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FACULDADE CATÓLICA NOSSA SENHORA DAS VITÓRIAS
ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA E INSTITUCIONAL
ESTÁGIO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
RELATÓRIO
DISCALCULIA NO ENSINO MÉDIO: DAS CONDIÇÕES DE CONTORNAR O
DISTÚRBIO
ASSÚ/RN
2017
ANA RENATA DE OLIVEIRA
ELISÂNGELA FEITOSA DE SOUZA
RENATA VANIELE DOS SANTOS GOMES
DISCALCULIA NO ENSINO MÉDIO: DAS CONDIÇÕES DE CONTORNAR O
DISTÚRBIO
Trabalho apresentado a Faculdade Nossa
Senhora das Vitórias - FCNSV como critério
de avaliação da disciplina de Estágio
Psicopedagógico Institucional sob
orientação e instrução da Profª. Ms. Núzia
Roberta Lima.
ASSÚ/RN
2017
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO..................................................................................................................4
2 JUSTIFICATIVA ..............................................................................................................4
2.1 OBJETIVOS....................................................................................................................6
OBJETIVO GERAL.............................................................................................................6
OBJETIVOS ESPECÍFICOS..............................................................................................6
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS....................................................................7
4 CRONOGRAMA - PLANO DE AÇÃO ..........................................................................9
4.1 CRONOGRAMA GERAL.............................................................................................9
5 DISCALCULIA NO ENSINO MÉDIO: DAS CONDIÇÕES DE CONTORNAR O
DISTÚRBIO........................................................................................................................11
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS E RESULTADOS ..........................................................17
REFERÊNCIAS..................................................................................................................18
4
1 INTRODUÇÃO
O local de estágio curricular obrigatório foi realizado na Instituição Complexo
Educacional Santo André – CESA, situada na Rua Dr. Luiz Carlos, nº 3439, Novo Horizonte,
Assú/RN, CEP 59650-000. A direção está sob a responsabilidade de Paula Graciela.
O estudo trata da experiência vivenciada na observação e análise de avaliações de
Anamnese realizadas com pais e/ou responsável, professor e educando. Trata-se de um trabalho
de pesquisa-ação sobre a dificuldade de aprendizagem apresentada pela adolescente D.K.X.F
de 16 anos que está no 3º ano do ensino médio, e a queixa se refere as dificuldades de
aprendizagem com a matemática. Contudo, a ação interventiva deste estágio, esteve voltada a
observação de comportamento do educando em objeto – o conhecimento de seu histórico
escolar, a anamnese realizada com os pais e/ou responsável e professores e análise destes dados,
culminando na proposta de ação de intervenção, qual seja a aplicação de jogo psicopedagógico
e apreciação dos resultados.
Assim, o enfoco desta proposta está centrada no complexo processo que envolve a
aprendizagem e a significativa atuação preventiva do psicopedagogo no contexto escolar, onde
buscar-se-ão as informações e os variantes aspectos que serão observados e analisados, a citar:
conhecimento de como o educando constrói o seu saber; compreender as dimensões das
relações com a escola, com os professores, com o conteúdo e relacioná-los aos aspectos afetivos
e cognitivos.
2 JUSTIFICATIVA
Considerar a educação enquanto processo de construção da formação do homem é dar
a ela, isto é, aqueles que são agentes deste processo, a possibilidade de entender a singularidade
de cada ser – é sobretudo, estar a par de sua formação visto que o conhecimento é um fato e
que nos cabe a construção da reflexão capaz de desvendar os processos que permitem sua
realização (OLIVEIRA, 2009).
Ante a isto, a experiência de estágio psicopedagógico institucional aqui retratado –
buscou trazer para a vivência de estágio a experiência da observação, pesquisa, interação com
corpo docente bem como discussões acerca do complexo entendimento sobre a discalculia,
dificuldade que atinge crianças e adultos em todo o mundo. A partir da experiência e
conhecimento de um caso especifico dentro da psicopedagogia, a citar a discalculia na
5
adolescência, haja vista, pôde-se perceber, a importância da atenção diferenciada que este
educando (em especifico) recebera durante toda sua vida escolar – tanto da escola, como a priori
de sua família que buscou desde cedo o auxílio externo, evitando o grande problema que assola
a educação contemporânea de muitas realidades, o fracasso escolar. Fenômeno que é
responsável pela exclusão de muitas crianças e jovens.
Quando se fala de dificuldade de aprendizagem, tem-se o preconceito por muitas vezes
aliado a família. O déficit de conhecimento é um grande fator, bem como a rejeição a procura
por ajuda. A psicopedagogia, neste sentido, irá tratar, segundo (OLIVEIRA, 2009, p. 11)
“desenvolvendo de estudos e aprimorando os instrumentos para compreender os processos de
aquisição do conhecimento, isto é, o aprender do ser humano”. A responsabilidade ética deste
profissional baseia-se tanto na instancia do aprender como no ensinar a partir de ações
interventivas.
Vale salientar que, a Psicopedagogia tem como subsídio duas linhas de trabalho, a citar,
clínico e a institucional, as quais estão atreladas a buscar soluções para o usuário, bem como
orientar os pais e educadores, na tentativa de mediar os conflitos existentes no meio escolar e
social.
O (a) profissional de Psicopedagogia clínico atua em clinicas, dando suporte terapêutico
direto a criança, ao jovem ou adulto que dele necessitar. Nesses atendimentos o profissional
deve utilizar de várias técnicas criativas como jogos, entrevista, dinâmicas, questionário,
conversa informal dentre outros métodos que facilitará chegar a um diagnóstico preciso do
paciente, bem como buscar métodos para a resolução do problema na perspectiva de contribuir
com o resgate de valores, de participação, e ressocialização ao meio escolar e social – tendo
como princípio fundamental o processo de aprendizagem.
Já a Psicopedagogia Institucional, se faz presente nos espaços hospitalares, empresas,
escolas e outros lugares pertinentes à atuação desse profissional. Com o objetivo de prestar
assistência aos profissionais da educação, no que tange ao desenvolvimento do ensino
aprendizagem e, buscando métodos de trabalhos para prevenir futuros problemas de
aprendizagem. Para este relatório de estágio, as considerações serão pertinentes ao fazer
profissional da psicopedagogia no âmbito escolar e suas implicações.
De tal modo, a atuação nesses ambientes em questão, o profissional utiliza de um olhar
crítico da realidade em que estão inseridos – buscando trabalhar com dinâmicas de participação,
desenvolver projetos propícios aos educadores e educandos, o que fortalece as relações entre
instituição/alunos/os pais e sociedade. Desenvolvendo ações preventivas na perspectiva de
formar cidadãos politizados.
6
2.1 OBJETIVOS
OBJETIVO GERAL
Contribuir de forma ativa/interventiva no processo de aprendizagem do educando com
distúrbios de aprendizagem na matemática ou discalculia.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 Relacionar literatura bibliográfica e comportamento educando com dificuldade
de aprendizagem específica.
 Descrever histórico escolar de adolescente, com distúrbios de aprendizagem
com foco na Cognição Numérica.
 Avaliar Entrevistas e Anamnese com professores e pais e/ou responsáveis do
educando.
 Intervir e mediar nas dificuldades de aprendizagem específica do educando – no
propósito de motivá-lo na aprendizagem.
7
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Para realização das atividades propostas, tomamos como ponto de partida a pesquisa
bibliográfica – estudo bibliográfico sobre as dificuldades de aprendizagem – a discussão de
textos que nos serviram como bases teóricas para a orientação da aplicação das fichas. Em
campo, em nossa primeira atividade prática, fizemos a entrega do ofício na escola, onde foi
realizado o primeiro contato em reunião com a psicopedagoga, para fazer a escolha da criança
e/ou adolescente e conhecer um pouco de sua dificuldade.
Após reunião, foi decidido que trabalharíamos com um/a adolescente e não com uma
criança, visto que a maioria dos pais exige o sigilo no tratamento dos filhos e isso nos impedia
de ter acesso aos pequenos. Ainda nesse momento, marcamos o encontro com os pais e/ou
responsáveis da adolescente escolhida, para aplicação da anamnese.
Durante a entrevista fizemos uso dos questionários interrogatórios, foram eles:
Entrevista inicial com pais ou responsável, Entrevista Familiar Exploratória Situacional e
Anamnese. Além disso, tivemos a oportunidade de conhecê-los e debater sobre o cotidiano da
adolescente em família e em sua comunidade escolar.
Realizou-se observação em sala de aula, na disciplina de matemática. Alguns pontos
foram importantes neste momento: assiduidade do educando; comportamento; a participação
em sala de aula (interação com professor, colegas); interação com as atividades propostas;
interação professor-educando.
Dando continuidade ao nosso roteiro, marcamos o nosso encontro seguinte, que ocorreu
para organização e construção da atividade prática a ser aplicada com a adolescente. Há diversas
formas de intervenção que podem ser trabalhadas com crianças e adaptadas aos adolescentes
que apresentam dificuldades de aprendizagem. A seleção e utilização de determinadas
atividades vão estar relacionadas com o tipo de dificuldade apresentada pelos educandos.
É fato que quando se trabalha com crianças ou se acompanha um adolescente, o objetivo
é fazer com que o educando consiga se desenvolver de forma satisfatória. Para tanto, a família
precisa estar atenta e perceber a partir do comportamento da criança, que podem ser
identificadas desde os primeiros anos da vida escolar, os campos em que em seu
desenvolvimento pode sentir/apresentar alguma dificuldade, e, junto com a escola, professores
e outros profissionais buscar alternativas de melhor inserir a criança no meio social seja na
própria família, na escola ou em qualquer espaço de convivência.
Pensando-se na aplicação dos jogos para compreensão do ensino da matemática e na
intencionalidade deste, tendo em vista que “o jogo não deve ser escolhido ao acaso, mas fazer
8
parte de um projeto de ensino, que possui uma intencionalidade com essa atividade"
(STAREPRAVO, 2009), a ação psicopedagógica selecionada a se trabalhar com a adolescente
foi de um jogo chamado “Banco Imobiliário”. Segundo a Ana Flávia Castanho, na reportagem
feita ao Nova Escola1
: “[...] trabalhar com jogos nas aulas de Matemática é uma das situações
didáticas que contribuem para a criação de contextos significativos de aprendizagem para os
alunos”.
1
Disponível em:< https://novaescola.org.br/conteudo/1784/o-jogo-e-seu-lugar-na-aprendizagem-da-matematica>
Acessado em 09/09/2017.
9
4 CRONOGRAMA - PLANO DE AÇÃO
Ação Detalhamento
das Ações
Recurso
Material
Recurso
Financeiro
Público-alvo Quando Responsável
Conhecer
responsável
pela
instituição
Visita à
instituição
Diário de
campo
Diretor/a
Coordenador/a
Professor/a
Psicopedagogo/a
17.07 Ana Renata
Elisângela
Feitosa
Renata
Vaniele
Conhecer
psicopedagogo
da instituição
Visita ao local
de trabalho,
conversa sobre o
fazer
profissional
Diário de
campo
Psicopedagogo 19.07 Ana Renata
Elisângela
Feitosa
Renata
Vaniele
Entrevista com
Mãe de
educando
estudado
Entrevista
inicial com os
pais ou
responsável;
Entrevista
familiar
exploratória
situacional
(E.S.E.F.)
Cópia das
entrevistas
Pais/responsável 19.07 Ana Renata
Elisângela
Feitosa
Renata
Vaniele
Reunião com
coordenador e
professor
Conhecer o
coordenador do
Ensino Médio e
professor de
matemática e
agendar visita
em sala de aula
Cópia da
entrevista
Coordenador/a e
Professor/a
11.08 Elisângela
Feitosa
Observação
em sala de
aula
Observação em
sala de aula,
disciplina de
matemática
Diário de
campo
Educando
Professor
14.08
18.08
Elisângela
Feitosa
Ação
interventiva
com educando
Aplicar jogo
psicopedagógico
Diário de
campo
Jogo
Banco
Imobiliário
Educando 17.08 Ana Renata
Elisângela
Feitosa
Renata
Vaniele
Fonte: Elaborado pelas autoras, 2017.
4.1 CRONOGRAMA GERAL
Atividades Julho Agosto
Estudo e leitura 
Planejamento da proposta 
10
Apresentação a orientador/a 
Realização de entrevistas e
Anamnese

Desenvolvimento das ações/
Intervenção

Elaboração do relatório 
Entrega do relatório 
Fonte: Elaborado pelas autoras, 2017.
11
5 DISCALCULIA NO ENSINO MÉDIO: DAS CONDIÇÕES DE CONTORNAR O
DISTÚRBIO
Tratar a importância do psicopedagogo no contexto institucional é considerarmos a
importância do processo de socialização que se dá no âmbito escolar, isto é, a função da
instituição escolar qual seja socializar os conhecimentos disponíveis, promover o
desenvolvimento cognitivo através da aprendizagem. Desta forma, o psicopedagogo sendo o
profissional que objetiva trabalhar os elementos que envolvem a aprendizagem, tem em seu
objeto de estudo assinalar os fatores que favorecem, intervêm ou prejudicam uma boa
aprendizagem, ou seja, o ato de aprender e ensinar e a influência do meio (família, escola,
sociedade) para o desenvolvimento de cada um.
A instituição, em que este trabalho vem detalhar é de cunho privado – apresenta o
profissional Psicopedagogo Institucional que realiza de um trabalho de acompanhamento com
crianças e adolescentes que venham apresentar dificuldades de aprendizagem, bem como na
relação com a família e professores e/ou educadores.
A psicopedagoga, esclareceu um pouco de seu fazer profissional, na instituição em
objeto: “[...] identificada a dificuldade, conversamos com os pais e/ou responsáveis, onde estes
irão levar seu filho para o devido acompanhamento: seja em consulta médica com Neuro, seja
em psicopedagogia clínica etc. e aqui, nós fazemos o trabalho com professores/educadores e a
família. Sempre deixando claro o papel da família, de que eles devem estar atentos a
dificuldade e reforçar em casa também, com seus estudos; e com os professores, levando eles
a compreender seu papel no acompanhamento significativo junto a essa criança, para sua
melhor formação e desenvolvimento – e claro, são feitos relatórios sobre o desempenho e/ou
avanços do educando (isso aliado ao meu trabalho de psicopedagoga junto dos professores)”.
Segundo Porto (2006, p. 116), “[...] a atuação psicopedagógica institucional auxilia o
resgate da identidade da instituição com o saber mediando e resgatando o processo de ensino e
aprendizagem”. Assim, a posição do psicopedagogo e consequente atuação, deve estar alinhada
à reflexão e análises críticas frente as diferentes tendências demandas pela escola.
Assim sendo, no contexto escolar, a importância do profissional psicopedagogo está na
relação interdisciplinar que envolve os educadores e outros profissionais da instituição,
propondo realizar um trabalho qualificado na área da educação – na melhoria das condições do
processo ensino-aprendizagem, bem como para diminuir a frequência dos problemas de
aprendizagem; diminuir e tratar os problemas já instalados e por fim, eliminar os transtornos já
instalados.
12
Tivemos a oportunidade neste estágio, de acompanhar a adolescente de 16 (dezesseis)
anos que está no 3º ano do ensino médio. Conhecemos o histórico escolar de D.K.X.F, bem
como sua família e alguns professores que a acompanharam em séries do ensino fundamental
e médio. A queixa se refere as dificuldades de aprendizagem com a matemática.
De acordo com NeuroSaber (2016): “[...] discalculia é um tipo de transtorno de
aprendizagem caracterizada por uma inabilidade ou incapacidade de pensar, refletir, avaliar ou
raciocinar processos ou tarefas que envolvam números ou conceitos matemáticos”.
Nas séries iniciais D.K.X.F, já apresentava dificuldades de compreensão com os
números. Maria Gloriete, que foi professora de matemática da adolescente no 4º ano, diz que
“buscava meios de trabalhar com ela nas atividades e até mesmo nas provas”.
O quadro a seguir foi elaborado pelas estagiárias, a fim de demonstrar os tipos de
discalculia:
TIPO DIFICULDADE ESPECÍFICA
Discalculia Verbal Dificuldade em nomear quantidades matemáticas,
números, termos, símbolos e relações matemáticas.
Discalculia Lexical Dificuldades na leitura de símbolos matemáticos,
como numerais.
Discalculia Gráfica Dificuldades na escrita de símbolos matemáticos,
como números ou sinais matemáticos.
Discalculia Operacional Dificuldades na realização de operações e cálculos
matemáticos.
Discalculia Ideognóstica Dificuldades em fazer operações mentais e na
compreensão de conceitos matemáticos, como
identificar se um número é maior do que outro.
Discalculia Practognóstica Dificuldade tornar prático conceitos matemáticos
teóricos, por exemplo trabalhar equações.
Fonte: Educa Mais. Disponível em: http://educamais.com/tipos-de-discalculia/.
No acompanhamento psicopedagógico, D.K.X.F é avaliada como uma pessoa que sabe
de “seus limites”, contudo nunca permitiu que isto a abatesse. Hoje, ela no 3º ano do ensino
médio, se dedica aos estudos para o ENEM e já se imagina numa Faculdade – enfatizou a
psicopedagoga institucional.
Cabe salientar, que o fazer profissional do psicopedagogo busca desenvolver e expandir
a personalidade do indivíduo, favorecendo as suas iniciativas pessoais, suscitando interesses,
respeitando os gostos, propondo e não impondo, permitindo a opção.
Pode-se considerar ainda que, é de suma importância o trabalho investigativo que se dá
diante do diagnóstico do psicopedagogo. Onde irá desenvolver sua prática no convívio escolar
com foco no indivíduo aliado ainda a família e ao corpo institucional, ou seja, professores e
13
educadores que acompanham a criança e/ou adolescente, a fim de identificar as fragilidades que
dificultam o processo de aprendizagem e intervir.
Em entrevista realizada com C.C.F (53), mãe da adolescente, Funcionária Pública e tem
ensino Superior incompleto, comenta que foi no 4º ano que sua filha começou a apresentar
dificuldade em memorizar números, dizer sua idade e relacionar o símbolo numérico, chorava
nas provas de matemática e se sentia insegura. Foi quando a mãe procurou ajuda para entender
a dificuldade da filha. A mãe comenta sobre a importância do trabalho do psicopedagogo
escolar, “ele pode nos ajudar e intermediar essa relação entre escola-professor-aluno na
dificuldade apresentada por minha filha”.
A Sra. C.C.F teve uma gestação normal e sadia de D.K.X.F que é filha única. Cresceu
saudável, quando a sua evolução psicomotora começou a andar com 9 (nove) meses. A mãe
relata que sempre se mostrou corajosa ao explorar os novos espaços engatinhando, o que
mostrava segurança. A coordenação dos movimentos finos (segurar um brinquedo, uma colher,
rabiscos que fazia) foi normal e, quanto a fala, começou com 1 (um) ano de idade; hoje ela
apresenta problemas de visão e faz uso de óculos para correção.
Hoje, já na fase da adolescente, a mãe relata que sempre se mostrou muito independente
e responsável. A Sra. C.C.F relata que com 13 (treze) anos, D.K.X.F teve acompanhamento
psicológico e fez uso de antidepressivo por 1 (um) ano. Conta que, por morarem apenas as duas,
dormem juntas no mesmo quarto. A adolescente teve acompanhamento no CRAS - Centro de
Referência de Assistência Social em Assú, com psicopedagogo e psicólogo e de lá foi
encaminhada para neurologista. Teve reforço escolar para auxiliar no processo de aprendizagem
no turno contrário ao escola. No tocante ao âmbito social, apresenta boa relação com os colegas.
Perguntado em entrevista a mãe, sobre o que ela mais gosta na filha, ela disse que era a
ética, sempre respeitou limites e regras. E o que ela não gosta, explica: “temperamento dela, as
vezes é forte e as vezes quando aumenta o tom de voz ao falar com ela”.
A partir do aprofundamento do histórico escolar da adolescente em questão, pode-se
empreender a importância do diagnóstico precoce das dificuldades ou transtornos de
aprendizagem. Na escola, é possível trabalhar com foco na modificação de currículo e
estratégias adequadas à situação de cada dificuldade. O trabalho deve, portanto, está alinhado
a interdisciplinaridade e na sinergia de forças entre os sujeitos envolvidos, qual seja: o corpo de
professores, a família, o psicopedagogo clínico e o psicopedagogo institucional, este último
engajado e intermediando com os demais.
Para a discalculia, não há tratamento, ademais o acompanhamento,
14
[...] é baseado em intervenção precoce, adaptação curricular e suporte
psicopedagógico. A escola deve compreender a dificuldade e fazer modificações no
conteúdo, visando facilitar a aprendizagem da matemática utilizando-se de materiais
concretos para ensiná-la. O apoio psicopedagógico ajudará a criança a entender sua
dificuldade e manejá-la da melhor forma possível incluindo estratégias
metacognitivas. Não existe “cura” para esta condição e o portador deverá aprender a
lidar com o transtorno (NEURO SABER, 2016).
No dia 11 (onze) de agosto nos reunimos com a coordenadora do Ensino Médio Marivan
bem como a professora de matemática Fracileide. Agendamos uma visita em sala de aula para
o dia 14 (quatorze) (que aconteceu no primeiro horário, às 07h). No momento, a proposta seria
fazer observação da educanda, tomando como base algumas questões como o comportamento
em sala de aula e sua interação com a disciplina, professor e colegas. No dia em questão, a aula
iniciou as 7h, neste dia houve atrasos de muitos educandos, a sala têm 20 (vinte) e às 7h15 ainda
tinham 7 (sete) pessoas em sala de aula. Antes de iniciar a aula, todos os adolescentes são
convidados a guardarem o aparelho celular numa caixa – uma ótima atitude da instituição!
Tivemos uma surpresa, a adolescente D.K.X.F havia faltado neste dia (o que não é
costume, pois a professora nos informou que esta seria apenas a segunda falta dela desde todo
o ano letivo). Contudo, permanecemos em sala e fizemos algumas perguntas no final do
primeiro horário a professora: confirma que a adolescente sempre chega no horário, é assídua
em suas aulas, tem nível de interação considerado bom com seus colegas de turma; no quesito
ao comportamento em sala de aula, a professora explica que não tem como enquadrar se
“tímida, reservada, extrovertida”, pois há dias que se percebe que ela está bem, e, outros que se
mostra indiferente; quanto ao conteúdo, é participativa, copia a matéria no quadro com
agilidade, não se distraindo; questiona durante as atividades e dá opinião – não se configurando
distante dos conteúdos, contudo, sua dificuldade está na interpretação e lógica “nestes
conteúdos, ela sente bem mais dificuldade...;. quanto a suas notas, na disciplina de matemática,
são razoáveis. A professora conta que desde o ensino fundamental ao ensino médio, na
instituição, as provas são realizadas por blocos de áreas. Devido a dificuldade da adolescente e
em acordo com a psicopedagoga que a acompanhava, foram reduzidos os blocos, de forma a
não prejudica-la, sendo reduzida o número de provas realizadas no dia de exatas, por exemplo,
em alguns anos até diminuído o número de questões em provas que envolviam cálculo.
Entretanto, este ano, na 3ª série do ensino médio, a adolescente optou por acompanhar seus
colegas, não fazendo provas com aplicação “diferenciada” (o que para ela seria
constrangimento).
Neste sentido, a proposta interventiva deste estágio buscou entender as dificuldades de
aprendizagem apresentada por a adolescente em questão e, sobretudo, qual a situação real (hoje
15
no 3º ano de ensino médio), a partir disso, elaborou-se proposta abordagem interventiva com
aplicação do Jogo Banco Imobiliário.
Descrição do Jogo ou Manual
32 CASAS PLÁSTICAS
12 HOTÉIS PLÁSTICOS
28 TÍTULOS DE PROPRIEDADES
30 CARTÕES SORTE/REVÉS
6 PIÕES
2 DADOS
380 NOTAS
1 TABULEIRO
OBJETIVO: Tornar-se o mais rico jogador, através de compra, aluguel ou venda de
propriedades.
JOGADORES: Podem jogar de 2 a 6 pessoas, as quais escolhem a cor de seus piões,
colocando-os no ponto de partida. Em seguida embaralham-se as cartas de Sorte e Revés, que
são colocadas de cabeça para baixo no locai indicado, no centro do tabuleiro.
Cada jogador deve receber: 8 notas de $1, 10 de $5, 10 de $10, 10 de $50, 8 de $100 e
2 notas de $500.
Todo dinheiro restante irá para o banco, juntamente com os títulos de propriedade, é
aconselhável que uma pessoa jogue somente como banqueiro, porém se também quiser
participar do jogo, deve tomar cuidado para não misturar suas notas e propriedades com as
do Banco.
A partir da pesquisa e análise dos dados coletados, pensamos em aplicar este jogo pois
percebeu-se que a adolescente em questão, apesar de seu esforço em contornar o distúrbio da
discalculia, apresenta ainda em seu cotidiano, algumas dificuldades a serem superadas,
principalmente com atividades rotineiras, como o trato com dinheiro, a linguagem sobre os
números, rotinas de passar troco ou fazer contas com cédulas etc. Com isso, a abordagem do
jogo trará um reforço e prática de alguns conceitos ligados a dificuldade com a matemática.
A intervenção e aplicação do jogo escolhido, ocorreu no dia 17.08, na Biblioteca da
instituição deste estágio com a educanda D.K.X.F e teve duração de 45 minutos. A princípio,
D.K.X.F se mostrou um pouco insegura quando lhes foi perguntado se ela conhecia o referido
jogo, respondendo que sim, porém nunca havia jogado. Começamos então lendo e explicando
16
as regras bem como o objetivo do jogo. De imediato a educanda percebeu que iria lidar com
quantidades, números, somas e dinheiro de (fictício), o que notavelmente a deixou um pouco
insegura devido também a agilidade que o jogo exigia. Percebemos tranquilidade e fácil
envolvimento com a atividade proposta, pois apesar de nunca ter jogado o jogo selecionado
demonstrou uma boa compreensão.
A educanda se mostrou bem atenta as explicações com relação as regras do jogo o que
facilitou sua compreensão e desenvolvimento em cada rodada. Porém notamos que D.K.X.F
ficava um tanto quanto retraída nos momento de “compra e venda” que o jogo exige, mostrou-
se ainda bastante confusa ao lidar com as cédulas, no momento de pagar algo que a mesma
havia comprado, por esse motivo ela evitava comprar durante as rodadas. Percebemos ainda
certa dificuldade nas somas dos dados e quando a mesma fazia algum pagamento ao banco, por
diversas vezes confundindo as cédulas de 10.000 com as de 100.000 ou ainda, em certo
momento, quando ela teve que fazer uma multiplicação de 5 x 50.000, precisando de nosso
auxilio para resolver a questão. Notamos também que a aluna sente dificuldade no
reconhecimento de números par ou ímpar, pois em certo momento a mesma jogou os dados e
foi necessário que ela soubesse se o número 5 era par ou ímpar, necessitando outra vez de nossa
ajuda.
Apesar de nossos encontros com D.K.X.F não terem uma frequência, ela se sentiu
bastante à vontade, com nós participantes do jogo, deixando claro que estava gostando da
proposta de jogar o jogo escolhido, o que pra ela era novidade já que afirmara que nunca tinha
jogado. Isso nos deixou satisfeitas por estar proporcionando a educanda esse momento de
aprendizagem e podendo contribuir com seu melhor desenvolvimento ao lidar com situações
diárias envolvendo a matemática. Por fim, encerramos o jogo e fomos fazer a contagem das
cédulas. Cada uma fazia a sua contagem, nesse momento a educanda utilizando caneta e papel
se mostrou bem mais segura e ágil na soma e no final foi a vencedora.
Nesse sentido nossa proposta foi realizada com sucesso, tendo em vista que
contribuímos com a adolescente e atingimos nossa proposta diante da intervenção, qual seja,
contribuir de forma ativa/interventiva no processo de aprendizagem do educando com
distúrbios de aprendizagem na matemática ou discalculia. O jogo ficou como uma boa sugestão
para que a educanda utilize em seu dia a dia, em casa ou na escola com os colegas o que
certamente irá contribuir cada vez mais para seu desenvolvimento.
17
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS E RESULTADOS
Ao final de nosso trabalho, pudemos perceber quão importante foram esses dias de
observações, análises, constatações e práticas pedagógicas. De início, um roteiro todo elaborado
e cronometrado com o intuito de aplicar a nossa atividade interventiva da melhor e mais
proveitosa forma possível. Ao longo desses 30 dias, muitas descobertas e aprendizados que nos
fizeram adquirir entusiasmo e um olhar sensível ao caso ora estudado.
A discalculia – dificuldade de aprendizagem na matemática, apresentada pela educanda
foi por nós recebida com muita curiosidade e atenção. Refletindo sobre a importância da
disciplina para as atividades cotidianas, optamos então por trabalhar a experiência da vida real
na sutileza da ludicidade do jogo. Como resultado de tudo isso, tivemos uma manhã divertida
e proveitosa, onde a educanda D.K.X.F se mostrou muito participativa e disposta a romper com
a acomodação de sua dificuldade.
O uso dessa estratégia exigiu sua concentração, ao mesmo tempo em que lhe permitiu a
tranquilidade por saber que se tratava apenas de uma brincadeira. Desta forma, a atividade foi
de certo bastante benéfica para o seu desempenho escolar e, além disso, sugestiva para ser usada
em diversos outros momentos que venham a lhe proporcionar cada vez mais segurança na
relação com as cédulas.
18
REFERÊNCIAS
COMO JOGAR O BANCO IMOBILIÁRIO – REGRAS.NET. Disponível em:
<http://regras.net/como-jogar-banco-imobiliario/>. Acesso em: 09/08/2017.
MENDES, Pilar Mariana Assaf; SOUZA, Gleicione Apª Dias Bagne de. A importância do
jogo no atendimento psicopedagógico. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, Três
Corações, v. 10, n. 2, p. 409-414, ago./dez. 2012.
NEUROSABER. O que é discalculia?. Disponível em: <https://neurosaber.com.br/artigos/o-
que-e-discalculia/>. Acesso em 05/08/2017.
OLIVEIRA, Maria Angela Calderari. Intervenção psicopedagógica na escola. 2 ed.
Curitiba, PR: IESDE, 2009.
PORTO, Olivia. Psicopedagogia Institucional: teoria, prática e assessoramento
psicopedagógico. Rio de Janeiro: Wak, 2006.

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DISCALCULIA NO ENSINO MÉDIO: DAS CONDIÇÕES DE CONTORNAR O DISTÚRBIO - Relatório

  • 1. FACULDADE CATÓLICA NOSSA SENHORA DAS VITÓRIAS ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA E INSTITUCIONAL ESTÁGIO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL RELATÓRIO DISCALCULIA NO ENSINO MÉDIO: DAS CONDIÇÕES DE CONTORNAR O DISTÚRBIO ASSÚ/RN 2017
  • 2. ANA RENATA DE OLIVEIRA ELISÂNGELA FEITOSA DE SOUZA RENATA VANIELE DOS SANTOS GOMES DISCALCULIA NO ENSINO MÉDIO: DAS CONDIÇÕES DE CONTORNAR O DISTÚRBIO Trabalho apresentado a Faculdade Nossa Senhora das Vitórias - FCNSV como critério de avaliação da disciplina de Estágio Psicopedagógico Institucional sob orientação e instrução da Profª. Ms. Núzia Roberta Lima. ASSÚ/RN 2017
  • 3. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO..................................................................................................................4 2 JUSTIFICATIVA ..............................................................................................................4 2.1 OBJETIVOS....................................................................................................................6 OBJETIVO GERAL.............................................................................................................6 OBJETIVOS ESPECÍFICOS..............................................................................................6 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS....................................................................7 4 CRONOGRAMA - PLANO DE AÇÃO ..........................................................................9 4.1 CRONOGRAMA GERAL.............................................................................................9 5 DISCALCULIA NO ENSINO MÉDIO: DAS CONDIÇÕES DE CONTORNAR O DISTÚRBIO........................................................................................................................11 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS E RESULTADOS ..........................................................17 REFERÊNCIAS..................................................................................................................18
  • 4. 4 1 INTRODUÇÃO O local de estágio curricular obrigatório foi realizado na Instituição Complexo Educacional Santo André – CESA, situada na Rua Dr. Luiz Carlos, nº 3439, Novo Horizonte, Assú/RN, CEP 59650-000. A direção está sob a responsabilidade de Paula Graciela. O estudo trata da experiência vivenciada na observação e análise de avaliações de Anamnese realizadas com pais e/ou responsável, professor e educando. Trata-se de um trabalho de pesquisa-ação sobre a dificuldade de aprendizagem apresentada pela adolescente D.K.X.F de 16 anos que está no 3º ano do ensino médio, e a queixa se refere as dificuldades de aprendizagem com a matemática. Contudo, a ação interventiva deste estágio, esteve voltada a observação de comportamento do educando em objeto – o conhecimento de seu histórico escolar, a anamnese realizada com os pais e/ou responsável e professores e análise destes dados, culminando na proposta de ação de intervenção, qual seja a aplicação de jogo psicopedagógico e apreciação dos resultados. Assim, o enfoco desta proposta está centrada no complexo processo que envolve a aprendizagem e a significativa atuação preventiva do psicopedagogo no contexto escolar, onde buscar-se-ão as informações e os variantes aspectos que serão observados e analisados, a citar: conhecimento de como o educando constrói o seu saber; compreender as dimensões das relações com a escola, com os professores, com o conteúdo e relacioná-los aos aspectos afetivos e cognitivos. 2 JUSTIFICATIVA Considerar a educação enquanto processo de construção da formação do homem é dar a ela, isto é, aqueles que são agentes deste processo, a possibilidade de entender a singularidade de cada ser – é sobretudo, estar a par de sua formação visto que o conhecimento é um fato e que nos cabe a construção da reflexão capaz de desvendar os processos que permitem sua realização (OLIVEIRA, 2009). Ante a isto, a experiência de estágio psicopedagógico institucional aqui retratado – buscou trazer para a vivência de estágio a experiência da observação, pesquisa, interação com corpo docente bem como discussões acerca do complexo entendimento sobre a discalculia, dificuldade que atinge crianças e adultos em todo o mundo. A partir da experiência e conhecimento de um caso especifico dentro da psicopedagogia, a citar a discalculia na
  • 5. 5 adolescência, haja vista, pôde-se perceber, a importância da atenção diferenciada que este educando (em especifico) recebera durante toda sua vida escolar – tanto da escola, como a priori de sua família que buscou desde cedo o auxílio externo, evitando o grande problema que assola a educação contemporânea de muitas realidades, o fracasso escolar. Fenômeno que é responsável pela exclusão de muitas crianças e jovens. Quando se fala de dificuldade de aprendizagem, tem-se o preconceito por muitas vezes aliado a família. O déficit de conhecimento é um grande fator, bem como a rejeição a procura por ajuda. A psicopedagogia, neste sentido, irá tratar, segundo (OLIVEIRA, 2009, p. 11) “desenvolvendo de estudos e aprimorando os instrumentos para compreender os processos de aquisição do conhecimento, isto é, o aprender do ser humano”. A responsabilidade ética deste profissional baseia-se tanto na instancia do aprender como no ensinar a partir de ações interventivas. Vale salientar que, a Psicopedagogia tem como subsídio duas linhas de trabalho, a citar, clínico e a institucional, as quais estão atreladas a buscar soluções para o usuário, bem como orientar os pais e educadores, na tentativa de mediar os conflitos existentes no meio escolar e social. O (a) profissional de Psicopedagogia clínico atua em clinicas, dando suporte terapêutico direto a criança, ao jovem ou adulto que dele necessitar. Nesses atendimentos o profissional deve utilizar de várias técnicas criativas como jogos, entrevista, dinâmicas, questionário, conversa informal dentre outros métodos que facilitará chegar a um diagnóstico preciso do paciente, bem como buscar métodos para a resolução do problema na perspectiva de contribuir com o resgate de valores, de participação, e ressocialização ao meio escolar e social – tendo como princípio fundamental o processo de aprendizagem. Já a Psicopedagogia Institucional, se faz presente nos espaços hospitalares, empresas, escolas e outros lugares pertinentes à atuação desse profissional. Com o objetivo de prestar assistência aos profissionais da educação, no que tange ao desenvolvimento do ensino aprendizagem e, buscando métodos de trabalhos para prevenir futuros problemas de aprendizagem. Para este relatório de estágio, as considerações serão pertinentes ao fazer profissional da psicopedagogia no âmbito escolar e suas implicações. De tal modo, a atuação nesses ambientes em questão, o profissional utiliza de um olhar crítico da realidade em que estão inseridos – buscando trabalhar com dinâmicas de participação, desenvolver projetos propícios aos educadores e educandos, o que fortalece as relações entre instituição/alunos/os pais e sociedade. Desenvolvendo ações preventivas na perspectiva de formar cidadãos politizados.
  • 6. 6 2.1 OBJETIVOS OBJETIVO GERAL Contribuir de forma ativa/interventiva no processo de aprendizagem do educando com distúrbios de aprendizagem na matemática ou discalculia. OBJETIVOS ESPECÍFICOS  Relacionar literatura bibliográfica e comportamento educando com dificuldade de aprendizagem específica.  Descrever histórico escolar de adolescente, com distúrbios de aprendizagem com foco na Cognição Numérica.  Avaliar Entrevistas e Anamnese com professores e pais e/ou responsáveis do educando.  Intervir e mediar nas dificuldades de aprendizagem específica do educando – no propósito de motivá-lo na aprendizagem.
  • 7. 7 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Para realização das atividades propostas, tomamos como ponto de partida a pesquisa bibliográfica – estudo bibliográfico sobre as dificuldades de aprendizagem – a discussão de textos que nos serviram como bases teóricas para a orientação da aplicação das fichas. Em campo, em nossa primeira atividade prática, fizemos a entrega do ofício na escola, onde foi realizado o primeiro contato em reunião com a psicopedagoga, para fazer a escolha da criança e/ou adolescente e conhecer um pouco de sua dificuldade. Após reunião, foi decidido que trabalharíamos com um/a adolescente e não com uma criança, visto que a maioria dos pais exige o sigilo no tratamento dos filhos e isso nos impedia de ter acesso aos pequenos. Ainda nesse momento, marcamos o encontro com os pais e/ou responsáveis da adolescente escolhida, para aplicação da anamnese. Durante a entrevista fizemos uso dos questionários interrogatórios, foram eles: Entrevista inicial com pais ou responsável, Entrevista Familiar Exploratória Situacional e Anamnese. Além disso, tivemos a oportunidade de conhecê-los e debater sobre o cotidiano da adolescente em família e em sua comunidade escolar. Realizou-se observação em sala de aula, na disciplina de matemática. Alguns pontos foram importantes neste momento: assiduidade do educando; comportamento; a participação em sala de aula (interação com professor, colegas); interação com as atividades propostas; interação professor-educando. Dando continuidade ao nosso roteiro, marcamos o nosso encontro seguinte, que ocorreu para organização e construção da atividade prática a ser aplicada com a adolescente. Há diversas formas de intervenção que podem ser trabalhadas com crianças e adaptadas aos adolescentes que apresentam dificuldades de aprendizagem. A seleção e utilização de determinadas atividades vão estar relacionadas com o tipo de dificuldade apresentada pelos educandos. É fato que quando se trabalha com crianças ou se acompanha um adolescente, o objetivo é fazer com que o educando consiga se desenvolver de forma satisfatória. Para tanto, a família precisa estar atenta e perceber a partir do comportamento da criança, que podem ser identificadas desde os primeiros anos da vida escolar, os campos em que em seu desenvolvimento pode sentir/apresentar alguma dificuldade, e, junto com a escola, professores e outros profissionais buscar alternativas de melhor inserir a criança no meio social seja na própria família, na escola ou em qualquer espaço de convivência. Pensando-se na aplicação dos jogos para compreensão do ensino da matemática e na intencionalidade deste, tendo em vista que “o jogo não deve ser escolhido ao acaso, mas fazer
  • 8. 8 parte de um projeto de ensino, que possui uma intencionalidade com essa atividade" (STAREPRAVO, 2009), a ação psicopedagógica selecionada a se trabalhar com a adolescente foi de um jogo chamado “Banco Imobiliário”. Segundo a Ana Flávia Castanho, na reportagem feita ao Nova Escola1 : “[...] trabalhar com jogos nas aulas de Matemática é uma das situações didáticas que contribuem para a criação de contextos significativos de aprendizagem para os alunos”. 1 Disponível em:< https://novaescola.org.br/conteudo/1784/o-jogo-e-seu-lugar-na-aprendizagem-da-matematica> Acessado em 09/09/2017.
  • 9. 9 4 CRONOGRAMA - PLANO DE AÇÃO Ação Detalhamento das Ações Recurso Material Recurso Financeiro Público-alvo Quando Responsável Conhecer responsável pela instituição Visita à instituição Diário de campo Diretor/a Coordenador/a Professor/a Psicopedagogo/a 17.07 Ana Renata Elisângela Feitosa Renata Vaniele Conhecer psicopedagogo da instituição Visita ao local de trabalho, conversa sobre o fazer profissional Diário de campo Psicopedagogo 19.07 Ana Renata Elisângela Feitosa Renata Vaniele Entrevista com Mãe de educando estudado Entrevista inicial com os pais ou responsável; Entrevista familiar exploratória situacional (E.S.E.F.) Cópia das entrevistas Pais/responsável 19.07 Ana Renata Elisângela Feitosa Renata Vaniele Reunião com coordenador e professor Conhecer o coordenador do Ensino Médio e professor de matemática e agendar visita em sala de aula Cópia da entrevista Coordenador/a e Professor/a 11.08 Elisângela Feitosa Observação em sala de aula Observação em sala de aula, disciplina de matemática Diário de campo Educando Professor 14.08 18.08 Elisângela Feitosa Ação interventiva com educando Aplicar jogo psicopedagógico Diário de campo Jogo Banco Imobiliário Educando 17.08 Ana Renata Elisângela Feitosa Renata Vaniele Fonte: Elaborado pelas autoras, 2017. 4.1 CRONOGRAMA GERAL Atividades Julho Agosto Estudo e leitura  Planejamento da proposta 
  • 10. 10 Apresentação a orientador/a  Realização de entrevistas e Anamnese  Desenvolvimento das ações/ Intervenção  Elaboração do relatório  Entrega do relatório  Fonte: Elaborado pelas autoras, 2017.
  • 11. 11 5 DISCALCULIA NO ENSINO MÉDIO: DAS CONDIÇÕES DE CONTORNAR O DISTÚRBIO Tratar a importância do psicopedagogo no contexto institucional é considerarmos a importância do processo de socialização que se dá no âmbito escolar, isto é, a função da instituição escolar qual seja socializar os conhecimentos disponíveis, promover o desenvolvimento cognitivo através da aprendizagem. Desta forma, o psicopedagogo sendo o profissional que objetiva trabalhar os elementos que envolvem a aprendizagem, tem em seu objeto de estudo assinalar os fatores que favorecem, intervêm ou prejudicam uma boa aprendizagem, ou seja, o ato de aprender e ensinar e a influência do meio (família, escola, sociedade) para o desenvolvimento de cada um. A instituição, em que este trabalho vem detalhar é de cunho privado – apresenta o profissional Psicopedagogo Institucional que realiza de um trabalho de acompanhamento com crianças e adolescentes que venham apresentar dificuldades de aprendizagem, bem como na relação com a família e professores e/ou educadores. A psicopedagoga, esclareceu um pouco de seu fazer profissional, na instituição em objeto: “[...] identificada a dificuldade, conversamos com os pais e/ou responsáveis, onde estes irão levar seu filho para o devido acompanhamento: seja em consulta médica com Neuro, seja em psicopedagogia clínica etc. e aqui, nós fazemos o trabalho com professores/educadores e a família. Sempre deixando claro o papel da família, de que eles devem estar atentos a dificuldade e reforçar em casa também, com seus estudos; e com os professores, levando eles a compreender seu papel no acompanhamento significativo junto a essa criança, para sua melhor formação e desenvolvimento – e claro, são feitos relatórios sobre o desempenho e/ou avanços do educando (isso aliado ao meu trabalho de psicopedagoga junto dos professores)”. Segundo Porto (2006, p. 116), “[...] a atuação psicopedagógica institucional auxilia o resgate da identidade da instituição com o saber mediando e resgatando o processo de ensino e aprendizagem”. Assim, a posição do psicopedagogo e consequente atuação, deve estar alinhada à reflexão e análises críticas frente as diferentes tendências demandas pela escola. Assim sendo, no contexto escolar, a importância do profissional psicopedagogo está na relação interdisciplinar que envolve os educadores e outros profissionais da instituição, propondo realizar um trabalho qualificado na área da educação – na melhoria das condições do processo ensino-aprendizagem, bem como para diminuir a frequência dos problemas de aprendizagem; diminuir e tratar os problemas já instalados e por fim, eliminar os transtornos já instalados.
  • 12. 12 Tivemos a oportunidade neste estágio, de acompanhar a adolescente de 16 (dezesseis) anos que está no 3º ano do ensino médio. Conhecemos o histórico escolar de D.K.X.F, bem como sua família e alguns professores que a acompanharam em séries do ensino fundamental e médio. A queixa se refere as dificuldades de aprendizagem com a matemática. De acordo com NeuroSaber (2016): “[...] discalculia é um tipo de transtorno de aprendizagem caracterizada por uma inabilidade ou incapacidade de pensar, refletir, avaliar ou raciocinar processos ou tarefas que envolvam números ou conceitos matemáticos”. Nas séries iniciais D.K.X.F, já apresentava dificuldades de compreensão com os números. Maria Gloriete, que foi professora de matemática da adolescente no 4º ano, diz que “buscava meios de trabalhar com ela nas atividades e até mesmo nas provas”. O quadro a seguir foi elaborado pelas estagiárias, a fim de demonstrar os tipos de discalculia: TIPO DIFICULDADE ESPECÍFICA Discalculia Verbal Dificuldade em nomear quantidades matemáticas, números, termos, símbolos e relações matemáticas. Discalculia Lexical Dificuldades na leitura de símbolos matemáticos, como numerais. Discalculia Gráfica Dificuldades na escrita de símbolos matemáticos, como números ou sinais matemáticos. Discalculia Operacional Dificuldades na realização de operações e cálculos matemáticos. Discalculia Ideognóstica Dificuldades em fazer operações mentais e na compreensão de conceitos matemáticos, como identificar se um número é maior do que outro. Discalculia Practognóstica Dificuldade tornar prático conceitos matemáticos teóricos, por exemplo trabalhar equações. Fonte: Educa Mais. Disponível em: http://educamais.com/tipos-de-discalculia/. No acompanhamento psicopedagógico, D.K.X.F é avaliada como uma pessoa que sabe de “seus limites”, contudo nunca permitiu que isto a abatesse. Hoje, ela no 3º ano do ensino médio, se dedica aos estudos para o ENEM e já se imagina numa Faculdade – enfatizou a psicopedagoga institucional. Cabe salientar, que o fazer profissional do psicopedagogo busca desenvolver e expandir a personalidade do indivíduo, favorecendo as suas iniciativas pessoais, suscitando interesses, respeitando os gostos, propondo e não impondo, permitindo a opção. Pode-se considerar ainda que, é de suma importância o trabalho investigativo que se dá diante do diagnóstico do psicopedagogo. Onde irá desenvolver sua prática no convívio escolar com foco no indivíduo aliado ainda a família e ao corpo institucional, ou seja, professores e
  • 13. 13 educadores que acompanham a criança e/ou adolescente, a fim de identificar as fragilidades que dificultam o processo de aprendizagem e intervir. Em entrevista realizada com C.C.F (53), mãe da adolescente, Funcionária Pública e tem ensino Superior incompleto, comenta que foi no 4º ano que sua filha começou a apresentar dificuldade em memorizar números, dizer sua idade e relacionar o símbolo numérico, chorava nas provas de matemática e se sentia insegura. Foi quando a mãe procurou ajuda para entender a dificuldade da filha. A mãe comenta sobre a importância do trabalho do psicopedagogo escolar, “ele pode nos ajudar e intermediar essa relação entre escola-professor-aluno na dificuldade apresentada por minha filha”. A Sra. C.C.F teve uma gestação normal e sadia de D.K.X.F que é filha única. Cresceu saudável, quando a sua evolução psicomotora começou a andar com 9 (nove) meses. A mãe relata que sempre se mostrou corajosa ao explorar os novos espaços engatinhando, o que mostrava segurança. A coordenação dos movimentos finos (segurar um brinquedo, uma colher, rabiscos que fazia) foi normal e, quanto a fala, começou com 1 (um) ano de idade; hoje ela apresenta problemas de visão e faz uso de óculos para correção. Hoje, já na fase da adolescente, a mãe relata que sempre se mostrou muito independente e responsável. A Sra. C.C.F relata que com 13 (treze) anos, D.K.X.F teve acompanhamento psicológico e fez uso de antidepressivo por 1 (um) ano. Conta que, por morarem apenas as duas, dormem juntas no mesmo quarto. A adolescente teve acompanhamento no CRAS - Centro de Referência de Assistência Social em Assú, com psicopedagogo e psicólogo e de lá foi encaminhada para neurologista. Teve reforço escolar para auxiliar no processo de aprendizagem no turno contrário ao escola. No tocante ao âmbito social, apresenta boa relação com os colegas. Perguntado em entrevista a mãe, sobre o que ela mais gosta na filha, ela disse que era a ética, sempre respeitou limites e regras. E o que ela não gosta, explica: “temperamento dela, as vezes é forte e as vezes quando aumenta o tom de voz ao falar com ela”. A partir do aprofundamento do histórico escolar da adolescente em questão, pode-se empreender a importância do diagnóstico precoce das dificuldades ou transtornos de aprendizagem. Na escola, é possível trabalhar com foco na modificação de currículo e estratégias adequadas à situação de cada dificuldade. O trabalho deve, portanto, está alinhado a interdisciplinaridade e na sinergia de forças entre os sujeitos envolvidos, qual seja: o corpo de professores, a família, o psicopedagogo clínico e o psicopedagogo institucional, este último engajado e intermediando com os demais. Para a discalculia, não há tratamento, ademais o acompanhamento,
  • 14. 14 [...] é baseado em intervenção precoce, adaptação curricular e suporte psicopedagógico. A escola deve compreender a dificuldade e fazer modificações no conteúdo, visando facilitar a aprendizagem da matemática utilizando-se de materiais concretos para ensiná-la. O apoio psicopedagógico ajudará a criança a entender sua dificuldade e manejá-la da melhor forma possível incluindo estratégias metacognitivas. Não existe “cura” para esta condição e o portador deverá aprender a lidar com o transtorno (NEURO SABER, 2016). No dia 11 (onze) de agosto nos reunimos com a coordenadora do Ensino Médio Marivan bem como a professora de matemática Fracileide. Agendamos uma visita em sala de aula para o dia 14 (quatorze) (que aconteceu no primeiro horário, às 07h). No momento, a proposta seria fazer observação da educanda, tomando como base algumas questões como o comportamento em sala de aula e sua interação com a disciplina, professor e colegas. No dia em questão, a aula iniciou as 7h, neste dia houve atrasos de muitos educandos, a sala têm 20 (vinte) e às 7h15 ainda tinham 7 (sete) pessoas em sala de aula. Antes de iniciar a aula, todos os adolescentes são convidados a guardarem o aparelho celular numa caixa – uma ótima atitude da instituição! Tivemos uma surpresa, a adolescente D.K.X.F havia faltado neste dia (o que não é costume, pois a professora nos informou que esta seria apenas a segunda falta dela desde todo o ano letivo). Contudo, permanecemos em sala e fizemos algumas perguntas no final do primeiro horário a professora: confirma que a adolescente sempre chega no horário, é assídua em suas aulas, tem nível de interação considerado bom com seus colegas de turma; no quesito ao comportamento em sala de aula, a professora explica que não tem como enquadrar se “tímida, reservada, extrovertida”, pois há dias que se percebe que ela está bem, e, outros que se mostra indiferente; quanto ao conteúdo, é participativa, copia a matéria no quadro com agilidade, não se distraindo; questiona durante as atividades e dá opinião – não se configurando distante dos conteúdos, contudo, sua dificuldade está na interpretação e lógica “nestes conteúdos, ela sente bem mais dificuldade...;. quanto a suas notas, na disciplina de matemática, são razoáveis. A professora conta que desde o ensino fundamental ao ensino médio, na instituição, as provas são realizadas por blocos de áreas. Devido a dificuldade da adolescente e em acordo com a psicopedagoga que a acompanhava, foram reduzidos os blocos, de forma a não prejudica-la, sendo reduzida o número de provas realizadas no dia de exatas, por exemplo, em alguns anos até diminuído o número de questões em provas que envolviam cálculo. Entretanto, este ano, na 3ª série do ensino médio, a adolescente optou por acompanhar seus colegas, não fazendo provas com aplicação “diferenciada” (o que para ela seria constrangimento). Neste sentido, a proposta interventiva deste estágio buscou entender as dificuldades de aprendizagem apresentada por a adolescente em questão e, sobretudo, qual a situação real (hoje
  • 15. 15 no 3º ano de ensino médio), a partir disso, elaborou-se proposta abordagem interventiva com aplicação do Jogo Banco Imobiliário. Descrição do Jogo ou Manual 32 CASAS PLÁSTICAS 12 HOTÉIS PLÁSTICOS 28 TÍTULOS DE PROPRIEDADES 30 CARTÕES SORTE/REVÉS 6 PIÕES 2 DADOS 380 NOTAS 1 TABULEIRO OBJETIVO: Tornar-se o mais rico jogador, através de compra, aluguel ou venda de propriedades. JOGADORES: Podem jogar de 2 a 6 pessoas, as quais escolhem a cor de seus piões, colocando-os no ponto de partida. Em seguida embaralham-se as cartas de Sorte e Revés, que são colocadas de cabeça para baixo no locai indicado, no centro do tabuleiro. Cada jogador deve receber: 8 notas de $1, 10 de $5, 10 de $10, 10 de $50, 8 de $100 e 2 notas de $500. Todo dinheiro restante irá para o banco, juntamente com os títulos de propriedade, é aconselhável que uma pessoa jogue somente como banqueiro, porém se também quiser participar do jogo, deve tomar cuidado para não misturar suas notas e propriedades com as do Banco. A partir da pesquisa e análise dos dados coletados, pensamos em aplicar este jogo pois percebeu-se que a adolescente em questão, apesar de seu esforço em contornar o distúrbio da discalculia, apresenta ainda em seu cotidiano, algumas dificuldades a serem superadas, principalmente com atividades rotineiras, como o trato com dinheiro, a linguagem sobre os números, rotinas de passar troco ou fazer contas com cédulas etc. Com isso, a abordagem do jogo trará um reforço e prática de alguns conceitos ligados a dificuldade com a matemática. A intervenção e aplicação do jogo escolhido, ocorreu no dia 17.08, na Biblioteca da instituição deste estágio com a educanda D.K.X.F e teve duração de 45 minutos. A princípio, D.K.X.F se mostrou um pouco insegura quando lhes foi perguntado se ela conhecia o referido jogo, respondendo que sim, porém nunca havia jogado. Começamos então lendo e explicando
  • 16. 16 as regras bem como o objetivo do jogo. De imediato a educanda percebeu que iria lidar com quantidades, números, somas e dinheiro de (fictício), o que notavelmente a deixou um pouco insegura devido também a agilidade que o jogo exigia. Percebemos tranquilidade e fácil envolvimento com a atividade proposta, pois apesar de nunca ter jogado o jogo selecionado demonstrou uma boa compreensão. A educanda se mostrou bem atenta as explicações com relação as regras do jogo o que facilitou sua compreensão e desenvolvimento em cada rodada. Porém notamos que D.K.X.F ficava um tanto quanto retraída nos momento de “compra e venda” que o jogo exige, mostrou- se ainda bastante confusa ao lidar com as cédulas, no momento de pagar algo que a mesma havia comprado, por esse motivo ela evitava comprar durante as rodadas. Percebemos ainda certa dificuldade nas somas dos dados e quando a mesma fazia algum pagamento ao banco, por diversas vezes confundindo as cédulas de 10.000 com as de 100.000 ou ainda, em certo momento, quando ela teve que fazer uma multiplicação de 5 x 50.000, precisando de nosso auxilio para resolver a questão. Notamos também que a aluna sente dificuldade no reconhecimento de números par ou ímpar, pois em certo momento a mesma jogou os dados e foi necessário que ela soubesse se o número 5 era par ou ímpar, necessitando outra vez de nossa ajuda. Apesar de nossos encontros com D.K.X.F não terem uma frequência, ela se sentiu bastante à vontade, com nós participantes do jogo, deixando claro que estava gostando da proposta de jogar o jogo escolhido, o que pra ela era novidade já que afirmara que nunca tinha jogado. Isso nos deixou satisfeitas por estar proporcionando a educanda esse momento de aprendizagem e podendo contribuir com seu melhor desenvolvimento ao lidar com situações diárias envolvendo a matemática. Por fim, encerramos o jogo e fomos fazer a contagem das cédulas. Cada uma fazia a sua contagem, nesse momento a educanda utilizando caneta e papel se mostrou bem mais segura e ágil na soma e no final foi a vencedora. Nesse sentido nossa proposta foi realizada com sucesso, tendo em vista que contribuímos com a adolescente e atingimos nossa proposta diante da intervenção, qual seja, contribuir de forma ativa/interventiva no processo de aprendizagem do educando com distúrbios de aprendizagem na matemática ou discalculia. O jogo ficou como uma boa sugestão para que a educanda utilize em seu dia a dia, em casa ou na escola com os colegas o que certamente irá contribuir cada vez mais para seu desenvolvimento.
  • 17. 17 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS E RESULTADOS Ao final de nosso trabalho, pudemos perceber quão importante foram esses dias de observações, análises, constatações e práticas pedagógicas. De início, um roteiro todo elaborado e cronometrado com o intuito de aplicar a nossa atividade interventiva da melhor e mais proveitosa forma possível. Ao longo desses 30 dias, muitas descobertas e aprendizados que nos fizeram adquirir entusiasmo e um olhar sensível ao caso ora estudado. A discalculia – dificuldade de aprendizagem na matemática, apresentada pela educanda foi por nós recebida com muita curiosidade e atenção. Refletindo sobre a importância da disciplina para as atividades cotidianas, optamos então por trabalhar a experiência da vida real na sutileza da ludicidade do jogo. Como resultado de tudo isso, tivemos uma manhã divertida e proveitosa, onde a educanda D.K.X.F se mostrou muito participativa e disposta a romper com a acomodação de sua dificuldade. O uso dessa estratégia exigiu sua concentração, ao mesmo tempo em que lhe permitiu a tranquilidade por saber que se tratava apenas de uma brincadeira. Desta forma, a atividade foi de certo bastante benéfica para o seu desempenho escolar e, além disso, sugestiva para ser usada em diversos outros momentos que venham a lhe proporcionar cada vez mais segurança na relação com as cédulas.
  • 18. 18 REFERÊNCIAS COMO JOGAR O BANCO IMOBILIÁRIO – REGRAS.NET. Disponível em: <http://regras.net/como-jogar-banco-imobiliario/>. Acesso em: 09/08/2017. MENDES, Pilar Mariana Assaf; SOUZA, Gleicione Apª Dias Bagne de. A importância do jogo no atendimento psicopedagógico. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, Três Corações, v. 10, n. 2, p. 409-414, ago./dez. 2012. NEUROSABER. O que é discalculia?. Disponível em: <https://neurosaber.com.br/artigos/o- que-e-discalculia/>. Acesso em 05/08/2017. OLIVEIRA, Maria Angela Calderari. Intervenção psicopedagógica na escola. 2 ed. Curitiba, PR: IESDE, 2009. PORTO, Olivia. Psicopedagogia Institucional: teoria, prática e assessoramento psicopedagógico. Rio de Janeiro: Wak, 2006.