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PROJETO ÁFRICA O CONTINENTE ESQUECIDO




     Professor: Ms. Elicio Gomes Lima
       Escola: CIEJA – Parelheiros.




             Setembro 2006
Chamamos de Continente uma grande massa de terra
  cercada pelas águas oceânicas. Também podemos nos
                       referir como:
Antigo Continente (a África, a Ásia e a Europa)
Novo Continente (a América)
Novíssimo Continente (a Oceania)
OS CONTINENTES

ÁFRICA – AMÉRICAS - ASIA – EUROPA – OCEANIA
ÁFRICA É COMPOSTA POR 54 PAÍSES
Você sabia que 25 de Maio é o Dia da África?
Conta uma lenda que estas árvores eram as mais vistosas da
vegetação criada por Deus... Mas devido à sua extrema vaidade,
Deus castigou-as e virou-as ao contrário, daí o seu aspecto
característico, parecendo que têm as raízes fora da terra, em lugar
dos ramos...
Hoje, o Brasil tem a maior população negra fora da África. Na porção
  superior, o selo mostra parte do mapa do Continente Africano, o
Golfo de Benin e um navio negreiro; na porção inferior, o selo mostra
  os mapas da África e da América do Sul identificando 3 rotas de
 escravos entre os dois continentes: Benin, Angola e Moçambique.
Dia da África 2005: CICV reafirma seu compromisso com continente africano
No dia 25 de maio de 2005, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV)
tem o prazer de participar das comemorações do 42o aniversário do Dia da
África, que celebram o estabelecimento, em 1963, em Adis-Abeba, Etiópia, da
Organização da União Africana (OUA), que três anos depois deu lugar à União
Africana (UA).
África Negra

O Continente africano limita-se ao Norte pelo Mar Mediterrâneo, ao Oeste pelo Oceano
Atlântico e ao Leste pelo Oceano Índico. podemos dividi-lo em duas zonas
absolutamente distintas: o centro-norte é dominado pelo imenso deserto do Saara
(8.600.000 de km2), enquanto que o centro-sul, depois de percorrer-se as savanas, é
ocupado pela floresta tropical africana.

Esta separação geográfica também refletiu-se numa separação racial. No Norte do
continente habitam os árabes, os egípcios, os berberes e os tuaregues (sendo que
esse dois últimos são os que praticam o comércio transaarino). No centro-sul, ao
contrário, habitam mais de 800 etnias negras africanas. Atribui-se ao atraso da África
meridional ao isolamento geográfico que a população negra encontrou-se através dos
séculos. Afastada do Mediterrâneo - grande centro cultural da Antigüidade - pelo
deserto do Saara, e longe dos demais continentes pela dimensão colossal dos dois
oceanos, o Atlântico e o Índico. Apartados do resto do mundo, os africanos se viram
vítimas de expedições forâneas que lhes devoravam os filhos ao longo da história.

Mesmo antes da chegada dos traficantes de escravos europeus, os árabes já
praticavam o comércio negreiro, transportando escravos para a Arábia e para os
mercados do Mediterrâneo oriental, para satisfazer as exigências dos sultões e dos
xeques. As guerras tribais africanas, por sua vez, favoreciam esse tipo de comércio,
visto que a tribo derrotada era vendida aos mercadores.
África Negra
                                     O tráfico de escravos

Durante os primeiros quatro séculos - do século 15 a metade do 19 - de contato dos
navegantes europeus com o Continente Negro, a África foi vista apenas como uma grande
reserva de mão-de-obra escrava, a “madeira de ébano” a ser extraída e exportada pelos
comerciantes. Traficantes de quase todas as nacionalidades montaram feitorias nas costas
da África. As simples incursões piratas que visavam inicialmente atacar de surpresa do litoral
e apresar o maior número possível de gente, foi dando lugar a um processo mais elaborado.
Os mercadores europeus, com o crescer da procura por mão-de-obra escrava, motivada pela
instalação de colônias agrícolas na América, associaram-se militarmente e financeiramente
com sobas e régulos africanos, que viviam nas costas marítimas, dando-lhes armas, pólvora
e cavalos para que afirmassem sua autoridade numa extensão a maior possível. Os
prisioneiros das guerras tribais eram encarcerados em “barracões”, em armazéns costeiros,
onde ficavam a espera da chegada dos navios tumbeiros ou negreiros que os levariam como
carga humana pelas rotas transatlânticas.
Os principais pontos de abastecimento de escravos, pelos menos entre os séculos 17 e 18
eram o Senegal, Gâmbia a Costa do Ouro e a Costa dos Escravos. O delta do Níger, o
Congo e Angola serão grandes exportadores nos séculos 18 e 19. Quantos escravos foram
afinal transportados pelo Atlântico? Há muita divergência entre os historiadores, alguns
chegaram a projetar 50 milhões, mas R. Curtin (in The Atlantic slave trade: A census, 1969)
estima entre 9 a 10 milhões, a metade deles da África Ocidental, sendo que o apogeu do
tráfico ocorreu entre 1750 a 1820, quando os traficantes carregaram em média uns 60 mil por
ano. O tráfico foi o principal responsável pelo vazio demográfico que acometeu a África no
século 19.
África Negra
                       (colonização, escravidão e independência)
                                 O comércio triangular

Desta forma inseriram a África Negra no comércio triangular basicamente como fornecedora
de mão-de-obra escrava para as colônias americanas e antilhanas. O destino dos barcos
negreiros eram os portos da Jamaica, Baamas, Haiti, Saint- Eustatius, Saba, Saint-Martin,
Barbuda e Antigua, Guadalupe, Granada, Trinidad & Tobago, Bonaire, Curaçao e Aruba.
Das Antilhas partiam outras levas em direção às Carolinas e à Virgínia nos Estados Unidos.
Outras dirigiam-se ao Norte e Nordeste do Brasil, à Bahia e ao Rio de Janeiro. Os escravos
eram empregados como “carvão humano” nas grandes plantações de açúcar e tabaco que
se espalhavam do Leste brasileiro até as colônias do Sul dos Estados Unidos: do Rio de
Janeiro até a Virgínia.

Enquanto a Europa importava produtos coloniais, trocava suas manufaturas (armas, pólvora,
tecidos, ferros e rum) por mão-de-obra vinda da África. Os escravos eram a moeda com que
os europeus pagavam os produtos vindos da América e das Antilhas para não precisar
despender os metais preciosos, fundamento de toda a política mercantilista. Tinham pois,
sob ponto de vista economico uma dupla função: eram valor de troca (dinheiro) e valor de
uso (força de trabalho).
(colonização, escravidão e independência)
                  A luta pela abolição da escravatura

Um dos capítulos mais apaixonantes, polêmicos e gloriosos, da história
moderna foi o que conduziu à abolição do trafico negreiro e a total
supressão da escravidão no transcorrer do século 19. A primeira reação
contra a escravidão ocorreu no século 18, partindo de uma seita
protestante radical, os Quakers. Eles consideravam-na um pecado e não
podiam admitir que um cristão tirasse proveito dela. Enviaram, em 1768, ao
parlamento de Londres uma solicitação pedindo o fim do tráfico de
escravos. Pouco depois, John Wesley, o fundador do movimento
metodista, pregou contra a escravidão (Thoughts upon Slavery, 1774)
afirmando que preferia ver a Índias Ocidentais (como eram denominadas
as colônias antilhanas inglesas) naufragarem do que manter um sistema
que “violava a justiça, a misericórdia, a verdade”.
Economistas ilustrados também entraram na luta. Tanto os Fisiocratas
franceses como Adam Smith, o pai do capitalismo moderno, (in Wealth os the
Nations, 1776) afirmaram que a escravidão era deficitária na medida que
empregava uma enorme quantidade de capital humano que produzia muito
aquém daquele gerado por homens livres. Viam-na como parte de um sistema
de monopólio e privilégio especial, onde um homem desprovido de liberdade
não tinha nenhuma oportunidade de garantir a propriedade do que quer que
fosse e que seu interesse em trabalhar era o mínimo possível. Assim a
escravidão só podia sobreviver pela violência sistemática do amo sobre o
cativo. Anterior a ele, nas colônias americanas, Benjamin Franklin foi o
primeiro homem moderno a submeter a instituição da escravidão a uma
analise contábil, concluindo também que um escravo era muito mais caro do
que um trabalhador livre (The Papers of B.Franklin, 1751). Alexis de
Tocqueville, o grande pensador liberal francês, que visitou os Estados Unidos,
deixou páginas memoráveis no seu A Democracia na América, de 1835, ao
fazer a comparação entre os estados escravistas (povoados por brancos
indolentes e negros paupérrimos) e aqueles que mantinham o trabalho livre,
ativos e industriosos.
No plano filosófico ela foi repudiada na obra de Montesquieu (L’esprit de les Lois,
livro. XV,1748), onde afirmou que “a escravidão, por sua natureza, não é boa: não
é útil nem ao senhor nem ao escravo: a este porque nada pode fazer de forma
virtuosa; aquele porque contrai dos seus escravos toda a sorte de maus hábitos...
porque se torna orgulhos, irritável, duro, colérico, voluptuoso e cruel. (...) os
escravos são contra o espirito da constituição, só servem para dar aos cidadãos
um poder e um luxo que não devem ter.”
Mais radical do que ele foi o pensamento de J.J. Rousseau (in Le Contrat Social,
1762) para quem “os homens haviam nascido livres e iguais” e que a renuncia da
liberdade eqüivalia a renúncia da vida. Como a escravidão repousava sempre a
força bruta “...os escravos não tinham nenhuma obrigação ou dever para com os
seus amos”.
África Negra
                       (colonização, escravidão e independência)
A partilha da África

A partir do momento que o continente africano não podia mais fornecer escravos, o
interesse das potências colônias inclinou-se para a sua ocupação territorial. E isso
deu-se por dois motivos, O primeiro deles é que ambicionavam explorar as riquezas
africanas, minerais e agrícolas, existentes no hinterland, até então só parcialmente
conhecidas. O segundo deveu-se à competição imperialista cada vez maior entre elas,
especialmente após a celebração da unificação da Alemanha, ocorrida em 1871. Por
vezes chegou-se a ocupar extensas regiões desérticas, como a França o fez no Saara
(chamando-a de França equatorial), apenas para não deixa-las para o adversário.

Antes da África ser dominada por funcionários metropolitanos, a região toda havia sido
dividida entre várias companhias privadas que tinham concessões de exploração.
Assim a Guiné estava entregue a uma companhia escravista francesa. O Congo, por
sua vez, era privativo da Companhia para o Comércio e Industria, fundada em 1889,
que dividia-o com a companhia Anversoise, de 1892 .O Alto Níger era controlado pela
Companhia Real do Níger, dos britânicos. A África Oriental estava dividida entre uma
companhia alemã, dirigida por Karl Peters, e uma inglesa, comandada pelo escocês
W.Mackinnon. Cecil Rhodes era o chefe da companhia sul-africana que explorou a
atual Zâmbia e Zimbawe, enquanto o rei Leopoldo II da Bélgica autorizava a
companhia de Katanga a explorar o cobre do Congo belga.
DESERTO DO SAARA
União Africana
União Africana (UA)


A União Africana foi criada em Durban, em Julho de 2002
e reúne todos os países africanos (53), com exceção de
Marrocos. Mazimhaka explica que Marrocos queria que o
Saara Ocidental, país vizinho, fizesse parte de seu
território, mas a União Africana apoiou a independência do
país. Em protesto, Marrocos se retirou do bloco. “Mas
ainda consideramos Marrocos como membro histórico da
União Africana, apesar da divergência política”.

Substitui a Organização de Unidade Africana OUA - 1963
os objetivos da União Africana no Ato Constitutivo, são:

Ÿ Obter uma maior unidade e solidariedade entre os países africanos e os povos da África;
Ÿ Defender a soberania, integridade territorial e independência de seus Estados-Membros;
Ÿ Acelerar a integração política e sócio-econômica do continente;
Ÿ Promover e defender as posições comuns africanas em questões de interesse para o
continente e seus povos;
Ÿ Incentivar a cooperação internacional, com a devida consideração à Carta das Nações
Unidas e à Declaração Universal dos Direitos Humanos;
Ÿ Promover a paz, segurança e a estabilidade do continente;
Ÿ Promover as instituições e os princípios democráticos, a participação popular e o bom
governo;
Ÿ Promover e proteger os direitos humanos dos povos de acordo com a Carta Africana sobre
Direitos Humanos e dos Povos e outros instrumentos pertinentes sobre direitos humanos;
Ÿ Estabelecer as condições necessárias que permitem ao continente desempenhar o papel que
lhe corresponde na economia global e nas negociações internacionais;
Ÿ Promover o desenvolvimento sustentável nas esferas econômicas, sociais e culturais, bem
como a integração das economias africanas;
Ÿ Promover a cooperação em todos os campos de atividade humana para elevar os padrões de
vida dos povos africanos;
Ÿ Coordenar e harmonizar as políticas entre as Comunidades Econômicas Regionais
existentes e futuras para a consecução gradual dos objetivos da União;
Ÿ Incentivar o desenvolvimento do continente, promovendo pesquisa em todos os campos, em
particular, em ciência e tecnologia; e
Ÿ Trabalhar com parceiros internacionais pertinentes para a erradicação de doenças
preveníveis e a promoção da saúde no continente.
PROJETO ÁFRICA O CONTINENTE ESQUECIDO




       Professor: Elicio Gomes Lima
       Escola: CIEJA – Parelheiros.




             Setembro 2006

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África, o continente esquecido

  • 1. PROJETO ÁFRICA O CONTINENTE ESQUECIDO Professor: Ms. Elicio Gomes Lima Escola: CIEJA – Parelheiros. Setembro 2006
  • 2. Chamamos de Continente uma grande massa de terra cercada pelas águas oceânicas. Também podemos nos referir como: Antigo Continente (a África, a Ásia e a Europa) Novo Continente (a América) Novíssimo Continente (a Oceania)
  • 3. OS CONTINENTES ÁFRICA – AMÉRICAS - ASIA – EUROPA – OCEANIA
  • 4.
  • 5.
  • 6. ÁFRICA É COMPOSTA POR 54 PAÍSES
  • 7.
  • 8. Você sabia que 25 de Maio é o Dia da África?
  • 9. Conta uma lenda que estas árvores eram as mais vistosas da vegetação criada por Deus... Mas devido à sua extrema vaidade, Deus castigou-as e virou-as ao contrário, daí o seu aspecto característico, parecendo que têm as raízes fora da terra, em lugar dos ramos...
  • 10. Hoje, o Brasil tem a maior população negra fora da África. Na porção superior, o selo mostra parte do mapa do Continente Africano, o Golfo de Benin e um navio negreiro; na porção inferior, o selo mostra os mapas da África e da América do Sul identificando 3 rotas de escravos entre os dois continentes: Benin, Angola e Moçambique.
  • 11. Dia da África 2005: CICV reafirma seu compromisso com continente africano No dia 25 de maio de 2005, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) tem o prazer de participar das comemorações do 42o aniversário do Dia da África, que celebram o estabelecimento, em 1963, em Adis-Abeba, Etiópia, da Organização da União Africana (OUA), que três anos depois deu lugar à União Africana (UA).
  • 12. África Negra O Continente africano limita-se ao Norte pelo Mar Mediterrâneo, ao Oeste pelo Oceano Atlântico e ao Leste pelo Oceano Índico. podemos dividi-lo em duas zonas absolutamente distintas: o centro-norte é dominado pelo imenso deserto do Saara (8.600.000 de km2), enquanto que o centro-sul, depois de percorrer-se as savanas, é ocupado pela floresta tropical africana. Esta separação geográfica também refletiu-se numa separação racial. No Norte do continente habitam os árabes, os egípcios, os berberes e os tuaregues (sendo que esse dois últimos são os que praticam o comércio transaarino). No centro-sul, ao contrário, habitam mais de 800 etnias negras africanas. Atribui-se ao atraso da África meridional ao isolamento geográfico que a população negra encontrou-se através dos séculos. Afastada do Mediterrâneo - grande centro cultural da Antigüidade - pelo deserto do Saara, e longe dos demais continentes pela dimensão colossal dos dois oceanos, o Atlântico e o Índico. Apartados do resto do mundo, os africanos se viram vítimas de expedições forâneas que lhes devoravam os filhos ao longo da história. Mesmo antes da chegada dos traficantes de escravos europeus, os árabes já praticavam o comércio negreiro, transportando escravos para a Arábia e para os mercados do Mediterrâneo oriental, para satisfazer as exigências dos sultões e dos xeques. As guerras tribais africanas, por sua vez, favoreciam esse tipo de comércio, visto que a tribo derrotada era vendida aos mercadores.
  • 13. África Negra O tráfico de escravos Durante os primeiros quatro séculos - do século 15 a metade do 19 - de contato dos navegantes europeus com o Continente Negro, a África foi vista apenas como uma grande reserva de mão-de-obra escrava, a “madeira de ébano” a ser extraída e exportada pelos comerciantes. Traficantes de quase todas as nacionalidades montaram feitorias nas costas da África. As simples incursões piratas que visavam inicialmente atacar de surpresa do litoral e apresar o maior número possível de gente, foi dando lugar a um processo mais elaborado. Os mercadores europeus, com o crescer da procura por mão-de-obra escrava, motivada pela instalação de colônias agrícolas na América, associaram-se militarmente e financeiramente com sobas e régulos africanos, que viviam nas costas marítimas, dando-lhes armas, pólvora e cavalos para que afirmassem sua autoridade numa extensão a maior possível. Os prisioneiros das guerras tribais eram encarcerados em “barracões”, em armazéns costeiros, onde ficavam a espera da chegada dos navios tumbeiros ou negreiros que os levariam como carga humana pelas rotas transatlânticas. Os principais pontos de abastecimento de escravos, pelos menos entre os séculos 17 e 18 eram o Senegal, Gâmbia a Costa do Ouro e a Costa dos Escravos. O delta do Níger, o Congo e Angola serão grandes exportadores nos séculos 18 e 19. Quantos escravos foram afinal transportados pelo Atlântico? Há muita divergência entre os historiadores, alguns chegaram a projetar 50 milhões, mas R. Curtin (in The Atlantic slave trade: A census, 1969) estima entre 9 a 10 milhões, a metade deles da África Ocidental, sendo que o apogeu do tráfico ocorreu entre 1750 a 1820, quando os traficantes carregaram em média uns 60 mil por ano. O tráfico foi o principal responsável pelo vazio demográfico que acometeu a África no século 19.
  • 14. África Negra (colonização, escravidão e independência) O comércio triangular Desta forma inseriram a África Negra no comércio triangular basicamente como fornecedora de mão-de-obra escrava para as colônias americanas e antilhanas. O destino dos barcos negreiros eram os portos da Jamaica, Baamas, Haiti, Saint- Eustatius, Saba, Saint-Martin, Barbuda e Antigua, Guadalupe, Granada, Trinidad & Tobago, Bonaire, Curaçao e Aruba. Das Antilhas partiam outras levas em direção às Carolinas e à Virgínia nos Estados Unidos. Outras dirigiam-se ao Norte e Nordeste do Brasil, à Bahia e ao Rio de Janeiro. Os escravos eram empregados como “carvão humano” nas grandes plantações de açúcar e tabaco que se espalhavam do Leste brasileiro até as colônias do Sul dos Estados Unidos: do Rio de Janeiro até a Virgínia. Enquanto a Europa importava produtos coloniais, trocava suas manufaturas (armas, pólvora, tecidos, ferros e rum) por mão-de-obra vinda da África. Os escravos eram a moeda com que os europeus pagavam os produtos vindos da América e das Antilhas para não precisar despender os metais preciosos, fundamento de toda a política mercantilista. Tinham pois, sob ponto de vista economico uma dupla função: eram valor de troca (dinheiro) e valor de uso (força de trabalho).
  • 15. (colonização, escravidão e independência) A luta pela abolição da escravatura Um dos capítulos mais apaixonantes, polêmicos e gloriosos, da história moderna foi o que conduziu à abolição do trafico negreiro e a total supressão da escravidão no transcorrer do século 19. A primeira reação contra a escravidão ocorreu no século 18, partindo de uma seita protestante radical, os Quakers. Eles consideravam-na um pecado e não podiam admitir que um cristão tirasse proveito dela. Enviaram, em 1768, ao parlamento de Londres uma solicitação pedindo o fim do tráfico de escravos. Pouco depois, John Wesley, o fundador do movimento metodista, pregou contra a escravidão (Thoughts upon Slavery, 1774) afirmando que preferia ver a Índias Ocidentais (como eram denominadas as colônias antilhanas inglesas) naufragarem do que manter um sistema que “violava a justiça, a misericórdia, a verdade”.
  • 16. Economistas ilustrados também entraram na luta. Tanto os Fisiocratas franceses como Adam Smith, o pai do capitalismo moderno, (in Wealth os the Nations, 1776) afirmaram que a escravidão era deficitária na medida que empregava uma enorme quantidade de capital humano que produzia muito aquém daquele gerado por homens livres. Viam-na como parte de um sistema de monopólio e privilégio especial, onde um homem desprovido de liberdade não tinha nenhuma oportunidade de garantir a propriedade do que quer que fosse e que seu interesse em trabalhar era o mínimo possível. Assim a escravidão só podia sobreviver pela violência sistemática do amo sobre o cativo. Anterior a ele, nas colônias americanas, Benjamin Franklin foi o primeiro homem moderno a submeter a instituição da escravidão a uma analise contábil, concluindo também que um escravo era muito mais caro do que um trabalhador livre (The Papers of B.Franklin, 1751). Alexis de Tocqueville, o grande pensador liberal francês, que visitou os Estados Unidos, deixou páginas memoráveis no seu A Democracia na América, de 1835, ao fazer a comparação entre os estados escravistas (povoados por brancos indolentes e negros paupérrimos) e aqueles que mantinham o trabalho livre, ativos e industriosos.
  • 17. No plano filosófico ela foi repudiada na obra de Montesquieu (L’esprit de les Lois, livro. XV,1748), onde afirmou que “a escravidão, por sua natureza, não é boa: não é útil nem ao senhor nem ao escravo: a este porque nada pode fazer de forma virtuosa; aquele porque contrai dos seus escravos toda a sorte de maus hábitos... porque se torna orgulhos, irritável, duro, colérico, voluptuoso e cruel. (...) os escravos são contra o espirito da constituição, só servem para dar aos cidadãos um poder e um luxo que não devem ter.” Mais radical do que ele foi o pensamento de J.J. Rousseau (in Le Contrat Social, 1762) para quem “os homens haviam nascido livres e iguais” e que a renuncia da liberdade eqüivalia a renúncia da vida. Como a escravidão repousava sempre a força bruta “...os escravos não tinham nenhuma obrigação ou dever para com os seus amos”.
  • 18. África Negra (colonização, escravidão e independência) A partilha da África A partir do momento que o continente africano não podia mais fornecer escravos, o interesse das potências colônias inclinou-se para a sua ocupação territorial. E isso deu-se por dois motivos, O primeiro deles é que ambicionavam explorar as riquezas africanas, minerais e agrícolas, existentes no hinterland, até então só parcialmente conhecidas. O segundo deveu-se à competição imperialista cada vez maior entre elas, especialmente após a celebração da unificação da Alemanha, ocorrida em 1871. Por vezes chegou-se a ocupar extensas regiões desérticas, como a França o fez no Saara (chamando-a de França equatorial), apenas para não deixa-las para o adversário. Antes da África ser dominada por funcionários metropolitanos, a região toda havia sido dividida entre várias companhias privadas que tinham concessões de exploração. Assim a Guiné estava entregue a uma companhia escravista francesa. O Congo, por sua vez, era privativo da Companhia para o Comércio e Industria, fundada em 1889, que dividia-o com a companhia Anversoise, de 1892 .O Alto Níger era controlado pela Companhia Real do Níger, dos britânicos. A África Oriental estava dividida entre uma companhia alemã, dirigida por Karl Peters, e uma inglesa, comandada pelo escocês W.Mackinnon. Cecil Rhodes era o chefe da companhia sul-africana que explorou a atual Zâmbia e Zimbawe, enquanto o rei Leopoldo II da Bélgica autorizava a companhia de Katanga a explorar o cobre do Congo belga.
  • 21. União Africana (UA) A União Africana foi criada em Durban, em Julho de 2002 e reúne todos os países africanos (53), com exceção de Marrocos. Mazimhaka explica que Marrocos queria que o Saara Ocidental, país vizinho, fizesse parte de seu território, mas a União Africana apoiou a independência do país. Em protesto, Marrocos se retirou do bloco. “Mas ainda consideramos Marrocos como membro histórico da União Africana, apesar da divergência política”. Substitui a Organização de Unidade Africana OUA - 1963
  • 22. os objetivos da União Africana no Ato Constitutivo, são: Ÿ Obter uma maior unidade e solidariedade entre os países africanos e os povos da África; Ÿ Defender a soberania, integridade territorial e independência de seus Estados-Membros; Ÿ Acelerar a integração política e sócio-econômica do continente; Ÿ Promover e defender as posições comuns africanas em questões de interesse para o continente e seus povos; Ÿ Incentivar a cooperação internacional, com a devida consideração à Carta das Nações Unidas e à Declaração Universal dos Direitos Humanos; Ÿ Promover a paz, segurança e a estabilidade do continente; Ÿ Promover as instituições e os princípios democráticos, a participação popular e o bom governo; Ÿ Promover e proteger os direitos humanos dos povos de acordo com a Carta Africana sobre Direitos Humanos e dos Povos e outros instrumentos pertinentes sobre direitos humanos; Ÿ Estabelecer as condições necessárias que permitem ao continente desempenhar o papel que lhe corresponde na economia global e nas negociações internacionais; Ÿ Promover o desenvolvimento sustentável nas esferas econômicas, sociais e culturais, bem como a integração das economias africanas; Ÿ Promover a cooperação em todos os campos de atividade humana para elevar os padrões de vida dos povos africanos; Ÿ Coordenar e harmonizar as políticas entre as Comunidades Econômicas Regionais existentes e futuras para a consecução gradual dos objetivos da União; Ÿ Incentivar o desenvolvimento do continente, promovendo pesquisa em todos os campos, em particular, em ciência e tecnologia; e Ÿ Trabalhar com parceiros internacionais pertinentes para a erradicação de doenças preveníveis e a promoção da saúde no continente.
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  • 27. PROJETO ÁFRICA O CONTINENTE ESQUECIDO Professor: Elicio Gomes Lima Escola: CIEJA – Parelheiros. Setembro 2006