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Ameaças à Fitossanidade do
Agronegócio Mineiro
Regina Sugayama
Agropec Consultoria
Seminário: Mitigação do risco do uso de Agrotóxicos emMinas
Gerais, Embrapa Milho e Sorgo, 29 de maio de 2015
Conteúdo
• Revisão de conceitos
(praga, agrotóxico,
invasão biológica,
ARP)
• Ameaças à
sustentabilidade do
agronegócio
• Cross Crop Pests
• Considerações finais
Agrotóxicos (Lei 7802/1989)
“Os produtos e os agentes de processos físicos,
químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores
de produção, no armazenamento e beneficiamento de
produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de
florestas, nativas ou implantadas, e de outros
ecossistemas e também de ambientes urbanos,
hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a
composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las
da ação danosa de seres vivos considerados nocivos”
Praga (NIMF 5)
“Qualquer espécie, raça ou biotipo vegetal ou animal
ou agente patogênico daninho para as plantas ou aos
produtos vegetais”
Ameaça
Sinal, manifestação que
leva a acreditar na
possibilidade de ocorrer
alguma coisa
Fitossanidade
Fito = Planta
Sanidade = Saúde
Invasão biológica
Transporte
Ativo/ passivo
Não sobrevive
Entrada
Não estabelece
Estabelecimento
Permanece localizada
Dispersão
Impacto baixo
Impacto alto
Ambiente favorável ao estabelecimento:
• Disponibilidade de recursos
• Condições abióticas favoráveis
• Ausência de competidores, predadores, parasitas
• Previsibilidade de recursos
• Agroecossistemas: altamente favoráveis ao estabelecimento de
espécies exóticas
• Previsibilidade
• Abundância
• Baixa diversidade
Características que favorecem estabelecimento:
• Número de indivíduos entrantes
• Associação com atividades humanas
• Alta taxa de dispersão, estratégias eficientes
• Alta fecundidade
• Alta taxa de crescimento populacional
• Tolerância a condições físicas diversas/extremas
• Maturidade sexual precoce
• Reprodução assexual (partenogênese)
• Alta variabilidade genética
• Polifagia
Período de latência
Populações baixas/ indetectáveis em seus novos habitats
por anos/décadas até que ocorram explosões populacionais
ou expansão geográfica
Duração do período de latência depende de:
– fatores bióticos e abióticos – mudanças no ambiente
tornando-o mais favorável
– adaptação genética
– habilidade de detecção ou reconhecimento
Regra das Dezenas (Williamson & Brown)
Estima-se que de 5 a 20% das espécies exóticas
introduzidas tornam-se invasoras (EUA).
Método de
Controle
Efeitos Indiretos Efeitos em cadeia
Produtos
Químicos
Controle
Biológico
Feromônios
Polinizadores
Herbívoros e
pragas não-alvo
Predadores e
parasitoides
Detritívoros e
compositores
Plantas nativas
Organismos
aquáticos
Polinizadores
Herbívoros e
pragas não-alvo
Predadores e
parasitoides
Detritívoros e
compositores
Plantas nativas
Organismos
aquáticos
Intoxicação
Predação/ parasitismo
Comportamental
Tipo de Interação:
Competição
Polinização
Recurso alimentar
Fonte: Paula et al., no prelo
Suspensão
de produtos
Lentidão no
registro de
novos produtos
Leque reduzido
de ferramentas
para MIP e manejo
de resistência
SUSTENTABILIDADE?
Maior trânsito de
pessoas
e mercadorias
Introdução de pragas
Agrícola,
Cross Crop Pests
Novas fronteiras
Agrícolas, Mudanças
na Paisagem Agrícola
Disseminação
facilitada
Ameaças à Sustentabilidade do Agronegócio
Portanto:
Se o objetivo é reduzir o uso de agrotóxicos, qual a
melhor estratégia a seguir?
O que o Brasil está fazendo para tanto?
- Vigilância
- Controle de trânsito
- Análise de Risco de Pragas
Análise de Risco de Pragas (ARP)
Exportador Importador
Medidas
Fitossanitárias
Exportador Importador
Sem ARP
Com ARP
Praga ocorre no país de
origem associada ao
produto vegetal objeto da
ARP?
Espécie não é passível de
regulamentação
Há relato de ocorrência da
praga no país de destino
do produto?
Sim
Não
Sim
Alguma fase do ciclo de vida da
praga passível de ser introduzido
com a parte da planta que será
importada?
Não
Praga tem distribuição
restrita e está sob controle
oficial?
Não
Sim
Espécie de potencial
relevância quarentenária
(passa à Fase 2)
Sim
Não
Distribuição geográfica atual
Distribuição geográfica potencial
na área da ARP
Círculo de hospedeiros
(primários, secundários)
Potencial de dano econômico
Círculo de hospedeiros silvestres Potencial de estabelecimento
Morfologia de todas as fases do
ciclo de vida
Probabilidade de associação
com a via de ingresso
Bioecologia
Uso proposto da commodity
Quão provável era a entrada dessa espécie no Brasil?
VOCÊ TEM CERTEZA
DE QUE ESTAMOS
NO VOO CERTO?
SIM!!!
Apesar de todas as
políticas para evitar a
entrada de pragas,
elas continuam
entrando...
- Dispersão ativa
- Dispersão passiva:
facilitação pelo ser
humano ou outro
agente
Foto: MAPA/Vigiagro
Foto: MAPA/Vigiagro
Foto: MAPA/Vigiagro
MalaIlegal
Entrada de pragas no Brasil
• > 65% das espécies tiveram entrada facilitada pelo
ser humano (Lopes da Silva et al., 2014)
• 154 espécies das 202 espécies que entraram no
Brasil de 1890 a 2014 estão relatadas em pelo
menos um outro país da América do Sul (Sugayama
et al., 2015)
Stancioli et al. (no prelo)
2
1
5
1
1
1
5
2
2
1
3
2
1
2
12
4
5
20
Onde foi a primeira detecção de espécies exóticas regulamentadas ou não?
Stancioli et al. (no prelo)
Nogueira (no prelo)
4
5
3
4
2
2
6
4
4
3
6
3
1
3
8
5
6
1
4
3
1
2
2
2
5
Número de PQPs por UF (abril de 2015)
• Novos registros de ocorrência
• Novas associações com hospedeiros
• Novas associações com inimigos naturais
• PQPs, PQAs, NRs
• Sistematização de dados
• Levantamento de informações
complementares
Base de acesso público
(Distribuição)
Base de acesso privado
(+status, referências)
Base de acesso público (Distribuição) – www.bit.do/pragassemfronteiras
Base de acesso público (Distribuição) – www.bit.do/pragassemfronteiras
Gráficos dinâmicos e interativos
Tentando adivinhar o futuro:
- Lacunas na legislação
- Entrada de pragas pela América do Sul
- Cross Crop Pests
- Importação sem ARP (Art. 5º da IN 6/2005)
- Pragas em embalagens de madeiras
Códigos dos hospedeiros considerados
So = Soja
Fe = Feijão
Al = Algodão
Mi = Milho
Sr = Sorgo
Tr = Trigo
Ce = Cevada
Ar = Arroz
Pragas regulamentadas pelo
Brasil e que atacam soja ou
feijão ou milho ou trigo ou
sorgo ou algodão ou arroz
ou cevada
WikiPragas
(Poáceas e
Oleaginosas)
Lista de espécies que não
ocorrem no Brasil e de
potencial importância
econômica
1 Bibliografia
especializada
2
Lista de espécies que não
ocorrem no Brasil e de
potencial importância
econômica
Lepidoptera<> Lepidoptera
3
Lista de espécies que não
ocorrem no Brasil e de
potencial importância
econômica
Lepidoptera
Priorização com base em
círculo de hospedeiros
4 Espécies priorizadas
Levantamento de dados
sobre biologia reprodutiva,
ecologia e importância
econômica
Resultados
N = 378 espécies
9%
7%
20%
4%
12%8%
1%0%1%
36%
2%
Lepidoptera
Ácaro
Coleoptera
Diptera
Fungo
Hemiptera
Hymenoptera
Nematoide
Orthoptera
Planta superior
Procarionte
Categoria x % (N total = 378)
Família de Lepidoptera x % (N total = 34)
15%
3%
3%
35%
3%
17%
6%
18%
Crambidae
Gelechiidae
Lycaenidae
Noctuidae
Nolidae
Pyralidae
Sphingidae
Tortricidae
Status regulatório para o Brasil x % (N total = 34)
65%
35% Quarentenária
ausente
Não regulamentada
Excluída do estudo:
Spodoptera albula (= Prodenia sunia;
Spodoptera caudata; Spodoptera
orbicularis; Spodoptera sunia; Xylomyges
sunia)
Praga quarentenária presente para o
Brasil (IN 41/2007, IN 52/2008, IN
59/2013)
Justificativa: presente no Brasil
Link para artigo
Crambidae (N = 5)
Espécie (Negrito: praga quarentenária ausente) So Fe Al Mi Sr Tr Ce Ar
Chilo partellus S S S
Chilo suppressalis S S
Chrysodeixis eriosoma S S S
Conogethes punctiferalis S S S
Diaphania indica S S
Gelechiidae (N = 1)
Espécie (Negrito: praga quarentenária ausente) So Fe Al Mi Sr Tr Ce Ar
Pectinophora scutigera S
Lycaenidae (N = 1)
Espécie (Negrito: praga quarentenária ausente) So Fe Al Mi Sr Tr Ce Ar
Lampides boeticus S S
Noctuidae (N = 12)
Espécie (Negrito: praga quarentenária ausente) So Fe Al Mi Sr Tr Ce Ar
Earias biplaga S
Xestia c-nigrum S S
Hadula trifolii S S S
Heliothis viriplaca S S S
Mocis repanda S S S S
Mythimna loreyi S S S S
Sesamia inferens S S S S
Mythimna separata S S S S S S
Agrotis segetum S S S S S S S
Spodoptera littoralis S S S S S S S
Spodoptera litura S S S S S S
Nolidae (N = 1)
Espécie (Negrito: praga quarentenária ausente) So Fe Al Mi Sr Tr Ce Ar
Earias insulana S S S
Pyralidae (N = 6)
Espécie (Negrito: praga quarentenária ausente) So Fe Al Mi Sr Tr Ce Ar
Ostrinia nubilalis S S S S S S
Eldana saccharina S S S
Eoreuma loftini S S
Ostrinia furnacalis S S S
Scirpophaga excerptalis S S S S S
Scirpophaga incertulas S
Sphingidae (N = 2)
Espécie (Negrito: praga quarentenária ausente) So Fe Al Mi Sr Tr Ce Ar
Agrius convolvuli S
Hippotion celerio S S S
Tortricidae (N = 6)
Espécie (Negrito: praga quarentenária ausente) So Fe Al Mi Sr Tr Ce Ar
Cryptophlebia illepida S
Cydia ptychora S
Cryptophlebia ombrodelta S S
Cydia fabivora S S
Platynota stultana S S S
Cryptophlebia leucotreta S S S S
Número de plantas hospedeiras por número de espécies de Lepidoptera
Número de plantas hospedeiras (máximo = 8)
NúmerodeespéciesdeLepidoptera
0
2
4
6
8
10
12
1 2 3 4 5 6 7
Espécies com mais
plantas hospedeiras,
entre as 8
consideradas
Ostrinia nubilalis
Scirpophaga excerptalis
Mythimna separata
Agrotis segetum
Spodoptera littoralis
Spodoptera litura
Ostrinia nubilalis
Hadula trifolii
Agrotis segetum
Spodoptera littoralis
Spodoptera litura
Espécies que atacam
milho e soja e
algodão
Espécies
Priorizadas
Ostrinia nubilalis
Scirpophaga excerptalis
Mythimna separata
Agrotis segetum
Hadula trifolii
Spodoptera littoralis
Spodoptera litura
+
Ostrinia nubilalis (Lepidoptera: Pyralidae)
Parâmetro Detalhamento
Nº de gerações/
ano
1-6
Danos Larvas quebram panícula no nível da
última folha. Formam galerias no caule
ou pedúnculo.
Impacto Perdas de até 30%
Círculo de
hospedeiros
Espécie altamente polífaga
Dispersão Adultos: bons voadores
Biologia
reprodutiva
Iniciam postura <3 dias de idade. >1
cópula/fêmea. Até 1.000 ovos/fêmea
Nativa
Introduzida
Ostrinia nubilalis (Lepidoptera: Pyralidae) – Fonte: CABI
Scirpophaga excerptalis (Lepidoptera: Pyralidae)
Parâmetro Detalhamento
Nº de
gerações/ ano
Multivoltina
Danos Galerias nos ápices, alimentação nas
folhas e caules
Impacto Redução > 50% na produtividade
Círculo de
hospedeiros
> 20 espécies
Dispersão Plantas ou partes de plantas
infestadas
Fecundidade ?
Nativa
Introduzida
Mythimna separata (Lepidoptera: Noctuidae)
Parâmetro Detalhamento
Nº de
gerações/ ano
Multivoltina
Danos Larvas nos ápices e folhas
Impacto Praga importante.
Círculo de
hospedeiros
Aveia, beterraba, arroz, pastagens,
cana-de-açúcar, sorgo, trigo, milho,
soja e outras (principalmente
Poaceae)
Dispersão Espécie migratória (4-12 m/s).
Deslocamentos de até 1.500 km
pelos adultos, auxiliados pelo vento.
Fecundidade
Nativa
Introduzida
Agrotis segetum (Lepidoptera: Noctuidae)
Parâmetro Detalhamento
Nº de gerações/
ano
1-4, dependendo da condição climática
Danos Larvas cortam plantas jovens
Impacto Larvas extremamente vorazes.
Círculo de
hospedeiros
>25 famílias botânicas
Dispersão Material vegetal (não semente, não grão) e
solo, substrato. Adultos: bons voadores,
centenas de km
Biologia
reprodutiva
Primeiro dia: liberação de feromônio pelas
fêmeas. Até 2.000 ovos/fêmea
Distribuição atual (origem
desconhecida)
Agrotis segetum (Lepidoptera: Noctuidae). Fonte: CABI
Hadula trifolii (Lepidoptera: Noctuidae)
Parâmetro Detalhamento
Nº de gerações/
ano
2-3
Danos Alimentação nas folhas/ parte aérea da
planta
Impacto Praga importante de hortaliças
Círculo de
hospedeiros
> 80 espécies
Dispersão Com material vegetal, espécie migratória
Biologia
reprodutiva
Liberação de feromônio 1-2 dias após
emergência. Até 700 ovos/fêmea
Nativa
Introduzida
Spodoptera littoralis (Lepidoptera: Noctuidae)
Parâmetro Detalhamento
Nº de gerações/ ano 4-8
Danos Alimentação pela larva. Em algodão:
pode se esconder nas maçãs jovens.
Impacto Algodão: reduz produtividade em até
75%
Círculo de hospedeiros > 80 espécies
Interceptações 2004-2010: interceptada > 60 nos EUA.
Já foi detectada em estufas nos EUA e
Reino Unido. Erradicada nos EUA
Dispersão Adultos: 1,5 km em 4h. Ovos e larvas em
materiais vegetais, flores.
Biologia reprodutiva Inicia oviposição aos 2 dias após
emergência. Até 2.500 ovos/ fêmea
Nativa
Introduzida
Spodoptera littoralis (Lepidoptera: Noctuidae). Fonte: CABI
Spodoptera litura (Lepidoptera: Noctuidae)
Parâmetro Detalhamento
Nº de gerações/ ano 4-8
Danos Alimentação nas folhas, danos às maçãs
de algodão e à espiga do milho
Impacto Praga extremamente importante
Círculo de hospedeiros > 40 famílias botânicas
Interceptações > 700 nos EUA
Dispersão Adultos: bons voadores, migratórios.
Ovos podem ser transportados em
material vegetal. Já foram intercetados
ovos em bagagem e cargas.
Fecundidade Inicia oviposição aos 2 dias após
emergência. Até 2.500 ovos/ fêmea
Nativa
Introduzida
Obs.: Ilha de Reunión, Havaí
ON = Ostrinia nubilalis
SE = Scirpophaga excerptalis
MS = Mythimna separata
AS = Agrotis segetum
SL = Spodoptera littoralis
HT = Hadula trifolii
ST = Spodoptera litura
Parâmetro ON SE MS AS SL HT ST
Associação com atividades humanas S S S S S S S
Capacidade de dispersão S S S S S S S
Alta fecundidade S ? S S S ? S
Alta taxa de crescimento populacional S ? S S S ? S
Tolerância a condições diversas S S S S S S S
Precocidade sexual S S S S S S S
Partenogênese N N N N N N N
Polifagia S S S S S S S
Considerações
finais
Lentidão na confirmação da espécie  necessidade de formar
profissionais para diagnóstico fitossanitário, necessidade de ampliar
rede de Laboratórios de Diagnóstico Fitossanitário
Entraves para obter registro de produtos para controle 
necessidade de trabalhar de maneira pró-ativa. Necessidade de
estabelecer planos de contingência
IN 59/2013: retira a espécie da lista de pragas quarentenárias para o
Brasil (menos de 3 anos após detecção)
O que se pode aprender com a Helicoverpa armigera?
No longo prazo: todas as 33 espécies de Lepidoptera levantadas
devem entrar no Brasil
• Como?
• Por onde?
• Qual distribuição geográfica potencial?
• Qual potencial de impacto econômico?
Quantas destas 33 espécies de Lepidoptera já podem estar no
período de latência no Brasil?
Ampliar vigilância e capacidade de diagnóstico ou lidar com as
perdas no caso de um ‘outbreak’?
Considerações finais
Livro:
Defesa Vegetal –
Princípios, Ferramentas,
Políticas e Perspectivas
25 capítulos
> 40 autores
> 600 páginas
Lançamento em junho de 2015
www.defesaagropecuaria.net
www.defesavegeta.net
Regina Sugayama
regina.sugayama@defesaagropecuaria.com
www.facebook.com/regina.sugayama
AGROPEC: www.defesaagropecuaria.com
SBDA: www.defesaagropecuaria.net
MPUFV: www.mpdefesa.ufv.br
Defesa Vegetal: www.defesavegetal.net
Obrigada.

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Ameaças à Fitossanidade do Agronegócio Mineiro

  • 1. Ameaças à Fitossanidade do Agronegócio Mineiro Regina Sugayama Agropec Consultoria Seminário: Mitigação do risco do uso de Agrotóxicos emMinas Gerais, Embrapa Milho e Sorgo, 29 de maio de 2015
  • 2. Conteúdo • Revisão de conceitos (praga, agrotóxico, invasão biológica, ARP) • Ameaças à sustentabilidade do agronegócio • Cross Crop Pests • Considerações finais
  • 3. Agrotóxicos (Lei 7802/1989) “Os produtos e os agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas, nativas ou implantadas, e de outros ecossistemas e também de ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos”
  • 4. Praga (NIMF 5) “Qualquer espécie, raça ou biotipo vegetal ou animal ou agente patogênico daninho para as plantas ou aos produtos vegetais”
  • 5. Ameaça Sinal, manifestação que leva a acreditar na possibilidade de ocorrer alguma coisa
  • 7. Invasão biológica Transporte Ativo/ passivo Não sobrevive Entrada Não estabelece Estabelecimento Permanece localizada Dispersão Impacto baixo Impacto alto
  • 8. Ambiente favorável ao estabelecimento: • Disponibilidade de recursos • Condições abióticas favoráveis • Ausência de competidores, predadores, parasitas • Previsibilidade de recursos • Agroecossistemas: altamente favoráveis ao estabelecimento de espécies exóticas • Previsibilidade • Abundância • Baixa diversidade
  • 9. Características que favorecem estabelecimento: • Número de indivíduos entrantes • Associação com atividades humanas • Alta taxa de dispersão, estratégias eficientes • Alta fecundidade • Alta taxa de crescimento populacional • Tolerância a condições físicas diversas/extremas • Maturidade sexual precoce • Reprodução assexual (partenogênese) • Alta variabilidade genética • Polifagia
  • 10. Período de latência Populações baixas/ indetectáveis em seus novos habitats por anos/décadas até que ocorram explosões populacionais ou expansão geográfica Duração do período de latência depende de: – fatores bióticos e abióticos – mudanças no ambiente tornando-o mais favorável – adaptação genética – habilidade de detecção ou reconhecimento
  • 11. Regra das Dezenas (Williamson & Brown) Estima-se que de 5 a 20% das espécies exóticas introduzidas tornam-se invasoras (EUA).
  • 12. Método de Controle Efeitos Indiretos Efeitos em cadeia Produtos Químicos Controle Biológico Feromônios Polinizadores Herbívoros e pragas não-alvo Predadores e parasitoides Detritívoros e compositores Plantas nativas Organismos aquáticos Polinizadores Herbívoros e pragas não-alvo Predadores e parasitoides Detritívoros e compositores Plantas nativas Organismos aquáticos Intoxicação Predação/ parasitismo Comportamental Tipo de Interação: Competição Polinização Recurso alimentar Fonte: Paula et al., no prelo
  • 13. Suspensão de produtos Lentidão no registro de novos produtos Leque reduzido de ferramentas para MIP e manejo de resistência SUSTENTABILIDADE? Maior trânsito de pessoas e mercadorias Introdução de pragas Agrícola, Cross Crop Pests Novas fronteiras Agrícolas, Mudanças na Paisagem Agrícola Disseminação facilitada Ameaças à Sustentabilidade do Agronegócio
  • 14. Portanto: Se o objetivo é reduzir o uso de agrotóxicos, qual a melhor estratégia a seguir? O que o Brasil está fazendo para tanto? - Vigilância - Controle de trânsito - Análise de Risco de Pragas
  • 15. Análise de Risco de Pragas (ARP) Exportador Importador Medidas Fitossanitárias Exportador Importador Sem ARP Com ARP
  • 16. Praga ocorre no país de origem associada ao produto vegetal objeto da ARP? Espécie não é passível de regulamentação Há relato de ocorrência da praga no país de destino do produto? Sim Não Sim Alguma fase do ciclo de vida da praga passível de ser introduzido com a parte da planta que será importada? Não Praga tem distribuição restrita e está sob controle oficial? Não Sim Espécie de potencial relevância quarentenária (passa à Fase 2) Sim Não
  • 17. Distribuição geográfica atual Distribuição geográfica potencial na área da ARP Círculo de hospedeiros (primários, secundários) Potencial de dano econômico Círculo de hospedeiros silvestres Potencial de estabelecimento Morfologia de todas as fases do ciclo de vida Probabilidade de associação com a via de ingresso Bioecologia Uso proposto da commodity
  • 18. Quão provável era a entrada dessa espécie no Brasil?
  • 19. VOCÊ TEM CERTEZA DE QUE ESTAMOS NO VOO CERTO? SIM!!! Apesar de todas as políticas para evitar a entrada de pragas, elas continuam entrando... - Dispersão ativa - Dispersão passiva: facilitação pelo ser humano ou outro agente
  • 24. Entrada de pragas no Brasil • > 65% das espécies tiveram entrada facilitada pelo ser humano (Lopes da Silva et al., 2014) • 154 espécies das 202 espécies que entraram no Brasil de 1890 a 2014 estão relatadas em pelo menos um outro país da América do Sul (Sugayama et al., 2015)
  • 25. Stancioli et al. (no prelo)
  • 26. 2 1 5 1 1 1 5 2 2 1 3 2 1 2 12 4 5 20 Onde foi a primeira detecção de espécies exóticas regulamentadas ou não? Stancioli et al. (no prelo)
  • 28. • Novos registros de ocorrência • Novas associações com hospedeiros • Novas associações com inimigos naturais • PQPs, PQAs, NRs • Sistematização de dados • Levantamento de informações complementares Base de acesso público (Distribuição) Base de acesso privado (+status, referências)
  • 29.
  • 30.
  • 31.
  • 32. Base de acesso público (Distribuição) – www.bit.do/pragassemfronteiras
  • 33. Base de acesso público (Distribuição) – www.bit.do/pragassemfronteiras
  • 34. Gráficos dinâmicos e interativos
  • 35. Tentando adivinhar o futuro: - Lacunas na legislação - Entrada de pragas pela América do Sul - Cross Crop Pests - Importação sem ARP (Art. 5º da IN 6/2005) - Pragas em embalagens de madeiras
  • 36. Códigos dos hospedeiros considerados So = Soja Fe = Feijão Al = Algodão Mi = Milho Sr = Sorgo Tr = Trigo Ce = Cevada Ar = Arroz
  • 37. Pragas regulamentadas pelo Brasil e que atacam soja ou feijão ou milho ou trigo ou sorgo ou algodão ou arroz ou cevada WikiPragas (Poáceas e Oleaginosas) Lista de espécies que não ocorrem no Brasil e de potencial importância econômica 1 Bibliografia especializada
  • 38. 2 Lista de espécies que não ocorrem no Brasil e de potencial importância econômica Lepidoptera<> Lepidoptera
  • 39. 3 Lista de espécies que não ocorrem no Brasil e de potencial importância econômica Lepidoptera Priorização com base em círculo de hospedeiros
  • 40. 4 Espécies priorizadas Levantamento de dados sobre biologia reprodutiva, ecologia e importância econômica
  • 41. Resultados N = 378 espécies
  • 43. Família de Lepidoptera x % (N total = 34) 15% 3% 3% 35% 3% 17% 6% 18% Crambidae Gelechiidae Lycaenidae Noctuidae Nolidae Pyralidae Sphingidae Tortricidae
  • 44. Status regulatório para o Brasil x % (N total = 34) 65% 35% Quarentenária ausente Não regulamentada
  • 45. Excluída do estudo: Spodoptera albula (= Prodenia sunia; Spodoptera caudata; Spodoptera orbicularis; Spodoptera sunia; Xylomyges sunia) Praga quarentenária presente para o Brasil (IN 41/2007, IN 52/2008, IN 59/2013) Justificativa: presente no Brasil Link para artigo
  • 46. Crambidae (N = 5) Espécie (Negrito: praga quarentenária ausente) So Fe Al Mi Sr Tr Ce Ar Chilo partellus S S S Chilo suppressalis S S Chrysodeixis eriosoma S S S Conogethes punctiferalis S S S Diaphania indica S S
  • 47. Gelechiidae (N = 1) Espécie (Negrito: praga quarentenária ausente) So Fe Al Mi Sr Tr Ce Ar Pectinophora scutigera S Lycaenidae (N = 1) Espécie (Negrito: praga quarentenária ausente) So Fe Al Mi Sr Tr Ce Ar Lampides boeticus S S
  • 48. Noctuidae (N = 12) Espécie (Negrito: praga quarentenária ausente) So Fe Al Mi Sr Tr Ce Ar Earias biplaga S Xestia c-nigrum S S Hadula trifolii S S S Heliothis viriplaca S S S Mocis repanda S S S S Mythimna loreyi S S S S Sesamia inferens S S S S Mythimna separata S S S S S S Agrotis segetum S S S S S S S Spodoptera littoralis S S S S S S S Spodoptera litura S S S S S S
  • 49. Nolidae (N = 1) Espécie (Negrito: praga quarentenária ausente) So Fe Al Mi Sr Tr Ce Ar Earias insulana S S S Pyralidae (N = 6) Espécie (Negrito: praga quarentenária ausente) So Fe Al Mi Sr Tr Ce Ar Ostrinia nubilalis S S S S S S Eldana saccharina S S S Eoreuma loftini S S Ostrinia furnacalis S S S Scirpophaga excerptalis S S S S S Scirpophaga incertulas S
  • 50. Sphingidae (N = 2) Espécie (Negrito: praga quarentenária ausente) So Fe Al Mi Sr Tr Ce Ar Agrius convolvuli S Hippotion celerio S S S Tortricidae (N = 6) Espécie (Negrito: praga quarentenária ausente) So Fe Al Mi Sr Tr Ce Ar Cryptophlebia illepida S Cydia ptychora S Cryptophlebia ombrodelta S S Cydia fabivora S S Platynota stultana S S S Cryptophlebia leucotreta S S S S
  • 51. Número de plantas hospedeiras por número de espécies de Lepidoptera Número de plantas hospedeiras (máximo = 8) NúmerodeespéciesdeLepidoptera 0 2 4 6 8 10 12 1 2 3 4 5 6 7
  • 52. Espécies com mais plantas hospedeiras, entre as 8 consideradas Ostrinia nubilalis Scirpophaga excerptalis Mythimna separata Agrotis segetum Spodoptera littoralis Spodoptera litura Ostrinia nubilalis Hadula trifolii Agrotis segetum Spodoptera littoralis Spodoptera litura Espécies que atacam milho e soja e algodão Espécies Priorizadas Ostrinia nubilalis Scirpophaga excerptalis Mythimna separata Agrotis segetum Hadula trifolii Spodoptera littoralis Spodoptera litura +
  • 53. Ostrinia nubilalis (Lepidoptera: Pyralidae) Parâmetro Detalhamento Nº de gerações/ ano 1-6 Danos Larvas quebram panícula no nível da última folha. Formam galerias no caule ou pedúnculo. Impacto Perdas de até 30% Círculo de hospedeiros Espécie altamente polífaga Dispersão Adultos: bons voadores Biologia reprodutiva Iniciam postura <3 dias de idade. >1 cópula/fêmea. Até 1.000 ovos/fêmea Nativa Introduzida
  • 54. Ostrinia nubilalis (Lepidoptera: Pyralidae) – Fonte: CABI
  • 55. Scirpophaga excerptalis (Lepidoptera: Pyralidae) Parâmetro Detalhamento Nº de gerações/ ano Multivoltina Danos Galerias nos ápices, alimentação nas folhas e caules Impacto Redução > 50% na produtividade Círculo de hospedeiros > 20 espécies Dispersão Plantas ou partes de plantas infestadas Fecundidade ? Nativa Introduzida
  • 56. Mythimna separata (Lepidoptera: Noctuidae) Parâmetro Detalhamento Nº de gerações/ ano Multivoltina Danos Larvas nos ápices e folhas Impacto Praga importante. Círculo de hospedeiros Aveia, beterraba, arroz, pastagens, cana-de-açúcar, sorgo, trigo, milho, soja e outras (principalmente Poaceae) Dispersão Espécie migratória (4-12 m/s). Deslocamentos de até 1.500 km pelos adultos, auxiliados pelo vento. Fecundidade Nativa Introduzida
  • 57. Agrotis segetum (Lepidoptera: Noctuidae) Parâmetro Detalhamento Nº de gerações/ ano 1-4, dependendo da condição climática Danos Larvas cortam plantas jovens Impacto Larvas extremamente vorazes. Círculo de hospedeiros >25 famílias botânicas Dispersão Material vegetal (não semente, não grão) e solo, substrato. Adultos: bons voadores, centenas de km Biologia reprodutiva Primeiro dia: liberação de feromônio pelas fêmeas. Até 2.000 ovos/fêmea Distribuição atual (origem desconhecida)
  • 58. Agrotis segetum (Lepidoptera: Noctuidae). Fonte: CABI
  • 59. Hadula trifolii (Lepidoptera: Noctuidae) Parâmetro Detalhamento Nº de gerações/ ano 2-3 Danos Alimentação nas folhas/ parte aérea da planta Impacto Praga importante de hortaliças Círculo de hospedeiros > 80 espécies Dispersão Com material vegetal, espécie migratória Biologia reprodutiva Liberação de feromônio 1-2 dias após emergência. Até 700 ovos/fêmea Nativa Introduzida
  • 60. Spodoptera littoralis (Lepidoptera: Noctuidae) Parâmetro Detalhamento Nº de gerações/ ano 4-8 Danos Alimentação pela larva. Em algodão: pode se esconder nas maçãs jovens. Impacto Algodão: reduz produtividade em até 75% Círculo de hospedeiros > 80 espécies Interceptações 2004-2010: interceptada > 60 nos EUA. Já foi detectada em estufas nos EUA e Reino Unido. Erradicada nos EUA Dispersão Adultos: 1,5 km em 4h. Ovos e larvas em materiais vegetais, flores. Biologia reprodutiva Inicia oviposição aos 2 dias após emergência. Até 2.500 ovos/ fêmea Nativa Introduzida
  • 61. Spodoptera littoralis (Lepidoptera: Noctuidae). Fonte: CABI
  • 62. Spodoptera litura (Lepidoptera: Noctuidae) Parâmetro Detalhamento Nº de gerações/ ano 4-8 Danos Alimentação nas folhas, danos às maçãs de algodão e à espiga do milho Impacto Praga extremamente importante Círculo de hospedeiros > 40 famílias botânicas Interceptações > 700 nos EUA Dispersão Adultos: bons voadores, migratórios. Ovos podem ser transportados em material vegetal. Já foram intercetados ovos em bagagem e cargas. Fecundidade Inicia oviposição aos 2 dias após emergência. Até 2.500 ovos/ fêmea Nativa Introduzida Obs.: Ilha de Reunión, Havaí
  • 63. ON = Ostrinia nubilalis SE = Scirpophaga excerptalis MS = Mythimna separata AS = Agrotis segetum SL = Spodoptera littoralis HT = Hadula trifolii ST = Spodoptera litura Parâmetro ON SE MS AS SL HT ST Associação com atividades humanas S S S S S S S Capacidade de dispersão S S S S S S S Alta fecundidade S ? S S S ? S Alta taxa de crescimento populacional S ? S S S ? S Tolerância a condições diversas S S S S S S S Precocidade sexual S S S S S S S Partenogênese N N N N N N N Polifagia S S S S S S S
  • 65. Lentidão na confirmação da espécie  necessidade de formar profissionais para diagnóstico fitossanitário, necessidade de ampliar rede de Laboratórios de Diagnóstico Fitossanitário Entraves para obter registro de produtos para controle  necessidade de trabalhar de maneira pró-ativa. Necessidade de estabelecer planos de contingência IN 59/2013: retira a espécie da lista de pragas quarentenárias para o Brasil (menos de 3 anos após detecção) O que se pode aprender com a Helicoverpa armigera?
  • 66. No longo prazo: todas as 33 espécies de Lepidoptera levantadas devem entrar no Brasil • Como? • Por onde? • Qual distribuição geográfica potencial? • Qual potencial de impacto econômico? Quantas destas 33 espécies de Lepidoptera já podem estar no período de latência no Brasil? Ampliar vigilância e capacidade de diagnóstico ou lidar com as perdas no caso de um ‘outbreak’? Considerações finais
  • 67. Livro: Defesa Vegetal – Princípios, Ferramentas, Políticas e Perspectivas 25 capítulos > 40 autores > 600 páginas Lançamento em junho de 2015 www.defesaagropecuaria.net www.defesavegeta.net
  • 68. Regina Sugayama regina.sugayama@defesaagropecuaria.com www.facebook.com/regina.sugayama AGROPEC: www.defesaagropecuaria.com SBDA: www.defesaagropecuaria.net MPUFV: www.mpdefesa.ufv.br Defesa Vegetal: www.defesavegetal.net Obrigada.