Memorial do Convento - Cap. i

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Catarina Alves

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Memorial do Convento - Cap. i

  1. 1. Trabalho realizadopor:Catarina AlvesNº1 do 12ºAPágs.: 11-21
  2. 2. Personagens: D. João V D. Maria Ana Josefa Frei António de S. José(franciscano) D. Nuno da Cunha (bispoinquisidor)
  3. 3.  A primeira personagem que é apresentada no início danarrativa é D. João V, rei de Portugal nessa altura, governoudurante 43 longos anos. É filho de D. Pedro II e da rainhaMaria Sofia de Neuburg, foi proclamado rei em 1 de Janeirode 1707. Casou no ano seguinte com a princesa Maria Anada Áustria, filha do Imperador Leopoldo I de Áustria e deD. Leonor Madalena. A rainha é apresentada neste excerto quase unicamentecomo uma “fêmea”, que espera pacientemente para dar à luzum herdeiro para a coroa portuguesa e espera também peloseu marido, que irá essa noite ao seu quarto. A rainha tempor função principal a “procriação”. O narrador adopta nesteexcerto uma linguagem displicente e irónica. Inferiorização da mulher perante o homem. A culpa é darainha (mulher) e nunca do rei (homem).
  4. 4.  A sexualidade dos reis é-nos apresentada como umaobrigação régia, que ambos têm que cumprir, com ofim de procriar. Esses encontros só têm essa finalidadee nunca a de prazer uma vez que a Igreja só admitesexo com fins de procriação “Crescei e multiplicais-vos”. D. João V, rei ocioso e frívolo, ocupa o seu tempoentretendo-se a construir uma réplica, em miniatura, daBasílica de S.Pedro de Roma, em vez de estar a tratardos assuntos do reino. Demonstra-nos umapersonalidade egocêntrica, prepotente, beata e devassa,não fosse ele um rei absolutista. Comparação- compara-se a basílica de S. Pedro deRoma com a grandiosidade de Deus.
  5. 5.  A chegada ao paço real do bispo inquisidor, mais tarde ocardeal, D. Nuno Cunha, que traz consigo um velhofranciscano, frei António de S.José, dizendo este ter a“solução” para o problema do rei e da rainha. Mas primeiro que comecem a conversa existe todo umcerimonial de vénias, floreios de aproximação, …, quenunca mais acaba. Mais uma vez o exagero. Começa então o diálogo entre D.Nuno e o rei: D. Nuno dizao rei que aquele velho frei assegura a sua sucessão ao reicaso prometa levantar um convento em Mafra, mas terá queser franciscano. O rei faz a promessa de levantar na vila de Mafra umConvento franciscano, visando assim assegurar adescendência do monarca. “ Prometo, pela minha palavrareal, que farei construir um convento de franciscanos na vilade Mafra se a rainha me der um filho no prazo de um ano acontar do dia em que estamos.”
  6. 6.  O rei finalmente encontra-se com a rainha e acredita ser esta anoite que a rainha engravida, devido à promessa feita a Deus:construir o convento. Mais uma vez estamos perante um excesso de luxo dos reis, assuas vestes são inúmeras e estão no quarto imensas pessoas, desdecamaristas a fidalgos que ajudam os reis a despirem-se e avestirem-se antes e depois do acto sexual ( há assim umcerimonial interminável.) Estamos perante uma desvalorização do que é português. O reidesvaloriza os artificies nacionais ao mandar fazer a cama darainha na Holanda. Demonstra-nos assim um gosto por tudo o queé estrangeiro. Temos também uma referência à má administração e desperdíciode dinheiro, como podemos ver pela enorme fortuna que o reipagou pela cama. Referência à falta de higiene dos reis e de todo o meio envolvente.
  7. 7.  Anúncio da ida de D. João V ao quarto da rainha. Desejo de D. Maria Ana: satisfazer o desejo do rei deter um herdeiro para o reino. Passatempo do rei: construção, em miniatura, daBasílica de S. Pedro de Roma. Premonição de um franciscano: o rei terá um filho seerguer um convento franciscano em Mafra. Promessa do rei: mandar construir um convento se arainha lhe der um filho no prazo de um ano. Chegada do Rei ao quarto da rainha, decidido a vercumprida a promessa feita a Frei António de S. José.

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