SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 8
Baixar para ler offline
ESPECIAL MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS
Criaré a solução
ArtesPauloEsper
PROJETOSDEMARKETING
Quarta-feira, 25 de fevereiro, 2015 Brasil Econômico
A indústria criativa tem se sobressaído,
em qualquer cenário econômico, desde
meados dos anos 1990, quando começou
a ser foco de políticas de desenvolvimento
em diversos países. Setores como
tecnologia, design e publicidade
são as grandes apostas para 2015.
ESPECIAL
Exportação
chega a
US$ 7,5 bi
Osprincipaisespecialistasmun-
diais reconhecem o potencial
criativobrasileiro,masopaíses-
tá fora dos rankings do último
relatóriodaOrganizaçãodasNa-
çõesUnidas(ONU)sobreosnú-
merosdacadeiaemâmbitoglo-
bal, elaborado com informa-
ções entre os anos de 2002 e
2008. No documento, o Brasil
nãoapareceentreosvintemaio-
resprodutores,apesardeterele-
vado significativamente as ex-
portações de produtos e servi-
çoscriativosnoperíodoestuda-
do:passoudeUS$2,5bilhõespa-
raUS$7,5bilhões,altaumpou-
cosuperiora200%.
Os dados mostram também
que o Brasil manteve superávit
comercial, já que as importa-
ções, mesmo com crescimento
maior em termos percentuais,
de226%,saíramdeUS$1,78bi-
lhão para US$ 5,81 bilhões. A
Chinadespontacomomaiorex-
portadora, com US$ 85 bilhões
do total de US$ 592 bilhões do
comércio mundial criativo em
2008, valor que duplicou em
seisanos,comumataxadecres-
cimento médio anual de 14%.
ConformeaConferênciadasNa-
ções Unidas sobre Comércio e
Desenvolvimento,acadeiamo-
vimenta US$ 8 trilhões anual-
mente, representa entre 8% e
10% do Produto Interno Bruto
(PIB)mundialecresceataxaen-
tre10% e20% porano.
OúltimomapeamentodoSis-
tema Firjan (Federação das In-
dústrias do Estado do Rio de Ja-
neiro)sobreacadeianãofazcom-
parativos,comonoanterior,por
faltadenovosdadosdaONU,diz
Guilherme Mercês, gerente de
economiaeestatísticadaentida-
de.Noentanto,oanteriorcoloca-
va a produção brasileira entre as
melhores colocadas no quesito
participaçãonoPIBeemumuni-
versode14paísescriativosestu-
dados.SegundoestudodoInsti-
tutoBrasileirodeGeografiaeEs-
tatística(IBGE)de2010,acadeia
tem239milempresasativas,em-
prega1,7milhãodeprofissionais
erepresenta4,16%doPIBbrasi-
leiro, movimentando R$ 150 bi-
lhõesporano.
boas ideias
Astrocasdeministrosda
Culturaedesecretários,
desdeaformaçãodapasta
daEconomiaCriativa,
emperraramaimplantação
dosprojetos.
MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS
Enquanto os prognósticos de de-
sempenho geral da economia bra-
sileira são cada vez menos otimis-
tas para este ano, as expectativas
decrescimentodachamadaecono-
mia criativa, ou indústria criativa,
são muito animadoras. Essa ca-
deia tem se sobressaído em qual-
quer cenário desde meados dos
anos 1990, quando começou a ser
foco de políticas de desenvolvi-
mento em diversos países, mas
nosperíodosmenospropíciosmos-
traaindamaispotencial,poisabri-
ga negócios oriundos da imagina-
ção,criatividadeecapacidadeinte-
lectual, quegeramsubstancialva-
lor às economias, são capazes de
minimizar os efeitos de crises e,
melhor, de até transformá-las em
oportunidades, além de promover
ainclusãosocial.Porissoepelavo-
cação do brasileiro para ser criati-
vo, asseguram os especialistas, a
cadeiatalvezaténemalcancenes-
te ano a mesma média anual de
crescimento da última década, de
quase 7%,masseusnúmeros con-
tinuarão ascendentes.
“Os anos de 2015 e 2016 serão
impactadospelaspolíticasdeajus-
tefiscal,comelevaçãodacargatri-
butária, aumento das taxas de ju-
ros, retração do consumo. Não é
um cenário muito favorável para a
expansão dos negócios. Porém,
consideramosqueosetordaecono-
mia criativa é justamente aquele
que pode reagir com maior veloci-
dade, pois tem mais flexibilidade
para ajustar sua estrutura de cus-
tos e mais resiliência para se adap-
tar às novas condições do merca-
do”,avaliaDeboraMazzei,coorde-
nadora de projetos de economia
criativado ServiçodeApoio às Mi-
cro e Pequenas Empresas (Sebrae).
ParaGuilhermeMercês,gerentede
economia e estatística do Sistema
Firjan(FederaçãodasIndústriasdo
Estado do Rio de Janeiro), o cená-
riomacroeconômicodeveráimpac-
tar o ritmo de crescimento da ca-
deia, principalmente neste ano,
mas elacontinuará em expansão:
“Cresce menos porque essa
área precisa de investimento e a
grande questão é se as empresas,
quecostumaminvestircomrecur-
sos próprios, que minguam em
épocadecrise,terãoessacapacida-
de”. De acordo com estimativas
doestudomaisrecentesobreaeco-
nomiacriativado país,o totalpro-
duzido pela cadeia cresceu 69,8%
emtermos reaisentre2004 e 2013,
quando gerou cifra próxima de R$
126 bilhões. O valor é baseado na
massasalarialformalecorrespon-
deu a 2,6% do Produto Interno
Bruto (PIB) brasileiro, cujo avanço
no período foi bem inferior, de
36,4%.ElaboradapeloSistemaFir-
jan, a pesquisa “Mapeamento da
Indústria Criativa no Brasil”, na
quarta edição, mostra ainda que o
número de empresas da cadeia
tambémcresceuemmédiasimilar
e saltou 69,1% em dez anos, pas-
sando de 148 mil em 2004 para 251
milaofinalde2013,percentualsu-
perior ao de 35,5% do número to-
taldecompanhiascriadasnopaís.
A Firjan divide a cadeia criativa
em quatro grandes áreas: consu-
mo, que engloba arquitetura, pu-
blicidade, design e moda; cultura,
envolvendopatrimônioeartes,ar-
tes cênicas, música e expressões
culturais; mídias, subsegmentada
em editorial e audiovisual; e, por
fim, tecnologia, composta pela
biotecnologia, pesquisa e desen-
volvimento (P&D) e tecnologia da
informação e comunicação (TIC).
Segundo o mapeamento, a área de
consumo foi a que mais se desta-
cou na última décadaaté 2013, por
dobrar a força de trabalho, para
423 mil pessoas empregadas for-
malmentenoúltimoanopesquisa-
do, e abrigar os setores que mais
evoluíram:opublicitário,quelide-
rou o ranking de contratações, e o
design, na segunda colocação.
Os três segmentos que envol-
vem a área de tecnologia duplica-
ramonúmerodeprofissionais,so-
mando 306 mil no encerramento
de2013.NaavaliaçãodeMercês,to-
das as áreas têm grande potencial,
mas ele aposta em crescimento
maior nas de P&D, biotecnologia e
design. “O Brasil ainda não é um
paísdepontaemP&Detemodesa-
fio de incorporar muita tecnologia
nessa área. Na biotecnologia, o
paístemgrandesperspectivaspelo
potencial da sua biodiversidade. O
designaumentamuitoovaloragre-
gado da indústria e o país ainda é
incipiente em design de produto.”
Incentivo do
poder público
“O mercado criativo cresceu mais
por vocação do que por estímulos
viapolíticaspúblicasdedesenvol-
vimento e financiamento, já que o
país despertou apenas recente-
mente para o potencial da cadeia,
criandováriosórgãos,sejamfede-
ral ou estaduais, para impulsioná-
la, o que é extremamente positivo,
pois ela pode ser o vetor de cresci-
mento que o Brasil precisa”, diz
Mercês. O governo federal criou
em2012umaSecretariadaEcono-
miaCriativacomoobjetivodefor-
mular, implementar e monitorar
as políticas públicas voltadas para
acadeia,especialmenteparaosmi-
cro e pequenos empreendedores
criativos.Oplanodeaçãoelabora-
do pela Secretaria vem aos poucos
saindodopapeleoutraspastas,co-
mo a dos ministérios de Ciência e
Tecnologia e de Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior,
também implementam progra-
mas para desenvolver a cadeia.
Mas muitos especialistas têm
críticas. Entre elas, afirmam, as
trocasdeministrosdaCulturaese-
cretários desde a implantação da
pastadaEconomiaCriativaemper-
raram a implantação dos projetos.
Dizem também que o Ministério
ao qual a Secretaria está vincula-
da, o da Cultura, torna a política
para a cadeia menos abrangente.
“Os países que mais se destacam
na economia criativa têm essa
áreavinculadaaMinistériosestra-
tégicos para o desenvolvimento.
No Japão, está sob a Casa Civil. Na
China, ganhou tanto destaque que
o governo agora está mudando de
‘Made in China’ para ‘Created in
China’. Isso porque a indústria
criativa vai além da cultura”, diz
GabrielPinto,coordenadordoPro-
grama Indústria Criativa do Siste-
ma FIRJAN, que tem atuado forte-
mentedesde2001comalgunsseto-
res da cadeia e criou essa divisão
em 2013 para ampliar a atuação e
fomentar ainda mais os negócios.
Para os especialistas, a indús-
triacriativabrasileiraenfrentaain-
da desafios de financiamento para
o desenvolvimento de seus proje-
tos, principalmente porque boa
parte dos bens é intangível; gran-
dedemoranaconcessãodepaten-
tes; e comercialização dos bens,
entre os principais. Desafios que
sãoaindamaioresquandoanalisa-
mos que a maioria das empresas
tem tamanho médio, micro e pe-
queno, portes que ainda esbarram
em muitos problemas de gestão.
I Diferentementedoquefoi
publicadonafrasedapágina
8,nosuplementoMicro,
PequenaseMédiasEmpresas
-ProdutoseServiços,em21
dejaneirode2015,Luciane
Ortegaévice-coordenadora
daAgênciaUSPdeInovação.
PROJETOSDEMARKETING
Criadaem2012,aSecretaria
daEconomiaCriativatemo
objetivodeformular,
implementaremonitoraras
políticaspúblicasvoltadas
paraacadeia.
Textos: Iolanda Nascimento
redacao@brasileconomico.com.br
Vocação para ter
AntonioBatalha/Divulgação
SOBE E DESCE
ERRATA
GabrielPinto:áreadeveestar
ligadaaMinistérioestratégico
Totalproduzidopelosetordaeconomiacriativacresceu69,8%entre
2004e2013,quandogerouR$126bilhões,segundoestudodaFirjan
2 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de fevereiro, 2015
Estes profissionais
estão em quase todos
os setores da economia,
da indústria
automobilística
às serralherias”
GuilhermeMercês
Gerentede economia
eestatística da Firjan
“
Osprofissionaisdaeconomiacriati-
vatêmmais oportunidadesdeem-
pregoeremuneraçãoacimadomer-
cado de trabalho brasileiro,segun-
do o “Mapeamento da Indústria
CriativanoBrasil”,estudoelabora-
do pelo Sistema Firjan (Federação
das Indústrias do Estado do Rio de
Janeiro).Entretanto,osatuaisfato-
resmacroeconômicostambémde-
verão afetar para baixo o ritmo de
oferta de novas vagas e os aumen-
tos reais nos salários desses traba-
lhadores, diz Guilherme Mercês,
gerente de economia e estatística
da entidade, que, no entanto, não
arrisca previsões. “Vão crescer,
masabaixodoob-
servadonosúlti-
mos anos, es-
pecialmente
nesteano.”
Com 892,5
mil profissio-
nais ao final de
2013, a economia
criativa gerou 90%
mais empregos formais entre 2004
e 2013, com aumento na oferta em
todos os estados do país. A expan-
sãoébemsuperioràdomercadode
trabalho brasileiro, de 56% no pe-
ríodo. Em relação ao total da força
de trabalho formal também houve
progressão: de 1,5% em 2004 para
1,8% em 2013. Mercês observa que
uma das informações mais impor-
tantes apresentadas nesse estudo é
adequegrandepartedosprofissio-
nais(80,6%)atuaemempresastra-
dicionais,ouseja,quenãosãoconsi-
deradaspuramentecriativas,como
uma agência de publicidade ou
umastartupdetecnologia.“Eleses-
tão em quase todos os setores da
economia, da indústria automobi-
lísticaàsserralherias.”Naindústria
detransformação,porexemplo,es-
tão24,7%dessesprofissionais.
Segundo o estudo da Firjan, em
todas as áreas da cadeia criativa os
profissionais têm rendimento aci-
ma da média brasileira. Em 2013, o
saláriomédio dessaforçadetraba-
lho alcançou R$ 5.422 ante média
deR$2.073dotrabalhadorbrasilei-
ro. A melhor remuneração é atri-
buída à melhor formação, já que a
maioria dessas profissões requer,
alémdacriatividade,conhecimen-
to,qualificaçãoemuitaespecializa-
ção. No período estudado pela Fir-
jan, a evolução real do rendimento
médio dos profissionais do setor
criativo foi de 25,4%, inferior aos
29,8% da expansão média da ren-
da do trabalhador brasileiro. Para
Guilherme Mercês, a evolução
maiordossaláriosmaisbaixosési-
nalpositivonodesempenhodaeco-
nomia criativa no país. “Mostra
queomercadodetrabalhobrasilei-
ro está mais equânime, com me-
lhor distribuição derenda.”
Mercado de
trabalho aquecido
e bem remunerado
AntonioBatalha/Divulgação
Setor requer, além da criatividade, qualificação e elevado
nível de especialização. Salário médio chega a R$ 5 mil
Quarta-feira, 25 de fevereiro, 2015 Brasil Econômico 3
ESPECIAL
I Mapeamentosobrea
economiacriativadopaís,
elaboradopeloSistema
Firjan,mostraquea
publicidadefoiaáreaque
maisempregounaúltima
década,passandode45,7mil
profissionaisformaisem
2004para154,8milem2013.
I Somentenasempresasde
design,estimadasemquase
700emtodoopaís,estão
alocadoscercade4,2mil
profissionais,informa
oestudoDiagnósticodo
DesignBrasileiro,de2014.
I Osetorvemsendo
contempladoporlinhas
definanciamentopúblico
—particularmentefederal,
comoaslinhasdoBNDES
—tantoparapesquisas
deprodutosqueenvolvem
designcomopara
desenvolvimentoapenas
deprojetosdedesign.
MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS
Omercadopublicitáriobrasilei-
ro, que movimentaem torno deR$
50 bilhões por ano e está entre os
dezprincipaisdomundo,disparou
naúltimadécada.Mapeamentoso-
breaeconomiacriativadopaís,ela-
boradopeloSistemaFirjan(Federa-
çãodasIndústriasdoEstadodoRio
de Janeiro), mostra que essa área
foiaquemaisempregou,passando
de 45,7 mil profissionais formais
em 2004 para 154,8 mil em 2013. A
altade238,5%éatribuídaàexpan-
sãodomercadoconsumidor,dopo-
der de compra do brasileiro e das
novas mídias, que possibilitaram
meios inovadores de aproximação
entre empresas e clientes. Fatores
queexigema“diferenciaçãodepro-
dutos e marcas como ferramenta
de competitividade”, diz o estudo.
A mesma conjuntura também
foi responsável pelo avanço do
mercadodedesignnopaís,segun-
docolocadonorankingdegeração
de postos de trabalho no mesmo
período, saltando de 42,6 mil para
87 mil profissionais formais, um
avanço de 104,3%. Somente nas
empresas dedesign, estimadas em
quase 700, estão alocados cerca de
4,2milprofissionais,informaoes-
tudo Diagnóstico do Design Brasi-
leiro,de2014.GustavoGelli,presi-
dente da Associação Brasileira de
Design(Abedesing),dizquenosúl-
timos três anos o setor realmente
deu um salto ao conseguir
mostrar a importância do
design estratégico para
os negócios, mas afir-
ma que esse mercado
ainda é bastante novo
no Brasil e tem muito a
crescer.“Comaflexibi-
lização do Supersim-
ples, poderá dobrar o nú-
mero de empresas.”
Gelli estima que a área passe
de um faturamento de R$ 600 mi-
lhões em 2014 para em torno de
R$ 2,5 bilhões em 2018 e coloca
nascontas,especialmente,osestí-
mulos ao setor, que vêm sendo
contemplado por linhas de finan-
ciamento públicos — particular-
mente federal, como as linhas do
BNDES —, tanto para pesquisas
de produtos que envolvem design
como para desenvolvimento ape-
nas de projetos de design. “O go-
verno tem entendido que investir
em design é investir em inovação,
fundamental para a competitivi-
dade do país”, afirma Gelli, que
também é um dos fundadores da
Tátil Design de Ideias, que está há
25 anos no mercado e é a criadora
da marcadas Olimpíadas e Parao-
limpíadas de 2016, jogos a serem
realizados no Rio de Janeiro.
A Tátil, com escritórios no Rio
de Janeiro e em São Paulo, tem 86
profissionais e, afirma Gelli, é
uma das maiores do setor, marca-
do por empresas com no máximo
35 funcionários. E evolui também
substancialmente. “Nos últimos
quatro anos, cresceu entre 20% e
25% ao ano em faturamento.” No
anopassado,ofaturamentodaTá-
til,nãorevelado,evoluiu18%epa-
ra 2015 a previsão é de expansão
também.“Esteanonãoserámara-
vilhoso, mas não será inferior a
2014. Momentos de crise são bons
para o design porque são também
de superação e as empresas preci-
sam investir para conquistar con-
sumidores, mais disputados nes-
sasfases”, diz Gelli,mantendo em
sigilo as estimativas.
A Entre Gestão & Design, no
mercado desde 2009 também tem
perspectivas otimistas para este
ano,dealtadeaomenos50%nofa-
turamento e deverá dobrar para
dezonúmerodefuncionáriosfixos
a fim atender o aumento previsto
de demanda, afirma seu fundador,
Lucas Baldissera. “O design é bas-
tantedinâmicoeconsegueatender
a todos os setores.Nos últimos dois
anos, crescemos em torno de 80%
porano emfunção não somente da
evolução do próprio mercado, mas
também do modelo de negócios
que criamos, de captação de novos
trabalhos e melhoria da produtivi-
dade”, diz Baldissera, que optou
por incubar sua empresa para ab-
sorver mais conhecimento, ter
apoio de consultores em diversas
áreaseinfraestruturaparaodesen-
volvimento de projetos.
Incubada na Fundação Softvil-
le, de Joinville (SC) desde 2010, a
EntreGestão&Designjáéumaem-
presa premiada por seus traba-
lhos, como o ABRE de Embalagem
Brasileira recebidos em 2010 e
2014. Inicia este ano processo de
graduação,isto é,começaaplane-
jarasinstalaçõesprópriasparadei-
xar a incubadora em dois anos.
Mesmocomcercade90%daenco-
mendas oriundas do setor indus-
trial,paraBaldisseraograndedesa-
fio do design brasileiro é a indús-
tria se sensibilizar para os benefí-
ciosdesseinvestimento.“Nãoéin-
vestimento apenas na criatividade
e no belo, mas em conhecimentos
específicos que os designers têm
de cada área para o qual desenvol-
vem projetos, que resultam em
produtosemarcasquegerammui-
to valor, principalmente em mo-
mentos de baixo crescimento.”
Outra pequena jovem empresa
que tem conseguido bons resulta-
dos na largada é o Grupo Mesa,
agênciadepublicidadedoRiodeJa-
neiro. Paulo Gontijo, um dos cinco
sócios,contaqueaagênciafoicria-
daem2012,reunindoascompetên-
cias de cada um dos fundadores,
com uma proposta diferenciada de
atuação: ser uma empresa publici-
tária tradicional, mas ir além, ela-
borando e desenvolvendo proje-
tos,incluindocaptaçãodepatroci-
nadores e recursos, em conjunto
com alguns clientes, como o Gru-
poEstação,quereúnesalasdecine-
ma,livrariasecafésnoRiodeJanei-
ro. “Esse é um mercado em cresci-
mento, mas muito concorrido e
comgrandesagências.Seoperásse-
mos apenas da maneira tradicio-
nal, talvez os resultados não vies-
sem tão rápido”, afirma Gontijo,
sem revelar números, observando
que este ano será tão bom que a
agênciaestámudando paraum es-
paço50%maioredeverácontratar
maistrêsou quatro funcionários.
PROJETOSDEMARKETING
na publicidade e no design
Grande expansão
ClaudioRoberto/Divulgação Divulgação Divulgação
Setores são beneficiados pela ampliação do mercado consumidor e das novas mídias,
que possibilitaram meios inovadores de aproximação entre empresas e clientes
PONTO A PONTO
Baldissera:"Designédinâmico
eatendeatodosossetores"
Gontijo:"Apublicidadecresce,
maséummercadoconcorrido"
Gelli:"NovoSupersimplespode
dobraronúmerodeempresas"
4 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de fevereiro, 2015
Com180projetosdirecionadospa-
raa cadeia criativaespalhados pe-
loBrasil,oServiçodeApoio àsMi-
cro e Pequenas Empresas (Sebrae)
prevê investir R$ 70 milhões nes-
ses programas, entre 2015 e 2018,
a maior parte deles concentrada
nos estados do Rio de Janeiro, Ba-
hia,Pernambuco,Ceará,RioGran-
de do Norte, Pará, Espírito Santo e
Minas Gerais. Debora Mazzei,
coordenadora de projetos de eco-
nomia criativa da entidade, expli-
ca que o Sebrae definiu, para a sua
atuação,essacadeiacomo “ocon-
junto de negócios baseados no ca-
pitalintelectual,culturalenacria-
tividade, gerando valor econômi-
co”.Nessecontexto,asaçõesprio-
rizam as artes visuais, o audiovi-
sual(cinema,televisãoepublicida-
de),design,digital(games,aplica-
tivos e startups), editoração, mo-
da, música, artesanato e comuni-
cação (TV, rádio e internet).
“Numprimeiro momento defi-
nimos nossa atuação na difusão
da cultura empreendedora junto
aos empreendimentos atuantes
na economia criativa, como for-
ma de contribuir para uma estru-
turação e planejamento dos negó-
cios, buscando assim, reposicio-
namento dos empreendimentos,
bemcomomelhoriadeseusresul-
tados. A expectativa é que os em-
preendimentosatendidospeloSis-
tema Sebrae entendam a deman-
da do mercado para seus produ-
tos/serviçoseampliemsuacartei-
ra de clientes, alcançando a sus-
tentabilidade de suas atividades e
fortalecimento do segmento em
que estão inseridos”, diz Debora.
Entre os novos programas, De-
bora cita a parceria do Sebrae com
a Associação Brasileira da Produ-
ção de Obras Audiovisuais (Apro)
para capacitar empresários do se-
toraudiovisual,áreaquevemcres-
cendo expressivamente no Brasil e
requerendo cada vez mais profis-
sionais qualificados. Dividido em
quatro módulos num total de 96
horas, o programa amplia os co-
nhecimentoseaperfeiçoaastécni-
casdopequenosnegóciosindepen-
dentes.“SãoPaulofoiaprimeiraci-
dadeareceberosmódulos,queca-
pacitou 44 empresários, e o curso
será ministrado em outras quatro
cidades brasileiras: Rio de Janeiro,
Brasília, Recife e Porto Alegre.”
Além disso, o Sebrae tem pon-
tosdeatendimentosemseteIncu-
badoras Brasil Criativo (Acre, Ba-
hia,Ceará,Goiás,MatoGrosso,Pa-
rá e Rio Grande do Norte), um dos
programasdaSecretariadeEcono-
miaCriativa.Narede(presenteho-
je em oito estados, totalizando oi-
toincubadoras,masquedeveche-
gar a 13 até o final deste ano), os
criativostêmacessoacursosecon-
sultorias, planejamento estratégi-
co, assessoria contábil e de comu-
nicação e marketing, elaboração
de projetos e captação de recur-
sos, além de acompanhamento
contínuo. “Também sedia balcões
de crédito, formalização, assesso-
ria jurídica e uma área comparti-
lhadapermanente detrabalho co-
laborativo. As atividades são de-
senvolvidas por equipes locais,
em diálogo com as potencialida-
desevocaçõesculturaisdecadare-
gião”,informaaSecretaria,acres-
centando que mais de 3,5 mil pro-
dutorese fazedoresculturais járe-
ceberam atendimento pela Rede
de Incubadoras Brasil Criativo.
“A associação das iniciativas
privada e pública são peças-chave
naexpansãoeconsolidaçãodode-
senvolvimento do setor. O Sebrae
possui, desde 2011, um acordo de
cooperação com o Ministério da
Cultura para desenvolvimento de
empresas de economia criativa. O
objetivo é, até 2015, mapear o se-
tor,capacitarempresários,promo-
ver a melhoria da gestão, dar
apoio ao mercado e gerar negó-
cios.ComavisãoestratégicadoSe-
brae junto aos empreendimentos
criativos,aideiaéreduziradepen-
dência da subvenção”, afirma a
executivadoSebrae,queestátam-
bém elaborando um Guia do Em-
preendedor Criativo,a ser lançado
até o final do primeiro semestre.
O Brasil tem quase uma Dina-
marca,com5,6milhõesdehabi-
tantes, e um Uruguai, com 3,4
milhões,inteirosproduzindoar-
tesanato. São mais de 8,5 mi-
lhõesde artesãosno país,geran-
do vendas crescentes e estima-
das em cerca de R$ 50 bilhões
por ano, que vem despertando
nos últimosanos paraagrandio-
sidadedessesnúmerosebuscan-
do transformarsuasartesemne-
gócios promissores. Muitos es-
tão se reunindo em grupos pro-
dutivos para gerar renda essen-
cialmentepormeio doartesana-
to — núcleos que já ultrapassam
acasade30milempreendimen-
tossolidários no paíse envolvem
mais de 2 milhões de pessoas.
Entre esses grupos, estão os
64 de regiões de baixa renda que
fazempartedaRedeAsta,umne-
gócio fundado em 2005 por em-
preendedorassociaiscomoobje-
tivo deformaressesgrupos,trei-
nar e, principalmente, escoar a
produção dos artesãos. Esses ar-
tistasbrasileirostêm como prin-
cipaisdificuldades da profissão a
relaçãocomfornecedoreseafor-
mação depreçosecomercializa-
ção dos produtos, denominados
de “design feito à mão” na Rede,
e a união em grupos tem colabo-
rado para o crescimento desse
mercado e, acima de tudo, para
o desenvolvimento de comuni-
dades, como instrumento de in-
clusão social e geração de renda.
Os próprios números da Re-
de Asta dão essa noção. Alice
Freitas, diretora-executiva e
uma das fundadoras da Rede,
conta que os três primeiros
anos de funcionamento do ne-
gócio foram mais de aprendiza-
gem. “Apenas em 2008 começa-
mos a apresentar algum resulta-
do, com R$ 7 mil em vendas. No
ano passado, tivemos fatura-
mento de R$ 1,135 milhão com
a comercialização de produtos
e estamos crescendo em média
30% desde 2008”, afirma. A Re-
de também faturou cerca de R$
1 milhão com projetos que de-
senvolve nessa área para tercei-
ros e estima crescimento de
30% na venda de artesanato e
de 20% na área de prestação de
serviços, neste ano.
Conforme Alice, os grupos
produtivos que fazem parte da
Redeenvolvemmaisde800arte-
sãos, sendo 90% mulheres,e es-
tão espalhados por dez estados
brasileiros. As vendas do ano
passado geraram uma renda to-
taldeR$660milparaessesartis-
tas, que têm custos médios em
tornode12%."Nãosãotemporá-
rios. Os grupos entram na Rede,
se beneficiam da estrutura de
fornecimento e vendas e se tor-
nam sustentáveis", diz a funda-
dora da Asta, que planeja am-
pliaronegócio,jáqueháumalis-
tade90grupos produtivos espe-
rando para integrar a Rede.
Sebrae vai investir R$ 70 milhões na
economia criativa
CONSULTORIA
LuludiLuz/Divulgação
NaLata/Divulgação
Ações priorizam áreas como artes visuais, audiovisual, design, moda, música e artesanato, nos estados
do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Pará, Espírito Santo e Minas Gerais
7
sãoasunidadesdasIncubadoras
BrasilCriativo,umdosprogramas
daSecretariadeEconomia
Criativa,emqueoSebraetem
pontosdeatendimento.Estão
localizadasnoAcre,Bahia,Ceará,
Goiás,MatoGrosso,ParáeRio
GrandedoNorte.
3,5mil
éonúmerodeprodutorese
fazedoresculturaisquejá
receberamatendimentopelaRede
deIncubadorasBrasilCriativo,que
oferecemserviçoscomobalcões
decrédito,formalização,
assessoriajurídicaeumaárea
compartilhadapermanentede
trabalhocolaborativo.
DéboraMazzei:"OprincipalobjetivodoprogramadoSebraeéreduziradependênciadasubvenção"
Alice:"Estamoscrescendo
emmédia30%desde2008"
Artesanato brasileiro produz anualmente R$ 50 bilhões em vendas
Quarta-feira, 25 de fevereiro, 2015 Brasil Econômico 5
ESPECIAL MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS
OBrasilpodeestarumpoucodistan-
te dos grandes centros mundiais
quando os temas são tecnologia e
pesquisaedesenvolvimento (P&D).
Noentanto,é inegávelquetemfeito
esforço para crescer nessas áreas,
queapresentamaindamuitopoten-
cialaserexplorado no país.Mapea-
mentosobreaeconomiacriativabra-
sileira,elaboradopeloSistemaFirjan
(Federação dasIndústriasdo Estado
doRiodeJaneiro),apontaqueonú-
mero de empregos formais na área
de tecnologia cresceu 102,8% de
2004 para 2013, um indicador do
avançonosetor.Oestudoagregaem
tecnologiaosramosdeP&D,tecno-
logia da informação e comunicação
(TIC)ebiotecnologia;etodos,quan-
doanalisadosseparadamente,regis-
traramaltassuperioresa100%nage-
raçãodepostosdetrabalho.
Osespecialistasafirmamquees-
sas áreas cresceram muito em fun-
çãodepolíticasefinanciamentospú-
blicos,jáqueamaiorparterequeral-
tos investimentos, para estimular o
desenvolvimentoeaproduçãolocal.
NaáreadeP&D,porexemplo,opo-
derpúblicovemaumentandopaula-
tinamenteaparticipaçãonototalde
gastos do país, que também cresce-
ram(200%)nacomparaçãode2004
e2012,passandodeR$25,43bilhões
para R$ 76,46 bilhões, conforme os
últimosdadosdoMinistériodaCiên-
cia,TecnologiaeInovação(MCTI).A
fatia pública subiu de 49,49% para
52,37%.Noentanto,naparticipação
empresarial estão incluídas empre-
sas estatais também. Os valores to-
tais corresponderam, respectiva-
mente, a 1,31% e 1,74% do Produto
InternoBruto(PIB)e,apesardaalta,
estálongedoíndicedosEstadosUni-
dos, um dos maiores investidores
mundiaisemP&Demtermosabso-
lutos,quegiraemtornode2,7%.
Outrodadorelevantequemostra
ocrescenteinteresse dopaíséonú-
merodeincubadoras,quemalalcan-
çava duas dezenas há cerca de 20
anosehojejáseaproximade400em
operação. Nas incubadoras, empre-
sas nascentes encontram um am-
bientepropícioparainovar,comin-
fraestruturaeconsultoriaemgestão
e competitividade, entre outros su-
portes, além da troca de experiên-
cias com outros pesquisadores e de
estaremnumavitrineparaomerca-
do investidor. "Hoje, temos quatro
empresas incubadas investidas por
fundos sementes e a maioria tam-
bémconseguecaptarrecursospúbli-
cos,comoosdaFinepeCNPq,parafi-
nanciar projetos, ou é bolsista. Nos
últimosanos,osincentivospúblicos
parapesquisaaumentaram",dizRa-
fael Silva, coordenador da Habitat,
incubadora especializada em bio-
ciências—nasáreasdesaúdehuma-
na, animal, agronegócio, meio am-
bienteeinsumosbiotecnológicos.
Criada em 1997 pela Biominas,
que a gerencia em parceria com o
governo do Estado de Minas Ge-
rais, a prefeitura de Belo Horizonte
e a Universidade Federal de Minas
Gerais, a Habitat recebe semanal-
menteinvestidoresquedesejamco-
nhecerasempresas,principalmen-
te representantes de fundos, mes-
mo sendo a biociências uma área
em que o retorno é considerado
mais demorado, diz Silva. Entre a
incubadas que receberam investi-
mentosestáaInvitaNutriçãoEspe-
cializada. No total, já foram quase
R$3milhõesapenasparapesquisa,
recursos que vieram do Conselho
NacionaldeDesenvolvimentoCien-
tífico e Tecnológico (CNPq), da Fi-
nanciadora de Estudos e Projetos
(Finep), da Fundação de Amparo à
PesquisadoEstadodeMinasGerais
(Fapemig), entre outros, diz Wen-
deldeOliveiraAfonso,diretoreum
dosfundadoresdaempresa.
A Invita, incubada desde 2009,
tambémrecebeuR$500mildoFun-
doCriatec,queédirecionadoparaca-
pital semente, já aportou recursos
em36empresasecujosinvestidores
sãooBancoNacionaldeDesenvolvi-
mento Econômico e Social (BN-
DES),comR$80milhões,eoBanco
doNordestedoBrasil(BNB),comR$
20milhões.SegundoAfonso,ao re-
ceber o investimento do Criatec, a
empresafoitransformadaemsocie-
dadeanônimaparaganharonovosó-
cio,quehojedetém40%doseucapi-
tal.OdiretordaInvitadizqueosin-
vestimentosforamfundamentaispa-
raincrementaraspesquisasedesen-
Naárea deP&D,
opoderpúblico
vem aumentando
gradativamente
aparticipação
nototal degastos,
quecresceram
200%na
comparação
de2004e 2012,
passando de
R$25,43 bilhões
paraR$76,46
bilhões, conforme
os últimos dados
doMinistério da
Ciência,Tecnologia
eInovação.
Onúmerode
incubadoras,
quemal alcançava
duasdezenashá
cerca de20 anos,
também avançou
ehoje jáse
aproxima de
400em operação
País avança em
PROJETOSDEMARKETING
FotosDivulgação
tecnologia
Silva: a maioria das empresas que estão na Habitat consegue
captar recursos públicos, como os da Finep, CNPq e Fapemig
Afonso:incubadadesde2009,aInvita,daáreadenutrição,recebeu
R$500mildoFundoCriateceinvestiu,principalmente,empesquisa
6 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de fevereiro, 2015
Muitos empreendedores, especial-
mente as startups, têm procurado
alternativas bastante criativas pa-
rafinanciarseus projetos. Uma de-
las, e que começa a dar seus pri-
meiros resultados no país, é a bus-
ca de recursos de investidores de
menor porte por meio de platafor-
mas na web montadas especial-
mente para essa finalidade: a inje-
ção de capital em projetos em-
preendedores, que não precisam
necessariamente ser da área de
tecnologia. O sistema é conhecido
como crowdfunding (financia-
mento coletivo), mais popular no
Brasil porincentivarprojetosartís-
ticos, culturais, sociais e doações.
Em alguns países, é bastante utili-
zado também em transações de
empréstimos, não permitidas
aqui, que respondem por cerca de
50% dos US$ 6 bilhões estimados
que movimenta anualmente. O
equity crowdfunding, que prevê
participação dos investidores no
capital das empresas investidas,
no entanto, é umforma nova defi-
nanciamento em âmbito mundial.
No país, o sistema pode atender
empresas pequenas, com fatura-
mento anual de até R$ 3,6 milhões
que podem captar até R$ 2,4 mi-
lhões;éacompanhadopelaComis-
são de Valores Mobiliários (CVM) e
foiiniciadopeloBroota,deSãoPau-
lo,aprimeiraplataformaaapresen-
tarresultadosnosegmentodeequi-
ty. Contudo, já existe a Associação
Brasileira de Equity Crowdfun-
ding, presidida por Adolfo Melito,
também presidente do Instituto de
EconomiaCriativa,comnoveasso-
ciados,masqueaindanãoapresen-
taram resultados. "Um dos gran-
des problemas do país é de finan-
ciamento. O crédito é caro e o su-
porte para as pequenas e médias
empresas começa a crescer, mas
ainda é incipiente", afirma Melito.
Frederico Rizzo, um dos funda-
dores do Broota, diz que a primei-
ra captação da plataforma foi pa-
ra o incremento do próprio Broo-
ta. A oferta foi iniciada em maio
de 2014 e em trintas dias foram ob-
tidos os R$ 200 mil que a empresa
precisava para investir no desen-
volvimento da plataforma, con-
tratar pessoas e implantar seu ne-
gócio pioneiro por aqui. Segundo
Rizzo, o projeto atraiu 30 investi-
dores e os tickets variaram de R$
1 mil a R$ 50 mil, valores que po-
derão ser convertidos em ações
do Broota, em cinco anos. "Foi
um sucesso. Estava sozinho no
mercado e tinhas três desafios
principais: mostrar que o negócio
é legal e bom, montar um time e
mostrar que é um negócio neces-
sário para o Brasil", diz Rizzo.
Bom também para os investi-
dores, acrescenta, já que a compa-
nhia passou de um valor de mer-
cado em torno de R$ 1 milhão pa-
ra cerca de R$ 2 milhões, em me-
nos de um ano. Com cinco mil in-
vestidores hoje cadastrados, sen-
do 150 ativos, e 260 empresas, o
Broota já captou R$ 850 mil para
alavancar quatro projetos, in-
cluindo o seu. Segundo Rizzo, a
meta é fechar este ano com R$ 4
milhões para ao menos dez proje-
tos. Ele inclui uma nova captação
de R$ 500 milhões para o Broota
investir em tecnologia e ampliar
a capacidade da sua plataforma,
o que permitirá à empresa ser lu-
crativa em prazo de um ano, afir-
ma Rizzo, para quem o mercado
de equity crowdfunding deverá
movimentar cerca de R$ 1 bilhão
no país, em até dez anos, em cap-
tações para diferentes setores.
Depois de tentar várias manei-
ras de obter recursos e de ficar de-
sanimada com custos e exigên-
cias, Fabiany Lima encontrou nes-
se modelo de captação o financia-
mento necessário para incremen-
tar seu negócio recém-lançado,
em parceria com quatro sócios: a
Timokids, uma plataforma de lei-
tura de livros infantis ilustrados
em 3D e narrados e jogos socioe-
ducativos para crianças com até
12 anos. A empresa iniciou as ati-
vidades em março do ano passa-
do, com o lançamento do aplicati-
vo, cujos conteúdos passam por
curadorias de psicólogos e peda-
gogos e têm a proposta de dar
orientações aos pequenos sobre
questões cotidianas, como medo
do escuro, além de estimular a
coordenação motora, o raciocí-
nio lógico e ser complementar à
educação formal. Tudo de manei-
ra divertida, diz Fabiany.
A ideia caiu no gosto dos inves-
tidores do Broota, que em menos
de três meses aportaram R$ 200
mil na Timokids. "Tivemos 130%
de reserva, ou seja, 30% acima da
oferta. O melhor é que, dos 50 in-
vestidores, muitos são clientes da
plataforma ou pessoas do merca-
do de tecnologia que, além da in-
jeção de capital, estão nos ajudan-
do a ser mais eficientes e a divul-
gar o aplicativo", conta Fabiany,
observando que a empresa ga-
nhou valor de mercado, após a
captação, passando de estimati-
va de R$ 1,4 milhão para mais de
R$ 2 milhões. Assim como o Broo-
ta, a Timokids também já planeja
nova captação, especialmente pa-
ra alavancar o aplicativo no mer-
cado internacional, onde estão
30% dos usuários. "Hoje, os apli-
cativos estão disponíveis em 90
países. São narrados em três idio-
mas e a ideia é chegar a 10."
volvertecnologia,fórmulaseproces-
sos antes não disponíveis no país,
umprocessoiniciadoem2006quan-
doseusfundadoresaindaerampes-
quisadoresemuniversidades.
Especializadanodesenvolvimen-
todeprodutosdestinadosadoenças
metabólicasealimentosparafinses-
peciais, a empresa lançou suas duas
primeirasfórmulasem2012."Umde-
les,oAmix,paracriançascomaler-
giaaoleitedevaca,éaprimeirafór-
mula desenvolvida no país. Esse é
um mercado ainda dominado por
importados", diz Afonso, acrescen-
tandoqueofornecimentodessasfór-
mulasàsfamíliaségratuitoeascom-
prassão basicamente realizadaspe-
lassecretariasdesaúde.Compreços
competitivos,cercade20%inferio-
resaosdos importantes,aInvita lo-
go ganhou uma parte do mercado:
em2013,cresceu1.900%emcompa-
raçãoaoprimeiroanodeatividadee
mesmo retirando domercado afór-
mula Profenil por problemas na in-
dustrialização, que é terceirizada.
Em 2014, a expansão alcançou
150%;eaexpectativaéfaturarodo-
bro este ano, quando deverá lançar
ao menos mais três produtos, tam-
bém frutos de tecnologias inovado-
ras.Oretornodoinvestimento,afir-
maAfonso,jáfoiasseguradocomos
resultadosde2014.
Desdeafundação,aHabitatcon-
tabiliza 52 empreendimentos con-
tratados,comfaturamentoacumu-
lado de R$ 155,6 milhões até o final
de 2014. Do total de incubadas, 27
delas já deixaram a Habitat e a pri-
meira foi graduada em 2002. Essas
companhiasregistraramfaturamen-
toacumuladodeR$727milhões,en-
trede 2002até o ano passado.Hoje,
a incubadora tem 16 empresas, que
ocupam 100% das instalações. Co-
mo o prazo médio de permanência
das incubadas na área de biociên-
cias é longo, em torno de oito anos,
e a lista de espera cresce, a Habitat
planeja ampliar as instalações, do-
brando a área construída, de três
mil metros quadrados atualmente,
umprojetoorçadoemR$2milhões.
"Estamos em fase de captação de
parceiros erecursos.Ametaéqueo
novo prédio esteja construído até o
finalde2017",dizSilva.Anovaárea
deveráserdestinadaparaasempre-
sascomprojetosdetecnologiadain-
formaçãodirecionadosàsaúde,ade-
nominada digital health, um seg-
mentoquecrescemuitoeexigeme-
nor tempo de incubação, afirma o
coordenadordaHabitat.
Fabianny:investidoresdoBroota,emmenosde
trêsmeses,aportaramR$200milnaTimokids
Empreendedores são criativos
também para captar recursos
Rizzo:comcincomilinvestidorescadastradose
260empresas,oBrootalogocaptouR$850mil
Mais acessível, equity crowdfunding é a nova moda de financiamento no mundo inteiro
Com preços
competitivos, cerca de
20% inferiores aos
dos importados,
a Invita, em 2013,
cresceu 1.900%
em comparação
ao primeiro ano
de atividade, 2009
Quarta-feira, 25 de fevereiro, 2015 Brasil Econômico 7
ESPECIAL
Nasuaopinião,oquelevou
CuritibaafazerpartedaRede
deCidadesCriativasdaUnesco?
Curitibaéacapitalcriativa
doBrasil?
Curitibaéumacidadequeatého-
je detém uma certa grife de cida-
de inovadora, modelo. Parte dis-
so se perdeu, porém, ao longo
dos anos, pelo crescimento da
própria cidade e pela deteriora-
ção de projetos urbanísticos. En-
tretanto, vejo que Curitiba ainda
detém em sua essência o DNA de
uma cidade que se renova, ques-
tiona e cria. Os projetos e siste-
mas urbanísticos se foram, mas
deramespaçoparaoutrasiniciati-
vas inovadoras, como programas
de educação ambiental.Uma ge-
ração inteira foi educada para re-
ciclarepreservaromeioambien-
te urbano. Hoje vejo Curitiba em
um momento de reinvenção,
com jovens de diversas partes do
paísmudandohábitoseinventan-
do moda para o bem da cidade.
Há tribos criativas espalhadas,
mas pouco conectadas. Um bom
exemplo vem do Design. Curiti-
ba recebeu, recentemente, esse
selode Cidade Criativa do Design
da Unesco, muito em função do
engajamento, união e força dos
designers e entidades que os re-
presentam na cidade. A vocação
para Curitiba inovar está justa-
menteemsuagente.
Dêexemplosdacriatividade
deCuritiba.
Curitiba é criativa em diversas
frentes.Programasambientaisur-
banos reconhecidos mundial-
mente,pólosdetecnologiaatuan-
tes como o de produção e criação
degames,ummovimentogastro-
nômicovibrantequecresceufor-
temente nos últimos 15 anos,de-
sign, ambiente cultural atuante e
movimentos espontâneos que
nascem em outras áreas o tempo
todo. E,após anos de ausência ou
omissão do poder público, vejo
hojequeháumacrescentevonta-
de política para apoiar e estimu-
lar novos movimentos da econo-
miacriativa nacidade.Tomara.
DequeformaaEscolade
Criatividadecolaborapara
acriatividadedeCuritiba?
Sempre nos envolvemos com as
discussões e projetos práticos
que contribuem para a inovação
da cidade. Afinal, somos todos
curitibanos, e meu sócio e co-
fundador da Escola, Eloi Zanetti,
é um apaixonado por Curitiba e,
comoescritor,deixoubelascrôni-
cas e obras sobre a cidade que
cresceu e inovou sob seus olhos.
Criamos, juntamente com o Se-
braePR e a Fecomércio, o Movi-
mentoCuritibaCriativa,quereu-
niu,pordoisanos,personagense
atoresdaeconomiacriativadaci-
dade. O movimento continua de
forma voluntária. Criamos tam-
bém, como um produto próprio
daEscoladeCriatividade,oFesti-
val Mundial de Criatividade, que
teve sua grande première em
2013,comaparticipaçãodecriati-
vosde váriasáreasde todo opaís.
O evento é realizado anualmen-
te,eopróximoestáagendadopa-
raofim desteano.
DequeformaaEscola
deCriatividadeensina
criatividade?
Nãoensinamoscriatividade.Afi-
nal, todos nascemos criativos. O
que fazemos é desbloquear cer-
tosvícioseestimularpessoaspa-
ra reconhecerem hábitos criati-
vosnegligenciadosaolongodavi-
da.Basicamenteinovaçãodepen-
dedepessoas.Esomentepessoas
criativaspodemverdadeiramen-
te gerar inovação. Criatividade é
umatributoindividual,jáainova-
ção é um atributo das organiza-
ções, é o processo final. Por isso
denadaadiantaempresas,entida-
des e organizações repetirem o
mantra da inovação a todo custo
se, por outro lado, não permitem
queseucapitalhumanopossade-
senvolversuacriatividade,ques-
tionar processos e mudar rumos.
Nãofunciona.Jáestivemosemvá-
rios estados brasileiros com o
“15x15 Empreendedores Criati-
vos”,um eventoemqueidentifi-
camosemisturamosempreende-
dores de várias áreas que contam
suashistóriasemapenas15minu-
tos,emumformatoleveedescon-
traído, comexemplos práticos de
como utilizaram a criatividade
paracrescereinovaremseusne-
gócios.Algunsvídeosestãodispo-
níveisnaweb.Umoutroexemplo
de evento que desenvolvemos é o
Provóquios, um embate de ideias
paragerarsoluçõesdeformaprá-
ticapara umdeterminadotema.
Qualasuaavaliaçãosobre
oestágioemqueseencontra
aeconomiacriativahoje
noBrasil?
Vejocomoumacomunhãodein-
teresses.Umauniãodeváriosse-
tores da sociedade para diversifi-
car a economia do país apostan-
doemseumaiorasset,aspessoas
esuacriatividade.NoParaná,esti-
ma-se que a economia criativa
impacte apenas 1,5% aproxima-
damente do PIB, e no Brasil, mé-
dia de 2,3% do PIB. Mas só na ci-
dadedeSãoPaulo,quetemdesen-
volvido um consistente trabalho
há alguns anos em torno da eco-
nomia criativa, o impacto chega
aquase8%doPIBdoEstado.En-
fim, o Brasil ainda engatinha no
desenvolvimento de sua econo-
mia criativa, mas tem ativos va-
riadosequaseúnicossecompara-
dos aos de outros países quanto a
suadiversidadecultural,patrimô-
niohistórico,folclore,música,ar-
tes e tecnologia, entre outros. O
poder público, como habitual-
mente o menos inovador de to-
dos os setores, deve ser capaz de
quebraroexcessodeburocraciae
observar mais áreas que surgem
nopaís.Asempresasdevempen-
sarnãoapenasemmaisprodutivi-
dade,mastambémemgerarcon-
teúdo e valor. E as pessoas de-
vem, como primeiro passo, se
considerarem criativas para se-
rem capazes de dar o segundo e
próximos passos, que, por sua
vez, surgem através do que cha-
mamosde confiançacriativa.
Quaisdicasvocêdariaàqueles
queplanejamempreenderno
mundodaeconomiacriativa?
Esteja aberto a possibilidades,
sem preconceitos e disposto a se
conectar. Só com conexões e co-
nhecimento é que o empreende-
dor saberá como tirar o melhor
deseunegócioedoseusetor.Um
bomprodutorculturalprecisaes-
tar aberto a também entender de
gestão e vendas. Um programa-
dor ou desenvolvedor de games
precisa se conectar com desig-
ners. Um projeto de audiovisual
precisa estar alinhado com par-
ceiros que entendam de merca-
do, finanças e marketing para
identificarasmelhoresoportuni-
dades e parcerias. Mesmo não
sendocapazesdepreveremensu-
rar tudo, ainda, sim, vale a pena
tentar,errare fazerdenovo.
“
MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS
Esteja aberto
a possibilidades,
sem preconceitos e
disposto a se conectar.
Só com conexões
e conhecimento,
o empreendedor
saberá como tirar o
melhor de seu negócio”
ENTREVISTA
PROJETOSDEMARKETING
Adriana Teixeira
redacao@brasileconomico.com.br
‘SOMENTE PESSOAS CRIATIVAS
PODEM GERAR INOVAÇÃO’
Curitiba ainda é um
exemplo brasileiro de
criatividade. Só no ano
passado, o DNA inovador
da capital paranaense foi
reconhecidoporduasins-
tituiçõesmundiaisimpor-
tantes:aUnesco,quesele-
cionou o município para
integraraRededeCidades
Criativas,nacategoriaDe-
sign,eoInstituto Europeu
de Inovação e Estratégias
Criativas, que concedeu o
prêmioHérmesdel’Inno-
vation, na modalidade
Qualidade de Vida das Ci-
dades. Títulos que se jun-
tam a tantos outros reuni-
dos nas últimas décadas
emáreascomosustentabi-
lidade e de projetos urba-
nosedesenvolvimentotec-
nológico. “A vocação para
Curitiba inovar está justa-
mente em sua gente”, diz
o curitibano Jean Sigel,
fundador da Escola de
Criatividade, que, não por
acaso,ficaemCuritiba.
Divulgação
JEANSIGELFundadordaEscoladeCriatividade
8 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de fevereiro, 2015

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Valorizar os projectos dos clientes
Valorizar os projectos dos clientesValorizar os projectos dos clientes
Valorizar os projectos dos clientesLLYC
 
Estrutura Produtiva e Desenvolvimento Regional: experiências latino-americana...
Estrutura Produtiva e Desenvolvimento Regional: experiências latino-americana...Estrutura Produtiva e Desenvolvimento Regional: experiências latino-americana...
Estrutura Produtiva e Desenvolvimento Regional: experiências latino-americana...EUROsociAL II
 
DESINDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA: A relação entre a precoce perda de valor adic...
DESINDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA: A relação entre a precoce perda de valor adic...DESINDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA: A relação entre a precoce perda de valor adic...
DESINDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA: A relação entre a precoce perda de valor adic...ricardomq31
 
inovação e competitividade empresarial - bases para a aceleração do crescimen...
inovação e competitividade empresarial - bases para a aceleração do crescimen...inovação e competitividade empresarial - bases para a aceleração do crescimen...
inovação e competitividade empresarial - bases para a aceleração do crescimen...ADVB
 
A indústria brasileira na encruzilhada
A indústria brasileira na encruzilhadaA indústria brasileira na encruzilhada
A indústria brasileira na encruzilhadaJackson De Toni
 
Xxvii forum nacional maio 2015
Xxvii forum nacional maio 2015Xxvii forum nacional maio 2015
Xxvii forum nacional maio 2015Andre Viana
 
José Ricardo Roriz Coelho - FIESP
José Ricardo Roriz Coelho - FIESPJosé Ricardo Roriz Coelho - FIESP
José Ricardo Roriz Coelho - FIESPauspin
 
Consulta Pública - Estratégia nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação
Consulta Pública - Estratégia nacional de Ciência, Tecnologia e InovaçãoConsulta Pública - Estratégia nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação
Consulta Pública - Estratégia nacional de Ciência, Tecnologia e InovaçãoBrasscom
 
Produção e crescimento econômico
Produção e crescimento econômicoProdução e crescimento econômico
Produção e crescimento econômicoLuciano Pires
 
Eletronica e Desenvolvimento do Nordesde do Brasil
Eletronica e Desenvolvimento do Nordesde do BrasilEletronica e Desenvolvimento do Nordesde do Brasil
Eletronica e Desenvolvimento do Nordesde do Brasilgustavoag.santos
 
Inovacao tecnologica industrial_e_desenvolvimento_sustentado1
Inovacao tecnologica industrial_e_desenvolvimento_sustentado1Inovacao tecnologica industrial_e_desenvolvimento_sustentado1
Inovacao tecnologica industrial_e_desenvolvimento_sustentado1Sandra Rocha
 
Nordeste: evolução recente e perspectivas
Nordeste: evolução recente e perspectivasNordeste: evolução recente e perspectivas
Nordeste: evolução recente e perspectivasMacroplan
 
Orientação das políticas públicas e do investimento para os setores não tran...
Orientação das políticas públicas e do investimento para os setores não  tran...Orientação das políticas públicas e do investimento para os setores não  tran...
Orientação das políticas públicas e do investimento para os setores não tran...Cláudio Carneiro
 
Aula 13 produção e crescimento
Aula 13   produção e crescimentoAula 13   produção e crescimento
Aula 13 produção e crescimentopetecoslides
 

Mais procurados (19)

Valorizar os projectos dos clientes
Valorizar os projectos dos clientesValorizar os projectos dos clientes
Valorizar os projectos dos clientes
 
Brasiltec out/2005
Brasiltec out/2005Brasiltec out/2005
Brasiltec out/2005
 
Estrutura Produtiva e Desenvolvimento Regional: experiências latino-americana...
Estrutura Produtiva e Desenvolvimento Regional: experiências latino-americana...Estrutura Produtiva e Desenvolvimento Regional: experiências latino-americana...
Estrutura Produtiva e Desenvolvimento Regional: experiências latino-americana...
 
DESINDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA: A relação entre a precoce perda de valor adic...
DESINDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA: A relação entre a precoce perda de valor adic...DESINDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA: A relação entre a precoce perda de valor adic...
DESINDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA: A relação entre a precoce perda de valor adic...
 
inovação e competitividade empresarial - bases para a aceleração do crescimen...
inovação e competitividade empresarial - bases para a aceleração do crescimen...inovação e competitividade empresarial - bases para a aceleração do crescimen...
inovação e competitividade empresarial - bases para a aceleração do crescimen...
 
A indústria brasileira na encruzilhada
A indústria brasileira na encruzilhadaA indústria brasileira na encruzilhada
A indústria brasileira na encruzilhada
 
Xxvii forum nacional maio 2015
Xxvii forum nacional maio 2015Xxvii forum nacional maio 2015
Xxvii forum nacional maio 2015
 
Lemonde
LemondeLemonde
Lemonde
 
José Ricardo Roriz Coelho - FIESP
José Ricardo Roriz Coelho - FIESPJosé Ricardo Roriz Coelho - FIESP
José Ricardo Roriz Coelho - FIESP
 
Consulta Pública - Estratégia nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação
Consulta Pública - Estratégia nacional de Ciência, Tecnologia e InovaçãoConsulta Pública - Estratégia nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação
Consulta Pública - Estratégia nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação
 
Produção e crescimento econômico
Produção e crescimento econômicoProdução e crescimento econômico
Produção e crescimento econômico
 
Eletronica e Desenvolvimento do Nordesde do Brasil
Eletronica e Desenvolvimento do Nordesde do BrasilEletronica e Desenvolvimento do Nordesde do Brasil
Eletronica e Desenvolvimento do Nordesde do Brasil
 
Inovacao tecnologica industrial_e_desenvolvimento_sustentado1
Inovacao tecnologica industrial_e_desenvolvimento_sustentado1Inovacao tecnologica industrial_e_desenvolvimento_sustentado1
Inovacao tecnologica industrial_e_desenvolvimento_sustentado1
 
Nordeste: evolução recente e perspectivas
Nordeste: evolução recente e perspectivasNordeste: evolução recente e perspectivas
Nordeste: evolução recente e perspectivas
 
Orientação das políticas públicas e do investimento para os setores não tran...
Orientação das políticas públicas e do investimento para os setores não  tran...Orientação das políticas públicas e do investimento para os setores não  tran...
Orientação das políticas públicas e do investimento para os setores não tran...
 
Aula 13 produção e crescimento
Aula 13   produção e crescimentoAula 13   produção e crescimento
Aula 13 produção e crescimento
 
Serviços de TI alavancam economia brasileira
Serviços de TI alavancam economia brasileiraServiços de TI alavancam economia brasileira
Serviços de TI alavancam economia brasileira
 
Conhecimento e Inovação no Setor Público
Conhecimento e Inovação no Setor PúblicoConhecimento e Inovação no Setor Público
Conhecimento e Inovação no Setor Público
 
11_06_2012
11_06_201211_06_2012
11_06_2012
 

Destaque

Apresentacao trabalhos realizados em cooperativas 2016
Apresentacao trabalhos realizados em cooperativas 2016Apresentacao trabalhos realizados em cooperativas 2016
Apresentacao trabalhos realizados em cooperativas 2016EscolaDeCriatividade
 
O que a Escola de Criatividade já fez.
O que a Escola de Criatividade já fez.O que a Escola de Criatividade já fez.
O que a Escola de Criatividade já fez.EscolaDeCriatividade
 
Denver, CO, screening flyer
Denver, CO, screening flyerDenver, CO, screening flyer
Denver, CO, screening flyerHeroesBTB
 
Diabetes mellitus tipo 2
Diabetes mellitus tipo 2Diabetes mellitus tipo 2
Diabetes mellitus tipo 2Pame Alavez
 
Algebra Notes Factor and Simplify Quadratics
Algebra Notes Factor and Simplify QuadraticsAlgebra Notes Factor and Simplify Quadratics
Algebra Notes Factor and Simplify QuadraticsTed Hughes
 
La ultima-revelacion-joseph-thornborn (1)
La ultima-revelacion-joseph-thornborn (1)La ultima-revelacion-joseph-thornborn (1)
La ultima-revelacion-joseph-thornborn (1)Jose Luis Delgado
 
y todavia nos ofendemos cuando nos dicen que somos pobres
y todavia nos ofendemos cuando nos dicen que somos pobresy todavia nos ofendemos cuando nos dicen que somos pobres
y todavia nos ofendemos cuando nos dicen que somos pobresclaudia lorena espinel pira
 
Proceso administrativo
Proceso administrativoProceso administrativo
Proceso administrativoDavid Caisa
 
Temaestilosenladecoracin 131116134935-phpapp02 (2)
Temaestilosenladecoracin 131116134935-phpapp02 (2)Temaestilosenladecoracin 131116134935-phpapp02 (2)
Temaestilosenladecoracin 131116134935-phpapp02 (2)Veronica Alvarez M
 
Algebra Quiz Answers
Algebra Quiz AnswersAlgebra Quiz Answers
Algebra Quiz AnswersTed Hughes
 
Hurghada for marble and granite
Hurghada for marble and graniteHurghada for marble and granite
Hurghada for marble and graniteHurghada Granite
 
Pdn 2º año primer semestre 2013 (1)
Pdn 2º año primer semestre 2013 (1)Pdn 2º año primer semestre 2013 (1)
Pdn 2º año primer semestre 2013 (1)Carolina Jara
 
Fest folk 2012 zaproszenie
Fest folk 2012 zaproszenieFest folk 2012 zaproszenie
Fest folk 2012 zaproszenieTRGD
 

Destaque (20)

Apresentacao trabalhos realizados em cooperativas 2016
Apresentacao trabalhos realizados em cooperativas 2016Apresentacao trabalhos realizados em cooperativas 2016
Apresentacao trabalhos realizados em cooperativas 2016
 
O que a Escola de Criatividade já fez.
O que a Escola de Criatividade já fez.O que a Escola de Criatividade já fez.
O que a Escola de Criatividade já fez.
 
Denver, CO, screening flyer
Denver, CO, screening flyerDenver, CO, screening flyer
Denver, CO, screening flyer
 
Danny nena
Danny nenaDanny nena
Danny nena
 
Reformas
ReformasReformas
Reformas
 
Diabetes mellitus tipo 2
Diabetes mellitus tipo 2Diabetes mellitus tipo 2
Diabetes mellitus tipo 2
 
Algebra Notes Factor and Simplify Quadratics
Algebra Notes Factor and Simplify QuadraticsAlgebra Notes Factor and Simplify Quadratics
Algebra Notes Factor and Simplify Quadratics
 
La ultima-revelacion-joseph-thornborn (1)
La ultima-revelacion-joseph-thornborn (1)La ultima-revelacion-joseph-thornborn (1)
La ultima-revelacion-joseph-thornborn (1)
 
y todavia nos ofendemos cuando nos dicen que somos pobres
y todavia nos ofendemos cuando nos dicen que somos pobresy todavia nos ofendemos cuando nos dicen que somos pobres
y todavia nos ofendemos cuando nos dicen que somos pobres
 
Proceso administrativo
Proceso administrativoProceso administrativo
Proceso administrativo
 
Temaestilosenladecoracin 131116134935-phpapp02 (2)
Temaestilosenladecoracin 131116134935-phpapp02 (2)Temaestilosenladecoracin 131116134935-phpapp02 (2)
Temaestilosenladecoracin 131116134935-phpapp02 (2)
 
Algebra Quiz Answers
Algebra Quiz AnswersAlgebra Quiz Answers
Algebra Quiz Answers
 
Deus da
Deus daDeus da
Deus da
 
FMP CONCEDE AL GOBIERNO LA REFORMA DE SALUD SIN CONOCERLA
FMP CONCEDE AL GOBIERNO LA REFORMA DE SALUD SIN CONOCERLAFMP CONCEDE AL GOBIERNO LA REFORMA DE SALUD SIN CONOCERLA
FMP CONCEDE AL GOBIERNO LA REFORMA DE SALUD SIN CONOCERLA
 
Hurghada for marble and granite
Hurghada for marble and graniteHurghada for marble and granite
Hurghada for marble and granite
 
Pdn 2º año primer semestre 2013 (1)
Pdn 2º año primer semestre 2013 (1)Pdn 2º año primer semestre 2013 (1)
Pdn 2º año primer semestre 2013 (1)
 
Qué es un algoritmo 2
Qué es un algoritmo 2Qué es un algoritmo 2
Qué es un algoritmo 2
 
Fest folk 2012 zaproszenie
Fest folk 2012 zaproszenieFest folk 2012 zaproszenie
Fest folk 2012 zaproszenie
 
UTKARSH STAR N.G.O Presention
UTKARSH STAR N.G.O PresentionUTKARSH STAR N.G.O Presention
UTKARSH STAR N.G.O Presention
 
Visita 6 presbitero
Visita 6 presbiteroVisita 6 presbitero
Visita 6 presbitero
 

Semelhante a Clipping - Escola de Criatividade - Brasil Econômico

Estrategia Brasileira para a transformação digital
Estrategia Brasileira para a transformação digitalEstrategia Brasileira para a transformação digital
Estrategia Brasileira para a transformação digitalPesquisa-Unificada
 
Sinduscon Projeto Construção Cultural revista Case Studies 109 abril 2015
Sinduscon Projeto Construção Cultural revista Case Studies 109 abril 2015Sinduscon Projeto Construção Cultural revista Case Studies 109 abril 2015
Sinduscon Projeto Construção Cultural revista Case Studies 109 abril 2015Paulo Ratinecas
 
Palestratendnciasexploratriasdedesenvolvimentoregional30maio 120601123511-php...
Palestratendnciasexploratriasdedesenvolvimentoregional30maio 120601123511-php...Palestratendnciasexploratriasdedesenvolvimentoregional30maio 120601123511-php...
Palestratendnciasexploratriasdedesenvolvimentoregional30maio 120601123511-php...Falefale
 
Em discussão! setembro 2012_internet
Em discussão! setembro 2012_internetEm discussão! setembro 2012_internet
Em discussão! setembro 2012_internetrcatanese
 
O que precisamos para sair da retranca dificuldades econômicas no setor indus...
O que precisamos para sair da retranca dificuldades econômicas no setor indus...O que precisamos para sair da retranca dificuldades econômicas no setor indus...
O que precisamos para sair da retranca dificuldades econômicas no setor indus...B&R Consultoria Empresarial
 
relato-final_EconomiaCriativa
relato-final_EconomiaCriativarelato-final_EconomiaCriativa
relato-final_EconomiaCriativaondapolitica
 
Espaço SINDIMETAL 49
Espaço SINDIMETAL 49Espaço SINDIMETAL 49
Espaço SINDIMETAL 49SINDIMETAL RS
 
Distrito Retrospectiva Report 2022.pdf
Distrito Retrospectiva Report 2022.pdfDistrito Retrospectiva Report 2022.pdf
Distrito Retrospectiva Report 2022.pdfMariaEduardaMartinel
 
Relatório Anual 2012
Relatório Anual 2012Relatório Anual 2012
Relatório Anual 2012BNDES
 
Revista excelencia em_gestao_por_um_brasil_mais_competitivo
Revista excelencia em_gestao_por_um_brasil_mais_competitivoRevista excelencia em_gestao_por_um_brasil_mais_competitivo
Revista excelencia em_gestao_por_um_brasil_mais_competitivoOscir Zancan
 
Perspectivas Para Minas Invest Na Atracao De Investimentos
Perspectivas Para Minas Invest Na Atracao De InvestimentosPerspectivas Para Minas Invest Na Atracao De Investimentos
Perspectivas Para Minas Invest Na Atracao De Investimentosminasinvest
 
Serviço Público de Televisão - Economia e Gestão dos Media - Prof. Doutor Rui...
Serviço Público de Televisão - Economia e Gestão dos Media - Prof. Doutor Rui...Serviço Público de Televisão - Economia e Gestão dos Media - Prof. Doutor Rui...
Serviço Público de Televisão - Economia e Gestão dos Media - Prof. Doutor Rui...A. Rui Teixeira Santos
 

Semelhante a Clipping - Escola de Criatividade - Brasil Econômico (20)

TCO no Brasil
TCO no BrasilTCO no Brasil
TCO no Brasil
 
Estratégia Brasileira para a Transformação Digital
Estratégia Brasileira para a Transformação DigitalEstratégia Brasileira para a Transformação Digital
Estratégia Brasileira para a Transformação Digital
 
Estrategia Brasileira para a transformação digital
Estrategia Brasileira para a transformação digitalEstrategia Brasileira para a transformação digital
Estrategia Brasileira para a transformação digital
 
Sinduscon Projeto Construção Cultural revista Case Studies 109 abril 2015
Sinduscon Projeto Construção Cultural revista Case Studies 109 abril 2015Sinduscon Projeto Construção Cultural revista Case Studies 109 abril 2015
Sinduscon Projeto Construção Cultural revista Case Studies 109 abril 2015
 
Documento | Bioeconomia: uma Agenda para o Brasil
Documento | Bioeconomia: uma Agenda para o BrasilDocumento | Bioeconomia: uma Agenda para o Brasil
Documento | Bioeconomia: uma Agenda para o Brasil
 
Palestratendnciasexploratriasdedesenvolvimentoregional30maio 120601123511-php...
Palestratendnciasexploratriasdedesenvolvimentoregional30maio 120601123511-php...Palestratendnciasexploratriasdedesenvolvimentoregional30maio 120601123511-php...
Palestratendnciasexploratriasdedesenvolvimentoregional30maio 120601123511-php...
 
Em discussão! setembro 2012_internet
Em discussão! setembro 2012_internetEm discussão! setembro 2012_internet
Em discussão! setembro 2012_internet
 
[ACIJ] Revista 21 - Fevereiro/2013
[ACIJ] Revista 21 - Fevereiro/2013[ACIJ] Revista 21 - Fevereiro/2013
[ACIJ] Revista 21 - Fevereiro/2013
 
Revista CGD 2015
Revista CGD 2015Revista CGD 2015
Revista CGD 2015
 
O que precisamos para sair da retranca dificuldades econômicas no setor indus...
O que precisamos para sair da retranca dificuldades econômicas no setor indus...O que precisamos para sair da retranca dificuldades econômicas no setor indus...
O que precisamos para sair da retranca dificuldades econômicas no setor indus...
 
relato-final_EconomiaCriativa
relato-final_EconomiaCriativarelato-final_EconomiaCriativa
relato-final_EconomiaCriativa
 
Espaço SINDIMETAL 49
Espaço SINDIMETAL 49Espaço SINDIMETAL 49
Espaço SINDIMETAL 49
 
GV-executivo VOLUME 17, NÚMERO 6 NOV/DEZ 2018
GV-executivo VOLUME 17, NÚMERO 6 NOV/DEZ 2018GV-executivo VOLUME 17, NÚMERO 6 NOV/DEZ 2018
GV-executivo VOLUME 17, NÚMERO 6 NOV/DEZ 2018
 
GVexecutivo - n. 03 | Maio /Junho 2017
GVexecutivo - n. 03 | Maio /Junho 2017GVexecutivo - n. 03 | Maio /Junho 2017
GVexecutivo - n. 03 | Maio /Junho 2017
 
Distrito Retrospectiva Report 2022.pdf
Distrito Retrospectiva Report 2022.pdfDistrito Retrospectiva Report 2022.pdf
Distrito Retrospectiva Report 2022.pdf
 
encontro de discentes
encontro de discentesencontro de discentes
encontro de discentes
 
Relatório Anual 2012
Relatório Anual 2012Relatório Anual 2012
Relatório Anual 2012
 
Revista excelencia em_gestao_por_um_brasil_mais_competitivo
Revista excelencia em_gestao_por_um_brasil_mais_competitivoRevista excelencia em_gestao_por_um_brasil_mais_competitivo
Revista excelencia em_gestao_por_um_brasil_mais_competitivo
 
Perspectivas Para Minas Invest Na Atracao De Investimentos
Perspectivas Para Minas Invest Na Atracao De InvestimentosPerspectivas Para Minas Invest Na Atracao De Investimentos
Perspectivas Para Minas Invest Na Atracao De Investimentos
 
Serviço Público de Televisão - Economia e Gestão dos Media - Prof. Doutor Rui...
Serviço Público de Televisão - Economia e Gestão dos Media - Prof. Doutor Rui...Serviço Público de Televisão - Economia e Gestão dos Media - Prof. Doutor Rui...
Serviço Público de Televisão - Economia e Gestão dos Media - Prof. Doutor Rui...
 

Mais de EscolaDeCriatividade

Apresentação completa da Escola de Criatividade
Apresentação completa da Escola de CriatividadeApresentação completa da Escola de Criatividade
Apresentação completa da Escola de CriatividadeEscolaDeCriatividade
 
Dia Mundial de Criatividade em Curitiba
Dia Mundial de Criatividade em CuritibaDia Mundial de Criatividade em Curitiba
Dia Mundial de Criatividade em CuritibaEscolaDeCriatividade
 
Portfolio trabalhos em cooperativas 2018
Portfolio trabalhos em cooperativas 2018Portfolio trabalhos em cooperativas 2018
Portfolio trabalhos em cooperativas 2018EscolaDeCriatividade
 
Portfolio trabalhos em cooperativas 2017
Portfolio trabalhos em cooperativas 2017Portfolio trabalhos em cooperativas 2017
Portfolio trabalhos em cooperativas 2017EscolaDeCriatividade
 
Habilidades e comportamentos do jovem para o cooperativismo do futuro
Habilidades e comportamentos do jovem para o cooperativismo do futuroHabilidades e comportamentos do jovem para o cooperativismo do futuro
Habilidades e comportamentos do jovem para o cooperativismo do futuroEscolaDeCriatividade
 
Turismo Criativo - um exercício para um novo olhar
Turismo Criativo - um exercício para um novo olharTurismo Criativo - um exercício para um novo olhar
Turismo Criativo - um exercício para um novo olharEscolaDeCriatividade
 
Escola de Criatividade - Coletânea de Livros de Criatividade
Escola de Criatividade - Coletânea de Livros de CriatividadeEscola de Criatividade - Coletânea de Livros de Criatividade
Escola de Criatividade - Coletânea de Livros de CriatividadeEscolaDeCriatividade
 
Clipping - Escola de Criatividade - Revista Sescap PR 2016
Clipping - Escola de Criatividade - Revista Sescap PR 2016Clipping - Escola de Criatividade - Revista Sescap PR 2016
Clipping - Escola de Criatividade - Revista Sescap PR 2016EscolaDeCriatividade
 
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Brasil Econoômico
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Brasil EconoômicoClipping - Escola de Criatividade - Jornal Brasil Econoômico
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Brasil EconoômicoEscolaDeCriatividade
 
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Gazeta do Povo 2014
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Gazeta do Povo 2014Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Gazeta do Povo 2014
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Gazeta do Povo 2014EscolaDeCriatividade
 
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal O Globo 2015
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal O Globo 2015Clipping - Escola de Criatividade - Jornal O Globo 2015
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal O Globo 2015EscolaDeCriatividade
 
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Valor Econômico 2015
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Valor Econômico 2015Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Valor Econômico 2015
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Valor Econômico 2015EscolaDeCriatividade
 

Mais de EscolaDeCriatividade (20)

Apresentação completa da Escola de Criatividade
Apresentação completa da Escola de CriatividadeApresentação completa da Escola de Criatividade
Apresentação completa da Escola de Criatividade
 
O que é a Escola de Criatividade
O que é a Escola de CriatividadeO que é a Escola de Criatividade
O que é a Escola de Criatividade
 
Dia Mundial de Criatividade em Curitiba
Dia Mundial de Criatividade em CuritibaDia Mundial de Criatividade em Curitiba
Dia Mundial de Criatividade em Curitiba
 
Portfolio trabalhos em cooperativas 2018
Portfolio trabalhos em cooperativas 2018Portfolio trabalhos em cooperativas 2018
Portfolio trabalhos em cooperativas 2018
 
Portfolio trabalhos em cooperativas 2017
Portfolio trabalhos em cooperativas 2017Portfolio trabalhos em cooperativas 2017
Portfolio trabalhos em cooperativas 2017
 
Princípios do Cooperativismo
Princípios do CooperativismoPrincípios do Cooperativismo
Princípios do Cooperativismo
 
Habilidades e comportamentos do jovem para o cooperativismo do futuro
Habilidades e comportamentos do jovem para o cooperativismo do futuroHabilidades e comportamentos do jovem para o cooperativismo do futuro
Habilidades e comportamentos do jovem para o cooperativismo do futuro
 
Turismo Criativo - um exercício para um novo olhar
Turismo Criativo - um exercício para um novo olharTurismo Criativo - um exercício para um novo olhar
Turismo Criativo - um exercício para um novo olhar
 
Escola de Criatividade - Coletânea de Livros de Criatividade
Escola de Criatividade - Coletânea de Livros de CriatividadeEscola de Criatividade - Coletânea de Livros de Criatividade
Escola de Criatividade - Coletânea de Livros de Criatividade
 
Festival Mundial de Criatividade
Festival Mundial de CriatividadeFestival Mundial de Criatividade
Festival Mundial de Criatividade
 
Oficina Turismo Criativo
Oficina Turismo CriativoOficina Turismo Criativo
Oficina Turismo Criativo
 
Festival Mundial de Criatividade
Festival Mundial de CriatividadeFestival Mundial de Criatividade
Festival Mundial de Criatividade
 
Clipping - Escola de Criatividade - Revista Sescap PR 2016
Clipping - Escola de Criatividade - Revista Sescap PR 2016Clipping - Escola de Criatividade - Revista Sescap PR 2016
Clipping - Escola de Criatividade - Revista Sescap PR 2016
 
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Brasil Econoômico
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Brasil EconoômicoClipping - Escola de Criatividade - Jornal Brasil Econoômico
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Brasil Econoômico
 
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Gazeta do Povo 2014
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Gazeta do Povo 2014Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Gazeta do Povo 2014
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Gazeta do Povo 2014
 
Clipping - Escola de Criatividade
Clipping - Escola de CriatividadeClipping - Escola de Criatividade
Clipping - Escola de Criatividade
 
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal O Globo 2015
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal O Globo 2015Clipping - Escola de Criatividade - Jornal O Globo 2015
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal O Globo 2015
 
Clipping - Escola de Criatividade
Clipping - Escola de CriatividadeClipping - Escola de Criatividade
Clipping - Escola de Criatividade
 
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Valor Econômico 2015
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Valor Econômico 2015Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Valor Econômico 2015
Clipping - Escola de Criatividade - Jornal Valor Econômico 2015
 
Clipping - Escola de Criatividade
Clipping - Escola de CriatividadeClipping - Escola de Criatividade
Clipping - Escola de Criatividade
 

Último

Pesquisa de satisfação - Encontro Fazemos Acontecer
Pesquisa de satisfação - Encontro Fazemos AcontecerPesquisa de satisfação - Encontro Fazemos Acontecer
Pesquisa de satisfação - Encontro Fazemos AcontecerMarina Evangelista
 
b2ee375d-671f-406c-8c60-df328a75e662.pdf
b2ee375d-671f-406c-8c60-df328a75e662.pdfb2ee375d-671f-406c-8c60-df328a75e662.pdf
b2ee375d-671f-406c-8c60-df328a75e662.pdfRenandantas16
 
Objeções - Jeb Blount livro negociios de
Objeções - Jeb Blount livro negociios deObjeções - Jeb Blount livro negociios de
Objeções - Jeb Blount livro negociios derafaelventura53
 
Imóvel do Banco, Apartamento T5 com Sótão; Bank Property, Apartment near Cent...
Imóvel do Banco, Apartamento T5 com Sótão; Bank Property, Apartment near Cent...Imóvel do Banco, Apartamento T5 com Sótão; Bank Property, Apartment near Cent...
Imóvel do Banco, Apartamento T5 com Sótão; Bank Property, Apartment near Cent...imostorept
 
Digitalização do varejo | Tecnologia na gestão do negócio: como alavancar a e...
Digitalização do varejo | Tecnologia na gestão do negócio: como alavancar a e...Digitalização do varejo | Tecnologia na gestão do negócio: como alavancar a e...
Digitalização do varejo | Tecnologia na gestão do negócio: como alavancar a e...E-Commerce Brasil
 
DROGASIL EQUIPE LOGISTICA MERCADOLOGICA.pptx
DROGASIL EQUIPE LOGISTICA MERCADOLOGICA.pptxDROGASIL EQUIPE LOGISTICA MERCADOLOGICA.pptx
DROGASIL EQUIPE LOGISTICA MERCADOLOGICA.pptxednamonteiro13
 

Último (6)

Pesquisa de satisfação - Encontro Fazemos Acontecer
Pesquisa de satisfação - Encontro Fazemos AcontecerPesquisa de satisfação - Encontro Fazemos Acontecer
Pesquisa de satisfação - Encontro Fazemos Acontecer
 
b2ee375d-671f-406c-8c60-df328a75e662.pdf
b2ee375d-671f-406c-8c60-df328a75e662.pdfb2ee375d-671f-406c-8c60-df328a75e662.pdf
b2ee375d-671f-406c-8c60-df328a75e662.pdf
 
Objeções - Jeb Blount livro negociios de
Objeções - Jeb Blount livro negociios deObjeções - Jeb Blount livro negociios de
Objeções - Jeb Blount livro negociios de
 
Imóvel do Banco, Apartamento T5 com Sótão; Bank Property, Apartment near Cent...
Imóvel do Banco, Apartamento T5 com Sótão; Bank Property, Apartment near Cent...Imóvel do Banco, Apartamento T5 com Sótão; Bank Property, Apartment near Cent...
Imóvel do Banco, Apartamento T5 com Sótão; Bank Property, Apartment near Cent...
 
Digitalização do varejo | Tecnologia na gestão do negócio: como alavancar a e...
Digitalização do varejo | Tecnologia na gestão do negócio: como alavancar a e...Digitalização do varejo | Tecnologia na gestão do negócio: como alavancar a e...
Digitalização do varejo | Tecnologia na gestão do negócio: como alavancar a e...
 
DROGASIL EQUIPE LOGISTICA MERCADOLOGICA.pptx
DROGASIL EQUIPE LOGISTICA MERCADOLOGICA.pptxDROGASIL EQUIPE LOGISTICA MERCADOLOGICA.pptx
DROGASIL EQUIPE LOGISTICA MERCADOLOGICA.pptx
 

Clipping - Escola de Criatividade - Brasil Econômico

  • 1. ESPECIAL MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS Criaré a solução ArtesPauloEsper PROJETOSDEMARKETING Quarta-feira, 25 de fevereiro, 2015 Brasil Econômico A indústria criativa tem se sobressaído, em qualquer cenário econômico, desde meados dos anos 1990, quando começou a ser foco de políticas de desenvolvimento em diversos países. Setores como tecnologia, design e publicidade são as grandes apostas para 2015.
  • 2. ESPECIAL Exportação chega a US$ 7,5 bi Osprincipaisespecialistasmun- diais reconhecem o potencial criativobrasileiro,masopaíses- tá fora dos rankings do último relatóriodaOrganizaçãodasNa- çõesUnidas(ONU)sobreosnú- merosdacadeiaemâmbitoglo- bal, elaborado com informa- ções entre os anos de 2002 e 2008. No documento, o Brasil nãoapareceentreosvintemaio- resprodutores,apesardeterele- vado significativamente as ex- portações de produtos e servi- çoscriativosnoperíodoestuda- do:passoudeUS$2,5bilhõespa- raUS$7,5bilhões,altaumpou- cosuperiora200%. Os dados mostram também que o Brasil manteve superávit comercial, já que as importa- ções, mesmo com crescimento maior em termos percentuais, de226%,saíramdeUS$1,78bi- lhão para US$ 5,81 bilhões. A Chinadespontacomomaiorex- portadora, com US$ 85 bilhões do total de US$ 592 bilhões do comércio mundial criativo em 2008, valor que duplicou em seisanos,comumataxadecres- cimento médio anual de 14%. ConformeaConferênciadasNa- ções Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento,acadeiamo- vimenta US$ 8 trilhões anual- mente, representa entre 8% e 10% do Produto Interno Bruto (PIB)mundialecresceataxaen- tre10% e20% porano. OúltimomapeamentodoSis- tema Firjan (Federação das In- dústrias do Estado do Rio de Ja- neiro)sobreacadeianãofazcom- parativos,comonoanterior,por faltadenovosdadosdaONU,diz Guilherme Mercês, gerente de economiaeestatísticadaentida- de.Noentanto,oanteriorcoloca- va a produção brasileira entre as melhores colocadas no quesito participaçãonoPIBeemumuni- versode14paísescriativosestu- dados.SegundoestudodoInsti- tutoBrasileirodeGeografiaeEs- tatística(IBGE)de2010,acadeia tem239milempresasativas,em- prega1,7milhãodeprofissionais erepresenta4,16%doPIBbrasi- leiro, movimentando R$ 150 bi- lhõesporano. boas ideias Astrocasdeministrosda Culturaedesecretários, desdeaformaçãodapasta daEconomiaCriativa, emperraramaimplantação dosprojetos. MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS Enquanto os prognósticos de de- sempenho geral da economia bra- sileira são cada vez menos otimis- tas para este ano, as expectativas decrescimentodachamadaecono- mia criativa, ou indústria criativa, são muito animadoras. Essa ca- deia tem se sobressaído em qual- quer cenário desde meados dos anos 1990, quando começou a ser foco de políticas de desenvolvi- mento em diversos países, mas nosperíodosmenospropíciosmos- traaindamaispotencial,poisabri- ga negócios oriundos da imagina- ção,criatividadeecapacidadeinte- lectual, quegeramsubstancialva- lor às economias, são capazes de minimizar os efeitos de crises e, melhor, de até transformá-las em oportunidades, além de promover ainclusãosocial.Porissoepelavo- cação do brasileiro para ser criati- vo, asseguram os especialistas, a cadeiatalvezaténemalcancenes- te ano a mesma média anual de crescimento da última década, de quase 7%,masseusnúmeros con- tinuarão ascendentes. “Os anos de 2015 e 2016 serão impactadospelaspolíticasdeajus- tefiscal,comelevaçãodacargatri- butária, aumento das taxas de ju- ros, retração do consumo. Não é um cenário muito favorável para a expansão dos negócios. Porém, consideramosqueosetordaecono- mia criativa é justamente aquele que pode reagir com maior veloci- dade, pois tem mais flexibilidade para ajustar sua estrutura de cus- tos e mais resiliência para se adap- tar às novas condições do merca- do”,avaliaDeboraMazzei,coorde- nadora de projetos de economia criativado ServiçodeApoio às Mi- cro e Pequenas Empresas (Sebrae). ParaGuilhermeMercês,gerentede economia e estatística do Sistema Firjan(FederaçãodasIndústriasdo Estado do Rio de Janeiro), o cená- riomacroeconômicodeveráimpac- tar o ritmo de crescimento da ca- deia, principalmente neste ano, mas elacontinuará em expansão: “Cresce menos porque essa área precisa de investimento e a grande questão é se as empresas, quecostumaminvestircomrecur- sos próprios, que minguam em épocadecrise,terãoessacapacida- de”. De acordo com estimativas doestudomaisrecentesobreaeco- nomiacriativado país,o totalpro- duzido pela cadeia cresceu 69,8% emtermos reaisentre2004 e 2013, quando gerou cifra próxima de R$ 126 bilhões. O valor é baseado na massasalarialformalecorrespon- deu a 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, cujo avanço no período foi bem inferior, de 36,4%.ElaboradapeloSistemaFir- jan, a pesquisa “Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil”, na quarta edição, mostra ainda que o número de empresas da cadeia tambémcresceuemmédiasimilar e saltou 69,1% em dez anos, pas- sando de 148 mil em 2004 para 251 milaofinalde2013,percentualsu- perior ao de 35,5% do número to- taldecompanhiascriadasnopaís. A Firjan divide a cadeia criativa em quatro grandes áreas: consu- mo, que engloba arquitetura, pu- blicidade, design e moda; cultura, envolvendopatrimônioeartes,ar- tes cênicas, música e expressões culturais; mídias, subsegmentada em editorial e audiovisual; e, por fim, tecnologia, composta pela biotecnologia, pesquisa e desen- volvimento (P&D) e tecnologia da informação e comunicação (TIC). Segundo o mapeamento, a área de consumo foi a que mais se desta- cou na última décadaaté 2013, por dobrar a força de trabalho, para 423 mil pessoas empregadas for- malmentenoúltimoanopesquisa- do, e abrigar os setores que mais evoluíram:opublicitário,quelide- rou o ranking de contratações, e o design, na segunda colocação. Os três segmentos que envol- vem a área de tecnologia duplica- ramonúmerodeprofissionais,so- mando 306 mil no encerramento de2013.NaavaliaçãodeMercês,to- das as áreas têm grande potencial, mas ele aposta em crescimento maior nas de P&D, biotecnologia e design. “O Brasil ainda não é um paísdepontaemP&Detemodesa- fio de incorporar muita tecnologia nessa área. Na biotecnologia, o paístemgrandesperspectivaspelo potencial da sua biodiversidade. O designaumentamuitoovaloragre- gado da indústria e o país ainda é incipiente em design de produto.” Incentivo do poder público “O mercado criativo cresceu mais por vocação do que por estímulos viapolíticaspúblicasdedesenvol- vimento e financiamento, já que o país despertou apenas recente- mente para o potencial da cadeia, criandováriosórgãos,sejamfede- ral ou estaduais, para impulsioná- la, o que é extremamente positivo, pois ela pode ser o vetor de cresci- mento que o Brasil precisa”, diz Mercês. O governo federal criou em2012umaSecretariadaEcono- miaCriativacomoobjetivodefor- mular, implementar e monitorar as políticas públicas voltadas para acadeia,especialmenteparaosmi- cro e pequenos empreendedores criativos.Oplanodeaçãoelabora- do pela Secretaria vem aos poucos saindodopapeleoutraspastas,co- mo a dos ministérios de Ciência e Tecnologia e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, também implementam progra- mas para desenvolver a cadeia. Mas muitos especialistas têm críticas. Entre elas, afirmam, as trocasdeministrosdaCulturaese- cretários desde a implantação da pastadaEconomiaCriativaemper- raram a implantação dos projetos. Dizem também que o Ministério ao qual a Secretaria está vincula- da, o da Cultura, torna a política para a cadeia menos abrangente. “Os países que mais se destacam na economia criativa têm essa áreavinculadaaMinistériosestra- tégicos para o desenvolvimento. No Japão, está sob a Casa Civil. Na China, ganhou tanto destaque que o governo agora está mudando de ‘Made in China’ para ‘Created in China’. Isso porque a indústria criativa vai além da cultura”, diz GabrielPinto,coordenadordoPro- grama Indústria Criativa do Siste- ma FIRJAN, que tem atuado forte- mentedesde2001comalgunsseto- res da cadeia e criou essa divisão em 2013 para ampliar a atuação e fomentar ainda mais os negócios. Para os especialistas, a indús- triacriativabrasileiraenfrentaain- da desafios de financiamento para o desenvolvimento de seus proje- tos, principalmente porque boa parte dos bens é intangível; gran- dedemoranaconcessãodepaten- tes; e comercialização dos bens, entre os principais. Desafios que sãoaindamaioresquandoanalisa- mos que a maioria das empresas tem tamanho médio, micro e pe- queno, portes que ainda esbarram em muitos problemas de gestão. I Diferentementedoquefoi publicadonafrasedapágina 8,nosuplementoMicro, PequenaseMédiasEmpresas -ProdutoseServiços,em21 dejaneirode2015,Luciane Ortegaévice-coordenadora daAgênciaUSPdeInovação. PROJETOSDEMARKETING Criadaem2012,aSecretaria daEconomiaCriativatemo objetivodeformular, implementaremonitoraras políticaspúblicasvoltadas paraacadeia. Textos: Iolanda Nascimento redacao@brasileconomico.com.br Vocação para ter AntonioBatalha/Divulgação SOBE E DESCE ERRATA GabrielPinto:áreadeveestar ligadaaMinistérioestratégico Totalproduzidopelosetordaeconomiacriativacresceu69,8%entre 2004e2013,quandogerouR$126bilhões,segundoestudodaFirjan 2 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de fevereiro, 2015
  • 3. Estes profissionais estão em quase todos os setores da economia, da indústria automobilística às serralherias” GuilhermeMercês Gerentede economia eestatística da Firjan “ Osprofissionaisdaeconomiacriati- vatêmmais oportunidadesdeem- pregoeremuneraçãoacimadomer- cado de trabalho brasileiro,segun- do o “Mapeamento da Indústria CriativanoBrasil”,estudoelabora- do pelo Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).Entretanto,osatuaisfato- resmacroeconômicostambémde- verão afetar para baixo o ritmo de oferta de novas vagas e os aumen- tos reais nos salários desses traba- lhadores, diz Guilherme Mercês, gerente de economia e estatística da entidade, que, no entanto, não arrisca previsões. “Vão crescer, masabaixodoob- servadonosúlti- mos anos, es- pecialmente nesteano.” Com 892,5 mil profissio- nais ao final de 2013, a economia criativa gerou 90% mais empregos formais entre 2004 e 2013, com aumento na oferta em todos os estados do país. A expan- sãoébemsuperioràdomercadode trabalho brasileiro, de 56% no pe- ríodo. Em relação ao total da força de trabalho formal também houve progressão: de 1,5% em 2004 para 1,8% em 2013. Mercês observa que uma das informações mais impor- tantes apresentadas nesse estudo é adequegrandepartedosprofissio- nais(80,6%)atuaemempresastra- dicionais,ouseja,quenãosãoconsi- deradaspuramentecriativas,como uma agência de publicidade ou umastartupdetecnologia.“Eleses- tão em quase todos os setores da economia, da indústria automobi- lísticaàsserralherias.”Naindústria detransformação,porexemplo,es- tão24,7%dessesprofissionais. Segundo o estudo da Firjan, em todas as áreas da cadeia criativa os profissionais têm rendimento aci- ma da média brasileira. Em 2013, o saláriomédio dessaforçadetraba- lho alcançou R$ 5.422 ante média deR$2.073dotrabalhadorbrasilei- ro. A melhor remuneração é atri- buída à melhor formação, já que a maioria dessas profissões requer, alémdacriatividade,conhecimen- to,qualificaçãoemuitaespecializa- ção. No período estudado pela Fir- jan, a evolução real do rendimento médio dos profissionais do setor criativo foi de 25,4%, inferior aos 29,8% da expansão média da ren- da do trabalhador brasileiro. Para Guilherme Mercês, a evolução maiordossaláriosmaisbaixosési- nalpositivonodesempenhodaeco- nomia criativa no país. “Mostra queomercadodetrabalhobrasilei- ro está mais equânime, com me- lhor distribuição derenda.” Mercado de trabalho aquecido e bem remunerado AntonioBatalha/Divulgação Setor requer, além da criatividade, qualificação e elevado nível de especialização. Salário médio chega a R$ 5 mil Quarta-feira, 25 de fevereiro, 2015 Brasil Econômico 3
  • 4. ESPECIAL I Mapeamentosobrea economiacriativadopaís, elaboradopeloSistema Firjan,mostraquea publicidadefoiaáreaque maisempregounaúltima década,passandode45,7mil profissionaisformaisem 2004para154,8milem2013. I Somentenasempresasde design,estimadasemquase 700emtodoopaís,estão alocadoscercade4,2mil profissionais,informa oestudoDiagnósticodo DesignBrasileiro,de2014. I Osetorvemsendo contempladoporlinhas definanciamentopúblico —particularmentefederal, comoaslinhasdoBNDES —tantoparapesquisas deprodutosqueenvolvem designcomopara desenvolvimentoapenas deprojetosdedesign. MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS Omercadopublicitáriobrasilei- ro, que movimentaem torno deR$ 50 bilhões por ano e está entre os dezprincipaisdomundo,disparou naúltimadécada.Mapeamentoso- breaeconomiacriativadopaís,ela- boradopeloSistemaFirjan(Federa- çãodasIndústriasdoEstadodoRio de Janeiro), mostra que essa área foiaquemaisempregou,passando de 45,7 mil profissionais formais em 2004 para 154,8 mil em 2013. A altade238,5%éatribuídaàexpan- sãodomercadoconsumidor,dopo- der de compra do brasileiro e das novas mídias, que possibilitaram meios inovadores de aproximação entre empresas e clientes. Fatores queexigema“diferenciaçãodepro- dutos e marcas como ferramenta de competitividade”, diz o estudo. A mesma conjuntura também foi responsável pelo avanço do mercadodedesignnopaís,segun- docolocadonorankingdegeração de postos de trabalho no mesmo período, saltando de 42,6 mil para 87 mil profissionais formais, um avanço de 104,3%. Somente nas empresas dedesign, estimadas em quase 700, estão alocados cerca de 4,2milprofissionais,informaoes- tudo Diagnóstico do Design Brasi- leiro,de2014.GustavoGelli,presi- dente da Associação Brasileira de Design(Abedesing),dizquenosúl- timos três anos o setor realmente deu um salto ao conseguir mostrar a importância do design estratégico para os negócios, mas afir- ma que esse mercado ainda é bastante novo no Brasil e tem muito a crescer.“Comaflexibi- lização do Supersim- ples, poderá dobrar o nú- mero de empresas.” Gelli estima que a área passe de um faturamento de R$ 600 mi- lhões em 2014 para em torno de R$ 2,5 bilhões em 2018 e coloca nascontas,especialmente,osestí- mulos ao setor, que vêm sendo contemplado por linhas de finan- ciamento públicos — particular- mente federal, como as linhas do BNDES —, tanto para pesquisas de produtos que envolvem design como para desenvolvimento ape- nas de projetos de design. “O go- verno tem entendido que investir em design é investir em inovação, fundamental para a competitivi- dade do país”, afirma Gelli, que também é um dos fundadores da Tátil Design de Ideias, que está há 25 anos no mercado e é a criadora da marcadas Olimpíadas e Parao- limpíadas de 2016, jogos a serem realizados no Rio de Janeiro. A Tátil, com escritórios no Rio de Janeiro e em São Paulo, tem 86 profissionais e, afirma Gelli, é uma das maiores do setor, marca- do por empresas com no máximo 35 funcionários. E evolui também substancialmente. “Nos últimos quatro anos, cresceu entre 20% e 25% ao ano em faturamento.” No anopassado,ofaturamentodaTá- til,nãorevelado,evoluiu18%epa- ra 2015 a previsão é de expansão também.“Esteanonãoserámara- vilhoso, mas não será inferior a 2014. Momentos de crise são bons para o design porque são também de superação e as empresas preci- sam investir para conquistar con- sumidores, mais disputados nes- sasfases”, diz Gelli,mantendo em sigilo as estimativas. A Entre Gestão & Design, no mercado desde 2009 também tem perspectivas otimistas para este ano,dealtadeaomenos50%nofa- turamento e deverá dobrar para dezonúmerodefuncionáriosfixos a fim atender o aumento previsto de demanda, afirma seu fundador, Lucas Baldissera. “O design é bas- tantedinâmicoeconsegueatender a todos os setores.Nos últimos dois anos, crescemos em torno de 80% porano emfunção não somente da evolução do próprio mercado, mas também do modelo de negócios que criamos, de captação de novos trabalhos e melhoria da produtivi- dade”, diz Baldissera, que optou por incubar sua empresa para ab- sorver mais conhecimento, ter apoio de consultores em diversas áreaseinfraestruturaparaodesen- volvimento de projetos. Incubada na Fundação Softvil- le, de Joinville (SC) desde 2010, a EntreGestão&Designjáéumaem- presa premiada por seus traba- lhos, como o ABRE de Embalagem Brasileira recebidos em 2010 e 2014. Inicia este ano processo de graduação,isto é,começaaplane- jarasinstalaçõesprópriasparadei- xar a incubadora em dois anos. Mesmocomcercade90%daenco- mendas oriundas do setor indus- trial,paraBaldisseraograndedesa- fio do design brasileiro é a indús- tria se sensibilizar para os benefí- ciosdesseinvestimento.“Nãoéin- vestimento apenas na criatividade e no belo, mas em conhecimentos específicos que os designers têm de cada área para o qual desenvol- vem projetos, que resultam em produtosemarcasquegerammui- to valor, principalmente em mo- mentos de baixo crescimento.” Outra pequena jovem empresa que tem conseguido bons resulta- dos na largada é o Grupo Mesa, agênciadepublicidadedoRiodeJa- neiro. Paulo Gontijo, um dos cinco sócios,contaqueaagênciafoicria- daem2012,reunindoascompetên- cias de cada um dos fundadores, com uma proposta diferenciada de atuação: ser uma empresa publici- tária tradicional, mas ir além, ela- borando e desenvolvendo proje- tos,incluindocaptaçãodepatroci- nadores e recursos, em conjunto com alguns clientes, como o Gru- poEstação,quereúnesalasdecine- ma,livrariasecafésnoRiodeJanei- ro. “Esse é um mercado em cresci- mento, mas muito concorrido e comgrandesagências.Seoperásse- mos apenas da maneira tradicio- nal, talvez os resultados não vies- sem tão rápido”, afirma Gontijo, sem revelar números, observando que este ano será tão bom que a agênciaestámudando paraum es- paço50%maioredeverácontratar maistrêsou quatro funcionários. PROJETOSDEMARKETING na publicidade e no design Grande expansão ClaudioRoberto/Divulgação Divulgação Divulgação Setores são beneficiados pela ampliação do mercado consumidor e das novas mídias, que possibilitaram meios inovadores de aproximação entre empresas e clientes PONTO A PONTO Baldissera:"Designédinâmico eatendeatodosossetores" Gontijo:"Apublicidadecresce, maséummercadoconcorrido" Gelli:"NovoSupersimplespode dobraronúmerodeempresas" 4 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de fevereiro, 2015
  • 5. Com180projetosdirecionadospa- raa cadeia criativaespalhados pe- loBrasil,oServiçodeApoio àsMi- cro e Pequenas Empresas (Sebrae) prevê investir R$ 70 milhões nes- ses programas, entre 2015 e 2018, a maior parte deles concentrada nos estados do Rio de Janeiro, Ba- hia,Pernambuco,Ceará,RioGran- de do Norte, Pará, Espírito Santo e Minas Gerais. Debora Mazzei, coordenadora de projetos de eco- nomia criativa da entidade, expli- ca que o Sebrae definiu, para a sua atuação,essacadeiacomo “ocon- junto de negócios baseados no ca- pitalintelectual,culturalenacria- tividade, gerando valor econômi- co”.Nessecontexto,asaçõesprio- rizam as artes visuais, o audiovi- sual(cinema,televisãoepublicida- de),design,digital(games,aplica- tivos e startups), editoração, mo- da, música, artesanato e comuni- cação (TV, rádio e internet). “Numprimeiro momento defi- nimos nossa atuação na difusão da cultura empreendedora junto aos empreendimentos atuantes na economia criativa, como for- ma de contribuir para uma estru- turação e planejamento dos negó- cios, buscando assim, reposicio- namento dos empreendimentos, bemcomomelhoriadeseusresul- tados. A expectativa é que os em- preendimentosatendidospeloSis- tema Sebrae entendam a deman- da do mercado para seus produ- tos/serviçoseampliemsuacartei- ra de clientes, alcançando a sus- tentabilidade de suas atividades e fortalecimento do segmento em que estão inseridos”, diz Debora. Entre os novos programas, De- bora cita a parceria do Sebrae com a Associação Brasileira da Produ- ção de Obras Audiovisuais (Apro) para capacitar empresários do se- toraudiovisual,áreaquevemcres- cendo expressivamente no Brasil e requerendo cada vez mais profis- sionais qualificados. Dividido em quatro módulos num total de 96 horas, o programa amplia os co- nhecimentoseaperfeiçoaastécni- casdopequenosnegóciosindepen- dentes.“SãoPaulofoiaprimeiraci- dadeareceberosmódulos,queca- pacitou 44 empresários, e o curso será ministrado em outras quatro cidades brasileiras: Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Porto Alegre.” Além disso, o Sebrae tem pon- tosdeatendimentosemseteIncu- badoras Brasil Criativo (Acre, Ba- hia,Ceará,Goiás,MatoGrosso,Pa- rá e Rio Grande do Norte), um dos programasdaSecretariadeEcono- miaCriativa.Narede(presenteho- je em oito estados, totalizando oi- toincubadoras,masquedeveche- gar a 13 até o final deste ano), os criativostêmacessoacursosecon- sultorias, planejamento estratégi- co, assessoria contábil e de comu- nicação e marketing, elaboração de projetos e captação de recur- sos, além de acompanhamento contínuo. “Também sedia balcões de crédito, formalização, assesso- ria jurídica e uma área comparti- lhadapermanente detrabalho co- laborativo. As atividades são de- senvolvidas por equipes locais, em diálogo com as potencialida- desevocaçõesculturaisdecadare- gião”,informaaSecretaria,acres- centando que mais de 3,5 mil pro- dutorese fazedoresculturais járe- ceberam atendimento pela Rede de Incubadoras Brasil Criativo. “A associação das iniciativas privada e pública são peças-chave naexpansãoeconsolidaçãodode- senvolvimento do setor. O Sebrae possui, desde 2011, um acordo de cooperação com o Ministério da Cultura para desenvolvimento de empresas de economia criativa. O objetivo é, até 2015, mapear o se- tor,capacitarempresários,promo- ver a melhoria da gestão, dar apoio ao mercado e gerar negó- cios.ComavisãoestratégicadoSe- brae junto aos empreendimentos criativos,aideiaéreduziradepen- dência da subvenção”, afirma a executivadoSebrae,queestátam- bém elaborando um Guia do Em- preendedor Criativo,a ser lançado até o final do primeiro semestre. O Brasil tem quase uma Dina- marca,com5,6milhõesdehabi- tantes, e um Uruguai, com 3,4 milhões,inteirosproduzindoar- tesanato. São mais de 8,5 mi- lhõesde artesãosno país,geran- do vendas crescentes e estima- das em cerca de R$ 50 bilhões por ano, que vem despertando nos últimosanos paraagrandio- sidadedessesnúmerosebuscan- do transformarsuasartesemne- gócios promissores. Muitos es- tão se reunindo em grupos pro- dutivos para gerar renda essen- cialmentepormeio doartesana- to — núcleos que já ultrapassam acasade30milempreendimen- tossolidários no paíse envolvem mais de 2 milhões de pessoas. Entre esses grupos, estão os 64 de regiões de baixa renda que fazempartedaRedeAsta,umne- gócio fundado em 2005 por em- preendedorassociaiscomoobje- tivo deformaressesgrupos,trei- nar e, principalmente, escoar a produção dos artesãos. Esses ar- tistasbrasileirostêm como prin- cipaisdificuldades da profissão a relaçãocomfornecedoreseafor- mação depreçosecomercializa- ção dos produtos, denominados de “design feito à mão” na Rede, e a união em grupos tem colabo- rado para o crescimento desse mercado e, acima de tudo, para o desenvolvimento de comuni- dades, como instrumento de in- clusão social e geração de renda. Os próprios números da Re- de Asta dão essa noção. Alice Freitas, diretora-executiva e uma das fundadoras da Rede, conta que os três primeiros anos de funcionamento do ne- gócio foram mais de aprendiza- gem. “Apenas em 2008 começa- mos a apresentar algum resulta- do, com R$ 7 mil em vendas. No ano passado, tivemos fatura- mento de R$ 1,135 milhão com a comercialização de produtos e estamos crescendo em média 30% desde 2008”, afirma. A Re- de também faturou cerca de R$ 1 milhão com projetos que de- senvolve nessa área para tercei- ros e estima crescimento de 30% na venda de artesanato e de 20% na área de prestação de serviços, neste ano. Conforme Alice, os grupos produtivos que fazem parte da Redeenvolvemmaisde800arte- sãos, sendo 90% mulheres,e es- tão espalhados por dez estados brasileiros. As vendas do ano passado geraram uma renda to- taldeR$660milparaessesartis- tas, que têm custos médios em tornode12%."Nãosãotemporá- rios. Os grupos entram na Rede, se beneficiam da estrutura de fornecimento e vendas e se tor- nam sustentáveis", diz a funda- dora da Asta, que planeja am- pliaronegócio,jáqueháumalis- tade90grupos produtivos espe- rando para integrar a Rede. Sebrae vai investir R$ 70 milhões na economia criativa CONSULTORIA LuludiLuz/Divulgação NaLata/Divulgação Ações priorizam áreas como artes visuais, audiovisual, design, moda, música e artesanato, nos estados do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Pará, Espírito Santo e Minas Gerais 7 sãoasunidadesdasIncubadoras BrasilCriativo,umdosprogramas daSecretariadeEconomia Criativa,emqueoSebraetem pontosdeatendimento.Estão localizadasnoAcre,Bahia,Ceará, Goiás,MatoGrosso,ParáeRio GrandedoNorte. 3,5mil éonúmerodeprodutorese fazedoresculturaisquejá receberamatendimentopelaRede deIncubadorasBrasilCriativo,que oferecemserviçoscomobalcões decrédito,formalização, assessoriajurídicaeumaárea compartilhadapermanentede trabalhocolaborativo. DéboraMazzei:"OprincipalobjetivodoprogramadoSebraeéreduziradependênciadasubvenção" Alice:"Estamoscrescendo emmédia30%desde2008" Artesanato brasileiro produz anualmente R$ 50 bilhões em vendas Quarta-feira, 25 de fevereiro, 2015 Brasil Econômico 5
  • 6. ESPECIAL MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS OBrasilpodeestarumpoucodistan- te dos grandes centros mundiais quando os temas são tecnologia e pesquisaedesenvolvimento (P&D). Noentanto,é inegávelquetemfeito esforço para crescer nessas áreas, queapresentamaindamuitopoten- cialaserexplorado no país.Mapea- mentosobreaeconomiacriativabra- sileira,elaboradopeloSistemaFirjan (Federação dasIndústriasdo Estado doRiodeJaneiro),apontaqueonú- mero de empregos formais na área de tecnologia cresceu 102,8% de 2004 para 2013, um indicador do avançonosetor.Oestudoagregaem tecnologiaosramosdeP&D,tecno- logia da informação e comunicação (TIC)ebiotecnologia;etodos,quan- doanalisadosseparadamente,regis- traramaltassuperioresa100%nage- raçãodepostosdetrabalho. Osespecialistasafirmamquees- sas áreas cresceram muito em fun- çãodepolíticasefinanciamentospú- blicos,jáqueamaiorparterequeral- tos investimentos, para estimular o desenvolvimentoeaproduçãolocal. NaáreadeP&D,porexemplo,opo- derpúblicovemaumentandopaula- tinamenteaparticipaçãonototalde gastos do país, que também cresce- ram(200%)nacomparaçãode2004 e2012,passandodeR$25,43bilhões para R$ 76,46 bilhões, conforme os últimosdadosdoMinistériodaCiên- cia,TecnologiaeInovação(MCTI).A fatia pública subiu de 49,49% para 52,37%.Noentanto,naparticipação empresarial estão incluídas empre- sas estatais também. Os valores to- tais corresponderam, respectiva- mente, a 1,31% e 1,74% do Produto InternoBruto(PIB)e,apesardaalta, estálongedoíndicedosEstadosUni- dos, um dos maiores investidores mundiaisemP&Demtermosabso- lutos,quegiraemtornode2,7%. Outrodadorelevantequemostra ocrescenteinteresse dopaíséonú- merodeincubadoras,quemalalcan- çava duas dezenas há cerca de 20 anosehojejáseaproximade400em operação. Nas incubadoras, empre- sas nascentes encontram um am- bientepropícioparainovar,comin- fraestruturaeconsultoriaemgestão e competitividade, entre outros su- portes, além da troca de experiên- cias com outros pesquisadores e de estaremnumavitrineparaomerca- do investidor. "Hoje, temos quatro empresas incubadas investidas por fundos sementes e a maioria tam- bémconseguecaptarrecursospúbli- cos,comoosdaFinepeCNPq,parafi- nanciar projetos, ou é bolsista. Nos últimosanos,osincentivospúblicos parapesquisaaumentaram",dizRa- fael Silva, coordenador da Habitat, incubadora especializada em bio- ciências—nasáreasdesaúdehuma- na, animal, agronegócio, meio am- bienteeinsumosbiotecnológicos. Criada em 1997 pela Biominas, que a gerencia em parceria com o governo do Estado de Minas Ge- rais, a prefeitura de Belo Horizonte e a Universidade Federal de Minas Gerais, a Habitat recebe semanal- menteinvestidoresquedesejamco- nhecerasempresas,principalmen- te representantes de fundos, mes- mo sendo a biociências uma área em que o retorno é considerado mais demorado, diz Silva. Entre a incubadas que receberam investi- mentosestáaInvitaNutriçãoEspe- cializada. No total, já foram quase R$3milhõesapenasparapesquisa, recursos que vieram do Conselho NacionaldeDesenvolvimentoCien- tífico e Tecnológico (CNPq), da Fi- nanciadora de Estudos e Projetos (Finep), da Fundação de Amparo à PesquisadoEstadodeMinasGerais (Fapemig), entre outros, diz Wen- deldeOliveiraAfonso,diretoreum dosfundadoresdaempresa. A Invita, incubada desde 2009, tambémrecebeuR$500mildoFun- doCriatec,queédirecionadoparaca- pital semente, já aportou recursos em36empresasecujosinvestidores sãooBancoNacionaldeDesenvolvi- mento Econômico e Social (BN- DES),comR$80milhões,eoBanco doNordestedoBrasil(BNB),comR$ 20milhões.SegundoAfonso,ao re- ceber o investimento do Criatec, a empresafoitransformadaemsocie- dadeanônimaparaganharonovosó- cio,quehojedetém40%doseucapi- tal.OdiretordaInvitadizqueosin- vestimentosforamfundamentaispa- raincrementaraspesquisasedesen- Naárea deP&D, opoderpúblico vem aumentando gradativamente aparticipação nototal degastos, quecresceram 200%na comparação de2004e 2012, passando de R$25,43 bilhões paraR$76,46 bilhões, conforme os últimos dados doMinistério da Ciência,Tecnologia eInovação. Onúmerode incubadoras, quemal alcançava duasdezenashá cerca de20 anos, também avançou ehoje jáse aproxima de 400em operação País avança em PROJETOSDEMARKETING FotosDivulgação tecnologia Silva: a maioria das empresas que estão na Habitat consegue captar recursos públicos, como os da Finep, CNPq e Fapemig Afonso:incubadadesde2009,aInvita,daáreadenutrição,recebeu R$500mildoFundoCriateceinvestiu,principalmente,empesquisa 6 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de fevereiro, 2015
  • 7. Muitos empreendedores, especial- mente as startups, têm procurado alternativas bastante criativas pa- rafinanciarseus projetos. Uma de- las, e que começa a dar seus pri- meiros resultados no país, é a bus- ca de recursos de investidores de menor porte por meio de platafor- mas na web montadas especial- mente para essa finalidade: a inje- ção de capital em projetos em- preendedores, que não precisam necessariamente ser da área de tecnologia. O sistema é conhecido como crowdfunding (financia- mento coletivo), mais popular no Brasil porincentivarprojetosartís- ticos, culturais, sociais e doações. Em alguns países, é bastante utili- zado também em transações de empréstimos, não permitidas aqui, que respondem por cerca de 50% dos US$ 6 bilhões estimados que movimenta anualmente. O equity crowdfunding, que prevê participação dos investidores no capital das empresas investidas, no entanto, é umforma nova defi- nanciamento em âmbito mundial. No país, o sistema pode atender empresas pequenas, com fatura- mento anual de até R$ 3,6 milhões que podem captar até R$ 2,4 mi- lhões;éacompanhadopelaComis- são de Valores Mobiliários (CVM) e foiiniciadopeloBroota,deSãoPau- lo,aprimeiraplataformaaapresen- tarresultadosnosegmentodeequi- ty. Contudo, já existe a Associação Brasileira de Equity Crowdfun- ding, presidida por Adolfo Melito, também presidente do Instituto de EconomiaCriativa,comnoveasso- ciados,masqueaindanãoapresen- taram resultados. "Um dos gran- des problemas do país é de finan- ciamento. O crédito é caro e o su- porte para as pequenas e médias empresas começa a crescer, mas ainda é incipiente", afirma Melito. Frederico Rizzo, um dos funda- dores do Broota, diz que a primei- ra captação da plataforma foi pa- ra o incremento do próprio Broo- ta. A oferta foi iniciada em maio de 2014 e em trintas dias foram ob- tidos os R$ 200 mil que a empresa precisava para investir no desen- volvimento da plataforma, con- tratar pessoas e implantar seu ne- gócio pioneiro por aqui. Segundo Rizzo, o projeto atraiu 30 investi- dores e os tickets variaram de R$ 1 mil a R$ 50 mil, valores que po- derão ser convertidos em ações do Broota, em cinco anos. "Foi um sucesso. Estava sozinho no mercado e tinhas três desafios principais: mostrar que o negócio é legal e bom, montar um time e mostrar que é um negócio neces- sário para o Brasil", diz Rizzo. Bom também para os investi- dores, acrescenta, já que a compa- nhia passou de um valor de mer- cado em torno de R$ 1 milhão pa- ra cerca de R$ 2 milhões, em me- nos de um ano. Com cinco mil in- vestidores hoje cadastrados, sen- do 150 ativos, e 260 empresas, o Broota já captou R$ 850 mil para alavancar quatro projetos, in- cluindo o seu. Segundo Rizzo, a meta é fechar este ano com R$ 4 milhões para ao menos dez proje- tos. Ele inclui uma nova captação de R$ 500 milhões para o Broota investir em tecnologia e ampliar a capacidade da sua plataforma, o que permitirá à empresa ser lu- crativa em prazo de um ano, afir- ma Rizzo, para quem o mercado de equity crowdfunding deverá movimentar cerca de R$ 1 bilhão no país, em até dez anos, em cap- tações para diferentes setores. Depois de tentar várias manei- ras de obter recursos e de ficar de- sanimada com custos e exigên- cias, Fabiany Lima encontrou nes- se modelo de captação o financia- mento necessário para incremen- tar seu negócio recém-lançado, em parceria com quatro sócios: a Timokids, uma plataforma de lei- tura de livros infantis ilustrados em 3D e narrados e jogos socioe- ducativos para crianças com até 12 anos. A empresa iniciou as ati- vidades em março do ano passa- do, com o lançamento do aplicati- vo, cujos conteúdos passam por curadorias de psicólogos e peda- gogos e têm a proposta de dar orientações aos pequenos sobre questões cotidianas, como medo do escuro, além de estimular a coordenação motora, o raciocí- nio lógico e ser complementar à educação formal. Tudo de manei- ra divertida, diz Fabiany. A ideia caiu no gosto dos inves- tidores do Broota, que em menos de três meses aportaram R$ 200 mil na Timokids. "Tivemos 130% de reserva, ou seja, 30% acima da oferta. O melhor é que, dos 50 in- vestidores, muitos são clientes da plataforma ou pessoas do merca- do de tecnologia que, além da in- jeção de capital, estão nos ajudan- do a ser mais eficientes e a divul- gar o aplicativo", conta Fabiany, observando que a empresa ga- nhou valor de mercado, após a captação, passando de estimati- va de R$ 1,4 milhão para mais de R$ 2 milhões. Assim como o Broo- ta, a Timokids também já planeja nova captação, especialmente pa- ra alavancar o aplicativo no mer- cado internacional, onde estão 30% dos usuários. "Hoje, os apli- cativos estão disponíveis em 90 países. São narrados em três idio- mas e a ideia é chegar a 10." volvertecnologia,fórmulaseproces- sos antes não disponíveis no país, umprocessoiniciadoem2006quan- doseusfundadoresaindaerampes- quisadoresemuniversidades. Especializadanodesenvolvimen- todeprodutosdestinadosadoenças metabólicasealimentosparafinses- peciais, a empresa lançou suas duas primeirasfórmulasem2012."Umde- les,oAmix,paracriançascomaler- giaaoleitedevaca,éaprimeirafór- mula desenvolvida no país. Esse é um mercado ainda dominado por importados", diz Afonso, acrescen- tandoqueofornecimentodessasfór- mulasàsfamíliaségratuitoeascom- prassão basicamente realizadaspe- lassecretariasdesaúde.Compreços competitivos,cercade20%inferio- resaosdos importantes,aInvita lo- go ganhou uma parte do mercado: em2013,cresceu1.900%emcompa- raçãoaoprimeiroanodeatividadee mesmo retirando domercado afór- mula Profenil por problemas na in- dustrialização, que é terceirizada. Em 2014, a expansão alcançou 150%;eaexpectativaéfaturarodo- bro este ano, quando deverá lançar ao menos mais três produtos, tam- bém frutos de tecnologias inovado- ras.Oretornodoinvestimento,afir- maAfonso,jáfoiasseguradocomos resultadosde2014. Desdeafundação,aHabitatcon- tabiliza 52 empreendimentos con- tratados,comfaturamentoacumu- lado de R$ 155,6 milhões até o final de 2014. Do total de incubadas, 27 delas já deixaram a Habitat e a pri- meira foi graduada em 2002. Essas companhiasregistraramfaturamen- toacumuladodeR$727milhões,en- trede 2002até o ano passado.Hoje, a incubadora tem 16 empresas, que ocupam 100% das instalações. Co- mo o prazo médio de permanência das incubadas na área de biociên- cias é longo, em torno de oito anos, e a lista de espera cresce, a Habitat planeja ampliar as instalações, do- brando a área construída, de três mil metros quadrados atualmente, umprojetoorçadoemR$2milhões. "Estamos em fase de captação de parceiros erecursos.Ametaéqueo novo prédio esteja construído até o finalde2017",dizSilva.Anovaárea deveráserdestinadaparaasempre- sascomprojetosdetecnologiadain- formaçãodirecionadosàsaúde,ade- nominada digital health, um seg- mentoquecrescemuitoeexigeme- nor tempo de incubação, afirma o coordenadordaHabitat. Fabianny:investidoresdoBroota,emmenosde trêsmeses,aportaramR$200milnaTimokids Empreendedores são criativos também para captar recursos Rizzo:comcincomilinvestidorescadastradose 260empresas,oBrootalogocaptouR$850mil Mais acessível, equity crowdfunding é a nova moda de financiamento no mundo inteiro Com preços competitivos, cerca de 20% inferiores aos dos importados, a Invita, em 2013, cresceu 1.900% em comparação ao primeiro ano de atividade, 2009 Quarta-feira, 25 de fevereiro, 2015 Brasil Econômico 7
  • 8. ESPECIAL Nasuaopinião,oquelevou CuritibaafazerpartedaRede deCidadesCriativasdaUnesco? Curitibaéacapitalcriativa doBrasil? Curitibaéumacidadequeatého- je detém uma certa grife de cida- de inovadora, modelo. Parte dis- so se perdeu, porém, ao longo dos anos, pelo crescimento da própria cidade e pela deteriora- ção de projetos urbanísticos. En- tretanto, vejo que Curitiba ainda detém em sua essência o DNA de uma cidade que se renova, ques- tiona e cria. Os projetos e siste- mas urbanísticos se foram, mas deramespaçoparaoutrasiniciati- vas inovadoras, como programas de educação ambiental.Uma ge- ração inteira foi educada para re- ciclarepreservaromeioambien- te urbano. Hoje vejo Curitiba em um momento de reinvenção, com jovens de diversas partes do paísmudandohábitoseinventan- do moda para o bem da cidade. Há tribos criativas espalhadas, mas pouco conectadas. Um bom exemplo vem do Design. Curiti- ba recebeu, recentemente, esse selode Cidade Criativa do Design da Unesco, muito em função do engajamento, união e força dos designers e entidades que os re- presentam na cidade. A vocação para Curitiba inovar está justa- menteemsuagente. Dêexemplosdacriatividade deCuritiba. Curitiba é criativa em diversas frentes.Programasambientaisur- banos reconhecidos mundial- mente,pólosdetecnologiaatuan- tes como o de produção e criação degames,ummovimentogastro- nômicovibrantequecresceufor- temente nos últimos 15 anos,de- sign, ambiente cultural atuante e movimentos espontâneos que nascem em outras áreas o tempo todo. E,após anos de ausência ou omissão do poder público, vejo hojequeháumacrescentevonta- de política para apoiar e estimu- lar novos movimentos da econo- miacriativa nacidade.Tomara. DequeformaaEscolade Criatividadecolaborapara acriatividadedeCuritiba? Sempre nos envolvemos com as discussões e projetos práticos que contribuem para a inovação da cidade. Afinal, somos todos curitibanos, e meu sócio e co- fundador da Escola, Eloi Zanetti, é um apaixonado por Curitiba e, comoescritor,deixoubelascrôni- cas e obras sobre a cidade que cresceu e inovou sob seus olhos. Criamos, juntamente com o Se- braePR e a Fecomércio, o Movi- mentoCuritibaCriativa,quereu- niu,pordoisanos,personagense atoresdaeconomiacriativadaci- dade. O movimento continua de forma voluntária. Criamos tam- bém, como um produto próprio daEscoladeCriatividade,oFesti- val Mundial de Criatividade, que teve sua grande première em 2013,comaparticipaçãodecriati- vosde váriasáreasde todo opaís. O evento é realizado anualmen- te,eopróximoestáagendadopa- raofim desteano. DequeformaaEscola deCriatividadeensina criatividade? Nãoensinamoscriatividade.Afi- nal, todos nascemos criativos. O que fazemos é desbloquear cer- tosvícioseestimularpessoaspa- ra reconhecerem hábitos criati- vosnegligenciadosaolongodavi- da.Basicamenteinovaçãodepen- dedepessoas.Esomentepessoas criativaspodemverdadeiramen- te gerar inovação. Criatividade é umatributoindividual,jáainova- ção é um atributo das organiza- ções, é o processo final. Por isso denadaadiantaempresas,entida- des e organizações repetirem o mantra da inovação a todo custo se, por outro lado, não permitem queseucapitalhumanopossade- senvolversuacriatividade,ques- tionar processos e mudar rumos. Nãofunciona.Jáestivemosemvá- rios estados brasileiros com o “15x15 Empreendedores Criati- vos”,um eventoemqueidentifi- camosemisturamosempreende- dores de várias áreas que contam suashistóriasemapenas15minu- tos,emumformatoleveedescon- traído, comexemplos práticos de como utilizaram a criatividade paracrescereinovaremseusne- gócios.Algunsvídeosestãodispo- níveisnaweb.Umoutroexemplo de evento que desenvolvemos é o Provóquios, um embate de ideias paragerarsoluçõesdeformaprá- ticapara umdeterminadotema. Qualasuaavaliaçãosobre oestágioemqueseencontra aeconomiacriativahoje noBrasil? Vejocomoumacomunhãodein- teresses.Umauniãodeváriosse- tores da sociedade para diversifi- car a economia do país apostan- doemseumaiorasset,aspessoas esuacriatividade.NoParaná,esti- ma-se que a economia criativa impacte apenas 1,5% aproxima- damente do PIB, e no Brasil, mé- dia de 2,3% do PIB. Mas só na ci- dadedeSãoPaulo,quetemdesen- volvido um consistente trabalho há alguns anos em torno da eco- nomia criativa, o impacto chega aquase8%doPIBdoEstado.En- fim, o Brasil ainda engatinha no desenvolvimento de sua econo- mia criativa, mas tem ativos va- riadosequaseúnicossecompara- dos aos de outros países quanto a suadiversidadecultural,patrimô- niohistórico,folclore,música,ar- tes e tecnologia, entre outros. O poder público, como habitual- mente o menos inovador de to- dos os setores, deve ser capaz de quebraroexcessodeburocraciae observar mais áreas que surgem nopaís.Asempresasdevempen- sarnãoapenasemmaisprodutivi- dade,mastambémemgerarcon- teúdo e valor. E as pessoas de- vem, como primeiro passo, se considerarem criativas para se- rem capazes de dar o segundo e próximos passos, que, por sua vez, surgem através do que cha- mamosde confiançacriativa. Quaisdicasvocêdariaàqueles queplanejamempreenderno mundodaeconomiacriativa? Esteja aberto a possibilidades, sem preconceitos e disposto a se conectar. Só com conexões e co- nhecimento é que o empreende- dor saberá como tirar o melhor deseunegócioedoseusetor.Um bomprodutorculturalprecisaes- tar aberto a também entender de gestão e vendas. Um programa- dor ou desenvolvedor de games precisa se conectar com desig- ners. Um projeto de audiovisual precisa estar alinhado com par- ceiros que entendam de merca- do, finanças e marketing para identificarasmelhoresoportuni- dades e parcerias. Mesmo não sendocapazesdepreveremensu- rar tudo, ainda, sim, vale a pena tentar,errare fazerdenovo. “ MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS Esteja aberto a possibilidades, sem preconceitos e disposto a se conectar. Só com conexões e conhecimento, o empreendedor saberá como tirar o melhor de seu negócio” ENTREVISTA PROJETOSDEMARKETING Adriana Teixeira redacao@brasileconomico.com.br ‘SOMENTE PESSOAS CRIATIVAS PODEM GERAR INOVAÇÃO’ Curitiba ainda é um exemplo brasileiro de criatividade. Só no ano passado, o DNA inovador da capital paranaense foi reconhecidoporduasins- tituiçõesmundiaisimpor- tantes:aUnesco,quesele- cionou o município para integraraRededeCidades Criativas,nacategoriaDe- sign,eoInstituto Europeu de Inovação e Estratégias Criativas, que concedeu o prêmioHérmesdel’Inno- vation, na modalidade Qualidade de Vida das Ci- dades. Títulos que se jun- tam a tantos outros reuni- dos nas últimas décadas emáreascomosustentabi- lidade e de projetos urba- nosedesenvolvimentotec- nológico. “A vocação para Curitiba inovar está justa- mente em sua gente”, diz o curitibano Jean Sigel, fundador da Escola de Criatividade, que, não por acaso,ficaemCuritiba. Divulgação JEANSIGELFundadordaEscoladeCriatividade 8 Brasil Econômico Quarta-feira, 25 de fevereiro, 2015