Aula 02 Torno Mecânico

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Aula 02 Torno Mecânico

  1. 1. TORNO MECÂNICO Prof. Elton Ricardo
  2. 2. A origem da palavra torno é latina: tornus. Este termo designava a máquina para tornear marfim, madeira etc., originando o sentido de “forma arredondada”, “movimento circular”. É esta a ideia presente em expressões como: em torno de (ao redor de) e letra bem torneada (= bem feita). Torno Mecânico
  3. 3. Torno Mecânico Torno mecânico é uma máquina-ferramenta utilizada para executar operações de usinagem cilíndrica externa ou interna e outras operações que normalmente são feitas por furadeiras, fresadoras e retificadoras, com adaptações relativamente simples.
  4. 4. A principal característica do torno é o movimento rotativo contínuo realizado pelo eixo- árvore, conjugado com o movimento de avanço da ferramenta de corte. As outras características importantes são o diâmetro do furo do eixo principal, a distância entre pontas e a altura da ponta, que compreende a distância ao fundo da cava, ao barramento e ao carro principal. Torno Mecânico
  5. 5. Processo de Torneamento
  6. 6. Torno Mecânico
  7. 7. Cabeçote Fixo Onde está montado a caixa de velocidades e a árvore principal. O sistema permite estabelecer e fornecer o movimento de rotação da árvore principal. O número de rotações é estabelecido na caixa de velocidades, podendo ser feito através de sistemas de engrenagens ou correias e polias.
  8. 8. É utilizado como encosto ou apoio para montagem entre pontos no torneamento de peças compridas. Para furações é colocado no lugar do contraponto uma ferramenta. No interior do corpo do cabeçote móvel mostrado há uma haste (mangote) que tem um furo cónico para adaptar a contraponto. Com a alavanca de fixação do mangote aliviada, o contraponto pode ser movimentada longitudinalmente pela ação de um volante manual. Cabeçote Móvel
  9. 9. Base - desliza sobre o barramento e serve de apoio ao corpo. Corpo - é onde se encontra todo o mecanismo do cabeçote móvel e pode ser deslocado lateralmente, a fim de permitir o alinhamento ou desalinhamento da contraponta. Mangote - é uma luva cilíndrica com um cone morse num lado e uma porca no outro; a ponta com o cone morse serve para prender a contraponta, a broca e o mandril; o outro lado é conjugado a um parafuso, que ao ser girado pelo volante, realiza o movimento de avanço e recúo. Cabeçote Móvel
  10. 10. Cabeçote Móvel
  11. 11. Além de movimentar o material na rotação adequada de encontro a ferramenta, recebe a rotação do motor elétrico pela polia ou engrenagem e transmite os movimentos a todos os demais mecanismos do torno. É constituído de aço liga, endurecido e retificado, com um furo que permite a passagem de material comprido a ser usinado. Na extremidade direita possui rosca com encosto para fixar as placas e, na extremidade esquerda possui rosca para permitir a regulagem da folga longitudinal do eixo entre os mancais. Eixo Principal
  12. 12. Eixo Principal
  13. 13. Barramento Suporta todas as partes principais do torno. Está apoiado sobre a base (pés) do torno. O carro porta ferramentas e o cabeçote móvel deslocam-se sobre as suas guias e fusos.
  14. 14. Caixa Norton Também conhecida por caixa de engrenagem, é formada por carcaça, eixos e engrenagens; serve para transmitir o movimento de avanço do recâmbio para a ferramenta.
  15. 15. Recâmbio O recâmbio é a parte responsável pela transmissão do movimento derotação do cabeçote fixo para a caixa Norton. É montado em uma grade e protegido por uma tampa a fim de evitar acidentes. As engrenagens do recâmbio permitem selecionar o avanço para a ferramenta
  16. 16. Carro Principal O carro principal é um conjunto formado por avental, mesa, carro transversal, carro superior e porta-ferramenta. O avanço do carro principal pode ser manual ou automático. No avanço manual, o giro do volante movimenta uma roda dentada, que engrenada a uma cremalheira fixada no barramento, desloca o carro na direção longitudinal.
  17. 17. Carro Principal
  18. 18. O carro transversal é responsável pelo movimento transversal da ferramenta e desliza sobre a mesa por meio de movimento manual ou automático. Carro Transversal
  19. 19. Carro Transversal
  20. 20. O carro superior possui uma base giratória graduada que permite o torneamento em ângulo. Nele também estão montados o fuso, o volante com anel graduado e o porta-ferramentas ou torre. O porta-ferramentas ou torre é o local onde são fixados os suportes de ferramentas, presos por meio de parafuso de aperto. Carro Superior
  21. 21. Carro Superior
  22. 22. Acessórios do torno Pontas e Contrapontas Os pontos e contrapontos são cones duplos rectificados de aço temperado, num lado um cone Morse, e do outro lado, um cone de 60º para apoiar, ao centro, a peça a ser torneada. O contraponto é montado no mangote do cabeçote móvel e ponto no cabeçote fixo.
  23. 23. 1. Ponta fixa: suporta a peça por meio dos furos de centro. 2. Ponta rotativa: reduz o atrito entre a peça e a ponta, pois gira suavemente. 3. Ponta rebaixada: facilita o completo faceamento do topo. Pontos e Contrapontos
  24. 24. A luneta é outro acessório usado para prender peças de grande comprimento e finas que, sem esse tipo de suporte adicional, tornariam a maquinação inviável, por causa da vibração e flexão da peça devido ao grande vão entre os pontos. A luneta pode ser fixa ou móvel. A luneta fixa é presa no barramento e possui três castanhas reguláveis. A luneta móvel geralmente possui duas castanhas. Ela apoia a peça durante todo o avanço da ferramenta, pois está fixada no carro do torno. Luneta
  25. 25. Luneta
  26. 26. São pequenas buchas universais de três castanhas mais comummente conhecidas como mandris, que são utilizadas para fixar brocas, alargadores, machos e peças cilíndricas de pequeno diâmetro. Mandril
  27. 27. A placa de arrasto é um acessório que transmite o movimento de rotação do eixo principal às peças que devem ser torneadas entre pontos. Tem o formato de disco, possui um cone interior e uma rosca externa para fixação. As placas arrastadoras podem ser: Placa de Arrasto
  28. 28. A Placa lisa fornece uma superfície plana para apoio de peças de formas irregulares. Ela tem várias ranhuras que permitem a utilização de parafusos para fixar a obra. É aparafusada na extremidade do cabeçote fixo, sendo usada para peças cujos centros não são alinhados com outros tipos de suporte, para furar e alargar furos que devem ser colocados cuidadosamente. Placa de Castanhas Independentes
  29. 29. Placas
  30. 30. O torneamento é um processo de usinagem que se baseia no movimento da peça ao redor de seu próprio eixo, com a retirada progres-siva de cavaco. O cavaco é cortado por uma ferramenta de um só gume cortante, com dureza superior à do material a ser cortado. Operações do Torno
  31. 31. O torneamento cilíndrico consiste em dar um formato cilíndrico a um material em rotação submetido à ação de uma ferramenta de corte. Essa operação é uma das mais executadas no torno e tem a finalidade de produzir eixos e buchas ou preparar material para outras operações. Torneamento cilíndrico externo
  32. 32. Faceamento Faceamento é a operação que permite fazer no material uma superfície plana perpendicular ao eixo do torno, de modo a obter uma face de referência para as medidas que derivam dessa face. A operação de facear é realizada do centro para a periferia da peça.
  33. 33. A furação permite abrir furos de centro em materiais que precisam ser trabalhados entre duas pontas ou entre placa e ponta. Também é um passo prévio para fazer furo com broca comum. Furação
  34. 34. A furação no torno também serve para fazer uma superfície cilíndrica interna, passante ou não, pela ação da ferramenta deslocada paralelamente ao torno. Essa operação também é conhecida por broqueamento e permite obter furos cilíndricos com diâmetro exato em buchas, polias, engrenagens e outras peças. Furação
  35. 35. O torneamento cônico externo admite duas técnicas: com inclinação do carro superior e com desalinhamento da contraponta. Torneamento Cônico
  36. 36. Tipos de Tornos Professor : Elton Ricardo
  37. 37. O torno de placa é utilizado para tornear peças curtas e de grande diâmetro, tais como polias, volantes, rodas, etc. Tendo grandes recursos para facejamento. Torno Platô
  38. 38. Torno Platô
  39. 39. Os tornos verticais, com eixo de rotação vertical, são utilizados para tornear peças de grandes dimensões e de grande peso. Torno Vertical
  40. 40. Torno Vertical
  41. 41. Os tornos revólver várias ferramentas dispostas e preparadas para realizar várias operações em forma ordenada e sucessiva através de um porta-ferramenta múltiplo ou “revólver”. São tornos para trabalhos em série, de grande produção. Torno Revolver
  42. 42. São os que produzem um movimento combinado, obrigando a ferramenta a cortar um perfil na peça, que acompanha, por meio de uma guia, um outro semelhante tomado como modelo. Torno Copiador
  43. 43. Torno Copiador
  44. 44. Possuem mudança automática de alimentação programação computadorizada e emprego automático, em uma ordem determinada, das ferramentas necessárias a cada operação. Nos tornos deste tipo, que servem para a grande produção seriada, o material das peças a tornear tem movimentos de rotação e avanço de alimentação. Torno CNC
  45. 45. Torno CNC
  46. 46. O torno universal é o tipo mais simples que existe. Estudando seu funcionamento, é possível entender o funcionamento de todos os outros, por mais sofisticados que sejam. Esse torno possui eixo e barramento horizontal e tem capacidade de realizar todas as operações: faceamento; torneamento externo e interno; broqueamento; furação; corte. Torno Universal
  47. 47. Torno Universal
  48. 48. Torno Universal
  49. 49. USINAGEM Professor : Elton Ricardo
  50. 50. A NBR 6175:1971 classifica torneamento como o processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de superfícies de revolução com auxílio de uma ou mais ferramentas monocortantes. Para tanto, a peça gira em torno do eixo principal de rotação da máquina e a ferramenta se desloca simultaneamente segundo uma trajetória coplanar com o referido eixo. Torneamento
  51. 51. O torneamento, como todos os demais trabalhos executados com máquinas- ferramentas, acontece mediante a retirada progressiva do cavaco da peça a ser trabalhada. O cavaco é cortado por uma ferramenta de um só gume cortante, que deve ter uma dureza superior à do material a ser cortado. Torneamento
  52. 52. Cavaco - Material que é removido da peça pela ferramenta, quando ela está em ação. Tem formatos e tamanhos diferentes, conforme o trabalho e o material utilizado. Máquina-ferramenta - É uma máquina que utiliza ferramentas para realizar ocorte. É comumente conhecida como máquina operatriz. Torneamento
  53. 53. Movimento de corte: é o movimento principal que permite cortar o material. O movimento é rotativo e realizado pela peça. 2. Movimento de avanço: é o movimento que desloca a ferramenta ao longo da superfície da peça. 3. Movimento de penetração: é o movimento que determina a profundidade de corte ao se empurrar a ferramenta em direção ao interior da peça e assim regular a profundidade do passe e a espessura do cavaco. Movimentos Relativos
  54. 54. Movimentos Relativos
  55. 55. Movimento de corte O movimento de corte ou principal é realizado pela própria peça no processo de torneamento, através de seu movimento giratório. A velocidade do movimento de corte chama-se velocidade de corte ( Vc) e ela é dada ou medida normalmente em m/min.
  56. 56. Fatores que influem na (VC) 1. Material da peça • material duro – baixa Vc • material mole – alta Vc 2. Material da ferramenta • muito resistente – alta Vc • pouco resistente – baixa Vc 3. Acabamento superficial desejado 4. Tempo de vida da ferramenta 5. Refrigeração 6. Condições da máquina e de fixação
  57. 57. Movimento de avanço No processo de torneamento, esse tipo de movimento é contínuo, mas também pode ser intermitente em sequência de cortes, como na operação de aplainar. A espessura do cavaco depende do movimento de avanço e a grandeza, basicamente, das características da ferramenta, e, principalmente, da qualidade exigida da superfície usinada. O movimento de avanço é feito pelo operador, mas pode ser automática também.
  58. 58. O movimento de penetração serve para ajustar a profundidade (P) de corte, e, juntamente com o movimento de avanço (A), para determinar a secção do cavaco a ser retirado, como, no exemplo da figura. Esse movimento pode ser realizado manual ou automaticamente e depende da potência da máquina, assim como da qualidade exigida da superfície a ser usinada. Uma representação desses três movimentos, acompanhando o sentido das setas Vc (para indicar o movimento de corte), A (para indicar o movimento de avanço) e P (para indicar o movimento de penetração). Movimento de Penetração
  59. 59. PRINCIPAIS OPERAÇÕES Professor : Elton Ricardo
  60. 60. Torneamento Cilíndrico
  61. 61. Facejamento
  62. 62. Torneamento Cônico
  63. 63. Torneamento de Forma
  64. 64. Rosqueamento
  65. 65. Operações no Torno
  66. 66. Operações no Torno

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