Mill mach-pearson-0905

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  • Mill elaborou toda uma teoria da indução , e particularmente um conjunto de regras ou cânones que aperfeiçoam as formulações de Bacon Método de concordância Se dois ou mais casos de um fenômeno sob investigação têm apenas uma circunstância em comum, a circunstância única na qual todos os casos concordam é a causa ou o efeito do tal fenômeno. Método de diferença Se um caso no qual um fenômeno sob investigação ocorre e um caso no qual ele não ocorre somente têm todas as circunstâncias em comum, exceto uma, e esta ocorre somente no primeiro, a circunstância única na qual os dois casos diferem é o efeito ou a causa ou uma parte indispensável da causa do fenômeno. Método de combinação de concordância e diferença Se em dois ou mais casos nos quais um fenômeno ocorre há apenas uma circunstância em comum, enquanto dois ou mais casos nos quais o fenômeno não ocorre não têm nada em comum exceto a ausência daquela circunstância, esta mesma é o efeito ou a causa ou uma parte indispensável da causa. Método de resíduos Subtraia-se de qualquer fenômeno a parte que, segundo induções prévias, constitui o efeito de certos antecedentes, e resultará que o resíduo do fenômeno é o efeito dos antecedentes restantes. Método de variações concomitantes O fenômeno que varia de alguma maneira enquanto outro fenômeno varia em algum aspecto particular é ou a causa ou um efeito desse fenômeno, ou está relacionado a ele por alguma causa.
  • Criou o "método dos momentos" e o sistema de "curvas de frequência" tão extensamente usado para a descrição matemática dos fenómenos naturais. Desenvolveu a teoria da correlação aplicada aos problemas de hereditariedade e da evolução. Criou o teste do "qui-quadrado" (X2), em 1900
  • These later or "Logical" Positivists, as the Positivists of the Vienna Circle came to be known, replaced Mach's rejection of theories with the less restrictive idea. They said that the language of science may contain theoretical terms referring to nonobservable entities and magnitudes, on condition that statements referring only to observables could logically be related to those that contain these theoretical terms referring to the nonobservable magnitudes or entities.
  • Uma das teses centrais da análise de Mach de sensações é que a única diferença entre os elementos e sensações é o aspecto sob o qual são visualizadas, e que a física ea psicologia, portanto, ter o mesmo assunto. A distinção entre o físico eo psíquico é inteiramente uma questão de conveniência ou praticidade, porque tudo é uma mera função desses elementos. Tudo é uma construção mental que consiste em complexos de sensações.
  • Mill mach-pearson-0905

    1. 1. Fatos e Artefatos como Construções Sociotécnicas HCT 825 <ul><li>The Liberal Challenge </li></ul><ul><li>Pearson and Mach </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Stephen Turner </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><li>In Handbook of Science Studies </li></ul><ul><li>Hackett,. Amsterdamska, Lynch, Wajcman (eds), 3rd ed 2008 </li></ul><ul><li>Ana Christina S. Iachan </li></ul><ul><li>9/5/2011 </li></ul>Prof. Henrique Cukierman Prof. Ivan da Costa Marques
    2. 2. A contestação liberal <ul><li>Positivismo lógico e Socialismo </li></ul>John Stuart Mill 1857- 1936 (GB Professor de Matemática e Mecânica- Kings College Professor de ‘National Eugenics’’ – Universidade de Londres Eugenics’’ – Fundador a revista Biometrika (1901) (1806-1873), Iniciou seus estudos aos 3 anos de idade. “Experiência viva” das teorias de seu pai e de J. Bentham- utilitaristas ingleses Filósofo, economista, teórico da moral e da política, administrador público, parlamentar. Mais influente filósofo de linha inglesa do século XIX (Fonte : Stanford Enciclopedia de Filosofia ) (1838-1916) Austria Físico ( Viena 1860) Implementou a filosofia fenomenalista de Hume na Física Positivista Contribuições à física, psicologia, educação e filosofia Anti-atomista Karl Pearson Ernst Mach
    3. 3. A contestação liberal- J S MILL <ul><li>Comte - </li></ul><ul><ul><li>“ Se a Ciência está correta,... porque não deveriam os cientistas governar os ignorantes ou governar através do controle da educação (36-37 ) ” </li></ul></ul><ul><ul><li>Repudia o direito à livre expressão </li></ul></ul><ul><li>Mill contrapõe : </li></ul><ul><ul><li>Formação do consenso (advindo da prática do método científico ( 5 cânones da indução) </li></ul></ul><ul><ul><li>Livre discussão (suplanta a livre expressão- implica em troca) </li></ul></ul><ul><ul><li>Introduz a questão da complexidade causal nas ciências sociais </li></ul></ul><ul><ul><li>Não resolve o conflito entre ciência e livre discussão </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>P 37 </li></ul></ul></ul>
    4. 4. Teoria da Indução 5 Cânones <ul><ul><li>Método de concordância </li></ul></ul><ul><ul><li>Método da Diferença </li></ul></ul><ul><ul><li>Método de combinação de concordância e diferença </li></ul></ul><ul><ul><li>Método de resíduos </li></ul></ul><ul><ul><li>Método de variações concomitantes </li></ul></ul>A solução de S. Mill tem sua base teórica no conceito de causalidade. A noção de causa envolve dois eventos E1 e C1 e supõe que toda vez que E1 ocorrer, C1 ocorrerá necessariamente como conseqüência de E1. O conceito de causa assim entendido aparece, para a corrente empirista, como gerado da própria experiência, sendo, portanto, na linguagem Kantiana, um juízo sintético a posteriori .
    5. 5. Indução – Do conhecido para o desconhecido <ul><li>Uso do método leva ao conhecimento </li></ul><ul><ul><li>Cânones asseguram a descoberta de sequências invariáveis e incondicionadas. </li></ul></ul><ul><li>Indução : operação de descobrir e provar proposições gerais ou alcançar uma generalização da experiência </li></ul><ul><ul><li>“ O universo, tanto quanto o conhecemos, é constituído de maneira tal que tudo que é verdadeiro em um caso de determinada natureza é também verdadeiro para todos os casos da mesma natureza; a única dificuldade é descobrir qual é esta natureza . </li></ul></ul><ul><ul><li>Neste sentido, a ordem da natureza, à primeira vista, apresenta a todo momento um caos seguido de outro caos. Compete ao estudioso descobrir na seqüência desse caos aparente as conexões existentes entre eventos sucessivos. E só a observação paciente e metódica possibilitará esta descoberta”( Mill 1979, apud Milleo 2003: 66-67) </li></ul></ul><ul><li>Canônes produzem consenso, à parte da discussão </li></ul><ul><ul><li>(p. 37) </li></ul></ul>
    6. 6. A autoridade da Ciência <ul><li>A Posição ambígua de Mill </li></ul><ul><ul><li>Se a ciência se distingue pelo método (produtor de consenso), então está se sobrepõe à livre discussão </li></ul></ul><ul><ul><li>Ciência como produto da “rotinizaçao” de métodos (retomada da proposição de Bacon) * </li></ul></ul><ul><li>A Ciência estabelece “leis gerais” que descrevem o comportamento da natureza </li></ul><ul><li>Somente existirá uma ciência da natureza humana quando </li></ul><ul><ul><li>“ ... as verdades aproximadas que compõem um conhecimento prático do gênero humano puderem ser apresentadas como corolários das leis universais da natureza em que se baseiam...” </li></ul></ul><ul><li>Divergância com Utilitarismo clássico. </li></ul><ul><ul><li>O homem se distingue dos animais por ser capaz de efetuar escolhas (Iasah Berlin em: A liberdade- Introdução 2000:XIII) </li></ul></ul>
    7. 7. Obras de J S Mill <ul><li>Stuart Mill escreveu inúmeras obras ao longo da sua vida. Abaixo são listadas as consideradas mais marcantes: </li></ul><ul><li>Sistema de Lógica Dedutiva (1843); </li></ul><ul><li>Princípios de Economia Política (1848); </li></ul><ul><li>A Liberdade (1859); </li></ul><ul><li>Utilitarismo (1861); </li></ul><ul><li>O Governo Representativo (1861); </li></ul><ul><li>Sujeição das mulheres (1869); </li></ul><ul><li>Fonte : WikiPEDIA </li></ul>
    8. 8. Karl Pearson 27 de Março de 1857 Londres - 27 de Abril de 1936 Propósito da Ciência Promover o bem estar da sociedade , aumentar a felicidade (social) e fortalecer a estabilidade social. O método científico garante consenso sem força,mas os cidadãos devem aceitar o consenso produzido pela ciência. Eficiência nacional ( relaciona ciência , tecnologia e seu uso pela sociedade ) A aceitação decorreria da educação e da popularização (da ciência)
    9. 9. <ul><li>É impossível à ciência atingir completo conhecimento de qualquer domínio.... Esta confissão de ignorância é uma salvaguarda para seu futuro progresso” . The Grammar of Science( 1943:26) </li></ul>
    10. 10. Correlações X Leis Uma abordagem diferente (Estatística) <ul><li>Pearson contesta a noção de leis científicas( no sentido tradicional). </li></ul><ul><li>Propõe o conceito conhecimento correlacional, em vez de conhecimento das leis científicas. </li></ul><ul><li>As leis da física eram, como ele entendia, apenas idealizações </li></ul><ul><li>“ As variações ocorridas em todas as ciências, incluindo a física, e que em conseqüência das diferenças entre as correlações das ciências sociais e ciências físicas eram apenas uma questão de grau .” ( Pearson 1911:168 apud Turner 2007) </li></ul><ul><li>Sociólogos estabelecem correlações não leis. </li></ul>
    11. 11. Questões políticas <ul><li>“ O Método filosófico nunca pode levar a uma verdadeira teoria da moral... </li></ul><ul><li>Embora pareça estranho o laboratório de um biólogo pode ter maior peso do que todas as teorias do Estado de Platão a Hegel. </li></ul><ul><li>A classificação científica dos fatos, biológicos ou históricos, a observação de sua correlação e sequência, a resultante absoluta , oposta ao julgamento individual - estes são os únicos meios pelo qual podemos chegar a uma as questões vitais sociais como o da hereditariedade ..” </li></ul><ul><li>The Grammar of Science ( 1943:29) ) </li></ul>
    12. 12. Algumas curiosidades <ul><li>Einstein formou um grupo de estudos Academia Olympia. </li></ul><ul><ul><li>Primeiro livro lido foi “The Grammar of Science” em 1905. Este teria influenciado sua teoria da relatividade. </li></ul></ul><ul><li>A revista Biometrika fundada por Pearson (1901) é editada até hoje e considerada uma das melhores publicações sobre Estatística. </li></ul><ul><li>Bernard Shaw em sua peça “The Doctor’s Dilemma “(1911) sobre a ineficiência do sistema de atendimento médico na Inglaterra cita textualmente Pearson e a Biometrika ironizando a “certeza dos dados”e a capacidade de convencimento da publicação “do homem comum que comprasse a revista”. </li></ul>
    13. 13. Capa da revista Biometrika
    14. 14. Ernst Mach <ul><li>Físico Positivista ( Não se considerava filósofo) </li></ul><ul><li>Sua crítica das idéias newtonianas de espaço e tempo absolutos foram uma inspiração para o jovem Einstein, que creditava a Mach o papel de precursor filosófico da teoria da relatividade . </li></ul>Foi o primeiro a estudar sistematicamente o movimento super-sônico. Deu contribuições importantes para compreensão do efeito Doppler
    15. 15. Ernst Mach <ul><li>“ Antimetafísica“ </li></ul><ul><ul><li>O positivismo se desenvolveu em reação contra as várias filosofias românticas. critica à metafísica dos românticos . </li></ul></ul><ul><ul><li>Racionalistas-> Românticos </li></ul></ul><ul><ul><li>Empiristas-> Positivistas </li></ul></ul><ul><li>Energicista- Anti-atomista </li></ul><ul><li>Compartilha a visão de ciência orientada para eficiência </li></ul><ul><li>Influencia os fundadores do Circulo de Viena </li></ul><ul><ul><li>( que efetuam a separação entre teoria e observação) </li></ul></ul>
    16. 16. Análise das sensações (1885) <ul><li>Elementos e sensações </li></ul><ul><li>A distinção entre o físico e o psíquico é inteiramente uma questão de conveniência ou praticidade. </li></ul><ul><li>Tudo é uma construção mental que consiste em complexos de sensações. </li></ul><ul><li>Todas as coisas materiais, incluindo nossos próprios corpos e até mesmo o ego nada mais são complexos de elementos que foram construídos pela mente humana, tendo algumas estabilidade ou constância na experiência sensorial. </li></ul><ul><li>A tese fundamental da filosofia de Mach é que os corpos materiais não produzem sensações, mas complexos de sensações que são associadas pela mente humana para produzir corpos materiais . Fonte: ERNST MACH AND PIERRE DUHEM ON PHYSICAL THEORY Thomas J. Hickey 1995 </li></ul>
    17. 17. <ul><li>Fim </li></ul>

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