Memorial do Convento - Cap. ii

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Joana Rodrigues

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Memorial do Convento - Cap. ii

  1. 1. Escola B.2,3/S Mestre Martins Correia, Golegã Ano letivo 2012/2013 Memorial do Convento Capítulo II Realizado por: Joana Rodrigues, 12ºA, Nº2
  2. 2. A Ordem Franciscana A Ordem Franciscana, é a ordem religiosa fundada por São Francisco de Assis. Os seus membros, de acordo com o espírito do fundador, nada deveriam possuir, estando obrigados a viver o mais pobremente possível, adotando uma vida extremamente simples, em pregação, dando exemplos de humildade e devoção. Princípios franciscanos: • Humildade, que significa acolhida para escutar. • Simplicidade é o valor de quem sabe colocar tudo em comum, é a coragem da partilha. • Justiça que significa transparência, castidade, verdade. É revelar o melhor de si.
  3. 3. Capítulo II Portugal era visto como um país de milagres, sendo que até mesmo a conceção da Rainha, caso ocorresse, seria considerada um milagre tal, como todos os outros relacionados à ordem Franciscana. Como por exemplo, o de Frei Miguel da Anunciação, que mesmo depois de morto, permaneceu com o seu corpo intacto durante dias, o que levou muitos devotos à igreja onde se encontrava. Noutra altura deu-se outro milagre, relacionando com Santo António, uma vez que, certo dia, a sua a imagem, que vigiava uma igreja franciscana, moveu-se até uma janela pela qual ladrões tentavam entrar, pregando-lhes assim um grande susto. Um deles caiu ao chão, desamparado, tendo sido socorrido por fiéis, com os quais acabou por se recuperar, tornando-se um homem são, salvo e arrependido.
  4. 4. O roubo de três lâmpadas de prata do convento de S. Francisco de Xabregas, no qual entraram ladrões pela claraboia, passando junto ao altar de Santo António rico em prata e nada aí roubaram, pode ser considerado o principal caso deste capítulo. Tudo começou quando os frades ao entrarem na igreja se depararam com ela às escuras. Foi então que perceberam que faltavam as lâmpadas, uma vez que ainda puderam ver as correntes onde estas tinham estado suspensas a oscilar, o que indicava que o crime tinha sido cometido há pouco tempo. Capítulo II
  5. 5. Continuação Na esperança de ainda conseguirem apanhar os ladrões organizaram-se e saíram pelas ruas à sua procura, enquanto que outros ficaram na igreja pensando que os ladrões ainda lá poderiam estar. Ao percorrerem a igreja perceberam que no altar de Santo António, rico em prata, nada havia sido mexido. O frade, com toda aquela preocupação e irritação, culpou Santo António por ter deixado ali passar alguém, sem que nada lhe tirasse. Então este castigou Stº António tirando-lhe adornos, toda a prata, toalhas, a aureola e até ficaria sem o menino Jesus se não fosse os outros religiosos a achar que era punição excessiva.
  6. 6. Continuação Na manhã seguinte, apareceu na portaria do convento um estudante, que revelou que as lâmpadas se encontravam no Mosteiro da Cotovia, dos padres da Companhia de Jesus. Esta revelação faz pensar que foi o jovem, “que delineou o estratagema para poder entrar as portas e vestir o hábito franciscano, e por isso roubou e foi entregar, com muita esperança de que a bondade da intenção lhe perdoasse a fealdade do pecado no dia do juízo final.” Desta forma, voltaram as lâmpadas a S. Francisco de Xabregas, e o responsável não foi descoberto.
  7. 7. Capítulo II No final deste capítulo o narrador volta ao caso do frei António de S. José, que foi quem assegurou que se o rei se dignasse a construir um convento em Mafra, teria descendência. O narrador faz-nos desconfiar de que o frei, através do confessor de D. Maria Ana, soube da gravidez da rainha muito antes do rei. Ou seja, D. Maria Ana foi usada para que os franciscanos conseguissem a construção de um Convento em Mafra.
  8. 8. Capítulo II  Referência a Portugal como sendo um país bem servido de milagres: - a gravidez da rainha, se ocorresse, era considerada um milagre; - o de Frei Miguel da Anunciação; - o de Santo António. Roubo das lâmpadas de prata do convento de S. Francisco. Desejos dos franciscanos da construção do Convento de Mafra, desde 1624.  Desconfiança de que frei António de S. José, através do confessor de D. Maria Ana, soube da gravidez da rainha muito antes do rei.
  9. 9. “Ainda é cedo para falar deste que se prepara, aliás milagre não tanto, mas simples obséquio divino, descimento de olhar piedoso e propiciatório para um ventre sáfaro, qual há de ser o nascimento do infante na hora própria(…).” Pág.23 “ E vós, santo, só guardais a prata que vos toca, e deixais levar a outra, pois em paga disso não vos há de ficar nenhuma(…)” pág. 28 “(…) bateu o estudante à portaria e disse que queria falar ao prelado.(…) declarou ter ouvido dizer na cidade que as lâmpadas estavam no Mosteiro da Cotovia.” pág. 29 “ Agora não se vá dizer que D. Maria Ana, por ser tão piedosa senhora, concordou calar-se o tempo bastante para aparecer com o chamariz da promessa o escolhido e virtuoso frei António.” pág.33

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