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1.CONCEITO DE MODERNIDADE NO TEXTO BENJAMINIANO                          “No modernismo a forma não é o ato concluído,mas ...
Esse conceito expressa, da clarividência que Benjamin narrou sua obra autobiográficatranscendendo do individual, pessoal a...
Tomando esse foco como referencial, (re) significado do passado, no texto infânciaem Berlim por volta de 1900, a imagem do...
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Mediação da percepção infantil – Percepção da realidade que cerca a criança, elapercebe através de um fino ducto (visão re...
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Walter benjamin intertextualizando a construção de seu pensamento em infãncia em berlim por volta de 1900.

  1. 1. WALTER BENJAMIN: INTERTEXTUALIZANDO A CONSTRUÇÃODE SEU PENSAMENTO EM INFÃNCIA EM BERLIM POR VOLTADE 1900. ELICIO GOMES LIMA*WALTER BENJAMIN: INTERTEXTUALIZANDO BUILDING YOURTHOUGHTS ON BERLIN CHILDHOOD AROUND 1900Walter Benjamin: INTERTEXTUALIZANDO CONSTRUIR TUS PENSAMIENTOSEN INFANCIA EN BERLÍN HACIA 1900RESUMO: O objetivo deste estudo é apresentar a perspectiva benjaminiana sobre sua idéia dememória considerando as muitas vozes que colaboraram na construção de sua cosmovisão,abrangendo nuanças que transcendem o sentido parcimonioso de sua obra, e forjando destamaneira caminhos orientados pela memória coletiva. Desta forma, procuraremos discutir opensamento benjaminiano à luz de uma visão do modernismo, ao mesmo tempo em quecompreender a proposta deste autor a partir do uso de sua prática autobiográfica queconsiste numa meta-ampliação/modificação do conceito de sujeito-essencial para a reflexãosobre a problemática da produção do conhecimento histórico.PALAVRAS-CHAVE: WALTER BENJAMIN, MEMÓRIA COLETIVA, INFÂNCIA EMBERLIM, CONCEITO DE MODERNIDADE, TEMPO-ESPAÇO-PERCEPÇÃO INFANTIL.SUMMARY:The objective of this study is to present the perspective on Benjamins your idea of memoryconsidering the many voices that contributed to the construction of his worldview, coveringnuances that transcend the sense of sparing his work, and forging paths in this way guidedby the collective memory. Thus, we will try to discuss Benjamin thought the light of avision of modernism, while understanding that the proposal by this author from the use ofautobiographical practice which is a modification of the target amplification concept ofself-reflection on the essential the problem of production of historical knowledge.KEYWORDS: WALTER BENJAMIN, COLLECTIVE MEMORY, CHILDREN INBERLIN, THE CONCEPT OF MODERNITY,-SPACE-TIME PERCEPTION
  2. 2. RESUMEN:El objetivo de este estudio es presentar el punto de vista sobre Benjamin es su idea dela memoria teniendo en cuenta las muchas voces que han contribuido a laconstrucción de su visión del mundo, que abarca matices que trascienden el sentido desalvar su trabajo, y el establecimiento de rutas de esta manera guiado por la memoriacolectiva. Por lo tanto, vamos a tratar de discutir Benjamin pensaba que la luz de unavisión de la modernidad, mientras que la comprensión de que la propuesta de esteautor por el uso de su práctica, que es una autobiografía meta-ampliação/modificaçãoel concepto de sujeto-esencial para la reflexión sobre el tema de la producción delconocimiento histórico.PALABRAS CLAVE: WALTER BENJAMIN, LA MEMORIA COLECTIVA, LOS NIÑOS ENBERLIN, EL CONCEPTO DE MODERNIDAD, ESPACIO-TIEMPO PERCEPCIÓN*Professor: Elicio Gomes Lima: Mestre em Educação pela UNICAMP – UniversidadeEstadual de Campinas/SP. Professor convidado do UNASP-EC – Centro UniversitárioAdventista de São Paulo e docente efetivo da rede pública Estadual e Municipal de SãoPaulo. Contato: elicio.lima@bol.com.br.*SCHOOLTEACHER: Elicio Gomes Lima: Master of Education at UNICAMP - StateUniversity of Campinas / SP. Visiting Professor at the UNASP-EC - Adventist UniversityCenter of Sao Paulo and effective teaching of public and State Government of São Paulo.Contact: @ elicio.lima bol.com.br.*Profesor: Elicio Gomes Lima: Maestría en Educación en la UNICAMP - UniversidadEstadual de Campinas / SP. Profesor visitante en la UNASP-CE - Centro de laUniversidad Adventista de Sao Paulo y eficacia de la enseñanza pública y de Gobiernodel Estado de São Paulo. Contacto: @ elicio.lima bol.com.br SÃO PAULO JUNHO 2012 2
  3. 3. WALTER BENJAMIN: INTERTEXTUALIZANDO ACONSTRUÇÃO DE SEU PENSAMENTO EM INFÃNCIA EM BERLIM POR VOLTA DE 1900 “Se escrevo um alemão melhor que a maior parte dos escritores de minha geração, devo-o principalmente á observação , durante uns vinte anos, de uma única regrinha. Ei-la: nunca usar a palavra “eu” a não ser nas cartas”( BENJAMIN ,1985, p. 475).INTRODUÇÃO O objetivo deste estudo é apresentar a perspectiva benjaminiana sobre sua idéia dememória considerando as muitas vozes que colaboraram na construção de sua cosmovisão,abrangendo nuanças que transcendem o sentido parcimonioso de sua obra, e forjando destamaneira caminhos orientados pela memória coletiva. Desta forma, procuraremos discutir opensamento benjaminiano à luz de uma visão do modernismo, ao mesmo tempo em quecompreender a proposta deste autor a partir do uso de sua prática autobiográfica queconsiste numa meta-ampliação/modificação do conceito de sujeito-essencial para a reflexãosobre a problemática da produção do conhecimento histórico. A partir da crônica, Infância em Berlim por volta de 1900, Benjamin procura resgataras imagens (memórias) perdidas no tempo e no espaço de sua infância em Berlim ,tendoParis como referencial de busca desta memória inconsciente. Desta maneira, através daproposta delineada na obra de Walter Benjamin, percebemos a sensibilidade da criança queelabora sua própria tecitura da memória dialogando com outras figuras e relacionando-secom muitas vozes as quais permitem (re) dimensionar a ampliação do seu universo social epolítico. Em linhas gerais, esta contextualização fornece os elementos necessários à umaintertextualização recorrente e aberta Dito de outra forma, lançando mão dos instrumentosbenjaminianos, nos orientaremos pelas vozes que mobilizam a análise de sua história-memória, ao mesmo tempo em que são mobilizadas pelo próprio pensamento do autornuma perspectiva critico-dialética. 3
  4. 4. 1.CONCEITO DE MODERNIDADE NO TEXTO BENJAMINIANO “No modernismo a forma não é o ato concluído,mas um processo e constante revisão. Assim existe na condição moderna uma pressão profunda contra a perfeição,quando essa palavra significa realização concluída”. O modernismo consistiu numa quebra de paradigmas, orientada por rupturas com astradições acadêmicas, políticas, religiosas, econômicas e sociais. Caracterizando por uma nova ordem socioeconômica, pela liberdade de criação e depesquisa. O concento (consonância, harmonia) entre o sujeito e estética adaptou-se ao uso, ounecessidade exigida pelo contexto histórico do modernismo que concerne: Sujeito-conceitode algo (qualidade ou razão) não submetido às condições limitativas do sujeito em que serealiza, mais perpassando o individual. O conceito de estética-estudo racional do belo que apossibilidade da sua conceituação quer quanto à diversidade de emoções e sentimentos quesuscita no homem uma apreciação sensível se aprofunda sobre esta perspectiva emprocesso. Assim inseriu-se no processo moderno a representação de incompletude,a nãototalidade e uma pressão profunda,contra a perfeição quando essa palavra significa“realização concluída”. Esta nova realidade com as aceleradas transformações despertou uma tomada deconsciência que o novo,o moderno contradiz e é conflitante com o antigo ,contribuindo áum processo progressivo de mudanças na macro- estrutura da sociedade . O texto de Walter Benjamin rompe com o antigo pelo fato de ser uma obraautobiográfica que não esta submetida às condições limitativas do sujeito que realiza aação, ele dialoga com outras vozes interpolando as experiências vividas. Com isso o textoinfância em Berlim por volta de 1900 engendra em sua narração uma memóriacoletiva.Dessa forma as memórias no texto são valores representativos para sociedades quecompartilharam o processo de transformações aceleradas da ruptura entre o antigo e omoderno. 4
  5. 5. Esse conceito expressa, da clarividência que Benjamin narrou sua obra autobiográficatranscendendo do individual, pessoal ao coletivo, consciente de uma realidade social,política,cultural e econômica que norteava sua infância em Berlim (memória ato deracionalidade adulta) ,tendo um amplo olhar em relação ao mundo capitalista que noscerca.Enfim a obra de Walter Benjamin deixa claro que a transmissão da cultura,envolvetambém um processo de memória que se preserva e que apresenta como um testamento queprepara o futuro com dados do passado.2.UM INTERTEXTO SOB O PONTO DE VISTA DO TEXTO“INFÂNCIA EM BERLIM POR VOLTA DE 1900” DE WALTERBENJAMIN De acordo com a leitura, Benjamin procurou resgatar o passado trilhando caminhosque norteavam sua infância em Berlim através de uma criança historicamente situada queintercruza tempo e espaço. No texto a reconstrução do passado não se elabora a partir apenas de uma memóriapessoal, individual ela (á memória) transcende , a reconstrução é (re) elaborada a partir deuma densidade de memória pessoal e coletiva .É neste sentido que podemos entender que o“eu” esta dissociando do sujeito ,pelo fato que o “eu” restringe a afirmação de si mesmo. Osujeito é amplo ,sendo mais que sua expressão pessoal .É essa amplitude do sujeito que opromove a ser instrumento de alcance social e coletivo estabelecendo relações derepresentação em seu contexto histórico ,o eu só tem significação quando em relação como outro. Portanto o redimensionamento político e filosófico-psicológico da maneira deconceder o sujeito encaminham a reflexão que tente a pensar nossa prática histórica, ou sejacomo narramos e como agimos nela. Nesta perspectiva, a memória é a construção de um ponto de vista sobre uma dadarealidade em que o passado e presente se encontram sendo (re) significados pelo sujeito ,apartir desse ponto de vista , logo a memória é um produto do passado á luz do presente. 5
  6. 6. Tomando esse foco como referencial, (re) significado do passado, no texto infânciaem Berlim por volta de 1900, a imagem do labirinto procura (re) estabelecer relaçõestemporais entre o presente,o passado e o futuro ,por onde flui a narração de memóriapessoal e coletiva,sendo a coletiva a representação social do sujeito. A obra de Walter Benjamin destaca pelo fato que não se centrou no fio daslembranças pessoais ,ou historia de uma vida, “reconstruiu alem da intensidade daslembranças individuais a densidade de uma memória pessoal e coletiva”. Levando em consideração que o individuo esta inserido em um contexto mais amplo(estrutura social) Benjamin não se deixou seduzir pelo particular em busca daautopromoção, assim voltou seu olhar a uma realidade mais ampla dentro do mundocapitalista que nos cerca. Desta forma ao nosso ver a narração infância em Berlim por volta de 1900 nãoconsiste apenas em autobiografia é muito mais que isso,dito diferente é uma experiênciamais ampla que o vivido consciente do narrador,uma vez que há desapossamento de si,como sujeito que realiza á ação.Todavia Benjamin procurou retratar a cidade como ela seapresentava para a criança,com a existência dos explorados ,dos despossuidos de bensmateriais,dos revoltados ,da miséria e da morte.Aqui o conceito de memória perdida(inconsciente) situa-se numa rede temporal (memória ato de racionalidade adulta) onde acriança filtra através de sua sensibilidade a realidade que a cerca, e dialogando com outrasvozes amplia seu universo social. É interessante notar que Benjamin não evoca nenhum paraíso perdido de formanostálgica e sentimental , apesar de adulto e exilado de sua cidade natal. Esse fator poderiaser preponderante para torna-lo vulnerável á busca do paraíso, pois muitas vezes em dadasituação as imagens da infância nos induzem ao saudosismo. O fato de Benjamin não sedeixar seduzir pelo paraíso mediante sua real situação de exilado torna-se claro que suacrônica não surge da saudade, mas da lucidez, do discernimento que compreende aimpossibilidade não contingente e autobiográfica, mas sim a necessária e social volta aopassado. Daí a meu ver cai por terra o estigma de melancólico atribuído a WalterBenjamin. 6
  7. 7. 3. A TRÍPLICE MEDIAÇÃO APRESENTADA NO TEXTO DEWALTER BENJAMIN: TEMPO-ESPAÇO-PERCEPÇÃO INFANTIL. Levando em consideração que a obra de Walter Benjamin estabelece etapascronológicas de sua infância em Berlim para (re) memorização do passado, relacionandotrês formas de mediação teceremos algumas considerações, que abordaremos consoante atrilogia: espaço, tempo e percepção infantil. Benjamin apresentou em sua obra uma visão freudiana do desenvolvimento dainteligência da criança que é construída em decorrência de um processo ativo de adaptaçãoe solicitação ao meio. Nesta perspectiva, o desenvolvimento da inteligência é fruto depaulatina construção de estruturas cognitivas apenas, graças ao embate com o meio. A formação e o processamento desta inteligência solicializante possibilita aoindivíduo em desenvolvimento uma percepção concreta do mundo que ele descobre, dando-lhe condições de se perceber como sujeito no mundo. Sujeito que precisa por dependência implícita da interação com o outro, como um elode uma corrente que tem suas particularidades, mas a sua ação e utilidade esta noentrelaçamento solidário dos demais elos, formando não mais elos juntos,mais um tododiverso,mas em unidade. Desta instância ocorre que somente através de um processo socializador e histórico éque as categorias espaço, tempo e percepção infantil são consideradas, pois vinculam-sesituando. Nesta diretriz é que Benjamin construirá a base trilógica espaço ,tempo e percepçãoinfantil como veremos a seguir: Mediação do tempo – As perspectivas da criança e o olhar do adulto que sabe darealização ou da derrota dessas perspectivas. Mediação do espaço – A impossibilidade de regresso a Berlim- volta seu olhar aParis (local- onde se encontrava no exílio). 7
  8. 8. Mediação da percepção infantil – Percepção da realidade que cerca a criança, elapercebe através de um fino ducto (visão restrita) a verdade política da presença constantesubterrâneo dos vencidos ,dos humilhados.Fatos que o adulto muitas vezes ignoramclassificando, as crianças como ingênuas,crédulas,incompletas e canhestras. O que reforça essa visão de muitos adultos é apontada pela idéia de incapacidadeinfantil de não entender “certo” as palavras. Porem o mal-entendido,longe de ser umsimples não-entender nos objetos. Walter Benjamin sabia disso (relação Freudiana),assim introduz nas lembranças deinfância a dimensão do inconsciente ,e do esquecimento,dimensões certamenteangustiante,mas imprescindível à retomada, pelo presente e para o presente ,do passadohistórico ou autobiográfico.4. CONCEITO DE IPSEIDADE NO TEXTO BENJAMINIANO A ipseidade coloca que o discurso que temos a respeito do nosso passado éinseparável da dialética entre antecipação e retrospecção que guia os nossos projetos deexistência e sua retomada rememorativa. Logo o passado é salvo no presente que pressenteem conhece-lo, compreender a memória como um processo de (re) significação do passadoá luz do presente implica,necessariamente,em localizar na linguagem a condição primeirade instauração desse processo, na medida em que é através dela que o sujeito da forma e(re) configura esse passado, a partir do seu presente. Na (re) configuração do passado talvez Paris e/ou, a sala de leitura da bibliotecanacional em Paris tenha sido o que mais se aproximou da terra natal de Benjamin. AssimParis, sua própria vida, a busca da memória, a procura do passado,os signos premonitóriosdo futuro é o labirinto,onde a criança é o sujeito e ousa explorar o desconhecido. Redimensionado e ampliando essa visão ao nosso ver o labirinto é o espaço no qualos anseios dos homens passam a urdir no tecido social do passado o fio da história quenarramos uns aos outros,a história que lembramos ,também que esquecemos e a quetateamos enunciamos hoje. 8
  9. 9. 5. CONTRIBUIÇÃO DO TEXTO BENJAMINIANO À NOSSAPRÁTICA HISTÓRICA SOCIAL “Instrumentalizar o aluno para a compreensão da realidade, e na busca do conhecimento de forma que possa ver (á realidade) por diferentes ângulos ,assim contribuir para uma consciência crítica diante das diferentes realidades espaciais1” (LIMA,2000). O texto benjaminiano contribui significativamente de inúmeras formas para nós,educadores. Ao elaboramos uma leitura critica do texto infância em Berlim por volta de 1900cremos que a principal contribuição para nos professores-educadores é o posicionamentocrítico dos indivíduos ante a estrutura social,uma vez que o conhecimento é construído deuma realidade proximal para um cosmovisão multidimensionada, interpolando infinitasvozes. Sob esse olhar vemos que o professor-educador deve atuar como agente facilitadordos saberes e agir como tal ,consciente e comprometido politicamente com a prática dossaberes histórico-social3. Tomando a obra de Walter Benjamin como referencial, onde o sujeito daaprendizagem reflete (re) memoriza ,(re) significa para a produção do conhecimento dentrode sua própria realidade em concento com outras vozes,torna-se evidente que a criançaestabelece posição crítica quando constrói seu próprio conhecimento.1 A meu ver deve ser objetivo principal do professor consciente e comprometido politicamente com a práticado saber histórico–social.3 Tenho observado em minha prática docente na rede pública Estadual que inúmeros professores estão alheiose/ou descompromissados com o “significado” de professor enquanto agente que mobiliza a história emobiliza-se com a história juntamente com seus pares e com o sujeito do processo ensino-aprendizagem: oaluno. Nesta direção professor e todos os indivíduos que contemplam a totalidade escolar são sujeitos queconhecem em processo, portanto, são sujeitos em construção. 9
  10. 10. Essa contribuição é incomensurável para-nos enquanto professores-educadores nelaBenjamin ressalta que a criança é dotada de tríplice mediação: tempo, espaço e percepçãoinfantil, elementos mediadores que inferem que a criança em contato com a estruturasocial é capaz de (re) construir através das suas sensibilidades e percepção a realidade que ácerca,logo a produção desse conhecimento desperta um posicionamento crítico no sujeitoinserido na sociedade em que vive . O questionamento, a indagação, o procurar compreender á realidade que nos cercaproduz conhecimento, assim o conhecimento instrumentaliza para a consciência crítica . Nesta perspectiva a consciência crítica torna os indivíduos (aluno) cidadãos queconhecem seus direitos, deveres sociais e participa da “construção política dasuperestrutura”. O professor é um agente fundamental nesse processo, pois em sua prática-histórico-social deve instrumentalizar os alunos para desenvolver uma consciência crítica . Dessa forma, acreditamos que o professor será, de fato, sujeito de sua história,consciente de sua prática , interpolando relações que encaminham modificações das e nasrelações sociais que não se limitam ao lócus escolar, mas de forma centrípeta avança parasaltos mais significativos, através dos quais o ser humano toma consciência do seu “jeito deser no mundo”. O texto benjaminiano, portanto, fornece o conjunto de referenciais necessários paraessa compreensão, inegavelmente por construir nexos do todo com as partes e das partescom o todo numa dinâmica crítico-dialética, que melhor seria caracterizada como dizMORIN (1995, 1996a 1996b) como “processo hologramático” (mais do que a junção daspartes com o todo, mas a sua transpenetração – onde não se sabe onde uma começa e aoutra termina). Nesta direção, a emancipação do sujeito é estabelecida por esta travessia,sendo ela mesma uma ferramenta do ato de ser e vir a ser, conforme fica explicitado notexto de Walter Benjamin. 10
  11. 11. BIBLIOGRAFIA BENJAMIN, Walter. Infância em Berlim por Volta de 1900. Obras escolhidas II. Rua de Mão única. 2.º ed. São Paulo. , pp 73-142. Brasiliense, 1985. FARACO, C. Alberto e TEZZA, Cristóvão. Práticas de Textos. 8.º ed. São Paulo. Vozes,2001. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 30.º ed. São Paulo, Cortez, 1995FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 12.º ed. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1983. LIMA, Elicio Gomes. Reflexões Didáticas. São Paulo. Mimeo, 2000. LIMA, Elicio Gomes. Breve Excurso em Thompson e Walter Benjamin. São Paulo. Mimeo. 2001. LIMA. Elicio Gomes. Iconografia no livro didático de história: leitura e percepções de alunos do ensino fundamental. – Pará de Minas, MG: Virtual Books, 2012. http://pt.scribd.com/doc/94199339 LIMA. Elicio Gomes. Pesquisa sobre o livro didático de história: uma introdução ao tema. – Pará de Minas, MG: Virtual Books, 2011. http://pt.scribd.com/doc/94196969 LIMA. Elicio Gomes. Para compreender o livro didático através da história da escrita e do livro.. – Pará de Minas, MG: Virtual Books, 2012. http://pt.scribd.com/doc/94198335 LIMA. Elicio Gomes. Gestão Escolar: Desafios da organização e gestão escolar. http://pt.scribd.com/doc/94971143 LIMA. Elicio Gomes. Para compreender o livro didático como objeto de pesquisa. Educação e Fronteiras On-Line, Vol. 2, No 4 (2012). http://www.periodicos.ufgd.edu.br/index.php/educação/article/view/1563 LIMA, Paulo Gomes. Formação de professores: por uma ressignificação do trabalho- Dourados, MS: Editora da UFGD, 2010. MORIN, Edgar. Ciência com consciência. Ed. revista e modificada pelo autor. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996 a. ___________. O problema epistemológico da complexidade. Mem Martins/Portugal: Europa-América, 1996b. ___________. Introdução ao pensamento complexo. Col. Epistemologia e Sociedade. Lisboa: Astória, 1995 RIOS, Terezinha Azeredo. Ética e competência. 10.º ed. São Paulo, 2001. THOMPSON, E. P. A miséria da teoria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1981. VIGOTSKI, Lev Semenovich. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superior. 6ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000. 11

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