CLASSIFICAÇÃO DE ERROS
ORTOGRÁFICOS
ORTOGRAFIA – Carraher
Com relação a esse aspecto, observou-
se uma tendência muito gra...
ERROS POR SUPERCORREÇÃO
Esse tipo de erro surge à medida qm
que a criança vai compreendendo a
distinção entre a língua fal...
ERROS POR DESCONSIDERAÇÃO
DAS REGRAS CONTEXTUAIS
No sistema ortográfico da língua portuguesa, não
podemos nos esquecer de ...
ERROS POR NÃO REPRESENTAÇÃO DA NASALIZAÇÃO e
POR TROCA DO TIL PELO N
Segundo o professor Daniel Alvarenga, da
UFMG, a cria...
ERROS POR TROCA DAS
HOMORGÂNICAS
Esses erros geralmente, surgem
em decorrência da não distinção
entre as consoantes surdas...
ERROS RELACIONADOS À ORIGEM DA
PALAVRA
Há palavras cuja grafia não permite ao indivíduo
valer-se da regra contextual, para...
ERROS NAS SÍLABAS DE ESTRUTURA
COMPLEXA
É comum enfatizar-se, no processo de
alfabetização, a escrita de palavras
formadas...
ERROS DE SEGMENTAÇÃO INDEVIDA
Observamos no ditado, uma pequena
incidência de erros de segmentação
indevida, como nas pala...
ERROS POR AUSÊNCIA DE
SEGMENTAÇÃO
Esse tipo de erro foi bastante
considerável e mais freqüente de que
o erro anteriormente...
ERROS POR TROCA DE ÃO POR AM
A troca do ão por am deu na grafia da palavra comilam para comilão.
O ditado constituiu-se de...
Continuação
Desse modo, quando o professor dita a palavra menino como se
pronúncia mininu, a criança registra como se fala...
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  1. 1. CLASSIFICAÇÃO DE ERROS ORTOGRÁFICOS ORTOGRAFIA – Carraher Com relação a esse aspecto, observou- se uma tendência muito grande de representação da fala na grafia das palavras. Isso ficou evidente na escrita das palavras: entrá, para entrar; resoveu para resolveu; coelinho para coelhinho e outras.
  2. 2. ERROS POR SUPERCORREÇÃO Esse tipo de erro surge à medida qm que a criança vai compreendendo a distinção entre a língua falada e a escrita. Nesse processo evolutivo, ela revela-se capaz de corrigir os erros de transcrição da fala, resultando, em conseqüência, o erro denominado super correção. Esse erro apareceu na grafia de palavras como: vio para viu; voutou para voltou; pegol para pegou; altora para autora e em outras palavras.
  3. 3. ERROS POR DESCONSIDERAÇÃO DAS REGRAS CONTEXTUAIS No sistema ortográfico da língua portuguesa, não podemos nos esquecer de que a seqüência dos sons e sua representação não ocorre sempre muma mesma direção, ou seja da esquerda para a direita. Há casos em que a pronúncia de uma determinada letra exige que consideramos a que vem depois. Nessa regra enquadra-se a pronúncia da letra g, que difere se esta for seguida por a, o, u ou por e e i. Há ainda o erro por desconsiderar a regra de que não emprega-se ç antes de e e de i ou no início da palavra. Constatamos o erro por desconsideração das regras contextuais na escrita de algumas palavras, como por exemplo: ningém para ninguém; de rrepente para repente; e comceguia para conseguia e outras.
  4. 4. ERROS POR NÃO REPRESENTAÇÃO DA NASALIZAÇÃO e POR TROCA DO TIL PELO N Segundo o professor Daniel Alvarenga, da UFMG, a criança tende a omitir na escrita de palavras a letra n para representar a nasalização, embora não o faça na leitura. Apesar de não Ter havido maior incidência desse tipo de erro, ele apareceu em algumas palavras como: nuca, (nunca); casado (cansado); loge (longe0; quando (quando); encotrou (encontrou) e outras. Em outras situações, em que o til é empregado para representar a nasalização, ocorre a sua troca pela n. Nesse caso, a representação da nasalização não corresponde à oficial, como podemos verificar na escrita da palavra ranzinha para rãzinha.
  5. 5. ERROS POR TROCA DAS HOMORGÂNICAS Esses erros geralmente, surgem em decorrência da não distinção entre as consoantes surdas e sonoras. Exemplos: vugir (fugir); costosa (gostosa); fuchiu (fugiu); espandado (espantado); alvaces (alfaces).
  6. 6. ERROS RELACIONADOS À ORIGEM DA PALAVRA Há palavras cuja grafia não permite ao indivíduo valer-se da regra contextual, para que possa registrá-la corretamente. Palavras dessa natureza exigem a memorização e não provocam dificuldades na leitura, mas na escrita. São exemplos dessa dificuldade o emprego do J ou G antes de e e de i, o emprego do H no início das palavras, o X com som de Z ou do C, o emprego do Ç ou SS etc. Esses erros foram evidenciados na grafia das palavras: deichou para deixou; orta para horta; lonje para longe; xegou para chegou; pençar para pensar; nesça para nessa.
  7. 7. ERROS NAS SÍLABAS DE ESTRUTURA COMPLEXA É comum enfatizar-se, no processo de alfabetização, a escrita de palavras formadas por sílabas contando uma consoante e uma vogal. Quando a palavra apresenta sílabas de estrutura diferente ou seja, composta de duas consoantes e uma vogal ou de uma ou mais consoantes após a vogal, o erro ortográfico pode ocorrer. Exemplo: mania (manhã) nenum (nenhum) e peto (perto).
  8. 8. ERROS DE SEGMENTAÇÃO INDEVIDA Observamos no ditado, uma pequena incidência de erros de segmentação indevida, como nas palavras a tras (atrás) e sa io (saiu). No entanto, esse tipo de erro ocorreu mais nas produções de textos, na escrita das palavras: a trás (atrás), com segui (conseguiu), em draram (entraram), da qui (daqui) e a quele (aquele).
  9. 9. ERROS POR AUSÊNCIA DE SEGMENTAÇÃO Esse tipo de erro foi bastante considerável e mais freqüente de que o erro anteriormente mencionado, de modo particular nas composições. Foram os seguintes: adona (a dona); denovo (de novo); docaminho (do caminho); aprocura (à procura); soqueria (só queria); tipeguei (te peguei); tepor ( te por) e nuncamais (nunca mais).
  10. 10. ERROS POR TROCA DE ÃO POR AM A troca do ão por am deu na grafia da palavra comilam para comilão. O ditado constituiu-se de sentenças cujas palavras não foram previamente treinadas pela professora e envolvendo dificuldades diversas: O cachorro correu atrás do gato. Paulo chutou a bola. A rãzinha saiu a passear perto do lago. O menino pulava na grama molhada. Sua aplicação foi feita pela supervisora pedagógica, com a classe toda, num total de 30 alunos, sendo a leitura de cada sentença feita duas vezes. As sentenças foram lidas de modo fluente e as palavras pronunciadas sem artificialismo, a fim de evitar alterações, pois as pesquisas têm comprovado que a leitura natural tende a facilitar a grafia correta das palavras. A Língua Portuguesa, embora apresente uma única forma de representação na escrita, varia na pronúncia nas diversas regiões do país.
  11. 11. Continuação Desse modo, quando o professor dita a palavra menino como se pronúncia mininu, a criança registra como se fala. Esse fato é conseqüência do artificialismo na pronúncia das palavras, pois normalmente o professor dita meninô, julgando ser esta uma maneira eficaz de se evitar o erro ortográfico. É obvio que no ditado isso impede o aluno de revelar esse tipo de erro. Contudo, ele vem à tona na escrita espontânea ou no registro de uma palavra pronunciada naturalmente. Daí a necessidade de se enfatizar a pronúncia natural das palavras para que o aluno perceba a distinção entre língua escrita e língua falada. Assim os erros do tipo transcrição da fala tendem a diminuir.

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