Tutorial intra node-b soft handover

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Tutorial intra node-b soft handover

  1. 1. Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnológico _______________________________________________________________________________________ Copyright © CEDET – Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnológico 1 Este conteúdo é de propriedade do CEDET e pode ser utilizado livremente desde que citados o autor e o site do CEDET (www.cedet.com.br). Tutorial: Intra Node-B Soft-Handover Sobre o autor César Kyn d'Ávila obteve sua graduação em Engenharia Elétrica em 1992 pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde também completou sua formação acadêmica com o Mestrado e Doutorado na área de Telecomunicações, nos anos de 1995 e 1998 respectivamente. Seus trabalhos acadêmicos se concentram em estudos sobre os sistemas celulares com tecnologia CDMA (UMTS, CdmaOne, 1xRTT, 1xEVDO) aplicada às Comunicações sem Fio. Desde a sua formação como doutor, atua no mercado de telecomunicações, como consultor em diversas empresas operadoras, fabricantes de equipamentos e prestadoras de serviço. Possui grande experiência didática e ministrou inúmeros treinamentos em empresas como Samsung, Motorola, Nortel, Ericsson, Instituto Eldorado, Flextronics, Brasil Telecom, Telemar, Vivo, Claro, Telemig Celular, e outras, bem como cursos de pós-graduação em faculdades. Atualmente ocupa a posição de Diretor de Tecnologia do Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnológico (CEDET) empresa com projetos com as tecnologias GSM, UMTS e Wi-MAX e atua como pesquisador independente tendo orientado teses e trabalhos científicos em instituições de renome como Unicamp e Inatel. Introdução Quando um serviço está em curso na tecnologia UMTS, existe a possibilidade de o móvel 3G trocar de Node-B efetuando o procedimento de Handover. Existem diversos tipos de Handover na tecnologia UMTS e um deles é o Intra Node-B Soft-Handover. Este tipo Handover se refere à troca de canal de serviço dentro do mesmo Node-B, mantendo-se a portadora. O objetivo deste tutorial é descrever o procedimento de Intra Node-B Soft-Handover, mostrando o fluxo de mensagens e procedimentoS que são realizados. Não devemos considerar este tutorial algo aprofundado e nem mesmo detalhado, mas é adequado para um nível intermediário de conhecimento sobre o assunto.
  2. 2. Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnológico _______________________________________________________________________________________ Copyright © CEDET – Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnológico 2 Este conteúdo é de propriedade do CEDET e pode ser utilizado livremente desde que citados o autor e o site do CEDET (www.cedet.com.br). Tipos de Handover no UMTS Podemos classificar os Handovers do UMTS em três grandes categorias: • Soft-Handover • Inter Frequency Handover • Inter-RAT Handover O Soft-Handover é o que mantém a portadora, possibilitando a transição suave do móvel e sua conexão simultânea com mais de um canal durante o procedimento. Já no Inter Frequency Handover ocorre a mudança de portadora, ou seja, a transição é brusca devido à mudança da sintonia. O Inter-RAT Handover refere-se a todas as trocas de canal onde há mudança de tecnologia, por exemplo, no caso de um celular UMTS passar para uma célula GSM. A sigla RAT significa Radio Access Technology. Dentre as possibilidades de Soft-Handover são listadas algumas abaixo: • Intra Node-B – troca de canal dentro do mesmo Node-B. • Inter Node-B, Intra RNC – troca de Node-B, mantendo-se o RNC (Radio Network Controller). • Inter RNC – troca de RNC. Neste tutorial iremos estudar o Intra Node-B Soft Handover. Disparo do Handover Quando o móvel UMTS está realizando um serviço, envia freqüentemente para o sistema mensagens de “Measurement Report”. Essas mensagens carregam as informações das medidas de qualidade do sinal do Node-B servidor e dos Node-Bs vizinhos que o móvel efetuou durante um período. Neste tutorial não iremos detalhar as várias razões que podem levar o móvel 3G a enviar uma “Measurement Report”. Apenas para conhecimento geral, existem quatro razões: • Periodicamente de acordo com o que foi configurado (250 mseg a 64 seg). • Quando o número de medidas atingir um valor configurado. • Quando o número de medidas de cada categoria de célula atingir um valor configurado. • Quando ocorre um evento definido pela UTRAN – existem em torno de 15 eventos definidos nas normas UMTS.
  3. 3. Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnológico _______________________________________________________________________________________ Copyright © CEDET – Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnológico 3 Este conteúdo é de propriedade do CEDET e pode ser utilizado livremente desde que citados o autor e o site do CEDET (www.cedet.com.br). Quando a rede recebe uma “Measurment Report”, lê as informações dos campos, os quais vão auxiliar na avaliação de qual é a real situação da recepção do móvel 3G e portanto, pode-se avaliar se o serviço prestado está dentro da qualidade esperada. Se as informações da “Measurement Report” mostrarem que o sinal servidor está bom, o RNC provavelmente optará por manter a entrega do serviço como está. Entretanto, se o sinal estiver ruim ou um sinal de outro Node-B estiver muito melhor, o RNC pode optar por realizar um Handover, ou seja, uma troca de canal. Na figura acima, ilustramos um caso onde o RNC decide por realizar o Handover a partir da análise das informações da mensagem “Measurement Report” recebida e, neste caso, dizemos que o Handover foi disparado. Vamos ainda supor que a decisão do RNC é por um Soft-Handover que ocorrerá dentro do Node-B. Desta forma, o móvel trocará de canal, mas permanecerá no Node-B e no RNC.
  4. 4. Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnológico _______________________________________________________________________________________ Copyright © CEDET – Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnológico 4 Este conteúdo é de propriedade do CEDET e pode ser utilizado livremente desde que citados o autor e o site do CEDET (www.cedet.com.br). Efetivação do Handover Depois de decidida a necessidade da realização de um Handover pelo RNC, deve-se alocar um novo canal na interface aérea para o UE (User Equipment). O RNC envia uma mensagem “Radio Link Addition Request” para o Node-B para que este aloque um canal de tráfego para o UE que fará o Handover. O Node-B ao receber a mensagem, realiza a alocação e responde com uma “Radio Link Addition Response”, indicando ao RNC que está tudo pronto. No passo seguinte, o RNC monta e envia, para o móvel, uma mensagem “Active Set Update” do protocolo RRC (Radio Resourse Control) indicando ao menos a adição do novo canal alocado para o Handover. Esta mensagem indica para o móvel o conjunto de sinais ativos que ele deve capturar na sua recepção utilizando o Rake Receiver. A mensagem “Active Set Update” pode ser utilizada tanto para adicionar como dispensar um canal à recepção do UE. Depois de processar a mensagem e proceder com a adição ou dispensa de algum canal, o móvel deve enviar para a rede uma mensagem “Active Set Update Complete”. Isto
  5. 5. Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnológico _______________________________________________________________________________________ Copyright © CEDET – Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnológico 5 Este conteúdo é de propriedade do CEDET e pode ser utilizado livremente desde que citados o autor e o site do CEDET (www.cedet.com.br). confirma que o Handover foi executado com sucesso. No caso de uma dispensa de canal, o RNC, ao receber a confirmação de efetivação do UE, deve desativar o canal dispensado na interface aérea. Por isso, às vezes, são trocadas as mensagens “Radio Link Deletion Request” e “Radio Link Deletion Response” entre RNC e Node-B. O procedimento de Inter Node-B Soft-Handover termina aqui. Entretanto, neste tutorial é interessante ao menos falar um pouco do Rake Receiver. Rake Receiver O Rake Receiver é o receptor UMTS utilizado para capturar mais de um canal (diversidade) durante o processo de Soft-Handover. Como mencionado, o Soft- Handover mantém a portadora durante o processo, e de fato, a diferenciação dos canais dentro do mesmo Node-B ou entre Node-Bs diferentes é feita apenas pelos códigos de embaralhamento (seqüências PN) e canalização (OVSF – Orthogonal Variable Spreading Factor). Desta forma, como os canais em diversidade são enviados para o móvel na mesma freqüência, mas com códigos diferentes, o receptor pode
  6. 6. Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnológico _______________________________________________________________________________________ Copyright © CEDET – Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnológico 6 Este conteúdo é de propriedade do CEDET e pode ser utilizado livremente desde que citados o autor e o site do CEDET (www.cedet.com.br). demodular o sinal de RF e manter derivações de decodificação W-CDMA (“fingers”) simultâneas no processamento digital do sinal. A figura abaixo ilustra esta situação. Note ainda que na figura, foi destacado o fato de que, os “fingers” podem tanto decodificar sinais de Node-Bs diferentes, como multi-percursos de um mesmo sinal. Considerações Finais Neste rápido tutorial, procuramos explicar o procedimento de Intra Node-B Soft- Handover da tecnologia UMTS. Apresentamos o fluxo de mensagens e aproveitamos para fazer um rápido resumo sobre o Rake Receiver. É importante notar que um estudo aprofundado do que foi apresentado seria muito extenso para um tutorial, e portanto, para quem quiser algo mais detalhado, muitas dúvidas surgirão. Entretanto, este texto é um bom começo e pretendemos aos poucos, ir colocando informações complementares em outros tutoriais e no verbetes da seção “O que é...” do nosso site (www.cedet.com.br). Autor: Dr. César Kyn d´Ávila Última atualização em 09/01/2009 Copyright © CEDET – Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnológico Este conteúdo pode ser utilizado livremente desde que citados o autor e o site do CEDET (www.cedet.com.br).

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