VII Jornadas de Enfermagem da AEESECG <br />Preparação do leito da ferida <br />Carlos Cancela 		                         ...
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DESBRIDAMENTO<br /><ul><li>Desbridamento: excisão de tecido desvitalizado e de matéria estranha de uma ferida.
Desbridamento: excisão de tecido desvitalizado e de matéria estranha de uma ferida.</li></li></ul><li> DESBRIDAMENTO<br />...
TECIDOS A <br />DESBRIDAR<br />Necrosado/placa de necrose<br />Desvitalizado/amarelo<br />
TECIDOS A <br />DESBRIDAR?<br />Necrosado/placa de necrose<br />Desvitalizado/amarelo<br />
DESBRIDAMENTO<br />RESTRIÇÕES/PRECAUÇÕES<br /><ul><li>ISQUEMIA  MEMBROS
PÉ DIABÉTICO
NECROSE DO CALCÂNEO</li></li></ul><li>TIPOS DE <br />DESBRIDAMENTO<br /><ul><li>AUTOLÍTICO
QUÍMICO
ENZIMÁTICO
MECÂNICO
CIRÚRGICO
BIOLÓGICO</li></ul>Dependendo do tecido, do exsudato, da reacção<br />
TIPOS DE <br />DESBRIDAMENTO<br />Apresentação:<br />Gel<br />Pó<br />Apósitos<br />AUTOLÍTICO<br />Maltodextrina<br />Hid...
AUTOLÍTICO<br />Pro Argumentos<br />Contra Argumentos<br />Contra<br /><ul><li>Favorecem ambiente húmido
Infecção não é contra-indicação
Não inibem a angiogénese e a proliferação celular
Podem diminuir a dôr
Mais lento que outros tipos de desbridamento em feridas específicas</li></ul>Pro<br />GEL OU APÓSITOS PARA FERIDAS SECAS<b...
TIPOS DE <br />DESBRIDAMENTO<br /><ul><li>AUTOLÍTICO</li></ul>   APÓSITOS DE HIDROFIBRA,ALGINATOS E ESPUMAS PROMOVEM O DES...
TIPOS DE <br />DESBRIDAMENTO<br />Apresentação:<br />Solutos<br />QUÍMICO<br />Peróxido de hidrogénio<br />Soluto de Dakin...
QUÍMICO<br />Pro Argumentos<br />Contra Argumentos<br />Contra<br /><ul><li>Desbridante relativamente eficaz (dakin)
Inactivados com fluidos orgânicos
Não selectivos
Destroem tecido viável
Citotóxicos
Provocam dôr</li></ul>Pro<br />AS ALTERNATIVAS APRESENTAM MELHOR <br />RELAÇÃO CUSTO-BENEFÍCIO <br />
TIPOS DE <br />DESBRIDAMENTO<br />Apresentação:<br />pomada<br />ENZIMÁTICO<br />Papaína<br />Tripsina<br />Colagenase<br />
ENZIMÁTICO<br />Pro Argumentos<br />Contra Argumentos<br />Contra<br /><ul><li>Selectivo, as enzimas destroem o tecido nec...
Raros casos de intolerância
Eficaz em vários tipos de tecido
Compatível com outros materiais
Maceração e irritação da pele circundante se não fôr devidamente protegida
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Preparação do leito ferida, exsudados e desbridamento ELCOS VII jornadas AEESECG 2010

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Preparação do leito ferida, exsudados e desbridamento ELCOS VII jornadas AEESECG 2010

  1. 1. VII Jornadas de Enfermagem da AEESECG <br />Preparação do leito da ferida <br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  2. 2. V I I J o r n a d a s d e E n f e r m a g e m d a A E E S E C G <br />Preparação do leito da ferida <br />Preparação do leito da ferida <br />Desbridamentos<br />Exsudados<br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  3. 3. V I I J o r n a d a s d e E n f e r m a g e m d a A E E S E C G <br />Preparação do leito da ferida <br />1 – Cicatrização<br />2 –Conceitos no Tratamento ao Leito de Ferida<br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  4. 4. V I I J o r n a d a s d e E n f e r m a g e m d a A E E S E C G <br />Preparação do leito da ferida <br />“A preparação do leito da ferida é definida como a gestão global da ferida para acelerar a cura endógena ou para facilitar a efectividade de outras medidas terapêuticas.“<br />Falanga V. Woundbedpreparationandthe role ofenzymes: a case for multipleactionsoftherapeuticagents. Wounds: A CompendiumofClinicalResearchandPractice; 14 (2); 2002.<br />“A preparação do leito da ferida é um paradigma em mudança ligado ao tratamento da causa e foca-se nos três componentes do tratamento local da ferida: limpeza, pensos interactivos com o vapor de água e equilíbrio bacteriano”. <br />Sibbald RG etal, Preparação do leito da ferida – limpeza, equilíbrio bacteriano e equilíbrio do vapor de água. OstomyWoundManagement; 46(11):2000. <br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  5. 5. V I I J o r n a d a s d e E n f e r m a g e m d a A E E S E C G <br />Preparação do leito da ferida <br />1 – Cicatrização<br />O primeiro passo na gestão de feridas passa pela análise do doente como um todo.<br />A ferida deve ser avaliada cuidadosamente, antes de iniciar qualquer tratamento e regularmente a partir daí, até a cicatrização ser atingida. <br />Uma preparação do leito da ferida e avaliação adequadas são componentes essenciais do tratamento de feridas.<br />Academia Glabal de Feridas URL:<http://www.globalwoundacademy.com/GWA/portugal/module3_2.htm><br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  6. 6. V I I J o r n a d a s d e E n f e r m a g e m d a A E E S E C G <br />Preparação do leito da ferida <br />1 – Cicatrização - Barreiras<br />Idade – com a idade a densidade do colagénio diminui, são produzidos menos fibroblastos e mastócitos e as fibras de elastina começam a fragmentar.<br />Estrutura corporal - obesos e magros se encontram em risco de desenvolvimento de úlceras de pressão e cicatrização deficiente.<br />Stress - o stress psicológico, a dor e o ruído. estimulação do sistema nervoso simpático e a libertação de substâncias vasoactivas ,vasoconstrictoras. <br />Nutrição - a cicatrização deficiente é normalmente associada com subnutrição proteico-calórica. <br />Academia Glabal de Feridas URL:<http://www.globalwoundacademy.com/GWA/portugal/module3_2.htm><br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  7. 7. V I I J o r n a d a s d e E n f e r m a g e m d a A E E S E C G <br />Preparação do leito da ferida <br />1 – Cicatrização - Barreiras<br />Medicação - vários medicamentos têm o potencial de afectar a cicatrização. A acção anti-inflamatória dos esteróides pode interromper a fase inflamatória de reparação da ferida. <br />Oxigenação tecidular - a deposição de colagénio e a actividade fagocitária dos glóbulos brancos são afectadas se os níveis de oxigénio do tecido forem inadequados. <br />Doenças concomitantes - a diabetes, insuficiência renal, doença vascular periférica e doenças auto-imunes podem ter um impacto significativo no processo de cicatrização do doente .<br />Academia Glabal de Feridas URL:<http://www.globalwoundacademy.com/GWA/portugal/module3_2.htm><br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  8. 8. V I I J o r n a d a s d e E n f e r m a g e m d a A E E S E C G <br />Preparação do leito da ferida <br />1 – Cicatrização<br />Hemostase– Minutos após a lesão se formar<br />Formação de um coagulo <br />A cascata da coagulação, converte o fibrinogênio solúvel num coágulo de fibrina insolúvel que preenche o tecido lesado e aprisiona as células vermelhas do sangue. Além tamponar a hemorragia, o coágulo rico em fibrina serve como matriz provisória a ferida, que fornece o suporte para a migração de células adjacentes à lesão. <br />Chin C,et al-Principles of wound bed preparation and their application to the treatment of chronic wounds. Primary Intention 2003; 11(4); 171-182<br />e agragaçãoplaquetária - libertam vários factores de crescimento: (Proteinas que regulam a divisão e o crescimento celular)<br />factor de crecimento derivado das plaquetas (PDGFplatelet-derivedgrowthfactor-Angiogenese);<br />factor de crescimento do tipo insulina I (IGF-I Insulin-likegrowth factor 1 - Estimulador da proliferação, do crescimento celular e um potente inibidor da apopotse);<br />factor de crescimento da epiderme (EGF Epidermalgrowth factor - Regulação do crescimento, proliferação e diferenciação celular);<br />factor de crescimento transformador b (TGF-bTransforminggrowth factor beta – Controla a proliferação e a diferenciação celular. Factor anti-proliferativo de celulasepiteliais). <br />Academia Glabal de Feridas URL:<http://www.globalwoundacademy.com/GWA/portugal/module3_3.htm><br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  9. 9. V I I J o r n a d a s d e E n f e r m a g e m d a A E E S E C G <br />Preparação do leito da ferida <br />1 – Cicatrização<br />Inflamação – O a 3 dias<br />Dentro de 24 horas, um grande número de neutrófilos são atraídos para o local da ferida, seguido por macrófagosativados. <br />As células inflamatórias secretamproteases que removem o tecido danificado e destroem moléculas da matriz extracelular. <br />Chin C, Schultz G, Stacey M & ContributionsfromtheWoundBedAdvisoryBoard. Principlesofwoundbedpreparationandtheirapplication to thetreatmentofchronicwounds. PrimaryIntention 2003; 11(4); 171,182.<br />migração quimiotáctica - células inflamatórias (neutrófilos Fagocitoselibertam proteasese macrófagosFagocitose, activados Libertam factores crescimento - estimulam os fibroblastos, células epiteliais e endoteliais; libertam citocinaspró-inflamatórias - factor de necrose tumoral alfa (TNF-a) e interleucina I beta (IL –1b) conduz os fibroblastos até à ferida e regula os níveis enzimáticos de metaloproteinase da matrix (MMP) )<br />Academia Glabal de Feridas URL:<http://www.globalwoundacademy.com/GWA/portugal/module3_3.htm><br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  10. 10. V I I J o r n a d a s d e E n f e r m a g e m d a A E E S E C G <br />Preparação do leito da ferida <br />1 – Cicatrização<br />Proliferação, Reparação – 0 a 24 dias<br />Plaquetas e Macrófagos libertam factores de crescimento - TGF-b e PDGF (activam a angiogénese) e citocinaspró-inflamatóriasTNF-a e IL –1 β, induzem os fibroblastos na produção de colagénio. <br />No leito da ferida em cicatrização existe um nível elevado de actividade mitótica. <br />A reparação dos vasos sanguíneos (angiogénese) e a formação de tecido de granulação ocorre ao longo de várias semanas. <br />Angiogenese e formação de tecido de granulação.<br />Epitelização, Remodelação– 21 dias a 2 anos<br />A divisão celular aumentada na camada basal da epiderme resulta no revestimento da ferida por uma fina camada de pele.<br />A remodelação, envolve a reorganização do tecido cicatricial pela reestruturação das fibras de colagénio.<br />Calvin M (1998) Cutaneous wound repair Wounds 10(1) 12-32<br />Academia Glabal de Feridas URL:<http://www.globalwoundacademy.com/GWA/portugal/module3_3.htm><br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  11. 11. V I I J o r n a d a s d e E n f e r m a g e m d a A E E S E C G <br />Preparação do leito da ferida <br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  12. 12. V I I J o r n a d a s d e E n f e r m a g e m d a A E E S E C G <br />Preparação do leito da ferida <br />2 – Conceitos no Tratamento ao Leito de Ferida<br />Tratamento em meio húmido ao leito da ferida<br />Dr. George D. Winter (1927-1981) Formation of the scab and the rate of epithelisation of superficial wounds in the skin of the young domestic pig (Nature 193:293 1962).<br />A preparação do leito da ferida não é um conceito estático, mas um conceito dinâmico e<br />rapidamente evolutivo.<br />O modelo da preparação do leito da ferida está dependente de uma avaliação eficaz e minuciosa do paciente e da ferida. – Equipa multidisciplinar<br />EuropeanWoundManagementAssociation (EWMA). PositionDocument: Wound Bed Preparation in Practice. London: MEP Ltd, 2004.<br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  13. 13. V I I J o r n a d a s d e E n f e r m a g e m d a A E E S E C G <br />Preparação do leito da ferida <br />2 – Conceitos no Tratamento ao Leito de Ferida<br />Modelos<br />DIME – Debridement, Infection, Moisture balance, Edge.<br />Sibbald RG, etal - Wound bed preparation: DIM before DIME. Wound Healing Southern Africa 2008 Volume 1 No 1. pag.34<br />TIME – Tissue, Infection, Moisture, Epitelization<br />VincentFalanga descreve o desenvolvimento do TIME, como um modelo com quatro componentes que sustentam a preparação do leito da ferida (Gestão do Tecido, Controlo da Inflamação e Infecção, Gestão da Exsudado, Margens que não avançam). <br />A estrutura TIME oferece uma abordagem abrangente para desenvolver estratégias que maximizem o potencial para cicatrização da ferida.<br />EuropeanWoundManagementAssociation (EWMA). PositionDocument: Wound Bed Preparation in Practice. London: MEP Ltd, 2004<br />Falanga V. - Classifications for wound bed preparation and stimulation of chronic wounds. Wound Repair Regen 2000;8:347-352.<br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  14. 14. V I I J o r n a d a s d e E n f e r m a g e m d a A E E S E C G <br />Preparação do leito da ferida <br />2 – Conceitos no Tratamento ao Leito de Ferida<br />A estrutura TIME não é linear: feridas diferentes requerem atenção para diferentes elementos.<br />É importante integrar o TIME no programa global de cuidados que visa todos os aspectos do tratamento do paciente. Por exemplo, as úlceras de perna de origem venosa, não irão cicatrizar sem compressão; nem as úlceras de pé diabético sem alivio de pressão ou controlo de glicemia.<br />O TIME fornece uma estrutura para uma introdução custo-efectiva para estes tratamentos.<br />EuropeanWoundManagementAssociation (EWMA). PositionDocument: Wound Bed Preparation in Practice. London: MEP Ltd, 2004<br />Falanga V. - Classifications for wound bed preparation and stimulation of chronic wounds. Wound Repair Regen 2000;8:347-352.<br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  15. 15. VII Jornadas de Enfermagem da AEESECG <br />Preparação do leito da ferida <br />2 – Conceitos no Tratamento ao Leito de Ferida<br />O modelo da preparação do leito da ferida está dependente de uma avaliação eficaz e minuciosa do paciente e da ferida.<br />O TIME oferece um modelo que reconhece a relação das anomalias patogénicas que<br />enfraquecem a cicatrização com a aplicação das terapias e procedimentos existentes.<br />A preparação do leito da ferida não deve ser vista de uma forma isolada em relação<br />à avaliação holística da ferida que engloba as necessidades psicossociais do paciente<br />assim como as patologias associadas e subjacentes.<br />EuropeanWoundManagementAssociation (EWMA). PositionDocument: Wound Bed Preparation in Practice. London: MEP Ltd, 2004<br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  16. 16. VII Jornadas de Enfermagem da AEESECG <br />Preparação do leito da ferida <br />2 – Conceitos no Tratamento ao Leito de Ferida<br />T - GESTÃO DO TECIDO NÃO VIÁVEL – Limpeza do leito de ferida<br />Elimina a carga celular (tecido não vascularizado, bactérias e células que impedem o processo de cicatrização) - cria um ambiente que estimula a formação de tecido saudável.<br />As feridas crónicas podem necessitar de desbridamentos repetidos.<br />I - CONTROLO DA INFLAMAÇÃO E INFECÇÃO<br />As feridas crónicas estão frequentemente colonizadas com bactérias e fungos. <br />Abertas por longos períodos de tempo<br />Fraca perfusão sanguínea, hipóxia e as patologias subjacentes.<br />EuropeanWoundManagementAssociation (EWMA). PositionDocument: Wound Bed Preparation in Practice. London: MEP Ltd, 2004<br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  17. 17. V I I J o r n a d a s d e E n f e r m a g e m d a A E E S E C G <br />Preparação do leito da ferida <br />2 – Conceitos no Tratamento ao Leito de Ferida<br />M - CONTROLO DO EXSUDADO<br />Manter as feridas húmidas acelera a re-epitelização.<br />Manter a ferida húmida não aumenta a taxa de infecção.<br />O exsudado parece ter propriedades diferentes em feridas agudas e crónicas.<br />O excesso de humidade macera a ferida e os tecidos circundantes.<br />E - ESTIMULAÇÃO DOS BORDOS EPITELIAIS<br />Defeitos na matriz da ferida ou a isquémia inibem a migração dos queratinócitos<br />A maceração, impede a cicatrização a partir dos bordos da ferida.<br />EuropeanWoundManagementAssociation (EWMA). PositionDocument: Wound Bed Preparation in Practice. London: MEP Ltd, 2004<br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  18. 18. VII Jornadas de Enfermagem da AEESECG <br />Obrigado pela Vossa atenção<br />Preparação do leito da ferida <br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  19. 19. DESBRIDAMENTO<br /><ul><li>Desbridamento: excisão de tecido desvitalizado e de matéria estranha de uma ferida.
  20. 20. Desbridamento: excisão de tecido desvitalizado e de matéria estranha de uma ferida.</li></li></ul><li> DESBRIDAMENTO<br />Tipos de Tecido<br />Necrosado (preto)<br /> Desvitalizado (amarelo)<br />Granulação (vermelho)<br /> Epitelialização (rosa)<br /><ul><li>Desbridamento: excisão de tecido desvitalizado e de matéria estranha de uma ferida.</li></li></ul><li>DESBRIDAMENTO<br />Motivos para desbridar:<br /> O tecido necrosado é uma barreira para a migração celular, prolonga a inflamação e constitui um meio favorável à proliferação bacteriana.<br /><ul><li>Desbridamento: excisão de tecido desvitalizado e de matéria estranha de uma ferida.</li></li></ul><li>Desbridamento<br />Desbridamento<br />D<br />DESBRIDAMENTO<br />Cicatrização<br />Presença de tecido necrosado<br />
  21. 21. TECIDOS A <br />DESBRIDAR<br />Necrosado/placa de necrose<br />Desvitalizado/amarelo<br />
  22. 22. TECIDOS A <br />DESBRIDAR?<br />Necrosado/placa de necrose<br />Desvitalizado/amarelo<br />
  23. 23. DESBRIDAMENTO<br />RESTRIÇÕES/PRECAUÇÕES<br /><ul><li>ISQUEMIA MEMBROS
  24. 24. PÉ DIABÉTICO
  25. 25. NECROSE DO CALCÂNEO</li></li></ul><li>TIPOS DE <br />DESBRIDAMENTO<br /><ul><li>AUTOLÍTICO
  26. 26. QUÍMICO
  27. 27. ENZIMÁTICO
  28. 28. MECÂNICO
  29. 29. CIRÚRGICO
  30. 30. BIOLÓGICO</li></ul>Dependendo do tecido, do exsudato, da reacção<br />
  31. 31. TIPOS DE <br />DESBRIDAMENTO<br />Apresentação:<br />Gel<br />Pó<br />Apósitos<br />AUTOLÍTICO<br />Maltodextrina<br />Hidrogel<br />Poliacrilato<br />+sol.ringer<br />
  32. 32. AUTOLÍTICO<br />Pro Argumentos<br />Contra Argumentos<br />Contra<br /><ul><li>Favorecem ambiente húmido
  33. 33. Infecção não é contra-indicação
  34. 34. Não inibem a angiogénese e a proliferação celular
  35. 35. Podem diminuir a dôr
  36. 36. Mais lento que outros tipos de desbridamento em feridas específicas</li></ul>Pro<br />GEL OU APÓSITOS PARA FERIDAS SECAS<br />PÓ PARA FERIDAS EXSUDATIVAS<br />
  37. 37. TIPOS DE <br />DESBRIDAMENTO<br /><ul><li>AUTOLÍTICO</li></ul> APÓSITOS DE HIDROFIBRA,ALGINATOS E ESPUMAS PROMOVEM O DESBRIDAMENTO AUTOLÍTICO EM FERIDAS EXSUDATIVAS<br />
  38. 38. TIPOS DE <br />DESBRIDAMENTO<br />Apresentação:<br />Solutos<br />QUÍMICO<br />Peróxido de hidrogénio<br />Soluto de Dakin<br />
  39. 39. QUÍMICO<br />Pro Argumentos<br />Contra Argumentos<br />Contra<br /><ul><li>Desbridante relativamente eficaz (dakin)
  40. 40. Inactivados com fluidos orgânicos
  41. 41. Não selectivos
  42. 42. Destroem tecido viável
  43. 43. Citotóxicos
  44. 44. Provocam dôr</li></ul>Pro<br />AS ALTERNATIVAS APRESENTAM MELHOR <br />RELAÇÃO CUSTO-BENEFÍCIO <br />
  45. 45. TIPOS DE <br />DESBRIDAMENTO<br />Apresentação:<br />pomada<br />ENZIMÁTICO<br />Papaína<br />Tripsina<br />Colagenase<br />
  46. 46. ENZIMÁTICO<br />Pro Argumentos<br />Contra Argumentos<br />Contra<br /><ul><li>Selectivo, as enzimas destroem o tecido necrosado e preservam o viável
  47. 47. Raros casos de intolerância
  48. 48. Eficaz em vários tipos de tecido
  49. 49. Compatível com outros materiais
  50. 50. Maceração e irritação da pele circundante se não fôr devidamente protegida
  51. 51. Restrições em feridas infectadas ou exsudativas</li></ul>Pro<br />EM CASOS DE NECROSE SECA, CORTAR A SUPERFÍCIE DA ESCARA COM BISTURI FACILITA A PENETRAÇÃO DA POMADA AUMENTANDO A EFICÁCIA <br />
  52. 52. TIPOS DE <br />DESBRIDAMENTO<br />Métodos:<br />Wet to dry<br />Irrigação<br />turbilhão<br />MECÂNICO<br />Seringa<br />Chuveiro<br />Whirlpool<br />
  53. 53. MECÂNICO<br />Pro Argumentos<br />Contra Argumentos<br />Contra<br /><ul><li>Selectivo, soltando-se o material necrosado
  54. 54. Pode ser usado em feridas infectadas
  55. 55. Nalguns caos (úlceras de perna,p.ex.) é muito agradável
  56. 56. Activa a circulação
  57. 57. Pode dispersar bactérias</li></ul>Pro<br />O MÉTODO WET TO DRY É DOLOROSO, POUCO EFICAZ E NÃO SELECTIVO<br />
  58. 58. TIPOS DE <br />DESBRIDAMENTO<br />Métodos:<br />Em bloco operatório<br />Com bisturi<br />Hidrocirurgia <br />CIRÚRGICO<br />Sharp debridment<br />CIRÚRGICO<br />
  59. 59. CIRÚRGICO<br />Pro Argumentos<br />Contra Argumentos<br />Contra<br /><ul><li>Selectivo
  60. 60. Eficaz
  61. 61. Restrições em pessoas com problemas de coagulação
  62. 62. Pode ser doloroso
  63. 63. Requer treino
  64. 64. Em grandes superfícies requer BO</li></ul>Pro<br />A HIDROCIRURGIA É CONSEGUIDA ATRAVÉS DE UM DISPOSITIVO QUE EXCISA TECIDO ATRAVÉS DE UM JACTO DE SOLUÇÃO SALINA E ASPIRAÇÃO SIMULTÂNEA <br />
  65. 65. TIPOS DE <br />DESBRIDAMENTO<br />Métodos:<br />Larvas de mosca<br />BIOLÓGICO<br />Larvaterapia<br />
  66. 66. BIOLÓGICO<br />Pro Argumentos<br />Contra Argumentos<br />Contra<br /><ul><li>Selectivo (as larvas alimentam-se só de tecido necrosado)
  67. 67. Eficaz
  68. 68. Não pode ser usado em feridas fistulizadas
  69. 69. Dificuldade em obter as larvas</li></ul>Pro<br />
  70. 70. DESBRIDAMENTO<br />OUTROS MÉTODOS<br />Sulfadiazina de prata<br />Mel<br />Electroterapia<br />Ultrasonoterapia<br />Câmara hiperbárica<br />
  71. 71. DESBRIDAMENTO<br /><ul><li>É IMPORTANTE COMPREENDER QUE O DESBRIDAMENTO EFICAZ NÃO É NECESSARIAMENTE AGRESSIVO
  72. 72. A FERIDA É APENAS UMA PARTE DA PESSOA E SE ESQUECERMOS ISSO PODEREMOS COMPROMETER A CICATRIZAÇÃO
  73. 73. EXISTEM INÚMERAS SOLUÇÕES MAS NÃO EXISTE UMA FÓRMULA EM ESPECIAL
  74. 74. NÃO ESQUECER OS OUTROS PROFISSIONAIS DA EQUIPA, O SEU CONTRIBUTO TAMBÉM PODE SER ESSENCIAL</li></li></ul><li>VII Jornadas de Enfermagem da AEESECG <br />E x s u d a d o s<br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  75. 75. VII Jornadas de Enfermagem da AEESECG <br />E x s u d a d o s<br />O exsudado de uma ferida não é apenas um fluido inerte - compreender dos seus componentes e as suas causas ajudará a melhorar o tratamento.<br />Mitos na gestão do exsudado<br />Todos os exsudados são maus<br />Todos os exsudados, estão relacionados com o aumento da carga <br />bacteriana ou infecção.<br />Com o apósito certo posso resolver os problemas relacionados <br />com o exsudado.<br />Tudo o que é preciso é mais almofadamento. <br />WUWHS. Principlesofbestpractice: Wound exudate and the role ofdressings. A consensusdocument. London: MEP Ltd, 2007<br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  76. 76. VII Jornadas de Enfermagem da AEESECG <br />E x s u d a d o s<br />Os Exsudados e a maceração dos tecidos<br />O ambiente húmido é ideal para a cicatrização de feridas. <br />Quando há excesso de humidade que entra em contacto com a pele, causar danos na áreaperilesional.<br />Os bordos ficam espessos e esbranquiçados.<br />O exsudato da ferida não contém apenas água (dermatite por hidratação). <br />Contem restos celulares e enzimas que são corrosivas para a pele.<br />Os apósitos para o tratamento de feridas podem saturar-se com o exsudado. <br />Se não forem substituídos até que se produza uma fuga, aumenta o risco de lesão e de infecção.<br />GarcíaFernández, etal - Incontinencia y Úlceras por Presión. Serie Documentos Técnicos GNEAUPP nº 10. Madrid. 2006<br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  77. 77. VII Jornadas de Enfermagem da AEESECG <br />E x s u d a d o s<br />Composição do exsudado<br />Exsudado derivada do líquido que extravasou dos vasos sanguíneos e assemelha-se ao plasma.<br />Na cicatrização de feridas agudas o exsudato aparece promover a cicatrização e estimular a proliferação celular. <br />As MMPs, que dividem a estrutura da matriz extracelular, estão presentes de forma inativa. <br />Nas feridas crônicas, o exsudado parece ter efeito oposto. Contém níveis elevados demediadores inflamatórios e MMPsativadas.<br />WUWHS. Principlesofbestpractice: Wound exudate and the role ofdressings. A consensusdocument. London: MEP Ltd, 2007<br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  78. 78. VII Jornadas de Enfermagem da AEESECG <br />E x s u d a d o s<br />Composição do exsudado<br />O exsudado parece ter propriedades diferentes em feridas agudas e crónicas. <br />O fluido colhido de feridas agudas estimula a proliferação invitro de fibroblastos, queratinócitos e células endoteliais. <br />O fluido de feridas crónicas bloqueia a proliferação celular, a angiogénese e contém quantidades excessivas de metaloproteinases (MMPs) capazes de destruir proteínas essenciais da matriz extracelular, incluindo fibronectina e vitronectina<br />EuropeanWoundManagementAssociation (EWMA). PositionDocument: Wound Bed Preparation in Practice. London: MEP Ltd, 2004.<br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  79. 79. VII Jornadas de Enfermagem da AEESECG <br />E x s u d a d o s<br />A histamina aumenta a permeabilidade capilar, para que as células brancas do sangue possam escapar e os vasos sanguíneos drenem mais fluido. (Fase inflamatória)<br />Numa ferida a cicatrizar, a produção de exsudado diminui com o tempo.<br />Apesar de um ambiente húmido ser necessário para a cicatrização de feridas, as condições de humidade ou secura extremas podem afectar negativamente o tratamento.<br />WUWHS. Principlesofbestpractice: Wound exudate and the role ofdressings. A consensusdocument. London: MEP Ltd, 2007<br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  80. 80. VII Jornadas de Enfermagem da AEESECG <br />E x s u d a d o s<br />Escolha do apósito em função do exsudado<br />A capacidade de absorção deve permitir o meio húmido adequado ao tratamento de feridas.<br />Deve absorver e reter os exsudados.<br />A capacidade de saturação deve ser observável. – permitir a passagem para o penso secundário<br /> - Adequar a periodicidade do tratamento<br />Absorção vertical.<br />Capacidade de proteger a pele circundante.<br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  81. 81. VII Jornadas de Enfermagem da AEESECG <br />Obrigado pela Vossa atenção<br />E x s u d a d o s<br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />
  82. 82. VII Jornadas de Enfermagem da AEESECG <br />woundrepairandregeneration<br />Woundbedpreparation<br />http://www.woundbedprep.com/<br />Carlos Cancela 11 – 2010 enf.carlosc@gmail.com<br />

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