação periférica de oxigênio (SpO2) e escala de Borg no 2º, 4º e no 6º minuto de caminhada e após o 1º, 3º e 6º minutos de repouso. No TC6 a instrução foi caminhar o mais rápido possível e o indivíduo determinou a velocidade da caminhada. A PA, FC, SpO2 e escala de Borg foram mensurados no início do teste (após 5 minutos de repouso sentado) e logo ao final do teste. Para a coleta de dados referente às variáveis FC, SpO2 foi utilizado oxímetro de dedo da marca registrada Onyx e para aferir a PA foi utilizado estetoscópio e esfigmomanômetro marca registrada Premium. Neste trabalho foram utilizadas as equações de referência propostas por Enright & Sherrill (8,9). O TC6 foi realizado 48 horas antes de iniciar as atividades e 48 horas após a finalização do período de intervenções em ambos os grupos, para a verificação do VO2 indireto foi utilizada a seguinte fórmula baseada no TC6 (velocidade x 0,1+3,5).
  • 5. Os exercícios realizados pelo grupo G1 foram feitos com uma carga determinada através do teste de 10 RM, utilizando 50% desta carga. Para a determinação de 10 repetições máximas, foram realizados deslocamentos de um peso por toda a extensão do movimento articular por 10 vezes, sem que este pudesse realizar a 11º repetição. Os participantes foram instruídos quanto aos tipos de exercícios realizados e tiveram acompanhamento durante estas atividades pelos pesquisadores, sendo orientados a não realizarem manobra de valsalva durante os exercícios, e sim a respiração diafragmática. Para maior segurança dos pacientes, a PA foi monitorado antes e após os exercícios. Protocolo de Atendimento O protocolo de atendimento foi elaborado baseando-se em exercícios de fácil execução e nos princípios do método Kabat (10), com movimentos em diagonal, a fim de favorecer a funcionalidade durante os exercícios. A resistência utilizada foi 50% do teste de 10 RM. Todos os exercícios foram realizados em duas séries de 15 repetições, em ambos os membros. (Figura 01) 1) Exercícios em diagonais de Kabath de membros superiores: paciente ira ter uma tornozeleira adaptada no punho, saído de uma adução, flexão e rotação interna para uma abdução, extensão e rotação externa, bilateral (ADLER, BECKERS e BUCK, 1999). 2) Abdução e adução horizontal de membro superior. 3) Extensão de joelhos com uma tornozeleira, com o paciente sentado em uma cadeira com as costas bem apoiadas realizando extensão de joelho, utilizando toda a amplitude possível. Retornando até formar um ângulo de 90º nas articulações dos joelhos. 4) Abdução e adução dos MMII com tornozeleira: paciente em pé, apoiando-se numa barra de apoio com uma tornozeleira realizando abdução e adução. 5) Extensão do quadril com uma tornozeleira: paciente em pé, apoiando-se numa barra de apoio com uma tornozeleira, realizando extensão do quadril. 6) Marcha estacionaria 5 minutos, com tornozeleira.
  • 6. Figura 01. Protocolo de atendimento Análise estatística Os dados obtidos foram analisados por meio de comparações de seus percentuais por categoria ou pelo cálculo de suas médias, e desvios-padrões. As variáveis entre os grupos por meio do teste de Wilcoxon Matched Pairs test. As comparações das variáveis com distribuição não paramétricas foram feitas por meio do teste Mann- Whitney test, para descrever a relação entre as variáveis antes e após a intervenção. Os testes estatísticos foram considerados significantes para um erro alfa de 5% (p < 0,05). Os cálculos foram realizados no software Statistica® (versão 3.2, 32 – bit for Windows) (Versão Created July 10 2009).
  • 7. RESULTADOS Foram acompanhados 29 indivíduos, sendo que destes, 17 participaram do grupo experimental (G1), e 12 do grupo controle (G2). Os grupos G1 e G2 apresentaram média de idade de 68±5, 68±4 anos, índice de massa corporal (IMC) de 27±4, 26±2 Kg/m2 e tempo de atividade de 10±11, 12±7 meses, respectivamente (Tabela 01). Os participantes apresentavam perfil de não tabagistas, tendo 3 participantes do G1 que haviam tido acidente vascular encefálico a 3 meses. Em relação ao perfil observa-se que os grupos estudados foram homogêneos, sem diferença estatística entre os grupos quanto à idade, altura, peso, IMC e tempo de atividade física. Tabela 01. Perfil dos grupos em médias e desvio padrão Características G1 (n=17) G2 (n=12) Idade (anos) 68,5±5 68±4 Sexo, H/M 5/12 4/8 Altura (m) 1,59±0,7 1,58±0,10 Peso (Kg) 69±13 66±6 IMC (Kg/m2) 27±4 26±2,5 Tempo de atividade física (meses) 10±11 12±7 IMC: índice de massa corporal. Na avaliação inicial, o G1 apresentou resultado do TC6 uma distância percorrida de 417± 64,07 m e na avaliação final foi de 480±63 m, sendo que a média do predito da distância foi de 425±58 m e o G2 caminhou 436,5± 57,86 m antes e na avaliação final caminhou 395±38 m com o predito de 461±66 m, em relação a metragem inicial e final do G2 observou que teve uma diminuição e um aumento no G1. A diferença pré e pós do VO2 máx do G1 foi de 1,23±0,08 e do G2 de -0,66±0,94. Havendo uma diferença significativa estatística entre os grupos. Em relação à PA, observa-se que o grupo controle apresentava valores inferiores que o grupo experimental, após o treinamento a PAS do G1 diminuiu enquanto que a do G2 apresentou um pequeno aumento, já em relação à PAD houve uma diminuição em ambos os grupos. Os valores após o treinamento do G1 apresentaram melhora no desempenho do TC6, aumento do VO2 máx indireto, e diminuição da PAS e PAD, já o grupo controle demonstrou uma diminuição da distância percorrida, piora do VO2 máx e ainda um aumento da pressão arterial.
  • 8. Ao relacionar os valores pré e pós-intervenção, observou-se diferença estatisticamente significativa em relação aos valores do TC6, VO2 máx, PAS e PAD no G1, quando comparados estas variáreis entre o grupo experimental e o controle também foi observado significância estatística (Tabela 02). Tabela 02. Variáveis avaliadas pré e pós intervenção em médias e desvio padrão Diferença entre Diferença Pré e Pós G1 entre Pré e G1 (n=17) G2 (n=12) Pós G2 Pré Pós Pré Pós TC6 (m) 417,2±64,07 480±63,91* 59,29 + 36,58* 436,5±57,86 395,8±38,33 -47+ 65,42* VO2 máx (ml/kg/min) 10,23±0,94 11,35±1,08* -1,23 ± 0,08* 10,58±0,75 10,16± 0,68 0,66± 0, 94 PAS (mmHg) 143,5±10,26 130±17,49* -14,70 +14,90* 125,8±8,62 127,5±10,10 2,50 +10,10 PAD (mmHg) 96,5±9,04 81,8±9,84* -15,88 + 14,57* 88,3±8,97 85,8± 8,62 1,66 +9,86 TC6: Teste de caminhada de seis minutos; VO2: consumo de oxigênio; Pré: antes do tratamento; Pós: depois do tratamento; PAS: pressão arterial sistólica; PAD: pressão arterial diastólica; *p < 0,05 quando comparados pré e pós intra grupo; Na PAS o G1 apresentou uma média de 143,5±10,26mmhg antes e depois 130±17,49mmhg, e no G2 125,8±8,62mmhg antes e 127,5± 10,10mmhg depois, e na PAD G1 teve resultado 96,5±9,04mmhg antes e 81,8±9,84mmhg depois, o G2 antes 88,3±8,97mmhg e depois 85,8± 8,62mmhg apresentando diferenças significantes estatisticamente entre os grupos pré e pós-intervenções. DISCUSSÃO * Idosos que realizam atividades físicas periodicamente têm melhor independência funcional e melhor qualidade de vida do que aqueles sedentários, modificações no estilo de vida têm o potencial de prevenir a hipertensão (11,12). Neste estudo os voluntários eram praticantes de atividades físicas sendo que apresentavam média de IMC de 27±4 kg/m2, estando eutróficos, segundo Cervi, (13), que utiliza valores recomendados para adultos e idosos. Para avaliar a capacidade funcional destes idosos foi utilizado o TC6 que foi bem tolerado por eles. Como durante o TC6 não houve intercorrências, nos parâmetros avaliados antes e pós-teste, apesar de apresentarem variação significativa estatisticamente, não trouxeram grande variação que pudessem trazer riscos para os idosos, sendo esse um método de avaliação seguro (14, 15,16).
  • 9. Na avaliação inicial, o G1 apresentou resultado do TC6 uma distância percorrida de 417± 64,07 m e na avaliação final foi de 480±63 m sendo que o predito foi 425±58 m observando que no início estava abaixo do predito e no final acima, e o G2 de 436,5± 57,86 e na avaliação final de 395±38 com o predito de 461±66 m, em relação a metragem inicial e final do G2 observou que teve uma diminuição significativa isto, podendo estar relacionado, ao não controle de suas presença as atividades pelas pesquisadoras. Baseado nos resultados encontrados, o teste de caminhada de seis minutos é um teste reprodutível e sensível ao avaliar a capacidade funcional de sedentários de diferentes faixas etárias (17). A distância obtida no TC6 apresenta forte correlação com o VO2 max (18), sendo este em média do G1 de 10,23±0,94 no início e no final 1,35±1,08 havendo uma diferença estatística, e do G2 no início foi de 10,58±0,75 e no final de 10,16± 0,68 onde não teve diferença. Na comparação entre os grupos à diferença foi significativa, G1 1,23±0,08 e no G2 foi 0,66±0,94, sendo valor de p=0,0010. A inclusão de exercícios resistidos em idosos hipertensos atuou de forma a complementar a atividade física já realizada. Confirmando o posicionamento oficial, do American College of Sports Medicine, que ressalta a importância de incluir o treinamento resistido em um programa de prevenção, tratamento e controle da hipertensão arterial (HA) (19, 20), ainda a prática regular de atividades físicas é parte primordial das condutas não medicamentosas de prevenção e tratamento da HÁ (21). Para a determinação da carga ideal de treinamento, foi utilizado o teste de 10 RM e utilizado a carga de 50 a 60% de 10 RM, indo de encontro com as VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, que recomendam que os exercícios resistidos “sejam realizados entre 2 e 3 vezes por semana, por meio de 1 a 3 séries de 8 a 15 repetições (22)”. Sendo seguidas estas recomendações para a realização desta pesquisa. Os exercícios resistidos de intensidade leve (40% a 60% da carga voluntária máxima), com um número maior de repetições também parecem ter efeito benéfico na PA, além dos benefícios comprovados sobre o sistema osteomuscular, podem, portanto, ser prescritos para o hipertenso desde que estejam associados aos exercícios aeróbios (23). A carga utilizada para os exercícios foi de 50% do teste de 10 RM, indo de encontro a um estudo que demonstrou que a realização de exercícios resistidos a uma intensidade de 80% da carga voluntaria máxima (CVM) promoveu aumento da PAS e manutenção da PAD; porém, quando a mesma atividade foi realizada a 50% da CVM, a
  • 10. PAS não se alterou pós exercícios, mas foi seguida de diminuição da PAD pós exercício (24, 25). Os resultados obtidos entre os grupos demonstram a diminuição estatisticamente significativa da PAS (P=0,0021) e PAD (P=0,0247) no grupo experimental maior que no grupo controle, após a execução do protocolo de exercícios resistidos durante 12 atendimentos. Tais resultados corroboram com os dados encontrados por outro autor (26), em uma revisão mais recente, com estudos sobre o efeito do exercício (aeróbio e resistido, principalmente dinâmico) na PA em pacientes hipertensos, sugerindo que o treinamento resistido (TR), de moderada intensidade, é capaz de reduzir a PA. Vários estudos e metanálises recentes mostram importante redução nos níveis de pressão arterial clínica em pacientes hipertensos após um período de treinamento físico, sendo observada redução pressórica de até 11 mmhg para a pressão sistólica e 8 mmhg para a pressão diastólica (19,26,27). O exercício resistido tem se inserido progressivamente em programas de prevenção e reabilitação cardiovascular (28). Em relação ao grupo controle não foi encontrado a mesma correlação, podendo estar também associada à falta de controle da freqüência das atividades supervisionadas, o que ocorreu com o grupo tratado, com o incentivo das pesquisadoras. Desse modo o treinamento resistido é um exemplo de exercício físico de baixo custo, que traz efeitos benéficos ao praticante, com resultados fisiológicos que reduzem os malefícios dos efeitos deletérios advindos com a idade, otimizando a qualidade de vida (29, 30). CONCLUSÃO A prática das atividades físicas associadas aos exercícios resistidos em pacientes idosos hipertensos promoveu uma diminuição significativamente estatística da pressão arterial, aumento da distância percorrida associada à melhora do consumo de oxigênio no teste de caminhada de seis minutos, e demonstrou-se segura para os pacientes estudados. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Miranda, R D et al. Hipertensão arterial no idoso: peculiaridades na fisiopatologia, no diagnóstico e no tratamento. Rev Bras Hipertensão. [acesso em 20 de abr. 2010]. Disponível em: http://www.acemfc.org.br/modelo1/down/hipertensao_arterial.pdf
  • 11. 2. Alves, LC, Leite IC, Machado CJ. Perfis de saúde dos idosos no Brasil: análise da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2003 utilizando o método Grade of Membership Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 24(3): 535-546, mar, 2008. 3. Zaitune, MPA et al.Hipertensão arterial em idosos: prevalência, fatores associados e práticas de controle no Município de Campinas, São Paulo, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 22(2): 285-294, fev, 2006. 4. Amadei, J. L e Silva KJ. Idosos hipertensos e atendimento em rede pública de saúde, kaloré, Paraná, 2008. Iniciação Científica CESUMAR Jul./Dez. 2009, v. 11, n. 2, p. 129-137. 5. Janning, P. R, et al. Influência da ordem de execução de exercícios resistidos na hipotensão pós-exercício em idosos hipertensos. Rev Bras Med Esporte [online]. [acesso em 18 de abr. 2010]. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-869220090006000 lang=pt 6. Araujo, C.O, et al. Diferentes padronizações do teste da caminhada de seis minutos como método para mensuração da capacidade de exercício de idosos com e sem cardiopatia clinicamente evidente. Arq. Bras. Cardiol. [online]. [Acesso em 18 de abr. 2010]. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066782X200600030000&lan g=pt 7. Pedrosa, A. R. and Holanda G. Correlação entre os testes da caminhada, marcha estacionária e TUG em hipertensas idosas. Rev. bras. fisioter. [online]. [Acesso em 18 de abr.2010]. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413355520090003000lang= pt 8. Enright PL, Sherrill DL. Reference equations for the six-minute walk in healthy adults. Am J Respir Crit Care Med 1998; 158:1384-1387. 9. Justo, M. R.; Santos, M. G. F. Comparação da distancia percorrida por idosos saudavel no TC6 com as distancias previstas pelas equações de referencia. Iniciação cientifica . vol. XII. 14 ano 2009. 10. Adler, S. S, Beckers D. e Buck M. PNF Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva: Padrões de Membros Superiores. São Paulo: Editora Manole, 1999. 11- Pedrinelli, A. Leme, E.L.G. Nobre, L.S. O efeito da atividade física no aparelho locomotor do idoso Acesso em: 03 dec. 2010. Disponível em:http://www.scielo.br/pdf/rbort/v44n2/a02v44n2.pdf 12- Conceição, T. V. Gomes, F. A. Tauil, P. L. Rosa, T. T.Valores de Pressão Arterial e suas Associações com Fatores de Risco Cardiovasculares em Servidores da Universidade de Brasília Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília - Brasília, DF Acesso em: 03 dec. 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/%0D/abc/v86n1/a05v86n1.pdf
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